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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 21 de outubro de 2023

Notaer

Edição destaca Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira
Confira também as matérias sobre o Dia da Engenharia da Aeronáutica e a Operação Taquari

O Notaer de outubro traz como matéria de capa o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, celebrados em 23 de outubro. Outras datas comemoradas nesta edição são o Dia da Engenharia da Aeronáutica, o Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira e o Dia Mundial do Controlador de Tráfego Aéreo. Nesta publicação, você também pode conferir como foi a Operação Taquari, apoio da Força Aérea Brasileira aos atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Ademais, vai saber mais sobre a sexta edição do Exercício COMAEX, que capacita militares para o planejamento e a condução de Operações Aeroespaciais. Por fim, o Notaer traz uma matéria sobre a Expo Forças Armadas, em Brasília, além de homenagens ao Dia das Crianças e ao Dia dos Professores. Confira essas e outras reportagens aqui.

Fonte: FAB

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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 13 a 19/10
O FAB EM DESTAQUE desta sexta-feira (20/10) traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB), de 13 a 19 de outubro. Entre elas, a abertura do processo seletivo para profissionais de nível médio e o apoio da FAB na repatriação de brasileiros na Operação Voltando em Paz. Essa edição destaca, ainda, o transporte de brigadistas para o combate aos incêndios no Amazonas; a Palestra do Comandante da Aeronáutica para militares da reserva; as 10 mil horas de voo da Aeronave KC-390 Millennium; a participação da FAB na 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e, também, o Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Aero - Por Trás da Aviação

O que significam os números pintados nas pistas dos aeroportos?
O piloto Fernando De Borthole criou o Aero - Por Trás da Aviação onde apresenta os bastidores e curiosidades do tema com um linguagem bastante didática, o que tornou os nossos NINJAS fãs do Fernando, do portal e do canal. Confira!


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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

AMAB

Pegadas do Pequeno Príncipe: A Terra
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Processo Seletivo

FAB abre processos seletivos para profissionais de nível médio
Inscrições começaram no dia 16/10 pelo site oficial da Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou oportunidade para profissionais de nível médio que desejam fazer parte de suas fileiras em 2024. Com a abertura de processos seletivos para a Prestação do Serviço Militar Voluntário em caráter temporário, a FAB busca profissionais para contribuir com suas habilidades e conhecimentos nas diversas especialidades oferecidas.

Especialidades e localidades
O processo seletivo abrange vagas para diversas especialidades e localidades para o Quadro de Sargentos da Reserva de 2ª Classe Convocados (QSCon) e para Quadro de Sargentos da Reserva de 2ª Classe Convocados na especialidade de música (QSCon Músico), este exclusivamente para a localidade de Brasília (DF).

Inscrições
As inscrições foram abertas ontem, segunda-feira (16/10) e vão até o dia 10 de novembro para Músico e até dia 14 de novembro para demais especialidades. É fundamental que os candidatos leiam atentamente o edital disponibilizado no site destinado às Convocações para obter informações detalhadas sobre os requisitos específicos de cada especialidade, documentação necessária e datas importantes. Para obter mais informações, consulte a página de Convocação de Temporários, clicando aqui.

Fonte: FAB

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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Embraer

Embraer participa da ADEX 2023 na Coreia do Sul
Com um dos portfólios mais completos e as soluções mais inovadoras para defesa e segurança, a Embraer estará presente na ADEX 2023, com início nessa segunda-feira (16) em Seul. Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem o C-390 Millennium, avião de transporte multimissão, e o A-29 Super Tucano, avião de ataque leve e treinamento, além de soluções mais completas para os domínios aéreo, terrestre, marítimo e espacial. “Estamos honrados por estar na ADEX e esperamos aumentar nossas relações com a comunidade aeroespacial sul-coreana”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente & CEO da Embraer Defesa & Segurança. No ano passado, a Embraer assinou uma série de Memorandos de Entendimento com empresas aeroespaciais sul-coreanas, como a ASTG (Aerospace Technology of Global), a EMK (EM Korea Co.) e a Kencoa Aerospace. Os acordos foram assinados para fortalecer a colaboração com parceiros da indústria de defesa local, para o futuro fornecimento de peças para o C-390 Millennium. O C-390 Millennium, aeronave multimissão de transporte militar de nova geração, atingiu recentemente 10 mil horas de voo operando na Força Aérea Brasileira (FAB). Este marco significativo foi alcançado após quatro anos de entrada em serviço do primeiro C-390 da FAB. A frota atual de seis aeronaves apresenta disponibilidade operacional de 80%, com taxa de cumprimento de missão superior a 99%, demonstrando produtividade excepcional para este segmento. Além do Brasil, Portugal, Hungria, Holanda e Áustria selecionaram o C-390 Millennium para atualização de suas frotas de transporte militar aéreo.

Fonte: Embraer

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domingo, 15 de outubro de 2023

Especial de Domingo

Neste 15 de Outubro, Dia dos Professores, brindamos a data publicando, novamente, um antigo e magnífico conteúdo do blog Pery de Serra Negra.
O saudoso Pery - Hypérides Lamartine -  que voou em 2014 para a eternidade, deixou histórias e ensinamentos maravilhosos que sempre visitamos em seu blog.
Boa leitura.
Bom domingo!
Viva o Professor!

APRENDENDO A VOAR COM DOZE AULAS

Paulistinha CAP-4 fabricado no Brasil 

Nos anos 40 (1940/50), no tempo da “Campanha Nacional de Aviação”, o ensino nessa área era muito elementar, mesmo porque os aviões que se usavam para formar “Pilotos Privados”, eram também muito simplificados e exigia pouco, tanto do Instrutor como do aluno. No ano de 1947, fui instrutor no Aeroclube de Joinville/Santa Catarina, onde preparei uma turma de pilotos. Com a precariedade de manuais, tanto para os alunos como para o instrutor, cuidava-se muito mais da parte prática dos voos do que da teoria necessária para o aluno-piloto. Naquele período, adotei o roteiro que segue abaixo, orientado que fui durante o aprendizado no curso realizado no Aeroclube de Pernambuco. Enquadrar o curso dentro de doze aulas, que seriam repetidas quantas vezes fossem necessárias, dependendo do grau de aproveitamento do aluno. Naturalmente que era um sistema bastante simplificado, mas funcionava e poderia servir de referência para o curso dado hoje, dentro da modernidade experimentada pela aviação. 

Cabine de controle do Paulistinha 

Providências prévias:
Informações para o candidato que pretendia iniciar na aviação esportiva. O ideal era procurar um Aeroclube para fazer o treinamento mais econômico; antes mesmo de pensar no avião, o aluno teria de submeter-se à exames de saúde, cuja orientação era encontrada nas secretarias dos Aeroclubes. Depois de aprovado na saúde, fazia uma parte teórica necessária, para que ele se familiarizasse com o avião e tomasse conhecimento dos regulamentos que regiam às Leis brasileira nesta área. Era tudo muito rápido e de fácil compreensão. Os Aeroclubes dispunham de monitores para dar esses ensinamentos. Só então se entrava na parte prática, que seria dada em aviões do tipo “trainers”, com duplo comando, por serem eles, os mais simples e os mais fáceis para o aluno aprender. 



1ª Aula:
Pode ser chamado “voo de adaptação”. O monitor (ou Instrutor) levava o aluno para um voo panorâmico de pelo menos 20 minutos; antes de pousar fazia umas “manobras acrobáticas” a fim de sentir a reação do aluno. Nesta oportunidade não se devia ensinar nada pois o aluno não estava preparado para absorver os ensinamentos. Normalmente na volta ele sentia enjoado e tremulo, mas isso era normal e não era motivo para o corte a menos que ele próprio tomasse a decisão de desistir. Em toda turma acontece os desertores. Depois do pouso, fazia-se um “briefing” para saber o que tinha se passado com o aluno durante o voo e se iria continuar. 

2ª Aula:
Nesta aula já começava o ensinamento com a inspeção do pré-voo. O avião nos calços,ficava estacionado no pátio em frente ao hangar . O Instrutor fazia a inspeção geral, acompanhado do aluno, mostrando os pontos que deveriam ser verificados; o trem de pouso, pneus, fixação dos lemes, das asas e ausências de rasgões na tela; se tudo estava normal, autorizava-se o aluno ocupar o lugar do piloto, ajustava-se a posição do assento e afivelava-se o cinto de segurança. O Instrutor ocupava o seu assento na poltrona dianteira. (Aqui vai um esclarecimento: Nesse tipo de avião, o aluno ocupa o assento traseiro pelo simples fato de que no voo solo ele terá que ocupar esse lugar para equilibrar o balanceamento e o centro de gravidade da aeronave). 

Piper J-3 

Atenção
Normalmente esses modelos de avião usados para as aulas iniciais são despojados de equipamentos dispensáveis; são muito simples, não tem “start” (motor de arranque), para fazer o motor funcionar, aciona-se através da hélice. A fim de evitar acidentes terá que haver um diálogo entre o aluno e a pessoa (mecânico) que está movimentando a hélice. O diálogo dá-se do seguinte modo: - Magnetos desligados? Fala o mecânico. O aluno examina a chave de contatos na posição desligados e responde: OK!... A hélice é movimentada manualmente duas ou três vezes pelo mecânico, que pede: Contato!... O aluno responde a palavra 'Contato' e só depois é que liga os magnetos. A essa altura o motor já funcionando, deixava-se a mil rotações (RPM) uns cinco minutos para aquecer, até atingir a temperatura 40ºC. Enquanto esperava, o instrutor ia dando informações sobre o voo daquele dia. Cheque de motor, decolagem, saída do tráfego do aeroporto, voo de subida em curvas de 45 graus, nivelar, voo de cruzeiro, neste ponto se fazia os ajustes no compensador para que o avião ficasse estabilizado. O Instrutor ia pilotando o tempo todo para familiarizar o aluno com o avião. Pede que ele acompanhe com a mão sobre o manche, sem apertá-lo, simplesmente para sentir o comando, ver a paisagem e habituar o ouvido as mudanças bruscas de altitude. Lá em cima ele tentava explicar as funções dos comandos. No manche são concentrados quatro comandos: de subida manche para trás, de descida, manche para frente, curva para direita ou esquerda usando sempre o manche . O comando dos pedais faz o avião mudar de rumo. O uso coordenado desses comandos (manche e pedais), com o decorrer dos exercícios, era o que o aluno teria que aprender. Terminada a aula, a descida se daria ao contrário, sempre o aluno acompanhando através do manche, sem no entanto, tomar qualquer ação. Normalmente é o pouso que impressiona o aluno; ver o chão aproximando-se e não saber quando o instrutor vai tomar alguma providência. Depois do pouso e estacionamento da aeronave, era comum o aluno deixar o avião bastante excitado e trêmulo. Nenhuma dessas reações desclassificava o aluno para o curso, a menos que ele próprio, com a sua auto avaliação, desistisse. 

Paulistinha - CAP-4 


3ª Aula:
O instrutor começava a transferir para o aluno algumas funções acompanhando-o de perto: a inspeção da pré decolagem, seguindo o roteiro já dado na aula anterior. Lembrando que se tratava de um monoplano de asa alta construída em armação de aço e alumínio com cobertura de tela. Trem de pouso fixo com feios hidráulicos, bequilha comandada (aquela rodela na cauda), lemes vertical e horizontal ligados ao manche (comando de mão dentro da cabine) e a fuselagem construída com tubos de aço inoxidável cobertos com tela. Nesse modelo usava-se um motor de 65 HP e hélice de madeira. 

Informações da cabine:
espaçosa para dois lugares em tandem (em fila), comando duplo (tanto o da mão como dos pés), freio de estacionamento, comando do estabilizador (compensador), chave de contatos dos magnetos, bagageiro atrás do assento traseiro. 

No painel os instrumentos: 
Contagiros (RPM – rotações da hélice), velocímetro (KPH ou MPH quilômetros ou milhas por hora), bússola, indicador de pressão do óleo e da temperatura do motor e nível de curvas. Era o mínimo de que se necessitava para um avião “trainer” poder ser usado. 

4ª Aula:
Esta aula era para o aluno identificar e entender as funções dos comandos. Ela começava com o avião ainda no estacionamento. O comando de asas chama-se “ailerons”; são ranhuras móveis no bordo de fuga das asas (uma em cada lado), com o objetivo de fazer o avião girar para a esquerda ou para direita quando se vai fazer uma curva. Elas funcionam conjugadas, quando uma sobe a outra desce. 


Na figura apresentada do avião, são identificados na asa além dos ailerons, os flaps que são freios aerodinâmicos, para facilitar o pouso ou ajudar nas decolagens. Nos pequenos aviões, esse equipamento é dispensável. O aluno só vai ter contato com eles quando passar para um avião mais pesado. Os lemes - o avião tem dois comandos localizados na cauda: um vertical (leme) destinado a manter ou mudar o rumo do voo e outro horizontal (profundor) destinado a manter o voo horizontal, subir ou descer. Os lemes são compostos de duas partes: uma fixa e outra móvel. As partes fixas servem para nelas serem montadas as partes moveis. Estão todas localizadas na cauda do avião. Dentro da cabine são encontrados os comando que atuam nos “ailerons” e nos lemes. Trata-se de uma peça metálica, em forma de bengala que está conectada aos “ailerons” e o leme horizontal. O leme vertical ou de direção é conectado aos pedais. Na cabine ainda se encontra uma pequena manivela que regula a posição do leme horizontal, a manete de aceleração do motor e a chave elétrica dos magnéticos. Já todo identificado, partia-se para voar, a fim do aluno sentir e entender os comandos do avião. Depois daquele ritual,o pré-voo que o aluno fazia diante do instrutor embarcavam para a decolagem. Na rolagem para a cabeceira da pista o instrutor já começava a entregar algumas funções ao aluno para que ele começasse a raciocinar sobre o domínio da máquina. Nesse modelo de avião, aluno no assento traseiro, não consegue ver a frente. O instrutor ensina fazer a rolagem em “S” e pára a 45 graus da pista de onde pode-se ver toda a área de decolagem, aguardando a autorização torre de controle se ali houver. Caso negativo o piloto ver se a área está desimpedida, centraliza o avião no eixo da pista e acelera. (Aqui vale uma observação – nunca desperdiçar para trás um pedaço da pista, ela poderá lhe fazer falta lá na frente, numa emergência). Nesse estágio do curso, o instrutor levava o aluno lá para cima afim de que ele, com suas próprias mãos experimente as reações dos comandos quando acionados. Curvas para direita e para esquerda com diversas inclinações, voos de subida e de descida, voo planado sem motor, acelerar e reduzir o motor, mostrar ao aluno o ponto crítico em baixa velocidade quando o avião cai em perda (stal); claro que esse treinamento terá que ser repetido daí para frente em varias aulas até que o aluno se torne auto suficiente. No retorno para o pouso, o instrutor continuava entregando ao aluno alguns momentos para que ele se familiarizasse com tudo. Até ao pouso o aluno devia acompanhar com a mão no manche e com certeza faria a rolagem até o pátio de estacionamento. 

 Cabine de controle do Paulistinha 


5ª Aula:
Na quinta aula repetia-se a quarta, o instrutor acompanhava o aluno,deixando-o bem a vontade para agir e ele ficava verificando onde o aluno ainda não tinha absorvido e procurava fazer as correções. Na decolagem é comum o aluno não manter a reta. É uma decorrência de dois fatores: a tendência que todo avião de hélice tem de mudar o rumo para o lado contrário a rotação na hélice. Por precaução convém, antes mesmo da aceleração usar o comando de pé para neutralizar essa tendência natural. O vento, quando não está bem de frente na pista, pode também atrapalhar a se manter a reta. Na decolagem pode ocorrer outro problema fácil de ser corrigido. O avião ou sai muito cedo ou muito tarde do chão. Aí entra uma correção através do estabilizador, que para a decolagem deve estar ligeiramente na posição “cabrar”, ou seja, para o avião deixar o chão no momento certo e em voo atua-se nele quando chegar o momento do voo de cruzeiro. 

6ª Aula:
Na sexta aula o instrutor acrescentava a matéria dada nas duas aulas anteriores, a decolagem e o pouso; o aluno fazia a rolagem do avião até a pista de decolagem tomando todas as providências que ele já havia aprendido, centralizava o avião no eixo da pista, levava a manivela do estabilizador para a primeira posição “cabrar” para que o avião saísse sozinho do chão. Ataque o motor para potência máxima e logo que ele despregue reduzir para 2000 o RPM, controle a velocidade que deve ficar na subida acima de 100 KPH, curva de pequena inclinação para esquerda e sair do tráfego para executar os exercícios programado para aquele voo. Nessa altura o aluno começava a receber informações sobre o uso dos instrumentos do painel. O contagiro, o altímetro, o velocímetro, o nível de curva e os instrumentos de pressão do óleo e a temperatura do motor. Só pelo nome já se identificava o instrumento que auxilia o aluno/piloto nas decisões: - Contagiro - mostra as rotações da hélice por minutos (RPM). -Altímetro – mostra a altitude em metros ou pés dependendo da procedência do avião. -Velocímetro - mostra a velocidade em quilômetros por hora (KPH). Os aviões de procedência americana usam milhas (MPH) ou Nós (aviões ligados a marinha). Curva de Nível - trata-se de um instrumento muito simples composto de um tubo de vidro, curvo, formando um pequeno arco com um líquido dentro; pode ter lá dentro uma bolinha metálica lembrando uma rolimã, quando a curva do tubo é para baixo, quando é ao contrário tem simplesmente uma bolha de ar. O objetivo desse “nível de curvas” é acusar a curva mal feita: derrapada (quando o avião é jogado para fora da curva), ou “glissada” quando a reação do avião é para dentro da curva. No passado, quando o ensinamento de aviação ainda deixava muito a desejar, quando em baixa altura chegou a provocar acidentes fatais. O uso desse instrumento vai ter uma grande valor na pilotagem e se aprende a usá-lo rapidamente quando iniciar os exercícios de coordenação de comando sobre o eixo. 

Porta do Piper J-3 - CUB 


7ª Aula:
A sétima aula seria um repetição da sexta. Por uma questão de segurança, deveria se repetir a sexta aula quantas vezes fosse necessário ate que o aluno tivesse absorvido totalmente os conhecimentos dados. 

8ª Aula:
Ainda repetindo a sexta aula, acrescentava-se um novo treinamento: exercício de coordenação de comandos, executado sobre o eixo do avião. Em voo horizontal, fixa no horizonte um ponto e coloca-se o avião dirigindo para o ponto escolhido. Aplica-se simultaneamente o comando de asa e de pé para o mesmo lado e para o outro sucessivamente, sem perder altura e nem o ponto de referência fixado. Deve-se repetir o exercício em pelo menos cinco vezes em cada voo. 

9ª Aula:
Tratava-se de uma repetição da oitava aula, acrescentando-se outro exercício que se chama “exercício de coordenação de comandos com 45 graus para cada lado do eixo do avião”. As exigências eram as mesmas da coordenação anterior. Com esses dois exercícios, quando bem treinados, conseguia-se que o aluno executasse as curvas corretamente e aprendesse a aplicar o comando de pé e mão nas quantidades exatas para o avião nem derrapar ou “glissar”. Sendo assim, sai uma curva perfeita e com segurança. É importante que aluno observe que em toda curva, o nariz do avião fica pesado e ele faz a compensação com o leme horizontal, puxando o nariz para cima. 


10ª Aula:
O aluno já sabia decolar mantendo a reta, sair do tráfego, fazer voo de subida em curvas de 45 graus, sabia fazer as curvas sem perder altura, e só faltava aprender a pousar. Esta décima aula devia ser repetida quantas vezes fosse necessário, pois o treinamento estava no final e, em seguida procedia-se o treinamento de pousos. 

11ª Aula:
Decolagens e pousos. A decolagem já foi vista na sexta aula; esta aula era para se treinar a pousar. Para facilitar iniciava-se fazendo-se a tomada de campo em linha reta com a pista. Vem para o pouso a 300 metros de altura com a pista a sua frente. A hora de reduzir o motor com o treinamento o aluno descobre o ponto exato. O motor é reduzido, a velocidade é trazida para (no caso do Paulistinha) 90 kph, o nariz fica pesado e compensa-se com o estabilizador e o avião avança para pista. Numa altura aproximada do solo de uns 5 metros de altura, o avião é nivelado e ele vai afundando e antes que toque com o trem de pouso no solo o nariz será elevado acima do horizonte e espera-se, o toque no solo dá-se a seguir. Mantem-se a reta até o avião parar. Se a pista não for longa, aplica-se um pouco dos freios, um pé de cada vez até ele parar. Só então inicia-se o taxiamento ou rolagem para o hangar ou para o início da pista para outra tentativa, procedendo-se como na primeira vez. Esta aula teria que ser repetida quantas vezes fosse necessário, até que o aluno aprendesse a pousar corretamente com o seu próprio raciocínio. 

Piper J-3 


12ª Aula:
Esta aula era a decisiva. O instrutor teria que repassar todo o treinamento acompanhando o aluno e tirar alguma dúvida ou algum defeito adquirido. Claro, que essa aula ele iria repetir várias vezes, até estar seguro de que o aluno estava pronto para voar sozinho. Soltar o aluno ”solo” fica a critério do instrutor que, certamente, irá fazer nessa décima segunda aula. Para um bom treinamento usava-se dois modelos de avião: um de fabricação americana – Piper J-3 e o outro fabricado em São Paulo, o Paulistinha ou Neiva CAP-4 que são semelhantes, em último caso um similar. Os dois modelos sugeridos, apesar da fabricação agora estar interrompida, ainda se encontra em uso nos aeroclubes pelo Brasil afora. As informações dadas aqui servem para ambos que são semelhantes entre si. Apenas o fabricado no Brasil é ligeiramente mais pesado. 

Painel de Instrumentos do Piper J-3 

O Piper J-3, fez tanto sucesso que chegou a ser usado na 2ª.Guerra Mundial pelas Forças Americanas nos serviços auxiliares. Até 1939 já havia sido fabricado mais de 20 mil unidades desse modelo. 

 Painel de Instrumentos 

A simplicidade do painel de instrumentos é um ponto positivo para a facilidade do treinamento e a compreensão rápida do aluno. 


Estas são as doze aulas mais importantes para o aluno-piloto. O necessário é que elas sejam repetidas quantas vezes forem possíveis, até que o aluno domine o avião com seus próprios meios, antes de fazer o “voo solo”. Daí pra frente, o instrutor passará a ensinar manobras acrobáticas, corrigir vícios adquiridos, aperfeiçoar a boa pilotagem e a segurança do voo. Cada instrutor tem o seu modo, porém irá insistir em exercício de “coordenação de comandos”, “coordenação de 45 graus”, “oito sobre marcos” e “entrada e saída de parafuso”. À medida que o aluno faz mais horas de voo vai se tornando confiante com uma pilotagem refinada. Lembrem-se : Algumas atitudes básicas para se ter um bom desempenho com segurança, é estar se sentindo confortável na poltrona de comando, cinto bem afivelado, descontraído e segurando os comandos com delicadeza. Faça do avião a sua namorada.

Pery Lamartine 
Instrutor de Pilotagem Elementar Licença no. 3205
Emitida em 22-06-1953 Divisão de Operações
Diretoria de Aeronáutica Civil
Ministério da Aeronáutica


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sábado, 14 de outubro de 2023

Aero Por Trás da Aviação

Do excelente Aero Por Trás da Aviação selecionamos dois vídeos com Ozires Silva, merecidamente destacado como Ícone da Aviação. Conteúdo inspirador para os nossos Ninjas e para todos nós!

Ozires Silva: do Início à Criação da Embraer

Ozires Silva: a trajetória da Embraer e histórias de vida


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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 06 a 12/10
O FAB EM DESTAQUE desta sexta-feira (13/10) traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB), de 06 a 12 de outubro. Entre elas, o Exercício Contra Ataques Cibernéticos, promovido pelo Comando de Defesa Cibernética (COMDCIBER); celebrações em homenagem ao Mês da Asa, e o Aniversário de 51 anos da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA). Essa edição destaca, ainda, a maior missão de repatriação da história da FAB, denominada Operação Voltando em Paz.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Dia das Crianças

Site da FAB tem espaço dedicado ao público infantil

No espaço `Turma do Fabinho` as crianças podem se divertir com diversos conteúdos

Você sabia que a Força Aérea Brasileira (FAB) tem um espaço em sua página oficial dedicado ao público infantil? A aba "Turma do Fabinho" traz uma série de conteúdos voltados às crianças, como gibis, animações, wallpapers e jogos. Este ano, em que são celebrados os 150 Anos de Nascimento de Alberto Santos Dumont, dois novos produtos foram disponibilizados: um gibi com uma historinha que conta os grandes feitos do Pai da Aviação, além de muitas curiosidades e passatempos; e um vídeo inspirado no heroísmo de Santos Dumont e na sua superação.
A Turma do Fabinho surgiu em 2010, quando a FAB identificou a necessidade de criar formas de se comunicar com as crianças. Inicialmente, seria apenas um personagem, o Fabinho, mas devido à importante e crescente presença feminina nas fileiras da Força, ele logo ganhou uma irmã: a Fabiana. A partir disso, a turma foi crescendo e contemplando outras áreas da Força. Todo o conteúdo é produzido pela Subdivisão de Publicidade e Propaganda do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica com objetivo de divertir e ensinar os pequenos. Acesse Turma do Fabinho e divirta-se!

Saiba mais sobre o processo de produção:



Fonte: FAB

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quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Operação Voltando em Paz

Primeira aeronave com brasileiros repatriados de Israel chega ao Brasil 
Mais de 200 repatriados retornaram ao país em uma aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira na madrugada desta quarta-feira (11/10)

O coração acelera. O vento, símbolo da liberdade, bate no rosto e oferece a sua especial recepção. Sons e imagens da terra natal, que antes faziam parte apenas da imaginação, agora são realidade. Essas foram algumas das sensações dos 211 brasileiros que embarcaram emocionados de Israel para o Brasil, nessa terça-feira (10/10), no KC-30, a primeira aeronave enviada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Levando conforto e paz, em um cenário de guerra e ao canto do Hino Nacional, o primeiro voo de repatriação decolou de Tel Aviv, cidade na costa israelense do mar Mediterrâneo, às 14h13 (horário de Brasília), com destino à capital federal, e pousou no Brasil durante a madrugada desta quarta-feira (11/10).
Na ocasião, estiveram presentes o Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, a Secretária-Geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, além de outras autoridades civis e militares.
De acordo com o Comandante da Aeronáutica, o objetivo é repatriar 900 nacionais até domingo (15/10). "A primeira parte do primeiro grupo de missões foi concluída. Essa é uma das maiores missões de repatriação de brasileiros da história da Força Aérea Brasileira", informou. 
O voo de retorno dos brasileiros foi iniciativa do Governo Federal sob coordenação dos Ministérios das Relações Exteriores e Ministério da Defesa. Os regatados manifestaram interesse em retornar em razão do conflito na região iniciado no fim de semana. Um dos passageiros, o psicanalista Egon Laufe, falou sobre o sentimento de retornar ao Brasil. "Bom, nós tivemos um atendimento da Força Aérea que foi excepcional. A sensação é de alívio, um grande alívio voltar para casa, estar nesse lugar tão abençoado que é o Brasil", comentou. A nutricionista Gabriela de Oliveira Palma parabenizou à FAB pela missão. "Saber que o meu país estava vindo me buscar, que tinha essa possibilidade de me trazer para minha casa, para os meus familiares, fez eu me sentir muito feliz, muito agradecida e não tenho palavras para descrever como eu estou agora", ressaltou. 
A FAB ainda atenderá à demanda com previsão de mais quatro voos: um com chegada no Rio de Janeiro, na noite de quinta (12/10); outro com escala em Recife e destino final em Guarulhos (SP), na manhã da sexta (13/10); o quarto pousando no Rio de Janeiro, na noite de sexta (13/10); e o outro, para chegar no Rio de Janeiro, no sábado (14/10). Para realizar o translado dos primeiros passageiros resgatados, de Brasília para o Rio de Janeiro, também foram utilizadas duas aeronaves da FAB: um KC-390 Millennium e um VC-99.

Texto: Tenentes Johny Lucas e Gabrielle Varela / CECOMSAER

Fotos: Sargentos Lucas Nunes e Vanessa Sonaly / CECOMSAER

Vídeo: Sargento Lucas e Soldado Rafael Laube / CECOMSAER 


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terça-feira, 10 de outubro de 2023

AMAB

Pegadas do Pequeno Príncipe: O mal invisível
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

Pegadas do Pequeno Príncipe

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segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Embraer

Embraer prorroga inscrições para programa de estágio
Processo seletivo para candidatos de todo o Brasil
vai até o dia 15 de outubro

A Embraer prorrogou até o dia 15 de outubro as inscrições para o seu programa de estágio, que oferece 350 vagas presenciais, híbridas ou 100% remotas a candidatos de todo o Brasil. São elegíveis os estudantes do nível superior ou técnico de todas as idades interessados no ecossistema de aprendizagem de uma empresa líder em inovação e que oferece diversas oportunidades de carreira. O processo seletivo é realizado de forma virtual pelo site https://programasembraer.gupy.io/ e o início do programa ocorre em janeiro de 2024. A Embraer tem fortalecido interação com público estudantil por meio de ações digitais e experiências presencias imersivas, como em eventos universitários e setoriais que proporcionam aos candidatos a oportunidade de contato próximo com profissionais da empresa. A próxima oportunidade de interação será no Congresso e Mostra Internacionais de Mobilidade SAE BRASIL, que acontece entre os dias 10 e 11 de outubro, no Pavilhão Pro Magno, em São Paulo. Na exibição, profissionais e estudantes poderão conhecer mais sobre vagas nos programas de entrada na Embraer e realizar inscrições para o banco de talentos. Além disso, a empresa oferecerá a experiência de voo em um simulador do jato comercial de última geração, o E2, e imersão via óculos de realidade virtual no eVTOL, veículo elétrico de decolagem e pouso vertical para mobilidade aérea urbana, da Eve. A Embraer também vai expor pela primeira vez no evento o avião de testes elétrico.

Sobre a Embraer
Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda. Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros. A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Embraer

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domingo, 8 de outubro de 2023

Especial de Domingo

Voltamos a publicar conteúdo sobre o DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
Boa leitura!
Bom domingo!

A implantação do DCTA
O hoje denominado DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado em São Jose dos Campos, SP, tem sua origem nos anos 40 do século passado. O conceito, porém, já havia sido formulado por Alberto Santos Dumont, anos antes, logo após ter inventado o primeiro aparelho mais pesado que o ar, capaz de decolar e de se sustentar por meio mecânico.

A Origem Conceitual - Santos-Dumont
Bem antes de Santos-Dumont realizar seus primeiros voos no 14-BIS, decolando e pousando por seus próprios meios, em demonstrações públicas no Campo de Bagatelle, Paris, entre 23 de outubro e 12 de novembro de 1906, confidenciava ele aos fabricantes de material e de motores, membros da Sociedade de Engenheiros Civis do Aeroclube de França e da Academia de Ciências de Paris, o importante papel que os dirigíveis e aviões seriam chamados a desempenhar, em futuro breve, logo nas primeiras décadas do século XX, recomendando, assim, a criação de instituições de ensino de aerodinâmica, de materiais e processos, de estruturas e construções de aparelhos aéreos e de pesquisa de materiais e motores, bem como de ensino de comunicações aéreas e de meteorologia.

Cada país, dizia ele, deveria desenvolver sua própria tecnologia, a par com o avanço da ciência aeronáutica, dirigida para projetos e produção de aparelhos, e também como desenvolver produtos e materiais, de acordo com processos e métodos técnicos dos respectivos parques industriais. Foi em seu livro "O que eu vi, o que nós veremos", editado em 1918, que Santos-Dumont registrou a ideia de criação de uma escola técnica, no Brasil, voltada para a aviação, antevendo um centro de tecnologia que só se efetivaria cerca de 30 anos mais tarde.

Eis o parágrafo do livro:"Eu, que tenho algo de sonhador, nunca imaginei o que tive ocasião de observar, quando visitei uma enorme fábrica nos EUA. Vi milhares de hábeis mecânicos ocupados na construção de aeroplanos, produzindo diariamente de 12 a 18. A principal dificuldade para a navegação aérea está no progresso dos motores... Já o aço tem sido melhorado... Outra dificuldade que se apresenta à navegação aérea é a de localizar-se o aeroplano... É tempo, talvez, de se instalar uma escola de verdade em um campo adequado... Margeando a linha da Central do Brasil, especialmente nas imediações de Mogi das Cruzes, avistam-se campos que me parecem bons. Meu mais intenso desejo é ver verdadeiras Escolas de Aviação no Brasil. Ver o aeroplano, hoje poderosa arma de guerra, amanhã meio ótimo de transporte, percorrendo as nossas imensas regiões, povoando nosso céu, para onde, primeiro, levantou os olhos o Pe. Bartolomeu Lourenço de Gusmão."

Uma ideia ambiciosa
Durante o ano de 1941, tanto o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho (primeiro Ministro da Aeronáutica) como o então Contra-Almirante Armando Figueira Trompowsky de Almeida (Diretor de Aeronáutica Naval) tinham, pessoalmente, plena convicção de que, para se desincumbir de sua atribuição mista, civil e militar, o Ministério da Aeronáutica dependeria, essencialmente, dos modernos avanços e do desenvolvimento da tecnologia aeronáutica no país.

Esta premissa não foi bem compreendida e nem assimilada, em toda a sua extensão, por setores representativos da aviação civil e militar, inclusive no campo do transporte aéreo comercial. Contudo, após dois anos de atividades, já com maior convencimento da situação, mercê do envolvimento do país na Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Aeronáutica sentiu a necessidade de montar uma sólida base técnica. Na opinião do Ministro Salgado Filho, o órgão próprio para executar um programa de desenvolvimento científico e tecnológico dentro do Ministério da Aeronáutica seria, em princípio, a Diretoria de Tecnologia Aeronáutica, prevista no Ato de regulamentação do Ministério (Decreto-Lei nº 3.730, de 18 de outubro de 1941, efetivada como Subdiretoria de Material pelo Decreto nº 8.465, de 26 de dezembro de 1941).

Foi indicado para assumir aquela Subdiretoria o Ten.-Cel.-Av. (Eng.) Casimiro Montenegro Filho, oficial já consciente da evolução da ciência e da tecnologia aeronáutica. Conhecia bem o meio aeronáutico e, portanto, estava familiarizado com seus problemas. A criação de uma escola de engenharia aeronáutica importava na necessidade de construção de laboratórios e oficinas de elevado custo, mas imprescindíveis ao ensino superior. Esses laboratórios poderiam servir à pesquisa e ao ensino universitário, bem como aos exames, testes, vistorias e demais atividades técnicas de interesse da Força Aérea Brasileira (FAB), atendendo-se às necessidades dos diferentes setores da atividade aeronáutica, em especial da pesquisa básica e científica.

Em 1945, Montenegro vai aos EUA, com o Cel.-Av. (Eng.) Telles Ribeiro, o Cel.-Av. Faria Lima e mais um grupo de Oficiais da FAB em visita a diversas Bases Aéreas Americanas. Lá, são procurados pelo Maj.-Av. Oswaldo Nascimento Leal, que realizava o curso de Engenharia Aeronáutica no Massachussets Institute of Technology (MIT). Este sugere a Montenegro que fosse a Boston para conhecer o MIT e trocar idéias com o Prof. Richard H. Smith, chefe do Departamento de Aeronáutica daquele instituto, antes que Montenegro tomasse qualquer decisão sobre o tipo e modelo de instituição científica e tecnológica a ser submetida ao Estado-Maior e à consideração do Exmo. Sr. Ministro.

Um dos principais objetivos seria elevar a ciência e a tecnologia aeronáutica ao mais alto nível em relação aos das nações mais avançadas, de modo a se obter a consolidação de uma indústria aeronáutica capaz de poder competir com os adiantados países estrangeiros. Todavia, essa não era a única necessidade a suprir. Seria imperiosa a formação de engenheiros para atender, também, o que os americanos chamavam de "spin-off", ou seja, o usufruto de benefícios indiretos que a indústria aeronáutica poderia trazer às indústrias correlatas, como o controle de qualidade de produtos e material de aplicação no campo aeronáutico, à homologação de projetos e protótipos e à otimização de operação de empresas do transporte aéreo comercial, incluindo-se as exigências de segurança técnica sobre a aviação civil em geral, etc.

Em agosto de 1945, ficou definido o Plano Geral do Centro, considerando-se o MIT como modelo para a organização do futuro Centro Técnico do Ministério da Aeronáutica. O plano estabelecia que o Centro Técnico seria constituído por dois institutos científicos coordenados, tecnicamente autônomos - um para o ensino técnico superior (ITA) e um para pesquisa e cooperação com a indústria de construção aeronáutica, com a aviação militar e com a aviação comercial (IPD).

A construção do Centro
Em 1948, o programa de obras foi iniciado, apesar dos grandes entraves, devido à insuficiência de recursos financeiros para realizar todas as construções no prazo previsto. Assim, com muito esforço, apesar da não concessão do crédito especial solicitado, desde fevereiro de 1947, e, ainda, apesar da política recessiva do Governo, a COCTA (Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica) resolveu orientar a maior parte de suas atividades à conclusão das edificações indispensáveis ao funcionamento do ITA, onde já atuava a Superintendência de Obras, que também cuidava das instalações do CTA. As obras do ITA foram concluídas em 1950.
Nessa época, chegaram dos EUA as duas balanças dos túneis aerodinâmicos, uma delas já montada, em 1948, e a outra, em 1949. Foram, também, embarcados para o Brasil os equipamentos e material para os laboratórios de Motores, Estruturas, Metalografia, Resistência dos Materiais e de Máquinas e Ferramentas, e uma parte importante do acervo de livros para a Biblioteca do ITA.


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sábado, 7 de outubro de 2023

Pioneiros

GODOFREDO VIDAL
No mês de outubro temos a Semana da Asa que foi idealizada por Godofredo Vidal e viabilizada pela Comissão de Turismo Aéreo do Touring Club do Brasil,  em 1935. Relembramos hoje um pouco da trajetória deste grande brasileiro, que tanto contribuiu para o fortalecimento da aviação no país.


No dia 28 de abril de 1938, o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação, atual CINDACTA II, em Curitiba, oficializaram à União dos Escoteiros do Brasil a criação do primeiro grupo de escoteiros do ar, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk. Alguns anos depois, em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos os grupos que desenvolviam a modalidade que, na época eram muito poucos, retringindo-se aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Foi tamanha a expansão registrada por essa nova modalidade que, em 26 de julho de 1951, o Brigadeiro Nero Moura, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo seus valiosos objetivos entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio aos Grupos Escoteiros do Ar, o que acontece até os dias presentes. O fundador do Escotismo do Ar, Major Aviador Godofredo Vidal, nasceu em 3 de outubro de 1895 em Bagé no Rio Grande do Sul. Seu avô, Engenheiro José Maria Vidal, combateu na Guerra do Paraguai e seu pai, o General Alfredo Vidal, foi o fundador do Serviço Geográfico do Exército, tendo sido ainda o introdutor do processo estereo-fotogramétrico no Brasil. Após cursar o Colégio Militar do Rio de Janeiro, foi mandado pelos pais para estudar Engenharia na Suíça, onde se dedicou por dois anos a estudos e estágios em fábricas européias. Retornando ao Brasil durante a Primeira Guerra Mundial, matriculou-se na velha Escola do Realengo, da qual saiu em 1921 como Aspirante da Arma da Cavalaria. Com o entusiasmo da mocidade, dedicou-se ao pólo nos primeiros ensaios do Órgão Desportivo do Exército, integrando inclusive, a equipe brasileira desse nobre esporte quando em visita ao Chile. Nos devaneios dos sonhos de novas conquistas, matriculou-se na segunda turma do Curso de Pilotos Observadores da antiga Aviação Militar, então recém criada. Em 1928, foi nomeado instrutor da Escola de Aviação Militar por indicação da Missão Militar Francesa. Em 1931, juntamente com o então Capitão Archimedes Cordeiro e o Primeiro Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, partiu em voo de confraternização pelas Américas, em um monomotor bombardeiro Amiot, de fabricação francesa, batizado como "Duque de Caxias". Este avião era um enorme biplano com entelagem de lona e carlinga descoberta, constituindo-se um desafio à coragem de seus tripulantes. A fatalidade fez com que um defeito mecânico obrigasse a realização de uma aterrissagem forçada entre as cidades de Guaiaquil e Quito, em plena Cordilheira dos Andes. Os tripulantes permaneceram sem contato com a civilização durante três dias até serem socorridos pelos nativos. O Primeiro Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello foi o mais ferido, tendo sofrido extensas fraturas e queimaduras. Em quanto se convalescia dos ferimentos do acidente com o "Duque de Caxias", o Coronel Aviador Godofredo Vidal matriculou-se no curso livre de pintura da Escola de Belas Artes, tendo pintado na época vários quadros. Incapaz para o voo durante o seu longo tratamento, dedicou-se ao magistério secundário, sendo professor do Instituto Lafayette e do Colégio anglo-americano, ambos no Rio de Janeiro. Dominava com perfeição vários idiomas, falando corretamente alemão, francês, espanhol e inglês, e por isso tinha situação privilegiada entre os seus pares. Em 1935, Godofredo Vidal idealizou a Semana da Asa que foi viabilizada pela Comissão de Turismo Aéreo do Touring Club do Brasil, a qual presidiu por muitos anos. A ideia era fomentar o “orgulho aeronáutico brasileiro”, numa época em que desenvolviam-se as primeiras iniciativas para produzir aeronaves em série no país. A data foi escolhida em alusão ao dia do aviador, comemorado em 23 de outubro que, por sua vez, remete ao primeiro voo de um aparelho mais pesado que o ar, o 14 Bis de Santos Dumont. Desde sua criação, a Semana da Asa colaborou sensivelmente para estimular o setor aeronáutico brasileiro. Foi uma festiva “Semana da Asa” do Aeroclube do Brasil, em Manguinhos, Rio de Janeiro, que praticamente consolidou a ideia do então Ministro da Aeronáutica Salgado Filho de criar a Campanha Nacional de Aviação, contando com o poderoso e entusiástico apoio do grande jornalista Assis Chateaubriand e que resultou na criação de quase três centenas de Aeroclubes por todo o Brasil. O Coronel Aviador Godofredo Vidal foi também um dos pioneiros do Correio Aéreo Militar, voando com todos os abnegados precursores pelo sistema "Arco e Flexa", na devassa patriótica dos nossos rincões, com os olhos presos às curvas dos rios, aos acidentes planimétricos e, até mesmo, aos dísticos dos telhados das estações das estradas de ferro, como pontos de orientação das rotas de voo. Em 1934 fundou e organizou o Serviço Metereológico Militar, instalando-o no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Por seus dotes de cultura e sociabilidade foi indicado para representar o Brasil nos seguintes conclaves internacionais: III Conferência Sul Americana de Meteorologia em 1936 no Rio de Janeiro; Conferência Sul Americana de Radiocomunicações também em 1936 no Rio de Janeiro; e a Conferência Interamericana de Aviação em Lima, no Peru, em 1937. Em 1941 sofreu um grave acidente aviatório escapando milagrosamente com os demais tripulantes. Foi durante um voo noturno juntamente com o então Tenente Coronel Carlos P. Brasil e o Capitão Rosemiro Menezes. Ao se aproximar do Campo dos Afonsos, na altura de Honório Gurgel, o avião perdeu a hélice mas conseguiu chegar à cabeceira da pista, que estava às escuras. Com incrível perícia, o piloto, o Capitão Rosemiro Menezes fez a aterrissagem onde todos os tripulantes sobreviveram apesar do avião ficar praticamente destruído. As estatísticas diziam que as chances de sobreviver a um acidente desses era de uma em mil. Por ironia do destino, três meses depois o Capitão Rosemiro morreu de malária, da qual falece um em cada mil doentes. Em 1942, o Coronel Aviador Godofredo Vidal cursou a Escola do Estado-Maior do Exército, dela saindo para integrar o quadro de instrutores da Escola de Guerra Naval, vindo posteriormente a colaborar para a criação da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, da qual foi o primeiro Subdiretor de Ensino. Nos Estados Unidos cursou a Escola Superior de Tática Aérea, em Orlando, na Flórida, realizando estágios de instrução na Aviação Naval Americana e na Força Aérea dos Fuzileiros Navais. Ainda durante a II Guerra Mundial participou do patrulhamento aéreo do Atlântico Sul; visitou as principais bases aéreas dos Estados Unidos na Comitiva do Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Brigadeiro Trompowski; e dirigiu o Curso de Defesa Passiva da Legião Brasileira de Assistência, realizando memoráveis conferências. Em 1948, no posto de Coronel, Godofredo Vidal transferiu-se para a reserva, sendo posteriormente promovido à Brigadeiro e Major-Brigadeiro. Dedicou-se às radiocomunicações como amador com o indicativo PY-1-AT e participou da direção da entidade Nacional que rege o radioamadorismo, a LABRE. Na reserva não parou a sua incansável atividade, dedicando-se aos estudos de Geografia e História, escrevendo artigos e monografias e realizando conferências no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Entre seus trabalhos destacam-se os seguintes: "Próceres da Independência da América", "Estudos de Geopolítica", "Batalhas Aero-Navais da Última Guerra", e a tradução do original italiano da obra clássica de Douhet, "O Domínio do Ar". Exerceu a Vice-Presidência do Instituto de Geografia e História Militar, onde ocupou a cadeira 13, patrocinada por Bartolomeu Lourenço de Gusmão, de quem fez interessante estudo biográfico, ainda inédito. Integrou também os quadros dirigentes do Instituto Brasileiro de Geopolítica. Foi membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lima (Peru) e do Instituto Geográfico Histórico da Bahia. Pertenceu também à Academia Valenciana de Letras. Dirigiu o Museu Santos Dumont de Petrópolis, instalando-o na casa onde Santos Dumont residira e dera mostras do seu genial talento, inclusive como arquiteto e construtor. Faleceu após curta doença, no dia 8 de dezembro de 1958.

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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 29/9 a 5/10
O FAB EM DESTAQUE desta sexta-feira (06/10) traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) de 29 de setembro a 05 de outubro. Entre elas, a celebração dos 40 anos de criação do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) e os também 40 anos de bons serviços prestados à FAB pela aeronave T-27 Tucano. Essa edição destaca, ainda, a realização de um dos eventos mais aguardados pela população paulistana: o Domingo Aéreo, que tem como propósito aproximar a Instituição da população, dando oportunidade aos visitantes de conhecer o trabalho desenvolvido pelas Organizações Militares do Comando da Aeronáutica (COMAER).

Fonte: FAB

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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

80 anos do Pequeno Príncipe

Reproduzimos texto de autoria de Simone Barros, em colaboração especial ao Diário do Turismo, destacando a inauguração da belíssima exposição sobre o clássico "O Pequeno Príncipe".

Exposição Pegadas do Pequeno Príncipe é inaugurada no Rio de Janeiro
Entrada da Exposição Pegadas do Pequeno Príncipe
(Foto: Simone Barros - DT)

O Rio de Janeiro recebe desde ontem, 4 de outubro, em espaço do shopping RioSul, o universo poético e filosófico de “O Pequeno Príncipe”. Uma exposição inédita, sensorial e com espaços instagramáveis, numa área de 600 m² , marca a comemoração dos 80 anos de um dos livros mais lidos do mundo: O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupery. Combinando a essência da história que cativou corações de adultos e crianças ao redor do mundo, esta exposição é mais do que uma simples mostra literária. O espaço reúne cenários que são uma verdadeira imersão no mundo do Pequeno Príncipe. Desde o lançamento da primeira edição, em 6 de abril de 1943, o livro atravessou fronteiras, alcançando 548 línguas-culturas e conquistando fãs em todo o mundo. O Pequeno Príncipe foi o último livro que o aviador francês escreveu. Ele não chegou a conhecer o sucesso de sua obra, que foi lançada nos Estados Unidos, onde viveu de 1941 até o início de 1943.

A exposição “Pegadas do Pequeno Príncipe” tem curadoria de Mônica Cristina Corrêa, reconhecida como a maior especialista do Brasil no tema. Mônica traz à exposição um olhar de expert, revelando detalhes e nuances que enriquecem a experiência dos visitantes.

“Percorrendo a exposição, o público poderá redescobrir a obra seguindo as pegadas do pequeno príncipe, que são também as do seu autor. Um mundo fascinante e rico de conhecimento e beleza que deixam claro por que O Pequeno Príncipe faz 80 anos sem envelhecer e prometendo estar na moda daqui a outros 80”, disse Mônica ao Diário do Turismo. Ela fez um discurso na abertura da mostra para imprensa e convidados. 

Da esquerda para direita: Mônica Correa, curadora da exposição; Sophie de Giraud d’Agay Halleux e Roseline de Giraud d’Agay Sartre, sobrinhas netas de Antoine Saint-Exupéry
(Foto: Simone Barros – DT)

Abriram oficialmente a exposição as sobrinhas netas do autor, Roseline de Giraud d’Agay Sartre e Sophie de Giraud d’Agay Halleux.

As sobrinhas netas do autor, Sophie de Giraud d’Agay Halleux e Roseline de Giraud d’Agay Sartre, participaram da abertura da exposição
 (Foto: Simone Barros – DT)

Com essa exposição, a Living Books transforma páginas de livros em experiências tangíveis e memoráveis. “Iremos surpreender, encantar e fazer com que, através de exposições sensoriais, a vivência das histórias seja capaz de despertar no leitor aquela sensação de ter terminado o melhor livro da sua vida. Só que desta vez, ao vivo e compartilhando o momento com familiares e amigos”, afirma Cristiano Botinha ao Diário do Turismo. Ele é sócio e diretor da vertical de Música e Cultura da V3A.

Detalhes da Exposição Pegadas do Pequeno Príncipe
O visitante irá percorrer um total de 10 salas. Em uma reprodução do escritório do autor, o visitante vai sentir o clima do início do século passado por meio do mobiliário, trilha sonora, figurinos, objetos pessoais e rascunhos do escritor, e uma linha do tempo com sua trajetória e aventuras no mundo da aviação e da escrita.
 
Espaço que reproduz o escritório do autor
(Foto: Simone Barros – DT)

Referências marcantes da obra, das viagens do autor feitas no Brasil, estão presentes na exposição como a lição sobre o Chapéu, o Elefante e a Jiboia e O Carneiro Dentro da Caixa. Já na sala dos asteroides, o público vai interagir com cada planeta e seus moradores, visitado pelo pequeno herói antes de sua chegada no deserto. O deserto é mais um dos lugares que será explorado pelos visitantes em uma sala com texturas e a instalação do Breguet-14, um dos aviões usado pelo autor ao longo de sua vida. O olhar sobre o cuidado com o planeta de Saint-Exupéry ganha uma sala com cenas da Terra em projeções em 360º.

O Pequeno Príncipe e a rosa em um dos planetas que ele visitou
(Foto: Simone Barros – DT)

Cuidado com o planeta: Sala com cenas da Terra em projeções 360º
(Foto: SImone Barros)

Várias passagens do livro são apresentadas nas salas da exposição, sendo destaque em vídeos e imagens, ou em totens informativos sobre a obra.

A famosa passagem do Pequeno Príncipe e a raposa também está presente na exposição
(Foto: Simone Barros – DT)

Propósito da Exposição Pegadas do Pequeno Príncipe
Além de celebrar os 80 anos da primeira edição da obra de Antoine de Saint-Exupéry, a exposição “Pegadas do Pequeno Príncipe” tem mais um nobre propósito: destina 10% da arrecadação da bilheteria ao Hospital Pequeno Príncipe, o mais reconhecido hospital exclusivamente pediátrico do País, localizado em Curitiba, no Paraná.

Da esquerda para a direita: Roseline de Giraud d’Agay Sartre; Mônica Corrêa; Sophie de Giraud d’Agay Halleux; José Augusto Wanderley, do La Grande Vallée, e sua esposa, Elisa; e a esposa do sr. José Álvaro e ele, que é diretor do Hospital Pequeno Príncipe
(Foto: José Augusto Wanderley – DT)

Curiosidades
– Também em comemoração aos 80 anos de lançamento do livro, a região do Upper East Side, em Manhattan, Nova York (EUA), ganhou uma estátua de bronze do Pequeno Príncipe. Trabalho do escultor Jean-Marc de Pas, a estátua de mais de 1 metro de altura chegou no último dia 21 de setembro na cidade, sendo instalada em frente à Villa Albertine, a livraria e centro cultural da Embaixada da França. Olivier d’Agay, sobrinho-neto de Saint-Exupéry, presidente da Fondation Saint-Exupéry na França, esteve em Nova York para a inauguração da estátua.

– As sobrinhas netas do autor presentes na abertura da exposição irão se hospedar na La Grande Vallée, em Itaipava, distrito de Petrópolis ( RJ). A casa de José Augusto Wanderley é um local histórico, onde é sempre lembrada e exposta a história do autor de “O Pequeno Príncipe”, Antoine de Saint-Exupéry, que foi frequentador do local. Inclusive, essa iniciativa da hospedagem conta com o apoio da Prefeitura de Petrópolis. Além disso, elas também visitarão cartões-postais de Petrópolis, como o Museu Imperial e o Palácio Quitandinha.

Roseline de Giraud d’Agay Sartre e Sophie de Giraud d’Agay Halleux, sobrinhas netas de Antoine Saint-Exupéry e José Augusto Wanderley (Foto: José Augusto Wanderley – DT)

– No ano passado, o Museu de Artes Decorativas de Paris apresentou a mostra “A la Rencontre du Petit Prince”, uma exibição detalhada sobre o trabalho do aviador e escritor que incluía manuscritos originais da obra.

PEGADAS DO PEQUENO PRÍNCIPE
Local: RioSul Shopping (2º piso)
Rua Lauro Müller,116 Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22290-160
Dias de visitação: terça a domingo
Horário de funcionamento:
Terça a Sábado: 10h20 às 21h
Domingo: 12h20 às 20h
Classificação: Livre
Valores dos ingressos:
A partir de: R$ 19,80 (meia)
Para comprar os ingressos online, clique aqui.


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