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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Aeroportos

Zoneamento Civil-Militar de aeroportos simplifica compartilhamento após concessões
O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, e o Secretário-Executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, assinaram, no dia 5 de outubro de 2020, em Brasília (DF), sete portarias conjuntas que estabelecem o Plano de Zoneamento Civil-Militar (PZCM) dos sítios aeroportuários. Os documentos tratam do Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba (PR); do Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM); do Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina (PI); do Aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís (MA); do Aeroporto Governador Jorge Teixeira de Oliveira, em Porto Velho (RO); do Aeroporto Atlas Brasil Cantanhede, de Boa Vista (RR); e do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ). O Comandante da Aeronáutica ressaltou que esta é a formalização de um trabalho cooperativo e favorável pelo Brasil. “Demos um passo concreto na agenda do transporte aéreo brasileiro. Esta é mais uma representação de um País mais simples e moderno”, disse o Tenente-Brigadeiro Bermudez.

Concessões
O Secretário-Executivo do Ministério da Infraestrutura também comentou a importância da assinatura das portarias conjuntas. “Esse era o tão aguardado Plano de Zoneamento. Define áreas compartilhadas importantes e permitirá o prosseguimento, pós-assinatura, da sexta rodada do Programa de Concessões dos Aeroportos”, acrescentou, referindo-se aos sítios qualificados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Programa Nacional de Desestatização (PND).

Compartilhamento
Os Planos de Zoneamento definem as áreas para uso compartilhado das instalações. As condições necessárias e as obrigações a serem observadas para não prejudicar as operações militares e a segurança das operações civis foram definidas nas respectivas portarias conjuntas e serão ratificadas nos editais das concessões.

Fonte: FAB

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Aeroclube Regional de Taubaté

Nova diretoria assume o Aeroclube de Taubaté (SP)
Com a missão de conduzir as atividades do Aeroclube Regional de Taubaté (ART), por um período de dois anos, foi eleita, dia 10 de outubro de 2020, a nova diretoria da entidade. Uma assembleia definiu como novo presidente José Carlos Barbosa. No cargo de vice-presidente atuará Ivanil do Valle Gobo. O diretor-tesoureiro passa a ser Allan Varela Cesna. Os outros integrantes da direção do ART são: Mário Pereira Iemini (diretor de Instrução); Rafael Valério (diretor de Segurança de Voo); João Bosco Cortez (diretor de Aerodesporto) e Márcio Luiz Fazenda Nascimento (diretor Social). O Conselho Fiscal será exercido por Sérgio Lemos Solha, Hélio Augusto de Souza Lino e Anderson Barbosa. No Conselho Desportivo atuarão Waldomiro de Assis Baptista, Valdemar Lopes de Andrade e Eduardo Carvalho Rocha.

Objetivo
O Aeroclube Regional de Taubaté foi fundado em 26 de outubro de 1993. Sua sede é ao lado da pista de pouso, na área do Comando de Aviação do Exército, no bairro Itaim. O objetivo da entidade é congregar entusiastas da aviação, proporcionar atividades técnicas e sociais relacionadas ao voo e à cultura aeronáutica e fomentar a formação de pilotos de aeronaves e comissários de bordo. Em mensagem aos associados, o presidente José Carlos enalteceu a diretoria anterior presidida pelo comandante Levy Emanuel, que teve o mérito de ter mantido o aeroclube funcionando, em meio às várias adversidades havidas nos últimos dois anos. José Carlos frisou que a meta é manter o aeroclube aberto e disse contar com a experiência e ajuda de associados e antigos diretores e agradeceu o apoio de todos.

domingo, 11 de outubro de 2020

Especial de Domingo

Voltamos a publicar um artigo selecionado do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, de autoria do Cel Av R1 Marco Aurélio de Mattos, sobre Hélio Marincek, que aos 13 anos de idade eletrizou a imprensa na década de 1930.
Boa leitura!
Bom domingo!

O PILOTO MENINO
Começamos com a manchete estampada no exemplar nº 140 de julho de 1939 do periódico ASAS.
“Hélio Marincek, símbolo da nova geração brasileira. Pilotando, sozinho, o seu avião “Fairchild”, fez o percurso São Paulo - Rio de Janeiro como se uma longa prática o sagrara aviador. Tem a vocação do ar. O destino lhe deu a grande pátria, ensinou-lhe o caminho a dominá-lo. Paira sobre a mocidade do Brasil, a obra de um grande brasileiro; de um gênio Santos-Dumont que nos legou o símbolo do progresso – a aviação.”

Ainda neste ano, no Diário da Noite de 15 de julho, assim discorria Austregésilo de Athayde:

“O rapaizinho (sic) desceu sorrindo de sua máquina de voar. Viajara 500 Km, por sobre montanhas e mares, como se apenas houvesse, no seu cavalinho piquira, dando uma volta na fazenda... Hélio Marinceck é um exemplo da audácia moderna... Ele monta aviões como nós montávamos bicicletas... Dá um exemplo de virilidade que deve ser moralmente recompensado.”
Uma curiosidade marcante: embora piloto formado, ainda usava “calças curtas”.Observa-se o nome pintado na fuselagem da aeronave!

Filho da Srª Antonieta e de Antônio Marincek, Diretor da Escola de Aviação Civil Marinceck, em Uberlândia, concluiu o Curso de Pilotagem com apenas treze anos e, no dia 14 de maio de 1939, aos 14 anos de idade, durante uma festa promovida pela escola, executou uma série de manobras acrobáticas. Devido à pouca idade, não teve seu brevet expedido na época.
Antonio teve que adaptar os pedais da aeronave para seu filho, tornando-os 15 cm mais próximos do piloto, para que Hélio os alcançasse. Seu primeiro voo solo foi em 1937. Várias manchetes, em muitos jornais da época, devido ao interesse da sociedade pelo desenvolvimento da aviação no país e também pela inusitada idade (13/14 anos) com que solou e realizou o seu reide aéreo Rio/São Paulo(1939), deram destaque ao novato aviador.
A sua fama se espalhou pelo Brasil, e Marincek era recebido como verdadeira personalidade pública,admirado e querido dos populares e do governo.
 
Após uma exibição aérea, o “piloto-menino” foi fotografado junto ao seu pai, Antônio, ao General Iasauro Reguera e a outras autoridades que assistiram às acrobacias no Campo dos Afonsos. Seu irmão Homilton, com apenas 12 anos de idade, começou a voar com ele, tornando-se a dupla mais jovem de pilotos da história. Um fato curioso é que a instituição de recordes do Guiness Book achou por bem não reconhecer publicamente o recorde, com a preocupação de não estimular pessoas muito jovens a voar e causar um possível acidente com crianças! Cabe notar que esse recorde jamais será batido, pois as legislações não mais permitem voos solos a menores.
Junto aos pais Antônio e Antonieta,e o irmão Homilton,uma família de predestinados a voar. Recebido pelo presidente Getúlio Vargas, durante uma conversa, este disse que gostaria de realizar um voo com Marincek. O engenheiro do DAC, que acompanhava o diálogo, interveio exclamando: – Presidente, ele é um menino! Ao que respondeu Getúlio: – NÃO, ele é um aviador...
O Ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, ofereceu a Hélio e a seu irmão Homilton, os dois pequeninos ases da aviação, matrículas no Colégio Militar. Feliz pelo prêmio conquistado, declarou: – “tudo farei para corresponder às esperanças depositadas em mim. Quero ser útil ao meu Brasil”.
Em 1958, foi agraciado com a comenda do Mérito Santos-Dumont, fixada no seu uniforme pelo Maj Brig Ar Ignácio de Loyola Daher.
No ano seguinte, é agraciado com a Ordem do Mérito Aeronáutico. Marincek entrou para a Força Aérea Brasileira e foi declarado Aspirante-a-Oficial na Turma de 1947.
Passou para a reserva em 1969, após uma carreira ímpar de realizações e de muito idealismo. Duas aeronaves, o Beechcraft C-45 Expeditor, matrícula FAB 2856 e o Consolidated CA-10 Catalina, matrícula FAB 6527, ambas em exposição no Museu Aeroespacial (MUSAL), foram comandadas pelo Cel. Marincek, ao longo de suas sete mil horas de voo, muitas delas na Amazônia.
Na reserva, dedicou-se à pintura, vindo a falecer em abril de 2010. Em rápidas notas, este foi Hélio Marincek, o Piloto Menino, um brasileiro que faz parte da história da aeronáutica mundial.

Texto: Cel Av R1 Marco Aurélio de Mattos.

Fonte: INCAER

sábado, 10 de outubro de 2020

Asas Rotativas

Tripulantes de helicópteros militares treinam operações em navios
Sempre preparados. Esse é um dos lemas das Forças Armadas do Brasil. Para atingir esse objetivo, treinamentos constantes são realizados com o intuito de manter as tropas com elevada capacidade de pronta-resposta, sempre em condições de defender a Pátria. De 5 e 9 de outubro de 2020, o Ministério da Defesa promoveu um adestramento conjunto específico entre Marinha, Exército e Aeronáutica, que visa o emprego de helicópteros das Forças Singulares em navios da Força Marítima, bem como no apoio às Operações Especiais realizadas nos meios de transporte de mar.

Porta-helicóptero
O treinamento foi realizado no Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico”, maior navio em atividade da Marinha do Brasil. Para a ação, o navio ficou fundeado no litoral sul do Rio de Janeiro. Durante a semana, foram realizadas Operações Aéreas com helicópteros das três Forças, além do intercâmbio de Táticas, Técnicas e Procedimentos (TTP) relacionados à infiltração e retirada de Forças Especiais por meios aéreos. Os procedimentos praticados também podem ser adotados em casos de evacuação aeromédica, evacuação de não-combatentes ou em operações humanitárias. Nesse contexto, a interoperabilidade entre as Forças Armadas é o cerne da ação, que contou com a participação de cerca de 1.100 militares. O Capitão de Mar e Guerra Michael Vinicius Aguiar, Chefe do Estado-Maior do Adestramento Conjunto de Operações Especiais, ressalta a importância do emprego integrado da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira.

Fonte: Ministério da Defesa

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Carreiras na Aviação

Carla Lyrio Martins é a primeira mulher Brigadeiro da FAB
A Coronel Médica Carla Lyrio Martins, da Força Aérea Brasileira, se torna a primeira mulher da FAB a atingir o generalato, com sua promoção, no dia 25 de novembro de 2020, ao posto de Brigadeiro do Ar. Carla Lyrio é diretora do Hospital Central da Aeronáutica – HCA, localizado no Rio de Janeiro. Como pioneira, a Oficial General já havia sido a primeira mulher comandante de uma unidade da Força Aérea, ao assumir, em 2015, a Casa Gerontológica Brigadeiro Eduardo Gomes, no Rio. Sua promoção ao posto de Brigadeiro foi aprovada em reunião do Alto-Comando da Aeronáutica, no dia 07 de outubro de 2020.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Programa Voo Simples

Governo Federal lança Programa Voo Simples para melhorar a aviação civil
O Programa Voo Simples é um conjunto de medidas para modernizar regras, cortar custos, desburocratizar e criar novo ambiente de negócio para a aviação geral. Foi lançado ontem, dia 7 de outubro de 2020, em solenidade realizada em Brasília com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

52 iniciativas
O programa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério da Infraestrutura abrange 52 iniciativas em prol da indústria de aviação, especialmente para profissionais, instituições de ensino, operadores de aeronaves e empresas de pequeno porte.

Simplificação
O Voo Simples foca na simplificação de procedimentos, alinhamento às regras internacionais, aumento da conectividade e fomento a um novo ambiente de negócios, mantendo os níveis de segurança exigidos. Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, as ações propostas proporcionarão maior eficiência ao setor pela incorporação de novas tecnologias, transformação digital, liberdade para a inovação e criação de modelos de negócios no modal aéreo. “Estamos lançando iniciativas que buscam diminuir o peso do Estado sobre o setor da Aviação Geral, que representa 97% do total de aeronaves registradas no país e engloba setores estratégicos para a economia brasileira, como o transporte de carga, o táxi-aéreo e as operações aeroagrícolas”, disse o ministro Tarcísio.

Conectividade aérea
O diretor-presidente da Anac, Juliano Noman, explicou que a conectividade aérea, principalmente em regiões mais remotas, também será beneficiada. “O transporte aéreo ganha conectividade com a simplificação do processo de cadastro de aeródromos na Amazônia Legal. Também estamos criando um marco regulatório para operação anfíbia, garantindo um salto de mobilidade para localidades carentes de serviços de transportes”, pontuou Noman. Estão sendo simplificadas ainda as exigências para empresas de táxi-aéreo, equilibrando a regulação de modo adequado ao tamanho de cada empresa. A ideia é permitir que novos operadores de pequeno porte entrem no mercado para que, com um custo mais baixo, prestem serviços de transporte aéreo, aumentando a ofertas de mobilidade nas áreas menos atendidas, mantendo sempre a segurança.

Fabricação de aviões
O Programa Voo Simples prevê a simplificação dos processos para fabricação, importação ou registro de aeronaves. Atualmente o processo demanda muitas fases, podendo levar meses para se importar e registrar um avião no país.

Com essa simplificação, as empresas de pequeno porte que atendem localidades remotas terão mais agilidade na prestação do serviço.

Aviação agrícola
O programa auxiliará a agricultura e a aviação agrícola. Quanto à manutenção de aeronaves, a ideia é permitir o uso de um auxiliar de mecânico de manutenção, sob supervisão remota, para a operação aeroagrícola. Isso permitirá que um mecânico de aviação que esteja mais próximo da aeronave possa prestar os serviços necessários de forma rápida, sem que seja necessário, como é hoje, deslocar um mecânico de um centro de manutenção, o que pode demorar dias ou até semanas.

Revogação
Na cerimônia de lançamento do Voo Simples foram revogados, pelo Presidente da República, os decretos nº 76.590/1975 – sobre Sistemas Integrados de Transportes Aéreo Regional (SITAR) – e os que o alteraram, decretos nº 99.255/1990 e nº 98.966/1990, e o decreto nº 97.46 4/1989, que define procedimentos pormenorizados para que o proprietário ou comandante da aeronave estrangeira possa solicitar a autorização de pouso ou sobrevoo no país. O SITAR permitia a divisão do país em regiões nas quais as empresas aéreas podiam explorar exclusivamente rotas para atendimento de localidades de baixo e médio potencial de tráfego aéreo. Contudo, desde 1991, ocorreu a eliminação das restrições geográficas impostas ao setor, eliminando a necessidade do decreto ainda vigente. Com a revogação do decreto de sobrevoo, os órgãos envolvidos no processo de autorização de entrada e o sobrevoo do território brasileiro poderão aprimorar suas práticas, racionalizar processos, eliminar formalidades desnecessárias ou desproporcionais, reduzir o tempo de espera para a emissão da autorização e adotar novas soluções tecnológicas para a prestação dos serviços. Ainda no evento, o Ministro da Infraestrutura assinou, junto ao Ministro da Economia, a revogação da Portaria Interministerial nº 3.016/1988, que trazia regras já contidas em outros dispositivos legais, como o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e a Lei do Aeronauta.

Treinamento
Também foram assinados, pelo Diretor-Presidente da ANAC, Juliano Noman, a portaria que institucionaliza o programa e uma resolução que coloca em consulta pública a norma que regulará a ampliação da periodicidade do treinamento em simulador, simplificar os requisitos de treinamento para copiloto e acabar com prazo de validade de habilitações. O uso dos documentos digitais será ampliado, tendo em vista uma futura integração da CHT com outros documentos nacionais de identidade, atrelado a melhorias no processo de atualização de dados cadastrais junto ao ente regulador.

Locais de provas
Apenas 13 escritórios da ANAC em sete estados estão, atualmente, habilitados para fazer as provas (bancas) para obtenção de licenças de pilotos, comissários, mecânicos e despachantes. Este número deverá ser ampliado para todos os estados da federação, com mais de 50 localidades ainda em 2020.

Simulador
Dependendo, atualmente, do tipo da aeronave que o piloto voa, é necessário fazer treinamento de simulador uma vez a cada 12 meses. Agora o prazo poderá ser ampliado para 24 meses.

Habilitação
As habilitações de aeronautas, como para voo por instrumentos, habilitações de tipo para operar em uma aeronave ou classe de aviões em específico, são atualmente renovadas anualmente ou bianualmente. Com o “Voo Simples” elas não vencerão, sendo necessário apenas ser aprovado na prova prática. Outra novidade é que não é necessário esperar para que o processo da obtenção da habilitação seja aprovado e lançado no sistema pela ANAC Após a aprovação na avaliação, o aeronauta já poderá voar na aeronave da referida habilitação obtida.

Desburocratização
Muitos dos requisitos para operadores aéreos - como companhias aéreas e táxis aéreos são os mesmos, independente do seu tamanho (mas de acordo com o tipo de operação, seja regular, serviço aéreo especial ou voos comerciais). Agora, o governo adequará os requisitos para o tamanho da empresa, facilitando o processo para pequenos negócios da aviação. Novos negócios como voos comerciais com drones, compartilhamento de voos de aeronaves executivas e outros negócios que não são regulamentados ainda, poderão ser comercializados mesmo sem previsão na regulamentação. O processo de registro de matrícula de aeronave passa a ser totalmente digitalizado e simplificado.

Treinamento para copiloto
O treinamento técnico na aeronave, atualmente, é o mesmo para copilotos e comandantes, trazendo praticamente o mesmo custo para a empresa. Agora, segundo o governo, os processos serão diferenciados, reduzindo os custos e permitindo maiores oportunidades para pilotos em início de carreira.

Certificado Médico
Atualmente, o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) pode ser feito apenas em clínicas credenciadas no Brasil. Com o “Voo Simples” poderão ser aceitos exames médicos feitos em outros países, como os EUA. O CMA poderá vir a ser feito por qualquer médico, em vez de apenas clínicas e médicos credenciados pela ANAC. Mas para isso o Presidente Bolsonaro disse que precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Lista de passageiros
Hoje existe uma grande lista de documentos obrigatórios que devem estar a bordo da aeronave durante o voo. O governo deve anunciar que não serão exigidos mais todos esses documentos obrigatórios, mas sim uma lista mais sucinta. Um exemplo é o fim da exigência da lista de passageiros em voos não comerciais. Todos os outros documentos que continuarão a ser cobrados serão migrados para o formato digital.

Aeroportos privados com voos comerciais
O Brasil é um dos poucos países, entre os grandes, que proíbe voos comerciais regulares de passageiros em aeroportos que não sejam do governo ou administrado pelo estado. Com o “Voo Simples”, os aeroportos privados poderão receber voos de companhias aéreas ou de táxi-aéreo em rotas regulares.

Construção de Aeroportos
O “Voo Simples” trará o fim da autorização prévia para a construção de aeroportos. Agora, será proposto que seja necessária apenas a certificação do aeródromo, após o fim das obras.

Aviões anfíbios
Não há, atualmente, regulamentação específica sobre operação anfíbia. Após a implantação do Programa Voo Simples será possível operar em águas brasileiras com esse tipo de aeronave, incluindo voos comerciais, visando aumentar a conectividade da região da Amazônia Legal.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

ITA Transportes Aéreos

ITA começará seleção de funcionários
O grupo Itapemirim, tradicional no transporte rodoviário, inicia, no dia 9 de outubro de 2020, um processo de recrutamento para sua nova companhia de aviação, a ITA Transportes Aéreos. No total, 600 profissionais serão contratados para diversas áreas, como pilotos, copilotos e comissários de bordo. O objetivo da empresa é começar a voar em março de 2021, com aeronaves Airbus 320. As inscrições para os cargos da empresa estarão disponíveis a partir do dia 09 de outubro, no site da companhia.

Saiba mais: www.voeita.com.br

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Indústria Aeronáutica

Índia teria interesse na Embraer
Opção brasileira é por parcerias específicas
Segundo o jornal financeiro indiano Business Standard, um oficial do alto-escalão do governo indiano afirmou: “estamos muito interessados e explorando as alternativas” sobre a aquisição da Embraer Jatos Comerciais.

Nota da Embraer
A Embraer, por sua vez, emitiu nota informando que não tem planos de vender nenhuma de suas unidades nesse momento. A empresa estaria interessada apenas em fazer parcerias em projetos específicos. “Não há planos de vender a unidade de aviação comercial ou de qualquer outra área de negócios. A companhia está aberta para discutir apenas parcerias de crescimento voltadas a projetos específicos ou inserção em mercados”.

Fonte: www.aeroin.net em 05/10/2020

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Tecnologia

FAB cria simulador de cenários operacionais
O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), Unidade pertencente ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), desenvolveu o primeiro protótipo de um sistema computacional capaz de simular diversos cenários operacionais de interesse da Força Aérea Brasileira (FAB). O protótipo do Ambiente de Simulação Aeroespacial (ASA) tem por objetivo criar um ambiente capaz de simular os mais diversos cenários operacionais, proporcionando informações suficientes que auxiliem na tomada de decisão. O ASA objetiva ser capaz de identificar, descrever, modelar e avaliar capacidades e missões operacionais da FAB, bem como de prever adversidades e antecipar decisões que podem afetar o cumprimento de uma missão.

Missões aéreas
O ASA nasceu do Planejador de Missões Aéreas (PMA), outro projeto do IEAv, criado para auxiliar o piloto no planejamento e debriefing de seus voos. O PMA é usado por diversas Unidades Aéreas e de Artilharia Antiaérea da FAB. Durante seu uso, os pesquisadores observaram que várias demandas apresentadas pelos usuários estavam, na verdade, ligadas à área da simulação. Frente a isso, e a identificação de outros aspectos que podiam ser melhorados no PMA, buscaram desenvolver uma solução que atendesse a todos os cenários, utilizando uma arquitetura modular na qual os componentes – ou agentes – da simulação poderiam ser utilizados como "peças" que, configuradas com diferentes parâmetros e combinadas de diferentes formas, viabilizariam a composição de diversos contextos operacionais.

Fonte: FAB

domingo, 4 de outubro de 2020

Especial de Domingo

Mais uma vez, reproduzimos textos sobre a Empresa Aeronáutica Ypiranga e a Companhia Aeronáutica Paulista, selecionados de Vencendo o Azul.
Boa leitura.
Bom domingo!

EMPRESA AERONÁUTICA YPIRANGA
A Empresa Aeronáutica Ypiranga surgiu em 1931, em São Paulo, por iniciativa de Orthon Hoover, Henrique Dumont Villares e Fritz Roesler.

Orthon Hoover veio para o Brasil em 1914, contratado pela Aviação Naval para montar três aparelhos Curtiss comprados dessa empresa nos Estados Unidos.

Hoover voltou mais uma vez aos Estados Unidos, regressando novamente ao Brasil em 1928, desta vez definitivamente, quando criou a Esquadrilha da Força Pública de São Paulo. Posteriormente, desenvolveu, juntamente com Frederico Brotero, no IPT, a aeronave denominada Bichinho.

Henrique Dumont Villares era sobrinho de Santos Dumont e seu biógrafo.

Fritz Roesler era natural de Strasburgo, na Alemanha, e veio para o Brasil depois da Primeira Guerra Mundial, quando combateu como piloto. Em 1923, criou uma escola de pilotagem denominada Ypiranga, no bairro do mesmo nome, em São Paulo. Uniu-se a George Corbisier, Francisco Matarazzo e outros para criar a Viação Aérea São Paulo - VASP, da qual se desligou para criar a Empresa Aeronáutica Ypiranga.
Eng° George Corbisier e Fritz Roesler - 1932
O início das atividades da EAY foi marcado pela produção de dois modelos de planadores. O primeiro deles, denominado Primário, era uma cópia do modelo alemão Zoegling. O outro modelo, designado Secundário, era também uma cópia de uma aparelho alemão. A EAY fabricou seis desses planadores.

A companhia pretendia fabricar um aparelho copiado do modelo norte-americano Taylor Club: a aeronave EAY 201, um monomotor de asa alta, de dois lugares, estrutura de madeira e aço, cobertura de tela e contra-placado, trem de aterrissagem clássico, dotado de um motor francês Salmson, de 40 cavalos e hélices de madeira de passo fixo.
Protótipo do Ypiranga EAY 201
Em 1941, a EAY vendeu o protótipo que, nas mãos de seu novo proprietário, sofreu um acidente. A EAY comprou-o novamente e o submeteu a extensas modificações, contratando os serviços do Instituto de Pesquisas Tecnológicas para projetar um avião a partir do aparelho copiado do modelo Taylor Club por Fritz Roesler. Assim, pelas mãos de Romeu Corsini e Adonis Maitino, nascia o Paulistinha.

COMPANHIA AERONÁUTICA PAULISTA
A Companhia Aeronáutica Paulista foi criada durante a Segunda Guerra Mundial em Santo André, região do ABC paulista. No inicio de 1942, a Laminação Nacional de Metais, uma empresa do grupo de Francisco Pignatari, criava uma seção de aviação, sob a direção de Jorge da Rocha Fragoso, que havia trabalhado anteriormente na Fábrica do Galeão. A seção produziu 30 planadores Alcatraz, cópia de um famoso modelo alemão, e 20 planadores Saracura, de projeto do IPT. Em agosto do mesmo ano, a seção de aviação tornava-se uma empresa independente.

O grupo Pignatari possuía diversas empresas localizadas em Santo André, entre elas a Companhia Brasileira de Zinco e indústrias fabricantes de máquinas e equipamentos. Em todas as empresas trabalhavam cerca de cinco mil operários. Sobre essa base industrial a CAP cresceu rapidamente e em pouco tempo contava com cerca de 300 operários.

A CAP construiu o protótipo denominado IPT-4, projetado por Clay Presgrave do Amaral, quer teria a designação industrial CAP-1 e o nome comercial Planalto, um monomotor de dois lugares, concebido para instrução de pilotos. O CAP-1 teve seu projeto modificado pela empresa que alterou o perfil aerodinâmico das asas projetadas pelo IPT. O resultado foi muito negativo e comprometeu gravemente o desempenho do avião. Apenas 11 aparelhos foram fabricados, incluindo o protótipo. Diante das falhas reveladas pelo avião, a empresa promoveu nova modificações no Planalto, buscando superar os problemas de estabilidade que se apresentavam. Essa nova versão do aparelho recebeu a designação CAP-3. Foram construídas oito dessas aeronaves, dotadas de um motor Gipsy de 130 cavalos. Todas tiveram uma breve vida útil.

Ainda em 1942, a CAP comprou os direitos de fabricação do avião EAY-201, da Empresa Aeronáutica Ypiranga. O avião era uma cópia de um modelo famoso norte-americano. O IPT foi contratado para projetá-lo, tarefa cuja direção coube a Romeu Corsini. Em abril de 1943, a CAP começava a produzir em série a aeronave que ganhava o nome industrial CAP- 4. Tinha início a longa e bem sucedida trajetória do Paulistinha.

O Paulistinha era uma avião de dois lugares, asa alta, estrutura de madeira, tubos de aço cromo-molibdênio, e foi empregado largamente no treinamento de pilotos civis pelos aeroclubes. Contava com um motor norte-americano Franklin, de 65 cavalos, e hélices de madeira fabricadas pelo IPT. Era uma aeronave plenamente adaptada às condições brasileiras: robusta, simples, barata, de manejo e manutenção fáceis. Por essas razões, o Paulistinha tornou-se um sucesso de vendas, sendo produzidos 777 aviões. Foram exportadas aeronaves para a Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai e Portugal.
CAP 4 - PAULISTINHA
Em 1943, as empresas do grupo Pignatari produziam instrumentos, rodas, freios, cabos e tubos de aço, peças usinadas que envolviam ligas especiais. As hélices, as chapas de contra-placado, as telas que recobriam a estrutura, as tintas, os pneus e os tanques de combustíveis eram fabricados no país. Dessa forma, apenas os motores do Paulistinha eram importados. A empresa produziu os aviões ininterruptamente até 1948. Foram construídos ainda dois protótipos de uma versão sanitária do Paulistinha, designado CAP-4B, e um aparelho Paulistinha para uso militar, como avião de observação e orientação de artilharia, designado CAP- 4C.

No início de 1945, a Companhia Aeronáutica Paulista resolveu desenvolver uma aeronave com as mesmas características do Paulistinha mas com assentos lado a lado. A aeronave foi denominada Carioca e recebeu a designação CAP- 5, o quinto projeto da companhia. O protótipo foi construído a partir de um aparelho CAP-4 Paulistinha, cuja fuselagem foi alargada, mantendo-se inalteradas as asas e os lemes. Em fevereiro, o protótipo realizava seus primeiros voos, mas o processo de homologação seria bem mais lento. O CAP- 5 não havia sido projetado: era apenas uma variante do Paulistinha. Dessa forma, enfrentou o rigor do Serviço Técnico da Aeronáutica, o órgão homologador. A empresa fabricou uma pequena série do aparelho, mantendo o desenho básico do protótipo.

O CAP- 5 tinha a estrutura de tubos soldados de aço cromolibdênio e de madeira, com cobertura de tela. Contava com um motor norte-americano Franklin, de 90 cavalos, e hélices fabricadas pelo IPT. Era um aparelho de treinamento primário, com uma velocidade de cruzeiro de 130 quilômetros por hora. O avião não teve grande aceitação pelos aeroclubes, sendo sua produção total de apenas sete aeronaves: o protótipo e mais seis aparelhos de série.

Entre 1944 e 1945, a CAP formou uma equipe técnica que contava com Palamed Borsani, Oswaldo Fadigas Torres, Otávio Gaspar de Souza Ricardo e Otávio Taliberti. Essa equipe foi responsável pelos projetos das aeronaves designadas CAP-6 e CAP-8.

O CAP-6 era uma nova versão do avião Planalto, projetada por Oswaldo Fadigas. Voltando de uma temporada nos Estados Unidos, onde se diplomara em engenharia aeronáutica pelo Massachusetts Institute of Technology, Fadigas identificou e resolveu o problema de instabilidade do avião Planalto. A intenção de Pignatari era vender ao Ministério da Aeronáutica um aparelho de treinamento avançado, mas as autoridades militares sequer homologaram o kit de adaptação dos aviões Planalto.

Por sua vez, o avião CAP-8 seria um monomotor de turismo de quatro lugares e asa baixa. Apenas o protótipo foi construído e realizou ensaios de voo, dotado de um motor Franklin de 130 cavalos.

O último avião projetado pela empresa foi designado CAP-9 e era uma versão sanitária do aparelho CAP- 5. Uma pequena série foi fabricada.

Com o fim da guerra, a Companhia Aeronáutica Paulista enfrentou os mesmos problemas que suas congêneres nacionais. Gradativamente cessavam as compras da Campanha Nacional de Aviação. O mercado militar, por sua vez, encontrava-se abastecido por aviões norte-americanos, sobras de guerra. Por outro lado, o incipiente mercado privado não era suficiente para viabilizar a operação da empresa. Dessa forma, antes que se pudesse consolidar a tecnologia adquirida com a produção em larga escala do Paulistinha e com o projeto de aeronaves, a CAP fechou definitivamente suas portas em 1949.

Fonte: Museutec/Vencendo o Azul

sábado, 3 de outubro de 2020

Indústria Aeronáutica

FAA e ANAC homologam Sistema de Visão Sintética para o Praetor
A Embraer anunciou, dia 28 de setembro de 2020, que o Sistema de Orientação por Visão Sintética, do inglês Synthetic Vision Guidance System (SVGS), para os jatos executivos de porte médio Praetor 500 e supermédio Praetor 600, recebeu a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Federal Aviation Administration (FAA), respectivamente autoridades de aviação civil do Brasil e dos Estados Unidos, a. A Embraer é o primeiro fabricante aeronáutico a receber a aprovação da certificação SVGS.

Orientação
O sistema SVGS orienta os pilotos quanto à posição, velocidade e trajetória de aproximação para pouso, facilitando a transição entre o voo por instrumentos e a utilização de referências visuais e permitindo a conclusão segura de mais missões sob baixa visibilidade. O sistema permite que os pilotos operem a aeronave até uma altura de decisão de 150 pés (SA-CAT I), ao contrário da altura de decisão normal de 200 pés, aumentando a eficiência operacional e permitindo o pouso durante condições climáticas adversas. O SVGS pode ser usado com ou sem o Head-Up Display (HUD) e agora está disponível para novas aeronaves e é compatível com todas as aeronaves Legacy 450, Legacy 500, Praetor 500 e Praetor 600, podendo ser instalado em qualquer Centro de Serviços Autorizado ou próprio da Embraer.

Consciência situacional
O SVGS é um item opcional que se soma à cabine de comando Collins Aerospace Pro Line Fusion no Praetor 500 e Praetor 600. Quando instalado sozinho, o SVGS permite aumentar a consciência situacional em relação aos equipamentos básicos do avião. Quando combinado com o Embraer Enhanced Vision System (E2VS), a eficiência operacional da aeronave ainda superior, , maximizando o incomparável desempenho de pista da família Praetor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Transporte Aéreo

Azul transforma E195 para a função de cargueiro
A Azul Linhas Aéreas recebeu autorização e transformou uma aeronave Embraer E195 específica para transporte de cargas. Com o equipamento a empresa atenderá, principalmente, o segmento de encomendas do comércio eletrônico.

Azul Cargo
A aeronave tem a matrícula PR-AYO, anteriormente pintada em tom rosa, quando, ainda na versão de passageiros, estava engajada na campanha de prevenção ao câncer de mama. O E195 cargueiro se junta aos dois Boeings 737-400F que a companhia adquiriu exclusivamente para operações pela Azul Cargo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Transporte Aéreo

Companhia do Vietnã começa a voar com jatos Embraer 195
Dois jatos E195, produzidos pela Embraer, iniciaram operações no Vietnã com a Bamboo Airways, oferecendo o primeiro serviço com jatos para Con Dao de Hanói, Vinh e Hai Phong. A Ilha Con Dao e o Parque Nacional são uma área de grande beleza natural a 1.400 km da capital Hanói, na costa sul do Vietnã. O popular destino turístico, com um arquipélago de 16 ilhas, era servido apenas por aviões turboélices, devido à pista curta, pavimento leve e falta de abastecimento de combustível.

Bamboo Airways
Os jatos E195 se juntam à frota da Bamboo Airways em um contrato de arrendamento com a Great Dane Airlines, com sede na Dinamarca, aumentando o número crescente de operadores de E-Jets na região da Ásia-Pacífico. A Bamboo Airways é a primeira a operar voos diretos para Con Dao a partir de três cidades: a capital Hanói, a cidade de Hai Phong ao norte e a cidade de Vinh na área central.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

RPA / Drone

Drone transporta rim para transplante nos EUA
A empresa Nevada Donor Network anunciou, no dia 17 de setembro de 2020, ter realizado dois voos de teste com aeronave remotamente pilotada (RPA) bem-sucedidos no transporte de órgãos e tecido humano, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O primeiro voo da RPA, também chamada de drone, percorreu cerca de três quilômetros em apenas cinco minutos, durante um transporte de córneas entre hospitais.

Voo histórico
O segundo foi histórico. O drone saiu de um aeroporto de Las Vegas com destino a uma pequena cidade no deserto. A missão durou por volta de 25 minutos, percorrendo aproximadamente 16 quilômetros. Esse voo bateu o recorde estabelecido em abril de 2019, quando houve o primeiro paciente da história a receber um rim transportado via drone.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Aeroportos

Governo estuda concessão de aeroportos regionais na Amazônia
O governo Jair Bolsonaro pretende conceder, de forma patrocinada, aeroportos regionais na Amazônia. Thiago Caldeira, secretário de Parcerias em Transportes do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), informou que o projeto será qualificado na carteira em novembro de 2020 e será uma das primeiras concessões patrocinadas do governo federal. Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 23 de setembro de 2020, Caldeira declarou: “Vai ser qualificada na reunião de novembro a concessão de aeroportos regionais na Amazônia, está planejada como uma das primeiras concessões patrocinadas do governo federal.”

Concessão patrocinada
Diferente de uma concessão comum, a patrocinada envolve uma contraprestação financeira do parceiro público, além da cobrança de tarifa pelo parceiro privado. Ainda na avaliação do secretário, o plano para esses aeroportos “demonstra a importância que o governo federal dá para a Amazônia e para a integração”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Transporte Aéreo

Liberada a entrada de estrangeiros por via aérea
Está liberada a entrada de estrangeiros por qualquer aeroporto do Brasil. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no dia 24 de setembro de 2020. A medida finaliza a orientação anterior, segundo a qual, devido ao controle da pandemia Covid-19, era impedida a entrada de estrangeiros, por via aérea, em Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Via terrestre
No entanto, continua restrita, por 30 dias, a entrada no país de estrangeiros de qualquer nacionalidade, por rodovias, outros meios terrestres ou transporte aquaviário.

domingo, 27 de setembro de 2020

Especial de Domingo

Mais uma vez, selecionamos excelente conteúdo de "Vencendo o Azul: A história da indústria e tecnologia aeronáuticas no Brasil”, obra do historiador João Alexandre Viégas.
Boa leitura.
Bom domingo!

A FÁBRICA DE LAGOA SANTA
O surgimento da Fábrica de Lagoa Santa, que teve origem nos primeiros anos do Governo Vargas, tem como pano de fundo a própria evolução da Segunda Guerra Mundial.
Em 1935, uma comissão nomeada pelo Ministro da Viação e Obras Públicas e composta por representantes do Exército, Marinha e Aviação Civil, estudava a localização de uma fábrica de aviões militares.

Vargas recebeu a visita do projetista René Couzinet, que passava pelo Rio de Janeiro em fevereiro de 1933 em seu avião denominado Arc-en-ciel, um aparelho de 15 toneladas para transporte de passageiros, que acabara de estabelecer uma rota comercial atravessando o Atlântico Sul. Vargas convidou Couzinet para dirigir a implantação de uma fábrica de aviões no país. Em setembro do ano seguinte, Couzinet voltava ao Rio de Janeiro e, em novo encontro com Vargas, foi mais uma vez convidado a vir para o Brasil. Em fevereiro de 1935, Couzinet estava no país para uma temporada mais longa, participando, a convite de Getúlio, de uma comissão nomeada para estudar a localização da fábrica.

O representante da Marinha, Vitor Carvalho e Silva, defendia a instalação da fábrica em Lagoa Santa, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, uma região despovoada e sem nenhuma facilidade de acesso. Silva argumentava que o raio de ação dos aviões tornava uma fábrica instalada próximo ao litoral num alvo fácil para a ação de bombardeio de um país inimigo e que, por essa razão, a fábrica de aviões deveria ser implantada precisamente numa região isolada, distante do mar.


Aeronave T6, fabricada no Brasil pela Fábrica de Lagoa Santa, sob licença da empresa North American. Foram encomendados 81 aparelhos, dos quais 61 seriam simplesmente montados no país. Os 20 restantes seriam efetivamente fabricados em Lagoa Santa, com índices crescentes de nacionalização. O T6 era um avião metálico de treinamento avançado.

As razões militares prevaleceram sobre quaisquer outras considerações de natureza econômica e técnica e o Governo resolveu produzir aeronaves militares numa região distante cerca de cinquenta quilômetros de Belo Horizonte, onde não poderia contar com mão-de-obra qualificada, e onde hoje localiza-se o aeroporto de Confins. Engenheiros e operários especializados teriam de vir de outros estados e toda a infra-estrutura industrial e urbana teria de ser realizada, elevando sensivelmente os custos do projeto.

Em 1936 era publicado um edital de concorrência para a instalação e exploração de uma fábrica de aviões militares. O Governo oferecia encomendas mínimas no valor de 15 mil contos anuais em aviões, hidroaviões e peças sobressalentes. O edital previa um prazo contratual de 15 anos e uma margem de lucro de 15% ao ano. A empresa interessada teria de contar com controle nacional do capital e a mão-de-obra brasileira na fábrica teria de atingir uma proporção de 85% do total de funcionários em quatro anos. A fábrica teria ainda de contar com capacidade instada para produzir 100 toneladas de aeronaves no primeiro ano, 140 no segundo e 200 no terceiro ano de fabricação. Um grupo de empresários, apoiando-se em Couzinet como liderança técnica, constituiu a empresa denominada Construção Aeronáutica S.A., e, à falta de outra interessada, a concorrência foi adjudicada a ela.

A concorrência foi, contudo, anulada em 1938 diante da notícia de suposto interesse por parte de empresas italianas e alemãs. Mas nenhuma delas se apresentou e, em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Vargas determinou que a concorrência fosse entregue à única empresa interessada que, de resto, contava com a participação de Couzinet, mais de uma vez convidado pelo próprio Presidente para dirigir o projeto. Finalmente, em abril de 1940, era celebrado o contrato definitivo.

O modelo industrial adotado não previa o projeto de aeronaves, mas sim a fabricação sob a licença de aparelhos norte americanos. Em 1939, a França lutava com a Alemanha, e Couzinet havia retornado à Europa. Depois da capitulação francesa, Vargas enviou instruções ao Embaixador Souza Dantas para que conseguisse do governo colaboracionista de Vichi a volta de Couzinet ao Brasil.

A fábrica teria suas atividades iniciadas com a fabricação, sob licença, do aparelho North American Texan 6. O T6, como ficou conhecido, é um avião de dois lugares, de 2,4 toneladas dotado de um motor Pratt & Withney de 550 cavalos, e era empregado em missões de treinamento de pilotos militares, patrulhamento do litoral, além de outros usos. Nesse momento, o projeto das obras civis da fábrica estava pronto e as edificações tiveram início. A Fábrica de Lagoa Santa começava a sair do papel.


Aeronaves T6 no pátio da Fábrica de Lagoa Santa

Mas em 1941 os Estados Unidos entravam na guerra e o envio de materiais para instalação de uma fabrica de aviões passava a se constituir em assunto de Governo, além de, naturalmente, estar sujeito às prioridades do esforço de guerra. Por essa razão, Vargas participava pessoalmente dos entendimentos que levaram à construção da fábrica. Em junho de 1943, ele enviou um telegrama ao embaixador brasileiro em Washington, recomendando “insistir pelo fornecimento de matéria-prima para a Fábrica de Lagoa Santa, bem como as máquinas indispensáveis para sua completa instalação”.

Apesar do interesse pessoal do Presidente da República, o projeto evoluía muito lentamente. Em junho de 1943, Vargas determinou ao Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, que a Fábrica de Lagoa Santa tivesse prioridade sobre qualquer outra iniciativa de fabricação de aviões no país. Em janeiro de 1944, Getúlio telegrafa novamente ao Embaixador Carlos Martins Pereira e Souza, recomendando pressionar o governo norte-americano para por fim a procedimentos protelatórios da empresa North American. De fato, segundo os contratos firmados, o envio de partes e peças para montagem no país do avião T6 D estava previsto para setembro de 1943, e o próprio Carlos Martins informava que somente em março de 1944 a remessa chegaria ao Brasil, e mesmo assim apenas aviões semi-prontos.


Montagem de aeronaves T6 em Lagoa Santa

A North American parecia não ter nenhum interesse no acordo com o Brasil. De 1942 a 1945, a FAB recebeu dos EUA 125 aparelhos T6 inteiramente acabados. A empresa norte-americana fabricou mais de 15 mil dessas aeronaves, a maioria durante os anos de guerra. Não teria, portanto, nenhuma dificuldade em fornecer os kits de menos de uma centena de aviões, mas parecia preferir vender aeronaves prontas.

O cronograma acertado com a empresa norte-americana previa a construção de 81 aparelhos no Brasil, sendo que os primeiros 61 a partir de kits integralmente importados dos Estados Unidos, e os últimos 20 aparelhos com algum índice de nacionalização.

A primeira fase das obras civis da fábrica foi concluídas em 1943, mas não havia máquinas, nem produção. O Governo constituiu então uma comissão coordenada por Raymundo Vasconcelos Aboim para examinar o problema. As condições da comissão indicavam a necessidade de mudança no controle do capital da empresa. Dessa forma, o grupo Pignatari, de São Paulo, assumiu o comando da Fábrica de Lagoa Santa.

Pignatari já tinha alguma experiência com a fabricação de aviões. Junto à Laminação Nacional de Metais, de sua propriedade, funcionava a Companhia Aeronáutica Paulista, responsável pela produção dos famosos Paulistinhas.

A CAP dava prejuízo, apesar de o Paulistinha representar um sucesso de vendas. Ainda assim Pignatari resolveu assumir o risco inerente à Lagoa Santa. O local era distante, o que elevava sensivelmente os custos de produção. O modelo industrial adotado era baseado numa difícil importação de partes e peças dos Estados Unidos. Não havia mão-de-obra qualificada próxima do local da fábrica, o que tornava onerosas as despesas com pessoal. A empresa se resumia então a dois galpões industriais. Não havia água, nem disponibilidade de eletricidade, embora, nos termos do contrato, o Governo se obrigasse a suprir a região da energia necessária. Esse conjunto de carências obrigou a empresa a realizar investimentos em geradores de eletricidade, saneamento básico, construção de casas e outras obras de infra-estrutura industrial e urbana.


Funcionários da Fábrica de Lagoa Santa

Todo esse conjunto de dificuldade retardou a conclusão do projeto, que só iniciou sua produção finda a guerra, em 1946, embora o grupo que estudara sua localização tivesse sido criado mais de 10 anos antes. Finalmente, depois de uma série de desencontros com o empresário paulista, o Governo resolveu encampar a empresa, transformando-a em parque de manutenção da Força Aérea.

Até 1951, continuaram sendo montados os aviões T6, e nessa data encerraram-se definitivamente as atividades industriais de Lagoa Santa.

O modelo industrial adotado, que tornou o projeto completamente dependente de infindáveis negociações com os americanos, a incerteza e a descontinuidade no suprimento de insumos, partes e peças para fabricação, a localização, tudo conspirou para o fracasso da Fábrica de Lagoa Santa, apesar do interesse pessoal do Presidente da República e apesar de Lagoa Santa constar da própria agenda de negociações entre Brasil e Estados Unidos, nos marcos de nossas relações diplomáticas, militares e econômicas com aquele país durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 26 de setembro de 2020

Carreiras na Aviação

EPCAR está entre as melhores escolas do Brasil
A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sediada em Barbacena (MG), está, novamente, entre as escolas com melhor índice do país, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), relativo ao ano de 2019. A Instituição Militar classificou-se em segundo lugar no Brasil e, no estado de Minas Gerais, ficou posicionada com o melhor índice dentre todas as escolas públicas.

500 alunos
A EPCAR possui cerca de 500 alunos em seu corpo discente, sendo que participaram desta edição do IDEB todos os integrantes que compunham o terceiro ano do Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR), em 2019. “Vejo que estes destaques acadêmicos podem ser explicados pelos valores enraizados nos alunos, como disciplina, motivação e dedicação. Além disso, o modelo de ensino que adota monitorias é um grande diferencial em nossa formação, facilitando o entendimento e melhorando o desempenho dos alunos. O ensino na EPCAR vai muito além do Ensino Médio”, enalteceu a aluna Diana Borges Costa, que atualmente cursa o último ano do Curso Preparatório. Um dos fatores que sempre são destacados como diferenciação para que os alunos sempre se destaquem nas mais diversas ocasiões em que são avaliados, como olimpíadas escolares, mensurações do MEC, entre outros, é a dedicação e a motivação em que os mesmos são submetidos diariamente. Para o Chefe da Divisão de Ensino da EPCAR, Coronel Aviador Mauro Henrique Monsanto da Fonseca e Souza, este resultado está alicerçado num conjunto de fatores: alunos, professores, o trabalho sinérgico entre docentes e a equipe de coordenação pedagógica e a estrutura de ensino. “Durante a realização do curso os alunos estão constantemente motivados a prática do ensino através da participação em olimpíadas e concursos acadêmicos que estimulam e desenvolvem o hábito do estudo. Pode-se destacar também os trabalhos extracurriculares, como monitorias supervisionadas e grupos de estudos, que junto a outras estratégias, levam a participação ativa do aluno. E o alinhamento da Escola com a Diretoria de Ensino da Aeronáutica (DIRENS) faz com que, mesmo neste momento de pandemia, as adaptações e atualizações necessárias mantenham a qualidade de ensino no ambiente virtual”, explicou o oficial.

Preparação para a AFA
“O sucesso da Escola no IDEB se deve a vários fatores. Destaco o profissionalismo das pessoas que aqui trabalham, que, a despeito de eventuais dificuldades, conseguem propiciar uma excelente estrutura de ensino aos alunos, aliada a uma dedicação à missão de ensinar e formar esses jovens. Cabe destacar que o foco da EPCAR é a preparação dos jovens para a Academia da Força Aérea (AFA), sendo o Ensino Médio um dos pilares desta preparação”, destacou o Comandante da EPCAR, Brigadeiro do Ar Paulo Ricardo da Silva Mendes, ratificando que a abnegação dos profissionais no cumprimento da missão da Escola garante aos jovens a tranquilidade de terem acesso a um dos melhores ensinos do país. Para o Diretor de Ensino da Aeronáutica, a EPCAR se consolida como uma tradicional Organização de Ensino do Comando da Aeronáutica (COMAER), formando o jovem aluno nos campos militar, profissional, intelectual, moral e ético há mais de 70 anos. “Esse legado de formação holística, tão presente em nossa Escola, vem se mostrando cada vez mais importante para a consecução dos objetivos estratégicos do ensino da Aeronáutica, cujo foco tem sido o aprimoramento dos processos de ensino-aprendizagem, de forma a contribuir efetivamente para a formação dos futuros líderes da Força Aérea, que deverão estar devidamente capacitados para lidar com os avanços tecnológicos de uma nova realidade que se descortina numa velocidade cada vez maior”, afirmou o Major-Brigadeiro do Ar Marcos Vinícius Rezende Mrad.

IDEB
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, no dia 15 de setembro de 2020, os índices finais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), relativo ao ano de 2019. O Índice foi criado em 2007 e reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O IDEB foi formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. É calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo INEP e funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da educação por meio de dados concretos.

Fonte: EPCAR

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Gripen F-39

Pela primeira vez caça Gripen da FAB voa no Brasil
O primeiro caça F-39E Gripen da FAB (Força Aérea Brasileira) decolou no início da tarde de ontem, 24 de setembro de 2020, do aeroporto de Navegantes (SC), com destino a Gavião Peixoto (SP) em seu primeiro voo no espaço aéreo brasileiro.

Ensaios
A aeronave, matrícula FAB-4100, chegou ao Brasil no dia 20 de setembro de 2020, embarcada no navio MV Elke, que atracou no porto de Itajaí (SC). De lá foi removida até o aeroporto de Navegantes. O caça segue para voos de ensaios, a partir do aeroporto da unidade da Embraer em Gavião Peixoto. No dia 23 de outubro, deverá voar até Brasília, para participar das comemorações do Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.

Espaço

Brasil testa satélite nacional para observação da Amazônia
O Amazônia-1 é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. O satélite está sendo construído para fornecer dados de sensoriamento remoto com o objetivo de observar e monitorar o desmatamento na Amazônia.

Teste de termovácuo
No site do projeto, a equipe diz que outro objetivo do satélite é contribuir com a “diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes”. No dia 18 de setembro de 2020 teve início o teste de termovácuo do modelo de voo do Amazônia-1. Durante o ensaio termovácuo, são simuladas através as condições do ambiente espacial, em termos de temperatura, pressão e carga térmica, e em termos de radiação absorvida pelas superfícies do satélite, quando em órbita.

Ambiente espacial
Para o satélite Amazônia-1, o Laboratório de Integração e Testes do INPE, utilizou sua maior câmara vácuo térmica, com entrada de 6 por 8 metros. Nela o ambiente espacial foi simulado em dimensões, propriedades termo-ópticas, temperatura e nível de vácuo adequados. Já a carga térmica foi simulada por meio de dissipadores elétricos de calor instalados sobre a superfície do satélite. “Durante o teste termovácuo do Satélite Amazônia-1, está previsto que ele permaneça cerca de três semanas ininterruptas no interior da câmara vácuo térmica, exposto a um ambiente de alto vácuo e a uma sequência predefinida com perfil de cargas térmicas impostas sobre sua superfície”, destaca o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Amazônia-1 será operado e monitorado 24 horas por dia, por diversas equipes de engenheiros e técnicos, se revezando em turnos.