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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 14 de julho de 2024

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês do ano, tradicionalmente, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.
Boa leitura.
Bom domingo!


OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT


Até o mês de julho de 1901, Santos Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí, Santos Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial.


A dirigibilidade dos balões
Quando Santos Dumont cogitou colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio, duas opiniões o levaram a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iria romper os cabos de sustentação. Ele, cuidadosamente, pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação, afastando o motor do invólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás.
Na primeira tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento, conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção.


Para espanto da assistência, pela primeira vez na história da humanidade um balão evoluiu no espaço propulsionado por um motor a petróleo. Após este evento, aperfeiçoou sua criação nos dirigíveis 2 e 3.
O Nº2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 rpm, deslocando-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!


Com o Nº3(foto acima), Dumont afastava-se da forma cilíndrica das aeronaves Nº1 e Nº2 e adotava uma forma mais esférica, tentando, pelo próprio desenho do aparelho, evitar a perda de forma do balão no ar, causa dos acidentes com seus dois primeiros dirigíveis. O Nº4 trazia algumas inovações, entre elas a disposição da hélice na proa da aeronave e a exclusão da barquinha pelo selim de uma bicicleta. Dotado de um motor de quatro cavalos, o Nº4 realizou diversos voos sem problemas.
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe, no dia 24 de março de 1900 a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partindo e retornando do campo de Saint Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso, sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos.


A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4; tentou por duas vezes vencer o prêmio com o N°5.
Em 27 de agosto de 1901, após a tentativa de vencer o prêmio, sofreu um grave acidente com seu dirigível N°5. Houve perda de gás, e o envólucro começou a murchar rapidamente. Ao perceber a gravidade da situação, Santos-Dumont se amarrou à "nacele"(cesto).A cauda desceu muito e se rasgou numa chaminé, provocando uma explosão no ar.


Por instantes ele permaneceu desacordado, e quando voltou a si estava pendurado no alto do Hotel Trocadero. Escalou rapidamente o cordame do dirigível, e auxiliado pelos bombeiros ainda conseguiu recuperar o motor do aparelho.Mais tarde foi intimado pela proprietária do Hotel Trocadero a pagar 150 francos pelos estragos causados por ocasião do acidente.
Em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o N°5) às 14h42min, Santos Dumont partiu com seu dirigível Nº6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos, para circundar a torre Eiffel; após 29min30s o Nº6 encontrava-se sobre o ponto de partida.



Finalmente vence o Prêmio Deutsch. Com esse feito Santos Dumont provou que o Homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares.

Cabe ainda ressaltar que o aeronauta doou integralmente seu prêmio; metade (25.000 francos) aos pobres de Paris, auxiliando-os na quitação de suas dívidas em casas de penhores, e devolvendo-lhes suas ferramentas de trabalho e instrumentos musicais. A outra metade destinou aos seus mecânicos e colaboradores. No dia da prova em que conseguiu realizar o percurso e ganhar o prêmio, Paris estava sob mau tempo, o que retirou visibilidade para fotos de longa distância. Santos Dumont fez então com que os cartões postais do feito saíssem com a foto do Nº5.
Em 1902, Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, o Nº 7. Projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.
Pulou o N°8 por superstição(quase morreu no mês de Agosto!).
O Nº9 era um pequeno dirigível com 270 metros cúbicos, acionado por um motor de apenas três cavalos, de formato oval, muito estável. Com o Nº9 Dumont realizava evoluções frequentes sobre Paris.

Descia em avenidas, fixava seu dirigível e sentava-se tranquilamente em algum café, buscando demonstrar a exequibilidade do dirigível como meio de transporte. Dumont sentia tanta confiança no aparelho Nº 9 que, em certa ocasião, levou como passageiro o menino Clarkson Potter, e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta, a primeira mulher a pilotar uma aeronave no mundo, que sem nenhuma experiência prévia voou sozinha com o engenho.
Dumont costumava chamar o aparelho Nº7 de “balão de corrida” e o Nº9 de “balão de passeio”(La Balladeuse-A Passeadeira). 
Outros dirigíveis também chamaram a atenção. O N°14 foi utilizado para testar o seu famoso 14Bis. 
O Nº10, conhecido como "ônibus", era um grande aparelho de 200 metros cúbicos de hidrogênio, que poderia levar quatro ou cinco passageiros em cada barquinha, num total de 20 pessoas.



Dumont acreditava poder levar passageiros no que seria o primeiro “ônibus aéreo do futuro”.
Em 1903, um grupo de oficiais convidou Dumont a participar da parada militar de 14 de julho, data nacional francesa em comemoração ao 114º aniversário da Queda da Bastilha. Santos Dumont realizou evoluções e parou com seu dirigível Nº9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revólver. Este é considerado o primeiro desfile aéreo em uma parada militar da história. 
Logo depois, Dumont escreveu uma carta ao ministro da guerra francês, oferecendo sua colaboração e os seus dirigíveis para emprego pela França em caso de guerra,exceto aquelas que se realizassem contra países do continente americano. O ministro aceitou o oferecimento, e com a colaboração de Dumont, foi construído um dirigível militar, a aeronave Patrie. Foram realizadas experiências para determinar a possibilidade de emprego de dirigíveis em caso de conflito. O maior interesse do Ministério da Guerra francês residia no rompimento de cercos. Dessa forma, o inventor deveria sair de Paris de trem, com o balão desmontado, atingir um determinado ponto, montar o dirigível e romper um hipotético cerco inimigo sobre uma cidade especificada, em um tempo máximo dado.
Santos Dumont acreditava que, durante uma fase inicial, o emprego dos dirigíveis seria, fundamentalmente, de natureza militar. Em 1902, ele afirma que “ainda por algum tempo o dirigível terá seu melhor aproveitamento para operações bélicas, mas em seguida se desenvolverão aplicações mercantis”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis foram efetivamente utilizados, tendo sido abatidos trinta e dois desses aparelhos. Em 19 de outubro de 1917, uma esquadrilha composta de onze deles rumou para a Inglaterra com a missão de bombardear cidades. Cinco deles foram abatidos pelos ingleses, e os demais voltaram a seus hangares na Alemanha.
O pacto de rendição da Alemanha determinou a entrega de vários aparelhos à França, Inglaterra, Estados Unidos e Bélgica, e proibiu que a Alemanha fabricasse novos dirigíveis. A Primeira Guerra assinala a passagem de uma fase experimental e pioneira, para uma de uso militar sistemático de aeronaves. Depois da guerra, os dirigíveis vieram a ser utilizados em transporte de passageiros à longa distância.

Em 1903, Dumont regressou ao Brasil. Foi recebido com todas as honras.Era uma figura extremamente popular, mas sua estada no país foi breve e logo retornava à Europa, escrevendo então seu primeiro livro, DANS L'AIR, publicado na França e logo vertido para o inglês e publicado na Inglaterra.


Fontes: Cabangu e Vencendo o Azul

Pesquise: Blog do Ninja em 7/7/24

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com 

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sábado, 13 de julho de 2024

Segurança Pública

Com 3.172 missões, Polícia Civil do Paraná comemora 8 anos do Grupamento de Operações Aéreas 
Imagem: Governo do Paraná
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) comemorou oito anos de criação do seu Grupamento de Operações Aéreas (GOA) em 4 de julho de 2024. O grupamento realiza voos de policiamento de repressão qualificada. Durante os últimos oito anos, o grupamento possibilitou que a PCPR expandisse a sua atuação através do reforço aéreo, participando de operações exclusivas e programadas para cumprimento de mandados por todo o Paraná. Segundo informações do Governo do Paraná, desde a criação do grupo, em 4 de julho de 2016, os policiais civis já realizaram 3.172 missões e contabilizaram 4.768 horas voadas. Nesse ano, a equipe aérea da PCPR auxiliou as forças de segurança gaúchas durante as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Dentre os serviços prestados estão apoios às operações da própria instituição e da Polícia Federal, além do transporte de órgãos em conjunto com a Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar. O delegado Renato Coelho de Jesus, chefe do GOA , conta que o grupamento de operações aéreas tem realizado inúmeros apoios as unidades de execução da polícia judiciária. “Conseguimos através das aeronaves prestar apoio no cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, perseguições policiais diversas atividades fins”, afirma. “É um recurso extremamente ágil que possibilita imediato cumprimento de medidas por parte das autoridades policiais, o grupamento de operações aéreas da PCPR vem se expandido a cada dia, proporcionando maior segurança a toda população paranaense“, complementa. Em maio deste ano, uma aeronave com quatro policiais foi destinada para auxiliar no efetivo de busca e salvamento, além de contribuir com a distribuição de materiais para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul.

Bases Aéreas
Desde a criação do grupamento aéreo da PCPR, a base principal da unidade permanece no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Além da estrutura na capital paranaense, a PCPR conta com uma unidade volante em Guaíra, em parceria com a Polícia Federal, onde atua na Operação Protetor das Fronteiras e Divisas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP). A estrutura tem o objetivo de intensificar o combate ao contrabando e o tráfico de drogas nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina. A atividade na fronteira com a aeronave também dificulta a ação de traficantes, evitando que acessem áreas fluviais, além de auxiliar na localização de depósitos de drogas ou organizações criminosas atuando nas regiões.

GOA
O Grupamento de Operações Aéreas iniciou os trabalhos em 2016 com um helicóptero R44. De lá para cá, foram incorporados à PCPR mais um helicóptero do mesmo modelo e um avião Beecheraft modelo Baron B58 e um helicóptero Bell 407. Um helicóptero Eurocopter AS 350 locado também completa a frota.

Fonte: AEROIN / Juliano Gianotto

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sexta-feira, 12 de julho de 2024

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 05 a 11/07
O FAB EM DESTAQUE desta sexta-feira (12/07) traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) de 05 a 11 de julho. Entre elas, história do entusiasta da aviação e Recuperador de Aeronaves, a conquista do pódio dos Militares do Pentatlo Aeronáutico na Finlândia, a participação da FAB na solenidade de troca da Bandeira Nacional e a cerimônia de entrega de Espadim aos novos Cadetes. Nesta edição, você acompanha também, a atuação da na Operação Pantanal II e entende como funciona o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System) da aeronave KC-390 Millennium.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Farnborough International Airshow

Embraer terá presença marcante no Farnborough Airshow
A Embraer chegará com uma forte presença no Farnborough International Airshow, maior evento da indústria aeroespacial do ano, que acontece de 22 a 26 de julho de 2024. O novo E-Freighter, o E190F, também fará sua primeira aparição pública no evento. A Embraer vivencia uma fase muito positiva em todos os seus negócios e, durante o evento, dará inicio às comemorações do seu 55º aniversário. A participação da Embraer no show destaca o portfólio competitivo de aeronaves para aviação comercial e defesa, que inclui o E195-E2, o narrowbody mais eficiente e silencioso do mundo; o E190F, o E-Jet convertido para cargueiro que estreia no evento; a aeronave de transporte tático militar multimissão C-390 Millennium; e a aeronave A-29 Super Tucano, tida como uma referência internacional para realizar uma ampla gama de missões, como ataque leve, vigilância e interceptação aérea e contrainsurgência. O C-390 Millennium e o E195-E2 também farão demonstrações em voo. O E190F, que realizou seu voo inaugural no início desse ano, é o um jato de passageiros convertido para cargueiro (E-Freighter). Os E-Jets cargueiros (E190F e E195F) foram lançados em 2022 para atender à crescente demanda do e-commerce e do comércio moderno que requerem entregas rápidas e operações descentralizadas. “Estou certo de que este será mais um grande evento para a Embraer. Farnborough é o principal palco da indústria da aviação e estamos entusiasmados para encontrar nossos clientes e parceiros neste momento em que iniciamos as comemorações do nosso 55º aniversário”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “A Embraer vive um momento muito positivo, crescendo de forma lucrativa por meio da execução da nossa estratégia de negócios”. No chalé da Embraer (#C-105), os visitantes terão a chance de conhecer melhor múltiplas iniciativas relacionadas à inovação, novas tecnologias e o roteiro da empresa para a aviação sustentável, como as aeronaves-conceito da Família Energia. Além disso, a Eve Air Mobility apresentará atualizações sobre o desenvolvimento de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e do software de gerenciamento de tráfego aéreo urbano Vector, incluindo uma maquete de cabine eVTOL em tamanho real e uma experiência de voo exclusiva por meio da realidade virtual (RV).

Atividades de imprensa da Embraer no FIA2024 incluem:

Coletiva de imprensa:
Eve Air Mobility – 10h00 no domingo, 21, no chalé da Embraer.

Coletiva de imprensa:
Embraer Defesa & Segurança – 14h00 na segunda-feira, 22, no chalé da Embraer.

Coletiva de imprensa principal da Embraer:
13h00 na terça-feira. 23, no chalé da Embraer, com a presença do CEO, Francisco Gomes Neto.

Visitas às aeronaves para a imprensa estarão disponíveis na segunda e terça-feira, às 15h00, e na quarta e quinta-feira às 10h00 e às 15h00.

Ponto de encontro: chalé da Embraer.

Sobre a Embraer
Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.  Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.  A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Embraer

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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Combate a Incêndio

Saiba como funciona o equipamento de combate a incêndios do KC-390 na Operação Pantanal
Engajada na Operação Pantanal para atuar no combate aos incêndios no Bioma, a FAB utiliza a aeronave multimissão KC-390 Millennium, operada pelo Esquadrão Zeus, desenvolvida pela fabricante brasileira EMBRAER, que tem capacidade para realizar uma operação segura e equipada com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System). A ferramenta fornece ao cargueiro a funcionalidade necessária para realizar a ação de combate a incêndio em voo. O equipamento MAFFS conta com um tubo que projeta água pela porta traseira esquerda do avião, podendo descarregar até 3.000 galões - aproximadamente 12.000 litros - de água em áreas de incêndios, com ou sem retardante de fogo, conforme o critério de nível de cobertura padrão do solo e em diversos tipos de terrenos. Este sistema oferece maior precisão, aumentando significativamente a eficácia das operações de combate a incêndios. Tudo isso é realizado levando em conta as adversidades da operação, que requer um voo a baixa altitude, baixa velocidade e em elevadas temperaturas. Dessa forma, é possível manter a aeronave pressurizada, ou seja, sem comprometer a performance do KC-390.

Fonte: FAB

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terça-feira, 9 de julho de 2024

Santos Dumont

No primeiro voo, em 1906, Santos Dumont aliou invenções à ciência                                                  
O voo do brasileiro Alberto Santos Dumont, em uma distância de 60 metros com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, marcou historicamente aquele 23 de outubro de 1906 e consagrou ainda mais o inventor. O aparelho subiu 2 metros de altura e foi o bastante para a humanidade olhar para cima e para o futuro de forma diferente. O feito inédito, porém, é "apenas" a parte mais famosa das conquistas, segundo apontam os pesquisadores da vida e das obras daquele mineiro que ficou conhecido como o Pai da Aviação. Até aquela data (e depois também), o enredo é de uma história de coragem, perspicácia, generosidade e divulgação científica como rotina de vida. Característica, aliás, de um período de fascínio pela tecnologia e pelas descobertas.

Compartilhar o conhecimento
Autor de quatro livros sobre Santos Dumont, o físico Henrique Lins de Barros, especialista na história do gênio inventor, destaca que feitos anteriores foram fundamentais para que as atividades aéreas se consolidassem. Ele cita que o brasileiro inventou e patenteou o motor a combustão para aviões, em 1898, o que viabilizou o sonho de um dia decolar. Uma característica de Santos Dumont é que ele criava, patenteava e liberava a utilização para quem quisesse. Três anos depois do motor, a conquista da dirigibilidade, também por parte de Dumont, foi uma ação revolucionária. "Ele aprendeu a voar de balão, fez os primeiros dirigíveis. Todos eles, até o número 6, têm inovações impressionantes, com mudanças conceituais. Ele sofreu diversos acidentes, mas aprendeu a voar. Foi assim que ele descobriu quais eram os problemas de um voo controlado. Quando ele ganhou o Prêmio Deutsch, em 1901 [com o dirigível número 5], ele tinha domínio total. Em 1902, ele já tinha os dirigíveis, até o número 10, construídos. Ele tem uma produção, em dez anos, em que ele idealiza, constrói, experimenta mais de 20 inventos. Todos revolucionários. Ele tem intuição para o caminho certo e criatividade para ir adiante. Os colegas dele inventores diziam que ele fazia em uma semana o que os outros demoravam três meses”, afirma Henrique Lins de Barros.

Voo sob controle
De acordo com o escritor Fernando Jorge, biógrafo de Santos Dumont, a descoberta da dirigibilidade, por parte do brasileiro, foi um marco decisivo para o que ocorreria depois. "Entendo que foi um momento supremo e culminante para a história da aeronáutica mundial." Para o arquivista Rodrigo Moura Visoni, pesquisador dos inventores brasileiros e autor de livro sobre Santos Dumont, as fotos mostram detalhes da emoção que tomou conta das pessoas, quando houve a conquista da dirigibilidade. "Santos Dumont foi convidado para rodar o mundo. Foi, sem dúvida, um grande feito. Para se ter uma ideia, o número de notícias sobre a conquista do Prêmio Deutsch supera a do primeiro voo [cinco anos depois]. Isso é explicado porque a busca pela dirigibilidade já tinha 118 anos. Ele resolve um problema secular. Além disso, a descoberta permitiu a era das navegações aéreas", afirma.

O dia mais feliz
Segundo o que Visoni pesquisou, Alberto Santos Dumont disse, em várias entrevistas, inclusive pouco antes de morrer, que a maior felicidade dentre todas as emoções foi a conquista da dirigibilidade. "Isso é muito curioso. Ele dizia que o dia mais feliz não foi o dia em que ele faz a prova do Prêmio Deutsch, nem o 23 de outubro ou o 12 novembro de 1906 [em que ele faz o voo de 220 metros pela Federação Aeronáutica Internacional]. O dia mais feliz teria sido o 12 de julho de 1901, quando ele percebeu que resolveu o problema de dirigibilidade aérea. Foi uma demonstração impressionante. Ele vai aonde ele quer. Ele estava totalmente integrado ao dirigível." O Prêmio Deutsch (no valor de 100 mil francos) foi conferido a Santos Dumont por ele ter conseguido circular a Torre Eiffel em julho. Mas os juízes garantiram a vitória ao brasileiro somente em novembro daquele ano. Na ocasião, o dinheiro foi distribuído para a equipe do aviador e para pessoas pobres da capital francesa. "Ele era um homem muito generoso", afirma o biógrafo Fernando Jorge.

"Tomem cuidado!"
A série de demonstrações públicas que ele fez dos seus inventos devia sempre ser acompanhada da presença de repórteres. "Os jornalistas registravam e Santos Dumont publicava o que ele estava fazendo. Essa é uma característica impressionante. Ele divulga tudo. Tanto o que ele acerta como o que ele erra. Essa é uma característica impressionante dele. Quando ele erra, ele descreve e alerta: 'Tomem cuidado!'. Ele estava maduro na arte dos balões", afirma Lins de Barros. A postura de Santos Dumont não era apenas a de um inventor, mas a de um divulgador científico, explicam os pesquisadores. "Ele foi um divulgador honesto."

Voo do avião
Entre 1901 e 1906, Santos Dumont passou a entender o que era o voo do avião. "O 14-Bis ele fez em pouquíssimo tempo, pouco mais de um mês. Em setembro, por exemplo, ele experimenta e faz vários testes com o aparelho." Em 23 de outubro, ele, após quatro tentativas, consegue voar os 60 metros. Assim ele mostra para todos os aviadores da época que era possível voar com o mais pesado que o ar. Uma revolução. A vitória significou o Prêmio Archdeacon. Bastaria voar 25 metros. Santos Dumont fez um percurso de mais que o dobro.

Demoiselle, a primeira de uma série
Depois do voo, outros inventores entenderam quais eram os problemas. Em 1907, Santos Dumont apresenta o Demoiselle (invenção número 20), um ultraleve. "No ano seguinte, Santos Dumont publica em uma revista popular o plano detalhado do Demoiselle para quem quisesse construir. Esse modelo passa a ser o primeiro produzido em série na aviação", explica Lins de Barros. O modelo foi vendido para um pioneiro da aviação na França, Roland Garros. Em 1908, Santos Dumont, acometido por esclerose, abandonou o voo. O registro é de que ele faleceu em 1932, em um hotel no Guarujá (SP). O biógrafo do aviador, Fernando Jorge, lamenta que o final da vida do genial brasileiro tenha sido de martírio diante da doença e da depressão. "Ele era um homem tímido e que revelava que não queria casar porque não queria deixar a esposa viúva. De toda forma, o que sempre me impressionou na personalidade dele foi a combinação impressionante da tenacidade, da coragem e da perseverança. Foi um gênio da humanidade."

Edição: Alessandra Esteves

Fonte: Publicado originalmente em 23/10/2021, por Luiz Claudio Ferreira - repórter da Agência Brasil 

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segunda-feira, 8 de julho de 2024

FABCAST

Evacuações Aeromédicas
Como a FAB salva vidas em cenários de calamidade
A Força Aérea Brasileira (FAB) tem atuado em diversas frentes no apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. As ações iniciaram no dia 30 de abril, com resgates de pessoas ilhadas e estendem-se a atendimentos de saúde, transporte de equipes de resgate e materiais, campanha de arrecadação de donativos, coordenação de meios aéreos, entre outros. No mês de maio, foram mais de cem evacuações aeromédicas realizadas nesse apoio. Em mais uma edição do FABCAST, entrevistamos o Capitão Médico Ayres da FAB, além de Chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Chefe da Seção de Aeromédica do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), atualmente atua como Coordenador Médico na Operação Taquari 2.

Fonte: FAB

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domingo, 7 de julho de 2024

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. No sétimo mês do ano, tradicionalmente, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.
Boa leitura.
Bom domingo!


Brasil - O primeiro balão de Santos-Dumont
Em 4 de julho de 1898 sobe um balão, no Jardim da Aclimatação, elevando aos céus de Paris as cores verde-amarelo em uma flâmula desfraldada.
Ela pendia do Balão BRASIL, o primeiro engenho concebido pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, o gênio que entregou a humanidade a terceira dimensão do espaço. Nessa época os balões variavam de 500 a 2000 metros cúbicos de capacidade, onde o menor até então era de 250 m³.
Por isso, grande foi o espanto dos construtores quando Santos-Dumont encomendou um de 100 m³, o que a princípio não foi aceito, alegando-se que não subiria. Ele informou que seria o balonista e seu peso não passava de 50 kg.


Para a confecção do invólucro, ao invés da seda chinesa usaria a japonesa, muito mais leve. Nas oficinas houve reação ao seu projeto. Supondo que o material não fosse resistente argumentaram que um balão de 100 metros cúbicos devia ser, além do mais, muito mais sensível aos movimentos do aeronauta na barquinha do que um grande balão de dimensões "normais".
Nada deteve o futuro inventor, que pressentia os fenômenos de aerostação com a sua aguda sensibilidade aeronáutica.E replicou aos construtores: "Pode-se aumentar o comprimento das cordas de suspensão da barquinha". E encerrou o assunto.
O argumento de que era fraca a seda do Japão foi posto abaixo com a prova científica. Diz ele:

"Ensaiamo-la (a seda) ao dinamômetro e o resultado foi surpreendente. Ao passo que a seda da China suporta uma tensão de 1.000 quilos por metro linear, a delgada seda japonesa suportou uma tensão de 700 quilos; quer dizer que provou ser 30 vezes mais resistente que o necessário em virtude da teoria das tensões. Caso extraordinário, se considerarmos que ela pesa somente 30 gramas por metro quadrado!"

As condições de peso de Santos-Dumont auxiliaram-no nas experiências e o BRASIL subiu aos ares, inaugurando uma novidade nas construções dos balões esféricos. As suas excelências foram expostas pelo seu próprio inventor:

"O BRASIL era muito manejável no ar e muito dócil. Era, além do mais, fácil de embalar após a descida: foi com razão que espalharam que eu o carregava numa maleta".

Características do Balão Brasil na 1ª ascensão:

Dimensões: 113 m³ com diâmetro de 6 m
(outros balões variavam de 500 a 2000 m³)

Rede feita de cordas musicais totalizando 1,8 kg
(outros balões: 50 Kg)

Barquinha de Vime com 6kg
(contra aproximadamente 30kg em outros balões)

Ascensões registradas:

1898 - 4 julho - A partir do Jardim da Aclimatação
1899 - 29 junho - Do Jardim das Tuilleries à Sevran

Foi dessa maneira que Santos-Dumont estreou na aeronáutica: revolucionando a construção dos aeróstatos, quebrando as praxes até então em vigor. A sua vida de aeronauta, daí por diante, será uma sucessão de vitórias contra os obstáculos de toda a sorte: contra a incredulidade, a indiferença, o comodismo e a inércia dos que duvidaram que o homem podia conquistar o espaço.

O BRASIL foi um símbolo; uma pequena representação das suas lutas futuras. Todas se enquadrariam dentro desse espírito que presidiu à construção do seu primeiro balão: audácia, convicção, perseverança, coragem e intuição especial dos problemas aeronáuticos.


O MEU PRIMEIRO BALÃO

O MENOR

O MAIS LINDO

O ÚNICO QUE TEVE UM NOME:

"BRASIL"

Santos-Dumont  1898

Fonte: Cabangu

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com 

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sábado, 6 de julho de 2024

AFA

155 Cadetes recebem o Espadim da Força Aérea Brasileira
O Espadim é o símbolo do Cadete da Aeronáutica

Superação, espírito de corpo e coragem traduzem o momento em que os 155 novos Cadetes receberam o Espadim, símbolo do início da carreira militar rumo ao oficialato. A cerimônia aconteceu nesta sexta-feira (05/07), na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP). A solenidade foi presidida pelo Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno; do Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Marcello Lobão Schiavo; Oficiais-Generais membros do Alto-Comando da Aeronáutica, além de demais autoridades militares e civis convidadas. “Vocês são o espírito vivo da Academia da Força Aérea. Que esse galardão seja apenas o início de sua jornada profissional, repleta de sucessos e vitórias, conscientes dos desafios e sacrifícios que a vida militar impõe aos seus quadros profissionais. Desejo que a honra, esse bem tão especial que o homem pode dar a si mesmo, os acompanhe em seus voos, alçando-os aos mais elevados e gloriosos destinos, seja em céus de brigadeiro, seja passando por nuvens tormentosas”, declarou o Ministro José Mucio, durante a cerimônia.
Em seu discurso aos Cadetes, o Comandante da Aeronáutica destacou a importância da intensa preparação, especialmente, para o que está por vir. “Até agora vocês demonstraram uma capacidade extraordinária de superar obstáculos, entretanto a caminhada de vocês até a conclusão do curso ainda é longa e repleta de desafios. Sabendo disso, tenham, no aprimoramento físico, emocional e intelectual, metas a serem, continuamente, alcançadas, pois, para superar os obstáculos que haverão de se apresentar, muito importante será tê-los no mais elevado nível. Por isso, a FAB do futuro será ainda mais tecnológica, devendo seus novos líderes acompanharem as características da guerra moderna”, declarou.
O Espadim é o primeiro troféu a ser conquistado pelo futuro oficial. O símbolo da honra militar é a certeza de que, a cada novo passo, valores fundamentais da vida militar são internalizados. A Turma foi batizada como “Uiraçu”, cujo significado remete à ave que rasga os céus com magnificência, fortemente adaptável, ardilosa, enigmática e implacável, considerada a maior ave de rapina do mundo. O 1° Esquadrão do Corpo de Cadetes da AFA é composto por 111 cadetes aviadores, 26 intendentes e 18 de infantaria, além de um cadete aviador peruano.
Para a Cadete Aviadora Gabrielle Vitória Moreth Loureiro esse momento significou muito para sua carreira. "Estar na academia é a realização de um sonho para mim, todos aqui batalharam para alcançar, abdicando de nosso tempo livre, noites mal dormidas e, principalmente, tempo com nossos amigos e família. Agora, recebendo esse símbolo, posso afirmar que tudo valeu a pena", afirmou.

Espadim
O Espadim representa a conquista de se tornar oficialmente um Cadete da Aeronáutica, pois é através deste que distinguimos o Cadete de outros militares. O espadim é uma pequena espada de lâmina mais fina, incluída entre as armas brancas, sendo uma peça de uso exclusivo dos Cadetes. Este objeto valoroso é mantido pelo Cadete da Academia da Força Aérea até a solenidade de formatura do quarto ano, quando os cadetes trocam o espadim pela espada de Oficial da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Gabrielle Varela

Fotos: Sargento Viegas / CECOMSAER

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sexta-feira, 5 de julho de 2024

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 28/06 a 04/07
O FAB EM DESTAQUE desta sexta-feira (05/07) traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) de 28 de junho a 04 de julho. Entre elas, a atuação da FAB no combate aos incêndios no Pantanal, a formatura dos 221 novos especialistas da EEAR e a abertura das inscrições para o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica. Nesta edição, você poderá, também, o encerramento da Campanha “Todos Unidos Pelo Sul!”, e as ações da Força Aérea na Operação Taquari 2, em ajuda ao povo gaúcho, as edições das revistas Aerovisão e Notaer e os destaques das Redes Sociais do mês de junho.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Turma do Fabinho

Relembrando a Edição Especial (2023) da Turma do Fabinho
Relembre a animação da Turma do Fabinho que homenageou no ano passado (2023) os 150 anos de Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica brasileira. Neste julho de 2024, 151º aniversário de Santos Dumont, brindamos novamente à memória deste querido brasileiro.

Fonte: FAB

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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Aero - Por Trás da Aviação

Por que é seguro voar em aeronaves experimentais?
A base da segurança na aviação é a manutenção de uma aeronave. Nesse vídeo veremos o porquê é seguro voar em aeronaves menores, mesmo as da categoria experimental.

O piloto Fernando De Borthole criou o Aero - Por Trás da Aviação onde apresenta os bastidores e curiosidades do tema, com uma linguagem bastante didática, leve e descontraída, o que tornou os nossos NINJAS fãs do Fernando, do portal e do canal. Visite!


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terça-feira, 2 de julho de 2024

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Efemérides Aeronáuticas - Julho



Efemérides - Julho

INCAER
Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica 

1867
Foram realizadas as 2ª e 3ª ascensões do balão “Allen”, nas alturas máximas de 760 pés e 865 pés, de 50 minutos e 30 minutos, respectivamente. (08 de julho)

Foram realizadas as 4ª, 5ª, 6ª e 7ª ascensões do balão “Allen” em diversos pontos do “front”. (12 de julho)

Foram cumpridas as 8ª e 9ª ascensões do balão, tendo como observadores aéreos o Capitão Silva Amaral e o Tenente Cursino do Amarante. (13 de julho)

Foram realizadas as 10ª e 11ª ascensões do balão, com os observadores Capitão Francisco César da Silva Amaral, Capitão Conrado Jacob de Niemeyer e Capitão Antônio de Sena Madureira. (20 de julho) 

Foi empreendida a 12ª ascensão com os Capitães Silva Amaral e Conrado Niemeyer, como observadores aéreos, na véspera do início da chamada “Marcha de Flanco”. Nessa subida, puderam até traçar rápido esboço das posições inimigas em frente das que ocupava o Corpo do Exército Imperial do General Argolo. (21 de julho)

Foram realizadas as 13ª e 14ª ascensões, ambas executadas no final da jornada do primeiro dia da “Marcha de Flanco” na região da vanguarda. Como observador aéreo, subiu o Capitão Conrado Niemeyer. (22 de julho)

O balão de observação “Allen” foi esvaziado, em decorrência do risco de incêndio e explosão, devido às queimadas em áreas vizinhas, provocadas pelos paraguaios. (23 de julho)

1873
Nascimento de Alberto Santos Dumont em Cabangu, Estação de Rocha Dias, Distrito de João Aires, próximo à cidade de Palmira (hoje Santos Dumont), no Estado de Minas Gerais. (20 de julho)

1877
Nasceu em São Paulo, Eduardo Pacheco Chaves (que seria mais conhecido como Edu Chaves), considerado como o terceiro aviador brasileiro, precedido por Santos Dumont e Jorge Moller. (18 de julho)

1898
Santos Dumont fez a primeira ascensão com o seu balão livre “Brasil”, que ele mandou construir especialmente para o seu uso pessoal. A subida ocorreu no Jardim da Aclimatação, pousando perto de Pithiviers, após 05 horas de voo. (4 de julho) # O Balão “Brasil”, o menor já construído para a ascensão de uma pessoa a bordo, tinha o volume de apenas 113 metros cúbicos, com forma esférica e com diâmetro de 6 metros.

1901
Santos Dumont, realizando uma das primeiras experiências com o seu balão “Nº 5”, partiu de Saint Cloud e contornou a Torre Eiffel, dando uma demonstração de que tinha dominado o problema da dirigibilidade dos balões. (9 de julho)

O Secretário do Aeroclube da França, Emmanuel Aimé, escreveu a Santos Dumont, confirmando a inscrição do aeronauta brasileiro para concorrer ao prêmio de Aerostação instituído pela agremiação. (12 de julho)

Entusiasmado com os bons resultados colhidos no voo anterior, Santos Dumont voltou a subir com o “Nº 5”,ascendendo às 06h41min, para realizar uma nova tentativa com vistas a conquistar o “Prêmio Deutsch de La Meurthe”. (13 de julho)

Os deputados Augusto Severo e Carlos Cavalcanti apresentaram o projeto 112-1901, na Câmara dos Deputados do Brasil, que autorizava o governo a abrir um crédito de cem contos de réis ao Ministério da Viação a fim de premiar Santos Dumont pelo resultado de sua experiência com um balão dirigível. (17 de julho)

Referindo-se a Santos Dumont, o jornal “The New York Sun”, de Nova York, esclareceu que “o triunfo do homem sobre os caminhos do ar chegou afinal e foi um filho do Novo Mundo que conquistou a primeira vitória”. (14 de julho)

O “The New York Herald”, de Nova York, proclamou que “o herói do momento é, certamente, o Sr. Santos Dumont. Suas experiências em navegação aérea coroadas de êxito, sexta-feira e sábado passados, levaram o seu nome aos cantos mais remotos do mundo”. (18 de julho)

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), com sede no Rio de Janeiro, aprovou por unanimidade, o seguinte voto de louvor: “Propomos que na ata da sessão de hoje se consigne um voto de admiração, louvor e aplauso, ao Sr. Santos Dumont, distinto brasileiro que inscrevendo o seu nome entre os dos benfeitores da humanidade, por felizes trabalhos a bem da navegação aérea dirigível, fornecem à história pátria uma das mais brilhantes páginas”. (26 de julho)

1903
Santos-Dumont, pilotando o seu balão dirigível nº 9 voou, em Paris, sobre a formatura militar em Longchamps e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros de revólver. (14 de julho)

O General André, Ministro da Guerra da França, encaminhou carta a Santos Dumont agradecendo o oferecimento de colocar à disposição do Governo Francês os seus balões dirigíveis, em caso de guerra. (18 de julho)

Santos-Dumont realizou a primeira ascensão noturna com o seu balão dirigível nº 9. (24 de julho)

1906
Santos Dumont realizou uma experiência com o seu avião “14-BIS”, suspenso pelo dirigível “Nº14”. (23 de julho)

1911
Foi brevetado na Escola Farman, em Étampes, França, o segundo aviador civil brasileiro, o paulista Eduardo Pacheco Chaves, mais conhecido como Edu Chaves, que recebeu o brevê Nº 559, da Federação Aeronáutica Internacional. (28 de julho)

1912
O Tenente de Infantaria do Exército Ricardo João Kirk, entusiasta da aviação e um dos primeiros sócios do Aeroclube Brasileiro, partiu para a Europa por ordem do Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque Silva, a fim de receber instrução de voo e tratar ainda da filiação do Aeroclube Brasileiro à Federação Aeronáutica Internacional – FAI, com sede na França. (7 de Julho) 

1913
O jornal “O Imparcial” publicou a fotografia de um avião monomotor Blériot Sit, construído por Nicola Santo, com motor e componentes importados da França. Ele mantinha, por concessão do Aeroclube Brasileiro, uma oficina para construção e reparo de aviões no Campo dos Afonsos. (25 de julho)

1914
O aviador brasileiro Edu Chaves, pilotando um avião Bleriot de 80 cavalos vapor, conseguiu fazer o primeiro voo entre São Paulo e o Rio de Janeiro, aterrando no Campo dos Afonsos; o voo foi sem escalas. (5 de julho)

Foi divulgado o Aviso nº 3.423, do Ministério da Marinha, onde constou a decisão da criação de uma Escola de Aviação Naval, tendo em vista o fechamento da Escola Brasileira de Aviação. (15 de julho) 

1916
Chegaram ao Rio de Janeiro, pelo navio transporte “Sargento Albuquerque”, os três primeiros hidroaviões Curtiss, adquiridos nos Estados Unidos para a Escola de Aviação Naval. (5 de julho)

Segundo apontamentos de Nicola Santo (italiano de nascimento, tendo passado a residir no Brasil a partir de 1913, engenheiro e entusiasta de aviação), nessa data foi realizada a primeira aula prática de aviação, sendo instrutores: engenheiro Del Vecchi Filho, Ernesto Darioli e Ten Bento Ribeiro. (19 de julho)

1918
Foi aberto no Ministério da Guerra o crédito especial de dois contos de réis para organizar o serviço de aviação militar. (17 de julho)

1919
Foi inaugurada oficialmente, no Campo dos Afonsos, a Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

Foi publicado, no Boletim da Escola de Aviação Militar, o primeiro programa de instrução aérea para o Curso de Pilotos Aviadores. (mês de julho)

1924
Foram deslocados, do Campo dos Afonsos para a cidade de Mogi das Cruzes/SP, a Esquadrilha de Aperfeiçoamento e a 1ª Cia de Parque de Aviação Militar para participarem das operações contra os revolucionários de São Paulo que se sublevaram no dia 05 de julho. (14 de julho)

1925
Foi aprovado o Regulamento para os Serviços Civis de Navegação Aérea, “que representou o verdadeiro marco inicial da legislação que disciplinou as atividades aeronáuticas civis no Brasil” (Decreto 16.983). Criou-se, assim, o registro de matrícula das aeronaves. (22 de julho)

1926
Passou a circular a revista “Aviação”, com um número comemorativo do aniversário da Escola de Aviação Militar. Com periodicidade mensal, a revista estava sob a direção do Cel Álvaro Octávio de Alencastro, com redação e administração na própria Escola no Campo dos Afonsos. (10 de julho)

1927
Procedente de Salvador, pousou na Baía da Guanabara o hidroavião “Jahu” sob o comando de João Ribeiro de Barros, sendo seus tripulantes recebidos com grande entusiasmo popular e recepcionados em diversas festas e cerimônias. (5 de julho)

1928
Foi iniciado o Primeiro Congresso Nacional de Aviação, cuja iniciativa se deveu aos aviadores militares Luiz Leal Netto dos Reys, Anor Teixeira dos Santos, Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e ao engenheiro César da Silveira Grillo, por intermédio do Clube dos Bandeirantes do Brasil. (14 de julho)

1929
Aterrissou no Campo de Marte, em São Paulo, um monoplano biplace Klemm, pertencente à ETA - Empresa de Transportes Aéreos, primeira empresa aeroviária brasileira, a qual realizava assim seu primeiro voo, desde o Rio de Janeiro, ligando assim as duas principais cidades do país, à época. (29 de julho)

1930
Decolou do Campo dos Afonsos um avião Potez-33 para realizar um reconhecimento fotográfico na região Taubaté - Pindamonhangaba, em São Paulo, sendo tiradas 270 fotografias numa área de 375 km². Os tripulantes eram os seguintes: Ten Benjamim Quintela, Ten Clóvis Monteiro Travassos e Sgt Carlos França. O regresso ao Campo dos Afonsos ocorreu no dia seguinte. (18 de julho)

1931
Ocorreu a primeira apresentação do avião Muniz M-5, projeto do então Cap Eng Antônio Guedes Muniz, no Campo dos Afonsos, como parte dos festejos do 12° aniversário da Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

1932
Falecimento do Marechal do Ar Alberto SANTOS-DUMONT, em Guarujá, na Cidade de Santos, Patrono da Força Aérea Brasileira. (23 de julho)

Pelo Decreto Estadual 10.447, o Presidente do Estado de Minas Gerais, Olegário Maciel, mudou a denominação da cidade de “Palmyra” para “Santos Dumont”, esclarecendo que a “irradiação de sua glória deve alcançar, de maneira especial, a terra que lhe deu berço”. (31 de julho)

1933
Foi ativado o Parque Central de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, sendo seu primeiro Diretor, o Maj Ivan Carpenter Ferreira (Aviso 10, do Ministro da Guerra). (8 de julho)

O Ministério de Viação e Obras Públicas foi autorizado a contratar o serviço de transportes aéreos entre Belém e Manaus. (8 de julho)

Foi divulgada a “Dotação de Material Aéreo” da Escola de Aviação Militar, distribuindo-se 152 aeronaves da seguinte forma:
- Escola de Aviação Militar (68 aviões):
Waco RNF(15), Morane Saulnier 147 (5), Waco CTO(7), Gipsy Moth (5), Fleet 10-D (%), Schreck FBA-17 (primeiros aviões anfíbios da Aviação Militar) (4), Bellanca CH-300 Pacemaker (6), Potez 33 (7), Nieuport 82 E-2 (3), Potez 25 TOE (7), Amiot 122 (2) e Lioré et Olivier 25(2);
- 1° Regimento de Aviação - Rio de Janeiro (36 aviões):
Boeing P-12 (14), Vought Corsair (7), Waco CTO (4), Fleet 10-D(3) e Waco CSO (8);
- 3º Regimento de Aviação - Porto Alegre (22 aviões):
Vought Corsair (7), Waco CTO (4) e Waco CSO (4);
- 5° Regimento de Aviação - Curitiba (26 aviões):
Vought Corsair (14), Waco CTO (4) e Waco CSO (8). (15 de julho)

Foi extinto o Grupo Misto de Aviação (criado em 21 de maio de 1931), surgindo em seu lugar, o 1° Regimento de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, com o objetivo de realizar, entre outros, as missões do Correio Aéreo Militar, sendo o seu primeiro Comandante o Cel Newton Braga, nomeado em 13 de julho (Decreto 22.970). (20 de julho)

1935
Foram aprovadas as plantas, especificações e orçamentos de diversas obras relativas ao aeroporto para dirigíveis em Santa Cruz/RJ (Decreto 244). (19 de julho)

1936
Foi instituído o “Dia do Aviador”, a ser comemorado todos os anos, no dia 23 de outubro, como exaltação da glória de Alberto Santos Dumont, ao realizar o seu primeiro voo oficial em aparelho mais pesado que o ar, o famoso “14 BIS” (Lei 218). (4 de julho)

A Escola de Aviação Militar comemorou o 17º aniversário de criação, com uma intensa programação. (10 de julho)

O Destacamento de Aviação de Fortaleza transformou-se no Núcleo do 6º Regimento de Aviação, sendo o seu primeiro comandante o Cap José Sampaio de Macedo. (29 de julho)

1937
Foram aprovadas as instruções para matrículas de aeronaves no Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB (Portaria 97/DAC/MVOP). (3 de julho)

Foi efetivada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar ligando Belém a Amapá, em avião Waco CSO, sendo tripulantes: Cap Ruy Presser Bello e Sgt Cid Sebastião Brugger. (22 de julho)

A sede do 3º Regimento de Aviação foi transferida da cidade de Santa Maria/RS para Canoas/RS (Aviso 467, do Ministro da Guerra). (23 de julho)

Entre julho e dezembro de 1937, chegaram ao Brasil, adquiridos para a Aviação Militar, 30 aviões de treinamento avançado Stearman, sendo 15 do modelo A-76C3 e 15 do modelo B-76C3.

1938
No dia do aniversário natalício de Santos Dumont, foi fundado em Natal, o Centro de Aviação Potiguar, “criado para desenvolver o gosto pelos assuntos da Aviação”. (20 de julho)

1939
Ocorreu o primeiro voo do avião IPT-O, projeto realizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, pelo norte-americano Orton Willians Hoover e Frederico Brotero. (09 de julho)

Foi autorizada a emissão de selos postais para franquia de correspondência aérea. (27 de julho)

1940
Voou o primeiro avião bimotor de treinamento avançado Focke Wulf Fw-58 “Weihe” (“Falcão”), de uma série de 25 aviões construídos, sob licença, na Fábrica do Galeão, na Ilha do governador; os aviões Fw-58 eram equipados com motores “Argus” de 240 cavalos vapor, de fabricação alemã. (15 de julho) 

Foi apresentado ao público, pela primeira vez, o protótipo do HL-1, projeto do Grupo Henrique Lage; o avião voou da Ilha do Engenho, na Baía de Guanabara à cidade de São Paulo. (28 de julho)

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em ato presidido pelo Secretário Estadual da Justiça e Segurança, Dr. Eugênio Borges, foi fundado o Aeroclube do Rio de Janeiro e eleita a primeira diretoria da nova agremiação. (mês de julho)

1941
Foi criado o Quadro de Oficiais Auxiliares do Corpo de Oficiais da Aeronáutica (Decreto-Lei nº3.448). (23 de julho)

Foi criada a Base Aérea do Recife. (24 de julho)

A “Panair do Brasil”, subsidiária da Empresa Norte Americana “American Air Ways”, obteve autorização para aparelhar e melhorar os aeroportos de Belém, Amapá, São Luiz, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió e Salvador, para a utilização de aeronaves de Grande Porte. (25 de julho)

1942
Foi fixada a organização da Força Aérea Brasileira.(Decreto nº4.478). (14 de julho)

Foi adotado na FAB o Regulamento Disciplinar do Exército, através do Aviso nº 94, enquanto não fora promulgado o da Aeronáutica. (11 de julho)

Foi reorganizada a carreira de Operário de Aviação do Ministério da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 4.474. (14 de julho)

As Instruções reguladoras do recrutamento de médicos para o Quadro de Saúde da Aeronáutica foram aprovadas pelo Decreto-Lei nº 9.981. (14 de julho)

1943
Aviões da Força Aérea Brasileira afundaram o submarino alemão U-199, a 60 milhas ao sul da entrada da Baía de Guanabara. (31 de julho)

Por ocasião da visita oficial do Ministro Salgado Filho e sua comitiva aos Estados Unidos, que o então Tenente Coronel Aviador Casimiro Montenegro Filho, acompanhado de José Vicente de Faria Lima, oficial do Gabinete, e Guilherme Aloysio Telles Ribeiro, Diretor do Parque Central de Material Aeronáutico (Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro), encontrou-se em Cambridge com o seu colega Osvaldo do Nascimento Leal, que havia iniciado seus estudos em janeiro do mesmo ano, no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). Nessa ocasião, discutiu-se intensamente a ideia de se estabelecer uma escola de alto nível no Brasil. (mês de julho) * O Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho (Fortaleza, 29 de outubro de 1904 — Petrópolis, 26 de fevereiro de 2000), é patrono da Engenharia da FAB, da Academia Nacional de Engenharia e um dos patronos do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica- INCAER.

1944
Foi criado, no Serviço de Saúde da Aeronáutica, o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 6.663. (07 de julho)

O Presidente Getúlio Vargas, o Ministro da Aeronáutica Salgado Filho e o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Brig Trompowsky, durante uma visita à Base Aérea de Santa Cruz, realizaram um voo num dirigível norte-americano do tipo “Blimp”(08 de julho)

Foi criada a 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação subordinada à 1ª Divisão de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira (Aviso nº57). (20 de julho) # A 1º Esquadrilha de Ligação e Observação viajou para o Teatro de Operações da Itália a bordo do transporte de guerra “General Meigh” e desembarcou no porto de Nápoles a 06 de outubro de 1944.

1945
Chegada oficial do 1º Grupo de Aviação de Caça ao Rio de Janeiro. Os 19 aviões P-47 (modelo D-40) vieram da Cidade de San Antônio, no Texas (EUA), e pousaram no Campo dos Afonsos, pilotados por veteranos do Grupo e liderados pelo Ten. Cel. Nero Moura. (16 de julho)

1946
O Serviço de Saúde da Aeronáutica, em consequência da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, recebeu as instalações do Two Hundred Station Hospital (construído em terreno da União e utilizado pelas forças norte- americanas), que, após o término da guerra e a posterior evacuação dessas forças, passaram para o Ministério da Aeronáutica, resultando na adequação e inauguração do Hospital de Aeronáutica no Recife. (10 de julho)

Foi aprovado o Regulamento do Serviço de Assistência Religiosa, com a finalidade de desempenhar, em cooperação com todos os escalões de comando, os encargos relacionados com a assistência espiritual, moral e social dos militares e de suas famílias. (Decreto-Lei nº 21.495, de 23 de julho)

1948
O “Acordo sobre transportes Aéreos entre o Brasil e a França”, firmado em Paris no dia 27 de janeiro de 1947, foi aprovado. (06 de julho)

1950
O primeiro Ministro da Aeronáutica, o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, faleceu em um acidente de avião no Rio Grande Sul. (30 de Julho)

1953
Foi aprovado o contrato entre o Governo Brasileiro e a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., visando o estabelecimento de uma indústria de aviões no país. (31 de julho) Utilizando a Fábrica do Galeão, cedida pelo Ministério da Aeronáutica, a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., construiu 100 aviões Fokker T-21, de instrução primária, e 20 aviões Fokker T-22, também de instrução primária, sendo estes triciclo. Depois de terminado o contrato, em 1958, ainda foram construídos, pela Fábrica do Galeão, mais 15 Fokker T-22.

1955
O livro “Quem deu asas ao Brasil” de autoria de Henrique Dumont-Villares, sobre a vida e obra de Santos Dumont foi traduzido para o inglês e o francês. (22 de julho)

1956
Foi criado, pelo governo de Minas Gerais, o Museu da Casa Natal de Santos Dumont, na fazenda Cabangu, local de seu nascimento. (18 de julho)

1957
Último dia de instrução com aeronave P-47 no 1º/4º GAv. (30 de julho)

1958
A Base Aérea dos Afonsos recebeu dos Estados Unidos da América o avião T-6G. (8 de julho)

1959
Foi realizado o primeiro voo da Ponte Aérea Rio de Janeiro-São Paulo. (6 de julho)

1967
A aeronave P-15 Netuno batia o seu segundo recorde sul-americano de permanência no ar, mantendo-se no ar por 25 h 15 min num voo sem escalas entre Porto Alegre (RS) e Santa Cruz (RJ). (22 e 23 de julho)

A Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), foi criada no Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto nº 61.108, tendo por missão precípua, “assessorar o Ministro na orientação e fiscalização da instrução de educação física e promover no âmbito das unidades, os desportos militares, fazendo-se representar junto à Comissão Desportiva das Forças Armadas e demais entidades desportivas, civis e militares”.(28 de julho)

1968
Foi criado o Serviço de Informações da Aeronáutica, através do Decreto n° 63.005, como órgão normativo de assessoramento do Ministro da Aeronáutica e órgão de ligação com o Serviço Nacional de Informações. A ele competiam as atividades de informação e contrainformação. O Decreto n° 63.006, da mesma data, criou o Núcleo de Serviço de Informações da Aeronáutica a quem competiam os estudos relacionados com a definição, o estabelecimento e a integração das normas relativas ao Sistema de Informações da Aeronáutica, em sua fase de implantação, bem como a elaboração e proposta de regulamento do Serviço de Informações da Aeronáutica. (17 de julho)

1971
O Ministro de Estado da Aeronáutica, Márcio de Souza e Mello, ativou a Base Aérea de Santa Maria. (14 de julho)

1973
Atendendo à Exposição de Motivos do Ministro da Aeronáutica, Ten-Brig-do-Ar Araripe Macedo, o Presidente Emílio Garrastazu Médici, criou o Núcleo do Museu Aeroespacial, por meio do Decreto nº 72.553. (31 de julho)

1977
Foi aprovado o Regulamento do Museu Aeroespacial - MUSAL, pelo Decreto nº 79.920, e, nessa mesma data, é desativado o Núcleo do Museu Aeroespacial. (08 de julho)

1993
Foi aprovado um novo Regulamento da Diretoria de Intendência, através da Portaria nº 567/GM3, que estabeleceu a Subdiretoria de Pagamento de Pessoal(SDPP), em substituição à extinta Subdiretoria de Orçamentação e Pagamento de Pessoal (SOPP) (07 de julho). *A Subdiretoria de Pagamento de Pessoal é o órgão remanescente do Serviço de Fazenda da Aeronáutica.

1997
Foi extinto o Grupo Executivo para Implantação do Campo de Provas de Cachimbo (GEICAMP), através da Portaria nº 510/GM3, e, pela Portaria nº 511/GM3, da mesma data, teve o Campo de Provas sua denominação alterada para: Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) (30 de julho).

1998
A FAB, representada pelo 1º/16º GAv, comandado pelo Maj. Salvatore, participa pela 1ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-solo com 6 aeronaves A-1A. (mês de julho)

2006
O Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV) tornou-se oficialmente uma organização militar e elegeu a data de seu aniversário em homenagem ao primeiro voo de ensaio da história da avaiação brasileira, realizado por Alberto Santos Dumont em um aeroplano Campo de Bagatelle, na França, em 1906. (19 de julho)

2008
A FAB, representada pelo 1º/14º GAv, comandado pelo Ten. Cel. Fleury, participa pela 2ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-ar com 6 aeronaves F-5EM (mês de julho)

2020
Foi efetivado o dia do Veterano da Força Aérea Brasileira, pela Diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA) nº 11-127/2020, publicada em fevereiro do corrente ano, com o objetivo de reconhecer homens e mulheres que vestiram o azul-aeronáutico com honra e dedicação, de modo a valorizar os profissionais que labutaram em prol do engrandecimento da FAB ao longo de toda a sua história. (16 de julho)

Fonte: INCAER

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