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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Efemérides Aeronáuticas - Janeiro


Efemérides - Janeiro


INCAER
Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica 





1864
Nasceu em Macaíba, Natal/RN, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, um dos precursores da aviação, “pioneiro dos dirigíveis semi-rígidos”. (11 de janeiro)

1867
O Ministro da Guerra, através de expediente confidencial, deu instruções ao diplomata Henrique Cavalcanti de Albuquerque, Cônsul brasileiro em Nova Iorque para, com a maior urgência possível, providenciar a fabricação, para o Exército Brasileiro em campanha, um balão de observação. (25 de janeiro)

1892
Gastão Galhardo Madeira publicou uma série de artigos no “Correio Paulistano”, sob os títulos: “Estudos sobre a aviação”; “Lei do voo e das aves”; “Teoria e aplicação dos aeróstatos”; e “O problema do mais pesado”. (Mês de janeiro)

1895
Augusto Severo ganhou um relógio de algibeira com a seguinte inscrição:”Gratidão da Mestrança e Operários da Marinha da Capital”. (1º de janeiro)

Por ocasião do acidente do balão dirigível “Pax”, ocorrido em 12 de maio de 1902, o referido relógio deixou registrada a hora da morte do inventor: 05 horas, 50 minutos e 54 segundos, conforme pode ser visto no Museu Aeroespacial – MUSAL, no Campo dos Afonsos/RJ.

1902
Santos Dumont chegou em Nice, na Côte d'Azur, vindo de Paris, tendo levado de trem o seu balão dirigível “Nº6”. (02 de janeiro)

Foi concluída a construção do hangar destinado a abrigar o “Nº6”, em Nice, cujas obras tiveram início no final de 1901. (18 de janeiro)

Santos Dumont realizou seu primeiro voo no Mediterrâneo sendo a ascensão um pouco dificultada pelos obstáculos próximos: o parapeito do cais, as árvores, os postes da rede elétrica e mesmo os telhados das casas vizinhas. (29 de janeiro)

1903
Foi aberto, no Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, o crédito especial de 20 contos de réis, para auxiliar a construção do aeróstato “Santa Cruz”, de José Carlos do Patrocínio (Decreto nº 4.747). (20 de janeiro)

1904
Faleceu, em Paris, Henri Lachambre, construtor dos balões de Santos Dumont. Sucedeu-lhe Carton, que tornou-se, também, grande admirador do aeronauta brasileiro. (12 de janeiro)

1905
A revista “L'Illustration”, editada em Paris, publicou um noticiário referente ao mais novo trabalho de Santos Dumont, batizado como o “Nº13”. (07 de janeiro)

Faleceu no Rio de Janeiro, com 52 anos, José Carlos do Patrocínio, idealizador do balão dirigível “Santa Cruz”. (30 de janeiro)

1907
O “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, transcreveu uma entrevista concedida por Santos Dumont, em Roma, em dezembro de 1906, ocasião em que ele afirmou que “o futuro da aeronáutica depende mais dos aeroplanos do que dos balões dirigíveis”. (27 de janeiro)

1909
Santos Dumont recebeu o seu primeiro brevê de aviador, concedido pelo Aeroclube da França. (07 de janeiro)

1910
Ocorreu o primeiro voo de um avião de construção totalmente nacional, o monoplano “São Paulo”, inicialmente denominado “D.S.L.”, abreviatura do francês Demetrie Sensaud de Lavaud, industrial radicado em Osasco/SP e que teve a colaboração do torneiro mecânico brasileiro Lourenço Pellegati para projetar o referido avião. (07 de janeiro)

O “São Paulo” foi, pois, o primeiro avião inteiramente projetado e construído no Brasil, e que realizou o primeiro voo na América do Sul.

O paulista Gastão de Almeida voou em seu biplano “Rio Branco”, na cidade de São Paulo, percorrendo a distância de 300 metros, entre 2 a 4 metros de altura. (10 de janeiro)

Nascimento do Brig. Nero Moura (Patrono da Aviação de Caça), em Santa Cruz do Sul/RS. (30 de janeiro)

1911
Em avião biplano Farman, pilotado pelo italiano Germano Ruggerone, em São Paulo, voou a primeira mulher no Brasil, a Srta Renata Crespi. (08 de janeiro)

1913
Com o objetivo de formar aviadores militares brasileiros, foi assinado um ajuste entre o Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva e a firma “Gino, Bucelli e Cia”, para o funcionamento da “Escola Brasileira de Aviação”, no Campo dos Afonsos”. (18 de janeiro)

1915
O Ten Ricardo Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli, em seus respectivos aviões Morane Saulnier, realizaram o primeiro voo experimental de reconhecimento aéreo na região do Contestado, a partir da localidade de Porto União e sobre os rios Iguaçu e Timbó, com duração superior a uma hora. (04 de janeiro)

Ocorreu outra missão de reconhecimento aéreo, pelo Ten Ricardo Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli, em suas respectivas aeronaves, com a duração de uma hora, sobre os rios Iguaçu e Timbó, chegando a atingir a altitude de 2.200 metros. (19 de janeiro)

O Ten Ex Bento Ribeiro Carneiro Monteiro foi brevetado pela Escola Farman, na França (mês de janeiro)

1917
O Comandante da Escola de Aviação Naval, Capitão de Fragata Protógenes Pereira Guimarães, viajou no hidroavião Curtiss, matrícula C3, pilotado pelo Ten Antônio Augusto Schorcht, com destino a Campos/RJ, “num atribulado reide”, onde inaugurou nessa cidade, o Clube de Aviação Campista. (04 de janeiro)

Pelo decreto nº 12.364, foi aprovado o primeiro Regulamento da Escola de Aviação Naval, o qual estabelecia dois cursos: Formação de Piloto Aviador (em 03 meses) e Formação de Aviador Observador Militar (em 05 meses). (17 de janeiro)

Ao visitar a Escola de Aviação Naval, Santos Dumont voou, pela primeira vez como passageiro no Brasil, no hidroavião Curtiss, matrícula C2, pilotado pelo Ten Virginius Brito de Lamare. Foi sobrevoada a Baía de Guanabara. (25 de janeiro)

Foram enviados aos Estados Unidos, para estagiarem nas fábricas de aviões, o 1º Ten Raul Ferreira de Viana Bandeira e o 2º Ten Engenheiro Maquinista Victor de Carvalho e Silva, ambos da Aviação Naval. (mês de janeiro)

1918
Em ata do Aeroclube Brasileiro, ficou registrada a entrega da documentação referente ao invento do Sr Pimentel Lyd, denominado “Aeróstato Dirigível Misto Silencioso”, para exame da Comissão Técnica do Aeroclube, constituída dos seguintes membros: Dr Jorge Lage, Ten Newton Braga, aviador Ernesto Darioli e Sr Gentil Filho. (02 de janeiro)

1919
Foi estabelecido um uniforme exclusivo para os pilotos aviadores, considerando-se que “os atuais uniformes do Exército não se prestam ao serviço especial de pilotagem dos aparelhos da aviação”(Decreto nº 13.416). (15 de janeiro)

Na mesma data, foi aberto crédito especial de 2.000 contos de réis para “organizar o Serviço de Aviação Militar, fazer instalações, adquirir aeroplanos e o material necessário, estabelecer escolas de aviação, contratar professores e dar regulamento ao Serviço” (Decreto nº 13.417).

Foi aprovado por despacho do Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, o Quadro de Pessoal Efetivo da Companhia de Aviação, da futura Escola de Aviação Militar. (22 de janeiro)

Foi criada a Escola de Aviação Militar, destinada “a ministrar a instrução de piloto, de mecânico e de observador, para o Serviço Aeronáutico do Exército, aproveitando para o Curso de Aviação, os serviços da Missão Militar Francesa” (Decreto nº 13.451). (29 de janeiro)

Foi empossada a Diretoria da Seção Paulista do Aeroclube Brasileiro, tendo como Presidente: Antônio Prado Júnior e Diretor Técnico: Eduardo Pacheco Chaves (Edu Chaves).(mês de janeiro)

1920
O Ten Cel de Cavalaria Chrysanto Guimarães foi nomeado Comandante da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, acumulando esse cargo com o que já desempenhava de Comandante do Regimento de Cavalaria. (07 de janeiro)

Foi diplomada, no Campo dos Afonsos, a primeira turma de Pilotos Aviadores da Escola de Aviação Militar, recebendo os respectivos brevês: Cap Raul Vieira de Melo, 1º Ten Anor Teixeira dos Santos, Pedro Martins da Rocha, José Felinto Trajano de Oliveira e Godofredo Franco de Faria, e 2º Ten Gil Guilherme Cristiano, Henrique Raymundo Dyott Fontenelle, Raul Luna, Ângelo Mendes de Morais, Salustiano Franklin da Silva e Ivan Carpenter Ferreira. (22 de janeiro)

Os concludentes dessa 1ª Turma receberam também o Diploma de Piloto Internacional, expedido pelo Aeroclube Brasileiro pela primeira vez a militares.

O aviador brasileiro Alfredo Correia Daudt decolou do Campo dos Afonsos, com uma aeronave Ansaldo SVA, equipada com motor de 270 HP, para tentar conquistar o reide Rio de Janeiro-Buenos Aires. (27 de janeiro)

1921
Obteve o diploma de Piloto Aviador Naval, o Cap Ex Marcos Evangelista da Costa Villela Júnior, autor dos projetos dos aviões “Aribu” e “Alagoas”.(mês de janeiro)

1924
Foi extinto o Serviço de Aviação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, “dada à construção antiga dos aeroplanos adquiridos e por consequência já muito usados, não logrando maior êxito novel serviço”, conforme constou do relatório do Cel Afonso Emílio Massot, comandante Geral da referida Brigada. (24 de janeiro)

Foi autorizada a concessão de um prêmio de 100 contos de réis aos aviadores Euclídes Pinto Martins e Walter Hinton (Major do Exército dos Estados Unidos) – Decreto nº 4.823. (26 de janeiro)

Os mencionados aviadores realizaram a primeira ligação aérea Nova Iorque-Rio de Janeiro, no hidroavião Curtiss, biplano, bimotor, 400HP em cada motor, batizado como “Sampaio Correia II”, voando 10.532 quilômetros em 100:30horas. O Aeroporto de Fortaleza/CE recebeu o nome de “Pinto Martins”.

1925
Foi reativada a Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo, sob o comando do Maj Bernardo Espínola Mendes (piloto aviador da turma de 1920), posteriormente substituído pelo Maj José Garrido. (1º de janeiro)

Foram definidas normas para a operação de companhias aéreas (Lei nº 4.911). (12 de janeiro)

O Artigo 19 da citada Lei, autorizou o Governo a contratar o transporte de correspondência postal por via aérea.

Ocorreu o voo exploratório das Linhas Aéreas Latecoère, na rota Rio de Janeiro-Buenos Aires, com o transporte de malas postais e jornais. Os três aviões Breguet-14, de 300 HP, decolaram do Campo dos Afonsos, pilotados por Paul Vachet (piloto chefe da empresa), Etienne Lafay e Victor Hamm, levando como mecânicos Gauthier, Estival e Chevalier. (14 de janeiro)

1927
Decolou da Baía da Guanabara, o hidroavião Dornier Wal, de 360 HP, batizado de “Atlântico”, pertencente ao Condor Syndikat, levando como passageiro, até Florianópolis, o Ministro da Viação e Obras Públicas do Brasil, o Engenheiro Victor Konder o qual iria inaugurar em Santa Catarina um aeroclube. (1º de janeiro)

Foi criada a Arma de Aviação do Exército – a “5ª Arma”, por lei de iniciativa do Senador Carlos Cavalcanti (Lei nº 5.168), sancionada pelo Presidente Washington Luiz Pereira de Souza e pelo Ministro da Guerra, General Nestor Sezefredo dos Passos. (13 de janeiro)

O Ministro Victor Konder, do Ministério da Viação e Obras Públicas, concedeu autorização à empresa alemã Condor Syndikat, com sede em Berlim, para estabelecer, a título precário e de experiência, o tráfego aéreo por meio de hidroaviões, entre o Rio de Janeiro e a cidade de Rio Grande/RS, com escalas em Santos, Paranaguá, São Francisco e Florianópolis. E,, ainda, entre Rio Grande e Porto Alegre, com escalas em Pelotas (Aviso nº 69/G, do MVOP). (26 de janeiro)

Ocorreu o voo do hidroavião “Atlântico”, voando do Rio de Janeiro a Porto Alegre, onde pousou a 29 de janeiro, estando a bordo Otto Meyer, que voltara da Alemanha, onde fora adquirir material para uma companhia a ser constituída no Brasil, a Empresa de Viação Aérea Rio Grandense de Transporte Aéreo, que mais tarde viria a ser conhecida como VARIG. (27 de janeiro)

1928
Foi instituída, por Portaria do MVOP, “em caráter provisório e a título de experiência”, a Comissão de Navegação Aérea, sediada naquele Ministério. (04 de janeiro)

Ocorreu o primeiro salto de paraquedas realizado por uma brasileira; a jovem Vicentina Gomes saltou sobre o Campo de São João, em Porto Alegre/RS. (08 de janeiro)

Foram declarados Aspirantes a Oficial, os seguintes cadetes da 1ª Turma da Arma da Aviação do Exército: Antônio Lemos Cunha, Casemiro Montenegro Filho, Márcio de Souza e Mello, Joelmir Campos de Araripe Macedo, José de Souza Prata, Orsini Araújo Coriolano e Nicanor Porto Virmond. (20 de janeiro)

O Governo Federal concedeu ao Sindicato Condor os direitos de estabelecer linhas aéreas regulares no território nacional (Decreto 18.075) (Mesma data)

1929
Foi diplomada a 2ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, constante dos seguintes cadetes: Benjamim Quintela (já era 2º Ten), Clóvis Monteiro Travassos, José Sampaio de Macedo, Waldemiro Advíncula Montezuma, Luiz Carneiro de Farias, Estêvam Leite de Rezende, Armando Perdigão, Joaquim Tavares Libânio, Manoel Pinto da Silva Vale e Lincoln Ribeiro Torres. (19 de janeiro)

Foram aprovadas as primeiras instruções para matrícula dos aviões da Aviação Militar, com a colocação de letras e números de forma a permitir a sua identificação. (20 de janeiro)

A letra K ficou reservada aos aviões da Escola de Aviação Militar; as letras A e J ficaram destinadas aos aviões das outras Unidades Aéreas a serem criadas.

Os aviões de combate foram numerados de 110 a 199, enquanto que os de treinamento, de 210 em diante (Despacho do Ministro da Guerra, Gen Sezefredo dos Passos).

A empresa Sindicato Condor foi autorizada a operar em todo o território brasileiro. (28 de janeiro)

1930
A Nyrba do Brasil inaugurou a linha Rio de Janeiro- Buenos Aires, operando o hidroavião Commodore de Nome “Buenos Aires”. (10 de janeiro)

Foi diplomada a 3ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, constante dos seguintes cadetes: Júlio Américo dos Reis (já era 2º Ten), Guilherme Aloysio Telles Ribeiro, Nelson Freire Lavenère-Wanderely, Benjamim Manoel Amarante, João de Almeida, João Adil de Oliveira, Artur da Mota Lima Filho, Agliberto Vieira de Azevedo, Martinho Cândido dos Santos, Homero Souto de Oliveira e Álvaro Domingos de Freitas. Confirmado no posto de 2º Ten: Synval de Castro e Silva. (21 de janeiro)

Foi concedida permissão à empresa Nyrba do Brasil para estabelecer tráfego aéreo no território brasileiro (Decreto nº 19.079). (24 de janeiro)

1931
Foi regulada a execução dos serviços aeronáuticos civis (Decreto nº 20.914). (06 de janeiro)

Os 11 hidroaviões Savoia Marchetti S- 55A que realizaram um deslocamento aéreo da Itália ao Brasil, comandados pelo General italiano Italo Balbo, “foram negociados na base de troca por café” e incorporados à Aviação Naval. (mês de janeiro)

1932
Foi regulada a execução dos Serviços Aeronáuticos Civis e instituído o Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB (Decreto nº 20.914). O Artigo 8º determinou que as tripulações das aeronaves nacionais fossem constituídas somente por brasileiros. (06 de janeiro)

Foi adotada nova fórmula de registro de aviões, em que a letra “P” foi substituída por “PP”, designativos de aeronaves comerciais

Foi criado o Estandarte da Aviação Militar (Decreto nº 20.987). (21 de janeiro)

Foram declarados 29 Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, passando a constituírem a 5ª Turma. (25 de janeiro)

1933
Decolou do Rio de Janeiro, com destino a Montevidéu, a esquadrilha de demonstração de voos acrobáticos da Marinha, liderada pelo CC Djalma Fontes Cordovil Petit e tendo como alas os CT Lauro Oriano Menescal e CT José Kahl Filho. A esquadrilha participou das comemorações da inauguração do aeroporto civil da capital do Uruguai. (02 de janeiro)

O regresso ao Rio de Janeiro deu-se a 26 do mesmo mês. Os aviões eram do tipo Boeing 256 (biplano, monomotor, monoplace, motor PW de 550 HP).

O nº 26 da revista “Asas” publicou, pela primeira vez, um editorial incentivando a criação de um “Ministério do Ar”. (16 de janeiro)

O Ministério de Viação e Obras Públicas foi autorizado a contratar, mediante concorrência pública, a instalação de uma fábrica de aviões (Decreto 22.374). (20 de janeiro)

1934
Foi fundado em São Paulo, o Clube Paulista de Planadores, iniciativa de um grupo de engenheiros paulistas e professores da Escola Politécnica da capital paulista. A sua sede foi instalada à Praça Ramos de Azevedo, nº 16, no “Edifício Glória”, enquanto os voos eram realizados no Campo de Marte. (02 de janeiro)

Os planadores construídos pela Empresa Aeronáutica Ypiranga – EAY foram muito utilizados pelo referido clube.

O 1º Regimento de Aviação mudou-se para as suas novas instalações construídas no Campo dos Afonsos. (22 de janeiro)

Procedente de Hamburgo, aportou no Rio de Janeiro, a Missão Alemã de Planadores, constituída por cientistas e aviadores famosos no cenário volovelista alemão, os mais famosos do mundo, na época. (23 de janeiro)

Foram aprovadas as plantas para as instalações acessórias do Aeroporto do Rio de Janeiro (futuro “Aeroporto Santos Dumont”), feitas pelo Sindicato Condor, na Ponta do Caju, “para abrigo, reparação e abastecimento de seus aviões” (Decreto nº 23.798). (24 de janeiro)

Foram declarados Aspirantes a Oficial do Exército (aviadores): Oswaldo Carneiro Lima e Tíndaro Pereira Dias (confirmados no posto de 2º Tenente),Hildegardo da Silva Miranda, Adalberto Correia Gonçalves, Hérnio Vargas de Carvalho, Laurindo de Avelar e Almeida, Carlos de Paiva e Silva e Adhemar Scaffa de Azevedo Falcão. (25 de janeiro)

Foi aprovado o modelo do cocar de identificação dos aviões da Aviação Militar, sendo o referido desenho publicado no Boletim da Aviação Militar de 28 de fevereiro de 1934 (despacho do Ministro da Guerra). (31 de janeiro)

Pelo Aviso Ministerial 21, de 31 de maio de 1941 (após a criação do Ministério da Aeronáutica), foi aprovado o mesmo cocar com pequenas modificações nas dimensões das pontas da estrela e dos círculos internos, para distintivo dos aviões da Força Aérea Brasileira.

Foram adquiridos para o Correio Aéreo Militar – CAM, 25 aviões Waco CJC “Cabine”, equipados com motor Wright, de 250 HP, radial, 7 cilindros, refrigerado a ar, raio de ação de 800 quilômetros, velocidade de cruzeiro de 200 Km/h e carga útil de 200 quilos, além dos tripulantes. (mês de janeiro)

1935
Em requerimento dirigido ao Ministério da Viação e Obras Públicas, o Sindicato Condor solicitou licença para poder lançar a correspondência aérea, por meio de paraquedas, nos aeroportos de Pelotas e Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul. (mês de janeiro)

1936
O periódico “Asas” publicou um longo artigo, de autoria do Capitão de Corveta Aviador Naval Luiz Leal Netto dos Reys, com vistas à necessidade da criação no Brasil, do Ministério da Aeronáutica (em lugar de “Ministério do Ar”, como estava sendo difundido). (1º de janeiro)

Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares do Exército. (04 de janeiro)

O Correio Aéreo Militar inaugurou a primeira linha internacional, para Assunção, no Paraguai, utilizando um Waco Cabine CJC, tripulado pelos Tenentes Hortêncio Pereira de Brito e Ricardo Nicoll, com escalas no Rio, São Paulo, Bauru, Três Lagoas, Campo Grande, Ponta Porã, Concepción (no Paraguai) e Assunção.Como passageiro, viajou o Ten Tíndaro Pereira Dias, Cmt do Destacamento de Campo Grande. (23 de janeiro)

Foram aprovados, pelo Ministério de Viação e Obras Públicas, os projetos para a construção do hangar da Panair na Ponta do Calabouço (futura sede do III COMAR). (29 de janeiro)

A aviadora paulista Ada Leda Rogato recebeu o brevê “C” (Internacional de voo em planador), em exame prestado no Clube Paulista de Planadores. (Mês de janeiro)

Voando a 800 metros de altura durante 20 minutos, a bordo do “Anhemby”, Ada Rogato foi a primeira aviadora brasileira a “solar planador de alta classe”.

1937
Foi aprovada a pintura dos lemes verticais dos aviões da Aviação Militar, com as cores verde e amarela, separadas por uma linha também vertical (Aviso do Ministro da Guerra). (04 de janeiro)

Os serviços do Departamento de Aviação Civil e a Divisão de Aeroportos foram distribuídos por 9 regiões, com as respectivas sedes localizadas em Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campo Grande e Porto Alegre. (05 de janeiro)

A Panair do Brasil passou a operar com aeronaves Lockheed 10 Electra (matrículas PP-PAS e PP-PAX), entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, em caráter experimental. (07 de janeiro)

Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares do Exército. (11 de janeiro)

Foram aprovados orçamentos, plantas e especificações relativas ao fornecimento e instalação de maquinários e equipamentos necessários às manobras de aeronaves no Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, em Santa Cruz/RJ (Decreto nº 1.383). (18 de janeiro)

1938
Pousou em Parnamirim/RN, um avião do tipo Savoia-Marchetti S-79T, pilotado pelo italiano Moscatelli, procedente de Dakar de onde havia decolado às 05:10h (Horário brasileiro). (25 de janeiro)

1939
A VARIG Aero Esporte – VAE, “Departamento Desportivo Instrutivo da VARIG”, filiou-se ao Aeroclube do Brasil. (27 de janeiro)

Foi realizada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar, na linha do Tocantins, em avião Bellanca K-215, pilotado pelo Maj Hortêncio Pereira de Brito e pelo Cap Roberto Carlos de Assis Jatahy. (31 de janeiro)

1940
Foi aprovado o Regulamento para os Aeroportos em Tráfego, criando-se a figura do Administrador de Aeroporto (Portaria nº 16/DAC). (24 de janeiro)

Foi fundada, com capital inteiramente nacional, a empresa Navegação Aérea Brasileira – NAB. Seu organizador foi o então Ten Cel Av Orsini de Araújo Coriolano, da Aviação Militar, apoiado pelos capitalistas Paulo da Rocha Viana e Euvaldo Lodi. (28 de janeiro)

1941
Chegaram ao Rio de Janeiro, de navio, os dois primeiros aviões adquiridos pela Navegação Aérea Brasileira – NAB, do tipo Beechcraft 18, os quais receberam as matrículas PP-NAA e PP-NAB (a própria sigla da empresa). (02 de janeiro)

Foi inaugurada a linha Litoral Norte, prolongamento da Rio – Salvador, pelo Ten Zamir de Barros Pinto e Sgt Nascimento, ambos da Aviação Militar. (03 de janeiro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a terceira esquadrilha de aviões North American NA-44, de treinamento avançado, adquiridos nos Estados Unidos para a Aviação Militar e tripulados pelos seguintes oficiais, além de quatro sargentos: Cap Homero Souto de Oliveira (Cmt), 1º Ten Roberto Julião Cavalcanti de Lemos, Jerônimo Baptista Bastos, Roberto Faria Lima, Clóvis Costa, Aldacyr Ferreira da Silva, Paulo Emílio da Câmara Ortegal e José Tavares Bordeaux Rego. (16 de janeiro)

Foi inaugurada a linha Curitiba-Londrina, pelos Tenentes Ernani Tavares Pereira Lucena e Renato Costa Pereira, da Aviação Militar. . (17 de janeiro)

Pelo Decreto-lei nº 2.961, foi criada uma Secretaria de Estado com a denominação de Ministério da Aeronáutica. (20 de janeiro)

Tomou posse o primeiro Ministro da Aeronáutica, Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho. (23 de janeiro)

1942
Foi fundada a Associação dos Aeronautas. (26 de janeiro)

1943
O Aeroporto Bartolomeu de Gusmão passou a denominar-se Base Aérea de Santa Cruz. (16 de janeiro)

1945
O crescimento da cidade de São Paulo levou o Ministério da Aeronáutica a transferir a então Base Aérea de São Paulo (BASP) - atual ALA 13 - para os terrenos da Fazenda Cumbica, que havia sido doada pelo empresário Eduardo Guinle. (26 de janeiro)

1946
É criada, por intermédio da Portaria nº 36, a Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica (COCTA), instalada inicialmente no Aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro. (29 de janeiro)

1950
Foi criado pelo Decreto nº 27.695, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA. (16 de janeiro)

1951
Foi criado na Base Aérea do Galeão o “Centro de Treinamento de Quadrimotores”. (24 de janeiro) 

1954
Criação do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento – IPD, no campus do então Centro Técnico de Aeronáutica – CTA. (1º de janeiro)

Inauguração do Campo de Pouso do Cachimbo (atual Campo de Provas Brigadeiro Velloso – CPBV), com a presença do Presidente da República, Getúlio Vargas, do Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Nero Moura e demais autoridades. (20 de janeiro)

1956
Foi designado “Ano Santos Dumont”, o período entre 20 de janeiro de 1956 e 20 de janeiro de 1957. (19 de janeiro)

1958
Chegada dos primeiros F-80 no 1º/4º GAv, num total de 33 aeronaves. (mês de janeiro)

1980
O 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro) passa a ser unidade de Caça. (31 de janeiro)

1995
O Brig Nero Moura é consagrado Patrono da Aviação de Caça. (17 de Janeiro)

O Campo de Provas do Cachimbo teve a denominação alterada para Campo de Provas Brigadeiro do Ar Haroldo Coimbra Velloso, em homenagem ao pioneiro da implantação da infraestrutura aeronáutica em Cachimbo. (17 de janeiro)

2002
O 1º/4º GAv (Esquadrão Pacau) é transferido da Base Aérea de Fortaleza/CE, para a Base Aérea de Natal/RN, de modo a concentrar toda frota de AT-26 Xavante em uma única Base. . (09 de janeiro)

2006
Início das atividades do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), representando um marco de fundamental importância para a integração do espaço aéreo brasileiro, em especial da Região Amazônica. (1º de janeiro)

2011
Foi oficialmente instituído o Núcleo da Junta de Julgamento da Aeronáutica (JJAER), em uma Sessão Magna realizada no Auditório do 12º andar do Edifício do Comando da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. (18 de janeiro)

2016
Recebimento pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar -, da primeira aeronave F-5EM FAB 4820. A referida aeronave foi transferida do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) para o 1º GDA, em virtude da desativação dos caças Mirage 2000 (F-2000). (21 de janeiro)

Fonte: INCAER

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Efemérides Aeronáuticas - Dezembro



INCAER
Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica
 

Efemérides Aeronáuticas
Dezembro



1866
O fabricante do aeróstato Louis Desiré Doyen escreveu uma carta ao Marquês de Caxias, que se encontrava em Tuiuti, comunicando que o seu balão havia ficado inutilizado em 23 do mesmo mês, antes de ser usado, por ter sido envernizado e embora não estivesse completamente seco, tinha sido dobrado e guardado em local não ventilado durante dois dias. (26 de dezembro)

O Marquês de Caxias fez, através de carta, comunicação do ocorrido com o balão Doyen ao Ministro da Guerra, conselheiro João Lustosa da Cunha Paranaguá. (28 de dezembro)

1867
Os aeronautas James Allen e Ezra Allen, juntamente com os balões, embarcaram no vapor “Alice”, regressando ao Rio de Janeiro. (07 de dezembro)

1881
Concessão do registro, pela Espanha, a Júlio César Ribeiro, sobre a experiência do balão dirigível Vitória. (1º de dezembro)

Concessão do registro, pela Itália, a Júlio César Ribeiro, sobre a experiência do balão dirigível Vitória. (07 de dezembro)

1890
O brasileiro Gastão Galhardo Madeira efetuou estudos acerca da dirigibilidade dos balões e sobre um aparelho de sua invenção, por ele denominado de “Aviplano” e que era um aeróstato dirigível, do qual tirou patente. (mês de dezembro)

1904
O balão dirigível nº 13 de Santos Dumont foi destruído por um golpe de vento. (31 de dezembro)

1908
Ocorreu a Primeira Exposição Aeronáutica no “Grand Palais”, em Paris; em meio aos enormes dirigíveis e grandes aeronaves, destacava-se suspenso no centro daquela área o “Demoiselle”, de Santos Dumont. (24 a 30 de dezembro)

1911
No Teatro Municipal do Rio de Janeiro, ocorreu a sessão solene da instalação da Confederação Aérea Brasileira, com a presença do Presidente da República e convidados especiais. Na ocasião, o Dr. Ribas Cadaval pronunciou um discurso destacando a necessidade de uma aeronáutica para o País. Usou também da palavra, o Barão de Tefé, Presidente Perpétuo da Confederação, ressaltando o emprego do dirigível e do avião na segurança e desenvolvimento do Brasil. (16 de dezembro)

1913
O Presidente do Estado de São Paulo, Rodrigues Alves, promulgou a Lei Estadual nº 1.395-A, criando a Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, com o objetivo de “preparar na Força Pública, aviadores militares que estando convenientemente instruídos constituam uma seção de aviação”. Para organizar e dirigir a Escola foi convidado o aviador Edu Chaves, mediante salário de 2 contos de réis, mensais. (17 de dezembro)

Foi concedida passagem para a França e uma ajuda de custo anual no valor de 18 contos de réis ao advogado Gastão Galhardo Madeira para a construção, naquele país, do seu invento, o AVIPLANO ou ESTABILIZADOR MADEIRA, feito em colaboração com outro advogado, Hilário Freire. (30 de dezembro)

O “Aviplano” foi apresentado pela primeira vez ao Presidente Hermes da Fonseca, dele obtendo parecer favorável para que qualquer auxílio possível fosse prestado a Gastão Madeira, com o objetivo de desenvolver a sua invenção. Foi aberto ao Ministério da Viação e Obras Públicas o crédito de 30 contos de réis, importância substancial à época, como subvenção ao Aeroclube Brasileiro (Decreto nº 10.664). (31 de dezembro)

1914
Foi concedida a carta patente nº 8.564, ao industrial João d'Alvear, referente à construção do seu avião. (23 de dezembro)

O brasileiro Gastão Galhardo Madeira esteve na França, de 1914 a 1916, subvencionado pelo Governo do Estado de São Paulo, tentando interessar aos construtores de aviões num invento seu denominado “equilíbrio dos aviões”, do qual tirou patente. (mês de dezembro)

1916
Pilotando o hidroavião Curtiss, matrícula C3 da Aviação Naval, o 1º Ten Raul Ferreira de Viana Bandeira bateu o recorde de permanência no ar com hidroavião no Brasil, voando durante três horas seguidas sobre a cidade do Rio de Janeiro. (24 de dezembro)

O Dr. Ribas Cadaval, autor do Tratado de Aeronáutica “Navegação Aérea” (divulgado em 1911), publicou uma brochura a respeito do seu invento, o “Cruzador Aéreo Hermes”. (Sem data)

Joaquim Pedro Domingues da Silva, industrial português, sócio do Aeroclube Brasileiro, onde ocupava o cargo de Diretor Tesoureiro, foi quem primeiro aceitou o desafio de construir hélices no Brasil, com as características técnicas a um bom desempenho nos aviões. Era grande conhecedor de madeira. Algumas das hélices de sua fabricação chegaram a ser utilizadas em aviões do Aeroclube. (Sem data)

1917
O jornal “A Razão”, dirigido pelo jornalista Vítor Silveira, estampou um editorial a respeito da primeira contribuição dada para a aquisição de aviões na campanha promovida sob o tema: “O renascimento da aviação nacional”. (1º de dezembro) A notícia referia-se à doação de 600 contos de réis, feita pelo Sr. Antônio Martins Lage Filho, um dos diretores da Cia Nacional de Navegação Costeira, ao Aeroclube Brasileiro “para a compra de uma numerosa esquadrilha de aeroplanos de escola e de aviões militares”.

O jornal “A Fanfulla”, de São Paulo, iniciou uma subscrição popular para a aquisição de seis aviões destinados ao Aeroclube Brasileiro, campanha promovida entre os membros da colônia italiana, residentes na capital paulista. (30 de dezembro)

O novo Presidente do Aeroclube Brasileiro, Deputado Maurício de Lacerda, lançou uma campanha para abertura de Escolas de Aviação em todos os Estados que tivessem condições para tal. (mês de dezembro)

1918
Ocorreu a solenidade do ato de posse de terrenos localizados na Ponta do Galeão, para a instalação do Aeroclube Brasileiro. (26 de dezembro) Na ocasião, o Ten Newton Braga, Presidente em exercício do Aeroclube, pronunciou um discurso “em que salientou as finalidades daquela entidade e a necessidade de ser criada uma Escola Civil de Aviação”.

Chegaram dos Estados Unidos, com destino à Escola de Aviação Naval, 14 aviões, entre monomotores Curtiss “Flying boats”(aerobotes), semelhantes às três aeronaves com que a Escola iniciou as suas atividades (matrículas C1, C2 e C3), e monomotores Curtiss HS-2L. (mês de dezembro)

1919
Foi restabelecida, no local onde atualmente se localiza, o Campo de Marte, a Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, com a dotação de 280 contos de réis e com contrato firmado com o norte-americano Orthon William Hoover, antigo instrutor da Escola de Aviação Naval. (Lei Estadual 1.675-A) (09 de dezembro)

Foram designados o Cap Alzir Mendes Rodrigues Lima e o 1º Ten Bento Ribeiro Carneiro Monteiro para auxiliares do Cel Etienne Magnin, da Missão Militar Francesa, na viagem feita à França para escolha de material de aviação, a ser adquirido pelo Brasil. (20 de dezembro)

Chegaram dos Estados Unidos, destinados à Escola de Aviação Naval, seis bimotores Curtiss F-5L, equipados com motores Liberty de 300 HP, cada; e nove aeronaves Curtiss N-9H, equipados com motores Hispano Suiza, de 150 HP. Foram adquiridos, ainda, como excedentes da 1ª Guerra Mundial, alguns aviões de instrução Avro 504-K e aviões de caça Sopwith 7F “Snipe”. (mês de dezembro)

A Sociedade Ítalo Brasileira de Transportes Aéreos trouxe para o Brasil três aviões: um Macchi M7 (aerobote), um Macchi M9 (aerobote) e um Caproni (bombardeio). (mês de dezembro)

1920
Foram estabelecidas as primeiras medidas de proteção aos militares envolvidos em acidentes aeronáuticos. O pessoal lotado na Aviação Militar e Naval foi classificado em “navegantes” e “técnicos” (Decreto nº 4.026). (09 de dezembro)

Foi aprovado o Regulamento da Escola de Aviação Naval (Decreto nº 4.551). (16 de dezembro)

O aviador civil Eduardo Pacheco Chaves (Edu Chaves) realizou, pela primeira vez, a ligação aérea Rio de Janeiro - Buenos Aires, com pousos em São Paulo (capital), Guaratuba/PR, Porto Alegre/RS e Montevidéu. (29 de dezembro)

1921
O Ministro da Marinha, Alte João Pedro da Veiga Miranda, aprovou o projeto referente à “Organização Aérea para a Defesa do Litoral Brasileiro”, adequando a Aviação Naval à defesa aérea da costa (Aviso Reservado nº 4.268). (05 de dezembro) Esse estudo veio a substituir o “Serviço de Defesa das Costas e Fronteiras do Brasil por meio de Engenhos Aéreos”, instituído em 1917, pelo Ministro Alte Alexandrino Faria de Alencar. Para implementar esse projeto de Defesa Aérea, a Marinha criou o Centro de Aviação Naval do Rio de Janeiro, na Ponta do Galeão. No ano seguinte, foram ativados os Centros de Santos/SP e Florianópolis/SC.

Foi concedido, pelo Governo Brasileiro, o prêmio de 50 contos de réis ao aviador paulista Edu Chaves (Decreto nº 4.397). (17 de dezembro)

O Poder Executivo foi autorizado a estabelecer duas linhas de navegação aérea entre as cidades do Rio de Janeiro/RJ e Porto Alegre/RS, “de modo que possam ser inauguradas até setembro de 1922” (Decreto nº 4.436), sendo uma pelo litoral, destinada ao “serviço de aviões e hidroaviões a cargo do Ministério da Marinha”, e outra pelo interior, destinada ao “tráfego de aviões, a cargo do Ministério da Guerra”. O crédito aberto era de 4.000 contos de réis. (30 de dezembro)

1922
O pessoal da aviação militar e naval foi classificado em navegantes e técnicos, e foram estabelecidas as primeiras medidas de proteção aos militares acidentados da aviação (Decreto nº 4.206). (09 de dezembro)

Pela primeira vez, pousou em Natal um avião. Tratava -se do hidroavião “Sampaio Correia II”, o qual amerrissou no Rio Potengi, às 12h00, procedente de Aracati/CE. (21 de dezembro)

O aviador civil brasileiro Eduardo (Edu) Chaves cobriu-se de glórias ao conseguir fazer, pela primeira vez, a ligação aérea entre o Rio de Janeiro/RJ e Buenos Aires, com pousos intermediários em São Paulo/SP, Guaratuba/PR, Porto Alegre/RS e Montevidéu. (29 de dezembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Pilotos Aviadores da Escola de Aviação Militar. (mês de dezembro)

1923
A Defesa Aérea do Litoral foi extinta, surgindo a Diretoria de Aeronáutica da Marinha (Decreto nº 16.237). (05 de dezembro)

1924
Foi sancionada pelo Presidente de São Paulo, Carlos de Campos, a Lei nº 2.051, reativando o serviço de aviação na Força Pública de São Paulo, por iniciativa do seu Comandante Geral, Cel Pedro Dias de Campos. Assim, a Escola de Aviação passou a denominar-se Esquadrilha de Aviação da Força Pública. (31 de dezembro)

Com a extinção da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, a Escola de Aviação Naval passou a subordinar-se diretamente ao Estado-Maior da Armada. (mês de dezembro)

1925
Voltou a ser estabelecida a Diretoria de Aeronáutica da Marinha (Decreto nº 17.153). (23 de dezembro)

1926
Foi aprovado o Regulamento para os Exercícios e Combates da Aviação, envolvendo os seguintes assuntos: Papel da Aviação nas Operações, Missões de Caça e Missões de Bombardeio (Decreto nº 17.593). (09 de dezembro) Essas regulamentações foram elaboradas pela Missão Militar Francesa de Aviação.

Foi criado o Corpo de Oficiais da Reserva Naval Aérea – RNA, na tentativa de se atenuar o persistente problema do recrutamento de pilotos para a Marinha (Decreto nº 17.594). (09 de dezembro)

1927
Foi fundado, no Rio de Janeiro, o Sindicato Condor Ltda, empresa brasileira sucessora do extinto Condor Syndikat, que foi incorporado a Lufthansa. (1º de dezembro)

O Governo Brasileiro tornou oficial a operação das Lignes Aériennes Latécoère, ainda conhecida como Compaigne Générale d'Entreprises Aéronautiques, em território nacional (Decreto nº 18.009). (06 de dezembro)

Foi constituída a Companhia Aeronáutica Brasileira, que se “encarregaria de fornecer serviços e equipamentos de apoio, além de construir campos de aviação nos locais servidos pela empresa francesa Compagne Générale Aéropostale ao longo do litoral brasileiro”. (13 de dezembro)

Foi votado pelo Congresso Nacional o crédito especial de 300 contos de réis, como prêmio ao aviador paulista João Ribeiro de Barros e aos demais tripulantes do avião “Jahu”, o primeiro a realizar a travessia aérea do Atlântico Sul com tripulação brasileira (Decreto nº 5.930) (21 de dezembro)

1928
Santos Dumont visitou a Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos/RJ, em companhia do seu amigo e ex-prefeito do Rio de Janeiro, Antônio Prado Júnior. (17 de dezembro)

Foi fundado o Aeroclube do Rio Grande do Norte, com sede em Natal, sendo o primeiro presidente o próprio Governador do Estado, Dr. Juvenal Lamartine de Faria. (29 de dezembro)

Pousou no Campo dos Afonsos/RJ, o avião Bellanca, de 300 HP, batizado de “Peru” e tripulado pelo Ten Av (da Marinha do Peru) Carlos Zegarra e o civil Carlos Martinez Pinillos, que estavam cumprindo o reide Lima-Nova Iorque-Lima. (30 de dezembro)

1929
Foram criados o Curso de Pilotos Aviadores e o Curso de Aviadores Navais, destinados aos Oficiais da Ativa. (Decreto nº 19.052). (31 de dezembro)

1930
Por ofício da Diretoria de Aeronáutica, todos os aviões da Marinha passaram a ter numeração cronológica a partir da data da abertura dos caixotes, procedentes das fábricas estrangeiras. As designações foram assim estabelecidas: I (Instrução), O (Observação), E (Esclarecimento), C (Caça), B (Bombardeio), T (Torpedeiro), BT (Bombardeio-Torpedeiro), P (Patrulha) e D (não classificada). Precedidas ainda de A (se avião), H (se hidroavião) e HA (se anfíbio). (19 de dezembro)

Foi criada a empresa Panair do Brasil S.A., como subsidiária da Pan American Airways, sendo sua frota inicial composta de quatro aerobotes Consolidated Commodore e quatro Sikorsky S-36. (21 de dezembro)

A Missão Militar Francesa, em serviço no Brasil, remeteu ao Diretor da Aviação Militar quatro anteprojetos de decretos com vistas às providências necessárias que deveriam ser tomadas para propiciar uma organização nacional à Aviação Brasileira. (29 de dezembro)

1931
Foi determinado ao Departamento de Aeronáutica Civil que “estudasse os horários das viagens aéreas, no sentido de haver maior aproveitamento na distribuição dos voos, sem coincidência de etapas e rotas”. (Portaria s/nº, do MVOP). (04 de dezembro)

Foi fundado o Grupo Mackenzie de Planadores o qual, durante muitos anos, liderou as atividades volovelistas em São Paulo/SP. (15 de dezembro)

Terminou o contrato da Missão Francesa de Aviação no Brasil. (31 de dezembro)

1932
Foram extintas da Aviação Naval: 1ª Seção de Aviões de Observação e Esclarecimento; 1ª e 2ª Seções de Aviões de Bombardeio e Patrulha. (1º de dezembro)

O Marechal do Ar Alberto Santos Dumont, Patrono da Força Aérea Brasileira, foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro/RJ. (21 de dezembro)

Foram declarados 19 Aspirantes-a-Oficial da Arma de Aviação do Exército, passando a constituírem a 6ª Turma. (22 de dezembro)

1933
No Rio de Janeiro/RJ, foi fundado o Planador Clube do Brasil, cuja denominação transformou-se em Clube Carioca de Planadores. Porém, teve vida efêmera. (09 de dezembro)

Foi constituída a Associação das Empresas Aeronáuticas. (11 de dezembro)

Foi autorizada a organização, em Santa Maria/RS, do Núcleo do 3º Regimento de Aviação, sendo seu primeiro Comandante o Cap Clóvis Monteiro Travassos (designado a 13 de janeiro de 1934). (13 de dezembro) Os primeiros oficiais classificados nessa Unidade, foram os que se seguem: 1º Ten Miguel Lampert e os 2º Ten Victor Barroso Coelho, Abel Veríssimo de Azambuja, Levi de Castro Abreu e Rosemiro Leal de Menezes Filho.

Ocorreu a apresentação à imprensa local, do novo hidroavião adquirido pelo Sindicato Condor, um trimotor Junkers-52, batizado como “Anhangá”. A cerimônia aconteceu na Ponta do Caju/RJ, sendo proporcionado aos jornalistas presentes um voo sobre o Rio de Janeiro. (16 de dezembro)

O Cap José Sampaio de Macedo e o Ten Manoel de Oliveira inauguraram a linha Fortaleza-Teresina (prolongamento da linha do São Francisco), do Correio Aéreo Militar, com escalas em Aracaju, Camocim, Parnaíba, Peri-Peri, Campo Maior e Teresina. (mês de dezembro)

1934
Decolaram do Galeão, duas esquadrilhas da Aviação Naval com destino à cidade de Ladário, Mato Grosso, onde permaneceram por duas semanas guarnecendo a fronteira fluvial daquele Estado, devido aos acontecimentos da “Guerra do Chaco”, entre o Paraguai e a Bolívia. (04 de dezembro)

Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares (Exército). (29 de dezembro)

1935
O Presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado de oficiais de seu gabinete e do Dr. César Pereira Gnillo, Diretor da Aeronáutica Civil, realizou uma demorada visita às obras do novo Aeroporto do Calabouço/RJ (atual Aeroporto Santos Dumont). (09 de dezembro)

A Srta. Érika Guersching foi a primeira aviadora gaúcha a voar sozinha (solar), voando numa aeronave “Klemm”, da Escola de Voo da VARIG. (mês de dezembro)

1936
Foi promulgada a Portaria nº 828, da MVOP, reiterando a necessidade da nacionalização das tripulações dos aviões comerciais brasileiros. (08 de dezembro)

Foram aprovados orçamentos e especificações de obras relativas ao aeroporto para dirigíveis, em Santa Cruz/RJ (Decreto nº 1.253). (11 de dezembro)

Foi aberto o crédito suplementar de 3.000 contos de réis, no orçamento do Ministério da Viação e Obras Públicas, para atender às obras do Aeroporto Santos Dumont, em complementação à Lei nº 330, de 30 de novembro de 1936 (Decreto nº 1.255). (12 de dezembro)

Foi inaugurado em Santa Cruz/RJ, o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, destinado a dirigíveis. A solenidade contou com a presença do Presidente Getúlio Vargas. (26 de dezembro)

A Comissão Fiscal de Obras de Aeroportos passou a denominar-se Divisão de Aeroportos do Departamento de Aeronáutica Civil (Lei nº 358). (29 de dezembro)

1937
Chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Argentina a bordo de um navio italiano, a esquadrilha de dez aviões de caça Fiat CR32, especializada em demonstrações acrobáticas em voo de formatura. (12 de dezembro) Os aviões foram montados no Campo dos Afonsos; sob o comando de conjunto do Tenente Coronel Alexandre Bianchedi e do Capitão Mario Viola.

Foi aprovado o novo Regulamento da Escola de Aviação Naval (Decreto nº 2.182). (16 de dezembro) 

Foi fundado o Aeroclube de Goiás, sendo o seu primeiro avião um Fleet, biplano, monomotor. (mês de dezembro)

1938
Voou o primeiro avião, de uma série de vinte, Muniz M-9, de projeto e fabricação nacionais, que a Aviação Militar encomendou à Fábrica Brasileira de Aviões instalada na Ilha do Viana, na Baía de Guanabara/RJ. (24 de dezembro)

Foi realizada, sob a presidência do Ministro da Viação e Obras Públicas (Gen Mendonça Lima), a primeira reunião do Conselho Nacional de Aeronáutica. (27 de dezembro)

A Escola de Aviação Militar passou a denominar-se Escola de Aeronáutica Militar. (mês de dezembro) 

Voou o primeiro avião, de uma série de vinte, Muniz M-9, de projeto e fabricação nacionais, que a Aviação Militar encomendou à Fábrica Brasileira de Aviões instalada na Ilha do Viana, na Baía de Guanabara/RJ. (24 de dezembro)

Foi realizada, sob a presidência do Ministro da Viação e Obras Públicas (Gen Mendonça Lima), a primeira reunião do Conselho Nacional de Aeronáutica. (27 de dezembro)

A Escola de Aviação Militar passou a denominar-se Escola de Aeronáutica Militar. (mês de dezembro)

1939
O Departamento de Aeronáutica Civil recebeu, no Aeroporto Santos Dumont, 07 aviões Aeronca, modelo 50-F, equipados com motor Franklin de 50 HP, entregues pela casa Mayring Veiga S.A. (30 de dezembro)

O Banco do Brasil foi autorizado a abrir um crédito de 04 mil e 200 contos de réis, para a Companhia Nacional de Navegação Aérea construir 100 aviões de treinamento para o Aeroclube do Brasil (Decreto-Lei Nº 2.935). (31 de dezembro)

1940
O Governo Federal autorizou ao Ministério da Viação e Obras Públicas a celebração do contrato para a operação da linha Parnaíba-Floriano-Belém, pelo Sindicato Condor, mediante a subvenção de 6.000 réis por quilômetro voado (Decreto-lei nº 2.863). (12 de dezembro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a segunda esquadrilha de aviões North American NA-44, de treinamento avançado, adquiridos nos Estados Unidos para a Aviação Militar, tripulados pelos seguintes oficiais, além de quatro sargentos: Maj José Sampaio Macedo (Cmt), 1º Ten Márcio Perdigão Coelho, Átila Gomes Ribeiro, Henrique de Alencastro Guimarães, Antônio Batista Neiva de Figueiredo Filho e Walmiky Conde. (22 de dezembro)

Foi diplomada a 6ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar. (31 de dezembro)

1941
O Serviço de Saúde da Aeronáutica nasceu com Oficiais Médicos oriundos da sociedade civil, da Marinha e do Exército brasileiros, tendo como primeiro Diretor de Saúde, e hoje o seu Patrono, o Brigadeiro Médico Ângelo Godinho dos Santos. (Decreto nº 3.872). (02 de dezembro)

Foi criado o Quadro de Oficiais Intendentes do Corpo de Oficiais da Aeronáutica (Decreto nº 3.876). (03 de dezembro)

Foi aprovado o Regulamento do Tráfego Aéreo (Decreto nº 8.352). (09 de dezembro)

Foram ativadas as primeiras Companhias de Infantaria do Ministério da Aeronáutica, destinadas principalmente à proteção e guarda das instalações militares da Força Aérea. (11 de dezembro)

1942
Foi concedida permissão à Sociedade Anônima brasileira “Empresa de Transportes Aerovias Brasil” para estabelecer tráfego aéreo comercial no território nacional (Decreto nº 11.160). (29 de dezembro) A “Empresa de Transportes Aerovias Brasil” foi a primeira empresa brasileira que estendeu a sua linha aérea até os Estados Unidos da América.

1943
Fica criado, na 1º Zona Aérea, um hospital de primeira classe, cuja sede será em Belém. (Decreto-Lei nº 6.094, de 13 de dezembro)

Foi criado o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa), com três esquadrilhas e sede na Capital Federal, por meio do Decreto nº 6.123. (18 de dezembro)

Designado o Maj. NERO MOURA como primeiro Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º Gp Av Ca). (28 de dezembro)

1944
O 1º Grupo de Aviação de Caça, sem interromper as suas operações aéreas, mudou a sua base do aeródromo de Tarquínia para o aeródromo de Pisa, na Itália. (04 de dezembro)

Primeiro voo de P- 47 (modelo "B" - FAB 4103 nº 41-6037) no Brasil, pilotado pelo 1º Ten Magalhães Motta, em traslado de Natal para Cumbica/SP. (15 de dezembro)

1945
Foi criado, na 2ª Zona Aérea, um hospital de primeira classe, com sede em Recife. (Decreto-Lei nº 8.291, de 05 de dezembro) 

Foi criado, na 5ª Zona Aérea, o 4º Grupo de Caça, integrando, com o 3º Grupo de Caça, o 3º Regimento de Aviação, tendo como sede a Base Aérea de Porto Alegre, como também foi extinto o 2º Grupo de Bombardeio Picado (criado pelo Decreto-lei nº 6.796, de 17 de agosto de 1944). (Decreto-Lei nº 8.335, de 10 de dezembro)

Foi concedida à Sociedade Anônima “Viação Aérea Santos Dumont” permissão para estabelecer tráfego aéreo comercial no território nacional (Decreto nº 20.213). (11 de dezembro)

Foi criado, no Ministério da Aeronáutica, o “Fundo Aeronáutico”(Decreto-Lei nº 8.373). (14 de dezembro)

Foram criadas as Auditorias de Aeronáutica (Decreto-Lei nº 8.513). (31 de dezembro)

1947
Passou a figurar, em caráter permanente, no Almanaque do Ministério da Aeronáutica, no posto de Tenente-Brigadeiro do Ar, o nome de Alberto Santos Dumont, através da Lei nº 165. (05 de dezembro) 

Foi criada a “Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica” - ECEMAR (Decreto nº 24.203). (16 de dezembro)

1949
Foi regulada a execução dos serviços de aerolevantamento no território nacional (Lei nº 960). (08 de dezembro)

O Curso de Oficial Mecânico da Escola de Especialistas de Aeronáutica foi transferido para Bacacheri, Curitiba (Decreto nº 27.683). (30 de dezembro)

1950
Foi organizado, nas Zonas Aéreas, por meio da Portaria nº 324, o Serviço de Busca e Salvamento, com a finalidade de localizar as aeronaves desaparecidas e de socorrer, quando necessário, os respectivos passageiros. (16 de dezembro)

1951
O Ministério da Aeronáutica foi autorizado a aceitar, da Prefeitura Municipal de São José dos Campos, a doação de 9.280.000 metros quadrados de terrenos destinados à instalação do Centro Técnico da Aeronáutica (Decreto nº 30.629). (17 de dezembro)

Foi aprovado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e a Itália”, firmado em Roma em 25 de janeiro de 1951 (Decreto Legislativo nº 77). (20 de dezembro)

1953
Foi criada a Base Aérea de Manaus (Decreto nº 34.761). (08 de dezembro)

1956
Criado o 2º/5º Grupo de Aviação (atual Esquadrão Joker), com sede na Base Aérea de Natal/RN. (07 de dezembro)

O 1º/4º Grupo de Aviação (Esquadrão Pacau) passa a ser unidade de Caça, sediado na Base Aérea de Fortaleza/CE. (07 de dezembro)

Foi criada a “Comissão de Aeroportos da Amazônia” - COMARA (Decreto nº 40.551). (12 de dezembro)

1957
Foi criada a Base Aérea dos Afonsos (Decreto nº 42.737). (04 de dezembro)

Chegada dos 4 primeiros TF-33 no 1º/4º GAv. (mês de dezembro)

1958
Foi aprovada a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira (Portaria nº 1.000/GM2). (10 de dezembro) 

1970
Criação da Base Aérea de Santa Maria, através do Decreto nº 67.877. (18 de dezembro)

1978
O 1º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Poker) é transferido da Base Aérea de Cumbica/SP para a Base Aérea de Santa Maria/RS. (mês de dezembro)

1983
Foi criado, na Estrutura Básica da Organização do Ministério da Aeronáutica, o Centro de Informática e Estatística (CINFE), com a finalidade de planejar, orientar e controlar as atividades de informática e de estatística na Aeronáutica, diretamente subordinado ao Comandante-Geral de Apoio e com a sede em Brasília. (Decreto nº 89.086, de 01 de dezembro) Nesse mesmo Decreto, o Centro de Computação da Aeronáutica (criado pelo Decreto nº 58.948, de 01 de agosto de 1966), passou ser denominado Centro de Computação de Aeronáutica do Rio de Janeiro (CCA-RJ), subordinado diretamente ao Chefe do CINFE, com a finalidade de executar as atividades de apoio em processamento de dados às organizações militares sediadas na área de jurisdição do Terceiro Comando Aéreo Regional. Também foi criado o Centro de Computação de Aeronáutica de Brasília (CCA-BR), diretamente subordinado ao Chefe do CINFE, com a finalidade de executar as atividades de apoio em processamento de dados às organizações militares sediadas na área de jurisdição do Sexto Comando Aéreo Regional.

1994
Falecimento do Brig. Nero Moura (Patrono da Aviação de Caça Brasileira e Presidente de Honra da Associação Brasileira de Pilotos de Caça - ABRA-PC), com 84 anos de idade. (17 de dezembro)

1999
Foi desativada a Diretoria de Informática e Estatística da Aeronáutica (DIRINFE), pela Portaria nº 869/GC3, transferindo, na data de desativação, os seus encargos e o acervo de material para a Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Voo (DEPV) e passando para a subordinação da DEPV, na mesma data, os Centros de Computação de Aeronáutica de Brasília (CCA-BR), do Rio de Janeiro (CCA-RJ), e de São José dos Campos (CCA-SJ). (30 de dezembro)

2003
Foi instituído o Sistema de Tecnologia da Informação do Comando da Aeronáutica, pela Portaria nº 1.241/GC3. (19 de dezembro)

2005
Último voo da aeronave F-103 Mirage no Brasil: FAB 4924 e FAB 4925, ambos F-103E. Missão 44F, pilotadas, respectivamente, pelos Ten. Cel. Isaías e Maj. Giancarlo, Comandante e Operações da Unidade à época. (31 de dezembro)

2010
Último voo do AT-26 Xavante em Esquadrão Operacional na FAB: traslado de 12 aeronaves desde Natal até o Parque de Material Aeronáutico de Recife. A aeronave do Líder e Comandante do 1º/4º GAv à época, Ten Cel F. Mauro, era o FAB 4462, a mesma que fez o primeiro voo, em 1971. O tempo de voo foi de 00:45 e a última aeronave a pousar foi o #12, FAB 4514, pilotado pelo Comandante da Base Aérea de Natal à época, Cel Décio Dias Gomes. (03 de dezembro)

O 1º/4º GAv (Esquadrão Pacau) é transferido da Base Aérea de Natal/RN, para a Base Aérea de Manaus/AM, e passa a operar os aviões F-5EM. (15 de dezembro)

2013
Desativação das últimas quatro aeronaves AT-26 em operação no Instituto de Pesquisa e Ensaio em Voo (IPEV), FAB 4467, 4495, 4509, 4514. Estas matrículas cumpriram a missão de formar pilotos de prova da FAB, utilizando o AT-26 como avião base no Curso de Ensaio em Voo. São eles: Maj Av George, Maj Av Vautier, Cap Av Vinícius e Cap Av Alisson. (mês de dezembro)

Anunciada a aeronave vencedora do programa F-X2: SAAB Gripen NG, da Suécia. (18 de dezembro) 

Último voo da aeronave AT-26 no Brasil (FAB). Missão 25FV200. FAB 4509, pilotada pelo Ten Cel Av Santos no translado entre São José dos Campos (CTA-IPEV) e o Parque de Material Aeronáutico de Recife (PAMA-RF), com pousos intermediários em SBBH e SBSV. A última decolagem ocorreu em Salvador, às 18:00Z, e o tempo de voo até Recife foi de 01:20. O último pouso do AT-26 no Brasil (FAB) ocorreu em Recife, às 19:20Z. (27 de dezembro)

O último modelo do caça Mirage 2000 em uso - FAB 4948 - fez o seu último voo, partindo da Base Aérea de Anápolis, com destino ao Museu Aeroespacial, ao qual foi integrado como acervo. (31 de dezembro) 

2019
Foi criado o dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica, por meio da portaria nº 1.914/GC3. (1º de dezembro) - A comemoração está relacionada com a data de criação do Centro de Informática e Estatística do Ministério da Aeronáutica (CINFE), em 1º de dezembro de 1983. 

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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Aviação em Floripa

Confira a seguir conteúdo  do Aviação em Floripa, detalhando um marco histórico para o Brasil.

FAB 4111: chegou o mais novo F-39E Gripen da FAB
Durante a manhã desta quarta-feira (19/11/2025), o mais recente F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira, decolou do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes/SC. Após pouco mais de uma hora de voo, o caça tocou a pista da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), lar até o momento, de todos os Gripen em serviço ativo com a FAB. Encerrou-se assim, a oitava operação de entrega desses jatos, uma logística que vem se repetindo desde setembro de 2020, quando o primeiro avião desembarcou na cidade portuária catarinense. Cabe ressaltar que o site Aviação em Floripa é o único veículo de mídia que esteve presente em todas elas. Acompanhe conosco, a partir de agora, uma cobertura especial sobre a chegada do décimo F-39 Gripen operacional, com muitas informações sobre a passagem da aeronave por Navegantes. Seja muito bem-vindo/a a bordo, escolha seu assento e tenha uma boa leitura!!

A jornada do FAB 4111 por mar, terra e ar iniciou-se na noite do dia 23/10, pelo Horário Oficial de Brasília. Já era começo de madrugada do dia 24 na Suécia, quando o Navio de Carga Geral MV "Fortunagracht" deixou o Porto de Norrköping, com sua valiosa carga a bordo. Dessa vez, a operação aconteceu de forma bastante rápida, decorrendo cerca de 24 horas entre a chegada da embarcação, o embarque do caça e a partida. Importante dizer que esses fretamentos são exclusivos. A bordo, apenas o avião e os equipamentos de apoio. Dessa vez, um fato curioso marcou o início da viagem, com todos os sites de monitoramento marítimo apontando o Porto do Rio de Janeiro (BR RIO) como o destino do navio, algo que chamou a atenção de todos que acompanham essas operações de entrega, uma vez que a logística já encontra-se consolidada por Navegantes, que reúne a melhor infraestrutura no país para receber e transportar com segurança e rapidez essas aeronaves entre o Porto e o Aeroporto, motivos pelos quais a cidade foi escolhida como a porta de entrada no Brasil, dos F-39 Gripen fabricados pela Saab.
Momento da chegada do MV "Fortunagracht", na noite do dia 14 de novembro, navegando em direção à Portonave, captado por câmera 24 horas com vista para o Rio Itajaí-Açu. Fonte da imagem: Conexão DCTV

A dúvida do destino final permaneceu por quase todo o trajeto do navio, embora os sites da Portonave e da Praticagem de Itajaí já mostrassem a vinda da embarcação para a cidade catarinense, o que acabou realmente se confirmando. Foram 22 dias de navegação, tempo necessário para superar os cerca de 12 mil quilômetros que separam Norrköping de Navegantes. Finalmente na noite do dia 14/11, o navio atracou na Portonave. Havia uma expectativa que a embarcação entrasse somente na madrugada do sábado, porém, isso implicaria que o avião permanecesse durante todo o dia parado e exposto no pátio do porto. Assim, decidiu-se pela antecipação da operação, permitindo que a aeronave fosse logo em seguida conduzida até o Aeroporto. Para aqueles que não estão familiarizados com a logística, o Gripen vem em um dos porões de carga do navio, fixado ao assoalho por uma estrutura especial. Por motivo de segurança, o assento ejetável e o conjunto de cargas explosivas são removidos e transportados em um conteiner. O processo de retirada da aeronave da embarcação é rápido, porém, exige, grande coordenação e atenção. Em pouco tempo, o avião já está pronto para iniciar sua viagem por terra até o Aeroporto.
Logo após o navio atracar na Portonave, começou a operação de desembarque do avião, preparando-o para ser levado por via terrestre ao Aeroporto. Fotos: FAB/Divulgação

Já na madrugada de sábado, dia 15/11/2025, o avião foi transportado pelas ruas de Navegantes até o Aeroporto Ministro Victor Konder. A operação iniciou-se por volta de 1h da manhã e, mesmo assim, atraiu a atenção da população, que já está acostumada com o cortejo e sempre aguarda ansiosamente pela oportunidade para estar próxima a uma aeronave de caça supersônica, registrando em fotos e vídeos esse momento singular. O traslado foi coordenado e conduzido por técnicos da Saab, além de militares da Força Aérea Brasileira e contou com um forte aparato de segurança, capitaneado pela Infantaria da Aeronáutica, por meio de efetivos e viaturas do Grupo de Segurança e Defesa da Base Aérea de Canoas (GSD-CO). A atividade também teve o apoio da Portonave, Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), Guarda Municipal de Navegantes, Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Associação de Bombeiros Voluntários de Navegantes, Prefeitura Municipal, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN) e do Grupo Motiva (antiga CCR), empresa que administra o Aeroporto. Após cerca de 30 minutos, tempo necessário para vencer os cerca de dois quilômetros que separam as duas instalações, o FAB 4111 enfim foi levado para um hangar particular (o mesmo utilizado desde a segunda operação de recebimento, em abril de 2022), onde permaneceu por alguns dias, sendo preparado para seu voo inaugural em território brasileiro.
A pequena distância entre o Porto e o Aeroporto em Navegantes, além de vias largas, com boa pavimentação e livre de obstáculos são os principais diferenciais em relação a outros locais no Brasil que possuem essas duas instalações, razão pelas quais a logística acontece pela cidade catarinense. Foto: Ângelo dos Santos Melo

Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Após dar entrada no Aeroporto, foram mais quatro dias até a decolagem. Nesse intervalo de tempo, foram reinstalados o assento ejetável e o kit de sobrevivência, além da realização de verificações em todos os sistemas da aeronave, a fim de prepará-la para a partida. Na manhã do dia 17, o caça foi trazido para fora do hangar para alguns testes, retornando em seguida para o seu abrigo. Já no final da manhã do dia 18, aconteceu o Teste de Motor. O FAB 4111 partiu do pátio 2 rumo à cabeceira 08 de Navegantes, alinhou e deu plena potência no seu motor General Electric F414, para em seguida retornar ao pátio. Trata-se de uma simulação de decolagem, procedimento também chamado de corrida de decolagem abortiva, com a função de avaliar se todos os parâmetros do motor e demais sistemas da aeronave estão em perfeito funcionamento. Após o teste, o avião foi novamente recolhido ao hangar, encerrando a última etapa antes da decolagem. Acompanhe abaixo, como foi o teste de motor do FAB 4111, através de prints de vídeo do canal chumbinho.aviação.nasnuvens, imagens gentilmente autorizadas para esta matéria.
Após dois dias com céu encoberto e chuva, a quarta-feira amanheceu com tempo firme, fornecendo as condições ideais para a decolagem da aeronave. Precisamente às 9:02, o FAB 4111, utilizando o código de chamada "Prova 122", deixou o Aeroporto de Navegante para trás, ganhando o céu brasileiro pela primeira vez. O voo foi conduzido pelo Major Aviador Thiago Henrique da Costa Camargo, Piloto de Provas da FAB, vinculado ao Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). A decolagem aconteceu pela cabeceira 26 e o avião seguiu em voo direto para sua nova morada, a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), também conhecido como Esquadrão Jaguar, Unidade Aérea escolhida como a primeira operadora do jato na FAB. Seja muito bem-vindo à Defesa Aérea... FAB 4111.
Para o site Aviação em Floripa, mais uma Missão Navegantes cumprida e concluída com êxito. Que venham os próximos!!

Fonte/Visite: Aviação em Floripa

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