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Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Carreiras na Aviação

Inscrições para 213 vagas de Sargento terminam nesta quinta-feira, 07/03/13
Encerram-se nesta quinta-feira, 07 de março de 2013, as inscrições para o exame de admissão ao Curso de Formação de Sargentos (CFS) nas especialidades de Não-Aeronavegantes e de Controle de Tráfego Aéreo. A data da prova escrita está marcada para 7 de abril de 2013. O valor da taxa de inscrição é de R$ 60,00 (sessenta reais). São oferecidas 213 vagas para o segundo semestre deste ano: 85 nas especialidades Não-Aeronavegantes, apenas para o sexo masculino (distribuídas em Estrutura e Pintura, Bombeiro, Eletromecânica, Guarda e Segurança e Metalurgia); e 128 vagas para a especialidade de Controle de Tráfego Aéreo (BCT) para ambos os sexos. O exame é constituído das seguintes etapas: exame de escolaridade (língua portuguesa, língua inglesa, matemática e física); inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação do condicionamento físico e análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no curso. A prova escrita será realizada nas seguintes cidades: Belém (PA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Canoas (RS), Brasília (DF), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Salvador (BA), São José dos Campos (SP), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Porto Velho (RO). O CFS é ministrado sob regime de internato militar, na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), com duração aproximada de dois anos e abrange instruções nos Campos Geral, Militar e Técnico-Especializado. Ao concluir o curso com aproveitamento, o aluno será promovido à graduação de Terceiro Sargento (3S), com remuneração bruta aproximada de R$ 3.200,00. Como este concurso possui caráter excepcional, os editais dos Exames de Admissão ao Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS-B) e ao Curso de Formação de Sargentos (CFS-B) serão publicados nos próximos meses. 

Fonte: Agência Força Aérea/DEPENS 

terça-feira, 5 de março de 2013

Aeroportos

Avibras quer parceria com o governo para novo aeroporto
A Avibras Aeroespacial tem interesse em ser parceira do governo federal para a expansão do aeroporto de São José dos Campos-SP, cuja estrutura está defasada. Em razão da importância regional do aeródromo, o aeroporto foi incluído no programa de investimentos para o setor anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no final do ano passado. Na semana passada, uma comissão da Prefeitura de São José dos Campos, incluindo o prefeito Carlinhos Almeida, esteve em Brasília e propôs o uso de uma área de 90 mil metros quadrados, pertencente à Avibras, para a expansão do aeródromo. Sami Hassuani, presidente da empresa, disse ontem que a Avibras tem interesse em fazer uma parceria com o governo federal para concretizar o projeto. Mais do que apenas vender a área, ressaltou o executivo, a empresa estaria de olho nos novos negócios que o aeroporto poderia gerar. “Temos muito interesse em nos associar para a expansão do aeroporto. Nossa ideia não é de vender aquela área, mas de investir em projetos no setor aeronáutico”, afirmou. A área, que fica ao lado da cabeceira da pista de pouso do aeroporto, perto da região do Putim, na zona leste da cidade, já não tem mais nenhuma atividade de produção da Avibras. Toda a produção da empresa daquele local, conhecido como Fábrica 1, foi transferida para a unidade que fica na rodovia dos Tamoios. A Avibras aluga imóveis para empresas que prestam serviço para o setor aéreo, como na manutenção de aeronaves. Segundo Hassuani, o plano de negócios da empresa prevê o uso da área em projetos do setor aeronáutico, o que inclui, eventualmente, a exploração de um aeroporto. “A proposta do uso daquela área partiu da prefeitura, mas conta com a nossa aprovação. Trata-se de uma expansão com baixo impacto”, disse. A proposta da prefeitura está em análise na SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão da Presidência da República. A pasta informou que ainda não há prazo para a conclusão dos estudos. Além da avaliação da documentação entregue pela prefeitura, como fotos e plantas, o local deverá passar por uma avaliação presencial de técnicos da secretaria. A visita também não está marcada. 

Alternativa
Para Hassuani, a proposta entra como uma alternativa entre dois projetos que estão em estudo para a expansão do aeroporto de São José dos Campos. Um deles, avaliado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), prevê um aumento do atual terminal por meio de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) de até 5.000 m². O outro, encabeçado pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), é mais ousado e caro e contempla a construção de um novo terminal do lado oposto da atual estrutura, que exigiria uma segunda pista. “A proposta da prefeitura não exclui nenhuma das duas e tem baixo impacto”, afirmou. 

Texto: Xandu Alves 

Fonte: O Vale

segunda-feira, 4 de março de 2013

Tecnologia

Esquadrão Onça emprega óculos de visão noturna em treinamento
Uma aeronave C-105 Amazonas do Esquadrão Onça, 1º/15º GAV, realizou um voo à baixa altura com emprego óculos de visão noturna (NVG) em terreno hostil. O treinamento inédito foi feito no dia 25 de fevereiro na pista do aeroporto de Porto Murtinho, no interior de Mato Grosso do Sul. Na simulação, os pilotos, o navegador e o mestre de carga utilizaram o NVG. Durante o pouso em Porto Murtinho, dois militares que estavam em solo foram resgatados e trazidos de volta a Base Aérea de Campo Grande (BACG), de onde o avião decolou. A missão exigiu um alto padrão de preparo, planejamento e execução no emprego noturno do Esquadrão Onça. 

Fonte: SCS/BACG

domingo, 3 de março de 2013

Especial de Domingo

O início da Aviação Militar no Brasil
Quadro “Além do Horizonte” do Coronel Pedro Paulo Cantalice Estigarríbia

A origem da Aviação Militar no Exército Brasileiro tem como cenário os campos de batalha de Humaitá e Curupaiti, na Guerra da Tríplice Aliança. Ao Patrono do Exército, Luís Alves de Lima e Silva, na época Marquês de Caxias, coube o pioneirismo de empregar balões cativos em operações militares na América do Sul. Naquela região, nas cercanias de Humaitá e Curupaiti, o terreno era plano e ausente de pontos elevados que servissem para observação e coleta de informações sobre o inimigo e como base para condução das batalhas. Naquele conflito, os exércitos costumavam construir estruturas de madeira que chegavam a quinze metros de altura, para observar, de maneira precária, as linhas inimigas e obter informações das posições e movimentos da tropa. Para um chefe militar planejar uma ofensiva de grande envergadura naquele terreno, o uso de um balão para observação constituía um valioso trunfo. Com visão inovadora, ao ser destacado para assumir o comando naquele Teatro de Operações, mesmo antes de deixar o Rio de Janeiro, o Marquês de Caxias solicitou a aquisição de um balão. Em janeiro de 1867, o Ministro da Guerra, por meio do consulado brasileiro em Nova Iorque (EUA), encomendou a construção de dois balões e a aquisição de equipamento para produção de hidrogênio. O negócio foi conduzido pelo Professor Thadeus S. Lowe, que tinha sido aeronauta-chefe do Exército do Potomac durante a Guerra de Secessão e que indicou dois aeronautas norte-americanos para atuarem em prol do Exército Brasileiro. Os aeronautas e os balões chegaram a Tuiuti no final de maio e, após a resolução de problemas de suprimento, em 24 de junho de 1867, deu-se o primeiro emprego militar de balão na América Latina, com sua ascensão a 330 metros. O primeiro aeronauta brasileiro em campanha foi o Capitão Francisco Cesar da Silva Amaral, que subiu com o balão no dia 12 de julho de 1867. Além dele, também cumpriram missões aéreas naquele conflito os Capitães Conrado Jacob de Niemeyer e Antonio de Sena Madureira e o Primeiro- Tenente Manuel Peixoto Cursino do Amarante. Àqueles militares coube a honra de escrever o primeiro capítulo da história da Aeronáutica Militar Brasileira. 
Ao todo, foram efetuadas vinte ascensões com um único balão, que era o menor dos dois, tendo em vista que as dificuldades de suprimento impediram a produção do hidrogênio necessário ao balão maior, que tinha mais que o dobro de volume. As informações sobre a disposição do inimigo no terreno, colhidas por meio da observação aérea foram fundamentais para o Marquês de Caxias. Após a Guerra, foi criado o Serviço de Aerostação Militar, mas as atividades balonísticas foram incipientes até a virada do século. Nesse período, o único fato considerado digno de nota foi a Revolta da Armada, que teve início em setembro de 1893, liderada por altos oficiais da Marinha de Guerra. O Marechal Floriano Peixoto acolheu com simpatia a proposta do Deputado Augusto Severo de construir um dirigível, entrevendo a possibilidade de emprego do balão na luta contra os revoltosos. Apesar de construído, ele não foi utilizado para aquele fim. No começo do Século XX, as potências militares procuravam desenvolver balões e aviões para emprego em operações militares. O Governo Brasileiro, com o objetivo de manter-se a par da nova fronteira militar, no ano de 1907, enviou à Europa o Tenente Juventino Fernandes da Fonseca com a missão de aprofundar os estudos em balonística, adquirir balões e material para a constituição de núcleo de aerostação. Foram adquiridos quatro balões franceses e, em 20 de maio de 1908, no Realengo/Rio de Janeiro, com a presença do Ministro da Guerra, Marechal Hermes da Fonseca, foi realizada a primeira ascensão de um desses balões em céus brasileiros. O evento, que deveria ter sido um momento de glória para o Tenente Juventino, foi marcado pela tragédia, pois uma falha na válvula de controle de gás provocou a queda do balão, ocasionando nosso primeiro acidente aéreo fatal, que vitimou o bravo oficial. O crescente desenvolvimento dos aviões alimentou interesse pelo uso militar do espaço aéreo. Esse interesse persistiu entre as autoridades militares brasileiras, o que suscitou a iniciativa de um grupo de aeronautas estrangeiros, liderados pelo italiano Felice Gino, de propor a criação de uma escola para formação de pilotos militares. O acordo entre o Ministério da Guerra e esse grupo permitiu que, em 1913, fosse criada a Escola Brasileira de Aviação, com a construção de oito hangares no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, e aquisição dos primeiros aviões do Exército, fabricados na Itália. No ano seguinte, iníciou suas atividades, com a formação de pilotos da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Com as dificuldades surgidas na época, e com o início da I Guerra Mundial, a Escola Brasileira de Aviação foi desativada. No alvorecer da aviação, alguns jovens passaram a se entusiasmar pelo voo naquelas precárias aeronaves, entre os quais um jovem tenente do Exército Brasileiro chamado Ricardo Kirk, que, mais tarde, foi o primeiro a obter o brevê internacional, tornando-se fundamental para a Aviação Militar. 
Escola de Aviação no Campo dos Afonsos/ Rio de Janeiro

A nova página da história da Aviação no Exército Brasileiro viria a ser escrita somente após o final da I Guerra Mundial, quando reabriu sua Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos/Rio de Janeiro, inaugurada em 10 de julho de 1919. A frota da escola era composta por aviões franceses usados na I Guerra Mundial. No ano seguinte, graduou-se a primeira turma de pilotos aviadores militares. Em 1927, a Aviação Militar passou por uma fase de reorganização e desenvolvimento, criando-se a Arma de Aviação do Exército e a Diretoria de Aviação Militar. Com aviões novos e a vinda da Missão Militar Francesa de Aviação, foi dado um grande impulso para a Escola de Aviação Militar e, consequentemente, para a nova Arma. A primeira unidade aérea da Aviação Militar foi criada, em maio de 1931, no Campo dos Afonsos/Rio de Janeiro, e denominada Grupo Misto de Aviação. Essa unidade teve atuação destacada no combate aos revolucionários paulistas, na Revolução de 1932, contribuindo assim para o adestramento e amadurecimento da Aviação. A partir daí, iniciou-se uma nova fase de crescimento: o desdobramento pelo território nacional, com a criação de outras unidades. Após o início da II Guerra Mundial, os ensinamentos colhidos com a derrota da Polônia, em 1939, e da França, em 1940, deixaram evidentes a importância do domínio estratégico do espaço aéreo na estratégia militar e do poder aéreo para a segurança nacional. Por esse motivo, o Governo Brasileiro passou a considerar a aglutinação do poder aéreo do país, na época composto pela Aviação Naval, pertencente à Marinha do Brasil, e pela Aviação Militar, do Exército Brasileiro. A reunião dos meios aéreos, materiais e humanos foi efetivada em 20 de janeiro de 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, atribuindo à Força Aérea Brasileira a exclusividade da realização de estudos, serviços ou trabalhos relativos à atividade aérea nacional. Foram extintos o Corpo de Aviação da Marinha e a Aviação Militar, encerrando-se, assim, a fase inicial da Aviação no Exército. 

Fonte: Revista Verde Oliva • Nº 216 • Abr/Maio/Jun 2012

sábado, 2 de março de 2013

IPEV

Xavante, o guerreiro da FAB, ainda voa em São José dos Campos, SP
O guerreiro ainda voa. O Xavante AT-26 é excepcionalmente empregado no IPEV - Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo, unidade do DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial , localizado em São José dos Campos, SP. Desativado do serviço operacional da FAB, após 39 anos de serviço, no dia 02 de dezembro de 2010, o avião Xavante é empregado pelo IPEV para a formação de pilotos de prova e engenheiros de ensaio em voo. Desde 28 de fevereiro de 2013 e nas próximas três semanas, alunos e instrutores do IPEV estão envolvidos na calibração anemométrica, atividade que inclui voos rasantes com a aeronave Xavante. A atividade faz parte da grade curricular do Curso de Ensaios em Voo. Nessa etapa do curso, é realizado um conjunto de testes nos sensores da aeronave para verificar se estão em pleno funcionamento. Assim, os pilotos fazem passagens com variadas velocidades e altitudes. Neste momento, os instrutores da própria aeronave verificam fatores como angulagem, pressão, temperatura, velocidade e altura. Em solo, estão engenheiros e instrumentadores fazendo as mesmas medições e comparando, em tempo real, os dados obtidos a partir da aeronave. Quando há discrepância, é sinal de que os equipamentos da aeronave precisam ser calibrados.Estes testes precisam ser realizados sempre no início da manhã, devido às condições meteorológicas, com menos turbulência e ventos fortes. 

Curso de Ensaios em Voo 
O Curso tem duração de, aproximadamente, onze meses, e as modalidades de asa rotativa (helicóptero) e asa fixa (avião) são intercaladas a cada ano. Em 2013 o curso é de asa fixa, empregando, inclusive o Xavante. Os profissionais especialistas em ensaios em voo que concluem o curso passam a desempenhar tarefas relativas às aquisições e modernizações de aeronaves, além de serem responsáveis pelos sistemas embarcados - que podem ser desde um instrumento de navegação até um armamento. Apenas seis instituições, no mundo, formam este tipo de mão de obra e a única que está no hemisfério sul é o IPEV.

Primeiro jato produzido no Brasil 
O Xavante operou em unidades de combate de todo o país. Dentre as principais missões desempenhadas, destaca-se a formação dos pilotos de caça da FAB entre 1974 e 2004. Ao todo, a EMBRAER fabricou 182 unidades, sendo 166 para o Brasil, dez para o Paraguai e seis para o Togo. A FAB também doou onze unidades usadas para a Marinha Argentina. O EMB-326GB Xavante é derivado do MB-326, aeronave monomotor a jato para treinamento, desenvolvida pela companhia italiana Aermacchi, que fez seu primeiro voo em 10 de dezembro de 1957. A aeronave foi escolhida pela FAB ao mesmo tempo em que comprava seus caças supersônicos Mirage III, que criavam a necessidade de uma aeronave de treinamento para a conversão operacional, além de substituir os Lockheed AT-33. A FAB procurou uma aeronave adequada e que oferecesse condições contratuais vantajosas que permitissem a sua fabricação no Brasil, que ocorreu até 1981, com a denominação de AT-26 pela FAB, indicando sua dupla função de ataque e treinamento. Sendo o primeiro avião a reação construído em série no Brasil, possibilitou a transferência de tecnologia e conhecimento à Embraer, o que contribuiu para o sucesso da empresa no estabelecimento das linhas de produção do caça AMX e de jatos comerciais como o Embraer 195, capaz de transportar mais de cem passageiros. 

Foto: Carlos Santos 

Texto: Redação do NINJA, com informações da ACS/DCTA. 

Saiba mais: Blog do NINJA de 2/12/2010 e 03/12/2010

sexta-feira, 1 de março de 2013

FUMAÇA

Primeiras demonstrações da Esquadrilha da Fumaça no ano marcam estreia de pilotos
Três cidades de diferentes estados do Brasil irão receber o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) em suas primeiras apresentações deste ano: Nova Andradina (MS), Ouro Fino (MG) e Itu (SP). O retorno das demonstrações traz a estreia dos aviadores recém-formados no Curso de Piloto de Demonstração Aérea da Esquadrilha. Em Itu, os Capitães Ubirajara Pereira Costa Júnior e Daniel Garcia Pereiraos irão se apresentar pela primeira vez. O Tenente Thiago Romeiro Capuchinho fará sua estreia em Ouro Fino. Situada na região centro-oeste do país, a população de Nova Andradina poderá assistir às manobras da Fumaça no dia 1º de março, às 16h30, na Praça Geraldo Mattos Lima. No dia seguinte, o EDA faz apresentação no município de Ouro Fino, distante 459 km da capital mineira. A demonstração, que faz parte das comemorações dos 264 anos da cidade, acontece no dia 2 de março, às 15h, na Avenida Raul Apocalypse. O Tenente Capuchinho comentou sobre sua expectativa para a estreia: “é muito agradável, pois a primeira demonstração marca o início da minha parcela de contribuição para o cumprimento da missão institucional do EDA, que é representar a Força Aérea Brasileira”. No dia 3 de março, a população de Itu, no interior de São Paulo, irá acompanhar as acrobacias do EDA. A apresentação fará parte da abertura do Campeonato Paulista de Kart, no kartódromo da cidade, e irá encerrar a programação do aniversário de 403 anos da cidade. “Estou muito feliz em poder estrear, definitivamente, como Ala Esquerda do EDA. Para mim, é motivo de muita alegria fazer parte desta equipe”, afirma o Capitão Costa. O Capitão Garcia também comentou sobre sua estreia: “será a melhor possível, pois o momento é o coroamento de quatro meses de esforço e muita expectativa”. 

Fonte: EDA

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EMBRAER

Confirmado: Super Tucano para a força aérea americana
O avião brasileiro Super Tucano foi anunciado, na noite de 27 de fevereiro de 2013, como o vencedor de uma concorrência para equipar a Força Aérea dos Estados Unidos. A aeronave foi desenvolvida pela Embraer nos anos 90 a partir de requisitos elaborados pela Força Aérea Brasileira. Com a confirmação da compra dos EUA, o produto nacional chega agora a nove clientes de exportação. "É um orgulho para a FAB e para o Brasil saber que um avião idealizado em solo nacional, para atender necessidades operacionais de nossa Forca Aérea, tem a sua qualidade reconhecida internacionalmente", disse o Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica. No Brasil, o principal uso do Super Tucano é em missões de vigilância das regiões de fronteira a partir das Bases de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). "A cada dia, nós comprovamos o poder desse avião de defender nosso país", completou o Brigadeiro. Os Estados Unidos devem adquirir 20 Super Tucanos, em um negócio avaliado em US$ 427,5 milhões. Chile, Colômbia, Equador, Indonésia, República Dominicana, Angola, Mauritânia e Burkina Fasso também já adquiriram a aeronave. De acordo com a Embraer, já há mais de 200 encomendas do Super Tucano, o que já o torna a aeronave de combate mais vendida na história da indústria de defesa brasileira. Cento e setenta já foram entregues. 

Desenvolvimento 
O Super Tucano voou pela primeira vez no dia 2 de junho de 1999. O projeto da Embraer precisava cumprir o requisito da Força Aérea Brasileira de uma aeronave de baixo custo operacional que fosse ideal para interceptar aeronaves de pequeno porte que tentassem sobrevoar o Brasil sem autorização. Para isso, a aeronave é armada com duas metralhadoras calibre .50 e tem sistemas de bordo comparáveis com os mais modernos aviões de caça. Possui óculos de visão noturna (NVG) para os pilotos e telas coloridas multifunção no lugar dos tradicionais mostradores analógicos. O avião também pode levar bombas, mísseis e foguetes sob suas asas. As primeiras entregas para a FAB aconteceram em agosto de 2004. Ao todo, 99 aeronaves foram adquiridas. Além das missões de defesa aérea, os Super Tucano também cumprem missões de treinamento de futuros pilotos de caça, ataque e reconhecimento. Em 2012, também foram recebidas as primeiras unidades para a Esquadrilha da Fumaça, que deve se apresentar com seus novos Super Tucano ainda este ano. Na FAB, a aeronave é designada A-29. 

Em ação 
Em agosto de 2011, os Super Tucanos ganharam destaque nacional depois de missões que interditaram pistas de pouso clandestinas na região Amazônica, que possivelmente eram utilizadas por traficantes e contrabandistas. A ação ocorreu já na primeira edição da Operação Ágata, que em suas seis edições contaram com a presença dos A-29. Os Super Tucano também foram empregados nas ações de segurança durante eventos como a Rio + 20, posse da Presidenta Dilma Rousseff e visita de Barack Obama. O planejamento da Força Aérea Brasileira também prevê seu uso durante a Copa do Mundo, Copa das Confederações e Olimpíadas. "O Super Tucano é, sem dúvida, a melhor aeronave hoje em operação no mundo para atuar nesse nicho, que é o ataque leve e a defesa aérea contra aeronaves de pequeno porte", afirma o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Saito. 

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Tecnologia

Aeromodelismo proporciona criar pequenos helicópteros de vigilância  
Com base nos princípios do aeromodelismo, o engenheiro Gustavo Penido teve a ideia de montar pequenos helicópteros transportadores de câmeras e que podem ser empregados na vigilância de ambientes públicos. O aparelho foi desenvolvido a partir da fundação da empresa Gyrofly, estabelecida no Parque Tecnológico de São José dos Campos, SP. Os aparelhos pesam aproximadamente 3,5 Kg e podem levar 1 Kg de equipamentos, notadamente câmeras para sensoriamento remoto. Os pequenos helicópteros movidos a bateria têm autonomia de 35 minutos e são controlados por ondas de rádio. 

Foto de Rogério Marques

Fonte: www.ovale.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Aeromodelismo

Programando o cérebro
A foto é de 1944. O jovem está dando repasses finais no motor antes de colocar o modelo radio controlado em voo. Quanta informação obtemos com o aeromodelismo! Para construir o avião, mesmo que a partir de um kit detalhado, é preciso exercitar as artes da habilidade manual e da paciência. Enquanto as nervuras das asas são coladas nas longarinas as formas são manuseadas, observadas, questionadas. O mistério do voo vai aos poucos sendo desvendado. Para que o motor funcione é preciso misturar as substâncias que compõem o combustível, também é preciso ligar a bateria na vela. O jovem aeromodelista aprende o porquê. O aeromodelismo é uma das melhores formas de se estudar ciência, além de ser um passatempo apaixonante. 

Texto: Sidney Borges

Espaço

Astronauta compartilha imagens feitas em estação orbital
O astronauta canadense Chris Hadfield tem compartilhado nas redes sociais belas imagens feitas por ele a bordo da EEI - Estação Espacial Internacional. No dia 19 de dezembro de 2012 ele embarcou na nave russa Soyus TMA - do mesmo tipo empregada para o voo orbital do primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes, que seguiu para a EEI em 29 de março de 2006 . 
Hadfield atualmente vive na EEI e suas fotos oferecem tomadas únicas do planeta Terra e da rotina dos tripulantes. 
Em uma postagem no Twitter em janeiro de 2013, o astronauta disse que uma das paisagens mais legais da Terra vista do espaço é a Estrutura de Richat, na Mauritânia. 

Fonte: UOL notícias.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Especial de Domingo

Do Sentando a Pua!, destacamos hoje uma história vivida por Fausto Vasques Villanova, veterano da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação da FAB.
Boa leitura.
Bom domingo!

O preço de uma refeição
O 2º Escalão da Força Expedicionária Brasileira foi deslocado para a Itália no Navio-Transporte General Meigs, da Marinha dos EUA. Levava em seus alojamentos cerca de seis mil brasileiros. Entre as Unidades da FEB estava a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação da Força Aérea Brasileira, subordinada à Artilharia Divisionária. Uma surpresa estava preparada para os nossos pracinhas: o regime de alimentação. Era o seguinte: para quem não tinha atribuições no navio, duas refeições diárias (desjejum e jantar!). Para quem trabalhava, três refeições (desjejum, almoço e jantar). Imaginem só! Comer apenas duas vezes por dia... Os "peixinhos" foram logo aproveitados no serviço de segurança, imprensa, serviço especial, etc. Os Sargentos da Esquadrilha que falavam inglês foram engajados no serviço de segurança, que funcionava à noite e tinham como missão principal evitar que algum pracinha mais abelhudo fosse para o convés com o cigarro aceso, o que denunciaria a nossa presença para os submarinos inimigos. Os que não falavam inglês ficaram no regime de duas refeições. Após dois dias de viagem, eu já não aguentava mais de fome. Acostumado a fazer três refeições diárias, não me conformava. Tomei uma decisão. Dirigi-me ao Comandante , Capitão Aviador João Affonso Fabrício Belloc, expondo-lhe o problema. O Capitão Belloc ouviu-me pacientemente e disse: - Vou ver se consigo alguma coisa para justificar o seu almoço. Você terá notícias, logo que possível. Pedi licença, agradeci e me retirei esperançoso, nada comentando com os outros soldados da Esquadrilha. Dois dias depois, o 1º Tenente Aviador João Torres Leite Soares compareceu ao nosso alojamento e transmitiu a seguinte ordem: "Todos os praças da Esquadrilha deverão apresentar-se amanhã, às 04:30h, na cozinha. Lá procurar o Sargento Daniels, chefe do pessoal ." Nosso Comandante, não querendo criar privilégios, conseguiu trabalho para todos. É preciso ficar bem claro que eu falei em meu nome e não comentara o assunto com nenhum dos meus colegas. A ordem pegou a todos de surpresa, provocando as maiores "broncas". Bem, ordem dada é para ser cumprida. Lá fomos nós sem saber o que nos aguardava. Como eu falava inglês, fui escolhido para fazer a apresentação do pessoal ao Sargento Daniels. Feita a apresentação, o Sargento solicitou que o acompanhássemos. Chegando em frente à máquina de lavar pratos e talheres, dirigiu-se a todos e disse: "É aqui que os senhores vão passar os melhores dias desta travessia, o marinheiro Petter, encarregado deste setor, vai explicar qual é o trabalho de vocês e tudo o que deve ser feito. Boa sorte para todos e muito obrigado pela colaboração!" Ah! Que dias "maravilhosos" passamos em frente àquela diabólica máquina! Nosso trabalho consistia no seguinte: início, 04:30h da manhã; arrumar pratos, xícaras e talheres nas mesas, para o café da manhã. Não existiam cadeiras ou bancos. A refeição era feita em pé. À medida em que o pessoal terminava a refeição, nós recolhíamos o material utilizado. Retirávamos os restos da refeição e os jogávamos em um latão. Os talheres e a louça levávamos para a máquina de lavar. A "maldita" lavadeira funcionava a vapor, abastecida diretamente da caldeira do navio. Uma vez colocada a louça na esteira rolante, esta era levada para dentro da máquina, onde recebia um jato de água fria com sabão, sempre em movimento. Em seguida, jatos de água quente e vapor, e mais uma vez jatos de água quente pura, já na saída da máquina, onde caía num escorredor gradeado de arame, para dali ser colocada nas mesas. Após o café, começava o trabalho de arrumação para o jantar, um verdadeiro moto contínuo. Após o jantar, tinha início o segundo ato: a lavagem do refeitório, na base do escovão! Inicialmente, uma demão com água fria e sabão. Depois, água quente e sabão; a seguir, água quente pura; finalmente, água fria, O arremate era retirar a água com rodos e vassouras de cordas, enxugando com pano de chão. Após toda essa lavagem e escovação, vinha o terceiro ato - a inspeção. Era feita por um oficial da Marinha Americana, acompanhado de um oficial brasileiro, de dia, junto ao comando do navio. Ambos vinham munidos de lanterna elétrica. O oficial americano comparecia trajando um uniforme branco impecável. Tudo era olhado e inspecionado meticulosamente, inclusive embaixo dos armários e nos cantinhos mais escondidos. Se o oficial americano desconfiasse que determinado lugar estava sujo, abaixava-se e passava o dedo indicador no chão e, incontinente, passava-o na túnica, em sentido diagonal, de cima para baixo. Era um momento de suspense! Se o dedo sujasse o uniforme, teríamos que lavar o refeitório todo , novamente. No dia seguinte, a mesma rotina. Início às 04:30h e término às 22:00h. Bem que o Sargento Daniels tinha razão, pois foram realmente "maravilhosos" os dias que passamos naquela cozinha, lavando chão, pratos, xícaras e talheres, sem vermos a luz do sol ou o azul do Atlântico e posteriormente o do Mar Mediterrâneo. Foi realmente caro o preço que paguei por aquele maldito almoço, que me custou 18 dias de suor, lágrimas e muito xingamento. Pior de tudo é que companheiros de Esquadrilha, passados mais de quarenta anos, não esquecem o que, involuntariamente, lhes arranjei. 

Por Fausto Vasques Villanova - 1ª ELO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Biblioteca Ninja

OS CARDEAIS
1º Grupo de Aviação Embarcada
4º/7º Grupo de Aviação
"Já no pequeno bar, durante as conversas de pós-voo, lá pelas tantas disse-me o Rodolfo que na final curta comentara com o Mares Guia que nosso grupamento parecia um concílio de Cardeais, todos com o boné vermelho e o macacão laranja. Como consequência, no teste de rádio do dia seguinte, ao atender à chamada do Cobra 01 respondi não mais FAB 7016, mas sim, Cardeal 01”. A história dos Cardeais se inicia com a criação do 1° Grupo de Aviação Embarcada em 1957, no segundo ano do mandato de Juscelino Kubitschek. Os primeiro anos da nova unidade foram difíceis, marcados por um acrimonioso conflito doutrinário entre a Força Aérea e a Marinha. Porém, a partir de 1965, os Cardeais embarcaram pela primeira vez no navio-aeródromo Minas Gerais para iniciar um longo período de 31 anos de operações conjuntas de alta eficiência, em um clima de convivência harmoniosa que desmentia todo o conflito anterior. Em 1998, o 1° Grupo de Aviação Embarcada foi desativado, dando lugar ao 4°/7° Grupo de Aviação que herdou seu nome e suas tradições. Desde então, operando a partir da histórica Base Aérea de Santa Cruz, os Cardeais protegem os mares do Sudeste e prestam um serviço à nação, tão inestimável quanto pouco conhecido. A saga dos Cardeais é contada neste volume a partir de uma cuidadosa pesquisa dos históricos da unidade, documentos pessoais e entrevistas com veteranos. O texto é amplificado com numerosas fotografias, a maior parte das quais inédita, e de perfis das aeronaves especialmente preparados. 

Páginas: 128 
Autor: Mauro Lins de Barros 
Ilustrações: Flávio Lins de Barros 
Editora: ADLER

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FAB

Caça supersônico trafega entre carros em São Paulo
O trânsito da capital de São Paulo é complicado e caótico nos dias ensolarados e muito mais com tempo chuvoso. De vez em quando, fatos pitorescos acontecem na rotina do paulistano que transita pelas avenidas. Um desses fatos ocorreu na noite do dia 19 de fevereiro de 2013: um caça supersônico F5 Tiger da FAB – Força Aérea Brasileira trafegava imponente entre os carros. Na carroceria de um caminhão da Aeronáutica, obviamente. O Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, ao lado do Campo de Marte, é a unidade da FAB responsável pelas manutenções mais avançadas dos caças F5. Como a pista do Campo de Marte é imprópria para a operação de pouso e decolagem desses aviões, toda vez que um deles precisas dos serviços chega voando em Guarulhos e é transportado por via terrestre até o PAMA-SP. No evento do dia 19, após as devidas manutenções e revisões, o caça voltava para o aeroporto de Guarulhos, de onde decolaria para a sede do seu esquadrão. A FAB mantém os F5 operando nas bases aéreas de Santa Cruz (RJ), Canoas (RS) e Manaus (AM). O Northrop F-5E Tiger é um caça tático de defesa aérea e ataque ao solo e tornou-se um dos aviões mais operados no mundo. O F-5 é extremamente manobrável e rápido, constituindo-se um excelente avião para combates aéreos. A FAB mantém um programa de modernização de seus F-5 que passam para o padrão F-5EM. A revitalização permite que o motor e célula dos aviões permaneçam, mas a sua eletrônica (radar e painel de controle) seja extremamente atualizada. 

Texto: redação do NINJA, com informações do portal R7.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

GEIV

21 de fevereiro
Aniversário da primeira inspeção em voo no Brasil
Do livro “Torres de Controle do Brasil”: Após a formação da rede de radiofaróis do tipo NDB – (Non-Directional Beacon), por adesão de empresas aéreas proprietárias e o segmento militar, a partir da segunda metade dos anos 50 do século XX foram implantados os primeiros VOR (VHF Omni Range), por intermédio do CONTRAF – Projeto de Auxílios à Navegação Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. O CONTRAF foi criado em junho de 1956, fruto de um acordo de julho de 1955, entre os governos brasileiro e americano, para fornecimento de auxílios à navegação, assistência técnica, instalação e treinamento de mantenedores. Em consequência do CONTRAF, foi disponibilizada uma aeronave-laboratório Beechcraft C45, para inspeção em voo no Brasil, operada por tripulações da CAA – Agência de Aviação Civil americana, precursora da atual FAA – Administração Federal da Aviação, com acompanhamento de pilotos brasileiros. Em novembro de 1958, chegou a primeira aeronave-laboratório de inspeção de voo para os auxílios à navegação. Era o EC47 FAB 2065. Com ele, foi realizada, em 21 de fevereiro de 1959, a primeira inspeção em voo no Brasil, com aeronave e pilotos brasileiros, com a missão de avaliar a adequação de um terreno em Itaipuaçu, para instalação de um VOR. O projeto CONTRAF deu origem ao que, em 2013, é o GEIV – Grupo Especial de Inspeção em Voo. Esta unidade subordinada ao DECEA é responsável pela verificação da conformidade técnica e disponibilidade operacional de todos os auxílios à navegação, aproximação e pouso no território brasileiro, com emprego de aeronaves-laboratório. 

Fonte: Do livro “Torres de Controle do Brasil”, no prelo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

VANT

FAB recebe duas novas aeronaves não tripuladas
A Força Aérea Brasileira recebeu no dia 30 de janeiro de 2013 mais dois Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Os dois RQ-450, fabricados em Israel, estão em fase de montagem na Base Aérea de Santa Maria (RS) e os primeiros voos estão programados para março. As novas aeronaves já devem ser utilizadas nas próximas Operações Ágata, nas regiões de fronteira, e também durante a Copa das Confederações. O investimento foi de R$ 48 milhões. Agora, são quatro unidades que fazem parte do Esquadrão Hórus. Dois RQ-450 já estavam em operação desde 2011. Apesar de serem do mesmo modelo, as aeronaves recebidas agora têm algumas melhorias, como câmeras diurnas e de infravermelho de melhor resolução e sistemas de comunicações aperfeiçoados. Também foi recebido um radar que permite fazer imagens mesmo através das nuvens. As primeiras experiências da FAB com aeronaves não-tripuladas ocorreram em 2010. No ano seguinte, com a criação do Esquadrão Hórus, houve a estreia operacional durante as Operações Ágata. Um RQ-450 também participou das ações de segurança durante a Rio + 20. Nestas missões, estas aeronaves fazem imagens tanto de dia quanto de noite e transmitem ao vivo para os Centros de Controle. Além das operações reais, o Esquadrão Hórus também realiza missões de "desenvolvimento de doutrina", quando são elaboradas táticas para uso militar de VANT em situações conflito. Na FAB, essas aeronaves são comandadas do solo por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões militares e regras de controle do espaço aéreo. 

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Carreiras na Aviação

DCTA terá concurso para 241 vagas 
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP) lançou edital para o provimento de 241 vagas em cargos efetivos da carreira de ciência e tecnologia. São oferecidas vagas para o DCTA, em São José dos Campos, para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e para o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN). As vagas são para nível superior, técnico e médio e os salários variam de R$ 2.867,31 a R$ 9.490,33, a depender do grau de escolaridade. As provas objetivas serão aplicadas no dia 9 de junho de 2013 nas cidades de São José dos Campos, São Luís (MA) e Natal (RN). Além das provas objetivas, para alguns cargos também será exigido prova de títulos, análise de currículo e defesa pública de memorial. As inscrições iniciam no dia 18 de março, seguem até 26 de abril e poderão ser realizadas pelo site da Fundação para o Vestibular da Universidade Paulista “Julio de Mesquita Filho” (VUNESP), que é a banca organizadora do concurso público. O valor da taxa de inscrição é de R$ 90,00 para os cargos de nível superior e R$ 60,00 para os cargos de nível técnico e médio. 

Fonte: Assessoria Comunicação Social do DCTA 

Saiba mais: www.vunesp.com.br

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

American Airlines

Fusão da US Airways e American Airlines cria a maior companhia aérea do mundo
A American Airlines e a US Airways anunciaram a fusão das empresas no dia 14 de fevereiro de 2013, numa operação que criará a maior companhia aérea do mundo e que terá um valor de mercado de US$ 11 bilhões. A fusão conclui uma onda de consolidações que ajudou as companhias aéreas norte-americanas a terem bases financeiras mais sólidas. A nova empresa, que vai operar sob a marca da American Airlines, será 2% maior em tráfego de passageiros pagantes que a atual líder mundial, a United Continental. A companhia combinada terá sede no Texas e será comandada pelo presidente-executivo da US Airways, Doug Parker, antigo defensor da consolidação da indústria. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Especial de Domingo

Selecionamos hoje mais um texto do portal do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, da interessante coletânea Um voo pela história.
Boa leitura.
Bom domingo!

1951: 
Aeronave da FAB realiza aterragem de emergência nos Andes!
Notícia preocupante do dia 14 de abril de 1951. Um garboso Douglas C-47 de matrícula FAB 2043 iniciou sua jornada em Lima (Peru) e cumpria a etapa de Arequipa (Peru) para Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), quando teve uma parada de um dos seus dois motores. O elevado nível necessário para este voo não permitia a manutenção da altitude para ultrapassar a imponente Cordilheira. A tripulação era composta dos Majores-Aviadores Fausto Amélio da Silveira Gerpe e José Gomes de Araujo, do 2º Tenente-Navegador Cássio Romualdo dos Reis Carneiro e dos Sargentos Erasto Lopes da Conceição, Luzio de Paula Magalhães e Adriano de Oliveira Camargo. Militares experientes planejaram passo a passo, com maestria, o impacto de um pouso de emergência, com o trem de pouso recolhido, sobre a Cordilheira. Os treze passageiros foram cuidadosamente orientados. A aproximação inexorável do solo foi parcialmente controlada até as margens de uma lagoa que estava a 14.200 pés da altitude (4.300 metros). Por coincidência, como alguns preferem, ou por Providência Divina como eu acredito, a apenas 7 Km de distancia estavam as minas de enxofre de Tutupaca. A tripulação nada sofreu e um dos passageiros saiu levemente ferido da aterragem! Todos desceram da aeronave, puderam resgatar suas bagagens e, agradecidos, seguiram de caminhão para uma cidade próxima (Moquegua, Peru) e dali de avião para Lima. A Força Aérea Brasileira tinha uma “garça” acidentada em local de grande altitude, oxigênio escasso, temperaturas de menos oito graus e acesso remoto.

O avião C-47 2043 pousado nos Andes

Especialistas da FAB seguiram para o local do acidente e verificaram a possibilidade de recuperação da aeronave. Seriam necessárias as trocas de duas hélices, dois motores e da asa direita que teve seu bordo de ataque destruído. Eram serviços de monta e, considerando-se as variáveis, colocava-se em jogo a competência da organização. Decisão tomada, a equipe composta por oito graduados e um civil, chefiada pelo Ten Cel Av Oswaldo Carneiro de Lima (Engenheiro) iniciou os trabalhos de recuperação da aeronave. No dia 20 de junho de 1951, dois meses após o acidente, o Fênix ressurgia dos Andes! O C-47 2043 decolava do alto da Cordilheira, pilotado pelo próprio Cel Lima – Aviador Engenheiro – com destino à Base Aérea do Galeão. A equipe de manutenção brilhara como nunca e as condições extremamente adversas foram superadas. Este fato é inspirador de vários contos e filmes. O mais recente é o “O Voo da Fênix” do diretor John Moore de março de 2005. É um filme de aventura e ação no qual o piloto de um avião de carga e seu copiloto são enviados à Mongólia. Na volta o avião cai no Deserto de Gobi por causa de uma tempestade de areia. Sem comunicação e com pouca água e comida, os sobreviventes resolvem construir um novo avião a partir dos destroços. Sobre o assunto, escreveu o Ten Brig Ar Lavenère- Wanderley: “O trabalho realizado por essa competente e dedicada equipe...na Cordilheira dos Andes, serve como inspiração para todos os que trabalham na Aeronáutica Brasileira e representa um exemplo notável de espírito de sacrifício e de energia moral. A aterragem de emergência do C-47 e a sua recuperação repercutiram de um modo altamente favorável no conceito que a FAB e o CAN gozam na América do Sul.” 
Outra curiosidade marcante e emblemática foi o fato de a aeronave ter pousado no Brasil com a asa direita cedida pela Força Aérea Peruana e, portanto, com o Cocar daquela Força de um lado e, com a insígnia da Força Aérea Brasileira na outra. Um belo exemplo da união que deveria sempre existir entre os países da América do Sul e dos seus povos.

Texto: Cel Av Marco Aurélio de Mattos

Fonte: INCAER

sábado, 16 de fevereiro de 2013

ABEAR

Voos terão partidas alteradas com o fim do Horário de Verão
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas – ABEAR alerta os passageiros de suas empresas associadas para o término do horário brasileiro de verão 2012/2013, a partir de 00h00 (zero hora) do dia 17 de fevereiro de 2013 (domingo), que impactará a malha aérea de alguns destinos, prioritariamente as cidades que não sofreram mudanças com o horário brasileiro de verão, em vigor desde o dia 21 de outubro de 2012. Os voos operados pelas empresas aéreas terão seus horários de chegada e/ou partida atrasados em uma hora em relação ao horário em vigor nos aeroportos dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe. A recomendação é que os usuários verifiquem junto às companhias aéreas se seus voos serão alterados. As empresas disponibilizam seus canais de comunicação (site, redes sociais, e-mail, marketing, call centers etc.) para dar orientações, prestar esclarecimentos e disponibilizar os novos horários de voos. O horário de verão 2012/2013 vigorou nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e no Distrito Federal. 

Fonte: www.jb.com.br