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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Embraer

Portugal adquire 12 aeronaves A-29N Super Tucano da Embraer
O Ministério da Defesa Nacional de Portugal assinou um contrato com a Embraer para aquisição de 12 aeronaves A-29N Super Tucano que equiparão a Força Aérea Portuguesa, tornando Portugal o cliente de lançamento da nova variante desta aeronave de treinamento avançado e ataque leve. Esta aquisição reflete o compromisso de Portugal em modernizar sua Força Aérea com uma aeronave versátil e comprovada, idealmente adequada para missões de Treinamento Avançado de Pilotos, Ataque Leve, Apoio Aéreo Tático (CAS) e Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR). A variante A-29N Super Tucano incorpora aviônicos avançados, sistemas de comunicações específicos da OTAN e capacidades adicionais, adaptadas para atender aos requisitos operacionais de Portugal. Com esta compra, Portugal se torna a primeira nação a operar o A-29N, tomando a dianteira na adoção de uma plataforma extremamente capaz, projetada para apoiar uma ampla gama de modernas missões de defesa. “Gostaríamos de agradecer ao Ministério da Defesa Nacional e à Força Aérea de Portugal pela confiança que depositam nas soluções da Embraer. Esse contrato nos dá a oportunidade de contribuir para a modernização da Força Aérea Portuguesa e de aprofundar ainda mais nossa forte parceria, abrindo caminho para uma cooperação industrial mais ampla com a indústria de defesa local”, disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. O A-29 Super Tucano é o líder global em sua categoria, com mais de 260 aeronaves encomendadas, com mais de 570.000 horas de voo acumuladas, sendo 60.000 delas em combate. O número de forças aéreas operando o A-29 Super Tucano continua a se expandir devido à sua combinação incomparável de capacidades, tornando-o a opção mais eficiente do mercado. Para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e econômica em uma única plataforma, juntamente com grande flexibilidade operacional, o A-29 Super Tucano oferece uma ampla gama de missões, como Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, ISR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento e Escolta Aérea. O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz em sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. Sua capacidade é aprimorada por sistemas aviônicos HMI avançados integrados a uma estrutura robusta, capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, a aeronave tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais.

Fonte: Embraer

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Embraer

Embraer participa da Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024
A Embraer, líder global aeroespacial com sede no Brasil, apresentará seu portfólio de aeronaves e soluções de defesa na Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024, de 19 a 22 de dezembro de 2024. O portfólio inclui o C-390 Millennium, aeronave de transporte militar multimissão, e o A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, reconhecimento e treinamento avançado. A participação reflete o fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Vietnã. Durante o recente encontro do G20 no Brasil, o Primeiro-Ministro do Vietnã, Phạm Minh Chính, reuniu-se com representantes da Embraer. O encontro destacou a oportunidade para que a Embraer contribua ainda mais com os objetivos do Vietnã no setor aeroespacial. “A Embraer está honrada com a participação na Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024. Parabenizamos o Exército Popular do Vietnã por seu 80º aniversário”, afirma Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O Vietnã é um mercado-chave para a Embraer e estamos comprometidos em contribuir para o desenvolvimento do setor aeroespacial e de defesa do país. Esperamos explorar maneiras de colaborar ainda mais e promover o avanço tecnológico”. O C-390 Millennium pode transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe. A plataforma é capaz de realizar uma ampla gama de missões, como apoio logístico aéreo a agências governamentais, vigilância aérea, transporte e lançamento de carga e tropas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias, operando inclusive em pistas não pavimentadas, em superfícies como terra compactada, solo, coral e cascalho. A aeronave configurada com equipamento de reabastecimento em voo, com a designação KC-390, possui capacidade de reabastecimento aéreo tanto como reabastecedor quanto como receptor. A atual frota de aeronaves C-390 Millennium em operação acumulou globalmente mais de 15 mil horas de voo, com uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão superiores a 99%, demonstrando uma produtividade excepcional na categoria. No mês passado, a Suécia escolheu o Embraer C-390 Millennium como sua nova aeronave de transporte tático. Mais recentemente, a Eslováquia indicou o C-390 como a melhor opção para modernizar sua frota de transporte militar. As decisões estratégicas de mais membros da OTAN somam-se ao crescente número de operadores do C-390 Millennium em todo o mundo. Até o momento, o C-390 foi contratado pela Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca, Hungria, Portugal e Brasil. A presença da Embraer na Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024 reafirma o compromisso da empresa em promover parcerias sólidas e fornecer soluções inovadoras para atender às necessidades em constante evolução de seus clientes em todo o mundo.

Fonte: Embraer

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domingo, 15 de dezembro de 2024

Especial de Domingo

Nos textos de hoje, uma síntese da história do voo a vela, selecionados da FBVP - Federação Brasileira de Voo em Planadores e, também, da Revista Pesquisa FAPESP.
Boa leitura.
Bom domingo!

História do Voo a Vela

O Começo
Otto Lilienthal voando morro abaixo
Toda vez que alguém começa falando da história do voo cita Ícaro, Santos Dumont e seus contemporâneos. Como aqui vai se falar de voos sem motor, vamos ao que interessa. Otto Lilienthal foi um pioneiro da aviação e pode-se dizer que foi com ele que o voo à vela começou. Pequenas multidões já eram atraídas aos locais de exibição. 
Planador Primário
O voo a vela era uma simples curiosidade em virtude da precariedade dos planadores. A aviação motorizada, que surgiria logo mais, já vislumbrava o cruzamento de oceanos em voos de carga e passageiros. As pessoas teriam na garagem do futuro, além do carro, um dirigível ou avião.

Décadas de 20 e 30
A aviação do mais pesado que o ar nasceu no início do século XX e causou um impacto que reflete nos dias atuais. Poucos anos depois dos primeiros voos movidos a motor, estoura a primeira guerra com utilização tímida de aviões. Essa realidade muda rapidamente: de inocentes observadores do campo de batalha os pilotos militares passam a portar pistolas e rifles, depois bombas e metralhadoras. Acabado o conflito e mediante a constatação do poder destruidor da nova arma, o Tratado de Versalles limita severamente aviões na Alemanha. Este fato impulsionou o voo à vela por lá. “Se não podemos voar com motores, voaremos sem eles!” era a palavra de ordem e o patriotismo deu uma força adicional.
No começo dos anos 20 os planadores ainda tinham um aspecto primitivo, mas o avanço era rápido. Do Scharze Teufel (1920) até o Windspiel (1932) decorreram somente doze anos e já estava definido o desenho moderno que ainda hoje prevalece: asas altas e longas, cabine fechada, linhas graciosas demonstrando preocupação quase neurótica com a aerodinâmica.
O assunto despertava intensa curiosidade, atraia muitos candidatos a pilotos e grande número de curiosos aos campos de voo, especialmente a Wasserkuppe. As universidades, Darmstadt por exemplo, e engenheiros começaram a desenvolver projetos para testar conceitos, tais como asas voadoras como o Horten III, asas delta ou asas de geometria variável como no D-30, e novos materiais. Com pouquíssimos recursos, trabalho em equipe e disciplina, valores que ainda são muito valorizados, os resultados começaram a chamar a atenção da imprensa. Já em 1934 o recorde de permanência era de mais de 36 horas (Prússia Oriental), 352 km de distância (Alemanha) e de 4.350 metros de altura (Rio de Janeiro/Brasil). O céu parecia não ter limites e a liberdade conquistada era indescritível. Da prática nas encostas dos morros, passou-se a voar em campo aberto. A febre atravessou fronteiras, começam a surgir clubes de voo à vela em outros países, campeonatos nacionais e em 1937 o primeiro campeonato mundial com 21 planadores e respectivas equipes de apoio e pilotos.

Expedição Alemã à América do Sul
Da reportagem acima (O Globo, 23/1/1934) destacamos os seguintes integrantes da Expedição Alemã à América do Sul:

·Walter Georgii: Meteorologista e chefe da Expedição. Deu embasamento científico aos fenômenos atmosféricos utilizados em voos de colina, em entrada de frentes frias e em térmicas. Estudou o fenômeno do voo em onda e na época já era reconhecido internacionalmente. Foi o responsável por uma intensa troca de conhecimentos entre a ciência da meteorologia e o voo à vela. Ele é o senhor sorridente de gravata borboleta sentado ao centro da foto.

·Wolf Hirth: Piloto recordista, projetista e construtor de planadores. Foi o co-fundador da Schempp-Hirth, empresa que fabrica planadores com tecnologia de ponta desde a década de 30. São deles o Ventus, Discus, Duo-Discus e Nimbus que hoje participam de campeonatos mundiais. Segundo da direita para esquerda.

·Heini Dittmar: Considerado o melhor piloto de planadores de sua geração. Foi o primeiro ser humano a bater a marca de 1.000 km/h a bordo do Me-163 em 1941. Sentado à esquerda do Prof. Georgii. 

·Peter Riedel: Desenvolveu a técnica de reboque por aviões juntamente com Gunther Groenhoff possibilitando voos mais ousados. Em 1937, como piloto convidado pela Soaring Society no Campeonato Nacional em Elmira, Estado de Nova Iorque, obteve o maior número de pontos entre os participantes e só não foi declarado campeão pelo fato de ser estrangeiro. Extrema esquerda na foto acima.

·Hanna Reitsch: Com vinte e dois anos incompletos, era a única mulher da equipe. Já despertava admiração em um ambiente predominantemente masculino pelas habilidades em voo. Pilotou inúmeros protótipos de aeronaves famosas nos anos seguintes como a V-1 tripulada e o Me-163. Na foto, está na extrema direita. 

Definitivamente um time campeão com equipamento extremamente sofisticado para a época.

O destino final da Expedição era Buenos Aires, mas estava programada uma parada no Rio de Janeiro para melhor conhecimento das condições de voo dos trópicos.

O ambiente no Rio de Janeiro, em janeiro de 1934, na chegada da Expedição ao porto era singular. A seleção brasileira preparava a participação na Copa do Mundo e o clima era de pré-carnaval. Embora contassem com apoio do jornal carioca O Globo, a burocracia da aduana, indiferente, não liberava o equipamento apesar dos apelos. Eles já haviam feito reconhecimento pela região a bordo de aviões do Sindicato Condor, estavam aflitos para aproveitar o tempo e seguir adiante até a Argentina. Foi preciso interferência de altas autoridades para que o material ficasse disponível para dar início aos voos.

E a espera valeu a pena. Aos 16 de fevereiro Heini Dittmar, a bordo do planador Condor, chega a 4.350 metros após o desligamento. Só não seguiu mais alto em virtude do frio e da falta de oxigênio. Recorde mundial que perduraria por mais de três anos! No mesmo dia Hanna Reitsch, com o Grunau, ganha 2.200 metros e registra o recorde mundial feminino.

O voo do Dittmar foi feito por dentro de um cumulus-nimbus e acompanhado pelo lado de fora da nuvem por Gustav Wachsmuth pilotando o M-23. A turbulência foi acentuada e por vários momentos o variômetro ficou cravado nos 5 m/s, limite do instrumento.

Nos dias seguintes a equipe continuou a realizar voos nos planadores e medições meteorológicas com o rebocador. Era a primeira vez que analisavam a dinâmica da atmosfera em clima quente e os resultados se mostravam surpreendentes.

Decolando do Campo dos Afonsos, onde estavam centralizadas as operações, e voando no limite do planador como sempre, Peter Riedel foi surpreendido em cima do Hipódromo da Gávea pela piora das condições climáticas. Desceu no gramado e foi resgatado pelo ar quando o tempo melhorou no dia seguinte.

São Paulo era uma cidade rica e curiosa pelas novidades. Foram contratados para uma curta temporada, chegaram por terra com as carretas e planadores e em baixo de chuva. Os voos se sucederam no Campo de Marte com a presença da colônia alemã, do prefeito, imprensa e população. Depois das aventuras de Peter Riedel, que foi parar em Tatuí com o Fafnir, e da Hanna Reitsch, que pousou com o Grunau no Parque Dom Pedro interrompendo um jogo de futebol, eles viraram celebridades.

Na Argentina operaram a partir da Base Aérea de El Palomar, nas imediações de Buenos Aires. Peter Riedel, sempre ele, em uma demonstração para altas patentes militares, notou que as condições de voo estavam boas para navegar. Boas demais para uma demonstração maçante. Não pousou na pista até o anoitecer e foi dado como desaparecido. Depois avisou por telex que havia descido em uma “hacienda”. Lá como aqui a imprensa acompanha tudo interessada.

Durante os anos trinta foram organizadas diversas viagens ao exterior: Brasil e Argentina em 1934, Estados Unidos, Japão em 1935, países escandinavos, Líbia em 1939, mas nenhuma produziu os resultados da Expedição Alemã à América do Sul com quebra de recordes mundiais e artigos escritos em revistas especializadas sobre a meteorologia tropical.

A passagem da Expedição por São Paulo foi tão marcante que na volta à Alemanha Heini Dittmar quebrou o recorde mundial de distância com a última versão do Fafnir. O Prefixo era D- SÃO PAULO.

Início no Brasil
O Esporte teve seu inicio na década de 30, no Estado de São Paulo através do Aeroclube Politécnico de Planadores, em seguida o Aeroclube de Bauru e Aeroclube CVVCTA em São Jose dos Campos.

No Rio Grande do Sul, a primeira incursão no voo a vela foi no início dos anos 30, na cidade de Santa Cruz do Sul, um grupo de 6 rapazes se reuniram para construir um planador primário, modelo tipo Grunau 9. Eram os irmãos Ottomar e Hugo Reichart, Kolberg e Stahl. Eles dispunham de apenas uma foto publicada em um jornal alemão. Deste modo, para terem uma ideia das dimensões do planador, mediram a altura de uma pessoa sentada e, transferindo esta estimativa para a foto, obtiveram uma escala. Era o ano de 1934. Havia uma escola de pilotagem na Varig Aero Esporte (VAE) em Porto Alegre. Em 1941 iniciou-se o Aeroclube de Santa Cruz do Sul. De lá para cá, surgiram muitos aeroclubes de voo a vela no Brasil.

Fonte: FBVP / Extraído do Livro "Asas da Conquista" de Marcelo Torreta, piloto de planador


Revista Pesquisa FAPESP:
VOOS SEM MOTOR
Nos anos 30 do século XX, o Brasil descobria o prazer de pilotar planadores e começava a criar as bases da indústria aeronáutica brasileira

Na década de 30 do século passado, a aviação já estava madura e os aviões eram sempre aperfeiçoados, ganhando novas tecnologias. Mas no Brasil, terra de Alberto Santos-Dumont, inventor do avião em 1906, faltava um curso superior que contemplasse a aeronáutica. Em 1932, a então Escola de Engenharia Mackenzie (atual Universidade Presbiteriana Mackenzie) decidiu que já era hora de criar o primeiro curso de engenharia aeronáutica do Brasil. O curso acabou por dissolver-se e não formou nenhuma turma. Faltavam normas para respaldá-lo, o que acabou tornando-o estranho à legislação vigente na época. Por trás dessa tentativa de atender às necessidades da aviação no país havia um grupo de engenheiros e estudantes fundadores do Clube Mackenzie de Planadores, em 1931.

Presidido pelo francês George Corbisier, formado na escola paulista, e com Henrique Santos-Dumont, irmão de Alberto, na diretoria, essa turma construiu um dos primeiros planadores brasileiros, de acordo com registro da Revista de Engenharia Mackenzie (junho de 1934). Embora tenha sido levado a termo, não há registro fotográfico do avião voando, mas apenas de sua construção em um galpão. Em 1932, além da tentativa de se montar o curso de aeronáutica, o grupo fez a primeira “festa de planadores” de São Paulo, no campo de Marte – o avião usado foi o EAY-101. Essa pequena febre pelo voo a vela, como também é chamado o voo sem motores, levou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) a receber, em 1934, encomendas do Clube Politécnico de Planadores, criado por alunos do último ano de engenharia civil da Escola Politécnica.

A Seção de Madeiras foi encarregada de reformar e fabricar hélices de madeira dos planadores alemães em uso no Brasil. Com o tempo, os alunos passaram a construir seus planadores no IPT. A Seção de Madeiras evoluiu para a pesquisa de novos materiais que pudessem substituir a madeira original e, logo, criou-se a Seção de Aeronáutica, que começou a trabalhar no protótipo do primeiro avião a motor.

Em 1938, o IPT-0, chamado também de Bichinho, voou pela primeira vez, equipado com motor norte-americano. Foi o primeiro de uma série de aviões projetados e construídos no instituto.

As iniciativas do Mackenzie e do IPT foram um importante impulso para uma das maiores conquistas tecnológicas já alcançadas no Brasil: a criação e posterior consolidação da indústria aeronáutica nacional.

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original clicando aqui.

Fonte: Neldson Marcolin / Revista Pesquisa FAPESP

Saiba mais: O IPT na Aviação (Especial de Domingo) e  Georges Corbisier (Biblioteca Ninja)

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sábado, 14 de dezembro de 2024

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 6 a 12 de dezembro
Nesta semana, o FAB em Destaque apresenta as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes ao período de 06 a 12 de dezembro. Nesta edição, você acompanha a celebração dos 53 anos de atuação do CENIPA, responsável por investigar ocorrências aeronáuticas, contribuindo para a segurança da aviação. Também destacamos a formatura de 163 novos aspirantes Aviadores, Intendentes e de Infantaria, que somam à nobre missão da FAB. Em uma data especial, a Infantaria da Aeronáutica celebra 83 anos de grandes missões e comprometimento, com a comemoração sendo marcada pela cerimônia na Base Aérea de Brasília. O programa ainda traz a realização do 1º Think Tank da Saúde da Aeronáutica, focado em inovação e gestão hospitalar, que busca aprimorar os serviços médicos da Instituição. Em clima de celebração, o OSFAB se une às homenagens aos Dias da Infantaria e do Serviço de Saúde da Aeronáutica, destacando o esforço e a dedicação de todos os envolvidos. E para fechar, a Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica comemora seus 8 anos de criação, com importantes avanços na gestão e aprimoramento dos processos financeiros da FAB.

Fonte: FAB

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Videoteca Ninja

As Aventuras do Avião Vermelho é um filme de longa-metragem para o público infantil. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Érico Veríssimo, publicado em 1936. O filme, que tem direção de Frederico Pinto e José Maia, é uma animação que fala sobre a imaginação. É através dela, que o personagem principal, Fernandinho, viaja pelo mundo, vencendo medos e fazendo novas descobertas.

O filme conta a história de Fernandinho, um menino mimado, travesso e solitário que recém perdeu a mãe. Preocupado com o mau comportamento do garoto, que deixa a empregada Josefina maluca, seu pai lhe dá vários presentes.

Depois de algumas tentativas, acerta sem querer: Fernandinho fica fascinado por um livro. São “As Aventuras do Capitão Tormenta”, histórias de um aviador que viaja o mundo enfrentando vários perigos. Fernandinho consome cada página como se fosse um doce, mas no final o sabor é amargo: o Capitão Tormenta fica preso no Kamchatka. A solução? Fernandinho vai salvar seu herói! E precisa de algo muito importante: um Avião Vermelho.

Feliz com a “viagem” do filho, o pai dá um avião de brinquedo. Além disso, empresta sem saber lentes mágicas que fazem com que Fernandinho encolha para caber no Avião Vermelho. Dois bonecos de Fernandinho ganham vida e carimbam o passaporte: Ursinho, uma bola-de-pelo comilona sempre se metendo em confusão, e Chocolate, um boneco africano que serve como Voz da Razão. No embarque, eles descobrem que o Avião também tem vida própria e já viajou com o próprio Capitão Tormenta. A fantasia está completa.

A bordo do Avião Vermelho, Fernandinho visita lugares inusitados e percorre diferentes territórios – África, China, Índia, Rússia. Ao longo dessa jornada, Fernandinho descobre o prazer da leitura, a importância de ter amigos e o amor do pai.

O AUTOR
Érico Veríssimo, que viveu no sul do Brasil de 1905 a 1975, foi um mestre dos romances urbanos e épicos. Um dos autores brasileiros mais traduzidos, sua obra inclui mais de 40 títulos e abrange quase todos os gêneros literários. Como bom contador de histórias e pai, não deixou de lado as crianças. E As Aventuras do Avião Vermelho, um de seus maiores sucessos infantis, virou filme.

PERSONAGENS

Fernandinho
Menino travesso, gordinho e solitário. Está na idade da bagunça, deixa a empregada louca e o pai preocupado. Desde que perdeu a mãe, tem dificuldades de relacionamento com o pai e na escola. Apesar de só se interessar pelo videogame, um livro o despertará para a descoberta de si e do mundo.

Ursinho
Boneco de pelúcia que ganha vida quando Fernandinho está fazendo as malas. Esfomeado e atrapalhado, sempre se mete em mil confusões, mas, às vezes, sua maluquice leva a soluções inesperadas. É o brinquedo mais antigo de Fernandinho.

Chocolate
É um boneco de madeira que veio parar na casa depois de uma viagem do pai à África. O mais responsável e assustado do bando, é outro brinquedo que adquire vida própria quando Fernandinho decide viajar. Um pouco ranzinza, vive dando bronca em todos, é a voz da razão da intrépida trupe.

Avião Vermelho
Primeiro um brinquedo, depois um meio de transporte e, mais adiante, um amigo para todas as horas. Salva a pele da turma várias vezes, se valendo de sua experiência – o Avião já esteve em aventuras com o próprio Capitão Tormenta.

Pai
Viúvo e muito envolvido com o trabalho, sente que sua relação com o filho não anda nada bem. Tenta ganhar Fernandinho com presentes e acaba conquistando sua atenção com um livro de sua infância. A relação entre os dois começa a melhorar depois que o garoto entra na história do livro e decide salvar o Capitão Tormenta.

JosefinaUma senhora trabalhadora, é a empregada da casa. Josefina viveria em paz se não fosse a peste em que se transformou Fernandinho, depois que a mãe morreu. Já parte da família, Josefina exige que o pai dê uma educação mais rígida ao menino, diagnosticando a hiperatividade do garoto como “falta-de-laço”.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Xavante

A despedida do guerreiro alado AT26 Xavante

Mais uma vez, publicamos conteúdo de 2010 sobre a despedida do AT26 Xavante da Força Aérea Brasileira


Chuva fininha no céu de Natal (RN). “Não choveu nenhum dia desses. Deve ser por causa da despedida”, dizia um mecânico do avião. Chovia também um pouco dos olhos dos pilotos. A chuva, a dos céus, parou. Abriu o sol definitivo e os homens vestidos de macacão, de alegria e de saudade andaram em direção ao guerreiro alado com olhares fixos. Dez aeronaves AT-26 Xavante da FAB – Força Aérea Brasileira - foram pouco a pouco sendo acionadas, decolaram e tomaram os céus da capital potiguar. O dia 2 de dezembro de 2010 ficará na mente dos dez pilotos do Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação, e de outros militares da ativa e da reserva, que voaram na posição de segundo piloto. Era o voo de despedida do caça, depois de 39 anos a serviço ao Brasil. Trinta minutos depois pousaram. Os pilotos desciam e tocavam na aeronave. Sorriam e celebravam a nostalgia. Era uma profusão de sentimentos díspares, mas compreensíveis para quem entende o que significa dizer adeus a um amigo.


Depois do pouso de nove aeronaves, começou a solenidade presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. Ele foi acompanhado por membros do Alto-Comando da instituição, por antigos comandantes do esquadrão, de um dos heróis brasileiros na Segunda Guerra, Major-Brigadeiro José Meira de Vasconcelos, além de representantes da sociedade civil do Rio Grande do Norte. Todos puderam assistir à chegada da última aeronave que ainda estava nos céus, pilotada pelo comandante do esquadrão, Tenente-Coronel Fernando Mauro Medardoni, na qual voou também o Comandante da Terceira Força Aérea, Major-Brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez. A tropa, em posição de sentido, contemplava o momento histórico. “Missão cumprida, guerreiro alado”, disse o oficial-general depois do pouso.


Um monumento alusivo à data da desativação dos AT-26 foi inaugurado pelo Comandante da Aeronáutica. Na homenagem, estão duas placas com as ordens do dia relativas ao evento e o símbolo do Esquadrão Pacau. O Comandante Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro Gilberto Antonio Saboya Burnier disse: “Hoje é um dia para olhar para os céus, para a história, para nossas próprias razões e emoções de piloto”, e enfatizou ser o Xavante o “glorioso Treinador de várias gerações de caçadores”. Nas palavras do Comandante da Terceira Força Aérea, o Xavante também foi homenageado. “A história deste guerreiro que se despede hoje da sua vida operacional ficará registrada em nossas mentes, no contumaz e inesquecível barulho, no som que atravessou o tempo, deixando imagens vivas em todos aqueles que voaram com ele”. As palavras definiam o estado de espírito.


Um dos primeiros pilotos de AT-26, o Tenente-Brigadeiro Ivan Frota, aos 80 anos, também participou do último voo da aeronave que entra para a história. “É um dos momentos mais importantes da minha vida”. Ele foi a Itália no início da década de 70 para fazer o relatório que indicava o avião para ser montado sob licença no Brasil pela Embraer e assim propiciar mais um grande passo para a indústria aeronáutica no Brasil. O Major-Brigadeiro Lauro Ney Menezes, antigo comandante do Pacau, também enfatizou o valor do momento. “As pessoas e as aeronaves passam. Ficam as atitudes, a experiência e o estado de espírito”, disse.

Nova geração
A solenidade contou ainda com a formatura de novos pilotos de caça do 2º/5º GAV e de helicópteros do 1º/11º GAV e após um ano de especialização com o avião Super Tucano A-29 e da aeronave H-50. “Foi uma solenidade muito especial mesmo porque tivemos tanto a despedida do Xavante como a formatura desses novos pilotos”, disse o Comandante da Aeronáutica em entrevista ao site da FAB. O Comandante ainda acrescentou a importância da transferência do 1º/4º GAV para Manaus.


Ao fim da solenidade, os AT-26 foram sendo retirados, um a um, do estacionamento de aeronaves. Permaneceram os A-29 Super Tucano. Como num encontro de épocas, de histórias fortes e vívidas. A despedida do Xavante em alto estilo teve a companhia do sol, que acabou por secar as lembranças da chuva do início da manhã. O céu se abriu e a alegria tomou conta da saudade. Alguns AT26 Xavante remanescentes voarão somente no GEEV - Grupo Especial de Ensaios em Voo, unidade do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, sediado em São José dos Campos, SP, servindo ao curso de capacitação de pilotos de prova e de engenheiros de prova.

Fonte: Agência Força Aérea

Pesquise: Blog do NINJA-Núcleo Infantojuvenil de Aviação dos dias 02/12/10 e 03/12/10

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

AMAB

Encontro de Saint Exupéry com um príncipe brasileiro

AMAB
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Voos da Maria Angélica

Correio Aéreo
Maria Angélica de Moura Miranda*

Antônio com os netos Ivaldo e Luiz
Desde criança conheço a história de um Caiçara que perdeu o braço na hélice de um avião. Esta semana fui na casa do seu Luiz Ribeiro, conhecer melhor o caso que aconteceu com seu Antônio Ferreira dos Santos, o seu avô. Ele me contou que, antigamente, as correspondências eram levadas por tropeiros; depois passou a ser levada por um hidroavião que pousava no Canal, na Praia da Frente (São Sebastião - SP).
Luiz Ribeiro
Esse hidroavião pousava e ficava com o motor ligado, aguardando o funcionário do correio que vinha de canoa, levar e trazer as correspondências do Litoral Norte Paulista. Naquele dia, o funcionário que fazia o serviço não veio trabalhar e seu Antônio foi escalado para a missão. Seguiu de canoa até o hidroavião, mas o vento e a correnteza levaram a canoa na direção da hélice. Por instinto, seu Antônio levou o braço à cabeça, para se proteger; a hélice então cortou o braço, deixando-o pendurado. No mesmo momento, o pessoal do hidroavião socorreu o ferido, enrolaram seu Antônio em toalhas e foram buscar alguém da família para acompanhá-lo. O avião não seguiria para Angra dos Reis, voltaria para Santos, fazendo o socorro do funcionário. O Agnello Ribeiro dos Santos, filho mais velho do seu Antônio, seguiu viagem com eles e, chegando em Santos, o hidroavião pousou perto do Cais Comercial. Ali, puseram o seu Antônio num táxi e seguiram para a Santa Casa de Santos. No caminho, porém, atropelaram uma criança e todos tiveram que comparecer à Delegacia. O Delegado, observando o ferido todo ensanguentado, liberou o carro para concluir o trajeto. Na Santa Casa, o seu Antônio foi direto para a cirurgia; seu braço foi cortado logo abaixo do ombro esquerdo. Quando se recuperou, voltou para São Sebastião na lancha que fazia o trajeto até o Rio de Janeiro, pois naquele tempo ainda não tinha a estrada SP 55, até Santos. Finalmente pude conhecer os detalhes dessa história, que não tenho com precisão a data, mas certamente foi antes do meu nascimento.

*A autora: Maria Angélica de Moura Miranda é escritora e jornalista, em São Sebastião (SP).

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Embraer

Eve assina carta de intenção de compra com Helicopters Inc. para até 50 eVTOLs, Vector e TechCare
A Eve Air Mobility ("Eve") assinou uma Carta de Intenção de Compra (LOI) com a Helicopters Inc., operadora líder de helicópteros nos Estados Unidos, para até 50 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL). O pedido, que inclui serviços de pós-venda do portfólio Eve TechCare e o Vector, software da Eve para gerenciamento de tráfego aéreo urbano (Urban ATM), foi anunciado durante a conferência Revolution.Aero Advanced Air Mobility (AAM), evento em que a Eve participou das discussões sobre como apoiar e expandir o futuro da mobilidade aérea. "Apreciamos a confiança da Helicopters Inc. na compra de até 50 de nossos eVTOLs", afirma Megha Bhatia, Chief Commercial Officer da Eve. "A Helicopters Inc. é líder reconhecida, com operações seguras em mais de 30 áreas metropolitanas dos EUA, e estamos entusiasmados em tê-la como cliente. Trabalharemos em conjunto para integrar nossas aeronaves totalmente elétricas à sua extensa operação no país." A parceria entre Eve e Helicopters Inc. teve início em 2022, na simulação da jornada do passageiro e da aeronave para a mobilidade aérea urbana que a Eve liderou em Chicago, nos Estados Unidos. Em colaboração com a Blade Inc., as empresas simularam operações com eVTOLs, utilizando um helicóptero da Helicopters Inc. para transportar passageiros do Vertiporto de Chicago a dois helipontos na região metropolitana: o Heliponto Municipal de Schaumburg e o Heliponto de Tinley Park. "A maturidade e a confiabilidade da Eve, aliadas à sólida reputação da Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves comerciais do mundo, foram decisivas para a nossa escolha", destaca Tom Wagner, presidente da Helicopters Inc. "Os eVTOLs oferecem vantagens como custos operacionais competitivos, menor número de peças e sistemas otimizados, além da redução da poluição sonora e dos impactos ambientais." A Eve e a Helicopters Inc. continuarão colaborando na definição das cidades de lançamento, nos requisitos de manutenção das aeronaves e, com o apoio de parceiros, no planejamento da infraestrutura necessária para operações seguras e eficientes. Entre as aplicações em vista, estão o transporte aeroportuário e as conexões ponto a ponto nos EUA. Como parte do acordo, a Helicopters Inc. terá acesso ao Eve TechCare, um portfólio completo de soluções para otimizar as operações de eVTOLs, com serviços abrangentes, suporte técnico especializado e recursos operacionais de ponta. O acordo também inclui o Vector, o software de Urban ATM adaptável às necessidades atuais e futuras da AAM. O eVTOL da Eve utiliza uma configuração de decolagem e cruzeiro (Lift + Cruise) com rotores dedicados para o voo vertical e asas fixas para voar em cruzeiro, sem nenhuma alteração na posição desses componentes durante o voo. A aeronave possui um propulsor elétrico alimentado por motores elétricos duplos para garantir os mais altos níveis de desempenho e segurança. No ano passado, a Eve revelou que sua primeira fábrica de eVTOL será estabelecida na cidade de Taubaté, em São Paulo. A empresa possui LOIs para quase 3.000 eVTOLs com clientes em múltiplos continentes.

Sobre a Eve Air Mobility
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer S.A. e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema de UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. 

Sobre a Helicopters Inc.
Desde sua fundação em 1981, a Helicopters Inc. é líder no fornecimento de soluções completas de aviação para organizações parceiras e clientes, com foco no avanço de tecnologias aéreas, segurança operacional, videografia aérea e mobilidade aérea urbana. Presente em mais de 30 das principais cidades americanas e representada por mais de 200 funcionários, a Helicopters Inc. voa rotineiramente mais de 30.000 horas por ano, transportando com segurança dezenas de milhares de passageiros anualmente nas maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Em parceria com a EVE Holdings, a Helicopters Inc. se entusiasma em alavancar seus mais de 40 anos de experiência em transporte aéreo vertical para avançar na mobilidade aérea urbana, fomentando um ecossistema de transporte aéreo que representará uma opção segura, econômica e ambientalmente viável para milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Embraer

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domingo, 8 de dezembro de 2024

Especial de Domingo

Da revista Ventura selecionamos e voltamos a publicar o excelente texto sobre Jean Mermoz que - em maio de 1930, com um hidroavião Laté 28 - partiu de Saint Louis no Senegal, com destino a América do Sul. Pousou em Natal e viabilizou, assim, o primeiro correio aéreo transatlântico.
Boa leitura.
Bom domingo!

Jornal francês noticiando a chegada do aviador Mermoz ao Rio Grande do Norte

A épica travessia do piloto francês, Jean Mermoz

François Perrier
Revista Ventura

A épica travessia do piloto francês Jean Mermoz sobre o Atlântico, estabelecendo a primeira linha aérea postal regular entre a Europa e a América do Sul, é um valioso documento de coragem e determinação. Permanentemente lembrada, a imagem de Jean Mermoz, com um capacete de couro, pilotando um velho biplano Breguet, sobre as áreas do Saara, suscita ainda muitos sonhos e aventuras. É verdade que o piloto conheceu, ao redor dos anos 20, uma vida excitante e perigosa nos Correios Aéreos, atravessando, com todas as condições de tempo, sobre o deserto e a montanha, bordejando um oceano ainda inviolado. Mas, até por que ele viveu e exerceu o seu trabalho numa época-chave da História, Jean Mermoz também foi, ao fim de sua breve e prodigiosa carreira, o comandante de multi motores transoceânicos e inspetor geral da jovem companhia Air France. E uma pequena dezena de anos somente, separa essas duas realidades.

O PILOTO MILITAR
Brevetado no começo do ano de 1921, então com apenas 19 anos de idade, Jean Mermoz faz parte dos pilotos que a grande guerra não deu tempo de formar. Foi no entanto na aviação militar sobre os campos de Istres que ele efetuou suas primeiras tomadas de pista. Um acaso? Não. Curiosamente, o adolescente Mermoz jamais havia manifestado paixão pela aviação, assim como não demonstrava nenhuma vocação para a vida de caserna. Sonhava mesmo por algum tempo em tornar-se jornalista. Filho único de pais separados, abandonou aquela ideia, decidindo a submeter-se aos desejos de sua mãe, Madame Gabrielle Mermoz. Por ela, seria engenheiro. Seu fracasso ao tentar os estudos superiores e, mais precisamente, ao ser reprovado num exame oral de matemática, colocou um fim naquele sonho. Aos 18 anos, o jovem hesitava. A conselho de um amigo encaminhou-se para a aviação. Certamente, por que esta escolha prometia belas aventuras, assim como o salário dos aviadores se situava em um nível mais vantajoso do que os salários de outras carreiras militares. Jean Mermoz pensava no futuro próprio e de “Mangaby”, o apelido de sua mãe Gabrielle, a quem ele permaneceria felizmente ligado até o fim de sua vida. Alistado na aviação militar por quatro anos, Mermoz encontrou o seu caminho. “A febre do ar e da aviação me possuem”, escrevia ele à sua mãe, ao começar a sua formação de m piloto. Em abril de 1921, compareceu a seu primeiro posto, na Base de Metz-Frescaty. Rapidamente apresentou-se como voluntário para ir para o Oriente Médio, especialmente para a Síria, onde a guerra dos Druzos mobilizava tropas francesas encarregadas de manter a ordem na região. Os primeiros momentos de aventura o esperavam em Saida e logo depois em Palmyre, onde Mermoz assumiu suas funções de piloto, em dezembro de 21. O homem que 14 meses mais tarde retornaria à França não seria mais o mesmo. Não foram as medalhas e uma citação honrosa que o haviam transformado, e sim um novo amor, voar, que passara a fazer parte integrante de seu corpo, trazendo do deserto oriental seu primeiro resultado de fortes experiências.

O PILOTO DE CORREIO
“É uma alegria verdadeiramente sadia, fazer o bem. É a única coisa que não se deve desprezar. É uma felicidade fácil de obter”, escreve ele naquela época. O que havia ocorrido? Apenas recuperado de uma marcha de quatro dias e quatro noites contra a morte no deserto, quando, ao retornar de uma missão, foi obrigado a pousar seu avião no último minuto com o motor em chamas, a 60 km de Palmyre, Mermoz se viu designado para nova missão, pilotando um avião-ambulância novo em folha. Ei-lo pois, enfermeiro dos ares! O sentimento experimentado neste período iria marcá-lo profundamente. Depois de dois estádio na metrópole, Jean Mermoz deixou o exército sob permissão, no mês de março de 1924. Contava, na época, com 600 horas de voo, e sem nenhuma dúvida esperava que as cartas que havia escrito para as sociedades de aviação oferecendo-se como piloto lhes renderiam frutos. Uma nova experiência o esperava, e esta sim, o marcaria para sempre. Antes de entrar nas linhas aéreas Latécoère, em outubro de 1924, e nos passos de um destino fora das normas habituais, o jovem piloto se encontrava sem emprego em nem domicílio fixo. Preocupado em não inquietar sua mãe, e muito orgulhoso para mostrar suas decepções, vagava sozinho pelas ruas de Paris, aceitando pequenos biscates, não importava onde e até mesmo sem condições de almoçar ou jantar todos os dias. Enfim convocado à Toulouse por Didier Daurat, o célebre diretor de exploração da linha, foi um Mermoz esfomeado mas predisposto a qualquer desafio que se apresentou ao seu futuro patrão. Poderia, enfim, retomar sua vida de piloto. Depois de algum tempo em terra, passou a integrar o que chamavam de “La Ronde”, ou seja, o grupo que se revezava na distribuição do correio aéreo, que, na época, era transportado diariamente em viagens de ida e volta de Toulouse às portas da África. Designado para a linha Toulouse-Barcelona, depois Barcelona-Málaga, Jean Mermoz não descansava. No fim de 1925, recebia a medalha do Aeroclub de France por seus 120.000 km percorridos naquele ano, em 800 horas de voo. Mas o piloto queria mais. Sua sede de ação e de descoberta crescia na medida em que se formava sua personalidade. Em março de 1926, assumiu a linha Casablanca-Dakar. Reencontrava então com o deserto ocidental, seguindo as rígidas normas do correio, aquela mercadoria muda e sublimemente humana que passaria a ser uma importante parte de sua vida, assim como da vida de seus camaradas.

O PILOTO-CHEFE DE BUENOS AIRES
Assim que Pierre-Georges Latécoère, o inventor da Linha Postal, começou a entabular negociações para a extensão da linha para a América do Sul, Mermoz dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Seus pensamentos já atravessavam o oceano no rumo da América do Sul, um outro mundo que a aviação comercial não havia ainda atingido – em uma palavra, um gigantesco continente a conquistar, o que a empresa alemã Lufthansa projetava fazer já havia algum tempo. E foi efetivamente aí, no momento em que seu nome circulava ao longo de toda a linha, de Toulouse a Dakar, que iria se conferir toda a avergadura do piloto e do homem Jean Mermoz. Ao longo da costa da África, “O grane”, como já era chamado, não se contentava com tão pouco, participando também das operações de resgate de seus camaradas acidentados naqueles percursos, arrancando alguns deles das mãos cruéis dos mouros dissidentes, tendo sido ele mesmo feito prisioneiro e somente libertado contra o pagamento de um resgate. Liderando pilotos menos prudente do que ele, Mermoz não era só um grande comandante, mas também um amigo fiel. Em abril de 1927, Latécoère fracassa em suas ambições para a América do Sul e, por algum tempo, desiste. Aquele epopeia poderia ter terminado se não fosse por um homem de negócios francês, Marcel Lafont, instalado no Brasil depois de muitos anos, e que vislumbrou a importância do projeto da linha aérea da concorrência alemã, se estabelece sob o olhar quase indiferente dos Estados Unidos que não acreditam ainda na viabilidade de uma linha postal naquela região do mundo. O governo francês preocupava-se sobretudo com as ligações entre seu império colonial, do qual a América do Sul não fazia parte. Marcel Bouilloux-Lafont desejava e acreditava que havia algo a realizar e, assim sendo, comprou pelo preço mais alto a maioria das ações da Latécoère, fechando contratos postais com os países sul-americanos, batizando sua nova empresa como “Aéropostale”. Começava então aí, uma nova época, aquela dos pioneiros do correio postal, que se acidentaram às dezenas no comando de aviões frágeis, cujo potencial aéreo já havia se exaurido há muito tempo. Iniciava-se a exploração da mais longa e prestigiosa linha aérea do mundo, e nela estava Jean Mermoz. No fim do mês de novembro de 1927, desembarcava ele no Rio de Janeiro. Nomeado piloto-chefe, a ele cabia colocar em Marcha uma máquina gigantesca, a rede sul-americana da Aéropostale, com suas trilhas na maior parte abertas para Paul Vachet, outro grande piloto que os historiadores da linha por diversas vezes esqueceram de mencionar em suas histórias.

O PILOTO TRANSOCEÂNICO
Paul Vachet sentado ao lado do avião das linhas aéreas Latécoère
que fazia o roteiro Recife, Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires - 1930
Sem fugir às suas novas responsabilidades, Jean Mermoz estabeleceu uma condição para a sua nomeação de piloto-chefe: continuar a voar. E assim o fez, sendo permanentemente visto em todo o percurso da linha, por cima de florestas e ao longo das costas, assim como na burocracia da empresa, dividindo riscos com seus camaradas e impondo-se um irrefreável ritmo de trabalho. No mês de abril de 1928, Mermoz inaugurava o voo noturno da linha. Ninguém acreditava que isso pudesse ser feito, mas ele o fez, abrindo caminho para todos os outros pilotos. Para transportar o correio até Santiago, no Chile, era necessário vencer o enorme obstáculo da Cordilheira dos Andes. Foi também ele que abriu a via aérea para aquele destino, escapando duas vezes da morte enfrentando aquele monstro de rocha de gelo.
Os pilotos tinham que se adaptar as mais inóspitas e adversas situações.
Na foto, um dromedário sendo usado como escada para reparos no avião
Embora festejado, na França quase ninguém ainda o conhecia, o que mudaria entre 12 e 13 de maio de 30, quando o primeiro correio cem por cento aéreo, pelas mãos de Jean Mermoz parte de Saint Louis no Senegal, com destino ao Brasil, pousando 21 horas e dez minutos depois, na cidade de Natal. Três anos antes, Lindberg aterrisava em Le Bourget vindo de Nova York, mas para Mermoz e seus dois tripulantes, sua travessia não se tratava de um “Raid”, uma vez que a missão daquele hidroavião Laté 28 era transportar o importante correio postal. A concorrência alemã distanciava-se e o trabalho de cada homem na linha aumentava.
Um Late 300, adaptado para pouso na água



O HOMEM PARA TODA A OBRA
Pierre George Latecoere
Fundador da linha Aeropostale
Ao curso dos seis últimos anos de sua vida, Mermoz se consagrou inteiramente ao seu “correio postal”. Transformou-se na ponta de lança de uma energia francesa projetada sobre o Atlântico Sul até os confins da Patagônia. Com a liquidação da Aéropostale, de onde nasceria a Air France, Mermoz continuava voando, transformando-se no grande defensor de uma obra pontilhada de sacrifícios e atos de heroísmo, porém Paris, o Ministério do Ar e a direção da Air France, pouco se emocionavam. Ocorreu mesmo a possibilidade de dividir a linha com a Alemanha, o que para Mermoz era impensável, até por que era uma missão conservar para a França aquela linha exemplar que nem mesmo os americanos haviam ousado construir. A Air France decidiu utilizar hidroaviões para assegurar a travessia do Atlântico Sul, e Mermoz sugere que a escolha do equipamento recaia sobre o Arc-em-Ciel, um avião trimotor inventado e construído pelo engenheiro Renée Couzinet. Mais rápido, com uma melhor performance e mais seguro, o aparelho prefigurava a aviação moderna que a empresa americana Douglas alguns anos mais tarde apresentaria com o seu modelo DC-3.
No entanto, Mermoz prega no deserto. Aborrecido com as intrigas políticas das quais é testemunha, resolve imiscuir-se no meio das discussões sobre a linha e os seus recursos, em nome de um ideal e de sua fé numa obra coletiva. Forjado nas escola da aviação ele deve dedicar-se fortemente ao seu trabalho. Com a França atolada em divisões políticas, é necessário um discurso de reconciliação nacional. Mermoz se engaja nos quadros da Associação dos Voluntários Nacionais, um emanação do movimento das Cruzes de Fogo, dirigida por François de La Rocque. Seu engajamento, portador de uma mensagem cívica, não terá tempo de desabrochar. Entre duas viagens transatlânticas e alguns voos de experiência, Mermoz milita, pronuncia discursos e inicia movimentos de moços junto à Associação Philotécnica de Bois Colombe, perto de Paris incrementando o gosto pela aviação. Em 7 de dezembro de 1936, a tragédia se abateria sobre o grande piloto quando, como comandante da Legião de Honra e Inspetor Geral da Air France, desaparecia com o seu avião sobre o Atlântico, oriundo de Dakar. “Jamais será grande quem permanecer simples”, escreveu ele a um jovem. No entanto, Jean Mermoz partiu simplesmente, no comando de seu hidroavião “Croix Du Sud”, firmemente unido à sua tripulação, no cumprimento do dever, como sempre. Sua última transmissão pelo rádio, recebida pelo operador de Air France em serviço na manhã daquele 7 de dezembro foi: “Acabamos de cortar o motor traseiro direito”. A nação francesa estava em lágrima e a aviação mundial de luto. Assim mesmo, a mensagem de bravura e determinação de Jean Mermoz, curiosamente atual, plana ainda sobre a superfície do mundo que ele ajudou a desbravar.
Marcel Bouilloux-Lafont
Pioneiro das linhas aéreas para a América do Sul, diretor da Aeropostale

FRAGMENTOS DO DIÁRIO DE BORDO DE JEAN MERMOZ
REFERENTES AO PRIMEIRO VOO DAKAR-NATAL
“Cobrindo a Argentina e outros países da América do Sul com uma gigantesca rede de linhas aéreas, assim Marcel Bouilloux-Lafont pensava na travessia do Atlântico Sul e assim foi que Didier Daurat preparou e testou um novo Latécoère 28 adaptado com flutuadores. Em 1930, ele me chamou da América do Sul, para me confiar a implantação daquela linha. Depois de haver batido em 11 e 12 de abril o recorde do mundo de distância em circuito fechado em hidroavião, com 4.308 km percorridos em 30h e 25min de voo, parti para Saint Louis du Senegal com meus tripulantes Dabry e Gimié. A partir daquela data pensei que era impossível atravessar o Atlântico Sul pelo ar, de uma forma regular que não seria nada mais do que uma questão de método, vontade e espírito de realização. Em 12 de maio atravessei o Atlântico no Laté 28 com flutuadores, um monomotor, do Senegal a Natal em pouco mais de 19 horas. Tínhamos a bordo 130 kg, do primeiro correio aéreo transatlântico, que foi distribuído no Rio, três dias após sua partida de Paris, em Buenos Aires três dias e meio depois e em Santiago do Chile, no quarto dia. Uma tripulação francesa havia assegurado pela primeira vez a ligação postal entre os dois continentes. A partir do momento que decolamos, em 12 de maio, do Rio Senegal em Saint Louis, nosso hidroavião Latécoère 28 Hispano-Suiza 650CV portava 2.600 litros de combustível e pesava 5.500 kg. Para mim, como para meus dois companheiros, o navegador Dabrit e o radio-telegrafista Gimié, a quem devo fazer um elogio todo especial, nossa tentativa parecia realizar-se sem nenhum problema. Insisto sobre a característica de nosso empreendimento, uma vez que a mesma era uma experiência e não uma tentativa de um raid. Evidentemente, é curioso que um simples voo postal regular tenha sido superior a um recorde mundial. Assim foi, precisamente por que a aviação francesa tinha alcançado um magnífico movimento de recuperação, uma vez que os serviços técnicos das companhias aéreas comerciais tinham uma ideia exata da aviação, sendo que a aliança de um piloto, de um navegador, e de um radio-telegrafista, constituíam uma grande força”.

PILOTOS DE LINHA
O percurso de Toulouse (França) a Santiago (Chile)
Habituados a voar com qualquer tempo, de dia e de noite, em dias e horas determinadas previamente, os pilotos de linha adquiriram um senso espacial inteiramente natural. É bem verdade que, sobre o Atlântico Sul, não fomos submetidos a nenhuma emoção e nenhum problema. Dabrit e Gimié foram instalados numa cabine relativamente grande, à vontade; o primeiro para efetuar suas observações e cálculos e o segundo para servir-se do seu posto de telégrafo sem fio. Dakar já se encontrava há alguns quilômetros de nós quando Gimié fez seu primeiro chamado à estação rádio terrestre. O barulho do motor me alegrava e eu não pude esconder a alegria no meu coração. Meus dois co-tripulantes, que contavam, cada um , perto de 50 travessias Marselha-Algéria, tinham, enfim, a ocasião de realizar uma grande experiência esportiva. Durante o voo, mil preocupações ocupam uma tripulação. Pensando bem, esse voo parecia de uma facilidade impressionante e uma frase vem naturalmente, tolamente, na ponta da caneta: “Este foi um voo sem história”. No entanto, foi necessário permanecer em comunicação com diferentes estações radio-telegráficas, garantir com precisão a navegação e permanecer por muitas horas nos comandos do avião. Isto nada mais é do que a aviação. Toda a viagem permaneci numa altitude muito baixa, entre 50 e 200 metros, mantendo regularmente a velocidade de 160km/h. O mar estava relativamente calmo e de uma cor verde fosca, uniforme. Não avistamos nenhum barco a não ser o Phocée, localizado a 900 km de Dakar, por medida de segurança. Duzentos quilômetros após o Phocée, sobre o qual passamos rapidamente, nos mantivemos sempre em contacto com a estação radiogoniométrica de Saint Louis. Dabrit controlava facilmente sua navegação em cada quarto de hora, através da recepção em ondas médias de 600 m realizadas por Gimié.
Seis anos depois Jean Mermoz e sua tripulação desapareceram no Atlântico fazendo a mesma rota original.
Restos do seu aparelho, ou da tripulação, jamais foram encontrados

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sábado, 7 de dezembro de 2024

NOTAER

Nova edição está no ar!

Acompanhe os destaques da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo operações estratégicas e homenagens especiais

Nesta edição, o Jornal Notaer traz como destaque a CRUZEX 2024, Exercício Multinacional que reforça a cooperação internacional e o preparo operacional da Força Aérea. Outro assunto importante é a ALADA, um passo estratégico para o futuro do Programa Espacial Brasileiro, mostrando o avanço do Brasil no setor aeroespacial. A publicação também aborda a Operação Raízes do Cedro, que destaca o trabalho de repatriação da FAB. Além disso, o jornal celebra datas importantes, como o Dia do Material Bélico, o Dia da Bandeira Nacional, o Dia do Músico e o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Essas e outras notícias você confere aqui.

Fonte: FAB

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 29/11 a 5/12
Nesta sexta-feira (06/12), o FAB em Destaque apresenta as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes ao período de 29 de novembro a 05 de dezembro. Nesta edição, você acompanha a formatura de 379 novos Sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e a 8ª edição da Mostra BID Brasil, com a exposição da réplica do caça F-39 Gripen. Saiba também sobre o primeiro voo do protótipo modernizado da aeronave T-25 Universal e a formação dos 178 Oficiais da FAB no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Biblioteca Ninja

Diário de um Herói de Guerra
Roberto Pessoa Ramos nasceu na Paraíba em 1918. Era sobrinho de João Pessoa, ex-governador do estado. Foi brevetado pela Aviação do Exército. Com a criação da FAB (Força Aérea Brasileira), prosseguiu voando na nova arma onde participou da Batalha do Atlântico Sul, realizando 44 missões de patrulha. Em 1944, foi voluntário para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça. Após treinamento no caça P-47D Thunderbolt, nos EUA, foi enviado para a Itália. Com o “Senta a Pua” realizou 95 missões de combate, sendo ferido em uma ocasião. Retornando ao Brasil, continuou voando e galgando importantes postos e cargos dentro da FAB. Em sua carreira militar, foi admirado por seus amigos e respeitado por seus comandados. Fez seu último voo em 1967: ao pousar, freiou a aeronave no estacionamento. Seu coração parou de bater naquele instante.

Autor: Roberto Pessoa Ramos Neto
Prefácio: Cmte. Rocha
Medida: 17 x 24 cm
Capa: semi-rígida
Miolo: 80 páginas em P&B (fotos, condecorações e ilustrações)
Editora: Adler

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

PROFESP

Atividades do PROFESP em 2024 são encerradas na BABR e na EEAR

Programa promove o desenvolvimento social e esportivo de crianças em parceria com instituições locais e a Força Aérea Brasileira

A Base Aérea de Brasília (BABR) realizou o encerramento das atividades do Programa Forças no Esporte (PROFESP) 2024 no dia 18/11. A ação promoveu uma tarde de lazer e presenteou cerca de 200 crianças da Escola Classe Ipê, no Distrito Federal (DF), que participaram do projeto desenvolvido pela Organização Militar, em parceria com o Ministério da Defesa. O evento foi presidido pelo Comandante do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Jefferson Cesar Darolt, acompanhado pelo Comandante da BABR, Coronel Aviador Miguel Ângelo Côrtes Salvio Junior. A celebração também contou com a presença da Deputada Federal Bia Kicis, do Chefe da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comando da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Reginaldo Pontirolli, do Coordenador Regional do Núcleo do PROFESP, Coronel Carlos Roberto Alves, além de professores e coordenadores da escola.
O Comandante da BABR destacou as atividades desenvolvidas, que vão desde a promoção de uma alimentação equilibrada até a prática de esportes, e reforçou a dedicação de todos os envolvidos em proporcionar experiências enriquecedoras para as crianças. “Temos dedicado nosso esforço e compromisso para proporcionar experiências enriquecedoras às crianças. Juntos, construímos um ano de aprendizado, crescimento e alegria. Que cada experiência vivida no PROFESP seja uma semente plantada, que continuará a florescer no caminho desses alunos”, afirmou. Na BABR, o programa, coordenado pela Seção de Instrução Militar (SIM) e com envolvimento da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB), ofereceu diversas modalidades, como vôlei, futebol e atividades recreativas, além de ensino social, promoção à saúde e acesso à alimentação. Ao longo deste ano, em dias úteis, no período vespertino, a Base recebeu 189 crianças, com idades entre 8 e 11 anos, participantes do 4º e 5º ano, para atividades que vão além do ensino convencional.

EEAR
No dia 19/11, foi realizado o encerramento do programa na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP). O evento foi presidido pelo Comandante da EEAR, Brigadeiro do Ar Joelson Rodrigues de Carvalho, e contou com a presença de autoridades locais, como a Secretária de Educação da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Guaratinguetá, Elisabeth Regina Arneiro Nogueira Sampaio. Também estiveram presentes gestores das escolas públicas atendidas pelo projeto, professores, instrutores e familiares dos participantes. A cerimônia emocionou o público com apresentações musicais e esportivas realizadas pelos alunos do Programa. Durante o evento, militares da EEAR foram homenageados por suas contribuições ao projeto. Um dos momentos mais marcantes foi a premiação de cinco crianças que se destacaram ao longo do ano. Elas receberam das mãos do Comandante um broche de “Aluno Padrão”, como reconhecimento pelo desempenho e comportamento exemplar. A exibição de um vídeo com momentos das atividades desenvolvidas ao longo do ano trouxe ainda mais emoção à cerimônia. A Coordenadora do PROFESP, Tenente-Coronel Pedagoga Ana Márcia Leal, destacou os resultados positivos do Programa. “Nossas atividades buscam desenvolver, além das habilidades esportivas, noções de higiene, cidadania, disciplina e espírito de corpo. O resultado foi positivo e encerramos o ano com a sensação de dever cumprido”, afirmou.
Após a cerimônia, as crianças participaram de atividades lúdicas e interagiram com o Papai e a Mamãe Noel, o que trouxe ainda mais alegria ao evento. O Comandante da EEAR, Brigadeiro do Ar Joelson Rodrigues de Carvalho, ressaltou a relevância social do Programa. “Esse projeto é muito importante para as crianças da cidade de Guaratinguetá. É uma semeadura do futuro desses jovens. Agradeço a parceria entre a EEAR, a Prefeitura de Guaratinguetá e demais instituições envolvidas”, concluiu o Oficial-General.

PROFESP
O Programa Forças no Esporte é gerido pelo Ministério da Defesa (MD) e desenvolvido em todo o território nacional, após ter surgido dentro do Ministério do Esporte. Trata-se de um desdobramento do Programa Segundo Tempo (PST) do Ministério da Cidadania (MC), no âmbito das Forças Armadas, com início datado de 2003. Na capital federal, o projeto surgiu em 2013, voltado para alunos de escolas públicas, para a prática de esportes em horário diferente do horário escolar. Dessa forma, o projeto promove a valorização pessoal e fortalece a integração social e a cidadania.

Fonte: BABR e EEAR, por Tenentes Michelle Daniel e Flora

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