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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 8 de agosto de 2015

ITA

Inscrições para o vestibular 2016 do ITA até 15/9/15
As inscrições para o Vestibular 2016 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP) vão até 15 de setembro. Os candidatos devem se inscrever pela internet. As provas escritas serão realizadas nos dias 15, 16, 17 e 18 de dezembro e serão aplicadas em 23 cidades por todo o País. Serão cobrados conhecimentos objetivos e dissertativos de física, química, matemática, português e inglês, além de uma redação. Os candidatos também devem se submeter a exames médicos para verificar a aptidão ao serviço militar, obrigatório durante o primeiro ano de faculdade. A idade máxima para a matrícula no ITA é 23 anos completos até 31/12/2015. São oferecidas 140 vagas. Quem optar pela carreira militar serão nomeados Primeiro-Tenente no dia da formatura e vão atuar nas diversas unidades da Força Aérea Brasileira (FAB), podendo chegar ao posto de Major-Brigadeiro. Independentemente da opção, são asseguradas aos alunos do ITA alimentação gratuita e moradia a valor módico no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). O ITA oferece seis cursos de engenharia: Aeroespacial, Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação, Eletrônica e Mecânica-Aeronáutica. A duração de cada um é de cinco anos, sendo que os dois primeiros são comuns a todas as especialidades.

Inscrições: www.vestibular.ita.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Gripen

Senado aprova autorização de empréstimo para a compra de caças suecos
O plenário do Senado aprovou dia 5 de julho a autorização para que o Brasil faça a contratação de operação de crédito que possibilitará a compra de caças suecos Gripen. O valor autorizado é de até US$ 245.325.000, o equivalente a quase R$ 16 bilhões. O dinheiro será usado para a compra de 36 aviões, que serão entregues entre 2019 e 2024. O projeto inclui também suporte logístico e compra de armamentos necessários à operação dos caças. A contratação de crédito será firmada com a agência sueca de crédito às exportações (Ab Svensk Exportkredit). Líder do governo no Senado, Delcídio Amaral ressaltou que a operação vai além da compra dos aviões. Segundo o senador, ela inclui a transferência de tecnologia, que poderá beneficiar toda a indústria brasileira. “É extremamente relevante para o país essa operação. Temos um grande desafio tecnológico, de segurança e soberania. Portanto, não é gasto desnecessário. Pelo contrário. Isso gerará filhote, que vai impactar diretamente as indústrias aeronáutica, de eletrônica e aviação. O Brasil terá muitos benefícios”, concluiu. 

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Aeroportos

Curitiba é o melhor aeroporto do segundo trimestre
O aeroporto de Curitiba foi considerado pelos passageiros o melhor do País no segundo trimestre de 2015, de acordo com pesquisa divulgada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC). O aeródromo paranaense liderou 17 das 48 categorias de avaliação da qualidade, obtendo uma nota total de 4,43 pontos numa escala que vai de 1 a 5 pontos. Os quinze aeroportos pesquisados concentram cerca de 80% da movimentação de passageiros. Em segundo lugar no ranking da SAC aparece o aeroporto do Recife (4,33 pontos), seguido por Campinas, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza. Foram entrevistadas 12.701 pessoas no segundo trimestre deste ano.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Espaço

30 especialistas operarão o 1º satélite geoestacionário brasileiro
"Eu me imaginava operando ou controlando algum veículo aéreo dentro da atmosfera, não fora dela, no espaço”. A frase é do Tenente-Coronel Marcelo Magalhães, um dos 30 brasileiros que estão diante do desafio de pilotar um veículo que ficará a 36 mil quilômetros da Terra. Piloto de aeronaves de reconhecimento e patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB), o aviador interessado na área aeroespacial iniciou sua preparação em abril de 2014. “Na aeronave, a resposta ao comando é imediata e visível ao piloto. No satélite, a diferença é que não vemos o comando ser executado, temos que esperar e interpretar os dados recebidos”, compara. São 20 militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de outros dez do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agência Espacial Brasileira (AEB), Telebras e da empresa Visiona, que estão se especializando na tarefa de operar, controlar e cuidar do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A “tripulação” do satélite é uma equipe que trabalha 24 horas por dia, sete dias na semana. Pilotar o satélite significa mantê-lo na sua posição definida: o espaço não é infinito para ele. O espaço geoestacionário está dividido em 180 posições orbitais, cada uma separada da outra por um ângulo de 2°. No caso do SGDC, a órbita é sobre a linha do equador, para que o satélite tenha um período de rotação igual ao da Terra, o que dá a sensação de que ele está parado no espaço sobre a sua área de interesse. Cada uma dessas posições é um cubo com cerca de 75 quilômetros de cada lado. Neste endereço espacial o SGDC deverá se manter para trabalhar bem. Porém, ele não estará sozinho. Outros dois satélites, sendo um da Embratel e outro estrangeiro, já orbitam por ali. De acordo com dados do centro de operações espaciais da Força Aérea dos Estados Unidos, há 705 satélites geoestacionários em órbita. Quem organiza a posição desses veículos espaciais é a ITU (Internacional Telecommunication Union), a agência especializada das Nações Unidas para tecnologias de informação e comunicação. Os "pilotos" de satélite têm outro desafio: defender o satélite da atração da terra. O equipamento precisa se manter a 36 mil quilômetros do solo, uma zona de equilíbrio entre as forças que tentam lançar o satélite para o espaço ou fazê-lo voltar para o planeta. O trabalho dos “pilotos” é baseado em cálculos e mais cálculos para planejar e manobrar o satélite. Uma outra área de atuação da equipe é o monitoramento da “saúde” do satélite, ou seja, manter os subsistemas, como softwares e componentes físicos, operando normalmente. “Além de monitorar e corrigir alguma possível anomalia no funcionamento do satélite, temos que estar atentos a alguma situação de alarme de uma possível colisão”, exemplifica o Tenente-Coronel Magalhães. A operação e o controle do satélite serão realizadas no centro de operações a ser construído em Brasília (DF). No local, de 11 mil m², nada poderá dar errado. Todos os sistemas terão dupla redundância. Mesmo assim, se necessário, entrará em ação o backup no Rio de Janeiro (RJ). “Tudo tem que funcionar com 99,9999% de confiabilidade”, afirma o Coronel Hélcio Vieira Junior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE- P). A unidade da Aeronáutica tem como missão justamente a formação de profissionais para o futuro centro de operações espaciais.

Satélite SGDC será lançado em 2016
Em desenvolvimento na França pela Thales Alenia Space, sob a coordenação da Visiona Tecnologia Espacial e fiscalização das equipes da Telebras e do Ministério da Defesa, o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) será lançado em 2016 no foguete Ariane 5, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, para atender demandas de comunicações militares e civis. A construção do satélite brasileiro, segundo o Ministério da Defesa orçado em R$ 1,7 bilhão, é estratégica para garantir a soberania das comunicações do governo e também para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, aonde não chega a rede terrestre de fibra ótica. A vida útil será de aproximadamente 15 anos. O projeto é desenvolvido em conjunto pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A parte civil, gerenciada pela Telebras, ocupará cerca de 70% da capacidade do equipamento. Em relação à área militar, o SGDC vai aumentar em 2,4 vezes a capacidade da atual rede de comunicações de defesa. Um único equipamento vai trafegar mais informações do que os dois satélites em órbita atualmente. A principal ferramenta militar a ser atendida é o Sistema de Comunicações Militares (SISCOMIS), usado para dar suporte à rede operacional de defesa. “Vai mais que dobrar a capacidade de comando e controle”, analisa o Coronel Hélcio Vieira Junior, Comandante do NUCOPE-P.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Expedição Yanomami

FAB transporta criança indígena para cirurgia urgente
A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou, no último sábado (01/08), uma criança indígena vítima de acidente com uma roçadeira na tribo Marauiá, localizada na fronteira com a Venezuela, a cerca de 850 km de Manaus (AM). A pequena Maria Ivani Yanomami, nove anos, teve três dedos da mão direita comprometidos e precisou ser resgatada com urgência para evitar uma infecção. O helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), sediado em Manaus (AM), pousou na aldeia e levou a criança com o acompanhante para receber atendimento dos médicos da Organização não governamental (ONG), Expedicionários da Saúde, que estão no Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro em Maturacá (AM). A paciente passou por cirurgia e passa bem. “Para mim é uma grande satisfação poder ajudar outras pessoas”, declarou o Tenente José Ivan Pedroza, da FAB, um dos integrantes da tripulação do helicóptero. Ele precisou levar a menina nos braços até o atendimento médico. O cirurgião plástico Fábio Paganini foi o médico responsável pela operação da menina. Segundo ele, a ajuda do Black Hawk e a rapidez do resgate foram fundamentais. “Ter tido o pronto atendimento foi importante porque nós conseguimos preservar parte do dedo, o que vai manter a função da mão. Além de termos prevenido infecção. Quanto mais rápido melhor”, explicou.

Cidadania
Para o presidente da Expedicionários da Saúde, o médico Ricardo Afonso Ferreira, a Expedição Yanomami na região conhecida como Cabeça do Cachorro, permite evitar o transporte de pacientes por grandes distâncias. A menina ferida na mão, por exemplo, teria que ser transportada até Boa Vista (RR). De acordo com o médico, o atendimento de saúde no local evita o deslocamento para grandes centros e marca presença do Estado. "Vai dar cidadania para esse indivíduo. Além de ser um Yanomami ele vai ter orgulho de ser brasileiro", resumiu.

Saiba mais: FAB

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Escotismo

Área de preservação em hospital da FAB em São Paulo recebe atividades de escotismo
Uma área de mata preservada do Núcleo do Hospital de Força Aérea de São Paulo (NuHFASP), na capital paulista, foi sede do acampamento de um grupo formado por 13 jovens escoteiros de 11 a 16 anos. O evento foi realizado entre os dias 09 e 12 de julho. Acompanhados pelos instrutores e pais, o grupo participou de palestras sobre mapas e uso de bússolas; cooperação e liderança; noção de finanças e produção de comida mateira escoteira, que é a técnica de se cozinhar sem a utilização de utensílios domésticos. “Embora incomum no hospital, a possibilidade de contribuir com o aperfeiçoamento de potencialidades físicas, intelectuais, sociais e afetivas desses jovens nos motivou a colaborar”, afirmou o diretor da unidade, Coronel Médico Ricardo Gakiya Kanashiro. O suboficial da reserva Jaceguai Francisco Bittencourt, organizador do evento, explicou que o Movimento Escoteiro Mundial preconiza o respeito à natureza. Nas instruções foram utilizadas as madeiras descartadas pela natureza, sendo a mata preservada. “Além disso, tudo o que foi utilizado e trazido pelo grupo foi devidamente descartado, mantendo a integridade do local, condição importante para que o acampamento fosse autorizado”, afirmou o militar.

Escotismo
É um movimento internacional voltado para a educação de jovens, com a colaboração de adultos voluntários, com o propósito de favorecer que assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente de caráter.

domingo, 2 de agosto de 2015

Especial de Domingo

Hoje, mais um texto selecionado do excelente Aeromagia.
Boa leitura.
Bom domingo!

VOAR SOB PRESSÃO


Por Jean Gabriel Charrier

A pressão exterior faz parte dos fatores mais comuns nos acidentes na aviação leve. Nos processos destinados a avaliar e identificar os fatores de risco de um voo, ela é um dos itens mais importantes a serem averiguados. A pressão exterior influencia sua maneira de agir, modifica seu comportamento. Eis aqui alguns exemplos clássicos de situações ‘pressionantes’ que podem fazer você ultrapassar seus limites:

– Você tem um passeio programado com amigos, ou um voo particular planejado por um longo tempo;

– Você não quer decepcionar seus passageiros;

– Você quer impressionar seus passageiros ou o público no solo;

– Você quer prosseguir até seu destino apesar das condições meteorológicas que se degradam: “Seria bobagem voltar, eu estou tão perto“;

– Você vive a situação como um desafio pessoal: “Eu posso fazer isso“;

– Você deseja se mostrar à altura daqueles que te rodeiam;

– Você está numa competição.

Quase todas as nossas atividades são influenciadas pela pressão exterior. Ocorre também com profissionais de outras áreas: medicina, segurança, etc. Os pilotos com pouca maturidade são quase sempre menos preparados para resistir a essas pressões.

Exemplo 1
Tiago é um jovem piloto, tanto de idade quanto de experiência, que recebeu um convite de outro, mais experiente, que deseja reunir todos os amigos para realizar uma navegação. Ele aceita com prazer. Ele jamais efetuou uma navegação tão longa, e ele está acostumado a voar com boa visibilidade. Mas, em caso de condições precárias, ele vai seguir o outro avião. O dia chega e todos os passageiros estão lá, com os pilotos, e infelizmente há uma camada de stratus! Tiago não está tão inseguro, porque ele confia no piloto do outro avião. Mas, esse último, mesmo sendo mais experiente, está sob a pressão de uma atividade organizada por ele, e decide partir, apesar das condições de teto e visibilidade precárias. Tiago está sinceramente pouco à vontade, mas ele não ousa sugerir de rever a programação. Em voo, os dois aviões se perdem de vista, e Tiago termina com seus passageiros em um pasto, por pane seca.

Dois aviões, seis passageiros, um longo passeio programado, é quase uma expedição. O piloto mais vivido decide partir com as condições pouco razoáveis, sob a pressão de um evento que ele não queria deixar ‘miar’. Tiago não deixa por menos, e além de estar sob pressão com a presença dos seus passageiros, também estava sob a pressão do outro piloto. E ele não quis estragar o passeio.

Os shows aéreos não ficam muito atrás dessas situações, considerando as pessoas envolvidas e compromissos assumidos. Se fôssemos medir a acidentologia, os números mostrariam sem dúvida a pressão exterior como um dos maiores fatores contributivos de acidentes e incidentes.

Exemplo 2 (Obs: depoimento de piloto francês)
Eu deveria transladar um planador para o encontro aéreo de Meribel; um planador que seria reformado num clube dessa cidade vizinha. Ao chegar, eu percebo que ele está sem freios. Sem freios em Meribel significa: se eu pouso um pouco mais curto, com esse tipo de planador e com o declive da pista, eu arrisco a voltar de ré assim que o planador parar; se eu faço um pouso mais longo, há um barranco no fim da pista. E eu nunca pousei lá de planador. Eu reflito….. e decido partir, dizendo para mim mesmo que o planador deverá parar no lugar certo, nem muito curto nem muito longo! O translado foi rebocado, o que me deixou mais cansado. Chegando em Meribel, o tráfego era logicamente bastante considerável, e minha primeira preocupação era de não ter ninguém no circuito de pouso, para evitar a necessidade de arremeter…. manobra muito ‘delicada’ em planador!! Um bom amigo no solo acostumado a eventos aéreos compreende minha situação e faz o necessário para me deixar o caminho livre. É manhã, não há ascendentes para subir novamente se eu não pousar. Eu aproveito essa oportunidade para comunicar a ele meu problema de freios, avisando que seria bom deixar pessoas perto da pista, principalmente na parte onde há o declive, para o caso do planador parar no lugar errado. Faço a perna base e entro na final. Toco a roda no solo, e, para frear, inclino uma das asas até tocá-la no chão, inclino a outra da mesma forma, e assim sucessivamente, até parar no topo da pista…na beira do barranco. Não foi necessário que segurassem o planador. O freio foi consertado antes da apresentação em voo. É uma história entre tantas outras, que ocorrem nesses encontros.

Aí está um exemplo significativo sobre a forma como a pressão exterior influencia o comportamento dos pilotos. O piloto voluntariamente assumiu riscos para levar seu planador até o destino. Não sendo piloto de demonstração, não foi a pressão de uma exibição que ele enfrentou, mas aquela de um desafio pessoal. Ele poderia perfeitamente se recusar a voar nas condições em que estava, ainda mais porque ninguém especificamente insistiu para que ele fosse.

A gestão da pressão exterior é um ponto crucial para sua segurança na medida em que essa pressão pode te fazer ignorar numerosos riscos. Isso é ainda mais verdadeiro quando o piloto é imaturo, pouco experimentado, e, portanto, pouco consciente dos riscos.

Aqui vão alguns conselhos:

– O melhor meio de lidar com a pressão é agir como de costume: respeitar as diretrizes, os regulamentos e procedimentos.

– Você pode se antecipar a essas situações tomando algumas medidas de precaução: se você coloca um pouco mais combustível, em caso de imprevistos você evita uma pressão desnecessária.

– Você tem que estar disposto a não decolar no momento marcado, ou até mesmo a usar outro meio de transporte, caso a situação realmente não seja amigável.

– Previna seus passageiros que você poderá alterar o horário da decolagem, ou até mesmo cancelá-la. Com uma ou duas explicações, eles não farão questão de voar e te verão como um piloto sério e responsável.

– Não procure ‘chegar’ a todo custo. Muitos acidentes ligados à pressão exterior são mais frequentes quando os pilotos estão próximos do destino. Pense nisso quando chegar a hora de tomar a decisão adequada.

– As pressões podem ser de naturezas diferentes, e cada uma delas deve ter sua própria resposta. Mas existe algo que deve ser aplicado a todos os casos, e é que, cedo ou tarde você irá se confrontar com situações de pressão externa, e que, nesses casos, você deverá resistir a essa pressão. Você deve sempre ter isso em mente.

Bons voos.

Jean Gabriel Charrier foi instrutor de avião, planador e acrobacia, piloto de linha aérea e inspetor de segurança de voo na França. Possui cerca de 13.000 horas de voo, e é titular de um diploma de Fatores Humanos em Aeronáutica, pela OACI.

Fonte: Aeromagia

sábado, 1 de agosto de 2015

Educação e Segurança

Quanto custa a cabeça de uma pessoa?

Texto: Lito          Fonte: Aviões e Músicas

O post não é para reclamar sobre as novas velocidades máximas nas vias marginais da cidade de São Paulo, cuja desculpa para ser adotada foi diminuir o número de mortes de motociclistas e pedestres – embora saibamos que o problema é muito mais embaixo do que simplesmente andar como tartaruga pelas vias, pois gente continuará morrendo e a causa raiz é relacionada à falta de atuação eficiente de educação e fiscalização.

Semana passada estava voltando de Santos pela rodovia Imigrantes, para quem não conhece é uma estrada de primeiro, nada deixa a desejar para estradas no exterior – exceto pelos “motoristas”. Quando cheguei ao planalto, comecei a ouvir umas batidas no teto do carro e um pedaço de linha de pipa apareceu na janela. Pensei que a pandorga tivesse ficado presa na antena, mas na verdade o que aconteceu foi isso aqui:
Antena decepada por linha de pipa com cerol
Eu perdi uma antena que custa R$ 64,00. Quanto custaria a cabeça de um motociclista? E da família dele? E quanto o Estado gasta ou deixa de arrecadar com uma morte precoce? E por que não se resolve? Porque vivemos em um país sem educação aliado à banalização da vida. O seu pescoço vale o mesmo que R$ 64,00. Já morreram policiais militares fazendo treinamento nos helicópteros do grupamento Águia porque tiveram suas cordas de rapel cortadas por linha de pipa. Policiais que treinavam para salvar vidas.

Morreram Policiais.
Cortados por linha de pipa.
E nada foi feito.

Quer dizer, uma lei Estadual foi criada em 1998 proibindo o uso de cerol.
“Tivemos, por exemplo, o caso dos policiais militares Magdiel Pedroso de Lima – rioclarense – e Domingos Cortez, mortos em Indaiatuba, quando a corda que os prendia a um helicóptero foi cortada por uma linha untada com cerol”, recorda o deputado. Demarchi acredita, porém, que, para a lei ser eficaz, é fundamental a participação da comunidade na fiscalização e denúncia de quem tenta ganhar dinheiro colocando em risco a segurança de ciclistas, motociclistas e tantas outras pessoas. “Só assim, poderemos coibir uma prática criminosa, que transforma uma brincadeira aparentemente inocente em arma capaz de morte”, concluiu o parlamentar.

Onde entra a aviação nisso?
Nesta selva em que vivemos, os aviões compartilham o espaço aéreo nas proximidades dos aeroportos com as pipas, com os balões, com os drones , com os lasers e ainda está vencendo a batalha e felizmente não por sorte. Percebam que não coloquei pássaros aí, e acho que não precisa explicar o porquê não é? A foto abaixo é do site Piloto Policial.
Linha de pipa enrolada em um rotor de cauda de helicóptero.
Quando é que o proibido vai deixar de ser feito no Brasil? Não adianta só proibir e criar leis, é preciso uma dose de educação cavalar para curar este país, para que as vidas de Magdiel e Domingos não tenham sido em vão.

Se tivesse havido educação lá atrás, não estaríamos sendo forçados a andar a 50km/h em uma via expressa.

Se tiver educação agora, talvez não tenhamos que lamentar mais um acidente aéreo.

Visite: Aviões e Músicas

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Fumaça

Demonstração aérea reuniu 5 mil pessoas no aniversário de Porto Ferreira (SP)
Próxima apresentação está agendada para 23 de agosto nos Portões Abertos da Academia da Força Aérea

O Estádio Ferreirão, localizado na cidade paulista de Porto Ferreira (SP), ficou lotado na tarde da última quarta-feira (29/07) para a demonstração área da Esquadrilha da Fumaça. O evento reuniu cerca de 5 mil pessoas na comemoração do aniversário de 119 anos da cidade. Crianças segurando seus aviões de brinquedo, adultos erguendo a câmera de seus celulares, todos ávidos pela chegada das aeronaves A-29 Super Tucano. 

E, às 15h15, os aviões apontaram no céu, arrancando aplausos do público. Muito emocionada com a beleza das acrobacias, a vendedora Vanessa de Oliveira se mostrou surpresa com o presente que a cidade ganhou em seu aniversário. “Nunca imaginei que pudéssemos ter o privilégio de comemorar essa data com as manobras tão bonitas da Fumaça. Valeu muito a pena vir aqui no estádio hoje. Parabéns pelo excelente trabalho dos pilotos”, disse. Após a demonstração, a estudante Amanda Estevão perguntou a um integrante da Esquadrilha quais são as formas de ingresso na Força Aérea Brasileira (FAB). “Tenho 17 anos e estou muito interessada em ser piloto. Já tinha esse desejo desde criança, mas depois de assistir a essa apresentação, fiquei mais animada ainda de seguir a carreira militar”, afirmou a jovem. A próxima demonstração da Esquadrilha da Fumaça será nos Portões Abertos da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). O evento, que será realizado no dia 23 de agosto, tem entrada franca.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Gripen NG

Brasil e Suécia chegam a acordo sobre o projeto Gripen NG
Após as negociações entre os países, o contrato segue agora os trâmites legais para aprovação final no Senado Federal

Brasil e Suécia chegaram a um denominador comum para assinatura do contrato de financiamento do projeto Gripen NG. O acordo sobre as taxas foi conduzido pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, em reunião com representantes da agência de promoção e fomento às exportações do país europeu, a SEK, nesta quarta-feira (29/7/15). Com o fim das negociações entre os países, o contrato segue agora os trâmites legais para aprovação final no Senado Federal. “Conseguimos acordar a taxa da data de assinatura do contrato. Um ganho para os dois países na consolidação dessa parceria estratégica”, afirmou Jaques Wagner.

Sobre o Gripen NG
O Brasil escolheu o Gripen para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB) no fim de 2013 e, em 2014, assinou o contrato comercial. A Força Aérea Brasileira receberá 36 aviões de caça Gripen NG da empresa sueca Saab. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e, a última, em 2024. Mais do que os caças, o projeto Gripen NG é tecnologia. O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. A aquisição das aeronaves trará benefícios que vão além do aumento da capacidade operacional da Força Aérea Brasileira. Por meio de um ambicioso programa de transferência de tecnologia, o Brasil pretende deixar de ser um comprador para se tornar um fornecedor de aeronaves de combate de última geração. O contrato prevê a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, um modelo criado especialmente para a FAB. A participação do Brasil no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica brasileira acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração de hardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, entre outros.

Exposição
Em junho, mais de 10 mil brasileiros conheceram um pouco mais sobre o avião que vai renovar a Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Uma maquete do Gripen NG foi exposta na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Um dos pilotos que realizou treinamento na Suécia esteve no local. Quando a primeira unidade for entregue, em 2019, o Brasil será o único país do Hemisfério Sul com capacidade para voo de "supercruzeiro". 

Saiba mais: www.fab.mil.br

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Legacy 450

Embraer apresenta jato executivo Legacy 450 pela primeira vez no Brasil
A Embraer exibirá pela primeira vez no Brasil o novo jato executivo Legacy 450 durante a 12ª edição da Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), principal evento voltado para a aviação executiva da América Latina. A exposição ocorre de 11 a 13 de agosto no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A aeronave da categoria mid-light está em fase final de ensaio em voo e tem entrada no mercado prevista para o quarto trimestre de 2015. Única aeronave da classe a ter tecnologia de controle de voo totalmente digital, conhecida como full fly-by-wire, o Legacy 450 faz parte de uma nova geração de jatos que a Embraer oferece ao mercado de aviação executiva, proporcionando conforto, segurança, eficiência e baixo custo operacional. A Embraer também levará para exposição estática na Labace os jatos executivos Phenom 100E, Phenom 300, Legacy 500 e Legacy 650. “Os ensaios em voo do Legacy 450 têm apresentado resultados que superam as expectativas, demonstrando maturidade e excelente desempenho, como ocorreu com o Legacy 500”, disse Marco Tulio Pellegrini, Presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “Os visitantes da Labace vão se surpreender com todo o conforto de uma cabine de 1,83m de altura com piso plano e toda tecnologia que pela primeira vez é oferecida em uma aeronave dessa categoria”. O Legacy 450, que já foi apresentado publicamente em feiras na América do Norte e Europa, compartilha de todos os atributos do Legacy 500, aeronave da categoria midsize certificada no ano passado e que quebrou paradigmas do setor por meio de introdução de sofisticadas tecnologias até então usadas somente em aeronaves maiores. A Embraer oferece ao mercado uma linha completa de jatos executivos que atendem os mais variados requisitos quanto à capacidade de passageiros, desempenho em pistas curtas, alcance, conforto e custo operacional. Este ano, a Companhia completa 10 anos do anúncio da visão de se tornar um dos principais fabricantes desse setor, por meio do desenvolvimento de produtos diferenciados e um suporte ao cliente de excelência. Em 2005, a Embraer apresentou ao mercado os jatos da família Phenom, que precederam o lançamento do Lineage 1000, Legacy 500, Legacy 450 e do Legacy 650, este último, uma evolução do Legacy 600, aeronave que marcou a entrada da Empresa nesse competitivo mercado em 2000.

Sobre o Legacy 450
O Legacy 450 é um jato executivo da categoria mid-light com uma cabine de passageiros de 1,83m de altura e de piso plano, sendo a melhor em sua classe. Quatro poltronas totalmente reclináveis podem ser convertidas em dois leitos para repouso completo em uma altitude de cabine de 1.828m (6.000 pés). O sistema de entretenimento a bordo inclui um sistema de vídeo de alta definição, som surround 5.1 e várias opções de entrada de áudio e vídeo. Sistemas de comunicação de voz e dados também são opções disponíveis. A cabine de passageiros possui também um refreshment center (armários para armazenamento de bebidas, alimentos e outros utensílios) na entrada, um lavabo privativo ao fundo e uma área interna para bagagem de mão. O espaço total para bagagem é o maior na categoria. O Legacy 450 é o primeiro jato executivo de sua categoria equipado com sistema de comandos de voo eletrônico full fly-by-wire, manche lateral de controle (sidestick) e a suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion em quatro telas planas LCD de alta resolução, de 15,1 polegadas, completamente digital, além de opções como cartas e mapas eletrônicos Jeppesen e visão sintética. Recursos opcionais incluem o E2VS (Embraer Enhanced Vision System), que contém o HUD (Head-Up Display). O Legacy 450 é equipado com dois modernos motores Honeywell HTF 7500E, de baixo consumo de combustível. Com quatro passageiros e reservas NBAA IFR, o Legacy 450 é capaz de voar sem escalas, de São Paulo a Bogotá (Colômbia) ou de Manaus a Miami (EUA).

Sobre a Embraer Aviação Executiva
A Embraer é uma das maiores fabricantes de jatos executivos do mundo, tendo entrado neste segmento de mercado a partir de 2000, com o lançamento do jato Legacy. A Embraer Aviação Executiva foi constituída em 2005. Seu portfólio, o mais amplo da indústria, é formado pelos jatos Phenom 100E, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500, Legacy 600, Legacy 650 e Lineage 1000E. Completando dez anos de mercado, cerca de 900 jatos executivos da Embraer estão em operação em mais de 60 países. Os clientes são apoiados por uma rede global de 76 centros de serviços, entre próprios e autorizados, e centros de distribuição de peças, complementados por um Contact Center 24/7.

Saiba mais: www.embraerexecutivejets.com.br

terça-feira, 28 de julho de 2015

Segurança de Voo

Reporte de ocorrência entre aeronaves e animais ajuda a prevenir acidentes


Os dados são utilizados para promover ações que tornem as atividades aeronáuticas mais seguras

O Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) registrou em 2014 mais de 4 mil incidentes envolvendo animais e aeronaves no Brasil. O registro das ocorrências, reportadas por operadores de aeronaves, aeródromos e controladores de tráfego aéreo, contribui para a avaliação do risco da fauna e norteia as ações de prevenção de acidentes. Estima-se que somente uma em cada quatro colisões com fauna no Brasil seja efetivamente reportada. No Brasil, todas as ocorrências envolvendo aeronaves e animais, como colisão, quase colisão e avistamentos, devem ser reportadas ao CENIPA e os casos são tratados como incidentes aeronáuticos. “O reporte é extremamente importante no gerenciamento do risco da fauna, a fim de diminuir a quantidade de acidentes”, afirma o Chefe da Assessoria de Gerenciamento do Risco da Fauna do CENIPA, Tenente-Coronel Henrique Rubens Balta de Oliveira. As informações reportadas são uma espécie de raio-x do problema em cada aeródromo, porém, devem ser complementadas com dados coletados in loco. O material funciona como guia para que os problemas sejam resolvidos ou minimizados. O CENIPA oferece o serviço para nortear as ações preventivas, que devem ser feitas pelos próprios operadores de aeródromos, de aeronaves, de controle de tráfego aéreo, além dos mecânicos de aeronaves. “Todo o processo de gerenciamento é iniciado tomando por base os dados estatísticos registrados, como em qualquer outro perigo à aviação, deixando clara a importância da participação dos envolvidos com atividades aéreas”, explica o tenente-coronel. Uma aeronave pode estar sujeita a incidentes com aves e animais terrestres, sendo que este último representa maior risco devido à densidade e a massa corporal. Além disso, a aeronave colide com o animal terrestre nas fases críticas de operação, não tendo condição de desviar deste tipo de obstáculo. Uma colisão com capivara, por exemplo, tem severidade relativa 227% mais elevada que uma colisão com urubu-de-cabeça-vermelha. Ou seja, em uma colisão com um animal de cada espécie, na mesma condição de velocidade, a mesma aeronave teria danos duas vezes maiores ao colidir com o animal terrestre.
No caso específico do risco de fauna, as informações servem ainda para que o Comando da Aeronáutica (COMAER) participe do processo de licenciamento ambiental de empreendimentos dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) de aeródromos, emitindo o parecer aeronáutico. Este parecer determina se a iniciativa, sob o ponto de vista do setor aéreo, oferece ou não risco à aviação.

Como reportar 
Reportes de eventos de interesse com fauna (Ficha CENIPA 15) podem ser feitos online por meio de aplicativo (IOS) ou pelo site do CENIPA. Nas duas opções, as instruções necessárias ao envio são dadas de maneira interativa ao usuário. Também é possível fazer o download da ficha e enviá-la via e-mail, neste caso, as instruções de preenchimento estão impressas na segunda folha do próprio formulário. Além disso, o CENIPA recebe reportes por correio e fac-símile. Os dados brasileiros são enviados, anualmente, à Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) para auxiliar o desenvolvimento e a atualização de ações preventivas. “O CENIPA presta um serviço à sociedade brasileira ao manter este banco de dados disponível, beneficiando profissionais em diversos segmentos, incluindo o regulador do sistema de aviação, o próprio usuário do transporte aéreo e a população, pois aeronaves podem colidir com animais enquanto sobrevoam cidades, vindo a causar graves acidentes aeronáuticos”, afirma o Tenente-Coronel Rubens.

Ações Preventivas
No aeródromo, todas as medidas que reduzam oportunidade de obtenção de água, alimento e abrigo devem ser tomadas para que a quantidade de fauna seja minimizada. Alguns exemplos de medidas incluem o uso de cercas que isolem a área de operação de aeronaves, especialmente eficientes contra animais terrestres; uso de obstáculos em torres de iluminação e cercas, evitando oportunidade de abrigo às aves; uso de pirotécnicos; simulando que há risco para o animal; inseticidas, que reduzem a quantidade de invertebrados que servem de alimento para as aves; uso de redes de exclusão, que impedem o acesso de animais a lagos, rios e valas de drenagem.

Proteção Ambiental
Quase todos os exemplos acima podem ser feitos sem necessidade de autorização ambiental. Entretanto, por vezes, é necessária a aplicação de conhecimento ecológico, em busca de equilíbrio das populações dentro dos aeródromos. Nestes casos, a Resolução 466 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) deve ser utilizada para solicitar à autoridade ambiental competente o Plano de Manejo de Fauna. A Resolução também introduziu a primeira ferramenta de avaliação de risco, oficialmente aprovada no Brasil, que permite quantificar o risco que cada espécie oferece à aviação em cada aeródromo.

Saiba mais: Revista Aerovisão

Fonte: FAB

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Helibras

Helibras recebe visita do Ministro da Defesa e do Governador de MG em Itajubá
A Helibras recebeu nesta sexta-feira (24/7/15), em sua fábrica em Itajubá (MG), a visita do ministro da defesa Jacques Wagner, do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, o comandante da Aeronáutica Tenente Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato e suas comitivas. Os visitantes foram recebidos pelo presidente Eduardo Marson e o objetivo do encontro foi verificar o andamento dos programas que a Helibras desenvolve para as Forças Armadas do Brasil, em especial o H-XBR. As comitivas visitaram o Centro de Engenharia da empresa, as linhas de produção dos helicópteros leves, médios e pesados, a linha de manutenção do Pantera e Fennec, além das oficinas de cablagem, pás e conjuntos dinâmicos. Essa foi a primeira visita de Jacques Wagner à Helibras como ministro da Defesa. “Para mim, não foi surpresa, pois já sabia da excelência da Helibras em um setor de alta tecnologia e profissionalismo, desde o projeto até a fabricação final de seus produtos”, disse o ministro que já havia visitado a empresa quando era governador da Bahia. Fernando Pimentel reforçou: “Mais uma vez, saio impressionado com a capacidade tecnológica que temos aqui”, disse o governador de MG.

Fonte: Poder Aéreo

domingo, 26 de julho de 2015

Especial de Domingo

Do Sentando a Pua! - que mantém viva a história da aviação militar brasileira na 2ª Guerra Mundial - selecionamos mais uma das belas Histórias dos Veteranos.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Conterrâneo


22 de abril de 1945

- 0830: decolagem de uma esquadrilha
- 0835: decolagem de outra
- 0840: decolagem de mais outra

Para nós outros, pessoal de manutenção, era um dia como outro qualquer, porém uma euforia dominava o todo e deixava transparecer nos semblantes daqueles que manuteniam os aviões do 1º Grupo de Aviação de Caça - Essa euforia nada mais era do que a satisfação do dever cumprido. Os vinte e três aviões existentes no Grupo estavam todos disponíveis. Isso significava que tínhamos afiado todas as facas com que lutariam os nossos pilotos naquele dia.

Os quatro aviões da última esquadrilha que decolara, desapareciam no horizonte, envolvidos pelas nuvens, na direção norte do aeródromo da cidade de Pisa, quando notamos, sentada num caixote, à porta do adaptado Hangar do Grupo, a figura simpática de Virgílio Prediliano de Andrade, que apesar de sua estatura mediana, mais ou menos um metro e setenta centímetros de altura, de rosto oval e bochechas gordas, olhos castanhos escuros e pálpebras grossas, mais parecia uma poita (1) devido a sua rotúndica conformação física.

Arriscamos um "Que é que há" ao aproximarmos do Prediliano, esperando apenas ser retrucado com o clássico, "nada", devido à sisudez que aparentava no momento, e no entanto fomos surpreendidos com um desabafo:

— "Ah... conterrâneo..." - e num gesto com a cabeça, sisudo, olhando firme para a formação de P-47 que desaparecia no horizonte, - complementava o seu pensamento com o conhecidíssimo sotaque arrastado de nordestino cansado:

— ... aqueles "meninos" que lá vão; quem voltará? Quem ficará para sempre? É sempre uma dúvida "conterrâneo".

— Revolta-me, às vezes, ter que cooperar para colocar os aviões no ar, e para que? Para matar esses "meninos"? Para destruir o inimigo?

— "Não, conterrâneo" - replicamos — "a nossa missão é afiar as armas com que os nossos pilotos vão desagravar a honra da Pátria ferida pelo afundamento dos nossos navios indefesos nas costas do Nordeste".

— "Sei perfeitamente, — respondeu Prediliano — Isso são apenas reflexões com meus "botões". 

Assim era o primeiro sargento Virgílio Prediliano de Andrade, chefe da equipe de Manutenção do segundo escalão, o popular "Conterrâneo" - alegre e mandão nas horas de trabalho e sisudo e taciturno quando se afastava da sua equipe como se um estado mórbido de tristeza invadisse lhe a alma.

O tratamento de "Conterrâneo" que endereçava a todos aqueles com quem convivia, apelido pelo qual ficou conhecido, tinha um sabor todo especial na sua concepção — significava "Meu Amigo". E assim, chefiava uma turma heterogênea de Sargentos, Cabos e Soldados de diferentes especialidades — mecânicos de avião, especialistas em motores, células, sistemas hidráulicos e elétricos, hélices, chapas de metais, instrumentistas etc., especialidades essas que conhecia como um verdadeiro mestre. Desde março de 1944, data em que conhecemos o "Conterrâneo", em Aguadulce, no Panamá, até aquele dia, jamais alguém o viu parado, isto é, sem estar fazendo alguma coisa. Era sempre providenciando isso e aquilo, designando turma de trabalho, Inspecionando tudo e, de vez em quando, apesar do seu corpanzil, trepado numa bancada pesquisando uma "pane" ou trocando uma "vela", quando para isso dispunha de uma equipe especializada. O homem não obstante seus quarenta e cinco anos dos quais vinte e seis de vida militar, era de um dinamismo ímpar. As suas funções de Chefe da equipe de manutenção, confundiam-se com a de "Dono do Hangar".

A maior satisfação de uma equipe de hangar é colocar o avião para fora, isto é, dar o avião que lhe foi entregue em "pane", em condições de voar.

Em operações de guerra, essa satisfação, sempre foi redobrada, mesmo porque era mais um avião para levar a destruição ao inimigo, encurtar-lhe a resistência, apressando, assim, a vitória, para o nosso breve retorno ao lar.

20 de abril de 1945. Prediliano foi chamado à presença do oficial de Manutenção, então tenente Flores, que lhe falou:

— "Prediliano, recebemos ordens para dar o máximo nestes próximos dias. Você tem três aviões no hangar. Quando saem?"

— "Hoje, seu tenente, saem dois e amanhã pela manhã; daremos, o outro" — respondeu Prediliano.

— "Muito bem – prosseguiu o tenente – agora, do acordo com as minhas anotações, temos na pista um avião para troca de cilindro e outro para revisão de duzentas horas. Quando então poderemos contar com esses aviões?".Prediliano pensou um pouco e respondeu:

— "Amanhã à tarde entregaremos todos os aviões, inclusive os dois que vêm".

— "Mas, Prediliano" - ponderou o tenente - "o pessoal já será muito "sugado" e qualquer esforço extraordinário poderá trazer graves consequências. Temos aviões bastantes para executar as missões que nos forem pedidas e minha pergunta prende-se, exclusivamente, à previsão para o caso de uma necessidade eventual".

— Oh! não "seu" tenente; eu sei. Nessa questão de pessoal não tenha cuidado. Sei "levá-los" muito bem".

De fato; "Conterrâneo" foi o maior especialista em pessoal que lá vimos. Era um líder por excelência; Sabia mandar. Sabia fazer. Sabia aproveitar o máximo do entusiasmo que dominava aquela plêiade de homens que trabalhava para colocar a jovem Força Aérea Brasileira, quando não em plano superior, mas em igualdade de condições com as veteranas Forças Aéreas Aliadas. O hangar do "Conterrâneo", como se costumava dizer, em qualquer situação e condições - instalado numa barraca de lona, como em Tarquínia, num Hangar destroçado pelos bombardeios nazistas e aproveitado para nosso uso, como no caso de Pisa, ou num Hangar.

Assim, foi que na tarde de 21 de abril "Conterrâneo" - entregou os aviões à pista, limpou e arrumou o hangar e no outro dia, deixando o pessoal da sua equipe de prontidão para qualquer eventualidade, arranjou um caixote e sentou-se à porta do seu hangar. Envolto nos seus pensamentos, não sabia, assim como nós, outros, que aquele iria ser o dia decisivo para a Vitória Aliada nos campos de batalha da Itália e que ele, com a sua modéstia, não só havia contribuído para a causa aliada, mas também, para projetar, no mundo, em definitivo, o valor do aviador brasileiro.

Virgílio Prediliano
Prediliano morreu. Morreu voando. Era o seu desejo. Depois de 26 anos de serviços prestados à aviação militar do seu país, Prediliano transfere-se para a reserva remunerada no posto de segundo-tenente. Vai ter uma vida sossegada junto aos seus entes queridos; esse era o pensamento dos seus amigos. Qual, nada! Aquele homem não era de descanso. Nasceu para trabalhar e trabalhar pela aviação do Brasil. Ingressou na aviação comercial e em pouco mais de quatro anos após a guerra, desaparecia num voo entre Salvador e Vitória o indelével "Conterrâneo" Virgílio Prediliano de Andrade, mecânico de avião da então Aerovias Brasil.

Quinze vinte e dois de Abris são passados desde aquele último em que vimos Prediliano sentado à porta do hangar do 1º Grupo de Aviação de Caça em operações de guerra na Itália e mais de treze anos separam-nos do último contato pessoal. Custa-nos acreditar que ele morreu. Para nós, foi transferido para uma Unidade, bem distante, aonde não se fala de guerra fria, não se vê miséria, não se vê flagelados de guerra quente e só se fala de amor ao próximo, paz e bondade para com a humanidade, - justamente consonância com a índole do "Conterrâneo". Algumas vezes, quando chove e os estrondos do trovão fazem curvar-nos à consciência em reverência ao Todo Poderoso, ocorre-nos uma ideia infantil: comparamos o céu a um grande Hangar e no justo momento em que caem as chuvas, pensamos que São Pedro ordenou uma limpeza geral no céu e "Conterrâneo" está a movimentar as bancadas, as ferramentas, o material, etc., de um lado para outro, para conservá-los, arrumados e limpos, após um dia de trabalho intenso.

Texto escrito pelo Veterano Aloysio Guilherme de Souza em 1960 e gentilmente cedido por ele para o "Sentando a Pua!"

(1)POITA - Corpo pesado que as pequenas embarcações usam para fundear. 

sábado, 25 de julho de 2015

Nascido para Voar

Voar sempre foi um objetivo de vida supremo para Santos-Dumont. Não por acaso, o inventor foi o primeiro aeronauta a conquistar os brevês de balão, dirigível e aeroplano. Recorde alguns dos grandes momentos do “Pai da Aviação” pelos céus do mundo:

Saiba mais: Santos Dumont de próprio punho

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AFA

Cadetes participam de olimpíada de História e Cultura Aeronáutica
Pelo segundo ano consecutivo, os cadetes da Academia da Força Aérea (AFA) participaram da Olimpíada de História Militar e Aeronáutica, promovida pela instituição. A atividade, que aconteceu durante os dias 15 e 16 de julho, reuniu 64 cadetes agrupados em 16 equipes, batizadas com nomes de personagens históricos. Os alunos encararam uma maratona que envolveu uma prova escrita de múltipla escolha, composta por 60 questões, baterias de quiz, apresentação sobre temas relativos à história e um desafio envolvendo charadas e monumentos da própria AFA. Foram respondidas mais de 140 questões que abrangeram assuntos de história militar da Antiguidade até a Idade Contemporânea e tópicos de cultura aeronáutica. O Coronel da reserva Claudio Passos Calaza, que atua na Divisão de Ensino da Academia e é um dos organizadores da Olimpíada, explica que os objetivos da atividade são promover a história entre os cadetes e valorizar esse tipo de conhecimento para a formação dos futuros líderes militar. "A Olimpíada é uma atividade extracurricular que estimula os alunos a buscar leituras complementares e potencializa a autonomia didática na formação dos cadetes", afirma o Coronel Calaza. A equipe campeã, denominada Coronel John Boyd em homenagem ao piloto e estrategista militar norte-americano, venceu na última rodada de perguntas da Olimpíada. O tema versava sobre as causas da derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Segundo o cadete Bunchaft, do 3º Esquadrão, um dos membros da equipe, esse tipo de iniciativa serve como pontapé inicial para que os cadetes procurem aprofundar seus conhecimentos em assuntos importantes e que não se esgotam naquilo que é passado em sala de aula. Ele destaca que o planejamento e o interesse em buscar sempre mais informações foram importantes para o bom desempenho da equipe. "Antes de sairmos para as férias de inverno, elencamos assuntos passíveis de serem cobrados e dividimos os tópicos entre nós. Eu me interesso muito por guerras da história antiga, como a do Peloponeso, e também aquelas do período moderno, pois envolvem aviação", explica o cadete. As equipes que ficaram em 1º, 2º e 3º lugares receberam medalhas e livros didáticos.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Edu Chaves

Edu Chaves e os 101 anos do Reide São Paulo - Rio
O dia 05 de julho de 1914 entrou para a história aeronáutica brasileira e mundial, como o dia em que o insigne Aviador Eduardo Pacheco e Chaves completou, pela primeira vez, a ligação aérea entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O chamado "Reide São Paulo - Rio" foi efetivado em uma aeronave Blériot, equipada com um motor de 80 HP. A decolagem aconteceu às 09h45m, no Campo da Mooca - SP e a aterrissagem se deu às 14h10m, no Campo dos Afonsos - RJ. Antes, fora efetuado pouso intermediário na cidade de Guaratinguetá (SP), com reabastecimento do monomotor. O objetivo da travessia, não obstante o pioneirismo e o legado por ela deixados, era o de participar da "Primeira Reunião Aérea", evento organizado pelo Aero Clube do Brasil, que contara com a presença do Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca e de autoridades da época. Aquela seria a segunda tentativa de translado, visto que a primeira, iniciada em 28 de abril do mesmo ano, havia sido interrompida, na altura de Mangaratiba - RJ, em virtude de pane no motor do Blériot. Corajoso e tenaz, Edu Chaves persistiu, completando o Reide pouco mais de um mês depois. O legado daquele intrépido Piloto ecoa pela eternidade, pois que seu destemor e espírito desbravador serviram e servem de exemplo para milhares de Aviadores, do Brasil e do mundo!
Salve Eduardo Pacheco e Chaves!

Fonte: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Heróis Brasileiros

França condecora pilotos brasileiros com a Legião de Honra
"A França é a terra da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e foi por esses valores que meu pai lutou a vida inteira”. A declaração de Pedro Moreira Lima foi feita durante a entrega da maior condecoração francesa (Comenda da Ordem da Legião de Honra) aos heróis de guerra, Major- Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima e Major-Brigadeiro do Ar José Rebelo Meira de Vasconcelos, representados pelos seus filhos. A cerimônia ocorreu no dia 20 de julho, no Rio de Janeiro (RJ). Ambos os homenageados foram pilotos do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA) e lutaram com os aliados na Segunda Guerra Mundial contra o nazifacismo na década de 40. Os dois ex-combatentes têm muito em comum.

Na época da guerra, realizaram quase 100 missões a bordo do P-47 Thunderbolt nos céus da Itália e contribuíram para o desenvolvimento da aviação de caça no Brasil. Eles também ajudaram a registrar a história da participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na guerra.

O Brigadeiro Rui, por exemplo, escreveu o livro Senta a Pua!, que conta como foi a atuação do 1° GAVCA no conflito. Ambos os homenageados também faleceram em 2013. Segundo a filha do Brigadeiro Meira, Gilda Meira de Vasconcelos, a condecoração representa a veneração que ela tinha pelo pai. Segundo ela, um herói. “Ele falava sempre com bom humor do período da guerra. Ele não era de falar da tristeza. Ele lutou pela liberdade. Isso é o essencial, a gente não vive sem liberdade”, afirma.

Legião de honra
Instituída em 1802 por Napoleão Bonaparte, a condecoração, desde então, é prestada pelo governo francês aos agraciados. O objetivo é recompensar os méritos de militares ou civis em prol da nação francesa. “A legião de honra é a condecoração mais alta na França. Ela é destinada a todas as pessoas que se dedicaram, como os ex-combatentes brasileiros que foram homenageados hoje”, explicou o Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro, Brice Roquefeuil, responsável pela entrega da comenda. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

GOL - Programa de Estágio

Programa de Estágio Gol 2015, o que é necessário para se candidatar?
A GOL Linhas Aéreas Inteligentes abriu em 10/07/2015 as inscrições para o Programa de Estágio Gol 2015 que poderão ser realizadas até 09/08/2015. Entre os cursos elegíveis está a graduação em AVIAÇÃO CIVIL.

Pré-Requisitos:
• Formação acadêmica prevista para 2º semestre 2016, 1º semestre 2017 ou 2º semestre 2017;
• Conhecimentos em inglês a partir do nível intermediário;
• Conhecimento como usuário do Pacote Office;
• Vontade de fazer a diferença e de “colocar a mão na massa”, apaixonar-se todos os dias pelo que você faz, gostar de ambientes dinâmicos, acreditar que juntas as pessoas podem fazer mais e melhor do que individualmente.

De acordo com as necessidades das vagas disponíveis hoje você deve estar cursando um dos seguintes cursos de graduação para poder participar:
Cursos elegíveis: Administração, Aviação Civil, Comércio Exterior, Economia, Direito, Engenharia (todas), Matemática, Estatística, Psicologia, Turismo, Ciências Contábeis, Publicidade, Relações Internacionais, Marketing, Comunicação, Relações Públicas, Sistemas de Informação, Ciências da Computação.

Quais benefícios oferecidos como parte do pacote de remuneração?
Bolsa-auxílio, Vale Refeição, Vale Transporte, Seguro de Vida, Assistência Médica/Odontológica e…Benefício Viagem!

De forma resumida, como será o seu Programa de Desenvolvimento?
• Integração nas áreas de negócios;
• Encontros periódicos com foco no seu desenvolvimento;
• Avaliação de competências;
• Treinamentos técnicos e comportamentais para seu constante aperfeiçoamento durante o programa.

Onde estão as oportunidades para as vagas do Programa de Estágio?
Locais de Trabalho: São Paulo – SP e Confins – Minas Gerais.

Saiba mais / Candidate-se: Estágios Gol 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Datas Especiais

20 de Julho de 2015:
142º Aniversário de Santos-Dumont

Palavras do comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato:

"Uma grande aspiração só se transforma em um frutífero legado quando sustentada pela dedicação, pela perseverança e pelo foco no propósito almejado.

Foco.

Plenos são os que conseguem, diante das adversidades e das intempéries, com serenidade, manter-se lucidamente focados nos seus objetivos.

Foi, exatamente, com essa atitude privilegiada que o brasileiro - Alberto Santos-Dumont – predestinado a suplantar desafios, superou todos os obstáculos que se apresentaram e jamais se abalou ante as dificuldades e o pessimismo dos céticos do seu tempo.

O jovem mineiro, nascido em 20 de julho de 1873, na fazenda “Cabangu”, dedicou anos de sua vida ao nobre propósito de beneficiar a humanidade e protagonizou uma das façanhas mais importantes da história: elevar às alturas o 14-BIS - o primeiro artefato autopropulsado mais pesado que o ar - conquistando definitivamente o domínio do céu.

Essa magnífica obra certamente transcendeu as expectativas que até mesmo o seu visionário idealizador poderia prever. Mudaria, pois, definitivamente a trajetória do mundo moderno.

Embora protagonista de uma série de memoráveis feitos, demonstrou seu espírito altruísta ao negar-se a patentear suas invenções, ofertando-as ao mundo, com o cristalino entendimento de que o valor do conhecimento reside em compartilhar para ampliar o seu alcance e os benefícios.

Desde então, o que parecia impraticável tornou-se ilimitado.

Comemorar, pois, o aniversário do herói de Cabangu é, sobretudo, enaltecer a lembrança de quem colocou generosamente toda bagagem pessoal e toda a energia de vida em favor da evolução."