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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 12 de março de 2023

Especial de Domingo

Novamente, estudaremos o 2º e o 3º Congresso Brasileiro de Aeronáutica, destacando que o terceiro, reunido em 1955, comemora - neste março de 2023 - 68 anos de sua realização.
Boa leitura.
Bom domingo!

2º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em junho de 1949, reuniu-se no Rio de Janeiro o Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Quinze anos haviam decorridos desde o primeiro Congresso, realizado em 1934, em São Paulo. E, como naquela ocasião, formou-se uma comissão para estudar e debater a questão do desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

O Congresso foi aberto pelo Brigadeiro do Ar, Armando Trompowsky, Ministro da Aeronáutica, e seu temário abrangia assuntos variados, como os problemas de ensino aeronáutico, da ampliação e melhoramento da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, do direito aeronáutico, da medicina da aviação, da formação de pilotos civis e outros.

Impresso da UBAC - União Brasileira de Aviadores Civis

A abertura total do mercado brasileiro às sobras de guerra norte-americanas havia comprometido o parque industrial instalado. No final da guerra, o país dispunha de quatro empresas fabricantes de aeronaves: a Companhia Aeronáutica Paulista, a Companhia Nacional de Navegação Aérea, a Fábrica do Galeão e a Fábrica de Aviões de Lagoa Santa, além da Fábrica Nacional de Motores. A Escola Técnica do Exército formava engenheiros com especialização em aeronáutica, e um núcleo de pesquisas desenvolvia tecnologia na Seção de Aeronáutica do IPT. Era uma base industrial e técnica significativa, fruto de um esforço de mais de vinte anos e das condições excepcionais do período de guerra.

Em 1949, esse patrimônio tinha sido atingido pela concorrência predatória das sobras de guerra norte-americanas. Não houve uma política industrial no pós-guerra que possibilitasse a sobrevivência da nascente indústria nacional frente à avassaladora penetração do produto estrangeiro.

Nesse quadro, reuniu-se uma comissão sobre indústria aeronáutica e fomento do Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Suas recomendações surgem num contexto de desalento e de encerramento das atividades das indústrias aeronáuticas no país.

Em novembro de 1948, a Companhia Nacional de Navegação Aérea fechara as suas portas. Em dezembro do mesmo ano, foi seguida pela Companhia Aeronáutica Paulista. A Fábrica do Galeão tinha suas atividades praticamente paralisadas. A Fábrica de aviões de Lagoa Santa caminhava para transformar-se em parque de material aeronáutico da Força Aérea. A Fábrica Nacional de Motores era privatizada, entregue ao capital estrangeiro, e transformava-se em indústria automotiva.

Três teses foram apresentadas ao Segundo Congresso sobre o problema do desenvolvimento industrial: “Reerguimento da Indústria Aeronáutica Nacional”, de autoria do engenheiro Romeu Corsini, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas; “Indústria e Fomento”, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica; “Problemas de Administração e Construção Aeronáutica no Brasil”, do engenheiro Luís Felipe Marques.

Romeu Corsini iniciava sua tese, constatando o fechamento das duas únicas empresas privadas e historiando a trajetória da Companhia Aeronáutica Paulista. Lembrava que, a partir de 1947, a CAP reduzira seu pessoal técnico ao mínimo. Visando a redução de despesas, concentrara seus esforços na produção de dois modelos de aparelhos, com o objetivo de resistir à forte concorrência norte-americana. Mas os resultados tinham sido nulos, e a empresa encerrara a produção de aeronaves.

O engenheiro lamentava que o Brasil passasse de condição de auto-suficiência na produção de aviões leves para instrução à dependência em relação aos estrangeiro, e evocava o caráter estratégico da indústria aeronáutica. De fato, a preocupação com a segurança nacional motivara a Campanha Nacional de Aviação, que tivera como razão básica a formação de pilotos para a constituição da reserva da Aeronáutica. A Campanha foi o principal instrumento de criação do mercado para a CAP e para a CNNA.

EngºRomeu Corsini - Pioneiro em pesquisas sobre combustíveis renováveis, um dos fundadores da Escola de Engenharia de São Carlos,  faleceu em 25/3/2010

Corsini apontava a necessidade estratégica da manutenção de núcleos industriais e tecnológicos que, em situação de emergência, poderiam ser ampliados rapidamente, acrescentando ter sido essa a razão que levara o Estado-Maior a recomendar que os aviões para a instrução fossem fabricados no país. Para o engenheiro, ao Estado cabia a função de fomentar a indústria aeronáutica, citando o plano quinquenal elaborado em 1946 pelo governo argentino, para desenvolver sua indústria de aviões.

O plano argentino correspondia a uma concepção que pressupunha o Estado como agente do desenvolvimento econômico: “El poder executivo considera que la produccion aeronáutica nacional es el principal fundamento efectivo del potencial aereo del país.”

No Brasil de 1949, o Governo Dutra significava uma opção diametralmente oposta, na qual o Estado deveria deixar o espaço livre para a ação das chamadas forças de mercado. Essa concepção, evidentemente, não atendia à necessidade de sobrevivência da indústria aeronáutica nacional, abalada pela concorrência desigual dos produtos norte-americanos. A tese de Corsini não encontrava eco no Governo Federal. O engenheiro concluía apresentando sua proposta de uma política de fomento da indústria nacional, propondo uma política de encomendas pelo Ministério da Aeronáutica de 100 aviões por ano, pelo menos. Inicialmente, as encomendas seriam de aviões do tipo Paulistinha. A fábrica não disporia de uma seção técnica própria, de forma a reduzir os custos, devendo manter convênios com o IPT que, por sua vez, receberia uma subvenção do Governo Federal. A proposta de Corsini visava a evitar a dispersão dos técnicos da Companhia Aeronáutica Paulista e, através de uma política de compras do Ministério da Aeronáutica, criar escalas de mercado para a capital nacional no segmento de aviões de instrução primária.

A segunda tese foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica do Rio de Janeiro: “Indústria Aeronáutica e Fomento”. O IBA iniciava sua tese lembrando que já em outubro de 1945, o engenheiro Frederico Abranches Brotero, do Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo, apresentara à Instituição um “Plano de Industrialização da Aeronáutica Brasileira”. Em janeiro de 1946, o IBA participou do Segundo Congresso Brasileiro de Engenharia, apresentando um trabalho denominado “Planejamento industrial”. Os dois trabalhos concluíam por justificar a existência de uma indústria aeronáutica nacional e refletiam a preocupação dos meios aeronáuticos com o futuro desse segmento da indústria brasileira.

A tese do IBA propunha a organização de um programa de produção aeronáutica; a elaboração de um programa de protótipos; a padronização do material aeronáutico e o estudo de um sistema de auxílio à expansão e equipamento das indústrias fornecedoras de insumos para a indústria aeronáutica.

O documento do IBA considerava que o Brasil não poderia deixar de dispor de uma “indústria básica para o potencial militar e para a solução do problema de transporte”. Considerava ainda que na indústria aeronáutica a mão-de-obra e despesas gerais representavam cerca da metade do custo de produção e que a produção de aeronaves no país permitiria uma economia de divisas de pelo menos sessenta por cento do custo de importação.

O ponto de maior interesse do trabalho consistia numa defesa extraordinariamente lúcida de necessidade do desenvolvimento de projetos adaptados às condições específicas brasileiras: “as condições do transporte aéreo no Brasil diferem das encontradas nos países altamente industrializados, cuja produção se compõe de aviões especialmente estudados para as condições próprias locais. Esses aviões são muito utilizados no mundo inteiro, embora não preencham da mesma forma os requisitos apresentados por países de situação geográfica e condições econômicas diferentes, tal é o caso das vastas regiões da América do Sul, Austrália, Canadá e África. O estudo, projeto e construção de tipos de aviões especialmente adaptados às condições brasileiras constituem-se em tarefa de grande interesse econômico que somente pode ser resolvida de modo satisfatório, por uma indústria nacional. Enquadram-se, neste caso, os aviões de transporte para linhas secundárias no interior do país, aparelhos atualmente inexistentes no mercado mundial”.

Vinte anos mais tarde, a criação da Embraer para a fabricação do Bandeirante, um avião projetado para a aviação regional, capaz de operar em pistas de terra com a mínima infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, comprovou o acerto da tese defendida pelo IBA: nos anos 1960, ainda não havia nenhum avião similar ao Bandeirante disponível no mercado internacional.A tese propunha uma política de encomendas pelas Força Aérea Brasileira para evitar o desaparecimento das indústrias existentes.

1º Voo do Avião Bandeirante, em 1968

A terceira e última tese apresentada ao Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica era de autoria do engenheiro Luís Felipe Marques, que, no entanto, não chegou a ser discutida pela comissão, visto que seu autor desejava apenas que fossem submetidas à aprovação do Congresso as conclusões da quarta comissão do Segundo Congresso de Engenharia e Indústria, cujo conteúdo era análogo à tese apresentada pelo IBA.

O Segundo Congresso acolheu as recomendações contidas nessas teses, acrescentando que os poderes públicos fixassem, através do “Conselho Nacional de Aeronáutica”, órgão a ser criado, os pontos básicos de uma política de desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

3º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em março de 1955, reuniu-se, em São Paulo, o Terceiro Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Como das vezes antecedentes, formou-se uma comissão para discutir a questão da indústria aeronáutica e diversas teses foram apresentadas.

O engenheiro paulista Marc W. Niess defendeu a tese “Possibilidade da indústria de Aviões Leves no Brasil”. Iniciava sua exposição, analisando as causas dos fracassos das tentativas anteriores que, para ele, “não obedeciam a um plano comercial que garantisse seu funcionamento. Os seus produtos só tinham um comprador importante: o Governo”. Era fundamental para Niess que as novas tentativas se apoiassem no mercado particular. Entretanto, o engenheiro julgava ser muito difícil atrair capitais para o setor em função da “atmosfera de dúvida gerada pelos insucessos do passado”.

Contudo, a própria trajetória de Marc Niess desmentiu a viabilidade de iniciativas industrias no setor baseadas unicamente no mercado particular, que prescindissem da intervenção estatal.

Os capitais privados não se sensibilizaram com a perspectiva de concorrer com produtos estrangeiros no mercado interno, sem nenhum tipo de proteção, valendo-se apenas da qualidade de seus produtos e de preços competitivos. Foi, aliás, uma empresa estatal, a Fábrica do Galeão, que produziu o único avião projetado por Marc Niess e que chegou a ser fabricado em série: o aparelho 5 FG, segundo a denominação da fábrica, ou o aparelho 1–80, segundo a denominação de seu projetista.

Niess projetou um segundo avião em 1952, um aparelho destinando ao treinamento primário, com estrutura de tubos de aço soldados e madeira coberta de tela, para dois lugares. Mas introduziu alguns avanços, como um trem de aterrissagem triciclo, que possibilitava pousos mais simples, além de asas de enflechamento negativo. Apenas dois protótipos foram construídos e voaram normalmente. O avião foi denominado 2-100, ou seja: segundo o projeto de Niess. Com um motor de 100 cavalos.

Em 1960, a Marinha estava interessada em equipar o porta-aviões Minas Gerias, recém-adquirido da Inglaterra, com aviões de fabricação nacional. Surgira um contencioso entre a Marinha e a Aeronáutica sobre quem operaria os aviões do Minas Gerais. Nesse momento, por inspiração da Marinha, formou-se a Companhia Brasileira de Aeronáutica, situada junto à base aeronaval de São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro, com a finalidade de produzir uma aeronave para operar no porta-aviões. Marc Niess foi chamado a projetar o aparelho. Seria uma aeronave inteiramente metálica, denominada Fragata. O projeto foi realizado e o avião começou a ser construído, mas o protótipo nunca chegou a voar. Em 1961, o Governo Federal resolveu o conflito de interesse entre a duas forças, determinando a operação de helicópteros navais pela marinha e de aviões de asa fixa pela aeronáutica.

Encerrando o projeto da aeronave Fragata, Niess fundou uma empresa para a fabricação seriada de seus dois modelos 1-80 e 2-100. Era a Clark & Niess, e instalou-se em Tatuí, interior de São Paulo, dando inicio à construção de dois aparelhos de cada modelo. Em 1963, contudo, cerca de um ano após a sua fundação, a empresa encerrava suas atividades. Não havia encomendas governamentais, nem capital suficiente para disputar uma parcela do mercado particular. Os quatro aparelhos em construção nunca foram concluídos.


Uma segunda tese foi apresentada pelo engenheiro Romeu Corsini, do IPT. Inicialmente, Corsini caracterizava uma nova fase de desenvolvimento econômico da país, marcada da fronteira agrícola no oeste de Minas, sudoeste do Paraná e nos Estados de Goiás e Mato Grosso. Esse movimento de interiorização do desenvolvimento exigiria o emprego, cada vez mais frequente do avião como meio de transporte. O Brasil já disporia de um parque industrial capaz de fornecer os insumos para a indústria aeronáutica. Faltaria apenas uma ação de planejamento. Para realizá-la, Corsini preconizava a criação de uma comissão com poderes para definir uma política industrial e tecnológica para o setor.

Seriam funções dessa comissão estudar e fixar as normas brasileiras de aeronáutica, propor estudos ou pesquisas a serem financiadas pelo Governo ou pela indústria, fomentar a indústria de aeronaves, mediante o concurso de projetos e protótipos financiados pelo Governo, para atender às necessidades mais urgentes do país, tais como: táxi aéreo, instrução, aviação agrícola, transporte de passageiros, etc. Caberia ainda à comissão o fomento à indústria de materiais, peças e acessórios, pela conjugação de esforços com a indústria e com os órgãos controladores de importação.

Corsini voltava a defender a ideia de uma comissão com poderes para definir uma política industrial para a aeronáutica, que apresentara originalmente em 1949, no Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Ela viria a tomar forma durante o Governo Jânio Quadros, com a criação do Grupo Executivo da Indústria de Material Aeronáutico – GEIMA, pouco depois da criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.

O GEIMA foi presidido pelo Brigadeiro Faria Lima, mas não logrou obter do Governo a decisão política de implantar a grande indústria aeronáutica no país. Ao contrário do GEIA, sua atuação não deixou maiores marcas na trajetória na indústria aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 11 de março de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 03 a 09/03
O FAB EM DESTAQUE desta semana traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB), de 03 a 09 de março. Entre elas, o vídeo em homenagem ao dia das mulheres, a finalização da missão de ajuda humanitária no Chile e a apresentação da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB). Nesta edição, você também confere o balanço dos 30 dias do Comando Operacional Conjunto Amazônia, a visita da Ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), Marina Silva, em Terra Yanomami e a atuação das mulheres na Operação Yanomami.

Apresentação: Tenente Wanessa Liz / CECOMSAER

Edição: Sargento Renata / CECOMSAER

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sexta-feira, 10 de março de 2023

Embraer

Embraer participa de negociação com a Índia para venda de até 80 cargueiros KC-390

As negociações para uma possível fábrica de jatos brasileiros Embraer na Índia podem incluir uma gorda venda de cargueiros militares ao gigante asiático. No entanto, haverá concorrência.

A Embraer tem sido uma das empresas sondadas pelo governo da Índia para a abertura de fábrica de aviões no país, que tem a segunda maior população do mundo e está com a aviação em plena expansão. As conversas teriam foco nos jatos regionais, mas podem incluir outros negócios, como a venda de cargueiros militares, como a empresa informou na apresentação dos resultados do ano passado. Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, foi questionado sobre as possibilidades da Embraer no país da Ásia e revelou que a fabricante brasileira recebeu recentemente uma carta do tipo RFI (Request For Information) do governo indiano. A RFI é o primeiro passo para a aquisição de produtos de uma empresa e nela são solicitadas informações como valores, prazos de pagamento, entrega e condições gerais de fornecimento. Nesta carta foram solicitadas informações sobre a aquisição “de 40 a 80 cargueiros militares C-390 Millenium” segundo o executivo revelou à imprensa. Detalhes se estes jatos seriam produzidos em parte ou totalmente na Índia e se a RFI incluiria algo sobre aviões civis, não foram revelados. Atualmente, a Índia possui jatos cargueiros militares dos modelos Lockheed Martin C-130 Hércules, Boeing C-17 Globemaster III e Ilyushin IL-76.

Fonte: Carlos Martins / AEROIN

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quinta-feira, 9 de março de 2023

Pioneiros

THEREZA DE MARZO
THEREZA DE MARZO nasceu na cidade de São Paulo no dia 04 de agosto de 1903. Era filha de Affonso de Marzo e de Maria Riparullo e tinha seis irmãos. Aos 17 anos, chegou à janela de sua casa na Ladeira Dr.Falcão,defronte ao Vale do Anhangabaú e do Viaduto do Chá e, ao erguer os olhos para o céu , avistou um avião. Ficou encantada e decidiu que um dia iria voar também . Ao comunicar sua intenção à família, provocou um grande alvoroço. A maior reação veio da parte de seu pai, um comerciante italiano de Nápoles. A filha deveria pensar em casamento e não em pilotar aviões . THEREZA DE MARZO não se intimidou com os protestos. Foi a pé até o Jardim Paulista, no Aeródromo Brasil, onde dois irmãos italianos ministravam instrução de voo. Ambos gostaram da ideia. Propuseram a ela o preço de 600 mil réis para 10 horas de voo. Como seu pai não lhe daria o dinheiro, THEREZA DE MARZO decidiu rifar sua vitrola. Ninguém foi premiado, pois sobraram dois cartões. Pode assim então sortear mais uma vez, entre os amigos da família. Agora poderia começar as aulas. THEREZA DE MARZO não era vaidosa, exceto com relação a sapatos. Esta preferência, agora, ficaria relegada a um segundo plano. O dinheiro seria somente para pagar suas horas de voo. Começou a aprender a pilotar em março de 1921. Como seus instrutores João e Enrico Robba viajavam muito, os alunos ficavam muito tempo sem aulas. Ao ser apresentada ao piloto e engenheiro-mecânico Fritz Roesler, ex-combatente da Primeira Guerra Mundial, oriundo de Estrasburgo, pediu a ele que se tornasse seu instrutor . Com as aulas mais frequentes, THEREZA DE MARZO progrediu muito. No dia 17 de Março de 1922, voou sozinha pela 1ª vez. Começara um ano antes, em Março de 1921. Continuou treinando e voando sem o instrutor por mais 4 vezes . No dia 8 do mês seguinte (abril), apresentou-se para o exame. Decolou no avião francês CAUDRON G-3, de 120 HP, de motor rotativo e permaneceu no ar por 40 minutos, executando as manobras. O voo foi perfeito e o pouso com muita técnica e habilidade. A pista era pequena - 150 metros de comprimento por 60 de largura - o que provocou a admiração dos que assistiam a prova. Os examinadores eram o Dr. Luiz Ferreira Guimarães, diretor do Aeroclube do Brasil que foi a São Paulo especialmente para esse fim e os deputados Manoel Lacerda Franco, Amadeu Saraiva e João Robba, além do instrutor Fritz Roesler. THEREZA DE MARZO recebeu o brevê n.º 76 do Aeroclube do Brasil que era filiado à Fédération Aéronautique Internationale.
Foi a PRIMEIRA MULHER BRASILEIRA A VOAR SOZINHA e a receber o diploma de piloto-aviador internacional. Recebeu muitas homenagens e foi o centro de atenção da imprensa. Dias depois, efetuou o 1º reide para a cidade de Santos onde sobrevoou a estátua de Bartolomeu de Gusmão. Recepcionou com outros colegas aviadores, os famosos Gago Coutinho e Sacadura Cabral. THEREZA DE MARZO criou as "Tardes de Aviação", nas quais efetuava seus voos com passageiros. Certa tarde, ela e o piloto Átila decolaram do Aeroclube do Ypiranga. Quem comandava o voo era THEREZA DE MARZO. O colega deveria jogar flores sobre os jogadores, ao voarem rasante sobre o Estádio Palestra Itália. Ao colocar a mão para dentro do avião, Átila bateu sem querer na seletora do combustível, fechando-a e parando o motor. THEREZA DE MARZO já escolhia um lugar seguro para pousar quando resolveu tentar mais uma vez mexer no comando da gasolina. Já próxima do chão, sentiu que o motor voltava a funcionar e o voo prosseguiu sem problemas. A aviadora continuou fazendo seus voos durante 4 anos. Possuia um aparelho CAUDRON G-3, que comprara aconselhada por amigos por 8 contos de réis. Batizou-o com o nome de "São Paulo". Mais tarde, adquiriu um "Oriole". Voou cerca de 350 horas, que foram registradas oficialmente, sendo que muitas não foram computadas, pois seu instrutor achou desnecessário. Como na época, stava ficando cada vez mais difícil manter um avião, THEREZA DE MARZO pediu ao Presidente da República, Washington Luiz, uma subvenção para a gasolina e recebeu como resposta:"Não quero contribuir para seu suicídio"! O preconceito contra a mulher sempre esteve presente. A vida estava cara e a aviadora não podia manter seu treinamento. Seu antigo instrutor - Fritz Roesler - havia se apaixonado pela aluna. THEREZA DE MARZO então aceitou a proposta de casamento que ele lhe fizera. Casaram-se em 25 de setembro de 1926, com grande repercussão na sociedade brasileira. Presentes muitas autoridades representativas da época. THEREZA DE MARZO ficou triste quando o marido ciumento não permitiu que voltasse a voar. Ela não tinha dinheiro para pagar a gasolina e ele não queria ajudá-la. Tinha, porém, esperanças de que poderia fazê-lo mudar de idéias depois e assim, conciliaria os dois amores. Embora sempre acompanhasse Fritz Roesler em suas atividades profissionais, não mais voltou a voar como piloto. THEREZA DE MARZO conseguira meios para a construção de um hangar, no Ypiranga, colhendo donativos numa praça em Santos. Em 1923, venderam este hangar e se mudaram para o Campo de Marte . Lá, funcionou a Escola de Pilotagem e o Clube de Planadores, criação de Fritz Roesler. Esse piloto-engenheiro construiu os primeiros planadores EAY-101 (primários e secundários). Projetou e construiu também os primeiros cinco Paulistinhas EAY-201, no Brasil, que chamou de "Ypiranga". O projeto do Ypiranga foi vendido mais tarde para Francisco Pignatari, dono da Companhia Aeronáutica Paulista. Assim, o EAY-201 deu origem ao CAP-4, Paulistinha, de 65 HP, muito usado em instruções primária nos aeroclubes durante muito tempo. Fritz também foi o idealizador da VASP sendo um de seus fundadores (04.11.1933), juntamente com Henrique Santos Dumont e o engenheiro Jorge Corbusier. Recebeu algumas condecorações, assim como sua esposa aviadora. THEREZA DE MARZO viveu casada com Fritz durante 45 anos, quando ele veio a falecer em 1971. THEREZA DE MARZO faleceu em 09/02/1986 e foi enterrada no cemitério do Araçá, na cidade de São Paulo.

Condecorações de THEREZA DE MARZO
• Medalha de Pioneira da Aeronáutica pela Fundação Santos Dumont São Paulo (1961)
• Medalha de Mérito Aeronáutico pelo Ministério da Aeronáutica São Paulo (1976)
• Medalha de Ouro Santos Dumont Minas Gerais (1980)

Fonte: Publicações de Lucy Lupia

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quarta-feira, 8 de março de 2023

Dia da Mulher

FAB lança vídeo alusivo ao Dia Internacional da Mulher 

Há mais de 40 anos, Instituição integra no seu efetivo o público feminino

Força da Humanidade. Há mais de um século, o dia 08 de março ficou marcado como o Dia Internacional da Mulher e se tornou uma razão para comemorar mudanças importantes quanto aos avanços e reconhecimento das mulheres em diversos setores da sociedade. A Força Aérea Brasileira (FAB) reconhece o mérito da trajetória profissional, das competências e das capacidades das mulheres. A presença feminina no âmbito da FAB ocorre desde a Segunda Guerra Mundial, quando, em julho de 1944, seis enfermeiras passaram a integrar o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica. A partir de 1982, a Instituição começou a incorporar no seu efetivo o público feminino, que hoje é composto por 14.206 mulheres militares. Este ano, a FAB preparou um vídeo destacando a rotina das mulheres militares atuando em diversas funções. Qualificadas, elas são aviadoras, controladoras de voo, mecânicas, médicas, entre outras várias profissionais.

Fonte: FAB

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terça-feira, 7 de março de 2023

Operação Astrolábio

Lançamento de foguete sul-coreano a partir de Alcântara tem nova previsão

Lançamento do HANBIT-TLV é o 500º da história do CLA e um marco importante para o Programa Espacial Brasileiro

A Operação Astrolábio, resultado da parceria entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a empresa privada sul-coreana INNOSPACE, acaba de ser retomada e uma nova janela de lançamento foi definida para o período de 7 a 21 de março de 2023. No dia 21 de dezembro de 2022, o lançamento do foguete HANBIT-TLV precisou ser adiado devido à uma questão de ordem técnica. De acordo com o CEO da INNOSPACE, Kim Soojong, diversas ações foram planejadas e implementadas para que a próxima tentativa possa acontecer de forma eficaz. “Assim como para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a segurança também é uma prioridade para a INNOSPACE. Estamos confiantes de que teremos um lançamento seguro e bem-sucedido”, comentou Kim Soojong. Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida, a missão envolveu muitos desafios e quebras de paradigmas, afinal é a primeira vez que uma empresa privada estrangeira realiza um lançamento a partir da base de Alcântara. “Esse é um momento marcante para o Programa Espacial Brasileiro, pois a Operação Astrolábio vem ratificar o futuro Centro Espacial de Alcântara (CEA) como um espaço-porto para o New Space*, abrindo possibilidades de parcerias futuras e o aprimoramento dos processos e da estrutura do CLA”, explicou.
Com o lançamento do HANBIT-TLV, o CLA chega ao 500º lançamento em 40 anos de história, apoiando inúmeros experimentos tecnológicos complexos e multidisciplinares.

New Space
New Space é um conceito atual no mercado espacial que prioriza o lançamento de satélites menores e mais leves, planejados para orbitarem por períodos mais curtos, o que diminui o tempo de fabricação e, principalmente, o custo dessas cargas úteis, além de potencializar o desenvolvimento de pesquisas espaciais devido à constante atualização das tecnologias envolvidas e a facilidade crescente na miniaturização e utilização de novos componentes.

Sobre a carga útil
O foguete sul-coreano é equipado com a carga útil denominada Sistema de Navegação Inercial (SISNAV), desenvolvida pelos militares e profissionais civis do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). O SISNAV é um experimento tecnológico brasileiro essencial para a navegação autônoma de foguetes, que permitirá ao Brasil um grande passo em direção à independência no desenvolvimento de veículos para lançamentos de satélites de todos os tipos. O Projeto SISNAV está inserido dentro do Sistema de Navegação e Controle (SISNAC), previsto para o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) da FAB, focado em órbitas baixas do New Space. Essa missão propicia o desenvolvimento técnico e operacional das equipes envolvidas no que tange à tecnologia de propulsão híbrida, avaliação do desempenho em voo do SISNAV e sistemas de rastreio, transmissão e recebimento de dados. Dessa forma, o Programa Espacial Brasileiro será fortalecido, mostrando ao mundo a capacidade do Brasil de desenvolver tecnologias aeroespaciais. 

Fotos: DCTA

Fonte: DCTA, por Tenente Carolina Redlich

Edição: Agência Força Aérea

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segunda-feira, 6 de março de 2023

Memória

AFA resgata 82 anos de história em nova aplicação no site da Academia


Os novos itens permitem resgatar um pouco da trajetória da Academia e dos Cadetes rumo ao Oficialato

Com o intuito de perpetuar a história da Academia da Força Aérea (AFA) foram lançados, em 24 de fevereiro, no portal www.fab.mil.br/afa, no menu AFA, os novos itens: Turmas AFA; Revista Esquadrilha; Aeronaves, Monumentos e Locais de Destaque. O projeto nasceu como uma forma de resgatar um pouco da trajetória da Academia e dos Cadetes rumo ao Oficialato. A iniciativa tem por objetivo recordar detalhes históricos presentes no Ninho das Águias, e não apenas contou a cronologia desses 82 anos de existência da Academia, mas apresentou registros da própria Força Aérea Brasileira (FAB) ao longo do tempo. Com a digitalização, as informações disponibilizadas no site institucional apresentam um arcabouço de conhecimentos e curiosidades vivenciadas ao longo das carreiras dos militares da FAB, a fim de preparação dos alunos no tocante aos futuros desafios na Instituição. A realização deste trabalho foi fruto de um esforço de toda a Guarnição de Aeronáutica de Pirassununga e contou com o apoio do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e do Centro de Computação da Aeronáutica de Brasília (CCA-BR). Contribuições adicionais e sugestões para melhoria desse marco histórico serão muito bem-vindas e poderão ser direcionadas para o endereço eletrônico scs.afa.fab@gmail.com. Dessa maneira, o Ninho das Águias espera tornar a jornada dos Cadetes de ontem e de hoje acessível a cada brasileiro.

Fonte: AFA, por Tenente Chayanne

Edição: Agência Força Aérea

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domingo, 5 de março de 2023

Especial de Domingo

Acompanhe o que foi a transmissão de conhecimentos e informações para alunos do quinto ano do ensino fundamental da Escola Municipal Reinaldo Cherubini, de Nova Prata, no interior do Rio Grande do Sul. A atividade foi proporcionada, no dia 03 de março de 2023, durante visita àquela cidade de dois voluntários do NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação), os pilotos Luiz Bologna Jr e Gabriel Lemos Bologna.
Boa leitura.
Bom domingo!

Crianças de Nova Prata (RS) recebem aula de campo sobre aviação, em visita de voluntários do NINJA
Uma inusitada aula de campo sobre aviação
Com o objetivo de propagar a cultura aeronáutica e proporcionar conhecimento sobre aviação para crianças e jovens, como é a filosofia do NINJA, os comandantes e voluntários Luiz Bologna Júnior e Gabriel Lemos Bologna, em viagem aérea à cidade de Nova Prata (RS), fizeram um aproveitamento de missão e atenderam a um grupo de alunos da Escola Municipal Reinaldo Cherubini. No aeroporto local, os dois aeronavegantes viram o interesse de alguns garotos observando curiosamente o avião pilotado por eles, um bimotor Beech Baron G-58. Ao notar a disponibilidade dos pilotos voluntários do NINJA, o administrador do aeroporto, Ronaldo, indagou se outras crianças poderiam ver a aeronave bem de perto. Com a resposta afirmativa, a escola foi contatada e, em pouco tempo, um ônibus chegava ao local trazendo dezenas de crianças, para uma inusitada aula de campo.

Perguntas
Gabriel, que também é um dos instrutores de aeromodelismo no NINJA, explanou sobre diferentes aspectos do voo e partes de um avião. Inúmeras foram as vezes nas quais os alunos levantaram as mãos, pedindo explicações sobre determinados assuntos, como o uso de máscara de oxigênio e funcionamento do radar meteorológico, para contorno de chuvas ou certos tipos de nuvens.

Geração futura
O comandante Luiz comentou: “Veja como foi importante esse contato. Atingiu a gurizada. Até mudaram para Aviação a temática de uma pesquisa que farão na escola. Foi muito legal. O povo de lá leva muito a sério as coisas. O importante é que nós os conhecemos e, de certa forma, demos uma contribuição de conhecimento para a geração futura desta Nação”. A escola tem como atividade programada, em 2023, pesquisas com a temática “Para além do mundo terrestre”. Para o quinto ano do ensino fundamental o assunto seria “O universo”. Depois, do encantamento com as informações passadas pelos pilotos na atividade de campo no aeroporto, o grupo decidiu mudar a matéria para “A aviação”. Uma professora, num dos espaços da Escola na rede de computadores, assim escreveu: “O encantamento pelo veículo aéreo foi tanto que, ao voltar para a escola, o tema foi modificado. Agora, o quinto ano se deterá no estudo dos aviões”.

Nova Prata
Fundada em 1924, Nova Prata situa-se no Norte do estado do Rio Grande do Sul, entre Caxias e Passo Fundo, ao redor das coordenadas geográficas (28º47’02’’ S – 051º36’36” W). Possui cerca de 27 mil habitantes, brasileiros descendentes principalmente de imigrantes italianos, poloneses, alemães e portugueses.

A aeronave Beech Baron
O Beechcraft Baron G-58 é um avião bimotor a pistão, asa baixa, triciclo com trem de pouso escamoteável. Dispõe de seis lugares. A velocidade de cruzeiro é de 370 Km/h. Alcance de 2.741 quilômetros. É equipado com motores Continental IO-550. Medidas: comprimento de 9,09 m; envergadura de 11,53 m; altura 2,97 m.

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sábado, 4 de março de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 24/2 a 02/03
O FAB em Destaque é um programa que apresenta um resumo semanal das principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) e esta edição traz os destaques de 24 de fevereiro a 2 de março. Entre eles, a antecipação do término dos corredores no interior da ZIDA para 6 de abril; a cerimônia militar de passagem de comando do IV COMAR; o apoio da FAB às equipes de busca e salvamento que estão atuando no litoral norte de São Paulo; o transporte de gerador de energia para Surucucu, na Operação Yanomami; entre outras. Nesta edição, você também confere os posts que alcançaram maior visibilidade nas nossas mídias sociais.

Fonte: FAB

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sexta-feira, 3 de março de 2023

Aviadoras

Parceria entre Instituto Embraer e ONG Aviadoras busca impulsionar carreiras de mulheres na aviação


Voluntários e voluntárias da Embraer realizam mentoria para desenvolvimento de carreira no setor aeronáutico.
VI Encontro Mulheres na Aviação também terá apoio da Embraer.

O Instituto Embraer e a Associação das Mulheres Aviadoras do Brasil (AMAB) estabeleceram parceria para mentoria de carreira de jovens entre 16 e 26 anos interessadas no setor aeronáutico. A iniciativa “Acelerando Carreiras” faz parte do Programa de Voluntariado do Instituto Embraer. Voluntários e voluntárias da Embraer realizarão encontros online durante dois meses com jovens de diferentes lugares do Brasil para discutir temas como plano de carreira, priorização e gestão do tempo, marketing pessoal e networking, ferramentas de apresentação e comportamento em entrevista de emprego. Em 2022, mais de 600 voluntários participaram da Programa de Voluntariado, que impactou a vida de centenas de jovens das cinco regiões do País. “Contribuir com a representatividade feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática e impulsionar jovens na busca por realização profissional no ambiente aeronáutico, repleto de desafios, tem sido uma das prioridades do Instituto Embraer”, explica André Tachard, diretor do Instituto Embraer.

VI Encontro Mulheres na Aviação
Além da atividade de mentoria, a parceria envolve também o apoio da Embraer ao VI Encontro Mulheres na Aviação, organizado pela Aviadoras, que ocorre nos dias 4 e 5 de março. O primeiro dia de programação terá palestras e um ambiente que promoverá redes de relacionamento no Hotel Blue Tree Premium Faria Lima, em São Paulo. No dia seguinte, o encontro será no Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas. Este é o segundo ano consecutivo que a empresa colabora com o evento que reúne pilotas, comissárias de voo, mecânicas de aeronave, engenheiras entre outras profissionais e estudantes de diversas áreas da aviação associadas à ONG. A programação completa do evento está disponível aqui.  E para saber mais sobre a ação social do Instituto Embraer, acesse o portal de voluntariado Asas do Bem.

Sobre Aviadoras
Associação das Mulheres Aviadoras do Brasil (AMAB) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo fomentar a carreira da mulher aviadora, por meio de incentivo, auxílio, mentoria, treinamento, integração e networking. Paralelamente a este trabalho, a AMAB compartilha seus meios, em busca de amplificar o alcance e as oportunidades, enquanto promove a carreira da mulher nos diversos campos da aviação, assim como nas demais áreas correlatas ligadas a ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

Sobre o Instituto Embraer
Criado em 2001, o Instituto nasceu com o objetivo de investir o capital social privado da Embraer em programas voltados principalmente a educação. Além de manter os dois colégios de ensino médio em período integral nas cidades de São José dos Campos e Botucatu, interior de São Paulo, o Instituto investe recursos financeiros e humanos em projetos que impactam positivamente a sociedade.

Sobre a Embraer
Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer (NYSE: ERJ) tem negócios em Aviação Comercial e Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, fornecendo Serviços e Suporte aos clientes no pós-venda. Desde que foi fundada em 1969, a Embraer já entregou mais de 8.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola em algum lugar do mundo, transportando mais de 145 milhões de passageiros por ano. A Embraer é a principal fabricante de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa. 


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quinta-feira, 2 de março de 2023

AMAB

Notas Esparsas
Saint Exupéry e seus camaradas numa fazenda brasileira
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

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quarta-feira, 1 de março de 2023

Efemérides Aeronáuticas - Março

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica destaca uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de MARÇO, estimulando o estudo, a pesquisa.

1707
Foi exarada uma Provisão Real, com a rubrica de D. João V, de Portugal, concedendo a Bartolomeu de Gusmão a carta de privilégio, em razão de “ter alcançado com seu estudo e experiências um invento para fazer subir água a toda distância a que se levar”. (23 de março) 

1709
Bartolomeu de Gusmão requereu a D. João V, em 08 de março de 1709, alvará de licença para seu invento, à época denominado “instrumento para voar” (Aerostato). (08 de março)

1865
Nasceu em Garanhuns/PE, Domingos de Barros, considerado um dos mais entusiastas da aerostação e responsável por uma série de sugestões para a dirigibilidade em balões. Foi químico industrial e colaborou com Augusto Severo quando este construiu o seu balão dirigível “Bartolomeu de Gusmão”, em Realengo/RJ. Escreveu um livro, “Aeronáutica Brasileira”, publicado em 1940, após a sua morte. (22 de março)

1867
Foram adquiridos em Nova York, em março de 1867, pelo Cônsul do Brasil Henrique Cavalcanti de Albuquerque, dois balões de observação para o Exército Brasileiro, a fim de serem utilizados na Guerra do Paraguai.

1881
O inventor brasileiro Júlio César Ribeiro de Souza apresentou ao Instituto Politécnico do Brasil, no Rio de Janeiro, a sua obra: "Memória sobre a Navegação Aérea". (15 de março)

1882
Júlio César Ribeiro realizou uma experiência com o balão “Vitória”, na praça fronteira à Escola Militar, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, com a presença do Imperador D. Pedro II, do Barão de Tefé e outras autoridades. O balão atingiu a altura de 50 metros, sempre preso por cordas ao solo ou puxado por Júlio César, até que certo momento enroscou-se nos galhos superiores de uma árvore, inutilizando-se. (29 de março)

1889
Foi inaugurada em Paris, a Torre Eiffel a qual, anos mais tarde, passou a ser um marco para a competição do “Prêmio Deutsch de La Meurthe”, que seria ganho por Alberto Santos Dumont, em 19 de outubro de 1901. A Torre foi construída pelo engenheiro francês Gustave Eiffel (1832-1923), no Campo de Marte, para assinalar a Exposição Universal de 1889, ocorrida em Paris. Tinha originalmente 300 metros de altura. (31de março) 

1894
O inventor brasileiro Augusto Severo de Albuquerque Maranhão realizou, num galpão em Realengo (RJ), experiência de ascensão com o balão dirigível Bartholomeu de Gusmão, na qual o dirigível levantou do assoalho sete sacos de areia, num total de 142 kg. (6 de março)

Augusto Severo realizou, em Realengo (RJ), a segunda ascensão cativa do dirigível Bartholomeu de Gusmão, em que a aeronave subiu a 8 m de altura, com 560 kg de lastro. (7 de março)

1898
Ocorreu a primeira ascensão aerostática de Santos Dumont, em companhia do aeronauta Alexis Machuron (também construtor de balões), saindo do Parque de Aerostação de Vaugirard, em Paris, e descendo no Castelo de Ozoir-La-Ferrière, propriedade de Alphonse de Rotschild, após uma hora e quarenta minutos de voo. (23 de março)

1900
Santos Dumont iniciou a construção do balão dirigível “Nº4”. (22 de março)

Foi criado pelo grande industrial de petróleo Deutsch de La Meurthum prêmio que recebeu o seu nome, no valor de 100.000 francos, para ser disputado nos anos de 1900, 1901, 1902, 1903 e 1904, entre 1º de maio e 1º de outubro de cada ano. O vencedor seria o primeiro aeronauta que, com um balão dirigível, cumprisse o percurso Saint Cloud-Torre Eiffel-Saint Cloud (11.000 metros), dentro do prazo de 30 minutos, sem tocar em terra, por seus próprios meios, e fizesse uma circunferência tal que nela se encontrasse incluso o eixo da Torre Eiffel. (24 de março)

Santos Dumont realizou uma ascensão, ao meio dia, na Praça Massena, em Nice, no balão livre “Centauro”, pousando em meio a uma violenta tempestade em Vallouris, na Floresta de Guignon. No choque com as árvores, o invólucro do balão ficou bastante avariado e Santos Dumont sofreu ferimentos profundos no rosto e pequenas escoriações generalizadas. Conseguindo regressar a Nice, ele permaneceu em repouso no Hotel Cosmopolita até que seu estado de saúde melhorasse. (29 de março)

1901
O escritor e jornalista José do Patrocínio deu entrada, no Ministério da Viação e Obras Públicas, das plantas e esquemas, além da minuciosa descrição do seu invento, o aerostato “Santa Cruz”, para fins de registro de patente. (19 de março)

1902
Santos Dumont chegou a Londres para tratar da exposição do “Nº6” no Palácio de Cristal, e planejar futuras ascensões aerostáticas, como assinalou o jornal “The Evening Sun”. (04 de março)

1905
Foi conferida a Santos-Dumont, pelo Governo Francês a medalha da Legião de Honra.

1907
Santos-Dumont realizou, em Paris, a primeira experiência com seu aeroplano nº 15. (27 de março)

1912
O aviador brasileiro Edu Chaves e o francês Roland Garros realizaram o voo Santos-São Paulo, cada um no seu avião. (9 de março)

1915
Faleceu o 1º Tenente Ricardo Kirk, em acidente de aviação quando participava do primeiro emprego do avião em operações militares no Brasil, contra o “Reduto de Santa Maria”, em Santa Catarina, na “Campanha do Contestado”. (1 de março)

1917
O Tenente Virgínius De Lamare da Aviação Naval realizou no dia 10 de março de 1917, no Rio de Janeiro, o primeiro voo noturno no Brasil, pilotando um hidroavião Curtiss. (10 de março)

1933
Através do Decreto nº 20.987, foi reorganizada a Aviação Militar e foram criadas as Unidades Aéreas do Exército. (29 de março)

1934
Por meio do Decreto nº 24.066, de 29 de março de 1934, foi aprovado o Regulamento para o Serviço Médico da Aviação. (29 de março)

Chegou ao Rio de Janeiro a aviadora norte-americana Laura Inglalls que, sozinha, realizou um reide em torno das Américas. (30 de março)

1941
Foi concedida permissão à Sociedade Anônima brasileira Navegação Aérea Brasileira S.A. para estabelecer tráfego aéreo comercial no território nacional, através do Decreto nº 7.126. (5 de março)

Foi criado o Corpo de Cadetes da Escola de Aeronáutica. (14 de março)

Foram extintas a Escola de Aeronáutica do Exército, através do Decreto-Lei nº 3.140 e a Escola de Aviação Naval, pelo Decreto-Lei nº 3.139. Foram criadas a Escola de Especialistas de Aeronáutica, através do Decreto-Lei nº 3.141, e a Escola de Aeronáutica, pelo Decreto-Lei nº 3.142. (25 de março)

O Dia do Especialista de Aeronáutica é uma homenagem a data de criação da Escola de Especialistas de Aeronáutica, fundada em 25 de março de 1941, apenas dois meses após o nascimento do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941. (25 de março)

1942
Por meio do Decreto nº 4.142, foi criada a Base Aérea de Natal. (2 de março)

1946
Foi criado o Curso de Estado-Maior da Aeronáutica, pelo Decreto nº 20.798. (19 de março)

1949
Foi criado o Curso Preparatório de Cadetes do Ar, por meio do Decreto nº 26.514. (28 de março)

1950
Por meio do Decreto nº 27.879, a sede da Escola de Especialistas da Aeronáutica foi transferida da Ponta do Galeão para a cidade de Guaratinguetá, a fim de tornar possível a construção do Aeroporto do Rio de Janeiro. (13 de março)

1955
Teve início o III Congresso Brasileiro de Aeronáutica, realizado em São Paulo na sede do Instituto de Engenharia de São Paulo e patrocinado pela União Brasileira de Aviadores Civis. (5 de março)

1965
Foi ativado o DAE (Departamento de Assuntos Especiais), no Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), situado no campus do então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), com finalidades que abrangiam desde o desenvolvimento de foguetes, à pesquisa e ao desenvolvimento de material bélico. (mês de março)

1989
O piloto automobilístico brasileiro Ayrton Senna, campeão mundial da Fórmula1, conheceu as instalações do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA- Esquadrão Jaguar, sediado na Base Aérea de Anápolis, aonde realizou um voo no caça F-103 Mirage. (29 de março) O objetivo do voo foi em demonstrar a capacidade da aeronave, realizando algumas manobras e rompendo a barreira do som. O interesse de Ayrton Senna foi sentir a velocidade da aeronave supersônica, com o propósito de perceber a diferença entre pilotar um caça e pilotar um carro de Fórmula 1.

1998
O hangar do Zeppelin, localizado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro-RJ, é considerado patrimônio histórico brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). (mês de março)

2013
A Esquadrilha da Fumaça iniciou o processo de implantação operacional e logística das aeronaves A-29 Super Tucano. As cores da Bandeira do Brasil continuam a compor a pintura do novo avião, que ganhou tonalidades mais fortes e marcantes: a própria Bandeira Nacional é destacada na empenagem vertical do A-29, ressaltando o alto grau tecnológico da indústria brasileira e o excelente profissionalismo dos pilotos da Força Aérea, além de evocar o sentimento patriótico do público. (mês de março)

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Sentando a Pua!

História do Esquadrão Pampa
Ontem, 27/02/2023, foi possível conhecer um pouco mais da história de uma das unidades de caça mais tradicionais da FAB, com o Cel Biasus, Comandante do Esquadrão Pampa, entre 1993 e 1994. Mais uma bela entrevista do canal do YouTube do Sentando a Pua!


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Embraer

Embraer retorna ao Australian International Airshow com exibição do E195-E2 e jatos da família Phenom


E195-E2 TechLion, Phenom 100EV e Phenom 300E estarão em exibição no Show

Embraer apresentará uma gama de produtos e soluções para a aviação comercial, executiva e de defesa & segurança

A Embraer anunciou em 24/2/2023, em Melbourne, Austrália, que os jatos executivos Phenom 100EV e Phenom 300E, e a aeronave comercial E195-E2 ‘TechLion’, estarão em exposição no Australian International Airshow, que começa amanhã, 28 de fevereiro de 2023. As aeronaves estarão em exposição estática no stand da companhia, e pertencem ao portfólio de produtos e soluções da Embraer. Esta será a primeira vez que o E195-E2 será exibido no Australian International Airshow. O Phenom 300E, que acaba de ser anunciado como o jato leve mais vendido no mundo pelo 11º ano consecutivo, também marcará presença no evento. “A Austrália tem uma ampla gama de jatos executivos e comerciais da Embraer em operação. Graças a nossos clientes e parceiros, nossas aeronaves são sinônimo de desempenho, inovação e confiabilidade no país”, explicou Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer. “Estamos orgulhosos de ter o TechLion E195-E2, o Phenom 100EV e o Praetor 300E em exposição.” Há mais de 11 jatos executivos e mais de 40 E-Jets operando no país, por meio de clientes como Alliance Airlines, Airnorth, National Jet Express e Pionair. Vários dos E-Jets da Alliance Airlines operam em rotas selecionadas pela QantasLink. O E195-E2 TechLion é a aeronave de corredor único mais eficiente do mundo. Com capacidade para até 146 passageiros, o E195-E2 faz parte família E2, que está transformando o mercado regional com suas tecnologias sustentáveis, conforto de cabine superior, excelente economia e faixa ideal. Em julho de 2022, a Embraer e a Pratt & Whitney testaram com sucesso o combustível de aviação 100% sustentável (SAF) em um E195-E2. Com 100% SAF, a redução de 25% nas emissões pode chegar a impressionantes 85%. O E195-E2 também demonstrou sua capacidade de aproximação íngreme ao aterrissar e decolar no icônico London City Airport (LCY), logo após o Farnborough Airshow no ano passado. Linhas aéreas como KLM, Helvetic Airways (Suíça), Azul (Brasil) e, mais recentemente, Porter Airlines (Canadá) operam o E195-E2.

Phenom 100EV

O Phenom 300E e o Phenom 100EV que estão em exibição no Show refletem a popularidade dessas aeronaves na Austrália e em todo o mundo. O Phenom 100EV oferece a experiência da aviação executiva em sua forma mais pura, enquanto o Phenom 300E estabelece o mais alto padrão de excelência na categoria de jatos leves. Em termos de desempenho, o novo e aprimorado Phenom 300E é ainda mais rápido, capaz de atingir Mach 0,80, tornando-se o jato com um único piloto mais rápido em produção, e capaz de oferecer um cruzeiro de alta velocidade de 464 nós e uma faixa de cinco ocupantes de 2.010 milhas náuticas (3.724 km) com reservas NBAA IFR. A série Phenom 300 está em operação em 36 países e acumulou cerca de um milhão e oitocentas mil horas de voo. Ele oferece o maior valor residual do mercado. Além disso, o Praetor 500 e o Praetor 600 integram o portfólio de jatos executivos da Embraer. Os jatos executivos têm o melhor alcance de voo da classe, são os mais disruptivos e tecnologicamente avançados nas categorias de porte médio e supermédio, capazes de atravessar o continente e realizar missões oceânicas, respectivamente. No tópico da sustentabilidade, a Embraer está comprometida em desenvolver produtos, soluções e tecnologias que contribuam para o objetivo da indústria da aviação de atingir emissões líquidas zero até 2050. A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar um crescimento neutro em carbono a partir de 2022. Além disso, planeja implementar 25% de uso sustentável de combustível de aviação (SAF) em suas operações até 2040 e 100% de fontes de energia renováveis até 2030.

Phenom 300E

Sobre a Embraer
A Embraer é uma empresa aeroespacial global, com sede no Brasil. Ela fabrica aeronaves para clientes da aviação Comercial e Executiva, Defesa e Segurança, e Agrícola. A empresa também fornece serviços pós-venda e suporte através de uma rede mundial de entidades de propriedade integral e agentes autorizados. Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola em algum lugar do mundo, transportando mais de 145 milhões de passageiros por ano. A Embraer é a principal fabricante de jatos comerciais com até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado no Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

Divulgação: Embraer

Fonte: Poder Aéreo

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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Especial de Domingo

Novamente, mais uma postagem selecionada do excelente A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont, de Luiz Pagano.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Mito Santos Dumont

Luiz Pagano, Tizuka Yamasaki e Ricardo Magalhães
- Cadê o Museu de Santos=Dumont?

Por que o mundo acredita que os irmãos Wright inventaram o avião tendo tanta documentação científica dando a primazia a Santos Dumont?

A resposta a essa pergunta é simples – Brasil é pouco afeito a produzir mitologia sobre si próprio. Sendo assim, a segunda pergunta a se fazer é cadê o Nosso Jack London?

Um movimento denominado 'As Bandeiras de São Paulo' iniciou sua busca por ouro e pedras preciosas 250 anos antes dos norte-americanos, gerando a primeira grande corrida do ouro no mundo; tivemos outra aventura enorme nesse sentido, em Serra Pelada e nada/ou muito pouco foi relatado. Porém, em 1903, o genial Jack London encantou o mundo com audácia e ousadia norte-americana no livro O Chamado da Natureza, relatando mitos de uma aventura semelhante às brasileiras, no entanto de proporções muito menores.

Desde que o termo mouseion, o templo das musas inspiradoras, foi usado pela primeira vez em Alexandria no século II aC, um espaço projetado para excitar a mente dos jovens com conhecimento enciclopédico, para consumir e gerar ciência, o mundo inteiro sabe da importância de tal instituição, para incentivar a cultura de um povo, menos nós aqui no Brasil.

Em 1506, os Museus do Vaticano abriram as portas enaltecendo papas e o cristianismo e, aqui no Brasil, a triste história da museologia surge com o Museu Nacional, o nosso primeiro museu de 06 de junho de 1818, que exatamente 200 depois, demonstra a nossa inépcia em lidar com tais instituições, quando um incêndio de mega proporção destruiu parte de nosso legado no ano de 2018.

Legado e Mitificação
Essa foto da abertura da matéria carrega uma simbologia muito importante, a da ‘quase execução’. Nela vemos eu, Luiz Pagano, quem escreve esse blog, a amiga Tizuka Yamasaki, diretora do clássico filme dos anos 80 Gaijin, que desde aquela época quer fazer uma filme sobre Santos=Dumont e nunca conseguiu e o Professor Ricardo Magalhães, que luta incansavelmente pela preservação e divulgação do Pai da Aviação.

Nós três formamos um grupo de “potenciais Jack London” com poder de mitificar Santos=Dumont, mas parece existir uma mística força estranha, anti-brasileira, que nos impede de seguir em frente. 

Quando eu tinha 16 anos, conheci uma das mulheres mais especiais de minha vida: Dona Ada Rogato (na foto, eu me sento a frente do Cesna 140 que ela usou para circunavegar as Américas). Em 1983, eu queria trabalhar, fazer algo interessante e fui voluntário para limpar aviões no antigo museu da aeronáutica, na Oca do Ibirapuera.

...na outra foto, por muita coincidência, a outra mulher mais importante da minha vida, minha esposa Jane Bieringuer (a do meio) na última festa que aconteceu no museu da Aeronáutica, de dois anos do Flash Power Energy Drink em 30 de março de 1999, promovida por Arnaldo Waligora e Paulinho Machline.

Se tem um homem que ama e luta por Santos=Dumont, esse homem é o grande irmão, Professor Ricardo Magalhães, que junto a mim, a Marcos Villares, sobrinho-bisneto do aviador, outros sobrinhos como o Arnaldo e o Jorge Dumont Villares, seu cunhado Ricardo Severo e um seleto grupo de amigos - não pensa duas vezes em dedicar tempo e dinheiro ao esforço de manter viva e íntegra a memória de Santos=Dumont.

Já na década de 1930 o Museu do Ipiranga passava por dificuldades, três anos após a morte de Santos=Dumont, Arnaldo Villares, Jorge Dumont Villares e seu cunhado Ricardo Severo, doaram uma boa verba ao museu para a criação da Sala Santos Dumont, com milhares de itens que pertenceram ao aviador. O acervo era composto por um conjunto de 1670 peças de variados tipos como documentos tridimensionais, iconográficos e textuais que pertenceram ao inventor ou foram produzidos em sua homenagem. No ano seguinte, sob a gestão de Affonso de d'Escragnole Taunay foi então criada a "Sala Santos Dumont". As obras de reforma do museu também foram realizadas e financiadas pela família de Dumont.

Foto de minha visita ao antigo IV COMAR no dia 19 de outrubro de 2016, com objetos que pertenceram a Santos=Dumont

A confecção do mobiliário expositivo foi executada sob medida no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (diz minha bisavó, Julia Maiello, que meu avô, Nicola Maiello veio da Província de Caserta, em Florença para esculpir móveis para a tal empreitada). Enfim, a inauguração aconteceu em 23 de outubro de 1936 e desde então teve-se muita dificuldade em se manter a sala e a memória do aviador. Nessa época também existia a ideia de criar um espaço para homenagear Santos Dumont no novo Parque do Ibirapuera, que estava em concepção. Instabilidades políticas no Brasil na era Vargas adiaram o projeto em 20 anos, sendo somente inaugurado em 16 de outubro de 1960, (nessa época já existia a fundação Santos=Dumont, criada nos anos 1950) nos pavimentos do Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, mais conhecido como Oca, projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera.

Foto de minha visita ao antigo IV COMAR no dia 19 de outrubro de 2016, com objetos que pertenceram a Santos=Dumont

Mantido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Museu da Aeronáutica contava ainda com o apoio do Ministério da Aeronáutica e de empresas particulares. O museu teve suas portas fechadas ao público geral em 1996 e passou a receber apenas alguns eventos particulares, como a festa de dois anos do Flash Power Energy Drink promovida por Paulinho Machline, Udo Holler e Arnaldo Waligora, que ocorreu no dia 30 de março de 1999, empresa que minha esposa trabalhava na época O museu foi definitivamente encerrado no ano 2000, alegadamente em função da mega exposição "Brasil+500 - Mostra do Redescobrimento", que englobava também o prédio da Fundação Bienal e o Pavilhão Manoel da Nóbrega e reunia obras desde o período pré-cabralino até o século XX.

A OCA do Ibirapuera passou a ser usada em grande escala para as exposições do "mecenas" Edemar Cid Ferreira, do "polêmico" Banco Santos. Com a revogação da concessão do espaço ocupado pelo Museu da Aeronáutica no parque, a Fundação Santos Dumont e a Prefeitura de São Paulo transferiram todo o acervo para uma área reservada no Parque CEMUCAM, em Cotia, que passou a se chamar Parque Santos Dumont. Em 2002 um novo museu foi inaugurado em Guarulhos, e parte do acervo foi levado para lá, como visto nessa matéria da revista ASAS desse ano.


Transcrição da Matéria
O comandante da BASP cel. Lima de Andrade, e o prefeito de Guarulhos, Eloi Pietà, inauguram o novo museu.

Inaugurado o Museu Aeronáutico de Guarulhos
Num evento dos mais concorridos, for inaugurado na manhã de 5 de dezernbro de 2002 o mais novo museu de aviação brasileira, o Museu Aeronáutico de Guarulhos, resultado de um convênio entre a Base Aérea de São Paulo (BASP), a Fundação Santos-Dumont e a Prefeitura de Guarulhos (ver ASAS n°10). O novo museu é localizado na própria BASP e, nesta primeira fase de implantação, conta com um hangar onde estão expostos um Fairchild PT-19, um biplano Muniz M-7 e o North American T-6D Texan (pilotado pelo cel. Braga na Esquadrilha da Fumaça) e um grande salão de exposições, climatizado e com lanchonete e revistaria. Neste salão, em excelentes condições de exposição, protegidas em vitrines de vidro, estão várias peças de grande importância histórica referentes a Alberto Santos-Dumont, como a nacele do 14-Bis, o cesto do balão Brasil (também usado nos dirigíveis N° 1, 2 e 3), peças de seu vestuário e usadas por ele nos voos, documentos originais e outros itens. Além disso, suspenso, está exposto um Demoiselle original. Com a inauguração do museu, a população da Grande São Paulo volta a contar com um genuíno espaço histórico dedicado à aviação, algo de que fora privada desde o lamentável fechamento de museu no Parque do Ibirapuera. O novo museu é totalmente aberto ao público, funcionando de quarta a domingo das 9h às 16h, com acesso pelo Portão G-3 da Base Aérea de São Paulo (BASP). O caminho é pela Avenida Hélio Smidt, que vai para o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), onde placas informam a saída para a BASP e o museu.

Depois disso, a maior parte do acervo estava na Base Aérea de São Paulo em 2007, em péssimas condições, bem como a parte que estava no CEMUCAM, biblioteca e materiais menores, que pertenciam a Fundação Santos Dumont, com o major-brigadeiro José Vicente Cabral Checchia a frente da Fundação Santos-Dumont na época.

O Professor Ricardo Magalhães, Secretário do Conselho de Curadores da Fundação Santos Dumont foi o responsável por trasladar tudo para Santos, com recursos próprios, que recebeu diversas relíquias que foram adicionadas ao acervo do Museu de Aeronáutica de Santos o chamado ‘Museu Aéreo da Baixada Santista’, com curadoria do próprio Ricardo, administrado na época pelo Tenente Coronel Jorge Tebicheranede, de 2007 a 2008.

Mudanças na aeronáutica, que transformaram a Base Aérea de Santos em Núcleo da Base Aérea, com consequente redução de efetivo, fizeram o museu ser desativado e o acervo levado de volta para perto do museu do Ipiranga, destino inicial da década de 1930, no 4º COMAR, sob administração do Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno. Lá um relatório da Fundação Santos=Dumont foi feito com peças do acervo, acompanhado por Ricardo Magalhães, que com a ajuda de uma equipe da USP, fizeram o traslado.

Criado em 27 de março de 1942, o Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), sediado em São Paulo (SP), encerrou suas atividades em agosto de 2017 se transformando em COMGAP, e com isso o acervo foi levado para o Yatch Club de Santos.

Com a chegada da pandemia em 2020, sob a administração do major-brigadeiro Paulo Roberto Pertusi, parte foi trasladado de volta para a Base Aérea de São Paulo (este blog não teve acesso para onde foi levado a outra parte). Alguns dos itens do antigo Museu da Aeronáutica, como o hidroavião Jahu, utilizado pelo Comandante João Ribeiro de Barros para cruzar o Atlântico Sul, passaram por restauração promovida pela Fundação para ser exposto no então Museu TAM, em São Carlos.

Luiz Pagano e Tizuka Yamasaki

O grande sonho do comandante Rolim Adolfo Amaro, fundador e presidente da TAM Linhas Aéreas, e de seu irmão João Francisco Amaro, o Museu da TAM, inaugurado experimentalmente no dia 11 de novembro de 2006, no distrito de Água Vermelha, em São Carlos, anexo ao Aeroporto de São Carlos e LATAM MRO, funcionou por 10 anos, crescendo de 32 aeronaves para 100 delas.

Dando sequência ao infindável vai-e-vem de fechamentos de museus, esse também foi desativado em janeiro de 2016. Avalia-se a transferência do acervo do Museu TAM para novas instalações a serem construídas no local onde se encontra o Memorial Aeroespacial Brasileiro, na cidade de São José dos Campos. 

Perdas irreparáveis
É evidente que em cada uma desses deslocamentos, independentemente dos esforços do Ricardo, meus e de nossos amigos, muita coisa se perde. Como tudo é feito com recursos próprios e as vezes, sem a anuência e conhecimento prévio emitidos pela aeronáutica, as dificuldades se multiplicam. Espero de todo meu coração que um dia possamos ter a segurança e o prazer de termos um sistema de museologia dignos, bem como o enaltecimento de nossos mitos de forma comparável aos dos americanos, para que possamos, enfim, contar nossa história com mais respeito, aumentando a amor e a dedicação do povo brasileiro à ciência e à cultura.

Referências:
AERO Magazine, Inner Editora;

BUENO, Eduardo - Presentismo e Presentificação do Passado: a Narrativa Jornalística da Historia na Coleção Terra Brasilis – 2010;

FAB, Força Aérea Brasileira | CPDOC». cpdoc.fgv.br.- Fundação Santos Dummont». www.santosdumont.org.br;

Folha de S.Paulo - Descobrimento: Brasil 500 Anos vai expor carta de Caminha - 03/06/1999». www1.folha.uol.com.br;

GALANTE, Alexandre (15 de maio de 2018). «Museu Asas de um Sonho será instalado em São José dos Campos (SP)». Poder Aéreo - Forças Aéreas, Indústria Aeronáutica e de Defesa;

MEMORIAL 0122A - Lucas Nogueira Garcez ZH 2014;

MUNDO Educação. - Como surgiu o avião? - Mundo Educação»;

Revista Turismo - Parque do Ibirapuera. www.revistaturismo.com.br


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sábado, 25 de fevereiro de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 17 a 23/2
O FAB em Destaque é um programa que apresenta um resumo semanal das principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB). Confira os destaques de 17 a 23 de fevereiro de 2023, entre eles, o Dia da 1ª Inspeção em Voo realizada no Brasil e os Transportes de Órgãos promovidos pela aeronave U-100 Phenom, por meio do Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA). O programa também apresenta as últimas informações sobre a missão de ajuda humanitária em Terra Yanomami.

Apresentação: Tenente Wanessa Liz / CECOMSAER

Edição: Sargento Neris / CECOMSAER

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Plastimodelismo

Pode ou não pode? Muitas vezes nos deparamos com situações nas quais pensamos: Pode ou não pode? Bem, com relação à tintas, aí vai a minha experiência pessoal:

- Pintei com esmalte sintético então, posso usar tinta acrílica sobre ela e não posso usar tintas com solventes mais fortes sobre ela, como por exemplo, automotiva.

- Pintei com acrílica então, posso usar esmalte sintético sobre ela na maioria das vezes, desde que não dilua o esmalte sintético com solventes muito fortes e não posso usar tintas com solventes mais fortes sobre ela, como por exemplo, automotiva.

- Pintei com tinta automotiva então, posso usar tinta acrílica e esmalte sintético sobre ela.

Texto: Alexandre Zart

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Aviadoras

Em março, evento das Aviadoras em SP vai incentivar a entrada de mais mulheres na aviação
O Dia Internacional da Mulher será comemorado de forma especial este ano com um grande evento da associação Aviadoras nos dias 4 e 5 de março, ao qual todos, em especial as mulheres, são convidados. Os ingressos estão à venda no site da Aviadoras. Na quinta-feira, dia 4 de março, o Hotel Blue Tree Premium Faria Lima, em São Paulo, receberá o VI Encontro Mulheres na Aviação. O evento que acontecerá das 8h às 18h30, contará com palestras, networking, sorteios e descontração. No dia seguinte, 5 de março, o Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas, receberá o Aviadoras Fly In, que acontecerá das 10h às 16h. O objetivo é celebrar a história das mulheres na aviação e promover a inclusão no setor, também com muita interação e voos. O evento, que contará com a presença de grandes nomes do setor, é aberto a todos que queiram celebrar o Dia Internacional da Mulher e promover mais inclusão no meio aeronáutico. Participe e leve uma amiga. A Aviadoras ou AMAB (Associação das Mulheres Aviadoras do Brasil) é uma organização sem fins lucrativos, que trabalha para promover apoio mútuo, companheirismo, conhecimento, progresso e assistência às associadas, priorizando sua visão e necessidades. A Aviadoras fomenta a carreira da mulher na aviação, através de mentoria, eventos, cursos, parcerias estratégicas e bolsas de estudos. Abaixo, a agenda do primeiro dia do evento.

Texto: Carlos Ferreira

Fonte: AEROIN

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Inspeção em voo

Assista ao vídeo alusivo ao Dia da Primeira Inspeção em Voo (21/2) realizada no Brasil

Ontem, terça-feira, 21/02, foi comemorado o Dia da 1ª Inspeção em Voo, que ocorreu pela primeira vez no Brasil em 1959


Vídeo, produzido pela Força Aérea Brasileira (FAB), faz uma homenagem ao Dia da 1ª Inspeção em Voo realizada no Brasil, que foi comemorado ontem, dia 21 de fevereiro. A data celebra os 64 anos da realização da primeira inspeção em voo realizada em território nacional com aeronave da FAB, conduzida por tripulação brasileira. Ela merece ser lembrada e reconhecida por toda a sociedade aeronáutica brasileira, tripulantes e passageiros, que têm a salvaguarda de suas vidas e, ainda, a garantia do controle do espaço aéreo. Mais do que isso, ela visa comemorar a evolução tecnológica e operacional da Inspeção em Voo e reconhecer a excelência na prestação do serviço, que colabora com a missão da FAB, de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria.

Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Flávia Rocha

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