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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 15 de abril de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 07 a 13/04
O FAB em Destaque é um programa que apresenta um resumo semanal das principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) e esta edição traz os destaques de 7 a 13 de abril.

Apresentação: Tenente Wanessa Liz / CECOMSAER

Edição: Sargento Ronan / CECOMSAER

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sexta-feira, 14 de abril de 2023

AMAB

Celebrando os 80 anos do personagem, saiba mais sobre O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

Pegadas do Pequeno Príncipe

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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Videoteca Ninja

AMELIA
Primeira a atravessar o Oceano Atlântico pilotando sozinha um avião, Amelia Earhart (Hilary Swank) é considerada uma das mais importantes mulheres da história mundial. Ávida por aventura desde criança, Amelia sempre foi apaixonada por voar e conquistou o mundo com sua carreira de aviadora. Mesmo mulheres influentes, como a primeira dama Eleanor Roosevelt tinham-na como um exemplo. Casada com o relações públicas e magnata George Putnam (Richard Gere), a mulher também tinha uma relação muito próxima com o piloto Gene Vidal (Ewan McGregor). Com uma vida intensa, Amelia sempre chamou a atenção por sua ousadia, principalmente quando decide dar a volta ao mundo em um voo solo. Mesmo com todos contra, ela está decidida a voar e sabe que esta aventura ficará para sempre na história da aviação. Baseado em duas biografias da aviadora, Amelia tem a direção da cineasta de origem indiana Mira Nair, de Nome de Família. Os roteiristas, Ron Bass e Anna Hamilton Phelan, usaram o livro East To The Dawn, de Susan Butler, que fala da relação de Amelia com Roosevelt e com Vidal, e The Sound of Wings, de Mary Lovell, sobre sua vida em família.

Título original: Amelia
Elenco: Hilary Swank, Richard Gere e Ewan McGregor
Duração: 1 hora e 51 minutos
Gênero: Drama
Direção: Mira Nair
Ano: 2009
Origem:EUA/CANADÁ

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quarta-feira, 12 de abril de 2023

Carreiras na Aviação

FAB tem processo seletivo para nível superior

São diversas oportunidades para atuação em Organizações Militares
de várias cidades do Território Nacional

A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu um novo Processo Seletivo, nível superior, para prestação do serviço militar voluntário, em caráter temporário, para os anos de 2023/2024. Os selecionados serão lotados em diversas Organizações Militares (OM), sediadas em capitais brasileiras e outras cidades do Território Nacional. As inscrições eletrônicas já estão abertas e seguirão até as 23:59h do dia 19/04 para todos os quadros. As oportunidades serão para as seguintes áreas:
Quadro de Oficiais da Reserva de 2ª Classe Convocados, Grupamento Técnico (QOCon Tec), Magistério (QOCon Tec MAG), Grupamento de Segurança e Defesa (QOCon Tec SED), Grupamento de Médicos (QOCon MED) e Grupamento de Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários (QOConFDV). 
Todos os quadros são para Convocação, Incorporação e Cadastramento em Banco de Dados.
Os voluntários deverão ter especial atenção em relação aos documentos necessários para a comprovação dos Requisitos Específicos e dos Parâmetros de Qualificação, visando à comprovação das exigências e à pontuação a serem confirmadas na Validação Documental e Avaliação Curricular.
Cabe alertar, ainda, sobre a necessidade de apresentação de alguns Exames Médicos. Recomenda-se aos voluntários que se antecipem para a realização dos exames, avaliações, atestados e laudos médicos a serem apresentados na Concentração Inicial, previstos no Aviso de Convocação.
Ao serem incorporados, conforme edital, os convocados serão declarados Oficiais e incluídos no Quadro de Oficiais da Reserva de Segunda Classe Convocados.
O voluntário, ao ser incorporado para a realização do estágio, fará jus à remuneração mensal e aos demais direitos remuneratórios, que se iniciam na data da incorporação. A seleção dos candidatos será feita conforme o edital do certame, que será disponibilizado no site oficial do processo seletivo.
As etapas para incorporação são: Entrega de Documentos (ED); Validação Documental (VD); Avaliação Curricular (AC); Concentração Inicial (CI); Inspeção de Saúde (INSPSAU); Avaliação Psicológica (AP); Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF); Concentração Final (CF) e Habilitação à Incorporação (HI).
As inscrições deverão ser feitas pelo site de Convocação do Pessoal Temporário da Aeronáutica. No site, também será possível realizar o cadastro no Sistema de Convocação do Pessoal Temporário da Aeronáutica, que somente estará disponível dentro do período de inscrições das Convocações.

Fonte: Agência Força Aérea

Mais informações: clique aqui 

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terça-feira, 11 de abril de 2023

KC-390 Millennium

Em Portugal, FAB participa de conferência sobre o KC-390 Millennium
Com o objetivo de discutir e compartilhar informações sobre as atuais capacidades e possibilidades de desenvolvimento para o emprego do KC-390 Millennium, a Força Aérea Brasileira (FAB) participou do “Users Group C-390”, conferência com os atuais e futuros operadores da aeronave multimissão desenvolvida pela Embraer. O evento ocorreu de 28 a 31/03, na Base Aérea Nº 11, da Força Aérea de Portugal (FAP), na cidade de Beja. Além das Forças Aéreas Brasileira e Portuguesa, a primeira versão do "Users Group C-390" reuniu representantes das Forças Armadas da Hungria, Holanda, República Tcheca e Áustria, com o objetivo de proporcionar trocas de informações, experiências e perspectivas futuras com as empresas parceiras da Embraer no desenvolvimento do cargueiro militar, tais como a International Aero Engines - IAE, fornecedora do motor V2500-E5; a desenvolvedora do simulador de voo Rheinmetal, a Elbit Systems, com o sistema de guerra eletrônica ELISRA e, a integradora de aviônicos Collins.
Representada pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER); Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que é subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); e Comando de Preparo (COMPREP), com o Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) - Esquadrão Zeus, a FAB apresentou as principais capacidades e missões internacionais já realizadas pelo KC-390 em operações combinadas com os EUA e no âmbito do Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), em assistência humanitária no Haiti e no Líbano, de repatriação na Polônia, além das operações nacionais, tais como de combate à pandemia da COVID-19 e assistência à população na Terra Indígena Yanomami.
De acordo com o Chefe da Segunda Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Carvalho Júnior, o evento na FAP foi um importante passo para continuar aperfeiçoando um dos projetos estratégicos da FAB, o KC-390. "Sob a perspectiva de visão de futuro e consolidação das capacidades que o KC-390 Millennium poderá fornecer à Força Aérea Brasileira, na sua missão de Integração e manutenção da soberania nacional, essa primeira conferência de operadores significa um importante passo para a harmonização da visão do COMAER com os cenários prospectivos internacionais, principalmente com importantes países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como também a possibilidade singular de alinhamento dos interesses do Brasil no contínuo desenvolvimento das capacidades da FAB", explicou o Oficial-General.

Fonte: EMAER

Edição: Agência Força Aérea

Revisão: Tenente Alvarez

Fotos: FAP

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segunda-feira, 10 de abril de 2023

Sesquicentenário de Santos Dumont


Em julho de 2023 brindaremos o sesquicentenário de Santos Dumont. 150 anos do surgimento deste genial brasileiro que merece sempre ser lembrado.

Santos Dumont:
Vida e principais invenções do Pai da Aviação
Quem nunca se impressionou com os imensos aviões que sobrevoam o céu? Ou com os enormes balões movido a ar quente? Pois bem, essas são só algumas das invenções criadas pelo mineiro Alberto Santos Dumont. Nesse sentido, Santos Dumont é conhecido como Pai da Aviação. Assim, foi o primeiro homem a realizar um voo dentro de um avião a motor. Além disso, suas invenções são consideradas orgulho nacional. Dessa forma, Dumont é considerado um dos principais nomes da história brasileira. Em síntese, Santos Dumont foi muito importante para a aviação e seu desenvolvimento. Além disso, também se dedicou a diversas outras criações que são utilizadas até hoje pela humanidade, como o relógio de pulso, o chuveiro de água quente e o motor portátil.

História de Santos Dumont
Santos Dumont é do estado de Minas Gerais, nascido na cidade de Palmira, no dia 20 de julho de 1873. Em síntese, ele era um garoto que tinha interesse por máquinas e como funcionava o processo de construção de cada uma. Filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos Dumont, vivia na fazenda com a família, em Ribeirão Preto (SP). Nesse sentido, sua diversão estava em construir pequenos aeroplanos movidos a hélice. Por incrível que pareça, Dumont começou a dirigir as locomotivas aos 7 anos de idade. Assim, com apenas 12 anos já era considerado um maquinista engenhoso. Em síntese, todo o deslumbre com a aeronáutica aumentou quando Dumont se aventurava nas obras de Julio Verne. Assim, ele lia as histórias sobre viagens em submarinos e aventuras em balões. Dessa forma, o interesse em saber mais sobre os avanços aéreos o impulsionava a querer conhecer a França, país em que a maior parte do desenvolvimento aeronáutico acontecia. Dessa forma, todos os estudos e vontades de Dumont eram incentivados pelo pai. Assim, começou a estudar mecânica e com 18 anos foi à Inglaterra. Logo, o intuito era aprender inglês. Em seguida, Dumont seguiu viagem para a França e sua admiração pelas alturas aumentou ainda mais ao escalar o Monte Branco. Depois disso, o pai de Dumont lhe concedeu a emancipação e ele pode se dedicar aos estudos do automobilismo, aos estudos de ciências, engenharia, mecânica, eletricidade e aeronáutica na França. Em seguida, com a morte de seu pai, Dumont, com apenas 24 anos, retornou à França para se dedicar aos estudos do balonismo.

Santos Dumont e as máquinas de voar
Uma das primeiras criações do mineiro Dumont foi o balão “Brésil” (“Brasil”, em francês), inflado com hidrogênio. Dessa forma, esse foi o menor balão criado até aquela época. Além disso, ele se diferenciava já que não era movido à ar quente. Em seguida, veio o dirigível N-1. Nesse sentido, o N-1 foi o primeiro balão movido à motor da história. Entretanto, Dumont não obteve sucesso com a criação do primeiro dirigível. Porém, apesar de todo o preparo para que a operação fosse um sucesso, o balão, após o lançamento, subiu, mas não durou muito tempo nos ares. Entretanto, depois de algumas manobras que foram idealizadas, o balão caiu a uma de distância de 400 metros do chão. Assim, como forma de aprimorar e reparar os detalhes que ficaram à desejar na primeira criação, Dumont investiu na criação do dirigível N-2. Porém, o dirigível também caiu durante a fase de testes. Dessa forma, Dumont cria o N-3 e assim, conseguiu contornar a Torre Eiffel. Logo, conseguiu aterrizar com o N-3 no mesmo local em que o N-1 havia caído. 

O Prêmio Deutsch
A vontade de sempre melhorar o fez participar de um prêmio que foi criado em 1900, o prêmio Deutsch. Nesse sentido, venceria o prêmio quem inventasse um dirigível que fosse capaz de contornar a Torre Eiffel em menos de trinta minutos. Assim, Santos Dumont começou a investir em outros modelos de dirigíveis com o intuito de melhorar a velocidade de suas invenções. Dessa forma, criou os dirigíveis N-4, N-5 e N-6. Logo, Dumont venceu o prêmio Deutsch com sua última invenção e arrecadou um total de 129 mil francos. A partir desse feito, Santos Dumont foi merecidamente reconhecido como o maior aeronauta do mundo por ter inventado o dirigível. Além disso, o presidente do Brasil o homenageou, Dumont recebeu convites vindos dos Estados Unidos e outros países.

O começo da grande criação
Após ter vencido o prêmio Deutsch, Santos Dumont estava de olho em outros prêmios que circulavam na França de 1904. Assim, três prêmios estavam em vigor, sendo eles o Prêmio Archdeacon, o Prêmio do Aeroclube da França e o Prêmio Deutsch-Archdeacon. Dessa forma, o que mais interessava Dumont era o Prêmio Deutsch-Archdeacon. O interesse era maior devido à dificuldade e ao prêmio em dinheiro, no valor de 50.000 francos, concedido ao ganhador. Assim, quem inventasse uma aeronave que voasse 1.000 metros em circuito fechado seria o campeão. Dessa forma, a aeronave não poderia ter o auxílio de balões e nem de catapultas para a decolagem. Em seguida, Dumont deu início à sua maior criação, o 14-Bis. Assim, o 14-Bis também era reconhecido como “Oiseau de Proie” (“Ave de Rapina”, em francês). Nesse sentido, a criação foi inspirada num molde inventado há 100 anos por George Cayley, cientista inglês. Assim, com o exemplo, Dumont conseguiu produzir uma espécie de aeroplano híbrido. Ou seja, a ideia era a junção de um avião junto à um balão de hidrogênio.

14-bis, a ave de rapina
Entretanto, a primeira versão criada por Santos Dumont foi descartada. Isso porque, os amigos de Dumont e o próprio aviador consideravam a versão impura. Porém, a insatisfação com a primeira versão fez com o que Dumont focasse em uma versão em que o uso de balões para sustentar a aeronave não fosse necessário. Nesse sentido, foi criado o 14-Bis com 10 metros de comprimento, 4 metros de altura e 12 metros de envergadura. Além disso, atingia 30km/h, pesava 205 quilos, possuía as asas fixas a uma viga e o motor era de 24 cavalos. Um ponto interessante é que o piloto conduzia a aeronave em pé. Dessa forma, no dia 23 de outubro de 1906 no campo de Bagatelle, em Paris, Dumont realizou o lançamento do 14-Bis para um público de 1.000 pessoas e na presença da Comissão Oficial do Aeroclube da França. Assim, a criação de Santos Dumont conseguiu percorrer 60 metros em 7 segundos, a uma altura de 3 metros. Foi após vencer o grande prêmio que almejava que Santos Dumont ficou conhecido como o Pai da Aviação.

Além dos ares, outras invenções
Santos Dumont possuía outras habilidades além da criação de aeroplanos. Nesse sentido, como havia criado vários modelos de máquinas voadoras, Dumont construiu, em 1900, o primeiro hangar – construção semelhante a um galpão destinada a abrigar materiais e mercadorias diversas. Além disso, criou portões com rolamentos para facilitar a movimentação e o deslocamento das aeronaves. Além disso, Dumont também fez parte da criação, junto com o amigo Louis Cartier, do primeiro relógio de pulso. Assim, a criação servia para controlar o tempo dos voos dos aeroplanos que Dumont criava. Por último, também inventou o primeiro chuveiro de água quente. Assim, foi no chalé em que vivia em Petrópolis que a ideia surgiu. Logo, a invenção tinha efeito com o uso de um balde perfurado e dividido ao meio, que levava água quente de um lado e fria do outro.

A guerra e o fim de um sonho
Ao criar as esplendorosas aeronaves, Santos Dumont não imaginava que um dia poderiam ser usadas para causar destruição. Assim, com a chegada da I Guerra Mundial em 1914, Dumont viu suas invenções sendo usadas para combates violentos durante os conflitos. Dessa forma, um pouco antes da guerra, Dumont já havia se aposentado por conta de uma doença que o impedia de continuar com as invenções, a esclerose múltipla. Assim, não sentia que poderia competir com os novos inventores que surgiam. Nesse sentido, a astronomia passou a ser o ramo de estudos de Dumont. Em depressão e totalmente desmotivado em ver suas invenções sendo usadas para a destruição, Dumont pediu à Liga das Nações para que os aviões não fossem usados como armas de guerra. Além disso, o Pai da Aviação chegou a oferecer 10 mil francos para que parassem os desastres aéreos. Por fim, Dumont passou por diversos centros de saúde na Europa e já muito debilitado, retornou ao Brasil com seu sobrinho. Por consequência da depressão e da doença que sofria, Santos Dumont suicidou-se no quarto do Grand Hôtel La Plage, no Guarujá, onde vivia. Assim, o Pai da Aviação se foi aos 59 anos de idade, em 1932.

Santos Dumont e as homenagens
Em síntese, Santos Dumont foi reconhecidamente um inventor genial. Assim, muitas de suas criações fazem parte da vida de pessoas todos os dias ao redor do mundo. Além disso, ele foi o pioneiro da aviação e um amante das alturas. Assim, como forma de homenagear o ilustre inventor brasileiro, alguns lugares fizeram estátuas em sua honra. Dessa forma, podemos citar a estátua do campo de Bagatelle, local onde Dumont realizou o primeiro voo com sua maior criação, o 14-bis. Além disso, a cidade onde nasceu, em Palmeira, agora possuí seu nome e o governo brasileiro o declarou herói nacional, em 2006. Além disso, ruas e praças foram batizadas com seu nome nas cidades do Brasil. Logo, o primeiro aeroporto do Rio de Janeiro também o homenageou com o nome, Aeroporto Internacional Santos Dumont. Por fim, o chalé que existe em Petrópolis agora é um museu e abriga suas principais invenções, sendo expostas ao público.

Fonte: portal R7, via FAB, em 19/11/2019

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domingo, 9 de abril de 2023

Especial de Domingo

Do blog de Iba Mendes selecionamos, mais uma vez, o conteúdo a seguir. Um belo registro histórico, com fotos de diferentes edições da revista "A Cigarra".
Boa leitura.
Bom domingo!
Boa Páscoa!!

Memórias da Aviação
Um pouco da história da Aviação através de fotografias publicadas desde os primórdios das navegações aéreas, que tem como patrono o brasileiro Santos Dumont.


A aviadora paulista Anésia Pinheiro Machado, sobrinha do General Pinheiro Machado, ao lado do tenente e professor de Aviação Reynaldo Gonçalves, em 1922

O exímio aviador João Robba e companheiros no interior de São Paulo, de onde planejava voos entre cidades do Estado, em 1921

O aviador paulista Edu Chaves e seu companheiro de profissão Roberto Thierry, no campo do Guapira, momentos antes do "raid" do Rio a Buenos Aires, em 1921

O avião "S. Paulo", pilotado por Edu Chaves, no aeródromo do Guapira, na capital de São Paulo, em 1921 

O avião "Rio de Janeiro", que fez o "raid" (voo) Rio-São Paulo, sendo pilotado pelo capitão Laffay, em 1921 

A seguir, mais um pouco da história visual de uma das maiores descobertas de todos os tempos: o avião, mediante fotografias publicadas na década de 1910. 

Dentre essas fotografias, aparecerão algumas com o aviador americano Orton Hoover, que sobrevoou São Paulo em 1919.

Durante o voo do aparelho Curtiss sobre a capital de São Paulo em 1919, pilotado por este americano, alguém que, pela primeira vez havia estado num avião, fez esta belíssima declaração acerca do nosso maltratado Rio Tietê, outrora exuberante e maravilhoso:

“O Tietê é belo, é maravilhoso.

Desde a Penha, cortando a cidade de um lado a outro, até perder-se de vista lá para as bandas da “Ponte Anastácio”, é como uma serpente de prata, adormecida sobre a relva.

Biparte-se aqui, para fundir-se de novo acolá, formando ilhas graciosas, que mais parecem canteiros de jardim.

E foi numa comovida saudade que evoquei Baptista Cepellos:

“De tarde, quando o sol poucos brilhos expande, 
Sozinho, a meditar em tanto não sei quê,
Tomo o rumo da Luz, vou até à Ponte Grande,
A fim de conversar com o meu velho Tietê...”

Se o poeta original – pensei – houvesse tido o momento de gozo; se o vale infeliz houvesse tido, como eu tenho, este ensejo de conhecer o ‘desditoso rio’ em toda a sua mortal beleza, certo repetiria com maior angústia:

“Meu ingênuo Tietê! O progresso o apavora!
Por toda parte vê trevas e encantamento,
E, por isso, a tremer, todo nervoso, implora
Que lhe não vão tapar o azul do firmamento”.

O ‘velho rio” emocionou-se.
E, desde essa tarde memorável do meu batismo nos ares, eu amo o Tietê”.


Fotografia tirada para a revista "A Cigarra", por ocaisão de um dos voos do aviador americano Orton Hoover. Em cima: Hoover em companhia de Santos Dumont, o dr. Antonio Prado Junior, o tenente Fileto dos Santos e Alfredo Brenta, piloto-mecânico; no meio: O avião Curtiss antes de partir no voo; embaixo: Expectadores admirando as peripécias do aviador americano, em 1919

O capitão Genserico de Vasconcellos, o capitão La Fay e o tenente Mario Barbedo no aeródromo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, no dia 19 de março de 1919

Antônio Fonseca, do Correio Paulistano, ao lado do aviador americano Orton Hoover, no Campo de Marte, após seu voo sobre a capital de São Paulo, no seu avião Curtiss

Instante em que o Deputado Freitas Vale se prepara para voar com o piloto americano Hoover, no aparelho Curtiss, em 1919


O aviador Caetano no instante em que partia do Parque Antárctica, a fim de realizar seu último voo na capital de São Paulo, em 1914

Fonte: Iba Mendes, a partir da revista "A Cigarra", edições de 1914 e 1919, 1921 e 1922 disponível digitalmente no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo

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sábado, 8 de abril de 2023

Biblioteca Ninja

Livros que resgatam a história da aviação em Ubatuba (SP)

Por Arnaldo Chieus * 


As criações da Biblioteca Hans Staden e do Instituto Salerno-Chieus, no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP), proporcionaram a instalação do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com trabalhos que inspiraram a publicação de quatro livros: um sobre a travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, em 1927; outro sobre a história da aviação em Ubatuba, entre 1869 e 2017; um terceiro sobre a teoria e os projetos de aeronavegação do ubatubense Gastão Madeira, pioneiro da atividade aérea na virada do século XIX para XX; e, finalmente, um a respeito da grande viagem aérea desde o Chile até o Brasil, em 1922, da qual resultou o primeiro pouso de avião em Ubatuba. Esta é a abordagem, a seguir, compondo uma resenha dos quatro livros editados pelo Instituto Salerno-Chieus. 

Um colégio, uma biblioteca, um instituto e quatro livros sobre aviação 
A Biblioteca Hans Staden, no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP), desde sua criação em agosto de 1989, tinha por um de seus principais objetivos o desenvolvimento de um programa de incentivo à leitura. Não apenas no enfoque curricular, mas, também, buscando e tentando objetivar entre os alunos o interesse por conhecimentos extracurriculares. Esse despertar para a leitura proporcionou condições de criar subsídios extracurriculares que viessem a interagir com o público alvo, que, em princípio, eram os alunos e professores. Daí surgiu a primeira série de publicações voltadas para esse público alvo.

O primeiro trabalho publicado foi a “Apostila de Folclore”, um trabalho de pesquisa e compilação com vistas no complemento extracurricular, apresentando de forma singela as linhas básicas do folclore e seu intercâmbio entre a sabedoria e a arte popular. As atividades curriculares tiveram sequência na Biblioteca Hans Staden. Porém, a série de apostilas ficou em compasso de espera de novos títulos, o que não ocorreu. Se o tempo passou, nossos sonhos não nos deixaram. E somente a partir do surgimento do ISC (Instituto Salerno-Chieus) e do NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação) uma nova geração de sonhadores se juntou aos nossos objetivos e novos projetos se tornaram realidade. 

Documentação e aviação 
Nesse período inicial foram muitas as idas e vindas até a consolidação de uma equipe mais objetiva. Iniciamos uma nova fase de publicações e criamos alguns Blogs, para divulgar novos projetos. Daí surgiu o Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), pelo qual passou-se a divulgar a obra desse jornalista e memorialista, criador do Museu do Bairro do Tenório, em Ubatuba, um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som, de São Paulo, e de tantos outros empreendimentos culturais. Associado ao Blog, e a partir dele, deu-se corpo a novas publicações e mais colaboradores foram se associando, trazendo ideias e projetos. De um grupo entusiasta sobre aviação surgiu o NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação), objetivando a difusão da cultura aeronáutica entre crianças e jovens. E, a partir do NINJA, o grupo deu início a uma pesquisa mais aprofundada sobre a aviação em Ubatuba, única cidade do Litoral Norte do Estado de São Paulo a dispor de um aeroporto que atende às normas de segurança aeronáutica. 

Cultura aeronáutica 
Com a criação do Conselho Gestor do Instituto Salerno-Chieus e do grupamento de voluntários do Núcleo InfantoJuvenil de Aviação se objetivou a difusão da cultura aeronáutica entre crianças e jovens. À época já estava em curso uma nova e dinâmica gestão no Aeroporto Gastão Madeira, a mais importante referência de pista para aeronaves no litoral norte de São Paulo. O aeroporto Gastão Madeira tem o atual formato desde a década de 1960, época em que experimentou uma grande reforma, a pedido do então prefeito Francisco Matarazzo Sobrinho. Porém, já bem antes, nas décadas de 1920 e 1930 várias foram as aeronaves que pousavam em Ubatuba e usavam uma pista de pouso alternativo, junto à praia defronte à cidade. 

Antoine de Saint-Exupéry e Leon Antoine 
Muito comentado foi o pouso, em Ubatuba, do Latécoère da Aéropostale (atual Air France), em junho de 1933, pilotado por Leon Antoine que, à época, fora confundido com Antoine de Saint-Exupéry. Essa história foi esclarecida por meio das pesquisas do jornalista Luiz Ernesto Kawall, que localizou o verdadeiro piloto daquela aeronave. Ambos, Leon Antoine e Saint-Exupéry, faziam à época voos na mesma rota e eram amigos. Leon Antoine, após se desligar da aviação comercial, passou a viver no Brasil, residindo na região serrana do Rio de Janeiro. No seu retorno a Ubatuba, confirmou a história daquele pouso e de como fora recepcionado pela cidade à época.

Livros sobre a aviação em Ubatuba e Gastão Madeira 
Essas e outras histórias são contadas no livro “Sobre o Mar de Iperoig”, de autoria de Celso de Almeida Jr., Celso Teixeira Leite e Cesar Rodrigues, lançado pelo selo do Instituto Salerno-Chieus. O livro traz, ainda, as histórias do piloto Jean Pierre Patural, da Aéropostale, dos voos semanais da VASP e da Companhia Akrobátika e seus aviões Sukhoi. Essas histórias e tantas outras mais que o livro nos proporciona conhecer, representam uma significativa contribuição à preservação da memória local. 
Seguindo essa mesma linguagem surgiu o livro Voando Além do Tempo – o pensar de Gastão Madeira, do jornalista e pesquisador Cesar Rodrigues, relatando o pioneirismo de Gastão Madeira na aviação. Natural de Ubatuba, desde o início da adolescência Gastão Galhardo Madeira demonstrou vocação para pesquisas científicas. Gastão Madeira foi reconhecido pelos que conhecem a história da aviação mundial. Em 1927, viu o seu nome figurar, ao lado de Bartolomeu de Gusmão, Santos Dumont, Edu Chaves, entre outros, pelos feitos na aviação, na placa em ouro e brilhantes comemorativa da travessia do Atlântico pelo hidroavião Jahú. O livro reproduz na íntegra os importantes estudos desse pioneiro da aviação, numa época de transição entre o emprego de balões e o desenvolvimento de tecnologias capazes de dar condições de voo às aeronaves mais pesadas que o ar. E foi partindo do estudo do voo dos pássaros que ele conseguiu explicar a dirigibilidade dos balões e como um objeto mais pesado que o ar fosse capaz de vencer a força da gravidade. Seus estudos foram pioneiros no desenvolvimento da segurança do voo. Em um de seus inúmeros inventos, o Aviplano, idealizou um dispositivo estabilizador, capaz de permitir o controle da aeronave no caso de falha do motor ou perda da hélice. O livro Voando Além do Tempo foi lançado em Ubatuba em março de 2019, ano em que se comemorou o sesquicentenário do inventor ubatubense e precursor teórico de Santos Dumont. 

Livro aborda a travessia aérea do Atlântico 
Vou ali. Já volto: o voo transatlântico do avião Jahú, outro livro com o selo Salerno-Chieus, de Cesar Rodrigues, relata os feitos da primeira equipe de aeronautas genuinamente brasileiros a fazer a travessia aérea do Atlântico, em 1927. Os anos de 1920 foi a era das grandes travessias aéreas, um período pós-guerra marcado pelos desbravadores aéreos assumindo desafios e os reides dominaram a atenção de muita gente. E nessa época a aviação também começou a se evidenciar. E assim ocorreu o pioneirismo de Edu Chaves na rota Rio de Janeiro-Buenos Aires (1920) e seguiram-se muitos outros, entre os quais destacamos o raid Santiago-Rio de Janeiro (1922), sob o comando do capitão Diego Aracena, resultando no primeiro pouso de um avião em Ubatuba.
Hidroavião Jahú
Sob o comando do piloto João Ribeiro de Barros, natural de Jaú, SP, o voo do hidroavião Jahú teve início em 13 de outubro de 1926 em Sesto Caldene, próximo de Gênova, na Itália. O hidroavião escolhido para a travessia foi o Savoia Marchett S-55, rebatizado como “Jahú” em homenagem à cidade onde nasceu o piloto e comandante João Ribeiro de Barros. A travessia foi tida como um dos feitos extraordinários para as condições técnicas daquela época. E o Jahú, durante seu reide, desceu em diversos pontos da costa brasileira pousando em Salvador, BA, no dia 25 de junho; no Rio de Janeiro, em 5 de julho; em Santos (SP), no dia 29 de julho; e, finalmente, na represa de Santo Amaro, hoje Guarapiranga, em São Paulo (SP), em primeiro de agosto de 1927. O livro também relata o amplo e minucioso trabalho de restauro da aeronave, suas atuais condições e a futura disposição para ser exibida em algum museu aeronáutico. Atualmente, o hidroavião Jahú se encontra hangarado no Museu da TAM, em São Carlos, SP, mantendo-se sob a responsabilidade da Fundação Santos Dumont. “Vou ali. Já volto” é um livro que relata uma história emocionante, digna dos pioneiros da aviação internacional num feito sob o comando de bravos aviadores brasileiros. O livro é ilustrado com fotos da época dos fatos e do hidroavião Jahú, os detalhes do seu restauro e como se encontra atualmente no hangar da TAM (Museu Asas de um Sonho). E traz, ainda, uma vasta referência bibliográfica sobre o assunto.

A jornada aérea do Chile ao Brasil, de 1922, em livro
No capítulo 2 do livro Sobre o Mar de Iperoig há um relato, de forma abreviada, da primeira aterrissagem de uma aeronave em Ubatuba, ocorrida em 1922. Fruto de uma pesquisa mais apurada, esse assunto veio a ser desenvolvido por Cesar Rodrigues no seu novo livro A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico, publicado pelo selo Salerno-Chieus, em novembro de 2022.
O livro relata o raid aéreo iniciado em Santiago/Chile com destino ao Rio de Janeiro, então capital federal, como forma de demonstrar as aptidões dos pilotos chilenos e executar uma missão diplomática e saudar o país irmão, o Brasil, pela passagem do centenário de sua independência. A iniciativa partiu do Serviço Aéreo do Exército chileno, com o objetivo de levar ao Brasil uma mensagem do presidente chileno, por ocasião das comemorações do centenário da proclamação da independência do Brasil.
Ao centro, Aracena e Santos Dumont
O raid foi composto por duas aeronaves do tipo De Havilland DH-9 Airco: o 96 “Talca”, com os tripulantes Capitão Baraona tendo como mecânico o cabo Manuel Barahona; e o de matrícula 92, denominado “El Ferroviario”, tendo como piloto o capitão Diego Aracena e na função de mecânico o engenheiro inglês Arthur Richard Seabrook, selecionados para a missão. Ao capitão Aracena, comandante daquele raid, foi confiada uma carta do então presidente do Chile, Arturo Alessandri, com saudação ao povo brasileiro, a ser entregue ao presidente brasileiro da época, Epitácio Pessoa. 

Perigosa viagem
Ao longo do livro é relatada a perigosa jornada, verdadeira façanha dos pilotos e as dificuldades no enfrentamento de situações meteorológicas e geográficas muito adversas; o sobrevoo da Cordilheira dos Andes, as baixíssimas temperaturas enfrentadas pelos pilotos, provocando avarias nas aeronaves e congelamento com princípio de gangrena nos pés do capitão Aracena, entre muitos outros incidentes ali relatados. O primeiro acidente ocorreu na aterrissagem do Talca em Castellanos, na Argentina. Ao colidir com um poste de ferro a aeronave perdeu o trem de pouso o que impediu sua sequência no raid. A missão chilena continuou a jornada aérea com apenas uma aeronave, o biplano El Ferroviario sob o comando do capitão Diego Aracena e seu mecânico. Afinal, estava a caminho de seu destino, a cidade do Rio de Janeiro e com uma missão a cumprir: entregar ao presidente Epitácio Pessoa a mensagem que lhe encaminhava o presidente chileno. Pousaram em Buenos Aires, onde foram recebidos festivamente e prosseguiram até Montevidéu. Já era 6 de setembro de 1922. Não chegariam a tempo das comemorações da independência no Rio de Janeiro. Tentariam, ao menos, alcançar terras brasileiras, no 7 de setembro. Porém, as más condições meteorológicas não permitiram e eles pousaram, ainda mais uma vez, fora do território brasileiro. Diversos foram os pousos do “El Ferroviario” necessários tanto para reabastecimento, quanto por falhas mecânicas ou imprevistos meteorológicos. Em solo brasileiro, o avião do Capitão Aracena pousou em Pelotas, Porto Alegre - onde foi recebido efusivamente- e, posteriormente, em Torres, onde passou três dias, retido pelo mau tempo. Em seguida Florianópolis, também efusivamente recepcionado. Daí pousou em Iguape para reabastecimento e Praia Grande, também em virtude de combustível. Em Santos, pousou na praia do Gonzaga, onde ficou hospedado para pernoite. 

Pouso pioneiro em Ubatuba
Capitão Diego Aracena
Ao decolar de Santos o capitão Diego Aracena dispunha de autonomia de combustível para chegar ao seu destino final, a cidade do Rio de Janeiro. Porém, mais uma vez, o tempo mostrou-se adverso o que fez o capitão Aracena aproximar-se da costa e buscar local para um pouso alternativo. Avistando a cidade de Ubatuba, escolheu uma faixa de vegetação rasteira, na orla da praia do Itaguá para o pouso. Por uma infelicidade, na corrida para desacelerar o avião, a roda direita atingiu uma fenda oculta na grama, o que fez o avião virar provocando avaria nas rodas e na asa. A tripulação saiu ilesa, mas o avião não pode continuar sua jornada. Por coincidência, esse pouso forçado do El Ferroviario nas areias da praia do Itaguá ocorreu num 14 de setembro, data das comemorações do armistício entre os colonos portugueses e os chefes índios, habitantes da localidade, no primeiro século da colonização do Brasil. Em face da gravidade da avaria mecânica, não houve como repará-lo, pois não se dispunha de peças. Impossibilitados de continuarem a jornada aérea, serviram-se dos serviços do telégrafo de Ubatuba, para informarem às autoridades chilenas, solicitando remoção por via marítima. O governo brasileiro destacou o navio contratorpedeiro Amazonas para resgatá-los e levá-los ao Rio de Janeiro, onde puderam, finalmente, entregar a carta nas mãos do então presidente brasileiro Epitácio Pessoa. Para efetuar o resgate e traslado do avião El Ferroviario foi destacado o contratorpedeiro Alagoas. O avião foi levado para o Rio de Janeiro e reparado no Arsenal da Marinha e colocado em condições de ser embarcado para retorno ao Chile. De volta ao Chile, o DH-9 El Ferroviario integrou, em 1924, uma esquadrilha de sete aviões, empreendendo um reide de Santiago até a cidade de Tacna. Todo o livro também não deixa de ser uma singela homenagem ao grande herói deste feito: Diego Aracena Aguilar. Sem nos esquecermos do mecânico de bordo, engenheiro Arturo Seabrook, e o idealizador do reide em homenagem ao centenário da independência, Ernesto Ried. A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico, de Cesar Rodrigues, vem acrescentar novos e substanciosos elementos à história e cultura de Ubatuba. Esse árduo trabalho de pesquisa é o corolário de sua proposição inicial: “a história só existe se for lembrada”. 

*Arnaldo Chieus é professor, advogado, entusiasta da aviação e membro do Conselho Gestor do Instituto Salerno-Chieus.

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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Embraer

Embraer apresenta portfólio de Defesa & Segurança na LAAD Defence & Security 2023

Empresa celebrará no evento a recente conquista do certificado de tipo final (FOC) do jato multimissão C-390 Millennium

Radares da Embraer estarão na área de exposição estática do evento

A Embraer promoverá seu portfólio completo de produtos e soluções inovadoras para os mercados de defesa e segurança na LAAD Defence & Security 2023, a mais importante feira de defesa e segurança da América Latina. A 13ª edição do evento ocorrerá no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 14 de abril. A empresa celebrará no evento a recente conquista do Certificado de Tipo Final do programa do jato multimissão C-390 Millennium, refletindo a sua Capacidade Operacional Completa (Full Operational Capability – FOC, na sigla em inglês). O certificado FOC confirma que o projeto cumpre todos os requisitos definidos pela Força Aérea Brasileira (FAB) e que a aeronave é capaz de realizar todas as missões para as quais foi projetada. “Estamos felizes por retornar à LAAD, depois de um hiato de quatro anos devido à pandemia, e poder celebrar esta conquista do C-390 ao lado dos nossos clientes, parceiros comerciais e fornecedores”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente & CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O C-390 já começou uma bem-sucedida carreira internacional, com encomendas de Portugal e Hungria, e mais recentemente a seleção pela Holanda, e temos certeza de que a obtenção do certificado FOC será mais um diferencial para o sucesso das nossas campanhas de vendas.”


Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança, presentes em mais de 60 países, incluem as aeronaves multimissão de transporte C-390 Millennium e a de ataque leve e treinamento A-29 Super Tucano, além de amplas soluções para os segmentos aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético.


A Embraer promoverá ainda na LAAD o seu portfólio de radares e sistemas terrestres, apresentando o seu mais recente desenvolvimento na área de vigilância e alerta aéreo antecipado, o radar M200 VIGILANTE, além dos radares M20, radar portátil de vigilância terrestre, e o SABER M60, para aplicações de vigilância e defesa aérea de baixa altitude. Estarão ainda representadas no evento a Atech, a Visiona Tecnologia Espacial e a Tempest Security Intelligence, empresas que compõe o portfólio de soluções do Grupo Embraer Defesa e Segurança.

Fonte: Embraer

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quinta-feira, 6 de abril de 2023

AMAB

O Pequeno Príncipe foi escrito há 80 anos, em 1943.
Como e onde foi composta a obra de Saint-Exupéry?
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Sentando a Pua!

Conhecendo o Projeto SIVAM
Na última segunda-feira, 3 de abril, o Major-Brigadeiro Pinheiro explanou sobre a implantação e o funcionamento do Projeto SIVAM, SIstema de Vigilância da AMazônia, que usa tecnologia de ponta para monitorar e proteger a região. É mais uma excelente entrevista publicada no canal do Sentando a Pua, site que desde 2000 vem difundindo na internet a história do Brasil na Segunda Guerra Mundial.


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terça-feira, 4 de abril de 2023

Efemérides Aeronáuticas - Abril

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica destaca uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de ABRIL, estimulando o estudo, a pesquisa.

1709
O Padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão dirigiu uma petição ao Rei D. João V, contendo uma extraordinária visão do futuro da navegação aérea. (20 de abril)

1911
Foi brevetado na pilotagem de aviões, na Escola Militar de Aviação de Étampes na França, o primeiro aviador militar brasileiro, o Primeiro-Tenente de Marinha Jorge Henrique Möller. (29 de abril)

1912
O aviador brasileiro Edu Chaves fez a primeira tentativa para realizar o reide aéreo São Paulo-Rio de Janeiro, utilizando um avião Blériot. Nesse dia, Edu Chaves decolou de São Paulo e pousou em Guaratinguetá para reabastecer o seu avião. Prosseguindo no voo, no mesmo dia, teve uma pane na altura de Mangaratiba e desceu no mar. (28 de abril)

1913
Pela primeira vez um presidente da República do Brasil voou. O Presidente Marechal Hermes da Fonseca realizou um voo sobre a Baía de Guanabara num pequeno hidroavião Curtiss pilotado pelo aviador norte-americano David H. Mc Cullogh. (15 de abril)

1917
O Presidente Wenceslau Brás visitou a Escola de Aviação Naval, na companhia de Alberto Santos-Dumont. O Presidente voou num hidroavião pilotado pelo Tenente Antonio Augusto Schorcht e Santos-Dumont num outro hidroavião pilotado pelo Tenente Virginius De Lamare. (2 de abril)

1919
Aprovado pelo Aviso nº 71 o primeiro Regulamento da Escola de Aviação Militar. Na ocasião, dois aviões da Escola realizaram o reide Rio de Janeiro (Campo dos Afonsos)-São Paulo, tendo descido no Campo de Guapira, no bairro de Sant’Ana. Um dos aviões, um Sopwith, era pilotado pelo aviador francês Étienne Lafay, e tinha como passageiro o Coronel Magnin; o outro, um Nieuport, era pilotado pelo aviador francês Edouard Verdier e levava como passageiro o Tenente Bento Ribeiro. (28 de abril)

1922
Brevetadas as primeiras aviadoras brasileiras: Thereza di Marzo e Anesia Pinheiro Machado. (8 de abril)

1931
Foi criado no Ministério de Viação e Obras Públicas, pelo Decreto nº 19.902, o Departamento de Aeronáutica Civil. (22 de abril)

1934
Pelo Decreto Estadual nº 6.375, foi criado, em São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que realizou estudos sobre madeiras para a Aviação e construiu alguns protótipos de aviões e motores. (3 de abril) 

1936
Chegou ao Rio de Janeiro (Santa Cruz) o dirigível alemão “Hindenburg”, realizando sua primeira viagem à América do Sul. (4 de abril)

1939
O primeiro radiofarol para a Navegação Aérea começou a funcionar no Aeroporto Santos-Dumont.

1943
Saiu das linhas de montagem da Companhia Aeronáutica Paulista, em Utinga, São Paulo, pertencente ao “Grupo Pignatari”, o primeiro avião “Paulistinha” CAP-4. Entre agosto de 1942 e o encerramento das atividades da Companhia Aeronáutica Paulista, em 1949, 777 aviões “Paulistinha” foram construídos. (2 de abril)

1945
O Decreto-Lei nº 7.454 criou, na Força Aérea Brasileira, as Medalhas “Cruz de Bravura”, “Cruz de Aviação”, “Cruz de Sangue” e “Medalha da Campanha da Itália”. (10 de abril)

O 1º Grupo de Aviação de Caça Brasileiro, no auge de sua atividade na Campanha da Itália, cobriu-se de glórias e obteve o máximo de resultados. Todos os anos, nesse dia, a Força Aérea Brasileira comemora o "Dia da Aviação de Caça". (22 de abril)

1946
Decolou do Rio de Janeiro um avião quadrimotor Lockheed “Constelation” da Panair do Brasil, inaugurando a primeira Linha aérea transatlântica da Aviação Comercial brasileira para a Europa. Os pontos de escala eram: Recife, Dakar, Lisboa, Paris e Londres. (3 de abril)

1947
Foi formada, com sede em Montreal, Canadá, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), de que o Brasil é membro. (4 de abril)

1948
Pelo Decreto nº 24.749 foi aprovado o Regulamento para o “Serviço de Investigação de Acidentes Aeronáuticos”. (5 de abril)

1949
Foi aprovado o Regulamento para concessão da medalha de "Campanha no Atlântico Sul", por meio do Decreto nº 26.550. (04 de abril)

1951
Foram aprovadas as Instruções para a organização e o funcionamento do Curso de Tática Aérea, pela Portaria nº 165. (03 de abril)

1952
Duzentos e setenta e cinco aviões de turismo brasileiros, sob o patrocínio da “União Brasileira de Aviadores Civis”, realizaram a grande “Revoada Ministro Salgado Filho”, partindo de vários pontos do Brasil e voando até Uruguaiana e daí até ao Aeroporto de San Juan, na cidade de Buenos Aires. (13 a 15 de abril)

1954
Foi concedida à "Swissair" Sociét Anonyme Suisse pour La Navegation Aérenne, com sede em Zurique, Suíça, autorização para funcionar na República, por meio do Decreto nº 35.322, como também ficou entendido que o exercício efetivo de qualquer atividade relacionada com o serviço de transporte aéreo dependerá de concessão prévia do Ministério da Aeronáutica, de acordo com o que prescreve o Decreto-lei nº 2.961, de 20 de janeiro de 1941. (5 de abril)

Foi permitido o uso da medalha Marechal Thaumaturgo de Azevedo nos uniformes militares, por intermédio do Decreto nº 35.326.(05 de abril)

1956
O Ministro da Aeronáutica autoriza o funcionamento da Escola de Aperfeiçoamento e Preparação da Aviação Civil (EAPAC), pela Portaria nº 199. (12 de abril)

1958
Foi criada a Seção Coordenadora de Programa de Assistência e Defesa Mútua para a Aeronáutica (Sec PADM-Aer), pela Portaria nº 378 GM-2. (07 de abril)

1961
Foi ativado o Comando do 1º Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), através do Aviso nº 23-GM3. (27 de abril)

1983
Criação do Grupo Executivo para Implantação do Campo de Provas de Cachimbo (GEICAMP), por meio da Portaria nº C-024/GM3, à época subordinado ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA). (06 de abril)

1986
O presidente norte-americano Ronald Reagan homenageou o Primeiro Grupo de Aviação de Caça da FAB, conhecido como “Senta a Púa”, que participou da Segunda Guerra Mundial, com a mais alta condecoração dos Estados Unidos para atos de bravura, conhecida como: Citação Presidencial de Unidade (Presidential Unit Citation). (mês de abril)

1995
Foi implantado o Sistema de Educação Física e Desportos da Aeronáutica (SISEFIDA), criado pela Portaria Ministerial nº 413/GM-3, que estabeleceu a estruturação de um plano de condicionamento físico da Força Aérea Brasileira, culminando com a melhoria do bem estar do efetivo militar e da sua operacionalidade. (19 de abril)

Fonte: INCAER

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segunda-feira, 3 de abril de 2023

Embraer

Embraer e FAB celebram recebimento do certificado de tipo final (FOC) para o jato multimissão C-390 Millennium


Documento confirma que a aeronave atingiu ou excedeu todos os requisitos definidos pela FAB, tendo alcançado a capacidade operacional completa

Cerimônia marcou também o início da importante entrega da primeira aeronave na configuração FOC, o sexto KC-390 da FAB

O programa do jato multimissão C-390 Millennium, da Embraer, alcançou hoje um marco histórico na aviação mundial. Em cerimônia realizada na Unidade Gavião Peixoto, em São Paulo, com a presença do Alto Comando da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave recebeu o Certificado de Tipo Final, refletindo a sua Capacidade Operacional Completa (Full Operational Capability – FOC, na sigla em inglês). Emitido pelo IFI (Instituto de Fomento Industrial), organização militar vinculada ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e órgão responsável pela certificação de aeronaves de uso militar, o certificado FOC confirma que o projeto cumpre todos os requisitos definidos pela FAB e que a aeronave é capaz de realizar todas as missões para as quais foi projetada. “Este certificado coloca o C-390 em um seleto grupo de aeronaves no mundo”, diz Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “É um momento ímpar na história da Embraer. O C-390 está redefinindo o transporte aéreo militar e de reabastecimento, desafiando o pensamento por trás das plataformas atualmente disponíveis. As forças aéreas de todo o mundo estão focadas em otimizar a relação entre suas necessidades operacionais e seus orçamentos, e o C-390 é a aeronave certa para atender a esta equação.” Desenvolvido sob os rígidos requisitos operacionais da FAB, a gênese do C-390 está no modelo da tripla hélice, o ponto culminante da união das maiores mentes da academia, da indústria e do estado. Como parte do processo de desenvolvimento e certificação, cerca de 3.500 horas foram voadas nas aeronaves protótipos sob as mais diferentes condições operacionais, e outras 85.000 horas foram realizadas usando bancadas e dispositivos de testes em laboratório. O resultado, após anos de desenvolvimento, testes e certificação, é um projeto estabelecido de acordo com os mais altos padrões do mercado. “Esse é o KC-390, a aeronave que materializa o verdadeiro significado da palavra “perseverança”. Onde ela estiver, aí estará o Estado Brasileiro; aí estará a ordem e o progresso de uma nação que se alinha com a ideia de que o pleno desenvolvimento da democracia não pode prescindir da inviolável soberania. Finalizando, desejo que estes sentimentos de brasilidade e de orgulho, que ora experimentamos, aflorem, em cada cidadão, ao contemplar os céus e constatar que as “asas que protegem e integram o país” e a Embraer rumam unidas no propósito de assegurar um futuro condizente com a estatura estratégica do nosso querido Brasil”, disse na cerimônia o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno. No mesmo evento, a Embraer deu início ao processo de entrega à FAB da sexta unidade do C-390, primeira na configuração FOC. As demais aeronaves já entregues à FAB serão agora atualizadas para poderem operar com suas capacidades completas. Além disso, todas as aeronaves a serem exportadas poderão receber estas capacidades. O C-390 é a mais moderna aeronave de transporte tático militar de nova geração, e sua plataforma multimissão oferece mobilidade incomparável, aliando alta produtividade e flexibilidade de operação a baixos custos operacionais, o que é uma combinação imbatível. O C-390 pode transportar mais carga (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves militares de carga de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe, sendo capaz de realizar uma ampla gama de missões como transporte e lançamento cargas e tropas, evacuação aeromédica, busca e resgate, combate a incêndios e missões humanitárias, operando em pistas temporárias ou não pavimentadas (ou seja, incluindo terra compactada, solo e cascalho). Em sua versão de reabastecimento, a aeronave já comprovou sua capacidade de reabastecimento aéreo, assim como aeronave recebedora de combustível de outro KC-390 a partir de pods instalados sob as asas, sendo a única aeronave no mundo no segmento a realizar tal operação. Desde a entrada em operação na FAB, em 2019, o C-390 comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A atual frota de cinco aeronaves, todas na versão de reabastecimento aéreo, denominada KC-390, já acumula mais de 8.200 horas de voo e números recentes mostram uma disponibilidade operacional de cerca de 80%, com taxa de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando uma produtividade excepcional na categoria. O C-390 Millennium tem encomendas de Portugal e Hungria, ambos países membros da OTAN. A Holanda, também membro da OTAN, selecionou o C-390 Millennium em 2022.

Fonte: Embraer

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domingo, 2 de abril de 2023

Especial de Domingo

Há 80 anos, em 2 de abril de 1943, saía da linha de montagem o primeiro avião Paulistinha, que tanto contribuiu para a formação de muitas gerações de pilotos. Relembrando a data, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA registra hoje uma síntese desta grande história.
Boa leitura.
Bom domingo!

Os 80 anos do Paulistinha


O interesse do empresário paulista Francisco Pignatari pela aviação data do final da década de 1930, quando ajudou o projetista italiano L. Bresciani na construção de dois protótipos.

Em fins de 1940, a Laminação Nacional de Metais, uma das empresas do Grupo Pignatari, criou uma divisão de aviação e passou a produzir planadores. A boa recepção dos planadores no meio aeronáutico encorajou Pignatari a criar uma empresa de construção de aviões.

Assim, em agosto de 1942, surgiu a Companhia Aeronáutica Paulista - CAP. Além de toda a estrutura industrial herdada do Grupo Pignatari a CAP associou-se ao IPT de São Paulo e passou a trabalhar no projeto do avião IPT-4, renomeado CAP-1 "Planalto" e nos seus derivados, o CAP-2, o CAP-3 e o CAP-3A. Mas o projeto de maior sucesso comercial foi o CAP-4 "Paulistinha".

O projeto do Paulistinha baseou-se na aeronave EAY-201 Ypiranga (foto abaixo), cujos direitos de fabricação, pertencentes à Empresa Aeronáutica Ypiranga, foram adquiridos.


Novamente com a ajuda de técnicos do IPT, o projeto foi revisto e em 2 de abril de 1943 o primeiro exemplar deixou as linhas de montagem.

O Paulistinha foi produzido em três versões, sendo que o modelo CAP-4A era a versão de instrução com 777 unidades produzidas. As outras duas versões eram o CAP-4B, capaz de transportar uma maca (somente dois protótipos produzidos), e o CAP-4C "Paulistinha Rádio" para regulagem de tiro de artilharia (um protótipo construído).

Além das suas boas qualidades aeronáuticas, o sucesso comercial do Paulistinha deveu-se também à Campanha Nacional de Aviação, um movimento criado em 1941 para levantar recursos para a compra de aeronaves de instrução de fabricação nacional, visando sua distribuição aos diversos aeroclubes do Brasil.


O Paulistinha era robusto, de pilotagem simples e manutenção fácil. Por ser de construção simples, a CAP chegou a fabricar um Paulistinha por dia em 1943, no auge de sua fabricação, que encerrou em 1948. Com exceção dos motores, que vinham dos EUA, praticamente todos os demais itens eram de fabricação nacional.

Em 1955 a Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva adquiriu os direitos de fabricação do Paulistinha, bem como alguns gabaritos e todas as plantas do modelo CAP-4. O projeto foi ligeiramente modificado e rebatizado de Paulistinha 56. Mais de 240 exemplares foram fabricados nessa "segunda vida".

A Marinha do Brasil adquiriu apenas uma única aeronave para emprego geral e instrução em 1962. Não se conhecem maiores detalhes da aeronave, mas acredita-se que a mesma tenha sido uma das fabricadas pela Neiva da década de 1950. Passou para a FAB em 1965, onde não recebeu matrícula.



O esquema de cores e indicativos visuais mostrado acima baseia-se no padrão adotado pela MB no início da década de 1960 para aeronaves de instrução.


A FAB usou 20 aeronaves Neiva 56C Paulistinha para reconhecimento e observação com a designação L-6 e O-6 e foram utilizadas no período de 1959 até 1974.

E s p e c i f i c a ç õ e s


Origem: Brasil (Companhia Aeronáutica Paulista)

Dimensões:
Comprimento: 6,71 m; Envergadura: 10,67 m; Altura: 2,10 m; Superfície Alar: 17,00 m².

Pesos:
Vazio: 320 kg; Máximo na decolagem: 535 kg.

Motores: um motor ContinentalA-65-8 de 4 cilindros em linha, desenvolvendo 65 HP, refrigerado a ar.

Desempenho:
Velocidade máxima: 160 km/h; Razão inicial de subida: 240 m/min; Teto de serviço: 3.800 m; Autonomia: 4 h.

Tripulação: dois tripulantes em tandem

Fonte: Café Modelismo

Saiba mais: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA em 2/5/10, 3/5/10, 23/5/10, 4/7/10.

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