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Voar é um desejo que começa em criança!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tráfego Aéreo

Brasil lidera uso de tecnologia no hemisfério sul
A implementação da Navegação Baseada em Performance (PBN) no eixo Rio-São Paulo no ano passado rendeu ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) a indicação ao prêmio IHS Jane’s Air Traffic Control. O anúncio foi realizado na segunda-feira (03/03) em Madri, na Espanha, durante a abertura do Congresso Mundial de Gerenciamento do Tráfego Aéreo promovido pela Organização dos Serviços de Navegação Aérea Civil (CANSO). O PBN é uma das iniciativas do Programa Sírius, como é chamado no Brasil o conceito de gerenciamento do tráfego aéreo baseado em satélites e comunicação digital, considerado o futuro da navegação aérea. Ao lado de Estados Unidos, Europa e Japão, o Brasil integra o grupo que está mais avançado na implantação do sistema. Entre mais de 160 países que integram a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil se destaca ao ser indicado para o prêmio pelo segundo ano consecutivo. O DECEA concorre com projetos da Irlanda e União Europeia na categoria Capacitação e Tecnologia, pela contribuição no aumento da capacidade e segurança. De acordo com o Chefe de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar José Alvez Candez Neto, o país lidera o uso de tecnologia na atividade de controle de tráfego aéreo no hemisfério sul.

Fonte: FAB

quarta-feira, 5 de março de 2014

Aviação Regional

Companhias aéreas cobram agilidade para plano regional
As companhias aéreas estão em compasso de espera para que o governo inicie as obras do programa de aviação regional, lançado em dezembro de 2012, mas que ainda não saiu do papel. Só a Azul tem 11 rotas definidas, com avião e tripulação disponíveis aguardando obras nos aeroportos contemplados pelo plano. "Estamos segurando alguns aviões que eram da Trip. Se o plano não sair nos próximos meses, vamos ter que devolvê-los", afirmou David Neeleman, que é o presidente da Azul. Entre os destinos que a Azul gostaria de ver priorizados no plano regional, estão Santos (que ganharia voo para o Rio) e a pernambucana Caruaru (para Salvador).

Plano regional
A Avianca já tem opções de encomendas de 30 turboélices, mas aguarda o plano sair do papel para confirmar os pedidos. "Queremos entender exatamente como será o programa e ter um cronograma das obras para nos planejarmos e comprar os aviões", afirmou José Efromovich, presidente da Avianca Brasil. "Dependo disso para definir o tamanho e a velocidade do meu projeto", completou. A TAM também já anunciou interesse em adquirir aviões da Embraer para operar em rotas regionais, mas espera definições do governo. O plano de desenvolvimento da aviação regional prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões na reforma, na ampliação e na construção de 270 aeroportos - além de custos de R$ 1 bilhão em subsídios anuais para viabilizar voos. A ideia em estudo pelo governo é de um subsídio equivalente a 50% das passagens. Mas expectativas do setor privado não ecoam no governo. As empresas não querem subsídios para passagens e gostariam de ver priorizados investimentos em destinos regionais de maior demanda.

Polêmica
A prioridade do governo é atender destinos remotos, com poucas alternativas de transporte e que não seriam viáveis sem subsídios. A meta é que 96% da população esteja a no máximo 100 km de um aeroporto. As empresas questionam necessidade de tantos aeroportos e consideram em seus planos de negócios no máximo 80 destinos ainda não atendidos. Elas entregaram ao governo lista de 61 cidades prioritárias, para as quais poderiam iniciar operações até 90 dias após a adequação da infraestrutura. Mas a Secretaria de Aviação Civil diz que a lista não será considerada na definição da ordem dos projetos.

Aeroporto de S. José dos Campos-SP terá novas rotas na Copa
O aeroporto de São José dos Campos-SP foi um dos selecionados para receber parte dos novos voos das companhias aéreas durante o período da Copa do Mundo. A cidade foi incluída em um plano de redefinição da malha de voos para o torneio, aprovada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A medida vale no período entre os dias 6 de junho e 20 de julho. Foram selecionados 25 aeroportos de todo o país. Com custo de R$ 16,6 milhões, as obras de ampliação do aeroporto de São José dos Campos já estão em fase de finalização das estruturas. As obras deverão triplicar a capacidade do aeroporto, que atualmente é de cerca de 190 mil passageiros por ano. A atual estrutura, que é de 864 metros quadrados, será ampliada para um total de 5.000 metros quadrados.

Fonte: São Paulo/Folhapress

terça-feira, 4 de março de 2014

Meteorologia

Especialistas da FAB - Meteorologia
Conheça um pouco do trabalho do Especialista em Meteorologia. Saiba onde eles podem atuar, quais as atividades que exercem e como chegar ao posto de Coronel. Veja também como o trabalho realizado pelo Centro Nacional de Meteorologia Aeronáutica contribui para a segurança do voo.


Fonte: FAB TV

segunda-feira, 3 de março de 2014

Embraer

Suécia comprará cargueiro brasileiro
O Brasil espera vender seu novo avião cargueiro militar KC-390 para a Suécia como parte de um contrato de 4,5 bilhões de dólares para a compra pelo governo brasileiro de 36 jatos de combate Gripen fabricados pela empresa sueca Saab. Fonte da Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que as compensações na oferta da Saab incluem a intenção do governo sueco de comprar jatos KC-390, somando-se aos sinais de interesse de outros mercados, além dos tradicionais latino-americanos, pelo novo cargueiro brasileiro. O KC-390, em fase de desenvolvimento na Embraer, é projetado para ser uma alternativa mais barata e eficiente ao C130 Hércules, da Lockheed Martin. O novo jato da Embraer está com seu primeiro voo programado para o fim de 2014 e recebeu compromisso antecipado de encomendas de Brasil, Argentina, Colômbia e Chile. Na Europa, Portugal e República Tcheca também estão envolvidos no projeto do KC-390 como parceiros industriais e eventuais clientes. Até o momento foram encomendados 60 novos jatos. A Embraer estima que haja mercado para mais de 700 aviões no segmento com movimentação estimada em mais de 50 bilhões de dólares nos próximos dez anos.

domingo, 2 de março de 2014

Especial de Domingo

Neste domingo de carnaval, brindando ao Rio de Janeiro, reproduzimos matéria veiculada no blog Cultura Aeronáutica, do professor Jonas Liasch, com fotos antigas do Aeroporto Santos Dumont.
Bom domingo!
Bom carnaval!

O Aeroporto Santos Dumont 50 anos atrás

Fonte: Cultura Aeronáutica - Profº Jonas Liasch

Fotos: Acervo IBGE

Esse é um passeio fotográfico pelo Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, há 50 anos atrás. Era uma época de aeronaves a hélice e motores radiais a pistão e de passageiros viajando sempre de terno e gravata.
 A foto acima mostra o pátio repleto de aeronaves, a maioria Douglas DC-3, visto da Torre de Controle, com o Pão de Açúcar ao fundo.
No interior da torre, enquanto alguns controladores falam ao rádio, outro maneja o canhão de luz, que orientava as aeronaves sem rádio, comuns na época. O pátio pode ser visto ao fundo.
O embarque e o desembarque dos passageiros nos aviões era feito percorrendo o pátio a pé. Só recentemente foram instaladas as pontes de embarque (fingers).
Ao fundo da foto abaixo pode-se ver um Dart Herald da Sadia. Esses aviões começaram a operar no Brasil a partir de 1965, e a foto deve ser dessa época.
O Douglas DC-6A e o SAAB Scandia eram aeronaves da Vasp, e frequentadores assíduos do Aeroporto Santos Dumont. Notem o caminhão de abastecimento International Harvester, próximo ao DC-6.
Abaixo vemos a fachada externa do aeroporto, vista do jardim.
Abaixo, outra foto da fachada, vista da rua.
Antes da construção do Elevado da Perimetral, existia o Mercado Municipal da Praça XV, do qual só restou o torreão visto na foto, abaixo e à esquerda, atual Restaurante Albamar. Bem ao fundo, estão as instalações da Panair do Brasil e a pista do Aeroporto Santos Dumont.
O trabalho dos controladores era árduo e todo manual, em um aeroporto tão movimentado.
A aeronave da FAB vista na foto abaixo é um Hawker-Siddeley (Avro) C-91, adquirido em 1961 para o transporte de autoridades e oficiais. Atrás, pode-se ver algumas aeronaves Convair e Curtiss C-46.
O cartão postal abaixo mostra uma visão panorâmica do aeroporto:

Fonte das fotos: IBGE

sábado, 1 de março de 2014

Gripen

Brasil operará Gripen CD, aguardando o NG
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, disse que a Força Aérea sueca vai emprestar 10 a 12 aeronaves ao Brasil, enquanto não chegam os caças recém adquiridos Gripen NG, o que está previsto para 2018. Os caças emprestados devem vir para o país a partir de 2016, segundo Saito. O chefe da Aeronáutica brasileira participou de audiência pública no Senado para explicar a negociação, oficializada em dezembro de 2013, para a compra 36 novos caças suecos por US$ 4,5 bilhões. Os caças que deverão ser emprestados são os Gripen CD, de uma geração anterior aos adquiridos pelo Brasil, e deverão suprir até 2018 a demanda da Força Aérea Brasileira (FAB), que desativou no final do ano passado os caças franceses Mirage 2000.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Embraer

Com salto no último trimestre, Embraer amplia lucro em 2013
A Embraer, sediada em São José dos Campos-SP, registrou no ano passado lucro líquido de R$ 777,7 milhões, alta de 11,45% frente aos R$ 697,8 milhões de 2012. De acordo com o balanço financeiro divulgado pela companhia, o resultado do quarto trimestre de 2013 foi excepcional, tendo registrado lucro líquido de R$ 607,2 milhões, alta de 139,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 253,6 milhões. A receita líquida no trimestre atingiu R$ 5,295 bilhões ante R$ 3,912 bilhões um ano antes. O vice-presidente executivo e para investidores da empresa, José Antonio Filippo, disse, em áudio-conferência sobre o balanço, que resultado do quarto trimestre foi o melhor desempenho trimestral na história da empresa. O resultado foi impulsionado pelo número de entregas de aeronaves no trimestre e pelo crescimento do negócio de Defesa & Segurança. A empresa entregou 32 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos (38 leves e 15 grandes).

Receita
No ano, a companhia registrou receita total de R$ 13,635 bilhões, acima dos R$ 12,180 bilhões de 2012, com a entrega total de 90 aeronaves comerciais e 119 executivas. No balanço, a empresa informa que, apesar da redução do número de entregas na aviação comercial, de 2012 para 2013, a receita líquida total cresceu 12%. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo aumento nas entregas de jatos executivos e ao crescimento de dois dígitos nas receitas de Defesa & Segurança e pela valorização do dólar frente ao real de aproximadamente 11% no período.

Metas
Filippo afirmou que a empresa atingiu a maior parte das projeções feitas para o ano, o que resultou em bom desempenho operacional da fabricante. No ano passado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,239 bilhões, valor 27% superior ao registrado um ano antes. A margem Ebitda ficou em 16,4%, 1,9 ponto porcentual acima do verificado em 2012. Também superou a meta de 2013. Outro fator que colaborou para o bom resultado financeiro foram itens não recorrentes, especialmente a reversão de previsões após a revisão do processo de concordata da American Airlines, uma das principais clientes da fabricante brasileira.

Carteira
O vice-presidente financeiro reportou que no ano passado a empresa vendeu 349 aeronaves e fechou o ano com uma carteira firme de encomendas de US$ 18,2 bilhões, crescimento de 46% se comparado com 2012. O backlog (pedidos firmes) totalizou 429 aeronaves. Segundo Filippo, esse volume representa cinco anos de produção.

Segmento
A receita por segmento mostra que a aviação comercial respondeu por 52,7% da receita (R$ 7,186 bilhões). A aviação executiva respondeu por 26,8% (R$ 3,958 bilhões), a Defesa & Segurança, por 16,1% (R$ 2,601 bilhões).

Texto: Chico Pereira

Fonte: O Vale

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Aviação do Exército

Helicópteros Pantera do EB são revitalizados
O Comando do Exército receberá formalmente em março o primeiro de um lote de 34 helicópteros Pantera, na versão K2, revitalizados na fábrica da Helibrás, em Itajubá (MG). O contrato de R$ 347 milhões foi firmado em 2009. A segunda unidade também está pronta e será entregue em julho. O processo ainda depende da assinatura, nos próximos dias, do termo aditivo de aprovação da configuração modernizada. A revitalização dos 34 Pantera do Exército brasileiro abriu novas possibilidades de negócios para a Helibrás, segundo Eduardo Marson, presidente da empresa. “Foram agregadas novas tecnologias à Helibrás que, desta forma, não está voltada somente à manutenção e fabricação de helicópteros, podendo atuar também em projetos novos, por meio de seu centro de engenharia”, disse. Marson aponta para o pacote de recuperação das aeronaves de médio porte Cougar e Super Puma, em operação no País desde a década de 80, “que poderão atuar, sem restrições, até 2035 apenas com a troca de sistemas antigos por outros, de última geração”. O rejuvenescimento das tecnologias da variante K2 do Pantera, principal vetor armado do comando de aviação do Exército, implicou a adoção de motores 40% mais potentes, permitindo maiores autonomia e velocidade. Os pilotos dispõem agora de telas digitais e capacidade de uso de capacetes com óculos de visão noturna. A vida útil do equipamento foi estendida até, pelo menos, 2039.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

VANT

Anac permitirá VANT de até 25 kg a baixa altura
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende permitir voos de drones de até 25 quilos em lugares públicos a até 400 pés (cerca de 120 metros) de altitude com regras facilitadas. A proposta foi apresentada às empresas da indústria de defesa que operam veículos aéreos não tripulados (vants) no país e ainda irá à consulta pública, antes de ser publicada no Diário Oficial da União. A previsão é que entre em vigor até o fim de 2014, diz a agência.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Gol Linhas Aéreas

Air France-KLM investirá na Gol
A Air France-KLM investirá US$ 100 milhões na Gol, sendo US$ 52 milhões em ações, o equivalente a uma participação de 1,5% nas ações preferenciais. O aumento de capital passará pela aprovação do conselho de administração.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

UbatubaSat

AEB garante lançamento de satélite construído por alunos de Ubatuba-SP
A Agência Espacial Brasileira (AEB) cobrirá os custos de lançamento do pequeno satélite construído por alunos da Escola Municipal Tancredo Almeida Neves, de Ubatuba (SP). A instituição também arcará com as despesas de cinco membros do Projeto UbatubaSat para que acompanhem o lançamento do satélite no exterior bem como da instalação em Ubatuba de uma estação para recepção dos dados que ele enviar. A informação foi dada pelo diretor de Administração e Planejamento da AEB, José Iram, que representou o presidente da Agência, José Raimundo Coelho, na solenidade de lançamento do documentário Projeto UbatubaSat – Uma Jornada de Conhecimento, em Ubatuba, que conta a trajetória da concepção e montagem do satélite. Para realizar o projeto de educação científica, o professor de matemática, Cândido Oswaldo de Moura, que liderou os estudantes da quinta série, buscou o apoio e a orientação de especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP). Os alunos fizeram várias visitas à instituição acompanhando as atividades desenvolvidas no Laboratório de Integração e Testes (LIT) e na Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE). Além da trajetória do projeto, o documentário mostra as visitas do grupo de estudantes à agência espacial norte-americana, Nasa, à empresa Interorbital, nos Estados Unidos, e à cidade japonesa de Nagoya, onde tiveram um artigo científico aceito em congresso aeroespacial. O evento de lançamento do documentário também teve a participação do astronauta brasileiro, Marcos Pontes, do prefeito de Ubatuba, Maurício Morozimado, e do pesquisador do Inpe, Walter Abrahao dos Santos, que liderou uma equipe de especialistas do Instituto. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Especial de Domingo

Selecionamos mais um texto do Sentando a Pua! - que registra a história da Aviação Militar Brasileira na 2ª Guerra Mundial - relembrando a trajetória do piloto de caça João Milton Prates.
Boa leitura.
Bom domingo!

Asas do Tejuco - 2º Tenente Aviador João Milton Prates (In Memoriam)

“Seus feitos permanecerão vivos enquanto os homens viverem. Suas vitórias, no campo de batalha, estarão em nossos corações enquanto os homens honrarem o heroísmo e a coragem” 
E. Aldridge Jr. Secr. da USAF

Em 08 de maio de 1945 a rendição alemã foi assinada. A guerra na Europa estava finda. Na manhã deste dia, uma esquadrilha de aviões P-47 D Thunderbolt da FAB estava sobre os céus da Itália para uma missão, quando nos cockpits o rádio de comunicação anunciou: Não ataquem. Repito, não ataquem. A guerra terminou. O conflito que levara aqueles jovens pilotos em janeiro de 1944 ao treinamento nos USA e no Panamá, ceifaria a vida de muitos, mas finalmente expirava de seus horrores. Porém nos céus italianos, a recém formada FAB, criada pelo Decreto 6.123, de 18-12-43, sob o comando de Nero Moura que recrutara 32 voluntários e fizeram seus treinamentos na Escola Tática em Orlando-Flórida e na base área de Aguadulce - Panamá, foram enviados a Itália em 19-09-44 e integrada ao 350º Flight Group- USAF na base aérea de Tarquinia, deixara a sua epopéia e a sua história. O emblema “Senta a Pua!” pintado na carenagem dos aviões, idealizado pelo capitão Aviador Fortunato Câmara de Oliveira, a insígnia do cruzeiro do sul e a palavra “ jambock” que significa “chicote”, foram os distintivos do 1º Brazilian Fighter Squadron em suas operações de guerra. Dentre aqueles destemidos jovens que ousaram se apresentar para servir ao seu país estava um diamantinense: João Milton Prates.
Nascido em Diamantina em 14 de julho de 1922 e tendo mudado para o Rio de Janeiro ainda criança, Prates apresentara para servir a FAB antes da convocação oficial e fizera seus treinamentos no EUA, em Baton Rouge - Lousiana, junto com Fernando Pereyron Mocellin, que descreveria com um emocionante relato as suas peripécias pelas bases aéreas na América e as aventuras amorosas, os aprendizados na aviação de caça, os acidentes e as primeiras baixas, o fascínio pelo “americam way of life” e toda a campanha italiana, narrando com simplicidade os momentos de alegria e tristeza daqueles jovens pilotos e em especial ao Prates, que registra em seu livro “A missão 60” – Biblioteca do Exercito – , na página 32, quando iam para Miami: Ao meu lado, olhando o mar enorme, o Prates cantava o folclore mineiro: “como pode o peixe vivo, viver fora da água fria”. Todo o caminho do jovem Tenente Aviador Prates e de seus companheiros está descrito neste livro e o autor relata com visível admiração e humor os momentos de camaradagem, boemia, displicência e simpatia deste diamantinense que foi um dos primeiros aprovados para voar em 1-12-43 no Waco Army Field , no Texas, com apenas quatro companheiros: Amaral, Clóvis, Rocha e Fernando.
Os outros que foram eliminados se desesperaram: a guerra ainda era uma aventura. Em janeiro de 1944, eles se juntaram ao 1º Grupo de Caça - FAB no Suffolk Army Field, em Nova York. Em 7-10-44, Prates chegaria em Tarquínia com o contingente da FAB e integraria a esquadrilha C BLUE, simbolizada pelo lenço azul que compunha o traje dos pilotos. Revelando um destemor nas missões de combate, Prates completaria 55 raids na frente de batalha com considerável estrago ao aparato militar germânico, muitas vezes enfrentando a artilharia antiaérea e tendo seu Thunderbolt sido atingido por estilhaços de flak 20 mm e traçados de MG 42. “Bom piloto, audacioso no rigor do combate, foi de fato um piloto de caça, um piloto de guerra!”(Senta a Pua - Rui Moreira lima- Biblioteca do Exercito, pág. 300) Em 20 de abril de 1945, a fadiga e o esforço em combate provocaram uma grande debilitação na saúde de Prates e antes de uma missão sobre o Vale do Pó, sofre um grave acidente na pista de pouso em Pisa e é enviado onde estava Pereyron internado no 12th General Hospital sediado em Livorno: O acidente com Prates fora feio e ele se salvara por milagre. Disse que abandonara o avião segundos antes de explodir, afundado numa baixada além da pista. E já havia sido considerado morto, quando apareceu andando, cambaleante: o sangue lhe escorrendo da testa. Mas salvou-se. O mineiro era mesmo da terra onde o “impossível acontece”.
João Milton Prates estava no Hospital. Sim, o Damage, como o Rocha o chamava. O peixe vivo da escola de San Antonio, o mineiro complicado e amigo. Também estava no Hospital. (págs. 252 e 253) “O P-47 não deu a potência necessária para sair do chão. Correu toda a pista e foi bater numa vala de drenagem a uns 20 metros adiante. Bateu, capotou no ar e explodiu ao tocar novamente o solo. O piloto era João Milton Prates” (Senta a Pua – idem – pág. 239.) Devido a gravidade de seus ferimentos e o tempo de recuperação, Prates foi afastado do voo por motivos de saúde apesar de sua insistência em voltar ao combate nos estertores da guerra e deixaria seu nome e sua audácia nos horizontes de coragem e patriotismo que a FAB com seus indômitos pilotos sobrevoou nos céus italianos. O jovem piloto Prates foi honrosamente condecorado com a Cruz da Aviação fita A com duas palmas, Cruz de Sangue, Campanha da Itália, Air Medal com duas palmas, Distinguished Flying Cross e Presidential Unit Citation (EUA) pela bravura e destemor que desempenhou frente ao inimigo com seu Thunderbolt P47D, esquadrilha C BLUE nas 55 missões nos horizontes italianos. Prates casaria com Dona Aldina, seu eterno amor e galante companheira nos voos eternos da felicidade. Em 1950 foi requisitado pelo Governo de Minas para voar com JK e tornou seu amigo, acompanhando a trajetória política deste ilustre conterrâneo e grande estadista, implantando nos céus do Brasil o horizonte de progresso e nacionalismo que o presidente implantaria no futuro do país. Prates faleceu placidamente em 05-10-73. Se temos um aeroporto, homenagear sua coragem e sua indômita saga seria o mínimo que poderíamos fazer em sua memória.

William Spangler (Diamantina MG, em 02 de junho de 2005.)
(Artigo publicado no jornal “Voz de Diamantina”, pág. 11, edição 200, em 11-06-05)


JOÃO MILTON PRATES - Resumo Biográfico
Nome de Guerra: Prates
Patente/Registro: Aspirante Aviador da Reserva Convocado/BO-511260
Nascimento: 14/07/1922,Diamantina (MG) - Brasil
Falecimento: 05/10/1973,Rio de Janeiro (RJ) - Brasil
Função: Piloto de Combate
Promoções: Em 21 Mai 45, promovido a 2º Tenente
Condecorações: Cruz de Aviação fita A com duas palmas, Cruz de Sangue, Campanha da Itália, Air Medal com 02 palmas, "Distinguinshed Flying Cross" (EUA) e Presidential Unit Citation (EUA)
Treinamento: Panamá, Suffolk e Itália.
Família: Casou-se com D. Aldina Prates e teve 05 filhos. Faleceu enquanto dormia.


História
Ao regressar ao Brasil, pouco depois, pediu desligamento da FAB, tendo ingressado na Aviação Civil. Mais tarde, veio a ser piloto do avião do Presidente Juscelino Kubitscheck. Até sua aposentadoria.

Piloto de combate da esquadrilha azul, tendo completado 55 missões de guerra. Sua primeira missão foi em 12 NOV 44 e sua última em 15 ABR 45. No que seria sua 56ª missão, em 20 ABR 45, seu P-47 (S/N 42-26774) sofreu uma pane na decolagem provocando um grave acidente no fim da pista. Com o forte impacto do avião no solo, seu corpo, ao ser lançado fora da nacele do avião, chocou-se com uma borda metálica que provocou um grande talho na testa, e um descolamento grande do seu couro cabeludo. Foi socorrido imediatamente e levado às pressas para o 12º Hospital Geral de Livorno, Itália, onde foi atendido na emergência. Por este motivo, foi afastado do voo para o resto da campanha. Terminada a guerra, em 18 JUN 45, partiu de Pisa para os Estados Unidos, para apanhar os novos P-47.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Aviação do Exército

Brasileiros farão resgate na Bolívia
Um helicóptero Cougar UE HM-3, do Exército Brasileiro atuará no socorro e resgate de famílias isoladas devido às enchentes no norte da Bolívia. A aeronave do 1º Batalhão de Aviação do Exército, em Taubaté, SP rumará para a cidade de Trindad, na província de Beni. A previsão é de que 45 militares farão parte da missão de apoio. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa. A participação do Exército atende a solicitação feita ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), por intermédio da embaixada brasileira na Bolívia. Segundo informou o Itamaraty, o pedido acolhe uma necessidade de resgate de pessoas em grave situação de risco. A previsão é que o apoio tenha duração de 10 dias. A aeronave brasileira, apta para emprego em missões de combate e apoio logístico, é capaz de transportar até 27 homens.

Fonte: O Vale

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

IEAv

Confira o vídeo institucional do IEAv - Instituto de Estudos Avançados:

Saiba mais: http://portal.ieav.cta.br/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ozires Silva

A ESCOLHA DOS CAÇAS SUECOS


Texto: Ozires Silva

Fonte: O Vale

Como disse o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, foi um alívio… e terminou a novela! Refere-se ele à discussão da compra dos caças para a FAB, que durou muitos anos. Entre os contendores, o que parece ter afastado os franceses teria sido preço - o Rafale é muito mais caro - e o desagrado da Aeronáutica, que sempre preferiu modelo sueco. A Boeing fez movimentos fortes, abrindo escritório no Brasil e assinando contrato de participação no Parque Tecnológico de São José dos Campos-SP, mas episódio da espionagem parece ter influído para afastá-la da disputa. E também posições ambíguas nos Estados Unidos sobre uso das tecnologias militares. Durante todo o tempo, a FAB sempre insistiu nas necessidades da Defesa Nacional e quanto à importância de salientar aspectos relativos à “Transferência de Tecnologias” nas negociações para aquisição ou criação doméstica de qualquer equipamento de ponta, julgado essencial. Isso não tem sido comum no Brasil, desde a política de industrialização da década dos 1960, que culminou na implantação da fabricação de automóveis, caminhões e tratores. Com isso, não temos veículo de marca e propriedade intelectual nacional, nem computadores ou equipamentos de comunicações, mas temos aviões brasileiros voando em dezenas de países dos cinco continentes. Não diminuindo os esforços de pioneiros notáveis, que não podem ser esquecidos, essa atitude da FAB tornou possível a criação da Embraer, com seus produtos de marcas nacionais, conseguindo conquistar a notável marca de maior terceira produtora mundial de jatos comerciais! É importante aplaudir a nossa Força Aérea que, agora tendo conseguido escolher o avião Gripen, a ser produzido pela Saab sueca em conjunto com a Embraer, entra numa fase crítica das negociações, a da contratação. E esta deve assegurar produção local, mas também garantir conquistas na propriedade intelectual dos produtos fabricados, que permitirão exportação de unidades adicionais dos aviões supridos à FAB, retornando pesados investimentos a serem realizados nos próximos anos. Não sou grande admirador da expressão “transferência de tecnologia”. Prefiro falar em parcerias de tecnologia, pois não mais estamos nos referindo à Embraer como principiante na produção de material de voo e que precisa de transferências unilaterais de conhecimento para chegar à produção de avião militar, com sistemas de armas adequados e capaz de voar a velocidades superiores à do som. A Saab projetou em dezembro de 1988 o SAAB 2000, avião de transporte de passageiros, turboélice de alta velocidade no momento, podendo chegar a velocidades de aeronaves a jato. O SAAB 2000 fez primeiro voo em março de 1992, mas foi descontinuado em 99 em face do seu fraco êxito comercial. Naquele mesmo período de tempo, a Embraer criou e passou a triunfar no mesmo mercado do avião sueco, com seu EMB-145, jato de 50 passageiros hoje voando em cerca de 40 países. Assim, vemos que nossa empresa de São José dos Campos realmente não é noviça no mercado aeronáutico mundial. O contrato de aquisição e produção dos aviões Gripen deveria ser firmado pela FAB com a Embraer. Ao mesmo tempo, a nossa empresa, trabalhando com a FAB, firmaria outro contrato, no mesmo nível, com a Saab sueca. Ambos os documentos oficiais sob a chancela da Força Aérea levariam à produção e entrega dos produtos demandados. Dotada dos poderes contratuais adequados, a Embraer passaria a ser a contratante, portanto, dotada de todos poderes para garantir cumprimento das especificações baixadas pela FAB e, ao mesmo tempo, ser dotada do poder de negociação junto à empresa sueca, item essencial para assegurar todo elenco de problemas para uso das tecnologias aplicáveis nos produtos contratados e nos outros, ainda em produção e nos ainda por serem produzidos. Em última análise, depois de tantos anos de espera da decisão do governo a FAB e o povo brasileiro têm direito de exigir respeito aos quesitos discutidos intensamente na última década! E, importante, termos a satisfação de que a luta pelos mais significativos objetivos pode e deve trazer resultados positivos e duradouros!

Ozires Silva é engenheiro aeronáutico e fundador da Embraer

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

UNIFA

Seminário sobre Poder Aeroespacial: inscrições abertas
Estão abertas as inscrições para o V Seminário de Estudos: Poder Aeroespacial e Estudos Interdisciplinares de Segurança e Defesa, promovido pela Universidade da Força Aérea (UNIFA). O evento será realizado nos dias 26 e 27 de março no Campus da UNIFA, no Rio de Janeiro, e oferece vagas para militares, estudantes e profissionais interessados na gestão do poder aeroespacial em prol da defesa e segurança nacional. O objetivo do seminário é debater os mais diferentes aspectos do poder aeroespacial e da defesa nacional, através de conferências, mesas redondas e mesas temáticas. Dentre os assuntos que serão abordados estão: doutrina e eficácia do poder aéreo, estudos interdisciplinares de segurança e defesa, medicina e capacitação física aeroespacial e história da aviação militar. O evento contará ainda com a exposição e apresentação de trabalhos de diversos pesquisadores universitários.

Serviço
Data: 26 e 27 de março de 2014
Local: Prédio do Comando da Universidade da Força Aérea 
Av. Marechal Fontenelle 1200 – Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 8h às 16:30h

Inscrições
Inscrições abertas através do site: www.unifa.aer.mil.br/seminario
Mais informações: (21) 21572744 ou proens.unifa@gmail.com

Confira a programação do evento:

26 de março
08:00 – 09:00 Credenciamento
09:00 – 09:15 Abertura
09:15 – 10:00 Conferência ATHENA*
10:00 – 10:15 Intervalo
10:15 – 10:35 Exposição e Apresentação dos Painéis/Poster
10:35 – 12:00 Mesa Redonda - Interdisciplinaridade
12:00 – 13:00 Almoço
13:15 – 14:35 MT 1 – Doutrina e Eficácia do Poder Aéreo MT 2 – Estudos Interdisciplinares de Segurança e Defesa
14:35 – 16:00 MT 3 – Ciência e Tecnologia de Defesa MT 4 – Economia de Defesa

27 de março
09:00 – 10:25 Mesa Redonda - Interoperabilidade
10:25 – 10:40 Intervalo
10:40 – 11:00 Exposição e Apresentação dos Painéis/Poster
11:00 – 12:00 MT 5 – Gestão Logística da Força Aérea MT 6 – História da Aviação Militar
12:00 – 13:00 Almoço
13:10 – 14:00 Conferência Hefestos**
14:00 – 14:10 Intervalo
14:10 – 15:00 MT 7 – Ensino Militar MT 8 – Segurança de Voo e Aviação Civil MT 9 – Medicina e Capacitação Física Aeroespacial 
15:00 – 15:10 Intervalo
15:10 – 16:00 Conferência MÉTIS***
16:00 – 16:10 Intervalo 
16:10 – 16:30 Encerramento

Fonte: UNIFA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Aerovale

Ministro libera operação de aviação executiva no Aerovale
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, assinou ontem, segunda-feira, 17/2/2014, a liberação do Aerovale - empreendimento de propriedade privada, destinado às operações da aviação executiva. O empreendimento está em fase avançada de construção e funcionará em uma área de mais de 2,5 milhões de metros quadrados, com módulos comerciais, hangares e heliporto. Segundo Rogério Penido, responsável pelo megaprojeto, a pista do aeroporto estará concluída em maio, quando terá condições de operação. O empreendimento oferece ao todo 117 lotes aeronáuticos de até 13.500 metros quadrados, com acesso direto à pista - que possui 1.550 metros, maior que a pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A área deve receber empresas de manutenção de aeronaves, táxi aéreo, hangares, entre outros. Também serão disponibilizados mais 188 lotes industriais e comerciais de até 15 mil metros quadrados que devem abrigar empresas de prestação de serviços, dentre elas restaurantes, bancos, hotéis e conveniências. O empreendimento fica no bairro da Germana, em Caçapava-SP, entre as rodovias Presidente Dutra e Carvalho Pinto.

Fonte: O Vale

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Embraer

Aérea indiana compra 50 aviões do Brasil
A companhia aérea indiana Air Costa fez uma ordem de compra de 50 aviões EJets E2 da brasileira Embraer, por um valor de 2,94 bilhões de dólares, anunciaram no dia 13 de fevereiro de 2014, em Cingapura, as duas empresas. A venda constitui a primeira etapa da venda prevista de 1.500 aeronaves na região Ásia-Pacífico (incluindo a China), anunciada pela Embraer. O acordo entre a empresa brasileira e a Air Costa também inclui a possibilidade de compra de outras 50 unidades. Com esta ordem de compra, a Air Costa será o primeiro cliente do E.Jet E2 da Embraer no mercado indiano. A primeira entrega está prevista para 2018. Os executivos da empresa indiana informaram que utilizarão as aeronaves para rotas em mercados secundários da Índia.

Fonte: Embraer

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Especial de Domingo

Do Blog do Astrônomo, de Eduardo Oliveira, selecionamos o conteúdo sobre a nova série de divulgação científica, inspirada em sucesso dos anos 80.
Boa leitura.
Bom domingo!

COSMOS: A SPACETIME ODYSSEY estreia em março no NATGEO

Em março, a National Geographic Channels International fará a estreia mundial do remake de uma das séries de TV mais assistidas de todos os tempos. "Cosmos: A Spacetime Odyssey" é uma homenagem aos 80 anos de nascimento do astrônomo estadunidense Carl Sagan, autor e apresentador de "Cosmos: A Personal Voyage". A estreia será exclusiva dos canais National Geographic em 170 países e 48 idiomas em 9 de março, domingo. Nos Estados Unidos, a produção estreia no canal Fox, sendo exibida no dia seguinte no NatGeo.


A nova produção conta com a produção executiva de Seth MacFarlane e Ann Druyan, viúva de Sagan e co-autora da série. O astrônomo Steven Soter também participou das duas produções. Brannon Braga ("Star Trek" e "24 Horas"), um dos produtores executivos, é um diretor principal, ao lado de Bill Pope ("Matrix"), diretor de fotografia. Também está na equipe o produtor Jason Clark ("Ted"). A trilha sonora ficou por conta de Alan Silvestri ("Os Vingadores", "Esquadrão Classe A" e "Uma Noite no Museu"). Como na versão original, serão 13 episódios. A apresentação fica por conta do famoso astrofísico Neil deGrasse Tyson e haverão narrações com outros nomes conhecidos, como o próprio Seth MacFarlane. A série reinventa elementos conhecidos da produção dos anos 80, como a Nave da Imaginação e o Calendário Cósmico. Abordando a temática científica de forma filosófica e emocional efeitos visuais de ponta, "Cosmos: A Spacetime Odyssey" promete ser uma produção televisiva sem precedentes.



"Nunca houve um tempo tão importante como o que vivemos hoje para fazer reemergir ‘Cosmos’. Quero fazer este programa tão divertido, tão vistoso, e tão excitante que todas as pessoas que não tenham qualquer interesse na ciência tenham curiosidade de o ver só porque é um verdadeiro espetáculo televisivo", disse MacFarlane. Para Druyan, "É uma verdadeira emoção levar a Nave da Imaginação para mais uma volta". "Vamos a lugares onde nunca ninguém esteve antes, fazendo uso de capacidades que não existiam ao tempo da série original. Apesar disto, parece tudo como a primeira vez."


"Durante 125 anos, a National Geographic Society sempre esteve na vanguarda da pesquisa científica, investigação e aventura. ‘Cosmos’ representa uma esplêndida, épica e transformacional jornada numa nova era de exploração expondo os valores centrais da vida que são elemento inerente dos canais National Geographic" disse Ward Platt, CEO do National Geographic Channels International e COO para a FOX International Channels. "Estamos muito entusiasmados por trabalhar com o Cosmos Studios e com a Fox para o renascimento de uma das mais poderosas e revolucionárias séries científicas de todos os tempos." A Cosmos Studios é uma produtora sediada em Nova York criada por Druyan em 2000. Mitchell Cannold, presidente da Cosmos Studios, também é produtor executivo da série.


"Trabalhando com os nossos parceiros da Fox e da NGCI, ‘Cosmos: A Spacetime Odyssey’ será um verdadeiro evento televisivo global como nunca foi feito antes", acrescentou David Lyle, CEO do NGC EUA e Programação Global. "Com a paixão de Seth e a força criativa de Ann, o novo ‘Cosmos’ vai marcar um divisor de águas na televisão de não-ficção, assim como fez a versão original há 30 anos." 

Inspiração
"Cosmos" de Carl Sagan mudou a forma como o público via além do nosso mundo. Foi exibida pela primeira vez em 1980 pelo Public Broadcasting System (PBS), um canal público, e manteve o recorde de audiência do canal até a exibição do documentário "The Civil War", em 1990. Durante 33 anos, a série permaneceu numa contínua distribuição mundial sendo vista por mais de 750 milhões de pessoas em mais de 175 países.

Assista e saiba mais sobre "Cosmos: A Personal Voyage" 

Após a morte de Sagan, em 1996, Druyan, Soter e Tyson decidiram fazer uma nova versão da série com tanto público quanto possível. Por anos, lutaram para conseguir uma rede de TV que atendesse a seu pedido. Em 2008, MacFarlane conheceu Druyan através de Tyson em um evento inicial do Science & Entertainment Exchange, um novo escritório da National Academy of Sciences em Los Angeles com o objetivo de ligar escritores e diretores de Hollywood e cientistas. Em 2009, em um almoço com Tyson, MacFarlane soube do interesse em recriar "Cosmos". A série o influenciou quando criança e ele achava que ela serviu para "ligar a comunidade acadêmica e o público geral". MacFarlane disse estar em um ponto da carreira com verba disponível e que gostaria de investir em algo que valesse a pena. MacFarlane considerava a redução dos esforços em viagens espaciais nas últimas décadas como parte de "nossa cultura de letargia" e, tendo várias séries na rede Fox, apresentou Druyan aos chefes de programação da Fox Peter Rice e Kevin Reilly e ajudou a aprovar o programa. Ele admite que é "a pessoa menos essencial da equação". Ele e Druyan se tornaram amigos próximos e ela afirmou que ele e Sagan teriam sido "espíritos parentes" com seus respectivos "talentos proteicos". Em junho de 2012, MacFarlane forneceu verbas para permitir que cerca de 800 caixas de anotações pessoais e correspondências de Sagan fossem doadas à Biblioteca do Congresso.


Em agosto de 2011, o programa foi anunciado oficialmente para o horário nobre da primavera de 2014. Reilly considerou que seria um risco e fora da programação típica mas disse que "acreditamos que possa ter o mesmo impacto cultural massivo da série original" e forneceu os recursos da Fox para o programa.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Avianca

Empresa planeja comprar mais 50 aviões
De olho no incentivo do governo a rotas para cidades do interior do Brasil, a Avianca, quarta maior empresa aérea do país, anunciou planos para ampliar sua frota. A companhia já negocia com a Embraer e fabricantes estrangeiras para adquirir pelo menos 50 novos jatos, além de renovar 15 aeronaves de pequeno porte da Avions de Transport Regional (ATR), utilizadas em viagens de curta distância. As informações foram confirmadas pelo diretor-executivo da aérea, José Efromovich, em entrevista em São Paulo. Segundo o executivo, estão sob análise modelos da canadense Bombardier, da japonesa Mitsubishi Aircraft e da russa Suhkoi. Efromovich disse ainda que a companhia tem interesse no novo modelo da Embraer, o E2, com previsão de entrega para 2018. Temos que substituir pelo menos 15 ATRs e pode ser preciso cerca de 50 novos aviões. Vai depender do programa de aviação regional do governo - afirmou o diretor. - Poderíamos começar uma subsidiária regional, criar uma nova companhia ou até negociar com aéreas já existentes para programas regionais. Estamos abertos para todas as opções.