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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 5 de novembro de 2016

Aviação Naval

Helibras apresenta 1º Super Cougar da Marinha capaz de lançar míssil 
A Helibras - fabricante de helicópteros instalada em Itajubá (MG) - apresentou, no dia 25 de outubro de 2016, o primeiro H225M (Super Cougar) armado da Marinha do Brasil, o mais complexo helicóptero que está sendo produzido e desenvolvido pelo Centro de Engenharia da empresa dentro do programa H-XBR. O protótipo BRA-05 conta com o Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela Helibras especialmente para as missões da Marinha, com radar de patrulha APS-143, sistema Chaff & Flare de contramedidas e sistema de inteligência com dois mísseis Exocet AM39 B2M2 de última geração. O desenvolvimento e a fabricação desta nova versão naval foram realizados sob a liderança da Helibras em colaboração com a Atech e ADS, responsáveis pelo sistema tático de Missão Naval que é o coração da integração do míssil com a aeronave e sensores; e a Avibras e a Mectron, que realizam a motorização do míssil Exocet AM39 B2M2, fabricado pela MBDA.

Missão naval 
O Sistema Tático de Missão Naval instalado no H225M permite ao comandante da missão estabelecer e avaliar no cockpit uma situação tático-operacional complexa, em coordenação com um operador no console tático na cabine do helicóptero, e autorizar o lançamento do míssil AM39 nas melhores condições. A aeronave BRA-05 será o primeiro H225M em versão operacional a ser entregue para a Marinha, em 2018. Antes disso, já no próximo ano, os novos sistemas desta versão passarão pela avaliação e certificação da autoridade militar, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA-IFI). O helicóptero faz parte do contrato de 50 unidades do programa H-XBR encomendadas pelo Ministério da Defesa e Forças Armadas que estão sendo produzidas no Brasil com transferência de tecnologia e de conhecimento no país, no projeto de Cooperação & Offset, que vem sendo cumprido pela Helibras. A empresa já entregou 26 aeronaves desse pacote que já somaram mais de 14 mil horas de voo. Sete deles estão em operação na Marinha do Brasil (com a denominação Super Cougar), dez na FAB (chamados de Caracal), incluindo duas unidades do GTE e nove no Exército Brasileiro (batizados de Jaguar).

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AeroDesign 2016

Competição universitária de projetos de aviões começa no DCTA
O AeroDesign 2016 começou ontem, 3 de novembro de 2016, e prossegue até dia 6, domingo. A competição – promovida pela SAE Brasil – reúne cerca de 1.300 universitários de engenharia do Brasil e exterior, em São José dos Campos (SP), no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Estão inscritas 95 equipes de 77 escolas – 88 equipes são brasileiras e 7 são da Venezuela (4), México (2) e Polônia (1).

Desafios
O Comitê Técnico da competição criou desafios para as três categorias. Na Classe Regular, com 60 projetos, pela primeira vez aviões deverão ter dimensões compatíveis com o espaço definido por um cone com base de 2,5 metros de diâmetro e altura de 75 centímetros. Além disso, aeronaves estão liberadas para transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões – exceto chumbo. A categoria continua restrita a aeronave monomotora. Na Classe Advanced, com 10 aparelhos, os aviões deverão ter conteúdo de eletrônica embarcada superior ao das edições anteriores. Além do tempo de voo, os sistemas a bordo deverão computar a velocidade. Quando carregadas, aeronaves não deverão exceder 35 Kg. Permanecem de livre escolha o tipo de propulsão (combustão ou elétrica) e o número de motores, assim como deixa de existir a limitação de máxima cilindrada para o grupo motopropulsor. Em contrapartida, a área total das hélices não poderá ultrapassar 0,052 m². Da mesma forma que na Classe Regular, aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaiquer tipo e dimensões – exceto chumbo. Na Classe Micro, com 25 projetos, bolas de tênis não são mais obrigatórias e as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipos e dimensões – exceto chumbo. Outra novidade é a possibilidade de alijar a carga durante os voos – ganharão pontuação adicional as equipes que conseguirem realizar alijamentos com sucesso. Nesta categoria não há restrição de geometria ou número de motores – todos elétricos – porém, a partir de agora, as equipes deverão ser capazes de desmontar o avião depois de voo, e transportá-lo desmontado em caixa de volume de 0,1 m³.

Representar o Brasil
Na Competição SAE BRASIL AeroDesign, as avaliações são realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme regulamento. Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem as melhores as pontuações, ganharão o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2017, nos EUA. Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.

Programação
A Competição SAE BRASIL AeroDesign 2016 começou ontem com solenidade de abertura, showroom dos projetos e apresentações orais das equipes no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Hoje, 4, amanhã, 5, e domingo, 6, das 7h30 às 18 horas ocorrerá a Competição de Voo no Aeroporto de São José dos Campos, dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O evento é aberto ao público, com entrada pela avenida Faria Lima, a mesma que dá acesso à Embraer, pelo portão ao lado do Memorial Aeroespacial.

Alunos do NINJA visitarão o AeroDesign 2016
Uma atividade pedagógica será realizada pelos alunos do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação durante o AeroDesign 2016. Cerca de 35 alunos de escolas públicas e particulares de Ubatuba (SP), participantes das atividades do NINJA, visitarão, amanhã, 5 de novembro, o ambiente da competição. Na programação consta explanações sobre o evento e o trabalho de uma equipe construtora, observação do ambiente de preparação dos projetos de aviões, acompanhamento dos voos de competição e visita ao acervo de equipamentos e aeronaves do MAB - Memorial Aeroespacial Brasileiro. O objetivo da atividade com os alunos do NINJA é promover a obtenção de informação e conhecimento sobre as pesquisas e atividades relacionadas à aviação. É mais uma das atividades do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, que divulga a cultura aeronáutica entre crianças e jovens. O projeto social tem o intuito de difundir conhecimento extra-escolar, incentivar carreiras e despertar vocações para o setor aeronáutico, como opção profissional.

Oficinas de aeromodelismo
Os jovens do NINJA, atualmente, se dedicam a atividades – monitoradas por voluntários - em oficinas de iniciação ao aeromodelismo, com aulas teóricas de conhecimentos técnicos de aviação, aerodinâmica, aulas práticas com montagem de aeromodelos de motores elétricos e treinamento em simulador para futura operação dos aparelhos, após a conclusão das montagens em andamento.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Museus

Museu da Aviação Naval 
O Museu da Aviação Naval está localizado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, na cidade de São Pedro da Aldeia (RJ) e foi criado em 23 de agosto de 2000. O Museu tem como propósitos: resgatar e manter o acervo histórico da Aviação Naval, assim como fazer a integração das Organizações Militares, o Comando da Força Aeronaval e a Marinha do Brasil como um todo, alcançando a comunidade civil e ampliando a sua mentalidade marítima. Possui acervo diversificado, contando com aeronaves originais e réplicas, diversos motores, inúmeras maquetes, fotos, documentos e manuais das OM do Complexo da Força Aeronaval.

Visitas 
O Museu da Aviação Naval funciona para atendimento ao público de terça-feira à quinta-feira, sábado e domingo das 08 às 11h30 e de 13 às 16h30. Visitações escolares poderão ser solicitadas pelo telefone (22) 2621-4133 ou por e-mail:museu@banspa.mar.mil.br. As demais solicitações de visita pelo telefone (22) 2621-4006.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Espaço

Lançador de satélites será testado em 2018 
A Agência Espacial Brasileira (AEB) desenvolve o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), uma espécie de foguete adaptado a pequenos satélites. A atenção da AEB para o projeto tem motivo. “Hoje em dia, grande parte das missões envolve pequenos satélites. São verdadeiras constelações de pequenos satélites. Se um deles falhar, é só mandar outro de pequeno porte para substituir. Não precisa mandar um equipamento de seis toneladas”, explicou o presidente da agência, José Raimundo Coelho. Segundo ele, o primeiro teste do VLM está projetado para o final de 2018. "Certamente, teremos uma grande fila de espera de interessados em enviar seus satélites no nosso lançador a partir do Centro de Lançamento de Alcântara", previu.

SGDC 
Outro projeto importante para o Brasil é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), definido como questão de soberania nacional. “Tínhamos esse sistema instalado no Brasil, por meio de contratos com satélites estrangeiros. E, por meio de uma iniciativa do então Ministério das Comunicações – agora MCTIC – foi sugerida a criação de uma empresa para desenvolver o projeto de um satélite que fornecesse comunicações estratégicas e que provesse banda larga para todo o nosso território. E foi criada uma empresa integradora, a Visiona, que é a associação da Embraer com a Telebras”, disse o presidente da AEB. Para desenvolver a indústria brasileira voltada para o setor espacial, defende o presidente, é preciso expandir a demanda do Programa Espacial Brasileiro, para dar sustentabilidade à indústria espacial. A agência investe no programa desde cedo, com crianças de 12 e 13 anos, por meio do AEB Escola, e, mais adiante, o trabalho é feito junto às universidades. Atualmente, cinco universidades federais em todo o País oferecem cursos de engenharia aeroespacial.

Fonte: Portal Brasil

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Meteorologia

Fim do mistério:
Gases da Amazônia na alta atmosfera contribuem para abundância de chuva 
A abundância de chuvas na região amazônica era um mistério para os cientistas, até os dias atuais. Isto porque as gotículas de água produzidas pela floresta são insuficientes para produzir as tempestades e o alto volume de chuva na Amazônia. De onde viria o complemento de água para causar o rico regime hidrológico? Depois de 25 anos de estudos sobre a formação de nuvens no norte do Brasil, cientistas descobriram a razão. As águas complementares vêm da altitude de 15 mil metros, cujas gotículas se aglutinam em torno de nanopartículas de gases expelidos pela própria floresta. Esses gases embarcados nas massas de ar ascendentes chegam à alta atmosfera. O encontro das partículas de gases com as gotículas de água, na faixa de temperatura de -55°C, provoca a condensação da água e formação dos aerossóis.

Medições com aviões 
Em movimento descendente, os aerossóis superiores se encontram com as partículas de água vindas das árvores (evapotranspiração) e dos rios e incrementam o volume de nuvens sobre a região. A principal descoberta do estudo – publicado na revista Nature de outubro de 2016 - foi saber de onde vêm partículas que se unem às gotículas de água na alta atmosfera para formação dos aerossóis: da própria floresta. A conclusão veio com a análise de medições de partículas feitas por dois aviões voando até 15 mil metros, cujos resultados foram idênticos aos verificados em coletas próximas ao solo. No caso, numa plataforma de 320 metros de altura no centro da Amazônia, chamada de Torre Alta de Observação da Amazônia. Até então, se sabia que a inversão de temperatura que há acima de 2500 metros inibe o transporte vertical das partículas. No entanto, na Amazônia, as massas de ar ascendentes e as nuvens convectivas proporcionam a elevação das partículas de gases. Isto leva a inferir que este mecanismo funciona em regiões tropicais. "O conjunto dos gases emitidos pela floresta e as nuvens fazem uma dinâmica muito peculiar e produzem enormes quantidades de partículas em altas altitudes, onde se acreditava que elas não existiriam", diz o físico da USP Paulo Artaxo, um dos autores do estudo. "São mecanismos biológicos da floresta atuando junto com as nuvens para manter o ecossistema Amazônico em funcionamento." Para Luiz Augusto Machado, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), outro participante do estudo, "é um conhecimento que terá de ser incluído em modelos numéricos de previsão, pois ajudará a tornar as simulações de chuva na Amazônia mais precisas". Outra observação oriunda do estudo é que os aerossóis da alta atmosfera são fundamentais também para o controle da radiação solar que atinge a superfície, equilibrando a fotossíntese e a temperatura do ecossistema amazônico. 

Enviado por: Roberto Tadeu de Araujo 

Saiba mais: Blog do NINJA de 20/05/2012  e de 07/12/2014

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aviação Naval / Força Aérea

Caças da Marinha e da FAB realizam inédito reabastecimento em voo entre caças 

O mais comum, quando se aborda o tema Reabastecimento em Voo (REVO), é a compreensão de que uma aeronave de grande porte, denominada KC, como exemplo o Hércules KC130, efetue transferência de combustível de seus compartimentos para uma aeronave de caça. No entanto, uma operação inédita no Brasil, realizada em outubro de 2016, consistiu na transferência em voo de combustível de caças AF-1 da Marinha do Brasil para caças F5M da Força Aérea Brasileira. Veja, a seguir, texto da Comunicação Social da Marinha do Brasil. 

No dia 18 de outubro de 2016, em Anápolis (GO), o Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque da Marinha do Brasil (MB), o Primeiro Grupo de Caça e o Primeiro Grupo de Defesa Aérea, ambos da Força Aérea Brasileira (FAB), realizaram uma operação de Reabastecimento em Voo (REVO) entre aeronaves de caça. No treinamento, o objetivo era que as aeronaves AF-1 da MB provessem um apoio aéreo aplicável à tarefa de sustentação ao combate, transferindo combustível para as aeronaves de uma esquadrilha de caças F-5M da FAB e, por conseguinte, ampliando a autonomia/alcance das aeronaves recebedoras. O fato, inédito no Brasil, se deu graças à capacidade de a MB atuar com aeronaves de caça como reabastecedoras, através do POD de reabastecimento Buddy Store (sistema que permite a passagem de combustível de uma aeronave para outra). Conectado à estação central das aeronaves AF-1, o Buddy Store foi projetado para permitir a realização do REVO de maneira rápida e eficaz em operações navais nucleadas em porta-aviões, assim como cumprir as funções de reabastecedor em aeródromos pequenos. Também pode ser empregado no caso de pane de reabastecedor ou em uma possível falta desse tipo de aeronave. O exercício contribuiu para o desenvolvimento e para a otimização do emprego conjunto dos recursos materiais das Forças Armadas, bem como para aumentar o nível de padronização de doutrina e dos procedimentos. A operação demonstra o esforço da MB e da FAB para intercambiarem serviços, sem comprometerem suas funcionalidades e consubstanciando o conceito de interoperabilidade.

domingo, 30 de outubro de 2016

Especial de Domingo

Hoje, 30 de outubro, teremos o segundo turno das eleições municipais em muitas cidades brasileiras. Pensando nisso, selecionamos do AEROMAGIA um artigo publicado há uma semana, por ocasião do Dia do Aviador. Ele reporta à questão da política e dos políticos, com ênfase nos deputados federais, cuja eleição acontecerá em 2018. Vale para refletir e pensar muito bem na hora de escolher os nossos representantes. E, depois de elegê-los, manter extrema atenção em suas iniciativas, alertando-os sempre, para evitar ações equivocadas.
Boa leitura.
Bom domingo!

Querem monetizar a palavra ‘aviador’

 Texto: Plinio Lins
Publicado no Aeromagia em 23/10/2016

Hoje, 23 de outubro, é dia de parabenizar os amigos que voam e que são apaixonados por aviação – os aviadores. Mas desculpe estragar a festa: pode ser que em breve essa data mude de conotação. 

Meses atrás, conversava eu com um aluno de uma renomada faculdade de ciências aeronáuticas, e que estava agora fazendo o curso de Piloto Comercial. Entre outros temas gerais de aviação, perguntei a ele como era o curso: que tipo de matéria estudavam, se as provas eram difíceis, etc. A resposta que tive foi a do típico enfastiamento pelo qual qualquer universitário brasileiro passa quando vai chegando ao final da faculdade: grande parte das matérias era enfadonha, muitas delas resumidas, outras delas inúteis e apenas para ‘encher linguiça’, o inglês era básico, e boa parte dos alunos preferia matar aula nos bares, preocupando-se com os estudos apenas nas vésperas das provas. Enfim, um curso superior como outro qualquer. Perguntei se havia alguma matéria sobre ‘história da aviação’ (na faculdade de Direito eles ensinam a História do Direito, na de arquitetura tem a História da Arquitetura, etc). Mas para minha desolação, fiquei sabendo que não há ‘história da aviação’ na grade de matérias. Ou seja, todo o desenvolvimento da aviação, histórias de ases e aviadores, tudo isso é desprezado. Nada de moralmente errado, mas também nada empolgante.

Hoje, dia do Aviador, recordo-me de que, quando comecei a fazer o PP, fui contar para minha avó, e ela perguntou: “Então você está fazendo curso de aviador?” Na juventude dela, quem pilotava aviões era sempre um aviador, isso é fato. Mas quando ela disse isso, soou algo ainda muito ‘alto’ para mim. Na minha mente, essa expressão era mais adequada para figuras como o Barão Vermelho, Bob Hoover, Douglas Bader, Eric Hartmann, Pierre Clostermann, Alberto Bertelli, Cel Braga… enfim. Eu respondi à minha avó: “Não, não é curso de aviador, é só de piloto mesmo…para ser aviador vai demorar muito ainda, e nem sei se chego lá”. 


Pela quantidade de textos que surgem no dia 23 de outubro, é possível ver o quão sagrada é a expressão ‘aviador’. É uma palavra que, pelo seu histórico, adquiriu um status quase igual do ‘cavaleiro’, para o qual não bastava dominar um cavalo ou ser um exímio guerreiro. Na época da cavalaria não havia ‘curso de cavaleiro’. Era um conjunto de qualidades técnicas e morais, somadas a experiências de vida, que formavam um cavaleiro. E a aviação quando surgiu tinha algo de cavalaria. O ‘Barão Vermelho’ era uma espécie de cavaleiro – e foi para homenagear sua memória que seus inimigos ingleses inventaram o ‘missing man formation’ (um rito digno de cavalaria). Ter sido piloto de caça na Luftwaffe ou na Royal Air Force durante a Segunda Guerra é quase como ter sido da Távola Redonda… 


Aviadores também foram aqueles que cruzavam o Atlântico navegando com referência visual nas estrelas, ou então os que instituíram o C.A.N. – Correio Aéreo Nacional – pelos rincões do Brasil. Esses podiam ser comparados aos navegadores de caravelas ou aos bandeirantes. E iguais a esses, há muitos outros, que igualmente foram e ainda continuam sendo aviadores, muitos deles vivendo entre nós.

Enfim, dentro de todo esse contexto, eis que, semanas atrás, me deparo com a notícia de que um certo deputado mineiro (Caio Nárcio, clique aqui para ter acesso ao perfil dele na Câmara), provavelmente instigado pelos idealizadores do www.projetoaviador.org, resolveu apresentar – sem qualquer consulta entre os pilotos – um projeto de lei pelo qual, num futuro próximo, o título de ‘aviador’ seja ostentando somente por quem tenha o canudo de uma faculdade aeronáutica. O texto diz assim:

Art. 2º – Para os efeitos desta Lei, ficam estabelecidos os seguintes conceitos e definições:

I – Aviador: Profissional que se ocupa de aviação, titular de licença de piloto de aeronaves em conformidade com o Art.3º desta Lei.

II – Piloto: toda pessoa titular de licença, emitida pela autoridade de aviação competente, para operar e praticar a pilotagem de aeronaves ou veiculo aéreo, independente do caráter profissional, desportivo ou privado da atividade aérea, respeitadas as normas de operação, de navegação, de controle do espaço aéreo, leis e decretos.

Art. 3º – O exercício no País da profissão de Aviador, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado:

I – Aos titulares de licença de Piloto Comercial ou de Linha Aérea, expedidas por autoridade aeronáutica competente antes da entrada em vigor desta Lei.

II – Aos titulares de diploma de graduação em Ciências Aeronáuticas, expedido por escolas de ensino superior, oficiais, reconhecidas pelo órgão competente, e que o licencie à pilotagem profissional de aeronaves. No artigo quarto ele dá o seu presente aos aviadores: 

Art. 4º São reservadas exclusivamente aos profissionais em conformidade com o Art.3º desta Lei, a denominação de aviador.

Além disso, esse projeto de lei pretende criar um conselho para ‘cuidar’ dos aviadores (igual à OAB, CREA, CRM, etc):

Art. 19º Ficam criados o Conselho Federal de Aviação – CONFAV e os Conselhos Regionais de Aviação – CRAv, como autarquias dotadas de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira e estrutura federativa, cujas atividades serão custeadas exclusivamente pelas próprias rendas.

§1º O Conselho Federal de Aviação e os Conselhos Regionais de Aviação têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de aviador.

§2º O Conselho Federal de Aviação é o órgão máximo deliberador do exercício profissional na pratica da aviação.

§3º O Conselho Federal de Aviação terá sede e foro em Brasília, Distrito Federal.

Ora, além de piloto e fotógrafo, sou formado em Direito e envolvido em atividades do Judiciário, e nessa condição posso dizer que 90% desses Conselhos Profissionais não são presididos pelos melhores da categoria, e sim pelos mais politiqueiros. Ademais, salvo raras exceções, a maioria dos Conselhos só atua para ajuizar execuções fiscais contra quem não paga a ‘sagrada’ anuidade (que nunca é barata). Não consigo ver vantagem em criar uma entidade dessas para pilotos (ops, para ‘aviadores’).

Talvez quem idealizou esse projeto realmente tenha sido um bom aluno numa faculdade aeronáutica, e talvez acredite que todos estudantes vão às aulas ansiosos pela aviação em si… mas não saiba que a realidade nacional é que muitos querem apenas se livrar daquilo tudo o quanto antes. E fora que os principais ofícios dessa carreira – sentar num avião, aprender a voar, dominar uma máquina, e adquirir a excelência do airmanship – continuam impossíveis de serem ensinados nos assentos de uma faculdade.

Em grande parte esse projeto de lei parece apenas seguir a tradição recente da nossa aviação tupiniquim, onde quase todos, desde aeroclubes, oficinas, até o mais alto escalão da agência reguladora, são especialistas em ‘criar dificuldades para vender facilidades’.

Mas imaginemos que realmente seja necessário aprovar essa lei: sei que há estudos sobre a real necessidade melhor formar pilotos civis, e não quero desprezá-los aqui. Mesmo assim, devo manifestar a indignação com o despropósito, com a falta de tato, com a bola fora que é pretender que, num futuro próximo, a palavra ‘aviador’ seja usada meramente para qualificar uma licenciatura, uma categoria profissional, e seja concedido por lei àqueles que tenham se sentado num banco de faculdade e feito as habilitações sem um pingo de amor à aviação.

Alguém dirá que na esfera militar o título de aviador é acrescido à patente de quem se formou piloto, e ninguém acha isso um exagero. Mas a carreira militar predispõe naturalmente a uma série de abnegações e sacrifícios que fazem o título ser merecido, mesmo para pilotos ainda pouco ‘voados’, o que não é o caso da maioria dos pilotos civis.

Enfim, o que realmente me revoltou é que o título de ‘Aviador’ – conquistado historicamente por quem ‘comeu muito sal’ na vida aeronáutica – seja transformado em moeda de troca. Se compararmos com o mundo da pintura, por exemplo, seria o mesmo que pretender dizer que ‘somente o profissional formado em uma universidade de Artes poderá ser chamado de artista‘.

Certamente quem fez o rascunho desse projeto de lei não considerou todo o sentido que a palavra ‘Aviador’ adquiriu com o tempo, não só a nível nacional como mundial. Imaginem o absurdo que seria qualificar um veterano que esteja apenas com o ‘PP’ válido como um simples ‘piloto’ (ou será que existirá um ‘aviador aposentado’?), ao mesmo tempo que se conceda sumariamente o título de ‘aviador’ a alguém que acabou de receber um canudo e recém cumpriu as horas mínimas…
Se depender dos burocratas tupiniquins, a Ray-Ban deverá repensar o título da sua série de óculos ‘Aviator”. E os fabricantes de jaquetas idem.
Que encontrem outro título para essa licenciatura, porque é impossível fazer ‘curso de aviador’ lendo livros teóricos dentro de uma sala com ar condicionado. 

Fonte: AEROMAGIA

sábado, 29 de outubro de 2016

Concursos da Aeronáutica

Força Aérea tem 450 vagas para nível superior 

Inscrições de 31/out a 18/nov/2016 

A Força Aérea Brasileira (FAB) publicou dois avisos de convocação para 450 vagas de nível superior: um para as especialidades de Magistério (Ensino Médio e Ensino Superior) e outro para as demais especialidades. As inscrições serão realizadas entre os dias 31 de outubro de 2016 e 18 de novembro de 2016 nas organizações militares listadas em cada Comando Aéreo Regional (COMAR). Os selecionados serão voluntários à prestação do Serviço Militar, em caráter temporário, no Quadro de Oficiais da Reserva de 2ª Classe Convocados (QOCon).  

Magistério 
Para a área de magistério são 46 oportunidades para ensino superior e médio. As vagas são para as cidades de Pirassununga e Guaratinguetá (SP), Barbacena (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Luis ou Alcântara (MA), Belém (PA), Belo Horizonte, Lagoa Santa ou Confins (MG). Entre as áreas estão física, economia, filosofia, administração, sociologia, línguas inglesa, espanhola e portuguesa, geografia, matemática, educação física, história.

Bacharéis 
As demais vagas (404) destinadas a profissionais de nível superior envolvem áreas como administração, arquitetura, arquivologia, análise de sistemas, biologia, biblioteconomia, ciências atuariais, ciências contábeis, economia, educação física, jornalismo, pedagogia, museologia, serviços jurídicos, entre outras. Na área de saúde, há oportunidades para enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Serão selecionados também profissionais de engenharia de agrimensura, elétrica, da computação, civil, mecânica, metalúrgica, química, de segurança do trabalho e de telecomunicações. Para detalhes das vagas, basta consultar o Anexo C do aviso de convocação.

Requisitos 
Entre as condições para participar do processo seletivo estão ser brasileiro nato, voluntário e ter menos de 45 anos de idade em 2017. A Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP), que supervisiona o processo de seleção, orienta a todos os interessados para ler atentamente o edital e prestar atenção nos Requisitos Específicos para que a inscrição seja aceita. Os candidatos devem observar também os Parâmetros de Qualificação Profissional, que dependem da especialidade pleiteada pelo candidato, onde estarão discriminadas as pontuações previstas para a Avaliação Curricular. É importante verificar os documentos obrigatórios para a inscrição, bem como os necessários para a Avaliação Curricular, que terá no máximo cem pontos. Após a inscrição ser aceita (deferida), os candidatos passarão por etapas de classificação na Avaliação Curricular; o comparecimento na Concentração Inicial; entrega dos exames, avaliações e laudos médicos, a aprovação na Inspeção de Saúde, concentração final e habilitação à incorporação. Os candidatos às vagas de Magistério, além das etapas normais do processo seletivo, serão avaliados em uma aula prática (Avaliação Didática), com caráter apenas eliminatório, com nota mínima sete.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Antonov AN-225

O maior avião do mundo virá ao Brasil
O gigante dos céus, maior avião do mundo, o Antonov AN-225 Myria, pousará no Aeroporto de Guarulhos, no dia 14 de novembro de 2016, por volta de 23 horas, segundo estimativa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A decolagem está prevista para 9 horas do dia 15 com destino a Santiago do Chile. É a segunda vez que AN-225 vem ao Brasil. A primeira operação foi em 2010, trazendo equipamentos para a Petrobrás. A aeronave, única no mundo, é operada pela Antonov Airlines.

Características do AN-225
O AN-225 Myria é a maior aeronave civil em operação e foi desenvolvida a partir do AN-124 Ruslan com o objetivo de transportar o ônibus espacial soviético Buran. É impulsionada por seis motores a jato e capaz de transportar até 300 toneladas de carga. Com o peso do aparelho, mais combustível e carga o Myria pode chegar a 600 toneladas como peso de decolagem. Possui 84 metros de comprimento e mais de 88 de envergadura. É o único exemplar do projeto e foi lançado em 1988. Ficou desativado entre 1994 e 1999, quando passou a ser empregado pela Antonov Airlines para transporte de cargas pesadas. Em agosto de 2016, a Antonov celebrou acordo com a indústria chinesa de aviões Avic, para eventual produção em série do AN-225, começando pela conclusão da segunda unidade que está em Kiev, na Ucrânia.

Sobre o AN-124: Blog do NINJA de 01/07/2015

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Força Aérea na Amazônia

Militares levaram atendimento de saúde até Iranduba (AM)
Cerca de 1000 moradores da região amazônica foram atendidos no Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira (FAB), em Ação Cívico-Social (ACISO) realizada no município de Iranduba, localizado a 40 quilômetros de Manaus (AM). A ação fez parte da Operação Amazônia, entre 7 e 18 de outubro de 2016, contando com aproximadamente 40 profissionais de saúde das Forças Armadas em atendimentos incluindo pediatria, ortopedia, cardiologia e centro cirúrgico. Além da ACISO, a Operação Amazônia reuniu mais de 1.800 militares das Forças Armadas e de instituições parceiras empregando nove aeronaves, 28 embarcações e 44 viaturas. O objetivo foi treinar a interoperabilidade das Forças Armadas em diversos cenários.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Aeronaves

Rússia certifica jatos Embraer 170 e 175
Os jatos modelos E170 e E175 fabricados pela Embraer receberam, em 12 de outubro de 2016, a homologação da Agência de Transportes da Rússia. Com isto, as companhias aéreas daquele país poderão adquirir e voar comercialmente os dois modelos de aeronaves da fabricante brasileira. Anteriormente, os modelos E190 e E195 já haviam sido homologados pela agência da Rússia, onde a Saratov Airlines trabalha com o E195 (foto).

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Aviação do Exército

EB tem intenção de adquirir avião de asa fixa
A Aviação do Exército Brasileiro deseja incorporar pelo menos um modelo de asa fixa à sua frota. A informação foi dada pelo Centro de Comunicação Social do Exército ao site airway.uol. A principal opção, segundo aquele Centro, seria o monomotor turboélice Cessna Caravan, já empregado pela FAB (foto). Outros possíveis modelos seriam o Vulcan Air Observer e o Viking Air Twin Otter. A aeronave seria operada principalmente na Amazônia, em apoio aos Pelotões de Fronteira. Atualmente, os deslocamentos para essas localidades de defesa nacional são executados pela Força Aérea Brasileira. A aquisição de aviões de asa fixa faz parte do Plano Estratégico do Exército 2016-2019. A Aviação do Exército - cuja principal unidade de comando é sediada em Taubaté (SP) - foi reativada em 1986 e entrou em operação três anos depois apenas com helicópteros. Os atuais aviões de asa rotativa do Exército são os helicópteros Pantera, Jaguar, Esquilo e Black Hawk .

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Conexão FAB

Programa mostra a maior operação de resgate já feita pela FAB
A edição de outubro de 2016 do programa Conexão FAB detalha como foi o retorno de militares do Para-Sar ao local do acidente do voo 1907, dez anos depois. O programa para as mídias em internet, produzido pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, apresenta também detalhes da 4º Mostra BID, a maior feira nacional na área de defesa e quais são as novidades para o mercado.Outra notícia é sobre os últimos testes do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações, um equipamento que permitirá a expansão da internet banda larga para todo o país.

domingo, 23 de outubro de 2016

Especial de Domingo


SEMANA DA ASA - 2016
 

23 de Outubro:
Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira 

No dia 23 de outubro de 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont, realizava o primeiro voo com uma aeronave mais pesada que o ar, capaz de decolar por seus próprios meios mecânicos e, mediante reações aerodinâmicas, voar com o 14-Bis. Para rememorar aquele feito, nesta data, portanto, comemora-se o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.

Santos Dumont no desfile do Dia do Aviador e da Força Aérea
Encenação do encontro de Santos Dumont com a Força Aérea Brasileira atual, desfile militar com cadetes da Academia da Força Aérea e imposição da Ordem do Mérito Aeronáutico. Esses foram os destaques da cerimônia em comemoração ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, realizada sexta-feira, 21, em Brasília (DF).

Homenagem aos aviadores e à FAB 

Em vídeo produzido pelo CECOMSAER, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, homenageia os aviadores e o efetivo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Mensagem alusiva ao Dia do Aviador 

"Celebrar o voo do mais pesado que o ar transcende a importância do feito do brasileiro Alberto Santos Dumont e de seu imensurável legado para a humanidade.

Sua contribuição no campo da aviação, assim como nas outras linhas de pesquisa que desenvolveu, repercutiu em sólidas modificações para nossa sociedade e representa a consolidação da engenhosidade e da persistência em prol de um objetivo, o desenvolvimento.

Dessa feita, cabe a celebração de hoje homenagear os esforços de nossos antecessores e o permanente empenho daqueles que, na atualidade, dão prosseguimento aos feitos do nosso Patrono da Aviação. 

Assim sendo, a Força Aérea Brasileira registra e externa as congratulações para os aviadores, mantenedores, equipes de solo e de apoio, os aficionados, enfim, todos que dão vida à atividade de voar e fazer voar.

Neste momento de celebração, volto minhas palavras aos integrantes da Força Aérea Brasileira.

No ano do nosso septuagésimo quinto aniversário devemos fazer uma reflexão sobre o que somos, onde estamos, o que queremos ser e onde estaremos dentro de vinte e cinco anos, quando completaremos o centenário de nossa criação.

Se olharmos para trás, veremos que construímos uma Força Aérea sobre sólida base de idealismo e carregada de responsabilidade em relação ao destino de nossa nação.

Nascemos sob o fogo da segunda grande guerra e, desde cedo, sentimos a dor do sangue derramado dos nossos jovens aviadores. Marcaram naquele ano de 45 que nosso destino seria vencer ou morrer. Essa forte motivação para encarar desafios traçou o rumo de nosso futuro.

Percebemos e decidimos, já naquela década, que o Brasil teria um futuro com fortes vínculos com a aviação.

Tivemos nestes 75 anos diversas gerações, que foram agregando valor ao nosso espírito aeronáutico, digno de Santos Dumont e de nossos predecessores da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro.

Neste contexto, destaca-se a figura de nosso patrono Eduardo Gomes, um dos heróis dos Dezoito do Forte e criador do Correio Aéreo Nacional, o CAN, que jamais deixou de ter sua fundamental existência para a integração de nosso imenso território. Até os dias de hoje nosso país depende fundamentalmente da aviação para integrar as remotas regiões do norte e noroeste brasileiro.

Não podemos perder a consciência dessa responsabilidade. Devemos, pois, manter o mesmo espírito de Eduardo Gomes, Protásio, Camarão e tantos outros.

Ao valorizar nossa missão de integração nacional, atendemos uma de nossas três grandes responsabilidades, que são integrar, defender e controlar.

Não devemos, entretanto, dispensar menos atenção à grande responsabilidade de defender e garantir a integridade de nosso território.

É primordial ter a consciência da dimensão de nossa área de responsabilidade, de nossas riquezas no mar e em regiões pouco habitadas e carentes de infraestrutura.

Para tanto, devemos estar preparados! As ameaças podem estar ocultas, mas existem e podem mostrar suas garras como temos visto ao redor do mundo em tempos recentes.

Neste contexto, a indispensável incorporação de novos vetores e armamentos, a modernização da estrutura organizacional, o domínio de tecnologias e a plena integração com as Forças coirmãs centrada em um Ministério da Defesa estruturado e coeso, concorrerão para o sucesso de nossa missão.

Outra grande responsabilidade de nossa Força Aérea é manter o controle de 22 milhões de quilômetros quadrados, durante 24 horas do dia, sete dias da semana. Uma missão hercúlea que temos cumprido com maestria, a despeito das restrições financeiras que afetam o sistema. Este trabalho é reconhecido internacionalmente, colocando o Brasil entre os primeiros países em excelência dos serviços prestados.

Para que possamos manter a vanguarda de nossas ações e estarmos plenamente capacitados aos desafios do futuro, nesse ano em que comemoramos o jubileu de 75 anos de nossa Instituição foi lançado um estudo ousado e inovador, o projeto Força Aérea 100.

Um importante conceito, baseado em estudos complexos e estritamente alinhado com o que existe nas modernas Forças Aéreas de todo o mundo, possui como objetivo primordial a centralização de atividades administrativas e a otimização do emprego operacional de nossos vetores.

Assim sendo, o momento nos impele a focar as ações para nossa missão institucional e, motivados pela engenhosidade e perseverança de nosso Patrono, iniciamos esta jornada que nos conduzirá a uma Força Aérea mais forte e operacional.

Integrantes do Comando da Aeronáutica,

Ao celebrar o marcante voo de Santos Dumont, manifesto minhas saudações a cada um dos membros deste efetivo responsável pelo cumprimento das inúmeras atribuições de nossa Força.

Neste contexto de regozijo, rogo que cada um dos senhores e senhoras estejam convictos que o fruto de suas atividades é um Brasil mais justo e soberano. Mantenham, portanto, a radiante chama da motivação. A nação brasileira reconhece seus trabalhos, seja por meio da integração nacional, do desenvolvimento tecnológico, do gerenciamento do tráfego aéreo ou, da permanente vigilância de nossos céus.

Dessa forma, permaneçam serenos e confiantes no fiel cumprimento de suas atribuições para que possamos navegar ombreados por nossos irmãos de armas rumo ao futuro promissor que todos almejamos.

Parabéns pelo Dia do Aviador!

Parabéns a toda a Força Aérea Brasileira!"

Tenente-Brigadeiro do Ar NIVALDO LUIZ ROSSATO
Comandante da Aeronáutica.

sábado, 22 de outubro de 2016

Datas Especiais


SEMANA DA ASA - 2016
 

Dia do Paraquedista: 22 de outubro 
Neste 22 de outubro comemora-se o Dia do Paraquedista. Nessa data, em 1797, o francês André Jacques Garnerin (1769-1823) saltou de uma altura de 600 metros no parque Monceau, em Paris, realizando o primeiro salto bem-sucedido com paraquedas. No Brasil o paraquedismo teve início com Charles Astor, em 1931, no Aeroclube de São Paulo. Em 1944, o Capitão Roberto de Pessoa foi o primeiro militar brasileiro a realizar, nos Estados Unidos, um curso regular de paraquedismo. Em 1945, o Exército Brasileiro enviou aos EUA mais 34 militares, que ao retornar passaram a integrar a recém criada Escola de Paraquedistas do Exército Brasileiro, atual Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil, organização militar integrante da Brigada de Infantaria Paraquedista, com sede no Rio de Janeiro, RJ. Além do Exército, a Força Aérea e a Marinha mantém militares treinados para incursão em qualquer tipo de terreno com o emprego de paraquedas. No meio civil - como esporte - a atividade é regida pelas normas da CBPq - Confederação Brasileira de Paraquedismo. Os saltos são feitos de alturas que variam de 600 a 3 mil metros. Existem saltos semi-automáticos, nos quais o acionamento do equipamento não depende da ação do saltador. Na modalidade de queda livre, na qual a abertura do velame é comandada pelo saltador, voa-se até 1 minuto em média, seguido de navegação de até 5 minutos, após a abertura do velame.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

ITA


SEMANA DA ASA - 2016
 

Cresce interesse de mulheres pela Engenharia do ITA 
O número de mulheres buscando as carreiras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP), cresceu em relação ao ano passado. É isso que aponta o relatório de estatísticas das inscrições para o exame de admissão ao ITA 2017. No concurso de 2016 foram registradas 3.010 mulheres, representando 24% dos inscritos (12.493). Para 2017, esse montante subiu para 3.164 vestibulandas, ou seja, 25,3 % do total (12.485). “É um aumento significativo. Para se ter uma ideia, dos 995 inscritos em São José dos Campos, 257 são mulheres”, explica o professor Luiz Carlos Rossato, chefe da seção de concursos do ITA. O relatório de estatísticas traça um raio x do concurso de 2017 e apresenta dados interessantes. O número de candidatos inscritos, por exemplo, ficou em 12.485, sendo que 6.182 optaram pela carreira militar. Em 2016, 6.026 haviam feito essa opção. A relação candidato/vaga também se elevou e passou de 89,2 para 113,5.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Datas Especiais


SEMANA DA ASA - 2016
 

20 de outubro: Dia do Controlador de Tráfego Aéreo 
Neste 20 de outubro celebra-se o Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo. A data tem como origem o 1º Encontro Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo, realizado em 20 de outubro de 1960, na Grécia. Formado e capacitado tecnicamente no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) e na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e capacitado em gestão sistêmica no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), o profissional de controle do espaço aéreo desempenha múltiplas funções. Atua principalmente como operador em Torres de Controle, Controles de Aproximação e Centros de Controle de Área. Também pode atuar em busca e salvamento, gerenciamento de navegação aérea, pesquisas, gestão de unidades de proteção ao voo e instrução. No Brasil, o universo de especialistas em controle de tráfego aéreo é responsável por cerca de 3500 voos comerciais diários, além dos voos internacionais, militares e da aviação geral. Isto movimenta 1% do PIB brasileiro e corresponde ao 4º maior tráfego aéreo doméstico mundial. Historicamente, tem-se que a primeira experiência de controle de aeródromo no país, segundo o livro Torres de Controle do Brasil, ocorreu em 1941, no Campo dos Afonsos (RJ), onde operadores iniciaram transmissões para apoiar os aviões da Escola de Aeronáutica, a partir da janela de um improvisado posto de observação.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Espaço


SEMANA DA ASA - 2016
 

Brasil lança foguete de treinamento em Alcântara 
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, realizou, no dia 14 de outubro de 2016, o lançamento de um Foguete de Treinamento, na Operação Falcão I/2016. A operação teve por finalidade o treinamento operacional das equipes e meios de apoio, preparação, lançamento e rastreio de foguetes, e ainda, a obtenção de dados para a qualificação e certificação do foguete. O lançamento ocorreu às 11h45min pelo horário local e envolveu mais de 100 militares e servidores do CLA. O veículo seguiu conforme a trajetória prevista voando por 2min e 45s até a queda no Oceano Atlântico a 18km de distância do local de lançamento. O foguete veículo atingiu uma altitude máxima (apogeu) de 31km em pouco mais de um minuto após o lançamento. Outro objetivo importante do lançamento foi atender aos requisitos de recebimento do Lançador Móvel, proveniente do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), visando qualificá-lo para as atividades operacionais do CLA.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aeronaves

SEMANA DA ASA - 2016
 

C-767 da FAB faz 1ª missão humanitária em ajuda ao Haiti 
O Esquadrão Corsário realizou a primeira missão de ajuda humanitária com o recém-incorporado Boeing C-767 da Força Aérea Brasileira para transporte aerologístico. A aeronave transportou, no dia 14 de outubro, 120 barracas para o Haiti em apoio aos desabrigados pelo furacão Mathew, que atingiu o país no início de outubro de 2016. Num segundo voo, o 767 da FAB levou um grupo com militares da Marinha e do Exército para trabalhos na manutenção de equipamentos de informática, saúde, armamento, refrigeração e viaturas da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Anteriormente, a aeronave já havia apoiado o contingente militar brasileiro que integra a missão da ONU. No próximo dia 22 de outubro, haverá mais uma missão de ajuda humanitária e, em novembro, o C-767 voará em apoio à troca de contingente.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Embraer

SEMANA DA ASA - 2016
 

Aviação comercial recebeu 29 jatos Embraer no terceiro trimestre 
A Embraer anunciou, em 14 de outubro de 2016, que entregou 29 jatos para o mercado de aviação comercial durante o terceiro trimestre de 2016. O número significa 38% a mais que no mesmo período de 2015. A companhia entregou 12 jatos executivos de grande porte, 33% a mais que o mesmo período do ano passado. No entanto, o número de entregas totais para o mercado de aviação executiva caiu cerca de 17% em relação ao terceiro trimestre de 2015.