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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Efemérides Aeronáuticas - Setembro

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica destaca uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de SETEMBRO, estimulando o estudo, a pesquisa.

Efemérides Aeronáuticas - Setembro


1867
Foi feita, em frente à Fortaleza de Humaitá, a vigésima e última ascensão do balão de observação do Exército Brasileiro, na Guerra do Paraguai; 12 ascensões foram feitas durante o mês que antecedeu a ofensiva montada pelo Marques de Caxias; as outras ascensões foram realizadas na vanguarda da famosa “marcha de flanco” executada pelo Marques de Caxias. O balão, por apresentar vazamento de gás e consequente perda de força ascensional, foi novamente transportado para Tuiuti. (25 de setembro)

Caxias dispensou a utilização dos balões dando conhecimento, através de ofício, ao Ministro da Guerra Cunha Paranaguá. Entretanto, o chefe militar esclareceu que “é inegável que alguma utilidade tirei de alguns reconhecimentos sobre as posições do inimigo, com o auxílio dos balões”.(26 de setembro)

1885
Na sessão realizada no Instituto Politécnico do Brasil, uma comissão instituída pela referida agremiação, da qual faziam parte os Engenheiros Luiz Schreber, Francisco Calheiros da Graça e Paulo de Frontin, “deu direito de propriedade ao inventor Júlio César, conforme parecer exarado em 08 de julho do mesmo ano”. (2 de setembro)

Júlio César apresentou uma conferência no Instituto Politécnico, com a sessão iniciada às 18:30 horas, com as presenças de D.Pedro II, do Conde d'Eu, dos associados da agremiação e de muitos convidados, ocasião em que fez um histórico da navegação aérea, das pesquisas realizadas e das dificuldades encontradas. (3 de setembro)

Na reunião do Instituto Politécnico, sob a presidência do Conde d'Eu, após seguidas discussões, foi aprovada a seguinte medida: “Agenciar previamente a subscrição total para preparar o balão Santa Maria de Belém e fazer a experiência definitiva, calculando-se os gastos em 30 contos de réis”. (16 de setembro)

1896
Nasceu na cidade de Petrópolis/RJ, na Rua 07 de abril, Eduardo Gomes, que viria a ser Marechal do Ar e Patrono da Força Aérea Brasileira. (20 de setembro)

1898
Santos Dumont procedeu a primeira experiência com o seu balão dirigível “Nº 01”, no Jardim da Aclimatação, em Paris. Após a subida, o dirigível foi lançado pelo vento contra as árvores próximas, sofrendo alguns danos. (18 de setembro)

Santos Dumont realizou, às 16:15 horas, a segunda experiência com o “Nº 01”, partindo do Jardim da Aclimatação e indo pousar no Bois de Bolougne, devido ao mau funcionamento da bomba de ar do balonete. (20 de setembro)

1900
Ocorreram as primeiras experiências com o “Nº 04”, no Campo do Aeroclube da França, em Saint Cloud, ainda na situação de balão cativo, como foi noticiado no “Le Temps” e “The Herald”.(5 e 6 de setembro)

Santos Dumont procedeu ao voo de experiência no “Nº 04”, em Saint Cloud, tendo se quebrado o leme de direção. (19 de setembro)

“Le Journal”, de Paris, publicou o seguinte comentário sobre Santos Dumont: “É, indiscutivelmente, ao Sr Santos Dumont que cabe a honra de ter despertado, na França, por sua iniciativa inteligente e obstinada, o movimento aeronáutico. Foi de suas experiências sucessivas com a dirigibilidade dos balões que nasceu o Aeroclube da França, esta jovem sociedade cujo lema parece ser: “Não existe o impossível”. (21 de setembro) O comprimento do “Nº 04” foi aumentado de 05 metros, por meio de um acréscimo na seção central, de acordo com notícia difundida pelo “New York Herald”. (26 de setembro)

1901
Santos Dumont realizou, em Saint Cloud, a primeira experiência com o “Nº 06”. Neste evento, a cauda do balão colidiu com uma casa, depois que o cabo pendente embaraçou em fios telegráficos no início da ascensão, causando avarias ao invólucro e no leme de direção.(06 de setembro)

A revista “l'Illustration,de Paris, publicou um longo artigo acerca das experiências de Santos Dumont, bem como sobre o seu dirigível “Nº 06”, além de um corte esquemático dessa nova invenção, desenhado pelo próprio aeronauta brasileiro.(14 de setembro)

O “La Press”, de Paris, estampou o seguinte comentário: “Hoje, a notoriedade do desportista brasileiro (Santos Dumont), é quase universal e seus menores atos e gestos são comentados pelos jornais do mundo inteiro”.(25 de setembro)

1903
Depois de se ter coberto de Glórias em Paris com as suas experiências com balões dirigíveis, Santos Dumont chegou ao Rio de Janeiro a bordo do vapor “Atlantique”. (07 de setembro)

Às 07:45 horas da manhã, antes da chegada ao Rio de Janeiro, o trem que transportava Santos Dumont fez uma parada na Estação de Todos os Santos. O aeronauta saltou do trem e foi ver o balão de José Carlos do Patrocínio (“Santa Cruz”), que estava sendo construído num galpão na Estrada de Inhaúma. (23 de setembro) 

1906
Santos Dumont procedeu a uma nova tentativa para voar com o “14-Bis”, sem êxito, e terminando esse ensaio com uma avaria no leme de direção.(4 de setembro)

Santos Dumont conseguiu dar um salto com o seu avião “14- Bis”, logo verificando que a potência desenvolvida pelo motor “Antoinette” que equipava a aeronave não era suficiente para proporcionar a tração necessária. Resolveu, pois, mudar de 24 HP para 50 HP de potência.(7 de setembro)

Santos Dumont conseguiu voar 08 metros de distância, a 01 metro de altura, no Campo de Bagatelle, com o “14 Bis”.(13 de setembro)

Foi realizada uma prova aeronáutica internacional patrocinada por Gordon Bennett. Essa competição, destinada a balões livres, foi pela primeira vez programada. Santos Dumont tomou parte com o balão “Deux Amériques”, conduzindo ainda o mecânico Chapin. (30 de setembro)

1907
Foi realizada a principal experiência de Santos Dumont no Rio Sena com o seu deslizador aquático no 18; o “Santos Dumont no 18” tinha um flutuador central e dois flutuadores laterais, todos três em forma de charuto e era equipado com um motor “Antoinette” de 100 cavalos vapor. (25 de setembro)

1909
Santos Dumont estabeleceu um recorde de velocidade: voando no “Demoiselle”, tendo decolado de Saint Cyr e mantido 60 metros de altura, aterrou depois em Buc, distante 08 quilômetros, consumindo 05 minutos, ou seja, uma velocidade no ar de 96 quilômetros por hora. (13 de setembro)

Santos Dumont repetiu o voo realizado na véspera, porém, desta vez, o vento de proa era maior. Voando entre 30 e 40 metros de altura, ele percorreu a mesma rota, de Saint Cyr e Buc, em 07 minutos e 03 segundos, numa média de 77 quilômetros por hora. (14 de setembro)

Santos Dumont com o “Demoiselle” estabeleceu outro recorde, decolando de Saint Cyr após uma corrida de apenas 70 metros no solo, percorridos em 06 segundos e 1/5. (15 de setembro)

Santos Dumont executou uma experiência interessante. Colocou, no “Demoiselle Nº 22”, à sua esquerda, um peso morto de 20 quilos; depois de correr cerca de 100 metros no solo, ele decolou e, na altura de 15 metros, desembaraçou-se do referido peso. (16 de setembro)

Santos Dumont decolou às 17:35 horas no “Demoiselle”, perante grande multidão que afluíra para assistir a mais uma de suas experiências. (17 de setembro)

Santos Dumont decolou com o “Demoiselle Nº 22” para um voo local sobre Saint Cyr, a 70 metros de altura. Sobrevoou o público, que se encontrava no campo de pouso, com os dois braços abertos, tendo um lenço em cada mão e os soltou em voo. Nesse dia, Santos Dumont realizou o seu último voo como piloto. (18 de setembro)

Em Paris, foi inaugurada a Exposição Internacional de Locomoção Aérea, com 333 expositores. O avião “Demoiselle”, de Santos Dumont, causou grande sucesso na referida mostra. (mês de setembro)

1913
O Tenente Ricardo João Kirk retornou à Europa, desta vez por conta do Aeroclube Brasileiro, com a missão de adquirir aviões e de contratar instrutor e mecânico. O Ministério da Viação ao qual, à época, ficavam afetos todos os assuntos de aviação, concedeu uma verba de 30 contos de réis destinada ao Aeroclube.(mês de setembro)

1914
O General Fernando Setembrino de Carvalho, apenas quatro dias após ter assumido o comando das forças operacionais do Contestado, solicitou ao Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva, o apoio aéreo para programar missões de reconhecimento aéreo na área em litígio entre os Estados de Santa Catarina e Paraná. Foram então designados o Ten Ex Ricardo João Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli para participarem das referidas missões. Foi esse o primeiro emprego bélico militar no Brasil, envolvendo a aviação. (16 de setembro)

O Ten Ex Ricardo João Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli viajaram de trem, com destino à região do Contestado (área em litígio entre os Estados do Paraná e Santa Catarina), acompanhando o transporte de 5 aviões (4 do tipo Morane-Saulnier e 1 do tipo Blériot-Sit), além do material de reparo e suprimentos. Na viagem, o Blériot-Sit e um Morane-Saulnier foram destruídos por incêndio, causado pelas fagulhas da locomotiva, uma “Maria Fumaça”.(19 de setembro) Posteriormente, chegou ao Contestado o mecânico italiano Zanchetti Francesco para fazer a manutenção aos aviões.

1918
Faleceu na Inglaterra, na Escola de Aviação de Eastbourne, a primeira vítima da Aviação Naval (e a terceira da Aeronáutica Brasileira), o Tenente Eugênio da Silva Possolo, num choque de aviões, quando realizava um treinamento de voo de grupo com aeronaves de caça, monoplaces, do tipo Sopwith Camel.(5 de setembro)

O piloto Luiz Bergmann, instrutor da Escola Paranaense de Aviação, realizou um reide intermunicipal, abrangendo as cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Castro e Jaguariaíva, com o avião “Sargento”, sendo considerado o maior evento aeronáutico daquela Escola.(12 de setembro)

1920
A futura aviadora Anésia Pinheiro Machado voou pela primeira vez, como passageira, no avião Curtiss pilotado pelo norte-americano Orthon William Hoover, em Itapetininga/SP. (20 de setembro)

Faleceu a sétima vítima da Aeronáutica Brasileira: o 1º Ten Rosalvo Tanajura Guimarães, da Aviação Militar, no Hospital Central do Exército, em consequência dos ferimentos recebidos no choque, no solo, de dois aviões Nieuport 82E-2, no Campo dos Afonsos, em 11 de março de 1920, ocasião em que faleceu o Sargento Aluno Theolino Leinhardt Peixoto.(23 de setembro)

O citado avião, conhecido na Aviação Militar como Nieuport 28 metros ou “Grosse Julie”, era um biplano, monomotor, biplace lado a lado, com duplo comando e equipado com motor Le Rhone, rotativo, de 80 HP e 09 cilindros. Faleceu em acidente, aos 24 anos de idade, o 3º Sargento Piloto João Menezes de Melo, quando o avião Nieuport que pilotava caiu nas proximidades da estação ferroviária de Marechal Hermes, no Rio de Janeiro.(29 de setembro)

No Campo dos Afonsos, há um hangar localizado próximo ao Cassino dos Oficiais, que recebeu o nome de “Sargento Menezes”, como homenagem póstuma. Por ocasião da recepção ao Rei Alberto, da Bélgica, foi programada uma parada aérea com a participação de diversos hidroaviões da Escola de Aviação Naval. No avião HS-2L nº 12, pilotado pelo Ten Heitor Varady, voou também Santos Dumont.(mês de setembro)

1921
O Ten Cel José Victoriano Aranha da Silva passou o Comando da Escola de Aviação Militar ao Maj João Evangelista de Souza Viana. (16 de setembro)

O Ministro da Guerra aceitou o oferecimento do Comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, da área de 1.071.340 m² de terrenos vizinhos ao Campo dos Afonsos, para permitir a ampliação da área de pousos e decolagens da Escola de Aviação Militar (Aviso 144, do Ministro da Guerra). (30 de setembro)

Um importante levantamento aéreo, para confecção de cartas hidrográficas do litoral e dos lagos do Estado do Rio de Janeiro, foi realizado pelo Ten Djalma Fontes Cordovil Petit e pelo antigo e constante colaborador da Aviação Naval, o fotógrafo do jornal “A Noite”, Jorge Kfuri.(mês de setembro)

1922
O aviador francês Rene Fonk, grande “às” da I Guerra Mundial, fez uma demonstração aérea do Rio de Janeiro.(03 de setembro)

A aviadora paulista Anésia Pinheiro Machado iniciou o reide São Paulo- Rio, no avião biplano Caudron, batizado com o nome de “Bandeirante”, desejando homenagear o centenário da Independência do Brasil. (05 de setembro)

Na cidade de Santos, foi inaugurado o monumento em homenagem a Bartolomeu de Gusmão.(07 de setembro)

Ao Conselho Municipal do Rio de Janeiro, foi apresentado o projeto de nº 159, estabelecendo um prêmio de 50 contos de réis a ser concedido à aviadora Anésia Pinheiro Machado. O mencionado projeto foi assinado por Cesário de Melo, Manoel Machado e Mário Piragibe.(21 de setembro) 

1923
Assumiu o cargo de Diretor Técnico da Escola de Aviação Militar, o Major francês Charles François Nicholas Moineville, em substituição ao Capitão (também francês), Hubert Dumont.(mês de setembro)

1927
Foi concedido, pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, o certificado de matrícula nº 01 à aeronave comercial P-BAAA “Atlântico”, da VARIG. Era um hidroavião bimotor, asa alta, tipo Dornier Wal, para 10 passageiros. (16 de setembro)

O Presidente do Estado de Minas Gerais, Dr. Antônio Carlos, sancionou decreto criando a Escola de Aviação do Estado, subordinada à Secretaria de Segurança e Assistência Pública. (24 de setembro)

1928
Foram aprovadas as seguintes regulamentações para a Aviação Militar, elaboradas pela Missão Militar Francesa de Aviação: “Serviço de Informações Aéreas” (Decreto 18.412), e “Movimentos e Estacionamentos” (Decreto 18.413). (27 de setembro)

1929
Aterrou no Campo dos Afonsos, o avião Douglas-Hrnet, de 525 HP, denominado “Exército Mexicano”, tripulado pelo Coronel Aviador Pablo L. Sidar e o Subtenente Mecânico Arnulpho Cortés, ambos mexicanos. (23 de setembro) Após permanecerem dois dias na capital brasileira, decolaram com destino a Santos/SP, em prosseguimento ao reide México -América do Sul.

1930
A empresa Sindicato Condor ativou a primeira linha do interior do País, ligando as cidades de Corumbá e Cuiabá, com um avião Junkers F-13. (18 de setembro) 

1931
Decolou do Campo dos Afonsos o avião de bombardeio Amiot “Duque de Caxias”, da Aviação Militar, para realizar um reide percorrendo capitais da América Latina; o avião era um monomotor, de fabricação francesa, equipado com um motor Lorraine de 750 HP. A tripulação compunha-se do Capitão Arquimedes Cordeiro e dos Primeiros-Tenentes Francisco de Assis Corrêa de Melo e Godofredo Vidal. (11 de setembro)

1933
Foram extintas as quatro Divisões na Defesa Aérea do Litoral, com sedes em Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro (Aviso 3.450). # Foi criada a 1ª Flotilha de Aviões de Esclarecimento e Bombardeio – 1ª FEB, equipada com aeronaves Fairey Gordon (Aviso 3.453). # Foi criada a 1ª Flotilha de Observação, equipada com aeronaves Vought Corsair(Aviso 3.455). # Foi criada a 1ª Flotilha de Bombardeio e Patrulha, equipada com aeronaves Martin PM e Savoia Marchetti S-55 A (Aviso 3.457).(11 de setembro) 

1934
Foi criado o Núcleo do Serviço Técnico de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, sendo o primeiro Diretor desse órgão, o Ten Cel Eng Antônio Guedes Muniz (substituído posteriormente, pelo Cel Ivan Carpenter Ferreira). (26 de setembro)

1935
Foi lançada, pelo Presidente Getúlio Dornelles Vargas, a pedra fundamental da Fábrica Nacional de Aviões, no local onde atualmente encontra-se instalado o Parque de Aeronáutica de Lagoa Santa. (1º de setembro) No mesmo dia, foi inaugurado o pequeno campo de pouso da futura fábrica, com apenas 700 metros de extensão, tendo pousado cinco aeronaves Waco CSO, da Aviação Militar.

Voou, pela primeira vez, o avião EAY201 “Ypiranga”, projeto da Empresa Aeronáutica Ypiranga, que começou a funcionar em 1931, em São Paulo.(11 de setembro)

É o mais antigo avião nacional registrado no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). Recebeu a matrícula PP-TBF. O voo inaugural do Correio Aéreo Militar na etapa Foz de Iguaçu -Guaíra, foi efetuado pelo Ten Almir dos Santos Policarpo. (18 de setembro)

A primeira pista do Aeroporto Santos Dumont (anteriormente conhecido como Aeroporto da Ponta do Calabouço ou Aeroporto do Calabouço), com 400 metros de comprimento, foi aberta ao tráfego de pequenas aeronaves.(mês de setembro)

1936
Foi divulgado o Boletim nº 01 do 6º Regimento de Aviação, assinado pelo seu Comandante, o Cap José Sampaio de Macedo: “Fica nesta data instalado o Núcleo do 6º Regimento de Aviação, tendo por sede provisória o Quartel no Campo de Aviação do Alto da Balança, na cidade de Fortaleza, de acordo com o Aviso nº 386, de 10 de agosto de 1936, do Ministério da Guerra”. (21 de setembro)

O Cap Macedo é considerado como o “fundador da Base Aérea de Fortaleza”. A criação do 6º R Av foi no dia 19 de maio de 1933, através do Decreto 22.735. Foram apresentados à imprensa os dois primeiros exemplares da série do avião Muniz M-7, os quais, no mesmo dia voaram do Rio a São Paulo, sendo registrados na frota do Aeroclube de São Paulo com as matrículas PP-TBV e PP-TBX. (30 de setembro) 

1937
Foi inaugurado o campo de pouso de Cambuquira/MG (Boletim nº 200, da Diretoria de Aviação Militar).(1º de setembro)

Foi aberto o crédito suplementar, autorizado em 27 de agosto de 1937, da importância de 1.000 contos de réis, para as obras do Aeroporto Santos Dumont, através do MVOP (Decreto 1.978).(25 de setembro)

1938
Foi aprovado o Regulamento para a concessão de subvenção aos aeroclubes, clubes de planadores e escolas civis de aviação (Decreto-lei 678). (12 de setembro)

A Aviação Militar recebeu os primeiros aviões Vultee V11-GB2, adquiridos nos Estados Unidos. O “Vultizão”, como era conhecido, podia transportar até 1.680Kg de bombas.(mês de setembro)

1939
No aeródromo de Manguinhos, a Escola de Aviação Naval fez a doação de dois aviões De Havilland Tiger Moth ao Aeroclube do Brasil. Presidiu a solenidade o Cmt Armando Filgueira Trompowski de Almeida, Diretor da Aeronáutica Naval.(1º de setembro)

Foi organizado, na Escola Politécnica de São Paulo, o Aeroclube Grêmio Politécnico (sucessor e herdeiro de todo o Material e das tradições do Clube Paulista de Planadores).(6 de setembro)

Foram aprovadas as instruções relativas às Marcas de Nacionalidade e de Matrícula Provisória de Planadores e ainda, sobre Matrículas de Planadores (Portaria 148/DAC/MVOP). (12 de setembro)

Foi lançado um manifesto de abertura de subscrições para constituição de uma nova empresa, a Navegação Aérea Brasileira – NAB, cuja assembleia de fundação ocorreu em 28 de fevereiro de 1940. (12 de setembro) 

1940
A Diretoria de Aeronáutica do Exército encomendou mais 20 aviões do tipo Muniz M-9 (biplano, monomotor, para treinamento primário). Com a dificuldade de importar motores ingleses, em pleno período da 2ª Guerra Mundial, os fabricantes passaram a utilizar motores norte-americanos Ranger, de 190 HP.(16 de setembro)

Foi aprovado o Regulamento da Escola de Aeronáutica do Exército (Decreto 6.319). (23 de setembro)

1941
O Serviço de Fazenda de Aeronáutica, foi criado pelo Decreto nº 3.625, diretamente subordinado ao Ministro, sendo destinado a gerir, controlar, fiscalizar e coordenar, no Ministério da Aeronáutica, os serviços de contabilidade e fazenda, orçamento, distribuição de verbas e créditos, tomada de contas e do pagamento em geral. (17 de setembro)

1942
O Hospital Itapagipe, requisitado pelo Ministério da Aeronáutica, passa a denominar-se Hospital Central da Aeronáutica, por meio do Aviso nº 118. (15 de setembro)

Foi criado, no Corpo de Oficiais da Aeronáutica (C. O. Aer.), o Quadro de Infantaria de Guarda (Q.I.G.), por meio do Decreto nº 4.754, destinado a agrupar os oficiais necessários ao desempenho das funções de subalternos das Companhias de Infantaria de Guarda da Aeronáutica, tendo o seguinte efetivo inicial: (29 de setembro) - Primeiros -Tenentes - 15. - Segundos -Tenentes - 30.

1944
Foi criado o Depósito de Material da Força Aérea Expedicionária Brasileira, pelo Aviso nº 62, destinado ao recebimento, armazenagem e remessa periódica de suprimentos às unidades da Força Aérea Brasileira em operação no exterior, subordinado ao Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, funcionando como um elemento intermediário entre essa unidade e os órgãos provedores no Brasil. (04 de setembro) - O Depósito foi situado no local mais adequado às suas finalidades, no Teatro de Operações, onde o oficial de ligação brasileiro realizou os entendimentos necessários com as autoridades competentes para a sua instalação.

1945
O Tenente-Coronel Aviador Nero Moura foi designado Comandante do Primeiro Regimento de Aviação em Santa Cruz. Destaca-se que esta função, à época, era mais abrangente do que um comando de Base Aérea. (mês de setembro)

Foi criado, no Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto nº 8.014, o Arquivo Geral da Aeronáutica, diretamente subordinado ao Ministro de Estado, com a finalidade de registrar, classificar e arquivar os documentos remetidos pelos outros órgãos da Aeronáutica. (29 de setembro)

1946
Foi decretada a Lei de Organização do Ministério da Aeronáutica, por intermédio do Decreto-Lei nº 9.888; e a Lei de Organização da Força Aérea Brasileira em tempo de paz, por meio do Decreto-Lei nº 9.889. (16 de setembro)

1947
Foi criado no Ministério da Aeronáutica, por meio do Decreto nº 23.598, um instituto militar de instrução tática, com a denominação de Curso de Tática Aérea (CTA), com a finalidade de preparar os oficiais da FAB para o exercício das funções que lhe eram atribuídas, no âmbito das unidades e bases aéreas, e de ministrar-lhes ensinamentos inerentes ao emprego tático de unidades aéreas. (1º setembro) - Tendo como sede as instalações da Base Aérea de Cumbica (São Paulo), o CTA logo apontou para a necessidade de um conjunto de conhecimentos nas áreas de Liderança e Administração, do Emprego das Forças Armadas e da Comunicação Oral e Escrita, gerando a revisão dos seus objetivos educacionais e resultando na sua transformação, em 1953, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAOAR). Sua missão, além do Curso de Tática Aérea, era ministrar o Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais Aviadores (CAPOA) e o Curso de Oficiais de Serviços - Intendentes e Médicos (CAPOS), preparando-os para o exercício do assessoramento, da chefia e do comando, inerentes aos postos de capitão e major.

1950
A história do Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) teve início com o pouso de duas aeronaves em uma clareira arenosa na Serra do Cachimbo, no Pará: a primeira delas, um Nordwind, da FAB, de matrícula 2805, tinha como tripulantes, o Major Aviador Leal Netto e o Segundo Tenente Aviador João Carlos e como passageiros, o sertanista Leonardo Villas-Bôas e o mateiro "Raimundão"; e a segunda aeronave, um Fairchild de prefixo PP-FBC, de propriedade da Fundação Brasil Central, era pilotada pelo comandante Olavo Cavalcanti, tendo como passageiros, os irmãos Cláudio e Orlando Villas-Bôas. (03 de setembro)

1953
A primeira travessia transatlântica da Força Aérea Brasileira foi realizada pela aeronave B-17 nº 3.663, conhecida como a “Fortaleza Voadora”, pertencente ao 6o Grupo de Aviação. A decolagem aconteceu em Natal (RN) com uma travessia de 10 horas e 40 minutos sobre o Oceano Atlântico. A aeronave regressou em um voo direto para Recife/PE.(1 a 4 de setembro)

1956
Foi criada a “Medalha Santos Dumont” através do Decreto no 39.905. (5 de setembro)

1959
Foram incluídas no Serviço de Saúde da Aeronáutica, no posto de Segundo-Tenente, as enfermeiras que integraram a Força Aérea Brasileira, durante as operações de guerra na Itália, pela Lei nº3.632. (10 de setembro)

Por meio da Lei nº 3.636, foi concedido ao Tenente-Brigadeiro do Ar Alberto Santos Dumont, o posto honorífico de Marechal do Ar. (22 de setembro)

1966
A Força Aérea Brasileira realizou a sua primeira volta ao mundo com a aeronave C-130E totalizando 105 horas de voo percorrendo 56 mil km, partindo do Rio de Janeiro passando por Lima, Panamá, Cidade do México, Los Angeles, Honolulu, Midway, Tóquio, Hong Kong, Saigon, Karachi, Beirute, El Arish, Roma, Lisboa, Ilha do Sal, retornando para o Rio de Janeiro. Além de percorrer o mundo tinha-se como missão levar doações do Brasil para o Vietnã e buscar equipamentos das tropas brasileiras enviadas em missão de paz da ONU em Suez. (3 a 18 de setembro)

1971
Primeiro voo do AT-26 Xavante. Voo de ensaio com o Maj. Carlos Rubens de Rezende e o piloto de provas da EMBRAER Basílico Freire Neto, no FAB 4462. (3 de setembro)

1981
O Sistema de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica foi instituído pela Portaria nº 1.444/GM3. (18 de setembro) 1995 Criado o 1º/3º Grupo de Aviação (Esquadrão Escorpião), com sede na Base Aérea de Boa Vista- RR, pela Portaria R-619/GM-3. (28 de setembro)

Criado o 2º/3º Grupo de Aviação (Esquadrão Grifo), com sede na Base Aérea de Porto Velho - RO, pela Portaria R-619/GM-3.(28 de setembro)

2001
AComissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) foi subordinada ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), por meio da Portaria n° 733/GC3. Nessa mesma data, a Portaria n° 734/GC3 estendeu o trabalho da instituição a outras regiões do Brasil. (17 de setembro)

2006
Militares da FAB, principalmente os especializados em Busca e Salvamento, do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), participaram da operação de resgate das vítimas do acidente com a aeronave Boeing da Empresa Gol (Voo 1907), considerada como a maior operação do gênero no Brasil, que contou com aproximadamente 800 homens, durante 44 dias, tendo sido empregadas 52 aeronaves e consumidas 1.534 horas de voo. A logística da operação ficou sediada no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizada na Serra do Cachimbo, no sul do Pará. (29 de setembro)

2018
A função Graduado-Master foi implantada por meio da Portaria nº 1.389/GC3, sendo um marco histórico, uma vez que graduados, de diversas especialidades, passaram a assessorar e auxiliar comandantes nos assuntos relacionados às praças, tornando-se elos vitais, como difusores e catalizadores das ordens emanadas pela alta administração do COMAER. (10 de setembro) 

2019
A Embraer entregou à Força Aérea Brasileira (FAB), o primeiro avião de transporte multimissão KC-390, em cerimônia realizada na Base Aérea de Anápolis (ALA 02), dando início aos preparativos para a entrada da aeronave em serviço na FAB, onde é operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT). (04 de setembro) - Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. O programa representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira e um salto operacional para a aviação de transporte da FAB.

Fonte: INCAER

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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Efemérides Aeronáuticas - Agosto



Efemérides - Agosto

INCAER
Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica 

1709
Em Lisboa, foi realizada a primeira experiência pública por Bartolomeu de Gusmão, na Sala das Audiências, na presença de D. João V e membros de sua Corte, tendo o balão se queimado ainda no solo. (03 de agosto) 

Foi realizada a segunda experiência pública por Bartolomeu de Gusmão, na Sala das Embaixadas, na presença de D. João V e sua Corte, quando o balão elevou-se a 20 palmos e, ao chegar ao teto, foi destruído por dois criados da casa real, receosos de um incêndio. (05 de Agosto)

Foi realizada a terceira experiência pública por Bartolomeu de Gusmão, no Pátio da Casa das Índias (hoje Castelo de São Jorge), na presença de D.João V e sua Corte, tendo o balão subido suavemente e caído no terreiro do Paço. (08 de agosto)

1710
D.João V concedeu uma bolsa no valor de 300.000 réis, para Bartolomeu de Gusmão estudar matemática na Universidade de Coimbra. (13 de agosto)

1867
O balão dos irmãos Allen foi deslocado, cheio, de Tuiuti para Tuiú Cuê, distante mais de 20 quilômetros. (14 de agosto)

Foi cumprida a 15ª ascensão do balão, na região de Tuiú Cuê. (15 de agosto)

Foram realizadas as 16ª e 17ª ascensões do balão, ainda na região de Tuiú Cuê. (16 de agosto)

Foi observado que o balão tinha perdido força ascensional devido à fuga de gás; o balão foi então esvaziado e conduzido para Tuiuti, para novo enchimento, retornando a 24 de setembro para Tuiú Cuiê. (21 de agosto)

1880
Júlio César Ribeiro publicou, na “Província do Pará”, de 1º a 06 de agosto, uma longa matéria que recebeu o título de “A Navegação Aérea”. (1º de agosto)

Foi realizada a primeira experiência pública de Júlio César, na casa do Cel Bentes, à Travessa dos Ferreiros, com “um pequeno balão, munido de aparelhos por ele mesmo inventados e construídos”. (30 de agosto)

1881
Júlio César Ribeiro chegou a Paris, sendo então construído o seu balão dirigível “Vitória” pela Casa Lachambre, especializada no ramo da construção de balões. (mês de agosto)

1889
O Barão de Tefé, em longo discurso pronunciado no Congresso Internacional de Aeronáutica, no Palácio do Trocadero, em Paris, “contestou os irmãos Montgolfier da glória que indevidamente lhes foi atribuído, de Inventores da Navegação Aérea, restabelecendo a verdade em relação à genial ideia concebida pelo padre paulista Bartolomeu Lourenço de Gusmão”. (02 de agosto)

1892
Augusto Severo registrou a sua descoberta no Ministério da Indústria, Comércio e Obras Públicas, no Rio de Janeiro, tendo lhe sido concedido uma patente acerca de “uma invenção industrial para direção dos balões ou aerostatos”. (11 de agosto)

Augusto Severo recebeu a carta patente que lhe dava direitos exclusivos para construção e utilização do balão, que ele denominou de “navio de alto ar”, pois o mesmo destinava-se às viagens de longa distância e grande altitude. (17 de agosto)

1900
Foi concluída a construção do balão dirigível “Nº 04”, de Santos Dumont. (1º de agosto)

1901
O Aeroclube da França concedeu a Santos Dumont uma medalha de ouro pelos seus trabalhos para resolver o problema da dirigibilidade dos balões. (1º de agosto)

Santos Dumont fez um voo de experiência com o “Nº 05”, com duração de 08 minutos, ocasião em que houve dificuldades com o cabo pendente, conforme noticiou “e Siècle”. (04 de agosto)

Ao realizar nova tentativa para ganhar o “Prêmio Deutsch”, após contornar a Torre Eiffel com o “Nº 05”, Santos Dumont percebeu que uma das válvulas automáticas do hidrogênio entrou em “pane”, passando o dirigível a perder gás. Em decorrência desse grave defeito, o balão contraiu-se provocando a ruptura de diversas cordas de sustentação. Com a força do vento, o “Nº 05” acabou colidindo e explodindo contra o Hotel do Trocadero, de seis pavimentos e situado na praça do mesmo nome, estação de Passy. Santos Dumont saiu ileso desse acidente. (08 de agosto)

Foi concluída a construção do balão dirigível “Nº 06”, de Santos Dumont. (30 de agosto)

1905
Santos Dumont realizou os primeiros ensaios com o balão dirigível “Nº 14”, voando a 50 metros acima do nível do mar, na praia de Trouville, na costa do Canal da Mancha, ocasião em que experimentou vários tipos de leme. (24 de agosto)

1906
Santos Dumont fez uma experiência com o avião “14 BIS”, já separado do dirigível “Nº 14”, no campo de polo do Bois du Boulougne, sem conseguir decolar por falta de potência suficiente.(21 de agosto)

1907
Santos Dumont fez uma ascensão no balão livre “Lutèce”, conduzindo três passageiros brasileiros, amigos do aeronauta: Dr Antônio Prado Júnior, a esposa Eglantina, sendo a primeira mulher brasileira a tomar parte numa ascensão em balão livre, e o Sr Edgar Prado, que participou do voo como ajudante nas manobras do balão.(10 de agosto)

1912
Chegou ao Brasil o aviador italiano Gian Fellice Gino, brevetado pela Escola Caproni, de Milão, Itália, trazendo consigo o seu avião, um monoplano Blériot, de 50 HP. Ele efetuou alguns voos no Campo de São Cristóvão, em benefício da campanha “Deem asas ao Brasil”. (mês de agosto)

1913
Foi inaugurada uma placa, colocada no prédio número 79, da Avenida du Maine, em Paris, com a seguinte inscrição: “Aqui morreram, vítimas da ciência, SEVERO- aeronauta brasileiro e seu mecânico, o francês SACHET. Queda do dirigível PAX, em 12 de maio de 1902. (10 de agosto)

O jornal “A Noite”, do Rio de Janeiro, divulgou matéria com relação a um invento do Sr Lopes Cançado, batizado como “Monoplano Christina”, nome de sua filha e que foi construído nas oficinas do Campo dos Afonsos. Não são conhecidos resultados práticos dessa invenção. Algumas características: equipado com motor Gnome, de 50 HP, hélice de 2,60 metros de diâmetro, comprimento de 08 metros e envergadura de 8,90 metros. (25 de agosto)

1914
Foi determinada a organização de uma Escola de Submersíveis e Aviação, na Marinha de Guerra (Aviso 3986, do Ministro da Marinha). (22 de agosto)

O inventor João d'Alvear iniciou a construção do seu avião “Alvear”, com recursos próprios, ficando pronto em outubro de 1914. O motor e a hélice eram de fabricação francesa, mas o restante da aeronave empregava apenas elementos nacionais. Externamente, o avião era coberto com tela de linho. (mês de agosto)

1916
O Aeroclube Brasileiro foi considerado como instituição de utilidade pública (Decreto 3.141)(16 de agosto) 

Foi criada a Escola de Aviação Naval, tendo o Decreto 12.167 levado as assinaturas do Presidente da República Wenceslau Braz Pereira Gomes e do Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar. Para a direção da referida Escola foi designado o Capitão de Fragata Protógenes Pereira Guimarães. Essa foi a primeira escola de aviação para militares brasileiros e a terceira escola de aviação no Brasil. (23 de agosto) 

1917
O jornal “A Notícia” informou que estava sendo cogitada a instalação, no Brasil, de uma fábrica de aviões, organizada em forma de sociedade anônima, com o capital de 1.000 contos de réis, dividido em ações populares de 25.000 réis cada uma. Foi ainda divulgada a instalação de uma fábrica de hélices de madeira, a ser supervisionada pelo Sr. Joaquim Pedro Domingues da Silva. (24 de agosto)

1919
Foi inaugurado o Correio Aéreo da Esquadra, precursor do Correio Aéreo Naval, com o reide Ilha das Enxadas-Ilha Grande, utilizando-se o avião Curtiss HS-2L nº 11. (15 de agosto)

1920
Foi declarada a Primeira Turma de Pilotos da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo (segunda fase). As provas aéreas foram julgadas por uma comissão composta de aviadores famosos: Capitão Louis Etienne Lafay, Orthon William Hoover, Edu Chaves, Cícero Marques e Amadeu Saraiva. Estiveram presentes à cerimônia, o Presidente do Estado de São Paulo, Washington Luiz, Antônio Prado Júnior e Domício Pacheco Silva, os quais procederam a entrega do brevê da Federação Aeronáutica Internacional - FAI - aos aprovados, que foram os seguintes: Cap João Busse, 1º Ten Bernardo Espíndola Mendes,2º Ten Álvaro de Azambuja Cardoso, Antônio Reynaldo Gonçalves, Aristides Gonçalves Muza e Luiz Rabelo. (1º de agosto) 

Ocorreu uma tentativa clandestina de reide Rio-São Paulo, envolvendo o 1º Ten Pedro Martins da Rocha (piloto) e o 2º Ten Rubens de Mello e Souza (passageiro). O avião utilizado, do tipo Sopwith 1 A2, biplano, monomotor, biplace em tandem, sofreu uma pane seca entre Mogi das Cruzes e São Paulo. Ambos os oficiais foram presos, sendo que o Ten Pedro Rocha foi obrigado a indenizar os reparos feitos na aeronave acidentada. (03 de agosto)

O Capitão Louis Etienne Lafay, da Missão Francesa, fez um voo no biplano “Rio de Janeiro”, do Campo dos Afonsos a São Paulo.(08 de agosto)

O aviador inglês “ás” da 1ª Guerra Mundial, John Pinder, decolou do Rio de Janeiro acompanhado pelo Ten Ex Aliathar de Araújo Martins, para uma tentativa de reide Rio- Buenos Aires. O hidroavião Macchi 9, de fabricação italiana, utilizado nesse voo, era de propriedade da Companhia Ítalo Brasileira de Transportes Aéreos, em fase de organização.(09 de agosto)

Regressou de São Paulo, pousando no Campo dos Afonsos, o Capitão Louis Etienne Lafay, pilotando o biplano “Rio de Janeiro”.(12 de agosto)

1921
O Poder Executivo foi autorizado a ceder terrenos ao Aeroclube Brasileiro, mediante arrendamento (Decreto 4.302). (03 de agosto)

1922
Santos Dumont, que se achava hospedado no Hotel Central, na Praia do Flamengo, participou da recepção aos aviadores estrangeiros que vieram para os festejos do centenário da Independência do Brasil. (mês de agosto)

1924
A Esquadrilha de Aperfeiçoamento e a 1ª Cia de Parque de Aviação deixaram novamente o Campo dos Afonsos, com destino à cidade de Indiana/SP, onde ficaram estabelecidas as sedes dessas Unidades e de onde executaram diversos voos de reconhecimento sobre a área tomada pelos rebeldes que haviam se retirado da capital paulista (movimento de 05 de julho). (18 de agosto)

O regresso ao Campo dos Afonsos deu-se a 26 de setembro do mesmo ano. 1926 Ocorreu o primeiro acidente fatal com um avião da Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo: o Curtiss JN-4D caiu na decolagem em Uberaba/MG, falecendo o Ten Edmundo da Fonseca Chantre, tendo escapado o Ten Antônio Pereira de Lima, ambos do efetivo da referida Escola. (31 de agosto)

O Ten Chantre foi, pois, o primeiro mártir da aviação militar paulista. Essa unidade estava operando em Goiás, contra os revoltosos que pertenciam à conhecida “Coluna Prestes -Miguel Costa”, movimento organizando no Rio Grande do Sul e que percorreu 13 estados Passou a circular a revista “Aeronáutica”, sob a direção do Cap Hugo da Cunha Machado, dedicada à técnica, prática, progressos e interesses da navegação aérea, civil e militar. (mês de agosto)

1927
O hidroavião “Jahu” pousou na represa de Santo Amaro, São Paulo, encerrando-se o tumultuado reide Gênova-São Paulo, iniciado em 18 de outubro de 1926. (02 de agosto)

A empresa Sindicato Condor foi autorizada a operar a linha Rio de Janeiro-Recife (Aviso 620/G, do MVOP). (20 de agosto)

Teve início o “Curso Provisório de Aviação”, para os oficiais não diplomados e que desejavam ser transferidos para a Aviação Militar. (23 de agosto) O citado curso prolongou-se até agosto de 1928.

1928
Foi aprovada a seguinte regulamentação para a Aviação Militar, elaborada pela Missão Militar Francesa de Aviação: “Missões de Informação” (Decreto 18.340). (09 de agosto)

Foi fundada a Empresa de Transportes Aéreos – ETA, com sede no Rio de Janeiro, e que pretendia cumprir as seguintes linhas, no transporte de malas postais: Rio-São Paulo, Rio- Campos e Rio-Belo Horizonte-Pirapora.(10 de agosto)

Para voar nessas rotas foram adquiridos três aviões Klemm, monoplanos e que receberam as matrículas P-BBAC, P-BBAD e P-BBAE. O projeto foi de Ruy Vacani e os irmãos Benjamim Braga e Alexandre Braga. Foi diplomada a 1ª Turma de Pilotos Aviadores da Arma da Aviação do Exército, com alunos procedentes do círculo de praças: 1º Sargento Floriano Peixoto de Oliveira, 3º Sargento Carlos Brunswick França, Cabo Oswaldo Carneiro Lima e Cabo Tíndaro Pereira Dias. (14 de agosto)

Foi aberto no Ministério da Fazenda o crédito especial de 100 contos de réis, para pagamento do prêmio concedido aos aviadores Euclides Pinto Martins (brasileiro) e Walter Hinton (norte-americano) (Decreto 18.348). (15 de agosto)

1929
A Empresa de Transportes Aéreos – ETA, fundada em 10 de agosto de 1928, foi adquirida pela empresa NYRBA (“New York, Rio and Buenos Aires Line Inc”, de onde foi criada a Panair do Brasil, uma subsidiária nacional). (03 de agosto)

A NYRBA foi autorizada a operar no Brasil pelo Decreto nº 18.951, de 15 de outubro de 1929; o nome da empresa era escrito em seus aviões na forma N.Y.R.B.A.LINE. A empresa NYRBA do Brasil foi vendida à Pan American Airways. (19 de agosto)

O avião Sikorsky “Anhanguera”, equipado com motor Wright de 200 HP e pertencente à Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo, chocou-se em meio ao mau tempo reinante, com a Serra do Mar, na região de Iporanga-SP, falecendo o Capitão daquela força, Messias Henrique Ribeiro (piloto) e o Deputado Manoel de Lacerda Franco (passageiro), também piloto e presidente do Aero Civil, predecessor do Aeroclube de São Paulo. (21 de agosto)

1930
Mais um reide foi cumprido pela Aviação Militar: uma esquadrilha com 04 aviões do tipo Schreck-17 voou do Rio de Janeiro com destino a Belém, regressando ao Campo dos Afonsos em 28 do mesmo mês. (04 de agosto)

Foram transferidos para a Arma de Aviação: da Arma de Infantaria, os Primeiros Tenentes: Ignácio de Loyola Daher, Altamiro O'Reilly de Souza e Romeu Ewerton Quadros; da Arma de Cavalaria, os Primeiros Tenentes: Floriano Peixoto da Fontoura Nunes, Francisco de Assis Corrêa de Mello, Francisco de Assis de Oliveira Borges e Godofredo Vidal; e da Arma de Artilharia, os Primeiros Tenentes: José Cândido da Silva Muricy Filho, Antônio Alves Cabral e José Ângelo Gomes Ribeiro (Decreto s/nº). (21 de agosto)

A empresa Sindicato Condor foi autorizada a estender as suas linhas aéreas até outros países sul-americanos (Decreto 19.331). (29 de agosto)

1931
O Aeroclube Brasileiro inaugurou um marco comemorativo, em homenagem a Bartolomeu Lourenço de Gusmão, na Praça Paris, Rio de Janeiro.(08 de agosto)

1932
A Aviação Constitucionalista realizou um audacioso ataque, às 01:30 horas, ao Campo de Resende/RJ, configurando-se portanto, no primeiro ataque aéreo noturno na América Latina. (13 de agosto)

Ocorreu um acidente aeronáutico no município de Itaguaí/RJ, envolvendo o avião De Havilland Moth, matrícula K-150, quando realizava um voo entre Resende e Campo dos Afonsos. (27 de agosto)

Faleceu o Maj Aroldo Borges Leitão e sobreviveu o Cel Alzir Mendes Rodrigues de Lima, ambos da Aviação Militar.

1933
Foi publicado um artigo na revista “Asas” (nº 37), de autoria do 1º Ten Dentista Júlio Marcondes do Amaral, onde foi detalhadamente analisada a imperiosa necessidade da “identificação dentária” para os aeronavegantes (“fichas buco dentárias”). (1º de agosto)

Foi ativado o Depósito Central de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, sendo nomeado o seu primeiro Chefe, o Cap Abelardo Servílio de Mesquita. (08 de agosto)

Foi constituída a Junta Médica da Aviação Militar, sediada no Departamento Médico de Aviação, no Campo dos Afonsos, onde começou a funcionar. (mês de agosto)

1934
A Base Aeronaval de Porto Alegre, instalada desde a eclosão do movimento paulista de 1932, foi transferida para Florianópolis (Revista “Asas”, nº 61) (10 de agosto)

Os Tenentes Victor da Gama Barcelos e Rafael de Souza Pinto fizeram, pela primeira vez, a linha Rio-Fortaleza, do Correio Aéreo Militar, em apenas um dia, no avião Waco CJC “Cabine”, matrícula C-64, aterrando em todos os campos intermediários da linha do Rio São Francisco. (16 de agosto)

Foi iniciada, no Estado de Mato Grosso, uma linha circular do Correio Aéreo Militar para atender às guarnições do Exército na área da fronteira; com origem e destino em Campo Grande, estavam previstas escalas em Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Entre Rios, numa rota de cerca de 700 quilômetros. (mês de agosto)

1935
Foi regulamentado o Curso de Medicina de Aviação, cujo organizador pioneiro foi o médico Dr. Mário Pontes de Miranda. (05 de agosto)

No Parque Central de Aviação, no Campo dos Afonsos, realizou-se a “cerimônia da colocação dos três pregos” na primeira nervura a ser montada no avião Muniz M-7, projeto do Ten Cel Eng Antônio Guedes Muniz. (08 de agosto)

Numa das reuniões do Touring Clube do Brasil, o Major Godofredo Vidal apresentou o programa geral das comemorações que constituiria a “Semana da Asa”, trabalho esse executado por elementos civis e militares, “de maior destaque da Aviação Brasileira”. (mês de agosto)

Foi aceita a sugestão de ser aprovada, pelo Governo, a data de 23 de outubro como o “Dia do Aviador”, e a realização da Semana da Asa no período de 20 a 27 de outubro de 1935.

1936
O Ministério da Educação e Saúde Pública abriu o crédito especial de 599 contos de réis, para auxiliar a conclusão e inauguração dos monumentos a Santos Dumont e aos heróis de Laguna e Dourados (Decreto 1.054). (21 de agosto).

O Grupo Independente de Aviões do Correio Aéreo (Aviação Naval), criado em março/1936, passou a denominar-se Grupo de Aviões do Correio da Linha Sul. (mês de agosto)

1937
Foi realizada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar, ligando Belém a Oiapoque, em avião do tipo Waco CSO, matrícula C-31, tripulado pelo Cap Ruy Presser Bello e Ten Joléo da Veiga Cabral. (04 de agosto)

O 3º Regimento de Aviação do Exército (3º RAv) foi transferido para Canoas, ocupando uma área onde atualmente encontram-se as instalações do antigo V COMAR (atual ALA 03). (05 de agosto)

Foi autorizada a abertura de crédito suplementar de 1.000 contos de réis, no Ministério de Viação e Obras Públicas, para as obras do Aeroporto Santos Dumont (Lei 489). (27 de agosto)

Foram adquiridos, para a Aviação Militar, 08 aviões do tipo Muniz M-7, construídos pela Fábrica Brasileira de Aviões (do Grupo Henrique Lage), o primeiro dos quais foi recebido em setembro desse ano. (mês de agosto)

1938
O Governo Federal foi autorizado a contratar, mediante concorrência pública, a montagem de uma fábrica de aviões em Lagoa santa/MG (Decreto-lei 617). (15 de agosto)

Foi autorizado o estabelecimento de uma linha aérea de Porto Velho ao território do Acre (Decreto-lei 646). (25 de agosto) A Panair do Brasil passou a operar a referida linha.

1939
O Ministério da Viação e Obras Públicas foi autorizado a adquirir, para os aeroclubes e escolas civis de aviação, 20 aviões de fabricação norte-americana, de um dos tipos Aeronca, Piper Cub ou Taylocraft, ficando os beneficiados isentos da contribuição de 20% do preço, prevista em lei (Decreto-lei 1.519). (17 de agosto) 

Foi fundado Aeroclube de Araçatuba/SP. (21 de agosto)

1940
A aviadora paulista Anésia Pinheiro Machado recebeu o brevê de piloto comercial nº 146, conferido pelo Departamento de Aeronáutica Civil, sendo a primeira mulher na América do Sul a ser outorgada com tal qualificação. (15 de agosto)

Foram aprovados o projeto e o orçamento para a construção de prédios da fábrica de aviões e hidroaviões de Lagoa Santa/MG (primeira parte do Plano Geral)- Decreto 6.178. (27 de agosto)

1942
Ativação da então Base Aérea de Natal, que ocupou o setor oeste do então Campo Parnamirim, construído pelos militares norte-americanos (que ocupavam o setor leste), tornando-se a maior base aérea americana fora dos Estados Unidos. (07 de agosto)

O Brasil declarou guerra ao Eixo, formado pela Alemanha, Itália e Japão, como represália a ataques sofridos pelos navios mercantes brasileiros, na costa brasileira. (31 de agosto) À época, a FAB tinha apenas 1 ano e meio de existência e, portanto, ainda carecia de aviões modernos e apropriados para ataques e defesa, além de contar com um efetivo militar insuficiente e sem treinamento, para atuar numa guerra. Assumiu a responsabilidade com o patrulhamento de nossas costas litorâneas, promovendo esforços extraordinários para superar as suas dificuldades.

1944
São criadas as seguintes unidades de aviação, através do Decreto nº 6.796:
Art. 1º:
Na 1ª Zona Aérea:
- o 1º Grupo de Patrulha, com sede normal na Base Aérea de Belém.
Na 2ª Zona Aérea:
- o 2º Grupo de Caça, com sede normal na Base Aérea de Natal.
- o 1º Grupo de Bombardeio Médio, com sede normal na Base Aérea de Recife.
- o 2º Grupo de Bombardeio Médio, com sede normal na Base Aérea de Salvador.
- o 6º Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea de Recife e constituído pelo 1º Grupo de Bombardeio Médio e outro grupo a ser criado posteriormente.
Na 3ª Zona Aérea:
- o 1º Grupo de Bombardeio Picado, com sede normal na Base Aérea de Santa Cruz.
- o 3º Grupo de Bombardeio Médio, com sede normal na Base Aérea do Galeão.
- o 2º Grupo de Patrulha, com sede normal na Base Aérea do Galeão.
- o 4º Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea do Galeão e constituído pelo 3º Grupo de Bombardeio Médio e 2º Grupo de Patrulha.
Na 4ª Zona Aérea:
- o 2º Grupo de Bombardeio Picado, com sede normal na Base Aérea de São Paulo.
- o 2º Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea de São Paulo e constituído do 2º Grupo de Bombardeio Picado e outro Grupo a ser criado posteriormente.
Na 5ª Zona Aérea:
- o 1º Grupo de Bombardeio Leve, com sede normal na Base Aérea de Canoas;
- o 3º Grupo de Caça, com sede normal na Base Aérea de Canoas.
Art 2º:
O 1º Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea de Santa Cruz, passa a ser constituído pelo 1º Grupo de Bombardeio Picado e outro Grupo a ser criado posteriormente.
Art 3º:
O Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea da Canoas, passa a ser constituído pelo 1º Grupo de Bombardeio Leve e pelo 3º Grupo de Caça (Decreto nº 6.796). (17 de agosto)

1945
Foi criada a Comissão Aeronáutica Brasileira, com sede em Washington, EUA. (21 de agosto)

Foi constituído oficialmente o Serviço de Intendência da Aeronáutica (Decreto-Lei nº 7892).(23 de agosto)

1946
Retomam-se as discussões, no ano seguinte ao término da II Guerra Mundial, sobre a criação do Clube de Aeronáutica.(5 a 19 de agosto)

Realizou-se na pista de aviação da Fábrica Nacional de Motores, no Estado do Rio de Janeiro, o voo de um avião Vultee BT-15, equipado com o primeiro motor Wright (450 HP) fabricado no Brasil. (19 de agosto)

1948
Foi aprovado o primeiro “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e a Suécia” (Decreto nº 26.505). (18 de agosto)

Foi aprovado o primeiro “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e a Dinamarca” (Decreto nº 26.503). (24 de agosto)

1950
Foram concedidas honras de Major Brigadeiro da Força Aérea Brasileira ao Major General da Força Aérea Norte Americana Ira Eaker, Comandante, da Força Aérea Aliada do Mediterrâneo, durante a Campanha da Itália, à qual esteve subordinado o 1º Grupo de Caça Brasileiro (Lei nº1.176). (10 de agosto)

1961
Foi criado o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais – GOCNAE. (03 de agosto) 

Nesse mesmo ano (1961), o Ministério da Aeronáutica, formalizou o seu interesse pela área espacial, visando o desenvolvimento de pequenos foguetes de sondagem meteorológica para a Força Aérea. A Base Aérea de Porto Alegre, passou a ser denominada de Base Aérea de Canoas (atual ALA 03). (21 de agosto)

1969
O então Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, assinou o decreto nº 770, que criou a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (EMBRAER), destinada à fabricação seriada do Avião Bandeirante. (19 de agosto)

1979
Foi inaugurado o novo aeroporto de Cachimbo, com a presença do então Presidente Ernesto Geisel, com pista de pouso de asfalto, com 2.602 metros de comprimento por 45 metros de largura, obra executada pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica - COMARA. (18 de agosto)

1983
A FAB, por intermédio do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte “Esquadrão GORDO” (1º/1ºGT), transportou para a Antártica a primeira tripulação composta de cientistas brasileiros, cuja missão era pesquisar a flora e a fauna daquela região, então quase desconhecidas em nosso país, além do estudo das massas frias, dali oriundas, que atingiam e atingem o Brasil. Cooperando com a Marinha, essa operação integrou a FAB no Programa Antártica. (23 de agosto)

1989
Primeiro voo de uma aeronave AMX de série (A-1 FAB 5500), realizado pelo Ten Cel R/1 Gilberto Pedrosa Schittini. (12 de agosto)

1991
Criada a 3ª Força Aérea (FAe III), com sede no Sítio do Gama, em Brasília- DF. (05 de agosto)

1995
Criada a Associação Brasileira de Pilotos de Caça (ABRA-PC), na Base Aérea de Natal (Parnamirim) - RN, em assembleia constituída para essa finalidade. (10 de agosto)

2005
O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) foi criado pela Portaria nº 1.003/GC3. (31 de agosto)

2019
Primeiro voo do quarto protótipo de uma aeronave Gripen-E, e primeiro na configuração da Força Aérea Brasileira (Gripen-E 39-6001; F-39 FAB 4100). Voo local realizado em Linköping, Suécia, pelo Piloto de Testes da SAAB, Richard Ljungberg. A decolagem foi às 14h41min local e o voo teve duração de 1h05min; este voo incluiu testes de manobrabilidade e qualidades de voo, em diferentes altitudes e velocidades. (26 de agosto)

Fonte: INCAER

Ninja-Brasil: versão para a web

domingo, 27 de julho de 2025

Especial de Domingo

Nos domingos de julho de 2025 fizemos diversas postagens em homenagem ao gênio Alberto Santos Dumont, nascido e falecido neste mês (20/7/1873 - 23/7/1932). 
Este querido brasileiro deu diversos exemplos de inteligência, coragem, generosidade, determinação, persistência, criatividade...
Teve, porém, como todos nós, as suas fraquezas. 
Infelizmente, em sua época, não pode contar com as conquistas da medicina, que outros gênios da humanidade lutaram para tornar real.
Assim, tirou a própria vida em decorrência destes males.
Um gesto trágico que não combina com o Santos Dumont herói.
Devemos lembrar, entretanto, que o Pai da Aviação, como todo ser humano, é uma extraordinária criação que vive acertos e falhas, alegrias e tristezas.
No Especial de Domingo de hoje retratamos dois momentos de sua história: a criação do Demoiselle e, também, a última etapa de sua vida, conteúdo selecionado do excelente site Cabangu.
Boa leitura.
Bom domingo!


DEMOISELLE


Em 1907, de março a junho, Santos Dumont fez experiências com o aeroplano com asa de madeira N°15 e com o dirigível N°16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15.

Em setembro, no Rio Sena, faz experiências com o N°18, um deslizador aquático.

Testa o primeiro modelo de um aeroplano em novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas.



Todavia, durante as primeiras experiências, o Nº19 sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.
 
Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris. Em janeiro de 1909 obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França.

Aproveitando características e formato do Nº19, foi criado o Demoiselle Nº20. Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético.
 
Em setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num Demoiselle. Faz um voo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus castelos, batendo recordes de velocidade e de distância de decolagem.


O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções. O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas.
 


O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. O Demoiselle Nº19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento e a asa era formada por uma estrutura simples.
 
O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos Dumont e construído pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuía ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais itens foram logo abandonados, pois não contribuíram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.
 
Posteriormente, Santos Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como Nº20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida."
 
E mais: "Um número de pequenos voos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar. Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."


Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos Dumont tentou compensar, o modelo Nº21 possuía uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.


O projeto do Nº22, era basicamente igual ao Nº21. Santos Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, construídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos Dumont, por princípios, jamais requereu patente por seus inventos.
 
A 18 de setembro de 1909 realiza seu último voo em uma de suas aeronaves, voando rasante em cima da multidão, sem segurar nos comandos.Com os braços abertos ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.
 
Santos Dumont, ao deixar as pessoas livres para fabricar o Demoiselle, permitiu que sua invenção se transformasse no primeiro avião popular.


Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle.
 
Santos Dumont deixou de voar em 1910 por motivos de saúde.



Entre o Brasil e a Europa
A despedida dos voos e a retirada de cena dos grandes acontecimentos deixaram o inventor brasileiro triste, sentindo-se esquecido e - com o tempo - em depressão. Esta enfermidade está relacionada, também, com a doença que desenvolveu após os 40 anos de idade: possivelmente esclerose múltipla.
 
Dumont veio algumas vezes ao Brasil, depois que se tornou uma celebridade. Na primeira delas, em 1914, ficou por pouco tempo. 
 
Volta à França, porém, é tempo de guerra. 
 
Ele havia construído uma casa de estruturas modestas em Benérville, apelidada de La Boîte por sua forma quadrada para se refugiar. Dada a saúde comprometida, Santos Dumont procurava fazer esportes e ocupar sua mente com prazeres científicos, construindo um observatório no teto desta casa com um potente telescópio Zeiss.
 
Passando a observar os astros, é confundido pela polícia francesa, que o considera espião dos alemães. A confusão deixou o aeronauta apavorado e ele, então, queima diversos papéis e anotações pessoais, que hoje poderiam ser excelentes fontes de pesquisa.

Santos Dumont retornou ao Brasil, após passagens pelos EUA, Chile e Argentina. Em 1917, começa a construir a casa de Petrópolis: "A Encantada".


Entre idas a Paris e retorno ao Brasil, vai percebendo o agravamento de sua doença. Em 1926, interna-se em um sanatório na Suíça. Em 3 de dezembro de 1928, Santos Dumont retornava ao Brasil à bordo do navio Cap Arcona, e vários intelectuais e amigos do inventor planejaram prestar-lhe uma homenagem.


Os amigos, alunos e professores da Escola Politécnica, prepararam ao herói nacional uma recepção com um hidroavião batizado com o nome do Pai da Aviação, que jogaria flores sobre o navio e uma mensagem de boas vindas em um paraquedas, assim que a embarcação com Dumont a bordo entrasse na Baía de Guanabara.

Mas, um imprevisto: na manobra de contorno, uma das asas do avião toca nas águas e o aparelho some no fundo da baía, matando todos os seus tripulantes, entre eles vários amigos de Santos Dumont, tais como Tobias Moscoso, Amauri de Medeiros, Ferdinando Laboriau, Frederico de Oliveira Coutinho, Amoroso Costa e Paulo de Castro Maia.
 
A depressão do inventor só faz aumentar. 
 
Santos Dumont fez questão de acompanhar por vários dias as buscas pelos corpos, após o que recolheu-se, primeiro a seu quarto no Hotel Copacabana Palace, depois a sua casa em Petrópolis, onde entrou em profunda depressão. 
 
Após algum tempo, voltou a Paris, internando-se em um sanatório nos Pirineus, indo a seguir para Biarritz.
 
Santos Dumont continuou na Europa as suas pesquisas e invenções, únicas distrações que ainda conseguiam desviar-lhe a atenção dos desastres aéreos.
 
Em 1931, Antonio Prado Júnior, exilado em Paris, foi visitar o amigo Santos Dumont em Biarritz e constatou seu total abatimento, imediatamente telegrafando à família do inventor para que esta tomasse alguma providência.
 
Jorge Henrique Dumont Villares foi buscar o tio na Europa, trazendo-o definitivamente para o Brasil e passou a ser seu inseparável companheiro nos últimos momentos.

Em São Paulo
Em São Paulo, Alberto ia à Sociedade Hípica Paulista e ao Clube Atlético Paulistano. Passava muitas tardes também na redação do jornal "O Estado de São Paulo". Recebia a visita quase diária do médico Sinésio Rangel Pestana, que recomendou ao inventor uma temporada no Guarujá, litoral paulista, para tratar de sua delicada saúde.
 
No Guarujá descansa, olhando o mar daquela praia tão formosa e o infinito do céu, enquanto as crianças brincam na areia. Não é mais aquele rapaz esperto que conquistara Paris aos 28 anos. Agora rareiam-lhe os cabelos, e faltam-lhe as forças. Seu sobrinho, receoso, está sempre em sua companhia, vigiando-o, temendo que algo possa acontecer.

Santos Dumont nunca aceitou o fato de que sua invenção fosse utilizada para fins bélicos, tão bem demonstrado durante a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918.


Ele acreditava que o avião deveria servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos.

Em 1932 irrompe o Movimento Constitucionalista de São Paulo, e a luta entre os rebeldes e o governo desencadeia-se, provocando rivalidades e conflitos entre irmãos brasileiros. Nesta altura manda uma mensagem aos brasileiros, posicionando-se contra a luta fratricida.
 
Santos Dumont era uma pessoa sentimental e sensível aos acontecimentos, e não lhe passava despercebido o uso de aviões na revolução constitucionalista de 1932.
 
O acidente com o avião no Rio de Janeiro também o magoou muito.

Alberto Santos Dumont, em seus últimos dias, passeava pela praia, conversando com crianças, entre elas Marina Villares da Silva e Christian Von Bulow, que moravam no balneário. Christian conta ter presenciado Santos Dumont chorando na praia em frente ao Grand Hotel, após ver o bombardeio do cruzador Bahia, por três aviões “vermelhinhos”, leais ao Governo Federal, na ilha da Moela.


Ele podia ouvir o ronco dos aviões do governo, indo em direção a capital paulista para missões de bombardeio, minando-lhe os nervos, obrigando-o a tapar os ouvidos.

O ruído, aquele ruído, aquela perseguição... 
 
E agora o aeroplano, seu invento, fruto de pesquisas e trabalho árduo de toda sua vida, empregado para a destruição e luta entre irmãos.
 
Aquele som o enlouquecia, e muito agravou seu estado de saúde. É este ambiente que leva-o à cometer suicídio em 23 de Julho de 1932, aos 59 anos, envolto na sua tragédia e na sua tortura.
 
Fonte: Cabangu

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