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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 7 de outubro de 2018

Especial de Domingo

Do Aeromagia selecionamos e voltamos a publicar o texto abaixo.
Boa leitura.
Bom domingo!

Por que pilotos de planador se tornam mais inteligentes?

Texto: Jean Gabriel CHARRIER*
Fonte: Aeromagia

Só faltava essa! Quer dizer que existem pilotos mais ‘inteligentes’ do que outros? E pior ainda, são pilotos que voam em aeronaves que não chegam a 500 quilos, com três instrumentos no painel, enquanto no meu Airbus eu tenho vinte vezes mais do que isso? Eles decolam com apenas um mapa debaixo do braço enquanto eu tenho uma maleta de 10 quilos de papéis para poder atravessar o Atlântico – isso sem falar no restante de material que fica no avião! E é certeza que, enquanto eu preciso me preocupar em colocar tudo em dia, conferir os procedimentos, e tantas coisas mais, eles devem ficar tranquilamente fazendo churrasco ao relento, atrás do hangar. E nem falo da preparação deles antes de voar! Bom, ok, reconheço que eles administram melhor as possibilidades da pressão atmosférica em relação à umidade e temperatura do ar, mas com relação ao resto…. Quero explicações!!

Bom, vamos apresentar o porquê do fato dos pilotos de planadores serem mais inteligentes do que pilotos de ultraleve, de helicóptero, de aviação comercial….e sobretudo, vamos mostrar porque o voo a vela torna eles assim.

A inteligência e a performance
Por trás desse conceito de inteligência, é a performance que nos interessa, mas de qual performance falamos? Para responder, faremos uma pequena ‘manobra’ para comparar a perfomance esportiva de um piloto de planador com a perfomance da segurança de todos os outros pilotos, quaisquer que sejam suas atividades. Essa comparação é possível porque o piloto de planador, para voar rápido ou por longas horas sem perder a segurança, deve possuir as mesmas competências e as mesmas capacidades dos outros pilotos.

Competências, decisões e a segurança
Quais são os fatores contribuintes mais comuns nos acidentes aéreos? São más decisões que se originam em más representações, ou em representações incompletas, da realidade que envolve o piloto, bem como da sua complexidade. Se você tomar somente decisões acertadas, sempre se dará bem nos voos. Ou, na pior das hipóteses, simplesmente decidirá não voar, ou fazer meia volta, ou colocar uns galões de combustível a mais por garantia. Dessa forma, aquele que tomar as melhores decisões em seu planador ganhará o campeonato, e, se for um piloto de Airbus, ele chegará sem sustos ao seu destino, mesmo em condições extremas.

Para refletir:
A ‘inteligência’ de um piloto consiste em:

1) obter informações;

2) interpretar o que elas significam e utilizá-las para compor a situação;

3) utilizar as informações obtidas para tomar a melhor decisão.

Se há uma nuvem se formando sobre uma montanha, eu planejo passar pelo lado onde tenho menos risco de ser levado para dentro dela, e consequentemente, para perto da montanha. A meteorologia prevê uma probabilidade de ventos numa cidade, e em outra cidade a situação está parecida, mas com uma probabilidade ainda mais forte. Então já decolo com combustível adicional, prevendo a possibilidade de alternar.

Inteligência em relação ao tempo
Os dois últimos exemplos demonstram que a inteligência não serve para nada se você não se utiliza das informações que recolheu para preparar suas decisões. Ora, as decisões que você irá tomar não são as mesmas se elas dizem respeito à gestão de sua máquina: sistemas, pilotagem, ou mesmo a gestão do seu ambiente de voo, com sua meteorologia favorável ou não. Se você já projeta sua mente para longe dentro do tempo, você terá a tática e a estratégia, envolvendo elementos desconhecidos e condicionais: se…. então… mas talvez… portanto… e se… Um campeão de voo à vela enxerga longe, e encara muitas hipóteses.


Pensar correto e rápido
O piloto de planador que deseja chegar primeiro deve às vezes tomar decisões muito rapidamente. Estou no nível de cruzeiro e avanço bem, então vejamos como está adiante: avalio a altura da base das nuvens, algumas com formato de cumulus… Há um caminho que parece agradável à direita, mas ele irá me distanciar da rota. Eu preciso decidir agora. Estimo uma alteração de rota de 30 graus, o vento está vindo ligeiramente do sul, então provavelmente vou ficar para trás….melhor ir pela esquerda. Ou então…chego em uma cidade pelo norte, não está um dia de tempo bom. O tráfego está congestionado, vento de cauda, e o controlador me pergunta: “Você pode curvar à direita dentro de 3 milhas, para iniciar a trajetória de descida?” Droga, ainda estou longe! Eu estou a 20 mn ao norte do terreno, me faltam ainda 15 mn até a final, estou a 4500 ft, mais 1500 ft de altitude do terreno, posso perder então 5000 ft na base…. É um pouco apertado…. Bom, vamos até lá… bolinha e cordinha centralizadas, de qualquer maneira já é alguma coisa…

Pensar correto, de forma rápida e frequente
Os piloto de planador não são os únicos que precisam refletir; outras pessoas imersas em suas pesquisas dividiram a atividade mental do piloto em seis níveis crescentes de exigência. Os três primeiros níveis correspondem basicamente em “fazer como de costume”. Para tal cidade, tal rota, tal nível de voo, tal quantidade de combustível. Nos três últimos níveis é necessário refletir, com o mais alto nível que concerne a situações complexas, som soluções evidentes. E nesse caso, os neurônios devem se agitar bastante para voar rápido ou para voar em total segurança. Ora, é fato que quanto mais se exige dos neurônios de forma frequente, mais o pensamento se torna fácil, e quanto menos exigirmos dos neurônios, mais lentos eles ficarão. Para exprimir isso de outra forma, quanto mais os modos mentais superiores (inteligência) do piloto forem solicitados, mais eles se tornam acessíveis, e com melhor desempenho.

A solicitação da inteligência
Quantas decisões, que envolvem os modos superiores, ditos ‘inteligentes’, um piloto de planador precisa tomar durante um voo de 5 horas? Serão centenas, mais ou menos elaboradas. Quantas decisões, que engajam os modos superiores, ditos ‘inteligentes’, um piloto de linha aérea terá de tomar durante um voo de 5 horas? Você conhece a resposta? Não muitas decisões? Sim, não muitas, mas… isso irá depender de cada piloto. Alguns vão dissecar seus voos e analisar uma multidão de pequenas coisas, de probabilidades… e então eles refletirão. Mas outros irão voar de forma mais ‘cool’, e a decisão do dia se resumirá ao momento em que devem escolher se o cafezinho deve vir com muito ou pouco açúcar. Nesse ponto fica claro porque o piloto de planador se destaca do restante do pelotão.

O nível de procedimentalização das atividades
Há ainda outras pesquisas que demonstraram que a competência é inversamente proporcional ao grau de procedimentalização da atividade (ref. Guy le Boterf). Logo, quanto mais trabalho você tem, menos você reflete, e mais esforço será preciso para refletir. Analisemos mais de perto as diferentes atividades sob esse ângulo do degrau de liberdade deixado ao piloto para solicitar, e portanto desenvolver, suas capacidades adaptativas (inteligência), e obteremos isso:


Pode parecer cômico, mas é isso. Um piloto é levado a refletir rápido em um espaço aberto onde o piloto é em grande parte entregue a si mesmo; e vale notar que com a dimensão ‘rapidez’, o piloto de caça também se inclui entre os que devem exigir muito dos seus neurônios. Já as problemáticas do piloto de balão não são as mesmas, mas para ele também o fator ‘antecipação’ deve estar no topo! Um piloto de linha aérea evolui dentro de um meio extremamente fechado, com pouca liberdade para ajustes, enquanto um piloto de planador voa em um meio aberto, ao qual deve permanentemente se adaptar. E, se ele deixar de refletir por um mínimo espaço de tempo, estará entregue à sorte nos minutos que se seguirem. Por outro lado, quando o Airbus A320 foi lançado, os jornalistas nos disseram que não faria diferença quem estivesse pilotando esses aviões. Foram jornalistas que disseram…

A inteligência do piloto e a experiência
A experiência do piloto lhe permite perceber informações que farão muito sentido para ele, mas não tanto para um piloto novato. Ele possui igualmente numerosos esquemas mentais que foram forjados a partir de numerosas situações que encontrou ao longo da vida. Ele sabe que em uma situação particular ele deverá desconfiar de um ou outro aspecto do seu voo, e suas decisões serão de melhor qualidade do que as de um piloto que ainda está em fase de ‘descoberta’. O conhecimento dos riscos são proporcionais à experiência; numa situação onde um piloto experimentado será capaz de identificar certas ameaças e agir com medidas de prevenção (prevenção = conhecimento dos riscos) um piloto iniciante deverá agir com precaução (precaução = riscos desconhecidos). Nos dois casos o perfeito conhecimento de cada um acerca de suas próprias competências e de suas próprias limitações é primordial, e ao solicitar a constante antecipação, o voo a vela faz o novato se tornar experiente de forma mais rápida.

A inteligência se educa
A inteligência do piloto pode ser educada, aliás, é um dos objetivos da formação que encontramos em diversos cursos ao redor do mundo, que dizem por exemplo: “Ao final de sua formação o piloto será capaz de enfrentar uma nova situação”. É bom relacionar as coisas entre si. O objetivo de alguns cursos de formação é precisamente estimular o desenvolvimento dos modos mentais superiores no principiante.

Uma boa notícia: tudo tem solução
Existe um conceito de gestão de riscos que se chama “Gestão de Ameaças e Erros”, cuja particularidade é que exige que o piloto reflita e se projete no tempo para evitar que ameaças externas não venham perturbar o voo e tragam situações indesejáveis. A abordagem mental necessária à essa gestão “proativa” dos riscos é a mesma utilizada pelo piloto de planador, que administra os riscos para obter uma perfomance esportiva. É necessário refletir bem, e rápido, se projetando pelo tempo. Efetivamente, a “Gestão de Ameaças e Erros” passa por todos os recursos do piloto, seja no nível do seu engajamento pessoal ou de suas competências técnicas. Se o piloto não comete erros, então ele já terá evitado 80% dos seus problemas de segurança. Os pilotos de planador adquirem portanto mais inteligência, e eles podem continuar tranquilamente a comer seu churrasco à noite junto ao hangar: eles tem de antemão uma boa vantagem em relação aos demais. 

Inteligência do piloto = Qualidades de aviador = Arte de voar = Gestão de ameaças e erros


O que memorizar:
-As competências para obter uma performance esportiva em um piloto de planador são as mesmas necessárias para administrar a segurança nas demais atividades de pilotagem.

-A inteligência do piloto consiste em tomar as melhores decisões.

-Quanto mais o piloto estiver acostumado a refletir, mais facilmente ele decidirá, e quanto menos acostumado a refletir, mais dificilmente tomará decisões.

-A competência para decidir é inversamente proporcional ao grau de procedimentalização da atividade. 

-Um piloto experiente tomará decisões com eventuais medidas de prevenção dos riscos que ele conhece, e um piloto menos experiente agirá com precaução, ou seja, prudência, na ausência de conhecimentos de certos riscos. 


*Jean Gabriel Charrier foi instrutor de avião, planador e acrobacia, piloto de linha aérea e inspetor de segurança de voo na França. Possui cerca de 13.000 horas de voo, e é titular de um diploma de Fatores Humanos em Aeronáutica.

Publicado originalmente em mentalpilote.com.
Fotos: Plinio D. Lins
Gráficos: mentalpilote.com

Fonte: Aeromagia

sábado, 6 de outubro de 2018

Museus

Museu Casa de Cabangu - onde nasceu Santos Dumont - tem dificuldades para se manter
Com dívida trabalhista de R$ 170 mil,
museu construído na casa de Santos Dumont
pode ser fechado. 

O Museu de Cabangu fica na Zona da Mata em Minas Gerais e passa por dificuldades financeiras e estruturais. Funcionários só receberam salários referentes a dois meses em 2018. A Prefeitura de Santos Dumont, cidade da Zona da Mata que foi rebatizada em homenagem ao habitante ilustre, atrasou o pagamento de um termo de colaboração que havia sido assinado em junho de 2018. Nos últimos três meses, R$ 37 mil reais deixaram de ser repassados pelo Executivo. A Fundação Casa de Cabangu, que mantém o museu, acumula dívida trabalhista de cerca de R$ 170 mil e, por isso, não pode recorrer à ajuda do Governo Federal e depende quase que exclusivamente da parceria com a Prefeitura. A Aeronáutica também é responsável pelo local, mas cuida apenas da segurança.

Manutenção
Pelo acordo entre a Fundação e o Município, até janeiro de 2019 a Prefeitura deve pagar R$ 100 mil à administração do museu. Além disso, alguns projetos paralelos para arrecadar verbas estão em andamento. A instituição foi inaugurada em 1973, em comemoração ao centenário de aniversário Santos Dumont. No museu há móveis, documentos e vestimentas originais do Pai da Aviação, que atraem turistas há anos. A manutenção do espaço também está prejudicada. O forro de esteira de bambu apresenta goteiras e o piso original de madeira está desgastado, além da parte elétrica do imóvel, que também precisa de reparos.

Projeto de restauração
Em setembro de 2017, a Prefeitura de Santos Dumont anunciou a criação de um projeto para restauração do Museu e avaliou que o custo seria de aproximadamente R$ 12 milhões. O plano foi dividido em seis eixos principais de reformas e restaurações, que envolvem a sede principal, os pavilhões e os jardins. Como não tinha dinheiro em caixa, o Executivo enviou a avaliação para o Ministério da Integração Nacional.

Visitação
O museu está aberto todos os dias, das 8h30 às 17h, e fica no Km 16 da BR-499, no Distrito de Mantiqueira. Outras informações estão disponíveis pelo telefone (32) 3251-3646.

Fonte: MGTV 

Saiba mais: Blog do NINJA de 16/06/2018 

Visite: Cabangu 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Força Aérea

FAB treina para missões de paz
Tripulantes do Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), localizado na Ala 8, em Manaus (AM), participaram, no período de 17 a 28 de setembro de 2018, da Instrução de Preparação de Unidades Aéreas para Operações de Paz. O curso foi realizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) – Centro Sergio Vieira de Mello, na sede do Esquadrão. “Esse treinamento consiste no preparo da Unidade Aérea sobre a doutrina da ONU [Organização das Nações Unidas], conhecido como Pre-Deployment Training, que é o treinamento antes de a Unidade ser desdobrada em Operações de Paz. Isso é uma exigência da ONU, todo mundo que participa de Operações de Paz, principalmente Unidades Aéreas, tem que receber esse tipo de treinamento. Nós, que estamos aplicando, temos experiência em Operações de Paz. Eu, por exemplo, participei de missão no Sudão do Sul, como oficial de operações aéreas”, explicou o Coordenador da Instrução para Unidades Aéreas, Major Aviador Pedro Henrique Nascimento dos Santos. Durante duas semanas, os militares do 7°/8° GAV assistiram a aulas que abordaram temas relacionados a missões dessa natureza, como as operações de manutenção de paz da ONU, atividades de paz e segurança, direitos humanos, proteção de civis, proteção à criança, gerenciamento de estresse, suporte para unidades aéreas, segurança de voo, conceito de emprego, entre outros. A formação trabalha a interoperabilidade entre as Forças Armadas. Isso porque o CCOPAB possui uma equipe conjunta, formada por militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. O grupo multidisciplinar contribui para que o aluno tenha a visão de diferentes áreas de emprego.

Fonte: Ala 8, via FAB

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Aeroportos

FAB faz reparos em aeródromo da Amazônia
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), inicia, em outubro, a obra de recuperação da pista de pouso em Surucucu (RR), cujo único modal de acesso é o aéreo. Localizada a 270 quilômetros da capital Boa Vista, o aeródromo atualmente apoia, além do 4º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, a comunidade indígena dos Yanomami. A recuperação dessa pista foi motivada pelo desgaste natural sofrido pela ação do tempo e do clima amazônico e, após sua conclusão, permitirá a continuidade de apoio a essa localidade de difícil acesso. A COMARA já iniciou a mobilização de pessoal e de material para a obra, deslocando-os, via terrestre, de Manaus até Boa Vista. Em seguida, serão transportados pela aeronave C-98 Caravan até Surucucu. Esta última etapa necessitará de, aproximadamente, 10 viagens.

Manaus
Outra frente mobiliza esforços da FAB no norte do país para continuar a promover a integração do Brasil. A COMARA iniciou a construção da área de giro na pista de pouso do Aeroporto Militar de Ponta Pelada, em Manaus (AM). O Vice-Presidente da COMARA, Coronel Aviador Cleber dos Passos Jorge, destaca que essa melhoria aumentará a capacidade operacional da Força Aérea. “Será um grande avanço, pois após a construção dessa obra, o Aeroporto de Ponta Pelada terá capacidade para pouso do Boeing C-767”, explicou.

Integração
A COMARA, criada nos anos 1950, já construiu e recuperou mais de 170 pistas e reformou mais de 70 instalações aeroportuárias e vias públicas. Nasceu genuinamente amazônica, mas em razão de sua capacidade e experiência em construções de aeródromos, passou a ser empregada em outras regiões do país e até mesmo no exterior.

Fonte: FAB

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Embraer

Cargueiro KC-390 poderá ter linha de montagem nos EUA
A Boeing e a Embraer negociam a instalação de uma linha de montagem do novo cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos. Seria uma segunda linha, adicional à já existente em Gavião Peixoto, no interior paulista. O projeto faz parte do acordo pelo qual a fabricante americana de aviões pretende adquirir o controle da unidade de aviação comercial da Embraer. A área de produção de aviões militares não será vendida, mas esse acordo adicional permitirá a criação de uma joint venture para a instalação da fábrica do KC nos EUA. Nessa nova empresa, a Embraer seria controladora, com 51% do capital, e a Boeing, 49% - percentuais ainda em discussão. Toda a operação depende da aprovação dos acionistas das duas empresas e do governo brasileiro. Informações sobre a linha de montagem do KC nos EUA foram publicadas em relatório do Bank of America, assinado por Ronald Epstein, analista do setor aéreo. O KC "made in USA" seria montado naquele país com as mesmas peças usadas na produção do cargueiro no Brasil. Essa americanização abre dois novos mercados para a Embraer: o próprio mercado americano, que inclui a Força Aérea, e o das nações aliadas dos EUA dentro do programa "Foreign Military Sales" (FMS). O KC, ainda em fase de testes e certificação, é um cargueiro para apoio logístico em missões militares, a ser usado para transporte de cargas, abastecimento etc. A primeira entrega do avião, para a Força Aérea Brasileira, estava prevista para este ano, mas foi adiada para 2019. Em maio, durante testes em terra, a aeronave saiu da pista e foi danificada. A joint venture usufruiria dos benefícios do poder de compra de peças e componentes da Boeing, o que deve baratear os custos de fabricação. Existem hoje cerca de 3,7 mil cargueiros em operação no mundo, com idade média de 35 anos. Isso gera um potencial de mercado de 2 mil unidades em 20 anos.

Texto: Vanessa Adachi, publicado em O Valor

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Tecnologia

ITA receberá recursos para projetos inovadores
O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos (SP) receberá R$ 6 milhões para investir em 16 projetos inovadores. A verba será aplicada durante 4 anos. A instituição foi uma das 25 de ensino superior no país vencedora do Print (Programa Institucional de Internacionalização) da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), fundação do Ministério da Educação. Os projetos estão distribuídos em quatro áreas: Aviação Verde, Sistemas Autônomos, Mobilidade e Sustentabilidade e Espaço e Ciências. Os temas contemplam todos os programas de pós-graduação do ITA. "Estes recursos complementarão os recursos de pesquisa que o ITA já recebe de outros órgãos de fomento, como Fapesp e CNPq, assim como de empresas nacionais e internacionais, como a Embraer e a Saab", informou o ITA. Para o reitor do ITA, Anderson Ribeiro Correia, "esse resultado é como um reconhecimento ao trabalho estruturado que vem sendo desenvolvido pelo ITA, em parceria com os demais institutos do DCTA, como Instituto de Aeronáutica e Espaço e Instituto de Estudos Avançados". Segundo ele, com a busca pela ampliação das parcerias internacionais, um dos programas de pós-graduação foi classificado, em 2017, com nível de excelência internacional. "Nas outras modalidades, eram professores e pesquisadores que solicitavam bolsas diretamente à Capes. Hoje, é a instituição quem regula a distribuição das bolsas, a partir de editais internos", explica Pedro Lacava, pró-reitor de pós-graduação do ITA.

Fonte: jornal O Vale

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Segurança nas fronteiras

Mais radares móveis serão posicionados nas fronteiras
O governo destinará, por meio de convênio com a Força Aérea Brasileira (FAB), mais de R$ 100 milhões para a aquisição de mais radares móveis de detecção aérea em baixa altitude. O anúncio foi feito pelo Ministério da Segurança Pública. O convênio, que tem previsão de ser assinado no início de outubro de 2018, permitirá o reforço dos trabalhos de combate à entrada de armas e drogas no país, por meio do monitoramento de aeronaves que sobrevoem a faixa de fronteira. “Grande parte do tráfico de armas e de drogas é feita por avionetas de baixa altitude, usadas para tentar escapar dos radares convencionais. Por isso, estamos fechando um acordo com a Força Aérea Brasileira para aquisição de radares móveis de baixa altitude”, disse Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública. Os equipamentos serão colocados nas fronteiras.

domingo, 30 de setembro de 2018

Especial de Domingo

Na última quinta-feira, 27/9/2018, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação recebeu do INCAER, em doação, diversos livros, revistas e livretos destinados ao acervo da Biblioteca do NINJA. O INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, criado pelo Decreto nº 92.858, de 27 de junho de 1986, visa a organizar e disciplinar a preservação da História Aeronáutica Brasileira e divulgá-la para os públicos interno e externo. Desenvolve suas tarefas lidando diretamente com a pesquisa, com o desenvolvimento, a divulgação e a preservação do patrimônio material e imaterial da aeronáutica brasileira. Mais uma vez, publicamos informações sobre algumas das atividades desenvolvidas por este conceituado instituto.
Boa leitura.
Bom domingo!

Biblioteca Ten Brig Ar Moreira Lima
A Biblioteca do INCAER nasceu, oficialmente, em 30 de outubro de 1989, com a doação de parte da coleção do Tenente-Brigadeiro do Ar Nelson Freire LavenèreWanderley, importante personalidade da Força Aérea Brasileira, e do Dr. Isaac Jackubowsky, funcionário civil da Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional (CERNAI), dando início a um braço muito importante do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, já previsto desde sua criação. A partir de então, foi-se estruturando seu acervo, através de doações feitas por militares e seus familiares. Ocupou o andar térreo do prédio sede do INCAER mas, devido a seu crescimento, foi deslocada ao andar superior. Trata-se de uma Biblioteca especializada em história da aeronáutica, guerras e biografias, contendo livros e uma grande quantidade de periódicos, como as revistas Asas dos anos 30 e a Esquadrilha, além de outras raridades. O acervo atual encontra-se informatizado em sistema próprio, SISBIBLIO, criado pela Seção de Tecnologia da Informação do INCAER, disponível para pesquisas por autor, título e assunto, e acessível no site do INCAER. Possui um projeto de digitalização, em andamento, em que estão sendo tratados e digitalizados o acervo de legislação (BMA e BCA), Almanaques de Oficiais da Aeronáutica e separatas. Parte desse acervo já se encontra disponível para pesquisas. Ao longo dos anos, a Biblioteca foi modernizada, com a instalação de arquivos deslizantes, o que proporcionou, além de embelezamento, proteção do acervo e otimização do espaço.
Como forma de reconhecimento, o espaço foi nomeado “Biblioteca Tenente Brigadeiro Moreira Lima”, em 31 de julho de 2014, justa homenagem prestada ao segundo Diretor do INCAER e Ministro da Aeronáutica, quando da criação do Instituto. Muito já foi feito, mas ainda há muito o que se fazer... (Texto: Bibliotecária Nair de Laia)

Atividades e Produções Culturais
O INCAER foi criado com a finalidade de pesquisar, desenvolver, preservar, controlar e estimular as atividades referentes à memória e à cultura da Aeronáutica brasileira. Assim sendo, representam as principais atividades e produções culturais desenvolvidas por este Instituto:

Encontro no INCAER
É um evento tradicional deste Instituto, realizado na última quarta-feira de cada mês, composto de uma palestra, preferencialmente envolvendo temas relacionados à história aeronáutica brasileira, seguido de debates e, por fim, do habitual “Chá INCAER”, momento de confraternização entre o palestrante, a direção e seus convidados.

Prêmio INCAER de Cultura Aeronáutica
Criado em 2006, tem como objetivo homenagear aqueles militares participantes que obtêm o primeiro lugar nos cursos e estágios de formação da Força Aérea Brasileira (ECEMAR, EAOAR, I FAE, AFA, CIAAR, EPCAR e EEAR), bem como pessoas que se destacaram na promoção da cultura aeronáutica brasileira.

FIDEHAE
O Brasil, como membro da Federação Internacional de Estudos Históricos, Aeronáuticos e Espaciais (FIDEHAE), é representado pelo INCAER nos congressos realizados, anualmente, em países filiados. A Federação tem como objetivo promover a interação acadêmica e congraçar estudiosos dos inventos, feitos e fatos da história aeronáutica e aeroespacial ibero-americana.

Olimpíada de História Militar da AFA
A Academia da Força Aérea (AFA) realiza, anualmente, a Olimpíada de História Militar, com o objetivo de fomentar o interesse pela leitura entre seus Cadetes. O INCAER participa desse evento por meio da elaboração de questões, banca examinadora, confecção de medalhas e diplomas e exposição de livros. O evento tem tido ótima repercussão, obtendo a adesão, a partir de 2016, da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e da Escola Naval (EN).

Noticiário INCAER
Informativo publicado bimestralmente, desde 1993, com o objetivo de registrar eventos e acontecimentos ocorridos no INCAER, bem como no âmbito do Comando da Aeronáutica ou fora deste, sempre que haja envolvimento deste Instituto.

Projeto Memória
O Projeto Memória tem o objetivo precípuo de colher depoimentos de destacadas personalidades da nossa Aeronáutica, que deram o melhor de si e emprestaram seus vastos conhecimentos, narrando experiências colhidas durante suas marcantes e pródigas passagens pela Força Aérea Brasileira.

Ideias em Destaque
Revista semestral, confeccionada e distribuída gratuitamente pelo INCAER. É elaborada com valiosa contribuição de diversos autores civis e militares, contendo assuntos aeronáuticos, políticos, estratégicos e de cultura geral.

Opúsculos
Publicações do tipo “livretos”, impressas e distribuídas gratuitamente pelo INCAER, que abordam temas ligados à Força Aérea e à biografia de personalidades marcantes do cenário histórico da Aeronáutica brasileira. 

Coleção Aeronáutica
Esta coleção é muito abrangente, sendo composta por quatro séries de publicações. Algumas obras são de autor definido e outras foram compostas por equipes de assessores do INCAER.

Fonte: INCAER

sábado, 29 de setembro de 2018

Tucano Ano 35

Documentário celebra 35 anos do T-27 Tucano
A aeronave T-27 Tucano, da Força Aérea Brasileira (FAB), completou dia 29 de setembro de 2018, 35 anos de serviço e ganhou o documentário "Tucano - 35", uma realização da Hunter Press e com produção da Street Films. O documentário tem 1h45 e conta a história da aeronave por meio de imagens do avião, contextualização do período histórico em que foi criado e depoimentos de pessoas que têm relação com ele, como o criador e primeiro presidente da Embraer Ozires Silva; o engenheiro-chefe dos projetistas, Ary Leber; ex-pilotos da esquadrilha da fumaça, até cadetes que voam atualmente a aeronave durante as instruções na AFA.

"É um documentário que celebra os 35 anos de operação do Tucano na FAB e destaca o orgulho nacional de tê-lo, a parceria da FAB com a Embraer no desenvolvimento da aeronave e a projeção do nome do Brasil para o mundo", destaca o roteirista João Paulo Moralez.

História
O Tucano surgiu da necessidade da FAB de substituir a antiga aeronave de treinamento T-37, que seria descontinuada pela fabricante Cessna. Nascia assim uma máquina com desempenho notório, reconhecido internacionalmente. As características do T-27 fizeram com que o avião fosse exportado para países como Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru, Paraguai, Honduras e Irã. No Reino Unido, foi escolhida para se tornar aeronave de treinamento básico, licenciada e produzida localmente. O protótipo do treinador voou pela primeira vez em 19 de agosto de 1980, com um desenho avançado para a época. Suas características acabaram tornando-se padrão para outras aeronaves de treinamento, com trens de pouso retráteis, assentos em tandem (um à frente do outro, sendo o de trás mais alto), pontos para utilização de armamento e, inclusive, sendo a primeira aeronave do gênero com assentos ejetáveis.

Possui grande autonomia de voo (quatro horas e meia somente com o tanque interno), robustez, comandos precisos, boa margem de manobra mesmo à baixa altitude, confiabilidade, visibilidade e capacidade de voo em diferentes condições climáticas. Desenvolvida por meio da parceria entre a FAB e a Embraer, até hoje, os T-27 são empregados pela FAB para instruções em voo aos novos pilotos. As aeronaves também foram utilizadas para demonstrações da Esquadrilha da Fumaça.

Assista em: www.tucano35.com

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Força Aérea

O trabalho da Aeronáutica no transporte de órgãos para transplante
O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) realiza, há cerca de cinco anos, o trabalho de coordenação de voos e facilitação de todas as etapas envolvidas no processo de transporte aéreo de órgãos a serem transplantados. Cabe ao CGNA, a coordenação da distribuição, por meio de transporte aéreo, de órgãos para transplante no Brasil. Para isso, a unidade conta com duas posições da Central Nacional de Transplantes (CNT) em seu Salão Operacional, 24 horas por dia, para gerir a logística de distribuição. Recebida a demanda, os profissionais alocados no CGNA iniciam a busca pelo voo adequado mais próximo, que serve ao percurso requerido. A regra é o aproveitamento de voos da aviação comercial. Quando o trecho não é atendido por linha aérea, entra em cena o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) da Força Aérea Brasileira (FAB), que, acionado, viabiliza uma aeronave militar. Na útlima terça-feira (25/09/2018), por exemplo, a aeronave C-95, do Esquadrão Pioneiro (3° ETA), saiu de Guarulhos para buscar um fígado em Votuporanga (SP) e seguiu para São José dos Campos (SP), local do transplante realizado, por meio de coordenação do CGNA junto à CNT. "O transporte de órgãos é uma operação delicada que exige celeridade, comprometimento e estreita coordenação entre os órgãos de controle envolvidos no processo. Nesse contexto, o CGNA vem participando ativamente, cumprindo o papel de coordenador de voos e facilitação de todas as etapas envolvidas no transporte aéreo dos órgãos e tecidos vivos. É, para nós, uma grande satisfação participar dessas operações, agregando ainda mais valor aos serviços prestados pela Força Aérea ao país", ressaltou o Chefe do CGNA, Coronel Aviador Ricardo Luiz Dantas de Brito.

Regulação
Desde a regulação da remoção de órgãos para transplante e autorização do apoio prestado pela FAB nesse tipo de missão, em junho de 2016, os acionamentos, que ocorrem a qualquer hora do dia e da noite, se intensificaram. Atualmente, os esquadrões de transporte aéreo contam com tripulações de plantão em Belém (PA), Recife (PE), Galeão (RJ), Guarulhos (SP), Canoas (RS), Brasília (DF) e Manaus (AM), mas nada impede que missões desse tipo também sejam realizadas por outros esquadrões da FAB. A logística envolvida em um transplante é complexa. Cada órgão tem um Tempo de Isquemia Fria (TIF), ou seja, o período que ele pode ficar sem circulação sanguínea. O coração é o órgão de menor TIF, já os rins podem ficar até 24 horas sem serem irrigados. O transporte precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2ºC a 8°C. Se for abaixo do previsto, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão. O transporte realizado pela FAB facilita o processo, que se torna mais viável e ágil, pois as aeronaves têm condições para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita maior mobilidade fora das capitais.

Fonte: FAB

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Embraer

Embraer vende 12 jatos E190-E2 para a suiça Helvetic
A Embraer e a empresa suiça Helvetic Airways assinaram um contrato para um pedido firme para 12 jatos E190-E2. O acordo foi anunciado no Farnborough Airshow, em julho, como uma Carta de Intenção. A encomenda tem valor de USD 730 milhões, com base nos atuais preços de lista, e será incluído na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer do terceiro trimestre de 2018. O contrato inclui também direitos de compra para outras 12 aeronaves E190-E2, com direitos de conversão para o modelo E195-E2, elevando o potencial da encomenda para até 24 aeronaves. Com todos os diretos de compra sendo exercidos, o acordo tem valor estimado em mais de USD 1,5 bilhão, pelos atuais preços de lista. O anúncio foi feito pelas duas empresas durante a estreia em Zurique do E190-E2, a aeronave mais eficiente e silenciosa de corredor único do mundo, como parte de sua turnê europeia e da Comunidade de Estados Independentes (CEI). As primeiras 12 aeronaves E190-E2 começarão a substituir os cinco Fokker 100 e os sete E190 da Embraer, em um período entre o final de 2019 e 2021. Os direitos de compra para as 12 aeronaves adicionais (E190-E2 ou E195-E2) permitirão à Helvetic Airways crescer de acordo com oportunidades de mercado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Esquadrilha da Fumaça

EDA capacita mais dois pilotos
Dois novos pilotos concluíram o curso de Piloto Operacional de Demonstração Aérea (PODA) para poder voar nas apresentações aéreas da Esquadrilha da Fumaça, sediada na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). O Capitão Rafael Grothe e o Capitão Renan Santoro concluíram os seus cursos e agora são considerados operacionais nas posições #2 e #3, respectivamente. O PODA é um curso composto de 80 missões e dividido em cinco etapas, em que o novo piloto da equipe aprende todos os procedimentos de voo da sua posição, desde adaptar-se às características da aeronave A-29 Super Tucano, o voo em posição de formatura, acostumar-se às acrobacias, voar no dorso (de cabeça para baixo), até as fases finais, em que comanda a aeronave juntamente com as outras da equipe. Em todas essas etapas, o piloto é acompanhado por um instrutor, responsável por passar os seus conhecimentos, além de passar orientações e correções antes e depois de cada voo. A conclusão se dá com o voo solo do aluno em um treinamento de demonstração, ou seja, sem a presença do instrutor na mesma aeronave. Para o Capitão Grothe, concluir o curso foi o término de mais um ciclo da carreira, período em que afirma ter aprendido muito e crescido profissionalmente. "Só tenho a agradecer a todos do Esquadrão pelo apoio e pela confiança no meu trabalho, especialmente ao meu instrutor pelos ensinamentos transmitidos", ressaltou.

Já para o Capitão Santoro, estar na Fumaça é a realização de um sonho. "Agradeço ao meu instrutor por ter me passado os seus conhecimentos e por estar ao meu lado durante toda a formação. Também registro o meu reconhecimento aos Anjos da Guarda [equipe de graduados das áreas de manutenção e serviços administrativos], pois, sem o trabalho dessa equipe, nada disso seria possível", destacou.

Esquadrilha da Fumaça
O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, conta com um time de 13 pilotos em sete posições de voo. Com exceção da posição #1, ocupada pelo líder, cada uma das posições possui dois pilotos, que se revezam entre uma demonstração e outra.

Fotos: Suboficial Ribeiro

Fonte: FAB

terça-feira, 25 de setembro de 2018

ITA

ITA capacitará técnicos da Anatel
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) estabeleceram um memorando para intercâmbio e incentivo à pesquisa. Segundo o presidente da Anatel, Juarez Quadros, o memorando permitirá a ampliação das oportunidades de capacitação entre o órgão regulador e o Instituto. No evento, o reitor do ITA, Anderson Ribeiro, enfatizou a atuação de ambos os órgãos em áreas estratégicas. Com os servidores da Anatel capacitados, há uma melhora na identificação de cenários futuros e na qualidade da regulação.

Cursos
Por convênio já existente, 720 servidores da Anatel devem ser capacitados em 12 cursos do ITA até 2020. Os programas de instrução são: Técnica de Banco de Dados; Comunicações Digitais; Internet das Coisas; Introdução a Modelos Estatísticos e Análise de Dados; Princípios de Desenvolvimento Ágil de Software; Fibras Ópticas e Dispositivos Ópticos; Antenas; Medidas em RF e Antenas; Comunicações sem Fio; Sistemas Contemporâneos; Big Data; e Machine Learning.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Aviação do Exército

EB recebe o 10° helicóptero H225M
A Helibras entrega mais um helicóptero H225M para a Aviação do Exército. Ficará baseado no 1° Batalhão de Aviação (BavEx), em Taubaté (SP). Esse foi o 32° aparelho do programa H-XBR entregue pela fabricante de Itajubá (MG). O H225 em versão “Operacional” do EB é equipado com o sistema de autodefesa IDAS-3 desenvolvido pela SAAB. Esse equipamento é capaz de detectar e identificar diversos tipos de ameaças por meio de sensores laser, como a aproximação de mísseis e sinais de radares inimigos, permitindo também o disparo de dispositivos de contramedida de forma automática ou manual. A fabricante informou que há previsão de mais uma entrega ao EB ainda em 2018.

H225M
Grande, rápido e com sistemas de alta tecnologia, o H225M é o helicóptero mais avançado já construído pela indústria brasileira. O projeto da célula é europeu e a integração dos equipamentos de busca e armamentos foi desenvolvido por empresas brasileiras, como a Avibras, Mectron, além da própria Helibras, que participam do programa H-XBR, que prevê o fornecimento de 50 aeronaves para a Força Aérea, Aviação Naval e Aviação do Exército. O H225 é baseado no “Super Puma”, como é chamado o mesmo aparelho fabricado na Europa pela Airbus Helicopters.

domingo, 23 de setembro de 2018

Especial de Domingo

O conteúdo a seguir, que novamente publicamos, ressalta os esforços de Marcos Evangelista da Costa Vilella Junior, um brasileiro que há cem anos mostrou a possibilidade técnica de se produzir aviões no país. Seus esforços não encontraram eco naquele instante. Um bom exemplo para estudar, sempre que algumas dificuldades impeçam a realização de nossos projetos. Em toda atividade humana nem sempre os frutos são colhidos de imediato, mas, um dia, eles aparecem.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Aribu e o Alagoas

Em 1911, na fábrica de Cartuchos e Artefatos de Guerra do Exército, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, o alagoano e então tenente Marcos Evangelista da Costa Vilella Junior começava seus trabalhos de construção de um avião. Um ano mais tarde, Vilella, solicitou apoio ao então ministro da Guerra, Vespasiano de Albuquerque, que o negou.

Em 1917 voou o aparelho Aribu, projetado e construído pelo Tenente Villela Junior.
Fonte: Arquivo Carlos Dufriche

A falta de apoio oficial não desanimou o Tenente, que, paciente e obstinadamente enfrentou a carência de recursos, levando adiante seu projeto de construção de um avião construído com materiais nacionais. Seis anos mais tarde, ele concluía e voava com êxito em seu primeiro avião: o Aribu. O aparelho era um monoplano construído com material nacional, exceto o motor, de 50 cavalos, importado da França. A estrutura era de madeira e a cobertura de tela. A hélice fora desenhada e construída por Vilella, empregando madeira nacional.

O Tenente Marcos Evangelista Vilella Jr que projetou aviões em 1917 e 1918.

Ainda em 1917, Vilella iniciou a construção de um segundo aparelho, batizado Alagoas. Era um avião consideravelmente mais desenvolvido do que o Aribu. Aproveitando a fuselagem de um avião Bleriot, Vilella projetou as asas e hélices e dotou o aparelho de um motor Luckt, importado, de 80 cavalos. Contando, desta vez, com recursos do Ministério da Guerra, Vilella concluiu mais rapidamente o aparelho. Em novembro de 1918, apresentou-o às autoridades militares e à imprensa, realizando um voo de demonstração no Campos dos Afonsos. O avião elevou-se a cerca de 800 metros de altura e voou suavemente.

Em novembro de 1918 voou com sucessoo aparelho Alagoas, projetado e construído pelo Tenente Marcos Vilella Jr.

O ministro da Guerra, Caetano Faria, assistiu à exibição acompanhado dos generais Mendes de Moraes e Andrade Neves, respectivamente, diretor de Material Bélico e chefe da fábrica de cartuchos. O voo teve repercussão na imprensa. As experiências do Alagoas demonstravam claramente a viabilidade técnica da construção de aviões no Brasil, empregando materiais nacionais. Contudo, não tiveram continuidade. Nem mesmo o impacto da Primeira Guerra Mundial e o papel destacado do avião como arma de guerra sensibilizaram a cúpula do Exército para a criação da arma da aviação, que surgiu mais tarde, em 1927. Se não havia interesse na constituição da arma da aviação, menos ainda havia no desenvolvimento de aeronaves brasileiras.

Fonte: Vencendo o Azul

sábado, 22 de setembro de 2018

Espaço

Estudantes de Engenharia no Ceará construirão foguete
Parceria entre estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) pretende construir e lançar um foguete, que deve chegar a uma altura de 5 km. O projeto vai integrar os alunos de graduação dos cursos de engenharia da UFC e os estudantes dos cursos técnicos em mecânica, automação, mecatrônica e soldagem do Senai Ceará. Segundo o coordenador do Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) da UFC, Claus Franz Wehmann, a intenção é que o foguete esteja pronto em janeiro de 2019 e seja lançado no Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI), base da Força Aérea em Parnamirim (RN). O projeto também será levado para o Festival de Minifoguetes em Curitiba, em 2019.

Hermes-1
O foguete de propulsão híbrida, ou seja, com combustível sólido e líquido, foi denominado Hermes-1 e faz parte da missão Dragão do Mar. Ele terá comprimento de 2 a 3 m. “A ideia surgiu a partir do nosso projeto de extensão da UFC. O GDAe existe desde 2016 e foi criado por estudantes que queriam estudar sobre foguetes. Na mesma época eu tinha entrado na universidade e tinha o trabalho de doutorado nessa área. De lá para cá estudamos desenvolvimento e tecnologias de foguetes na UFC”, conta Wehmann. O GDAe conta com 19 alunos dos cursos das engenharias mecânica, elétrica, de telecomunicações, química, de produções e metalúrgica. Além disso, há o apoio de outros projetos da própria universidade.

Testes
“Nós já realizamos quatro lançamentos experimentais e temos outro planejado para o próximo dia 6 de outubro. São testes para estudar os sistemas periféricos do foguete, visando o projeto principal, que é o Hermes-1", relata o professor.

Fonte: G1

Saiba mais: Blog do NINJA de 21/05/2018

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Indústria Aeronáutica

Ozires Silva: "Juntos, somos mais fortes."
A indústria aeroespacial global está passando por profunda transformação. Consolidação entre fabricantes e fornecedores prometem impactar a competitividade do setor. Países como Japão, Rússia e China, contando com apoios governamentais e foco nos jatos de até 150 assentos, estão dispostos a ganhar mercados externos, no qual a Embraer é líder mundial.

Sabemos ser difícil manter posição de destaque em mercados competitivos como a indústria aeroespacial. Os países emergentes que cresceram descobriram que "não podemos fazer o que queremos". Temos de fazer o necessário, mesmo com sacrifícios, menos direitos e mais obrigações. 

Por isso, a Embraer está focada em manter sua competitividade no futuro: a parceria estratégica com a Boeing, a maior fabricante de jatos comerciais do mundo, faz sentido.

Quando a Embraer foi criada, em 1969, a indústria aeronáutica era mais diversificada, mas não menos competitiva. Anos de trabalho árduo construíram a imagem e a reputação da Embraer no mercado internacional, desde que expusemos o Bandeirante uma primeira vez no Salão Aeronáutico de Le Bourget, em 1977.

Desde então, a Embraer se dedicou a identificar certos nichos de mercado, com atenção total aos clientes para entregar produtos inovadores que atendessem às suas necessidades.

A parceria com a Boeing poderá tornar a Embraer empresa mais forte e preparada para competir nos próximos anos. Juntas, as duas empresas criarão novos produtos e crescer, explorando oportunidades nos mercados.

A Boeing reconhece a capacidade técnica da engenharia e da mão-de-obra da Embraer e afirma que o Brasil será o centro de excelência da joint venture, garantindo produção, criação de empregos e exportações para o Brasil.

Há um paralelo deste momento com a privatização da Embraer, em 1994. Como agora, haviam apreensões e vozes contrárias, mas sabíamos que a privatização era a única saída para mantermos a Embraer viva e, mais ainda, preparada para o futuro.

A história mostrou que a decisão foi mais do que acertada e, desde então, a Embraer cresceu, se modernizou e se internacionalizou. Tornou-se, assim, líder mundial na fabricação de jatos de passageiros de até 150 assentos, ingressou no segmento ultracompetitivo da aviação executiva com produtos superiores e inovadores – o jato Phenom 300, por exemplo, há anos é o modelo mais vendido de sua categoria – e tem aumentado sua atuação internacional na área de defesa, cujo expoente atualmente é o jato de transporte multimissão KC-390.

Com grande potencial de exportação, o KC-390 vem para substituir parte da frota global de antigos C-130 Hercules, de origem norte-americana, ainda em operação.

Vivemos um momento que exige coragem e ousadia para tomar as decisões corretas e, assim, criar as oportunidades necessárias para o futuro. Entre outras vantagens, essa parceria estratégica com a Boeing fortalecerá ambas as empresas, posicionando-as de forma adequada para competir no novo cenário global da indústria aeroespacial.

Não menos importante, veremos preservados os interesses da FAB e do Governo Brasileiro, mantendo a capacidade tecnológica e industrial instaladas no Brasil, o que garante também a soberania e a autonomia da nossa nação.

Com linhas de produtos complementares, filosofias de trabalho e culturas semelhantes, dedicadas à inovação e excelência, a parceria estratégica se beneficiará de uma cadeia global de suprimentos, com fornecedores nossos e uma rede de serviços que fortalecerá as marcas Boeing e Embraer, criando assim uma nova proposta de valor para funcionários, clientes, parceiros e investidores.

Como um apaixonado pela Embraer, à qual dediquei a maior parte de minha vida, vejo esta nova rota como essencial na construção do futuro da Embraer, que, tenho certeza, será um sucesso ainda maior!  

Fonte: publicado originalmente no Portal Defesanet

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Espaço

Proteção de tecnologia poderá dar uso comercial ao lançamento de satélites
O Brasil pretende que o Centro de Lançamento de Satélites de Alcântara, no Maranhão, tenha uso comercial a partir de 2019 e para isto negocia um acordo de "salvaguarda tecnológica" com os Estados Unidos. "O Brasil pretende estabelecer um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos que possa viabilizar a utilização comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no próximo ano", afirmou o brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Implantação de Sistemas Espaciais, durante uma visita de jornalistas à base espacial.

Linha do Equador
Alcântara tem uma localização ideal para os lançamentos, por ficar próxima da linha do Equador, o que permite economizar até 30% do combustível ou transportar mais carga. Mas para o lançamento de dispositivos a partir da base é necessário um acordo de proteção tecnológica com os Estados Unidos, porque a maioria dos foguetes tem tecnologia americana, segundo as autoridades brasileiras. A gestão comercial da base estaria a cargo de uma nova empresa pública brasileira a ser criada, a Alada, explicou Aguiar. As negociações para um acordo espacial entre Brasil e Estados Unidos foram retomadas em 2017, depois de muitos anos de paralisação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

11º Campeonato Latino-americano de Paraquedismo de Precisão

Seleção do Brasil é campeã latino-americana de paraquedismo
O Brasil sagrou-se campeão no 11º Campeonato Latino-americano de Paraquedismo, na modalidade Precisão de Aterragem, no certame disputado entre 12 e 16 de setembro de 2018, em São José dos Campos (SP), no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. O evento foi coordenado pelo Comitê de Paraquedismo Clássico da Confederação Brasileira de Paraquedismo. A competição - a maior já realizada - contou com atletas e árbitros de oito países: Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai, Cuba, Perú e Bulgária (como representação convidada). Juntamente com a competição continental, realizou-se a Copa José Ribeiro de Carvalho de Precisão de Aterragem 2018, também denominada Copa da Amizade.

Nesta segunda competição, além das seleções nacionais, participaram as equipes Argentina Feminino, Alta Gracia, Latinos, Falcões, Cometas, Meteoros, Gaúchos e Milagres. A aferição do desempenho foi realizada com o emprego de uma mosca eletrônica de dois centímetros, sobre um colchão de 5 metros de diâmetro. A pontuação foi medida de 0 a 0,16 m.

Campeões Latino-americanos
A seleção brasileira de Paraquedismo de Precisão foi composta pelos atletas Gabriel, Marconi, Antonio, Diego e Neto. Em quatro rodadas, a equipe acumulou apenas 0,78 m do centro do alvo e sagrou-se campeã latino-americana. A vice-campeã foi a representação da Argentina, com 1,02 m, formada pelos saltadores Conil, Williman, Matias, Javier e Mariano. Em terceiro lugar, com 1,04 m, ficou a seleção de Cuba, integrada por Michel, Luis Mario, Yosvel, Oscar e Raul. Na quarta posição, com 1,58 m, chegou a equipe do Chile, com Carlos Burgos, Hector, Franscisco, Raul Miranda e Juan Castañeda. Em quinto lugar, com 2,09 m, ficou a equipe do Uruguai, formada com José, Gustavo, Oscar, Victor e Martin.

Masculino do Latino-americano
Na disputa individual para homens, do Campeonato Latino-americano, do primeiro ao décimo lugares, ficaram: Matias (Argentina), Williman (Argentina), Diego (Brasil), Conil (Argentina), Antonio (Brasil), Neto (Brasil) e Yosvel (Cuba), Raul Miranda (Chile) e Marconi (Brasil).

Feminino do Latino-americano 
Na competição individual para mulheres, do Campeonato Latino-americano, do primeiro ao oitavo lugares ficaram: Sabrina (1º), Ana Lígia (2º), Juliana (3º), Isabella (4º), Dalia (5º), Ivana (6º), Maria Inês (7º), Yanesly (8º), Maria Agustina (8º), Ana Belén (8º) e Romina (8º).

Equipes da Copa José Ribeiro de Carvalho
Na Copa José Ribeiro de Carvalho o resultado das 6 melhores equipes foi este: 1º) Equipe Falcões – da Força Aérea Brasileira composta por Rodrigo, G. Borges, Thomas, Roberto e Ricci – com 0,40 m; 2º); Seleção do Brasil – com Gabriel, Marconi, Antonio, Diego e Neto – com 0,66 m; 3º) Seleção da Argentina – com Conil, Williman, Matias, Javier e Mariano - com 0,82 m; 4º) Equipe Alta Gracia – com Sérgio, Mário, Jorge Ricardo, Frederico e Oscar Alberto – com 0,95 m; 5º) Seleção de Cuba – com Michel, Luis Mario, Yosvel, Oscar e Raul – com 0,97 m; 6º) Equipe Cometas – do Exército Brasileiro integrada por Arthur, Neves, L. Campos, Juliana e Alcy – com 1,07 m.

Individual Masculino da Copa
Na Copa José Ribeiro de Carvalho, na disputa Individual Masculino, os 10 melhores resultados foram estes: Thomas, Matias, Antonio, L. Campos, Sérgio, Williman, Diego e Rodrigo, G. Borges, Raul e Mario.

Individual Feminino da Copa
Na Copa José Ribeiro de Carvalho, na disputa Individual Feminino, do primeiro ao oitavo lugares ficaram: Sabrina (1º), Ana Lígia (2º), Juliana (3º), Isabella (4º), Dalia (5º), Ivana (6º), Maria Inês (7º), Yanesly (8º), Maria Agustina (8º), Ana Belén (8º) e Romina (8º). Igual classificação do Latino-americano.


Saiba mais: Blog do NINJA de 14/09/2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tecnologia

FAB cria cenário para simular pouso em pista complexa de Surucucu (RR)
Com o objetivo de retomar a operacionalidade no aeródromo de Surucucu, o Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) desenvolveu o cenário visual da localidade e o implementou no simulador do C-105, permitindo que os pilotos pudessem treinar a missão antecipadamente e obter a experiência necessária para realizar os pousos na localidade. O cenário visual foi elaborado pela Subdivisão de Simuladores do CCA-SJ, no período de 20 de agosto a 7 de setembro de 2018, e devidamente implantado na Ala 8, em Manaus (AM), entre os dias 10 e 14 de setembro. Os pilotos do Esquadrão Arara (1°/9° GAV) tiveram a oportunidade de tornar-se pioneiros em pousar e decolar na pista de Surucucu, podendo assim ambientar-se ao cenário e treinar os procedimentos de voo em condições adversas. O resultado da tecnologia empregada fortalece a qualidade do trabalho do CCA-SJ como pioneiro no desenvolvimento dos cenários visuais dos simuladores de voo da FAB e sedimenta a ideia do treinamento de voo militar simulado para prover economia e aumentar a segurança nas Operações Aéreas”, disse o Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Luís Antonio de Almeida Rodriguez.

Aeródromo
O aeródromo de Surucucu está localizado no município de Alto Alegre (RR), no interior da Terra Indígena Yanomami, em uma região montanhosa, a cerca de 1.000m de altitude. Foi criado no início da década de 80 sendo referência para as operações do 4º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, para a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), entidades federais sediadas na região. A diferença de altura de 43m entre as cabeceiras, os fortes ventos de cauda e a existência de montanhas ao redor, tornam o aeródromo especialmente peculiar, configurando alto grau de risco para pousos e decolagens, até mesmo para pilotos experientes. Devido a isso, desde abril de 2017, o Comando de Preparo (COMPREP), resolveu suspender as operações no local visando priorizar a segurança operacional.