
Questionado sobre o que representa a quebra desses recordes para a aviação, Paulo Iscold, professor da UFMG no curso de Engenharia Aeronáutica e coordenador do projeto, comparou o projeto com carros de corrida. "Você não vai ver um carro de corrida ser vendido numa loja, mas detalhes dele podem ser usados na construção de carros de passeio. Funciona da mesma forma com o avião", explicou.
As quebras de recorde contaram com a aferição da Comissão de Aerodesporto Brasileira (CAB), órgão vinculado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e da National Aeronautic Association, entidade equivalente à CAB nos Estados Unidos, ambas representando a Federação Aeronáutica Internacional (FAI).
Projeto
O projeto da aeronave mineira foi desenvolvido por Iscold em 1999 como trabalho de conclusão do curso de Engenharia Aeronáutica na UFMG. O primeiro voo ocorreu em 2001. "Naquela época as dificuldades eram muitas, a maior delas financeira", disse. Em 2007 os voos passaram a ser regulares. O piloto que desde 2005 participa dos teste é Gunar Armin, ex-comandante da Varig. Feito de materiais compostos, como fibra de vidro e espuma rígida, também chamada de espuma de PVC, o avião hoje possui 80 cavalos de potência, pouco mais que a potência de um carro de mil cilindradas, e atinge 360 km/h, velocidade superior a de carros de Fórmula 1. O peso da aeronave sem piloto, paraquedas e combustível é de 206 quilos. Nessa categoria há limitação do peso em até 300 quilos, o que traz uma limitação de potência, porque é difícil conseguir no mercado motor leve e potente.
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