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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 17 de outubro de 2021

Especial de Domingo

Registramos conteúdo sobre o encerramento das atividades da Alitalia, após mais de 7 décadas de atividades.
Boa leitura.
Bom domingo!

Alitalia encerra serviços após 75 anos
A tradicional companhia aérea italiana Alitalia encerrou, no dia 14 de outubro de 2021, a sua história de 75 anos. Em seu lugar voará a Itália Transporte Aéreo – ITA.

A última operação da Alitalia ocorreu com o voo AZ 1586 de Caligari até o aeroporto Fiumicino, em Roma. O desembarque foi marcado por protestos e comoção por parte dos funcionários.

ITA Airways
A ITA Airways ocupou o lugar da Alitalia, a partir do dia 15 de outubro de 2021, e conta com parte dos funcionários oriundos da empresa extinta.

História
Criada em 16 de setembro de 1946, a Alitalia - antes chamada Aerolinee Italiane Internazionali (Linhas Aéreas Italianas Internacionais) - iniciou as suas operações em 5 de maio de 1947, com o voo Torino-Roma-Catania.

Um ano mais tarde passou a fazer voos intercontinentais a partir de Milão. A Alitalia se tornou a transportadora oficial dos papas em 169 visitas oficiais.

Em crise financeira desde a década de 1990, a situação da Alitalia agravou-se nos anos 2000. Como solução paliativa, a Alitalia foi privatizada em 2009. Sem apoio financeiro de forma legal por parte do governo italiano desde 2006, a Alitalia teve cortes de custos, que não foram capazes de salvar a companhia da falência, além de inúmeras greves dos funcionários.

Em 2014, a Etihad, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, adquiriu 49% da empresa e anunciou um plano para revitalizar a Alitalia. Todavia, o projeto foi rejeitado pelos funcionários da italiana, resultando na desistência de participação da Etihad.

Com 13 bilhões de euros injetados pelo governo italiano, tendo parte deste investimento sido considerado ilegal pela Comissão Europeia, o governo italiano não viu outra solução a não ser encerrar as operações da Alitalia. E criou outra empresa estatal no seu lugar sob nova administração e teto orçamentário: A ITA Airways.

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sábado, 16 de outubro de 2021

Aeroclube Regional de Taubaté

Taubaté(SP) perderá escola de aviação, com eventual fim do Aeroclube Regional
A escola de aviação do Aeroclube Regional de Taubaté tem até o dia 30 de outubro de 2021 para encerrar as atividades em sua sede instalada ao lado da pista de pouso do Comando da Aviação do Exército, em Taubaté (SP). A entidade de utilidade pública congrega entusiastas da aviação e realiza cursos de pilotagem de aeronaves e comissários de bordo, para o mercado de trabalho no transporte aéreo. As instalações do Aeroclube abrangem dois hangares construídos por associados e colaboradores e uma sede erguida pela Prefeitura Municipal, onde abriga o setor administrativo, sala de aula e simulador de voo.

Portaria de 2012
O Aeroclube Regional de Taubaté foi fundado em 26 de outubro de 1993 e, desde então, formou centenas de pilotos e comissários de bordo. Anteriormente, a entidade pagava à União um valor referente à cessão de uso do espaço. Em 11 de maio de 2012, a portaria normativa 1233 do Ministério da Defesa limitou as atividades que poderiam ser contempladas por contratos de cessão, no âmbito de próprios nacionais das Forças Armadas. Desde então, o Aeroclube pleiteou uma licitação para a modalidade “locação imobiliária” e permaneceu funcionando no local, por meio de ação judicial, na qual foi concedida a tutela antecipada, instrumento que se tornou nulo com recurso da União, precipitando no pedido de desocupação.

Nesse período, o Aeroclube vinha pagando, precariamente, um aluguel superior a 8 mil reais.

Opções
Diretores do Aeroclube Regional de Taubaté, embora o tempo seja curto, envidam esforços junto a autoridades, tentando reverter a situação e garantir à cidade continuar com sua escola de aviação e a sede seja empregada compartilhadamente para atender embarques em aeronaves públicas e privadas que eventualmente operem na cidade, conforme vislumbrou a administração municipal, quando construiu a estação de passageiros, na condição de “Aeroporto de Taubaté”.

Outras duas tentativas da entidade referem-se a: um pedido para que o CAvEx licite a área dos hangares, a fim de que o aeroclube participe do certame como inquilino ou arrendatário; uma solicitação para que a organização militar concorde com a continuidade do uso, pelo aeroclube, da pista de pouso, a ser acessada por uma possível e futura pista de táxi que ligaria uma eventual nova sede da instituição, com os préstimos da Prefeitura, com ocupação de um prédio da desativada empresa First Wave. A instalação fica em área vizinha ao terreno do aeroporto e próxima da pista de pouso e decolagem. Segundo os diretores do Aeroclube Regional, caso não haja uma reorientação para a permanência da entidade no local, o que incluiria uma alteração na portaria de 2012 ou outra providência administrativa, a cidade de Taubaté ficará sem a entidade de utilidade pública (decreto-lei nº 205, de 27 de fevereiro de 1967) fomentadora da aviação e formadora de pilotos e comissários.

Saiba mais: Blog do NINJA de 22/09/2021 (Clique aqui) e de 23/09/2021 (Clique aqui).

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Paraquedismo

Exército forma as primeiras cadetes paraquedistas
O dia 9 de outubro de 2021 foi longo, decisivo e muito aguardado para os alunos do Curso Básico Paraquedista 21/2. Durante todo o dia, os instruendos do curso colocaram suas expectativas no quarto salto, programado para acontecer à tarde. Somente após esse salto, poderiam ser chamados de paraquedistas. Em 2021, entre os pretendentes a ostentar o brevê de prata, o boot marrom e a boina grená, estão as primeiras cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras.

Logo bem cedo, por volta das 7h da manhã, já se escutava, na Base Aérea dos Afonsos, as turbinas ligadas da maior aeronave militar produzida no Brasil, o KC-390 Millenium. O Comandante Militar do Leste, General de Exército José Eduardo Pereira, liderou a atividade matinal, saltando na primeira leva, e sendo acompanhando por integrantes do Comando Militar de Área. Ainda pela manhã, entre decolagens, lançamentos e aterragens, os 171 alunos concluíram o terceiro salto.

Novos paraquedistas
À disposição do Centro de Instrução Pára-quedista, os estagiários, deram início à Operação Boot no período da tarde. A atividade consistiu da realização do quarto salto da aeronave, da marcha, armados e equipados e, por fim, do reconhecimento da tomada da cabeça de ponte, agora feita pelos novos paraquedistas militares do Exército.

Os estagiários concludentes do Curso Básico Paraquedista 21/2 compõem uma turma histórica, pois é integrada pelas primeiras oito cadetes do segmento feminino à tropa especializada aeroterrestre.

Fonte: Comando Militar do Leste

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Espaço

Ator William Shatner, o capitão Kirk de Star Trek, aos 90 anos, foi ao espaço
O ator William Shatner, de 90 anos, intérprete do capitão Kirk na série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), se tornou, no dia 13 de outubro de 2021, o mais velho ser humano a chegar ao espaço. Shatner embarcou em um foguete da companhia Blue Origin.


Em evento na semana anterior, o ator que estrelou, no papel de um astronauta, Star Trek há mais de 50 anos, falou da expectativa para chegar ao espaço e brincou dizendo que estava “aterrorizado”. Antes dele, o recorde de pessoa mais velha do mundo a chegar ao espaço tinha sido batido também em um foguete da Blue Origin, no mês de julho de 2021, quando ele levou em um voo semelhante a aviadora Wally Funk, de 82 anos, que fez parte do Mercury 13, um grupo de mulheres treinadas para viajar ao espaço no começo de 1960 que foi cancelado sem que nenhuma delas pudesse efetivamente tripular um foguete. 

Quatro pessoas
Junto com William Shatner viajaram a vice-presidente de missão e operações da Blue Origin, Audrey Powers; o cofundador da marca de satélites Planet Labs, Chris Boshuizen; e o cofundador da empresa de software Medidata, Glen de Vries. Todos os tripulantes tiveram treinamentos para qualificação à viagem.

11 minutos
A missão, a segunda tripulada da Blue Origin, partiu de uma base no Texas, e teve 11 minutos de duração, incluindo a saída da atmosfera, ingresso no espaço e retorno. Os astronautas tiveram aproximadamente quatro minutos de gravidade zero e passaram pela linha de Kármán, a 100 Km de altura, conhecida como a fronteira internacional do espaço.


O voo, totalmente automatizado e controlado a partir da base,  terminou com a cápsula voltando ao solo protegida por paraquedas.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Indústria Aeronáutica

BNDES apoia Embraer para venda de 24 jatos E175
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para a exportação de 24 jatos comerciais E175 da Embraer para a SkyWest Airlines, maior empresa de aviação regional do mundo, baseada em Utah, nos Estados Unidos. A operação fortalece a produção nacional e ajuda a viabilizar a presença de produtos brasileiros de alta tecnologia no maior mercado de aviação. Os aviões estão sendo entregues entre agosto de 2021 e abril de 2022. O financiamento de mais de US $ 500 milhões (superior a R $ 2,6 bilhões), segue a linha das operações realizadas por agências de crédito à exportação nos países com indústrias aeronáuticas de ponta. Trata-se de um setor considerado estratégico pelas devido a aspectos como tecnologia, inovação e alta capacitação de mão de obra.

Fonte: Embraer, em 07/10/2021

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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Embraer

Embraer venderá até 100 aeronaves para a NetJets
Após entregar mais de 100 jatos executivos Phenom 300, a Embraer e a NetJets assinaram acordo para até 100 aeronaves adicionais, totalizando mais de US$ 1,2 bilhão. O acordo prevê que a NetJets começará a receber o modelo Phenom 300E da nova encomenda no segundo trimestre de 2023, para operação nos Estados Unidos e Europa.

Novo pedido
O primeiro acordo de compra da NetJets, assinado em 2010, contemplou 50 pedidos firmes para os jatos executivos Phenom 300, mais opções de até 75 aeronaves adicionais. Com este novo pedido, que inclui um abrangente contrato de serviços, a NetJets não apenas reforça seu compromisso em criar uma experiência aprimorada para o cliente, à medida que a demanda por aviação privada continua a crescer, mas também sua confiança no inovador portfólio da Embraer para oferecer a experiência perfeita a seus clientes. “Estamos contentes por termos assinado este acordo significativo com a NetJets, um parceiro estratégico que tem sido parte importante do sucesso da Embraer por mais de uma década”, disse Michael Amalfitano, Presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “A NetJets é uma empresa reconhecida mundialmente pela excelência de suas operações e por proporcionar uma excelente experiência ao usuário, portanto, a continuidade deste acordo é uma confirmação à qualidade de nosso produto e aos padrões de desempenho, tecnologia, conforto e suporte. A Embraer e a NetJets compartilham a mesma visão para a aviação executiva, tornando a série Phenom 300 – o jato da categoria leve mais vendido por nove anos consecutivos – uma excelente escolha”.

Fonte: Embraer, em 11/10/2021

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

KC-390 Millennium

Portugueses começam instrução em voo com o KC-390 da FAB
Tripulantes da Força Aérea Portuguesa (FAP) iniciaram, no dia 8 de outubro de 2021, na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás (GO), os voos da fase básica na aeronave KC-390 Millennium. A etapa é resultado de um acordo bilateral, entre Brasil e Portugal, firmado pela Força Aérea Brasileira (FAB), em que é feita a ambientação à pilotagem da aeronave multimissão, realizando voos locais com exercícios básicos e procedimentos de voo por instrumentos. O evento contou com a presença do Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, do adido de Defesa de Portugal no Brasil, Capitão de Mar e Guerra Manuel Francisco Silveirinha Canané, que foram recebidos pelo Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez.

Primeira instrução
O Coordenador Operacional do Projeto KC-390 na FAP, Tenente-Coronel Paulo Martins, recebeu a primeira instrução aérea ministrada pelo Chefe do Estado-Maior da Ala 2, Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz. Esta fase possui duração prevista de quatro semanas e, ao final, os alunos iniciarão a fase de voos em rota, a qual contará com voos de maior duração e pousos nas cinco regiões do Brasil, realizando o treinamento de Transporte Aéreo Logístico. O Embaixador de Portugal manifestou a satisfação sobre as atividades na Força Aérea Brasileira. “Demonstro meu grande apreço pelo modo como nossa tripulação tem sido acolhida pela parte brasileira. Ressalto a cooperação excelente existente entre nossos países, entre as nossas Forças Aéreas e entre as nossas indústrias de Defesa. O que é muito bem corporizado, tendo, por exemplo, a parceria fantástica entre Embraer e OGMA. Parabenizo aos nossos pilotos e tripulação que efetuaram seu primeiro voo, e em nome da Embaixada de Portugal agradeço as autoridades brasileiras. Por fim, desejo que o KC-390 seja um sucesso em qualquer força que seja utilizado”, destaca.

Capacitados
Já o Comandante da Guarnição de Aeronáutica de Anápolis, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, comentou sobre o momento. “É uma satisfação poder entregar à Força Aérea Portuguesa militares capacitados a operarem de forma segura e eficiente a aeronave multimissão brasileira KC-390 Millennium. Que essa aquisição dê um suporte de grande valia nas Operações Aéreas Militares de Portugal e estreite ainda mais os laços de amizade e parceria entre os dois países", finaliza o Oficial.

Fotos: Soldado José Garcia/ACS BAAN

Fonte: FAB

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domingo, 10 de outubro de 2021

Especial de Domingo

Confira mais uma bela história nas asas da Força Aérea Brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

O dia em que um Hércules da FAB ficou sem combustível apoiando refugiados angolanos em alto-mar
Texto de Sérgio Cabral Cavalcanti

Lembro-me de uma missão de Hércules C130, na qual o objetivo era encontrar refugiados no Oceano Atlântico, de civis ao mar de Angola [em razão da guerra civil angolana]. Como faz muito tempo, lembro-me de poucos detalhes. Mas, entre eles, que voavam sobre o Atlântico por onze horas seguidas, nos limites da autonomia dos C130-E, com dois tanques extras e mais alguns dentro do próprio avião. Em um determinado momento, já com dois motores embandeirados e retornando para o continente avistaram um ponto de fumaça distante no mar.

Combustível
Lourival Pessoa Cavalcanti

O combustível não dava para ir até o ponto identificado, ou melhor, dava, mas não haveria combustível para a volta. Consultado o MAv (o mecânico da aeronave), confirmado: não haveria combustível de volta se eles gastassem mais 5 ou 10 minutos de voo. Então o Cavuca (um dos primeiros a completar 1.000 horas de Hércules no Brasil e entrar para o clube “1000-Hours”; ainda guardo o broche da Lockheed) pergunta à tripulação:
- Todos sabem nadar?
- Todos de papo-amarelo (era o colete salva-vidas)?
- Repelente de tubarão disponível?
- Vamos votar.
Votação concluída, então rumo ao ponto identificado. Tinham feito a seguinte opção: confirmar se se tratavam dos refugiados; em caso positivo, vetorizá-los para as corvetas-tartarugas da Marinha (desculpem, mas comparadas a um C130 a 500 Km/h, tartaruga é um elogio corajoso para esses desbravadores da Marinha, que adentravam às adversidades com remanescentes da 2ª Guerra Mundial, à época). Uma vez confirmadas as posições, tentariam voltar para a Base Aérea de Recife, porém já certos que poderiam cair no mar, tentavam optar pelos arredores de Fernando de Noronha ou algo assim, uma região infestada de tubarões.

O encontro dos refugiados
Em voo muito baixo, encontraram centenas, dos milhares de refugiados que fugiram da guerra civil angolana. E lembro que meu pai falava que muitos deles estavam há semanas no mar, não em barcos ou botes, mas sim em caixas d’água; sim fugiram com o que dava para fugir, e ficaram nas mãos das correntezas do Atlântico. Sem combustível e sem como ajudar, decidiram, em voo rasante, jogar tudo que tinham na aeronave - de colete salva-vidas (que estavam usando) aos lanches das missões de 13 horas de voo - para os refugiados. Lembro-me de uma passagem na qual eles testemunharam tubarões atacando tudo que caía ao redor. Então, localizados os refugiados, passada a vetorizacão para a Marinha, agora era hora de voltar; e rezar para a correnteza não espalhar os refugiados e o vento a favor trazê-los de volta para perto da costa brasileira. O Hércules C130-E da FAB (para missões de salvamento, que era o objetivo do 1º/6º GAV REC/SAR) possuía uma espécie de “bote-salva-vida” nas asas, pelo que lembro, e essa seria a única esperança para o pouso no mar no retorno da missão.

O pouso do Hércules C130
Não me lembro de muitos detalhes. Lembro que aproveitaram os ventos para ganhar altitude, jogaram ao mar todo e qualquer peso extra. Acredite, até sua Colt 45 foi para o fundo do oceano. Tudo, lembro da frase, tudo mesmo, até o revestimento do avião eles jogaram ao mar. Cada grama fazia diferença. Algumas missões de Busca e Salvamento às vezes tinham paraquedas, mas nesse caso, não levaram paraquedas, para caber mais alguns galões de querosene. E já no planeio, apenas com um motor funcionando, colocaram BARF [Base Aérea de Recife] na proa, creio eu para uma longa final. A decisão era provocar o pouso no mar ou tentar o pouso em pista, mas com o risco de cair na cidade causando grandes estragos. Decisão tomada, todos tinham filhos, famílias, alguns arrimos de família, e pouso na pista foi a opção escolhida. Lembro que meu pai (Lourival Pessoa Cavalcanti), que me viciou em café com essa história, pega sua última bala de café no bolso lateral do macacão laranja que os tripulantes da REC/SAR (Busca e Salvamento) usavam, com todo o painel do C130-E piscando em vermelho e algumas poucas luzes ainda em amarelo, ativam a única manete que responderia a algum comando de potência. Potência máxima no único Pratt & Withney de 4.000 libras funcionando, luzes da pista à frente, meio entardecer, lusco-fusco como eles chamam, e depois lembro do meu pai falando que não sabia se estava sonhando ou se aquela cena era realidade.

Chegada
Lourival Pessoa Cavalcanti

- Torre Recife - bem vindo de volta à casa C130 2459.
- Aqui Solo Recife - Por que demoraram? A comida está esfriando.
- 2459, estamos parados na pista, quatro motores parados; solicitamos pushback, dispensando bombeiros. Sem combustível para o taxiamento.
- 2459 solicita contato do Solo com grupamento Lira (Lira era uma churrascaria botequim que ficava na cabeceira da pista), solicitando o fornecimento de 11 unidades de abastecimento para esta tripulação (eram 11 churrascos de carne de sol).
- Solo Recife confirmando; entendido alto e claro. Parabéns Salvadores.

Na noite seguinte, assistiram pela televisão o desembarque dos refugiados, se não me engano em Fortaleza e a tripulação foi dar uma caminhada no calçadão de Boa Viagem e agradecer a Deus por estarem vivos, graças à performance do GORDO (apelido do C130).

Autor: Sérgio Cabral Cavalcanti, lembrando história contada por seu pai, Lourival Pessoa Cavalcanti, piloto de Hércules C130 na FAB.

Fonte: Publicado originalmente em http://sergiocabralcavalcanti.blogspot.com com o título “Histórias de filho de um milico da FAB”.

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sábado, 9 de outubro de 2021

KC-390 Millennium

FAB treina pouso curto com o cargueiro KC-390
Nos dias 28 e 29 de setembro de 2021, os tripulantes do Esquadrão Zeus (1º GTT) realizaram treinamentos de pouso curto empregando o vetor multimissão KC-390 Millennium. A atividade ocorreu em Anápolis (GO), na Base Aérea de Anápolis(BAAN), e no Rio de Janeiro (RJ), no aeródromo de Santos Dumont (SBRJ). A concepção da atividade foi iniciada após minucioso planejamento, análises de cenários, bem como instruções teóricas sobre a performance da aeronave, as técnicas adequadas de pilotagem e os aspectos voltados ao incremento da segurança de voo, tendo como finalidade a capacitação dos pilotos para a operação em pistas caracterizadas por comprimentos reduzidos.

Resultados satisfatórios
No dia 28 de setembro, os treinamentos práticos, realizados em Anápolis, consistiram na efetivação do método rejected landing, ou seja, abortar o pouso logo após o toque na pista, realizando decolagem imediata, bem como no fechamento do ciclo completo de aterragem com a parada total da aeronave na menor distância admissível. Para tanto, as corridas pós-pouso foram aferidas por meio de marcações de 1.000 metros, 1.200 metros e 1.500 metros disponíveis na lateral direita da pista, de um total de 3.300 metros de comprimento. Os resultados satisfatórios obtidos em sede permitiram realizar, no dia 29, os voos de treinamento de pousos curtos no Aeroporto Santos Dumont, que possui 1.323 metros de comprimento. A atividade foi considerada um sucesso na campanha da Força Aérea Brasileira (FAB), garantindo uma nova capacidade para o Esquadrão.

Qualidades operacionais
Para o Comandante da missão, Tenente-Coronel Aviador Bruno Américo Pereira, o resultado do treinamento foi fruto de empenho, dedicação e profissionalismo. “O sucesso apresentou-se desde o planejamento, passando pelas coordenações, até o coroamento da execução”, disse. O Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, acompanhou os voos e complementou: “Todas as etapas que fazem parte da implantação desta nova aeronave multimissão estão sendo cumpridas com sucesso. Em Anápolis, podemos testemunhar o quanto o projeto está amadurecendo e aprimorando suas qualidades operacionais, tornando-se imprescindível nas diversas missões da FAB”, concluiu.

Fonte: FAB

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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Carreiras na Aviação

Cadete da AFA faz o primeiro voo solo da turma Árion
Aconteceu na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), o voo solo inaugural da Turma Árion do 1º Esquadrão do Corpo de Cadetes da Aeronáutica (CCAer). A bordo da aeronave T-25 Universal matrícula FAB 1944, no 2° Esquadrão de Instrução Aérea (2º EIA), o Cadete Aviador Matheus Alexandre Querino Pereira, da Esquadrilha Centaurus, cumpriu uma rotina de exercícios previstos para o voo solo e, assim, destacou-se em ser o primeiro Cadete da turma a alcançar esta importante marca na carreira do piloto militar da Aeronáutica. O Cadete Matheus recebeu o cachecol do Brigadeiro do Ar Marcelo Gobett Cardoso, Comandante da AFA, que realizou seu voo de cheque horas antes.

Voo solo
Segundo o Comandante do 2º EIA, Major Aviador Augusto Saciloto Cavichiolli, o voo solo não significa somente o fim do Curso Primário de uma fase da formação do Cadete Aviador. Para que um voo solo aconteça, existe um árduo caminho percorrido, uma trilha de dedicação, de abnegação e de projeção de sonhos. O envolvimento total do 2º EIA é fundamental neste processo para que um jovem que teve o contato com a atividade aérea há poucos meses possa conduzir em segurança uma aeronave sem a presença do Instrutor de Voo. “Tornar-se Aviador na Força Aérea Brasileira (FAB) é compor uma equipe com alto grau de profissionalismo e de amor à Pátria. É o fruto da labuta diuturna de diversos setores que trabalham de modo silencioso para que a missão seja cumprida, ainda que diante das mais diversas adversidades que possam surgir. Assim, o cachecol ostentado pelo Cadete Aviador representa o espírito dos guerreiros da FAB, daquele que um dia estará nos céus garantindo a soberania do nosso País por meio do domínio do espaço aéreo”, explicou o Comandante do 2º EIA.

Responsabilidade
Já o Cadete Aviador Matheus falou dos sentimentos que estão envolvidos neste momento único na vida de um piloto: “Acredito que para os aviadores militares, não há melhor sensação do que cumprir a missão que nos foi designada. O voo solo remete a toda responsabilidade que temos que adquirir nos anos de formação para chegar até esse momento. As horas de estudo, os exercícios doutrinários e o tempo de sono muitas vezes escasso valem a pena para se viver esse momento. Ostentar o cachecol é motivo de orgulho, e toda vez que o vestimos lembramos o motivo pelo qual estamos aqui e qual é a nossa atividade fim. O término da fase de pré-solo reforça o pensamento de que tudo valeu a pena!”, frisou.

Fotos: Soldado João Oliveira 

Fonte: FAB, em 06/10/2021

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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Tecnologia

Eve e Avantto fazem parceria para aeronave elétrica de pouso vertical
A Eve Mobilidade Aérea Urbana, empresa da Embraer, e a Avantto, do ramo de compartilhamento de aeronaves no Brasil, assinaram, dia 4 de outubro de 2021, uma Carta de Intenções e anunciaramparceria para desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM, sigla em inglês) na América Latina.

100 aeronaves
Essa parceria inclui um pedido de 100 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve, bem como uma colaboração para desenvolver uma nova operação de transporte aéreo no Brasil e América Latina. As entregas devem começar em 2026. A Avantto e Eve planejam iniciar a parceria em um trabalho para desenvolver novos serviços e procedimentos que, juntamente com outras partes interessadas do setor, podem criar um ambiente seguro e escalável para expandir as operações de eVTOL no continente.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Centenário do 1º pouso de avião em Ubatuba

Deixava Ubatuba (SP), há 99 anos, o primeiro avião a aterrissar na cidade
06 de outubro de 2021. Há exatos 99 anos, zarpava do porto de Ubatuba (SP) o navio contratorpedeiro CT-6 “Alagoas” da Marinha do Brasil, levando em seu convés a aeronave De Havilland Airco DH-9, matrícula 92, do Exército do Chile. O aparelho seguia para o Rio de Janeiro, após ter realizado, no dia 14 de setembro de 1922, o primeiro pouso de uma aeronave na cidade.

O evento foi protagonizado pelo capitão chileno Diego Aracena Aguilar, mais tarde o primeiro oficial general e comandante da Força Aérea do Chile (FACh). No avião batizado de El Ferroviario também estava o mecânico Arturo Seabrook.

Aracena e Seabrook

O nome da aeronave era um reconhecimento à doação de trabalhadores ferroviários, que se cotizaram para ofertar o aparelho ao setor de aviação do seu Exército.

A primeira aterrissagem em Ubatuba
Pela primeira vez um avião aterrissaria em Ubatuba, em decorrência da pioneira travessia aérea Santiago - Rio de Janeiro, numa ação diplomática, em comemoração ao centenário da independência do Brasil. O comandante Aracena trouxe uma carta de felicitações ao povo brasileiro enviada ao presidente Epitácio Pessoa, pelo presidente chileno Arturo Alessandri Palma.


O reide começara no dia 29 de agosto de 1922, passando por cidades do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Inicialmente a grande viagem contava com dois aviões, mas um deles ficou retido por motivos técnicos em Castellanos, na Argentina. Tendo entrado no espaço nacional com pousos em Pelotas, Porto Alegre, Torres, Florianópolis e Santos, o capitão Aracena voava, no dia 14 de setembro de 1922, sua última etapa para o Rio de Janeiro, quando condições meteorológicas adversas determinaram a procura de um local alternativo de pouso e a opção foi Ubatuba, naquela época com cerca de 10 mil habitantes. Na corrida de desaceleração no gramado da orla da praia do Itaguá, o DH-9 atingiu uma fenda no solo e teve danos nas rodas e asas, embora os tripulantes tenham saído ilesos.


Sem possibilidades de conserto em Ubatuba, o capitão Aracena utilizou a estação de comunicação por código Morse na rua do Telegrapho, hoje rua Conceição, e informou a situação às autoridades e ao embaixador chileno. Os telegramas eram os mais eficientes meios de transmissão de mensagens no final do século XIX e primeiras décadas do século XX. A estação telegráfica de Ubatuba havia sido estabelecida desde 1865, servida por postes da rede telegráfica ligando Rio de Janeiro e Porto Alegre (RS). Aracena e Seabrook partiram do porto de Ubatuba, no dia 16, com destino ao Rio de Janeiro, a bordo do navio contratorpedeiro “Amazonas” (CT-1) da Armada, deixando o El Ferroviario guardado na cidade. Os dois tripulantes foram declarados convidados oficiais e recebidos por personalidades, como o inventor Alberto Santos Dumont.

Sobrevoo com o Curtiss da Aviação Naval
Instado pelos oficiais da Marinha a concluir o reide Santiago – Rio de Janeiro voando, conforme fora programado, Aracena foi instruído para operar o hidroavião Curtiss HS2L número 11 da Aviação Naval. No dia 25 de setembro de 1922, a aeronave brasileira, pilotada pelo primeiro tenente aviador naval Victor de Carvalho e Silva e tendo como mecânico Laudelino Pedro Barbosa, o trouxe até a vertical de Ubatuba. Após ter lançado, às 12 horas, uma mensagem para as autoridades e o povo da cidade, o capitão Diego Aracena assumiu o comando do Curtiss e voou até o Rio, após uma escala de abastecimento na Ilha Grande, terminando a primeira e longa travessia aérea desde Santiago, a fim de comemorar o centenário da independência do Brasil. O mesmo Curtiss HS-2L número 11 da Aviação Naval foi protagonista de outro importante fato na história da aeronáutica no Brasil. No dia 15 de agosto de 1919, havia feito a travessia Ilha das Enxadas - Ilha Grande, inaugurando o Correio Aéreo da Esquadra, precursor do Correio Aéreo Naval. Assim, há 99 anos, no dia 6 de outubro de 1922, O DH-9 El Ferroviario, o primeiro avião a pousar em Ubatuba, foi embarcado no contratorpedeiro CT-6 “Alagoas” da Marinha do Brasil e deixou a cidade com destino à Capital Rio de Janeiro, para reparos e regresso ao Chile.

Centenário em 2022
A comemoração do Centenário do Primeiro Pouso de Avião em Ubatuba, em 14 de setembro de 2022, foi cogitada por entusiastas de aviação reunidos pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA, no Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba estabelecido no Colégio Dominique. No último 14 de setembro, celebrando os 99 anos do pouso de Aracena, os presentes à reunião social chamada Café Voador dialogaram sobre o assunto. Devido à envergadura da proposta, concluíram que a atividade de interesses cultural, turístico e histórico para a cidade somente será factível se houver engajamento da administração pública e de entidades privadas, notadamente dos setores cultural e turístico. Isto porque existirão demandas externas não comportadas por ações voluntárias dos colaboradores do NINJA.

Saiba mais: Livro “Sobre o Mar de Iperoig: a aviação em Ubatuba” e Blog do NINJA de 16/09/2021 clique aqui e de 28/09/2021 clique aqui.  

Imagens: Fotomontagem sobre o 1º pouso em Ubatuba (NINJA), fotografias dos acervos do NINJA, da Marinha do Brasil, da Biblioteca Nacional de Chile, da FACh e revista aeronáutica chilena Tallyho.

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Aviação Agrícola

Embraer dobra a produção da aeronave agrícola Ipanema
A divisão de aviação agrícola da Embraer encerrou o mês de setembro com um acumulado de 50 aeronaves Ipanema EMB-203 vendidas em 2021. O volume de negócios representa crescimento de 100% em relação ao total registrado em 2020. A alta de pedidos é reflexo do desempenho favorável da agricultura brasileira e da confiança dos produtores e empresas aeroagrícolas em antecipar a demanda de 2022, que já responde por 30% das novas encomendas. “O Ipanema é um grande aliado do agronegócio brasileiro ao refletir a eficiência, produtividade, economicidade e robustez, que fazem da aviação agrícola uma ferramenta essencial para o País”, disse Sany Onofre, chefe de aviação agrícola da Embraer. “Estamos bastante satisfeitos com os resultados obtidos este ano e, a cada nova entrega, aumenta o nosso entusiasmo com as projeções para os próximos anos"

Ipanema 203
O mês de setembro de 2021 marcou a entrega da centésima aeronave do modelo Embraer 203, versão atual da tradicional família Ipanema, que incorpora inovações tecnológicas do segmento. O Ipanema, desde 2005, é movido a etanol, se tornando o primeiro avião da Embraer certificado e produzido em série para voar com energia renovável, liderando uma ampla frente de atuação histórica da companhia em pesquisas e utilização de biocombustíveis na aviação. A aeronave é líder de mercado no segmento de pulverização aérea, com 60% de participação nacional e quase 1,5 mil unidades entregues.

Fonte: Embraer, em 01/10/2021

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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Aeroclube Regional de Taubaté

Aeroclube Regional de Taubaté lembra centenário de nascimento do aviador István Zolcsák
Os 100 anos de nascimento do aviador István Zolcsák foram lembrados em solenidade realizada ontem, 03 de outubro de 2021, no Aeroclube Regional de Taubaté (SP). Ele foi um benemérito e colaborador da entidade. Foi doador de um monumento e da estrutura metálica do primeiro hangar do aeroclube construído, em 1995, ao lado da pista de pouso, em área do Comando de Aviação do Exército (CAvEx). O empresário István, quando garoto, imigrou para o Brasil com a família e, anos depois, voltou à terra natal para estudar numa escola industrial.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, chegando à patente de major, serviu à Força Aérea Húngara, pela qual combateu pilotando caça Messerschimit 109. No verão de 1942, uma brigada aérea – da qual István fazia parte - foi anexada às forças alemãs na VIII Fliegerkorps da Luftwaffe, sendo mobilizado na Frente Oriental.

Solenidade
A homenagem à memória e aos feitos de István Zolcsák na sede do Aeroclube começou com os cantos dos hinos nacionais do Brasil e da Hungria. Em seguida, o presidente do Aeroclube Regional de Taubaté, José Carlos Barbosa, saudou os presentes e falou do passado da entidade de aerodesporto que recebeu o apoio do homenageado, do seu legado para a formação de centenas de profissionais para a aviação, da história da atividade aérea na cidade e sublinhou o delicado momento pelo qual passa o Aeroclube, com esforço em várias frentes para que se chegue a um bom termo a permanência, na atual sede, das operações e atividades de formação de pilotos e comissários de bordo. Depois, o deputado estadual Oscar Castelo Branco de Luca, que foi oficial na Aviação do Exército e um dos instrutores nos anos iniciais do Aeroclube Regional, destacou a convivência que teve com o homenageado e enalteceu aspectos da vida pessoal e profissional de István Zolcsák, benemérito de boas causas, incluindo a aviação e a educação. Na sequência, o filho do reverenciado, Pedro Hungria Zolcsák, falou do seu pai e das suas lições e comandou o descerramento de um quadro com a fotografia de István e um brinde aos 100 anos do nascimento do veterano aviador. Finalizando a solenidade, os amigos, parentes, convidados e associados posaram para fotografias em frente ao primeiro hangar construído pelo Aeroclube Regional.

Monumentos
István Zolcsák nasceu na Hungria em 03 de outubro de 1921, na aldeia vizinha a Szatmárnémeti, na região do Erdély, Transilvânia, mais tarde anexada à Romênia, e faleceu, em São Paulo, em 08 de maio de 2006. Após o fim do conflito na Europa, trabalhou em Budapeste e fugiu da opressão comunista, retornando ao Brasil em 1957, empreendendo nos setores automobilístico e de aparatos metálicos. Entusiasta da aviação, Zolcsák estabeleceu laços de amizade com os integrantes da Aviação do Exército em Taubaté. Essa aproximação fez com que presenteasse o Comando de Aviação com um monumento postado na rotatória da avenida de entrada da organização, além de um monumento semelhante, em escala menor, ofertado ao Aeroclube Regional de Taubaté, além das armações do espaço para guarda de aviões, nomeado Hangar Maj. Av. István Zolcsák. Os ícones ofertados ao CAvEx e ao Aeroclube Regional de Taubaté constituem-se de um totem de metal, nomeado Kopjafa em húngaro, com formas geométricas em todo o seu comprimento, tendo em sua base uma águia contemplando uma espada. A forma recortada do obelisco remete à tradição dos cavaleiros medievais de esculpirem suas lanças nos intervalos entre as batalhas. Representa a lança de um cavaleiro medieval e adotado como símbolo da aviação militar húngara.

Saiba mais: Livro “A Aviação em Taubaté e os 25 anos do Aeroclube Regional” (2018) e Blog do NINJA de 22/09/2021 Clique aqui  e de 23/09/202Clique aqui 

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domingo, 3 de outubro de 2021

Especial de Domingo

Voltamos a reproduzir conteúdo sobre a Empresa Aeronáutica Ypiranga e a Companhia Aeronáutica Paulista, selecionados de Vencendo o Azul.
Boa leitura.
Bom domingo!

EMPRESA AERONÁUTICA YPIRANGA
A Empresa Aeronáutica Ypiranga surgiu em 1931, em São Paulo, por iniciativa de Orthon Hoover, Henrique Dumont Villares e Fritz Roesler.

Orthon Hoover veio para o Brasil em 1914, contratado pela Aviação Naval para montar três aparelhos Curtiss comprados dessa empresa nos Estados Unidos.

Hoover voltou mais uma vez aos Estados Unidos, regressando novamente ao Brasil em 1928, desta vez definitivamente, quando criou a Esquadrilha da Força Pública de São Paulo. Posteriormente, desenvolveu, juntamente com Frederico Brotero, no IPT, a aeronave denominada Bichinho.

Henrique Dumont Villares era sobrinho de Santos Dumont e seu biógrafo.

Fritz Roesler era natural de Strasburgo, na Alemanha, e veio para o Brasil depois da Primeira Guerra Mundial, quando combateu como piloto. Em 1923, criou uma escola de pilotagem denominada Ypiranga, no bairro do mesmo nome, em São Paulo. Uniu-se a George Corbisier, Francisco Matarazzo e outros para criar a Viação Aérea São Paulo - VASP, da qual se desligou para criar a Empresa Aeronáutica Ypiranga.
Eng° George Corbisier e Fritz Roesler - 1932
O início das atividades da EAY foi marcado pela produção de dois modelos de planadores. O primeiro deles, denominado Primário, era uma cópia do modelo alemão Zoegling. O outro modelo, designado Secundário, era também uma cópia de uma aparelho alemão. A EAY fabricou seis desses planadores.

A companhia pretendia fabricar um aparelho copiado do modelo norte-americano Taylor Club: a aeronave EAY 201, um monomotor de asa alta, de dois lugares, estrutura de madeira e aço, cobertura de tela e contra-placado, trem de aterrissagem clássico, dotado de um motor francês Salmson, de 40 cavalos e hélices de madeira de passo fixo.
Protótipo do Ypiranga EAY 201
Em 1941, a EAY vendeu o protótipo que, nas mãos de seu novo proprietário, sofreu um acidente. A EAY comprou-o novamente e o submeteu a extensas modificações, contratando os serviços do Instituto de Pesquisas Tecnológicas para projetar um avião a partir do aparelho copiado do modelo Taylor Club por Fritz Roesler. Assim, pelas mãos de Romeu Corsini e Adonis Maitino, nascia o Paulistinha.

COMPANHIA AERONÁUTICA PAULISTA
A Companhia Aeronáutica Paulista foi criada durante a Segunda Guerra Mundial em Santo André, região do ABC paulista. No inicio de 1942, a Laminação Nacional de Metais, uma empresa do grupo de Francisco Pignatari, criava uma seção de aviação, sob a direção de Jorge da Rocha Fragoso, que havia trabalhado anteriormente na Fábrica do Galeão. A seção produziu 30 planadores Alcatraz, cópia de um famoso modelo alemão, e 20 planadores Saracura, de projeto do IPT. Em agosto do mesmo ano, a seção de aviação tornava-se uma empresa independente.

O grupo Pignatari possuía diversas empresas localizadas em Santo André, entre elas a Companhia Brasileira de Zinco e indústrias fabricantes de máquinas e equipamentos. Em todas as empresas trabalhavam cerca de cinco mil operários. Sobre essa base industrial a CAP cresceu rapidamente e em pouco tempo contava com cerca de 300 operários.

A CAP construiu o protótipo denominado IPT-4, projetado por Clay Presgrave do Amaral, quer teria a designação industrial CAP-1 e o nome comercial Planalto, um monomotor de dois lugares, concebido para instrução de pilotos. O CAP-1 teve seu projeto modificado pela empresa que alterou o perfil aerodinâmico das asas projetadas pelo IPT. O resultado foi muito negativo e comprometeu gravemente o desempenho do avião. Apenas 11 aparelhos foram fabricados, incluindo o protótipo. Diante das falhas reveladas pelo avião, a empresa promoveu nova modificações no Planalto, buscando superar os problemas de estabilidade que se apresentavam. Essa nova versão do aparelho recebeu a designação CAP-3. Foram construídas oito dessas aeronaves, dotadas de um motor Gipsy de 130 cavalos. Todas tiveram uma breve vida útil.

Ainda em 1942, a CAP comprou os direitos de fabricação do avião EAY-201, da Empresa Aeronáutica Ypiranga. O avião era uma cópia de um modelo famoso norte-americano. O IPT foi contratado para projetá-lo, tarefa cuja direção coube a Romeu Corsini. Em abril de 1943, a CAP começava a produzir em série a aeronave que ganhava o nome industrial CAP- 4. Tinha início a longa e bem sucedida trajetória do Paulistinha.

O Paulistinha era uma avião de dois lugares, asa alta, estrutura de madeira, tubos de aço cromo-molibdênio, e foi empregado largamente no treinamento de pilotos civis pelos aeroclubes. Contava com um motor norte-americano Franklin, de 65 cavalos, e hélices de madeira fabricadas pelo IPT. Era uma aeronave plenamente adaptada às condições brasileiras: robusta, simples, barata, de manejo e manutenção fáceis. Por essas razões, o Paulistinha tornou-se um sucesso de vendas, sendo produzidos 777 aviões. Foram exportadas aeronaves para a Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai e Portugal.
CAP 4 - PAULISTINHA
Em 1943, as empresas do grupo Pignatari produziam instrumentos, rodas, freios, cabos e tubos de aço, peças usinadas que envolviam ligas especiais. As hélices, as chapas de contra-placado, as telas que recobriam a estrutura, as tintas, os pneus e os tanques de combustíveis eram fabricados no país. Dessa forma, apenas os motores do Paulistinha eram importados. A empresa produziu os aviões ininterruptamente até 1948. Foram construídos ainda dois protótipos de uma versão sanitária do Paulistinha, designado CAP-4B, e um aparelho Paulistinha para uso militar, como avião de observação e orientação de artilharia, designado CAP- 4C.

No início de 1945, a Companhia Aeronáutica Paulista resolveu desenvolver uma aeronave com as mesmas características do Paulistinha mas com assentos lado a lado. A aeronave foi denominada Carioca e recebeu a designação CAP- 5, o quinto projeto da companhia. O protótipo foi construído a partir de um aparelho CAP-4 Paulistinha, cuja fuselagem foi alargada, mantendo-se inalteradas as asas e os lemes. Em fevereiro, o protótipo realizava seus primeiros voos, mas o processo de homologação seria bem mais lento. O CAP- 5 não havia sido projetado: era apenas uma variante do Paulistinha. Dessa forma, enfrentou o rigor do Serviço Técnico da Aeronáutica, o órgão homologador. A empresa fabricou uma pequena série do aparelho, mantendo o desenho básico do protótipo.

O CAP- 5 tinha a estrutura de tubos soldados de aço cromolibdênio e de madeira, com cobertura de tela. Contava com um motor norte-americano Franklin, de 90 cavalos, e hélices fabricadas pelo IPT. Era um aparelho de treinamento primário, com uma velocidade de cruzeiro de 130 quilômetros por hora. O avião não teve grande aceitação pelos aeroclubes, sendo sua produção total de apenas sete aeronaves: o protótipo e mais seis aparelhos de série.

Entre 1944 e 1945, a CAP formou uma equipe técnica que contava com Palamed Borsani, Oswaldo Fadigas Torres, Otávio Gaspar de Souza Ricardo e Otávio Taliberti. Essa equipe foi responsável pelos projetos das aeronaves designadas CAP-6 e CAP-8.

O CAP-6 era uma nova versão do avião Planalto, projetada por Oswaldo Fadigas. Voltando de uma temporada nos Estados Unidos, onde se diplomara em engenharia aeronáutica pelo Massachusetts Institute of Technology, Fadigas identificou e resolveu o problema de instabilidade do avião Planalto. A intenção de Pignatari era vender ao Ministério da Aeronáutica um aparelho de treinamento avançado, mas as autoridades militares sequer homologaram o kit de adaptação dos aviões Planalto.

Por sua vez, o avião CAP-8 seria um monomotor de turismo de quatro lugares e asa baixa. Apenas o protótipo foi construído e realizou ensaios de voo, dotado de um motor Franklin de 130 cavalos.

O último avião projetado pela empresa foi designado CAP-9 e era uma versão sanitária do aparelho CAP- 5. Uma pequena série foi fabricada.

Com o fim da guerra, a Companhia Aeronáutica Paulista enfrentou os mesmos problemas que suas congêneres nacionais. Gradativamente cessavam as compras da Campanha Nacional de Aviação. O mercado militar, por sua vez, encontrava-se abastecido por aviões norte-americanos, sobras de guerra. Por outro lado, o incipiente mercado privado não era suficiente para viabilizar a operação da empresa. Dessa forma, antes que se pudesse consolidar a tecnologia adquirida com a produção em larga escala do Paulistinha e com o projeto de aeronaves, a CAP fechou definitivamente suas portas em 1949.

Fonte: Museutec/Vencendo o Azul

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sábado, 2 de outubro de 2021

Espaço

Aeronáutica testa motor de foguete S-50, o maior do hemisfério Sul
O motor de foguete S-50 foi testado pelo Comando da Aeronáutica, ontem, 01 de outubro de 2021. O equipamento é o maior já produzido no hemisfério Sul e foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado em São José dos Campos (SP). Oportunamente, o S-50 será o propulsor do VLM - Veículo Lançador de Microssatélites. O teste consistiu na queima de 12 toneladas de propelente sólido, num tempo de 84 segundos. 

Objetivos
O ensaio teve como objetivo testar três aspectos: Velocidade de queima; Empuxo; e, Resistência do material composto do invólucro. Outros ensaios verificarão o emprego do motor S-50 no Veículo Suborbital VS-50 como etapa intermediária no desenvolvimento do VLM-1.

Veículo lançador de satélite
O projeto VLM-1 do IAE tem por objetivo desenvolver um veículo para levar ao espaço microssatélites de órbitas baixas (LEO) equatoriais ou de reentrada, com três estágios. Os sistemas propulsivos para o VLM-1 são movidos a propelente sólido, sendo os dois primeiros estágios equipados com o propulsor S50, com 12 toneladas de propelente cada um, e um estágio orbitalizador equipado com o propulsor S44, com aproximadamente 800 kg de propelente.

Cooperação binacional
O VLM-1 é um projeto binacional desenvolvido pelo Comando da Aeronáutica, por meio do IAE/DCTA e o DLR-Moraba, organização do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). A parceria visa mitigar riscos e dividir os custos relacionados ao desenvolvimento de um veículo lançador.Tendo em vista o desafio tecnológico que o desenvolvimento do VLM-1 representa, tanto para o IAE, quanto para o DLR-Moraba, o caminho adotado foi a criação de um projeto intermediário e estruturante, que fosse tecnicamente mais simples e que possibilitasse a qualificação em voo de alguns dos principais sistemas do VLM-1. Com isso, foi criado o projeto do veículo suborbital VS-50, composto por dois estágios e capaz de realizar voos suborbitais e de reentrada atmosférica.

Do VS-50 para o VLM
Todos os sistemas, subsistemas e componentes desenvolvidos para o VS-50 poderão ser empregados no VLM-1 como, por exemplo, o motor S50, o sistema de atuação da tubeira móvel (TVA), as interfaces de separação, sistemas de controle de guiamento e navegação, as redes elétricas e pirotécnicas, o sistema de terminação e telemetria de voo. O primeiro voo do VS-50 permitirá testar toda a infraestrutura de lançamentos e rastreio do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), a partir da Torre Móvel de Integração (TMI).

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Transporte de órgãos

FAB transportou 217 órgãos para transplante de janeiro a setembro de 2021
A campanha Setembro Verde tem o intuito de sensibilizar a sociedade para a doação de órgãos e tecidos. Quando a família opta por fazer esta concessão, o desafio torna-se uma corrida contra o tempo e a Força Aérea Brasileira (FAB) tem exercido papel fundamental, contribuindo com o transporte de órgãos em suas aeronaves. A FAB mantém permanentemente disponível uma aeronave para essa finalidade, conforme define o Decreto nº 9175, de 18 de outubro de 2017. Em muitos casos, a utilização de aeronaves da Força Aérea é fundamental para que o processo de transplante seja realizado. Existem tripulações de sobreaviso em tempo integral em todo País. 

TOTEQ
A logística de uma missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) é complexa. Cabe ao Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), Organização Militar da FAB no Rio de Janeiro (RJ), coordenar a distribuição, por meio de transporte aéreo, dos órgãos para transplante no Brasil. Para isso, o CGNA conta com duas posições da Central Nacional de Transplantes (CNT) em seu Salão Operacional, com quem administra a logística de distribuição. O CGNA funciona ininterruptamente na gestão do fluxo aéreo no Brasil, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano.

165 missões em 2021
A primeira opção analisada é o aproveitamento de voos da aviação comercial. Quando o trecho não é atendido por linha aérea, a solicitação é feita ao Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) para viabilização de uma aeronave militar. É o COMAE que avalia qual Esquadrão deve ser acionado. Até o dia 24 de setembro, a FAB realizou 165 missões e transportou 217 órgãos no ano de 2021, sendo 110 fígados, 50 corações, 36 rins, 11 pulmões, três tecidos ósseos, três baços e quatro pâncreas. O esforço aéreo até este período foi de 825 horas. O Esquadrão Guará (6º ETA), situado em Brasília (DF), acumula mais de 80 missões. Dotado de quatro tipos diferentes de aeronaves operacionais - dentre elas um jato -, atualmente é o que mais realiza esse tipo de missão no Brasil pela FAB. “Fico honrado em conduzir um dos vetores da FAB que leva esperança para os brasileiros mais necessitados” disse um dos pilotos do Esquadrão, Capitão Aviador Leandro Janducci Carrera.

Fonte: FAB

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