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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Especial de Domingo

CARTOGRAFIA AERONÁUTICA
A Cartografia abrange o conjunto de estudos e ope­rações científicas, artísticas e técnicas que, a partir dos resultados das observa­ções diretas ou da exploração de documentações, visa à elaboração ou à utilização de mapas. Reúne as atividades que vão desde o levantamento de campo ou pesquisa biblio­gráfica, até a impressão defi­nitiva e a publicação do mapa elaborado. O Brasil adota as normas e padrões recomendados para a cartografia aeronáutica pelos estados signatários da OACI. 

Mapa 
Mapa é a representação de uma superfície terrestre, ou seja, de uma super­fície curva. A confecção de uma carta - um mapa com informações específicas - exige, antes de tudo, o estabelecimento de um método, de maneira que, a cada ponto da superfície da Terra, corresponda um ponto da carta e vice-versa. Diversos métodos podem ser empregados para se obter essa correspondência de pontos, que constitui os chamados “sistemas de projeções”. Para que cada ponto da superfície da Terra possa ser localizado no mapa, foi criado um sistema de linhas imaginá­rias chamado de “Sistema de Coordenadas Geográficas”. A coordenada geográfica de um determinado ponto da superfí­cie da Terra é obtida pela inter­secção de um meridiano (longitude) e um paralelo (latitude). O problema básico das projeções cartográficas é a representação de uma superfície curva em um plano. Em termos práticos, o problema consiste em se repre­sentar a Terra em um plano. A tecnologia moderna, porém, tem tor­nado disponíveis téc­nicas e equipamentos cada vez mais avan­çados para os proces­sos de coleta, análise e apresentação de dados informativos. 

Cartografia Aeronáutica 
O espaço territorial brasileiro é hoje representado pela cartografia sistemática, por meio de cartas elaboradas, seletiva e progressivamente, consoante as prioridades conjunturais e segundo os padrões cartográficos ter­restre, náutico e aeronáutico. A Cartografia Sistemática Aeronáutica utiliza as cartas sistemáticas terrestres e tem por finalidade a representação da área nacional, por intermédio de séries de cartas aeronáuticas padroni­zadas, destinadas ao uso da navegação aérea, que correspondem às escalas de 1:1.000.000, 1:500.000 e 1:250.000. 

As atividades de Cartografia Aeronáutica 

Cartas de Navegação 
O Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) desenvolve duas importantes cartas de navegação: 
as Cartas de Navegação Visual (Cartas VFR - Visual Flight Rules) e as Cartas de Navegação por Instrumentos (Cartas IFR - Instrument Flight Rules). 
Saiba mais sobre elas: 

Cartas de Navegação Visual
VFR (Visual Flight Rules)
As Cartas de Navegação Visual (VFR) são destinadas a apoiar os voos para cuja navegação são utilizadas as regras de voo visual. Em muito, assemelham-se às Cartas Topográficas do Mapeamento Sistemático, produzidas pela Diretoria do Serviço Geográfico do Exército brasileiro e pelo IBGE, porém com características próprias à finalidade aero­náutica. O programa de Cartas Visuais contempla a produção de cartas em três escalas, que cobrem todo o País. Veja um exemplo de Carta VFR na figura acima.

Cartas de Navegação por Instrumentos
IFR (Instrument Flight Rules)
Este sistema é constituído por uma série de cartas que devem ser reeditadas periodicamente, segundo um rigoroso calendário, estabelecido por compromissos internacionais, assu­midos pelo DECEA perante a OACI. Essas cartas contêm informações topográficas - que praticamente não sofrem modifica­ções - e informações aeronáuticas, que estão sujeitas a um processo de atuali­zação extremamente dinâmico. A todo momento, ocorrem situações que impli­cam atualizações - mudanças de frequências, surgimento de obstácu­los artificiais, criação de aerovias, interdição de espaços aéreos, obras em aeródromos, manutenção de equipamentos, etc. 


Cadastro Aeroportuário 
Dá-se o nome de cadastro aeroportuário ao conhe­cimento de toda a infraestrutura aeroportuária que é utilizada pela aviação de uma forma permanente. O mapeamento detalhado das terminais, com a localiza­ção das pistas, dos pátios e dos equipamentos insta­lados nas áreas circunvizinhas, faz parte do “Cadastro Técnico Multifinalitário” - documento necessário aos órgãos gestores municipais. Esta é a fonte principal de dados para a elaboração de diver­sos tipos de cartas aeronáu­ticas, tais como Cartas de Aeródromo, Cartas de Esta­cionamento, Cartas Topo­gráficas de Aproximação de Precisão, entre outras, bem como para projetos de instalações, planos aero­portuários e muitas outras aplicações. O conjunto de cartas que compõem este mapeamento especial denomina-se Programa Car­tográfico Aeroportuário e de Proteção ao Voo (PRO­CAPV). A sua execução está baseada em aerofotogra­metria, que torna possível a obtenção de produtos finais precisos e confiáveis. Esse programa consiste na produ­ção de cartas, em escalas 1:2.000 e 1:10.000, através de levantamentos fotogramétricos nas escalas 1:8.000 e 1:30.000, respectivamente. As áreas mapeadas no PROCAPV cobrem em cada aeroporto uma área média de 150 km². Esse é um programa de longo prazo e de atualização contínua, em face das constantes moderni­zações realizadas nos principais aeroportos brasileiros. 

Levantamentos Topográficos e Geodésicos 
Os levantamentos topográficos e geodésicos des­tinam-se a gerar dados necessários ao desenvolvi­mento das atividades cartográficas do ICA, além de apoiar outros setores, como o de Inspeção em Voo, Controle de Tráfego Aéreo, Meteorologia e os de Engenharia Eletrônica e Telecomunicações. Os levantamentos topográficos contemplam: 

* Apoio fotogramétrico às cartas cadastrais de aeródromos 
*Levantamentos para confecção de cartas aero­náuticas 
*Levantamentos para confecção de cartas de visi­bilidade 
*Escolha de sítios para instalação de auxílios à navegação aérea 
*Orientação de equipamentos 
*Levantamentos de obstáculos 
*Implantação de marcos geodésicos 

Zona de Proteção de Aeródromos (ZPA) 
A necessidade de garantir o máximo de segurança para as aeronaves em operação de voo, bem como a obrigatoriedade de adotarem-se os preceitos previstos pela OACI, levou o Comando da Aeronáutica a elaborar uma legislação especial para as áreas próximas aos aeródromos. A finalidade é evitar que a malha urbana avance desordenadamente em direção ao aeroporto, comprometendo a segurança das operações dos aeródromos e dos procedimentos para pouso, em suas vizinhanças. Assim, as limitações dos obstáculos são estabelecidas pelo Plano Básico de ZPA. E, quando a aplicação do Plano Básico causar restrição à operação de um determinado aeródromo, é elaborado, nesse caso em caráter definitivo, o Plano Específico de ZPA. Este plano descreve e estabelece as restrições impostas e é remetido às autoridades federais, estaduais e municipais, diretamente envolvidas, para que sejam atendidas as suas disposições. 

Fonte: DECEA

sábado, 5 de janeiro de 2013

Conexão FAB

Destaques da revista eletrônica da FAB
 “Aqui é a casa da Força Aérea Brasileira”. Com esta frase o Major-Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, que atuou na Segunda Guerra Mundial no Primeiro Grupo de Caça da FAB, define o lendário Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, que completou 100 anos em 12 de dezembro. O evento de celebração do berço da aviação militar brasileira é um dos destaques do mais recente programa Conexão FAB. Você vai ver também como foi o emprego das aeronaves de patrulha na operação Atlântico, as comemorações dos 30 anos da mulher na Força Aérea Brasileira e a formatura dos novos aspirantes a oficial na Academia da Força Aérea (AFA). Veja aqui o programa na íntegra:

Fonte: Agência Força Aérea

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Segurança de Voo

2012 foi ano excepcional para a navegação aérea
O ano de 2012 foi um ano excepcional para a segurança aérea, de acordo com a Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA), que reúne as companhias aéreas mais importantes do mundo. Em 30 de novembro de 2012, data das últimas estatísticas oficiais da IATA, houve um acidente para cada 5,3 milhões de voos comerciais. A IATA, que tem sua sede em Genebra, reúne 243 companhias aéreas, que representam 84% do tráfego aéreo mundial. O ano terminou com o registro de um acidente entre os membros da IATA, porque a companhia Red Wings, cuja aeronave saiu da pista após o pouso na Rússia em 29 de dezembro, deixando quatro mortos, não faz parte da organização internacional. Para a IATA, a segurança da aviação atingiu um tal nível em 30 de novembro que seria, em teoria, necessário realizar um voo diário durante 14.000 anos antes de um acidente. Ainda em 30 de novembro, o número de pessoas que morreram em um acidente de avião em 2012 foi de 401, contra 490 em 2011, de acordo com os membros da IATA. A taxa de perda de aviões de fabricação ocidental por membros da IATA foi de 0,00 para cada 1 milhão de voos comerciais. Nos últimos dez anos, a maior taxa foi de 0,68, atingida em 2007. De acordo com a Rede de Segurança da Aviação, houve 23 acidentes com aeronaves que transportavam pelo menos 14 passageiros, que fizeram 475 mortos em 2012. Para efeito de comparação, em 2011 houve 36 acidentes aéreos com o registro de 524 mortes. 

Fonte: http://exame.abril.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Aeronaves

Lancaster, bombardeiro da II Guerra, voará de novo
Um galpão no interior da Inglaterra, em um antigo campo de aviação, guarda uma raridade. Trata-se de um velho bombadeiro Lancaster, em excelentes condições, considerada sua idade. Por isso mesmo, o plano dos irmãos Fred e Arnold Panton é fazer esta máquina de guerra voltar aos céus. Mas o bombardeiro, aposentado há mais de 40 anos, não está sendo recuperado apenas para ser peça de museu. A restauração tem também uma razão pessoal. O irmão mais velho de Fred e Arnold perdeu a vida em combate na Segunda Guerra Mundial. Chris Panton tinha 19 anos de idade quando foi abatido. O Avro Lancaster foi o melhor e o mais famoso bombardeiro quadrimotor britânico da Segunda Guerra Mundial. Seu batismo de fogo ocorreu em 2 de março de 1942 e, até ao fim da guerra, cobriu-se de glórias. Os 7.366 exemplares produzidos realizaram 156.000 missões. Em 1945, mais de mil unidades do Lancaster ainda se encontravam em serviço ativo na RAF - Real Força Aérea Britânica, em 56 esquadrões. 

Fontes: http://noticias.uol.com.br e Wikipédia

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Astronauta Brasileiro

Quem estiver em Orlando (EUA) de 16 a 23 de janeiro de 2013, terá a oportunidade de almoçar com o astronauta Marcos Pontes, no Centro de Visitantes de Kennedy Space Center. Confira:

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

INCAER

CLUBE DO LIVRO
O Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER - mantém o Clube do Livro, que visa facilitar o fornecimento de obras literárias aos interessados, estimulando o hábito da leitura. Atualmente este serviço vem sendo prestado pelo Instituto com a apresentação de inúmeras obras de bons autores, adquiridas a baixo preço em editoras como a Biblioteca do Exército (Bibliex), Record e outras. A venda de livros é feita por preço de custo, na sede do INCAER - Praça Marechal Âncora, 15-A - Centro - Rio de Janeiro; pelos telefones (21) 2101-4967 / 2101-4966 ou pelo correio eletrônico clubedolivro@incaer.aer.mil.br 

A COLEÇÃO AERONÁUTICA 
Foi criada pela Portaria n° 252/GM3, de 11 de abril de 1988, e atribuía ao INCAER os encargos de editorar livros, com o objetivo de perpetuar aspectos significativos que houvessem contribuído ou que viessem a contribuir destacadamente para a Cultura e para a História da Aeronáutica brasileira. A idéia de criar a Coleção Aeronáutica nascera da necessidade de estudos e pesquisas para identificar e registrar os fatos e personagens mais significativos no meio aeronáutico; facilitar meios de ampliar o conhecimento sobre o Poder Aeroespacial, pela leitura de autores clássicos e especializados; e estimular o surgimento de escritores sobre Aviação, civis e militares. A Coleção compõe-se de quatro Séries de publicações. 
A primeira Série é constituída atualmente pelos quatro volumes da "História Geral da Aeronáutica Brasileira"

O Volume 1 contém referências aos primórdios da Aviação, prosseguindo até 1920. 

O Volume 2 publicado em 1990, aborda o período seguinte, limitado às vésperas da criação do Ministério da Aeronáutica. 

O Volume 3 prossegue até o fim da Segunda Guerra Mundial. 

O Volume 4 narra fatos ocorridos após o fim da Segunda Guerra Mundial até a posse do Dr Juscelino Kubitschek como presidente da República.

A segunda Série de publicações denomina-se "História Setorial da Aeronáutica Brasileira". Nela são incluídas obras de autores diversos que complementam ou desenvolvem os relatos contidos na História Geral. 

A terceira Série denominada "Arte Militar e Poder Aeroespacial", é constituída por livros de autores nacionais ou traduções de escritores estrangeiros que abordam temas doutrinários. 

A quarta Série da coleção é abrangente. Denominada "Cultura Geral e Temas de Interesse da Aeronáutica", reúne depoimentos, relatos romanceados, biografias e outros trabalhos literários em que o autor faz da Aeronáutica o seu tema básico. 

Para que se torne objeto de publicação pelo Instituto, dentro dessas três últimas Séries, as obras são submetidas ao Conselho Superior, que as aprecia e opina sobre sua adequabilidade, em função dos critérios estabelecidos pelo Diretor do INCAER, que é também o Presidente do Conselho. Paralelamente às publicações da Coleção Aeronáutica, o Instituto edita periodicamente, para distribuição gratuita, a revista "Ideias em Destaque", destinada à divulgação de assuntos de alta relevância e de interesse aeronáutico. Existem também alguns títulos disponíveis em sistema de consignação.

Saiba mais: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013!

Mensagem visual da FAB - Força Aérea Brasileira, para o final de ano de 2012, retrata o trabalho anônimo e patriótico de centenas de profissionais que, apesar das festas, continuam diuturnamente, em todas as organizações da FAB, nos seus postos de trabalho, garantindo as ações para cumprimento da missão da instituição. Como indica a imagem, dezenas de controladores de tráfego aéreo, nas Torres de Controle dos principais aeroportos do país, verão, a partir de seus consoles, a passagem de ano com o céu pintado pelos fogos de artifício. Nesta oportunidade, desejamos aos entusiastas e profissionais de aviação, aos colaboradores, voluntários e alunos do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação - um FELIZ 2013!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Especial de Domingo

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - selecionou, para este último Especial de Domingo de 2012, alguns momentos da obra A Volta por Cima, de Gérard e Margi Moss, publicada pela Editora Record. 
Boa leitura. 
Bom domingo. 
Até 2013! 

MUNDO MOSS: EXPEDIÇÃO VOLTA AO MUNDO
A maioria das pessoas começam com pequenos ensaios antes de embarcar numa grande viagem, mas com Gérard e Margi, foi o oposto. Em junho de 1989, eles decolaram do Rio de Janeiro para começar uma epopéia aérea que os levaria por um caminho tortuoso ao redor do mundo no seu pequeno monomotor, Romeo. Com esse voo, que terminou em fevereiro de 1992, se tornaram os primeiros brasileiros a dar a volta ao mundo em um avião leve. Visitaram cinquenta países em quatro continentes e atravessaram dois grandes oceanos, o Atlântico Sul (Recife-Fernando de Noronha-Ilha do Sal) e o Pacífico Sul (Austrália-Chile). Neste último trecho, estabeleceram um recorde mundial – o primeiro voo de monomotor a atravessar o Pacífico na rota Austrália-América do Sul. Os momentos memoráveis foram muitos: alcançar a cidade lendária de Timbuktu; encontrar os gorilas nas florestas do Zaire; mergulhar nas águas calidoscópios da Ilha de Sipadan no Bornéu; um piquenique no por de sol ao lado das mágicas moais na Ilha de Páscoa. E entre eles, houve aventuras mais preocupantes: voar numa tempestade de areia no Mali; pousar numa pista militar em Guiné-Bissau; a ameaça de ser interceptado por caças F-16 tailandeses; o princípio de um incêndio no motor; e finalmente, a quase perda do Romeo durante num furacão na Samoa Ocidental que durou 5 dias. Trinta e dois meses depois, pousaram de volta no Brasil. Foram: 120.000 km (3 vezes a circunferência da Terra); 700 horas de voo; 312 pousos; 132 $ para a taxa de pouso mais cara (São Tomé & Príncipe); 50 países; 32 meses; 4 continentes; 1,70 $, o quarto de hotel mais barato (Inhambane, Moçambique); 1 pneu furado; Zero pane de motor! A viagem rendeu um belo livro: A Volta por Cima, da Editora Record. Uma grande aula de geografia cheia de aventuras, uma inspiração para quem quer conhecer o mundo ou aprender a pilotar um avião!

TRAVESSIA DO ATLÂNTICO
22 de junho de 1989:
Eu ansiava pela terra firme de Fernando de Noronha, a ilha que deixamos para trás. Como desejava ainda estar lá! A vida parecera tão eterna, tão indestrutível enquanto caminhávamos de volta ao aeródromo após o jantar no único hotel da ilha, numa antiga caserna do exército americano. A estrada desdobrara-se à nossa frente como uma fita cinzenta, banhada pela claridade de uma lua oval palpável. Num coro estridente que vinha dos pântanos, centenas de sapos nos dedicaram uma serenata. De braços dados, acariciados pela brisa do mar, respirávamos fundo o ar cálido impregnado da fragrância do capim silvestre. Vivemos aqueles momentos intensamente, como se estivéssemos fazendo a contagem regressiva para um vôo espacial. O cenário era eletricamente romântico. Mas a apreensão pelo que estávamos por fazer – levantar vôo num pequeno avião e atravessar 1.350 milhas náuticas (2.500 km) do Oceano Atlântico – esmagou qualquer inspiração para um beijo apaixonado que poderia parecer uma despedida. Não era hora para despedidas: estávamos para começar a viagem de nossas vidas, em terras distantes e exóticas. Se ao menos conseguíssemos chegar ao outro lado… 

ANTANANARIVO, MADAGASCAR
22 de junho de 1990:
A capital, Antananarivo, “Cidade dos Milhares”, conhecida como Tana, encontra-se à altitude de 4.200 pés. Do aeroporto, em Ivato, a estrada até a cidade nos levava através de um cenário de filme medieval onde verdureiros agachados espalham mercadorias no chão, na frente de suas casas de dois andares, construídas em adobe vermelho, e telhados muito inclinados. Tana é dominada pelo Palais de la Reine onde uma mistura de estilos arquitetônicos pode ser vista na rova (residência real) no alto de um morro. Dos penhascos íngremes, descortinam-se impressionantes vistas da cidade e dos inúmeros guarda-sóis brancos do famoso mercado de Zoma, logo abaixo. Acometida por um frenético sentimento antieuropeu, após as invasões francesa e britânica, a Rainha Ranavalona I perseguiu os cristãos convertidos, jogando-os desses mesmos penhascos. 

BOROBODUR, YOGYAKARTA, INDONÉSIA
03 de maio de 1991:
Ao amanhecer, poéticas penugens de fumaça rosada emergiram do Monte Merapi, o vulcão mais volátil de toda a Indonésia, que se ergue com seu cone perfeito ao lado da estrada que leva ao grande stupa budista em Borobudur. Construído entre 775 e 850 d.C. pelos budistas da dinastia Sailendra, foi misteriosamente abandonado seis anos após sua construção. Pouco a pouco, foi sendo engolido pela selva: a sedimentação e a umidade corroeram-no durante mil anos, até sua redescoberta pelo mundo em 1814. A Unesco promoveu um árduo programa de reconstrução. Readquiriu sua antiga glória em 1983. Tivemos o privilégio de circulá-lo do alto. Ficamos fascinados com seu desenho geométrico de quadrados dentro de quadrados moldados em um pequeno outeiro e coroado com quatro fileiras circulares. Do chão, estes desenhos não podem ser vistos pelos visitantes que entram pelo portão leste e vão subindo as camadas do stupa. Intricados painéis de relevos em pedra mostram a vida de Buda em batalhas históricas e cenas familiares. As fileiras superiores vão ficando mais simples, representando a aproximação de Buda à Iluminação. Em cima, há três andares de stupas de treliças de pedra, como sinos petrificados. Antigamente, cada um continha uma estátua de Buda. Poucas permanecem, pois a maioria foi roubada por colecionadores de arte. 

ILHA DE PÁSCOA, CHILE
16 de janeiro de 1992:
 Aproximamo-nos de Rano Raraku (a cratera de onde as pedras dos moai foram esculpidos) pelo Camino de los Moais, ao longo do qual inúmeras estátuas haviam sido abandonadas, de cara para o chão. Era como se o trabalho de transportá-las até seu ahu tivesse terminado de repente, uma bela tarde. A maior delas deve pesar umas 80 toneladas. De que modo eles as levavam para o outro lado da ilha e conseguiam colocá-las em cima dos ahus? Camada sobre camada de estátuas inacabadas ainda permanecem presas ao vulcão extinto. As cabeças de uma outra dúzia surgem dos morros, enterradas até o peito no antigo cascalho, agora coberto de grama. Era emocionante ficar ali, contemplando essas enigmáticas estátuas, e tentar inventar nossa própria explicação para elas. Uma noite, fizemos um piquenique em Rano Raraku e jantamos ali, por entre os moai, sob uma lua brilhante e redonda. Era tudo de um romantismo de tirar o fôlego. Estávamos à vontade naquela ilha isolada. Envolvidos pelo mar prateado, no qual uma lua pintava uma débil vereda dourada, nós, bem ao lado daquelas estátuas misteriosas de uma civilização perdida, começamos a lamentar que nossa jornada estivesse chegando ao fim. 

Fonte: A Volta por Cima, Editora Record

Saiba mais: Mundo Moss - Expedição Volta ao Mundo

sábado, 29 de dezembro de 2012

Transporte Aéreo

Número de passageiros em voos nacionais cresce 7,22 % em novembro
A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 7,22% em novembro na comparação com o mesmo período de 2011, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em comunicado no dia 28 de dezembro de 2012. Entre as empresas com mais de 1% de participação de mercado, a Avianca teve o maior crescimento em um ano (84%). A empresa atingiu 6,4% do mercado.A TAM lidera com 43,14% de participação no mercado nacional. A Gol vem logo atrás, com 33,52%. Com a alta nos preços internacionais de combustível e do dólar, as empresas de aviação estão 'enchendo' mais os aviões na tentativa de diminuir os prejuízos. Prova disso é que a ocupação dos voos domésticos em novembro foi a maior dos últimos 12 anos, segundo a Anac. Em média, os voos nacionais tiveram 76,25% dos assentos ocupados. Em novembro de 2011, a ocupação era de 67%, em média. Com uma demanda 7,22% mais alta em um ano, a elevada taxa de ocupação se deve também a diminuição no número de voos (5,68%). Essa é a primeira redução nesse tipo de comparação para o mês de novembro em oito anos. A taxa de ocupação dos voos internacionais alcançou em novembro 72,42% , contra 74,97% no ano anterior. Segundo a Anac, o melhor aproveitamento em novembro foi alcançado pela TAM, com 73,92%. A Gol atingiu 60,88%. As duas são as únicas empresas a realizar voos internacionais no Brasil. A TAM aumentou a sua fatia no segmento em novembro em 2,06%, para 90,35%. A Gol teve sua participação reduzida em 3,60%, para 9,65%, segundo a Anac. 

Fonte: http://economia.uol.com.br

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aeroclube do Espírito Santo

O Aeroclube do Espírito Santo foi fundado em 07 de maio de 1939, com sede no centro de Vitória, durante a 2ª Guerra Mundial, por um pequeno grupo de jovens, entusiastas da aviação. E durante a Guerra, em 1942, o aeroclube formou a sua 1ª turma de pilotos, já instalado no maior hangar do aeroporto de Vitória, cedido pela empresa aérea Syndicato Condor.Em 1956, foi transferido para o bairro da Glória, em Vila Velha, sua 1ª sede própria, onde permaneceu até 1984 quando se instalou na Barra do Jucu, numa área de 245.000 m2. Sua pista de pouso é asfaltada, com 962 metros de cumprimento por 18 metros de largura. O Aeroclube do Espírito Santo é uma associação civil sem fins lucrativos, cujos objetivos institucionais são o ensino e a prática da aviação civil em todas as suas modalidades. Há 72 anos o Aeroclube do Espírito Santo atua na educação profissional de aeronautas para a aviação civil brasileira. Desde 1998, ministra o curso de comissário de voo e em 2009, recebeu a homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, o 1º do Estado do Espírito Santo. Ex-alunos são hoje comandantes, pilotos e comissários nas principais empresas aéreas nacionais e estrangeiras.

Aeroclube do Espírito Santo - ACES 
Rodovia do Sol, Km 14
Barra do Jucu
Vila Velha-ES
CEP 29.125-970
Atendimento das 8h às 17h De 2ª a sábado
Fones: (27) 3260 1405/9309 9364
e-mail: cursos@aeroclube-es.com.br

Cursos:
Piloto Privado de avião
Piloto Privado de Helicóptero
Piloto Comercial de Avião
Comissários de Voo


AEROCLUBE DO ESPÍRITO SANTO RECEBE O 1º SIMULADOR DE VOO DO ESTADO

O simulador de voo AATD é um equipamento utilizado para instrução de pilotos nos cursos de Piloto Comercial de Avião /IFR, Instrutor de Voo e IFR (voo por instrumentos sem referências visuais com o solo ou horizonte). Reproduz com extremo realismo uma aeronave e as condições de vôo (meteorologia, aeroportos, panes diversas, colisão com pássaros, etc…). O simulador AATD reproduz os instrumentos de cabine vários aviões: SENECA V, KING AIR C-90, CESSNA 172 e ARROW usados na aviação geral e aviação executiva, permitindo ao aluno familiarizar-se ao máximo com o inter-relacionamento de todos os instrumentos, antes de começar a prática de voo. Seu uso em instrução requer uma homologação da Agência Nacional de Aviação civil – ANAC, e possibilita o registro de até 25 horas de voo na Caderneta Individual de Voo dos alunos. O Curso de voo por Instrumentos nos Simuladores de Voo é um recurso extremamente efetivo, econômico e seguro de combater enganos – tanto os pequenos e comuns como os mais complexos, que dependem de extensivo treinamento. O objetivo é capacitar o piloto (quer tenha ou não feito o curso teórico em sala de aula), a voar por instrumentos, ou seja, a controlar a aeronave sem referências externas, exclusivamente através dos instrumentos de voo, como também a rádio navegar e a interpretar as variadas cartas pertinentes e bem utilizar os padrões radiotelefônicos para comunicações eficazes e corretas com os órgãos de controle de tráfego aéreo. O piloto é treinado a acompanhar mentalmente seu próprio voo, dando a devida atenção e importância ao que aprende elementarmente, na aplicação dos dois conceitos básicos utilizados para a orientação de qualquer aeronave voando de um ponto a outro, quais sejam: proa magnética e tempo de voo. Um piloto que esteja atento a estes dois conceitos consegue reduzir sobremaneira a possibilidade de não perceber se as marcações não forem confiáveis. As vantagens do treinamento num Simulador de Voo são inúmeras: 

Fator Psicológico: 
Como é evidente, o aluno e o instrutor não precisam se preocupar com a segurança no nível que teriam que ter num voo real. Isso dá mais tranquilidade para que o aluno se concentre em trabalhar suas dúvidas e pontos fracos numa situação livre de risco, dominando os conceitos e técnicas que irá aplicar depois a voos reais. 

Economia:
A instrução no simulador e um recurso de grande utilidade para a instrução prática, contribuindo de maneira significativa para reduzir os custos do treinamento, uma vez que possibilita a repetição das manobras tantas vezes quantas forem necessárias, sem colocar em risco a vida humana ou os aviões. As aulas no simulador podem ser desenvolvidas simultaneamente com a prática de voo, quando o aluno terá como referência as manobras realizadas no avião. 

Visite: www.aeroclube-es.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Aeroportos

270 aeroportos receberão melhorias a partir de 2013
O pacote de investimentos no setor aéreo, em todo o país, somará R$ 7,3 bilhões a serem investidos nos 270 aeroportos selecionados. Santa Catarina, por exemplo, receberá R$ 363,8 milhões para reformas em 13 aeroportos Também estão previstos incentivos para operação em voos regionais. Segundo a Secretaria da Aviação Civil (SAC), o próximo passo será a definição de um cronograma dos investimentos. A proposta é promover a melhoria, o reaparelhamento, a reforma e a expansão da infraestrutura aeroportuária, tanto em instalações físicas quanto em equipamentos. Os investimentos incluirão reforma e construção de pistas, melhorias em terminais de passageiros, ampliação de pátios, revitalização de sinalizações e de pavimentos, entre outros. Os recursos virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Em setembro de 2013, haverá leilão para passagem à iniciativa privada a administração dos aeroportos do Galeão e de Confins.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tecnologia

IAE realiza ensaios do Projeto DPA-VANT
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), realizou ensaios do Projeto DPA-VANT, com corrida no solo de protótipos do VANT Acauã. O objetivo principal dos ensaios foi a aquisição de dados para identificação de parâmetros para o controle automático da aeronave no solo. Também foram verificadas a nova configuração das plataformas de voo (sistema elétrico e barramento de dados CAN-Aerospace) e a instalação de novos equipamentos, como DGPS (GPS Diferencial) e laser altímetro. O Projeto DPA-VANT tem como objetivo o desenvolvimento de um demonstrador de tecnologia de um Sistema de Decolagem e Pouso Automáticos (DPA) para Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT). O projeto é coordenado pelo IAE e conta com a participação do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM). É apoiado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), com recursos financeiros da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O Projeto DPA-VANT utiliza o Sistema de Navegação e Controle desenvolvido no Projeto VANT, que inclui as funções de piloto automático, navegação autônoma e retorno à base em caso de perda de link de comunicações. O Projeto VANT foi concluído com sucesso, em junho de 2010, após a realização de 59 voos de ensaio na área da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga/SP. Como plataforma de ensaio é utilizado o VANT Acauã, construído pelo DCTA, com 5 m de envergadura e 150 kg de peso máximo. Nos ensaios foram realizadas nove corridas com sucesso, com velocidades estabilizadas entre 10 e 60 km/h. Os principais itens analisados foram a atuação da bequilha, a eficiência do sistema de freios e a aceleração lateral da aeronave. Cerca de 30 pessoas participaram dos ensaios, incluindo integrantes do IAE, CTEx, DTCEA-SJ e INFRAERO. Segundo o Engenheiro. Flavio Araripe d'Oliveira, Coordenador do Projeto DPA-VANT, os dados obtidos nos ensaios possibilitarão que em 2013 sejam realizados ensaios em voo com decolagem e pouso comandados pelo piloto automático do VANT Acauã. As tecnologias pesquisadas nesse projeto poderão ser incorporadas em futuros VANT operacionais a serem supridos pela indústria nacional, como o VANT Falcão, em desenvolvimento pela AVIBRAS. 

Fonte: IAE

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal 2012

Hoje, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - quer brindar a solidariedade, brindar a vida! 
Com este pensamento, reproduzimos um vídeo com brasileiros que sabem profundamente o que isto significa.
Feliz Natal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Recreio

Em Santos-Dumont, de próprio punho, dois vídeos registram que a trajetória do grande inventor brasileiro é constantemente recordada em revistas e histórias em quadrinhos, editadas no país e no exterior.




Fonte: Santos-Dumont, de próprio punho

domingo, 23 de dezembro de 2012

Especial de Domingo

Nas vésperas do Natal, reproduzimos um texto selecionado pelo INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, disponibilizado na seção Um Voo pela História. A mensagem de desprendimento e de solidariedade aos aviadores, encontrada nas palavras de Mário Barbedo, é universal e deve ser absorvida por nossos Ninjas e compartilhada com os amigos leitores de nosso blog.
Boa leitura.
Boa reflexão.
Bom domingo!

Um Mártir Altruísta
Mário Barbedo 

Em junho de 1917, em plena I Guerra Mundial, o 2° Tenente Mário Barbedo entre outros oficiais, foi designado para realizar um curso de aperfeiçoamento na escola de aviação militar francesa. Dois anos mais tarde foi escolhido para permanecer como instrutor no Campo dos Afonsos, onde voava constantemente nas aeronaves trazidas pela Missão Militar Francesa.
Infelizmente, em um dos voos de treinamento, no dia 12 de maio de 1919, o Ten Barbedo sofreu gravíssimo acidente que o deixou paralítico durante nove anos, até o seu falecimento em 1928. Tal fato foi bastante noticiado à época. O Deputado Octávio Rocha apresentou, no Congresso, um projeto para promovê-lo ao posto de Capitão, independentemente de vaga. Barbedo respondeu ao Deputado, com uma carta aberta, de alto valor moral e desprendimento, cujo conteúdo, parcialmente, transcrevemos abaixo: 

Acabo de ler, nos diários da manhã, o generoso projeto de sua autoria, propondo minha promoção ao posto de Capitão... Não tenho expressões para agradecer-lhe tão grande bondade, mas sou levado, por questões de princípio, a pedir ao meu ilustre camarada a retirada do seu projeto. A promoção a um posto imediato, por lei do Congresso Nacional... deve ser justo prêmio a quem se tenha notabilizado por algum feito de heroísmo, ou de alto interesse para o Brasil. O meu caso não é esse. O que fiz? Escolhi a aviação como carreira...fui comissionado para, com a Missão Francesa, formar um núcleo de instrutores da Escola do Campo dos Afonsos. Treinando diariamente, para estar em forma e poder, com segurança, instruir a primeira turma de candidatos pilotos, sofri um terrível desastre em 12 de maio do corrente ano. Desde então, paralítico, preso ao leito do Hospital Central do Exército, luto entre a vida e a morte. E, no meio de minhas cogitações sobre o futuro da Aviação no Brasil, sobre a necessidade de cuidarmos de incrementá-la, custem os sacrifícios que custarem, eu me lembro não existir ainda, entre nós, legislação protetora dos aviadores, como há em todos os países do mundo. Peço, por isso, ao meu generoso camarada, que transforme a sua ideia em projeto de caráter geral que venha servir-me e amparar os meus colegas do Exército e da Marinha que se dedicam aos perigos diários da aviação. O projeto, em meu fraco entender, deve não só prever os casos dos inválidos, melhorando as condições de reforma, como os acidentes mortais... Queira aceitar, meu ilustre camarada, os mais profundos agradecimentos de quem jaz, há 5 meses e 6 dias, no hospital e que deplora, acima de tudo , não ter podido dar à aviação todo o seu esforço e toda a sua dedicação, permitindo que se subescreva. Seu camarada, ... MÁRIO BARBEDO 

O martírio de um jovem oficial que, além do sofrimento físico, tinha sua carreira irremediavelmente cortada, o desprendimento e o altruísmo do valoroso militar que, acima dos seus interesses pessoais, via os das famílias dos aviadores, ainda não amparada por leis adequadas, o idealismo exaltado do aviador que, incapacitado no seu leito de dor, clamava pela necessidade de desenvolver a Aviação no Brasil, a despeito de todos sacrifícios, fazem do Tenente Mário Barbedo uma figura heroica, digna de ser, sempre, relembrada e imitada. O seu sofrimento e o seu valor moral muito influíram para que o Governo providenciasse a legislação atual que ampara as famílias dos aviadores militares acidentados ou mortos no cumprimento do dever. 

Extrato de um dos capítulos do livro “ História da Força Aérea Brasileira” do Tenente-Brigadeiro Nelson Freire Lavanère-Wanderley

Fonte: INCAER

sábado, 22 de dezembro de 2012

Tráfego Aéreo

ICEA já treina controladores para a Copa do Mundo
Se os treinos da seleção para a Copa do Mundo ainda não começaram, o mesmo não se pode dizer da preparação dos controladores de tráfego aéreo brasileiros para a maior festa do futebol mundial. De novembro de 2012 até junho de 2014, cerca de 900 profissionais do SISCEAB – Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – que atuarão diretamente nas regiões abrangidas pelas 12 cidades-sede e outras regiões estratégicas – participarão de um intenso programa de capacitação voltado especialmente às particularidades do tráfego estimado para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. A iniciativa atende pelo nome de PROSIMA: Programa de Simulação de Movimentos Aéreos. O PROSIMA era até então realizado anualmente para a atualização técnica de controladores e a execução de simulações em tempo real de novas estruturas do espaço aéreo em geral. Nos próximos dois anos, entretanto, será dedicado especialmente a cenários estimados para a circulação aérea na ocasião dos jogos. Até o apito do juiz rolar a bola na abertura da Copa, em junho de 2014, controladores dos 5 Centros de Controle de Área brasileiros – alocados nos CINDACTAs (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) – de 12 Controles de Aproximação e 20 Torres de Controle de Aeródromos do País passarão pelo Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos, SP, unidade de ensino e pesquisa do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Lá, eles serão submetidos ao treinamento que, dentre outras características, leva em conta experiências de “cases” de grandes eventos internacionais recentes, tais como a Rio + 20, a Copa do Mundo de 2010 e as Olimpíadas de Londres. O treinamento envolve a simulação de tráfegos da circulação aérea civil e militar em áreas demarcadas para rotas aéreas, aproximações, tráfego de aeródromo e manobras. Para a chefe da Subdiretoria de Ensino do ICEA, Tenente-Coronel Rosa Miranda, o destaque da realização desta edição especial do PROSIMA reside na oportunidade em treinar a coordenação e integração entre diferentes órgãos operacionais – inclusive os da Circulação Aérea Geral (CAG) com os da Circulação Operacional Militar (COM) – no panorama estimado para a configuração dos fluxos de tráfego na ocasião dos jogos. “A importância do PROSIMA nesta edição de eventos específicos é fundamental já que ela visa à coordenação entre os grandes órgãos. Poderemos treinar a coordenação entre circulação aérea e defesa aérea em Área Terminal; vamos poder envolver as Torres de Controle e treinar os procedimentos de decolagem e recolhimento das aeronaves de alerta (…) o grande ganho é treinar a coordenação e integração entre os órgãos operacionais, nos cenários estimados para o período do evento”, afirmou a oficial. Os controladores atuarão em contextos especialmente projetados, lidando, dentre outras tarefas inerentes à atividade, com substituições de posições operacionais, prestação de informações de tráfego aéreo, separações das aeronaves, coordenações de ação, registros de autorização e utilização de fraseologia específica. Do mesmo modo, os cenários simulados demandarão o uso não somente de técnicas de vigilância aérea convencional, como também de controle de tráfego de aeródromo, nas situações de excesso de demanda, contingência e de ocorrências de incidentes de tráfego aéreo. Ou seja, o intuito é capacitá-los a toda sorte de situação – adaptadas, naturalmente, às demandas típicas de controle de tráfego e às ações de defesa aérea em eventos do gênero. Para o treinamento, os controladores empregam o Simulador Radar SRBC e o Simulador de Torre 3D, que compõem os laboratórios de simulação do ICEA. 

Texto de Daniel Marinho e foto de Luiz Eduardo Perez, da Assessoria de Comunicação Social do DECEA 

Fonte: DECEA

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Aeroportos

Governo Federal anuncia plano para a aviação
Os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, serão administrados pela iniciativa privada. A concessão foi anunciada ontem, 20/12/12, pelo governo federal. O leilão está previsto para setembro do ano que vem. Com a privatização, Galeão e Confins devem ganhar novos terminais. A estimativa do governo é de um investimento de R$ 11,4 bilhões nos dois aeroportos. Só poderão entrar na disputa pelas concessões empresas que já administram aeroportos com movimento de pelo menos 35 milhões de passageiros por ano. Os controladores dos três aeroportos já privatizados (Guarulhos, Campinas e Brasília) não poderão concorrer no leilão. O governo também anunciou que vai investir R$ 7,3 bilhões na reforma e construção de 270 aeroportos no interior do país, a maioria deles na região Norte. Em outras regiões, cidades turísticas como Gramado, no Rio Grande do Sul, e Ouro Preto, em Minas Gerais, devem ganhar aeroportos dentro de cinco anos, segundo previsão da Secretaria de Aviação Civil. Para estimular a utilização desses aeroportos regionais, as companhias aéreas ficarão livres do pagamento de taxas aeroportuárias. Os aeroportos serão ressarcidos com recursos públicos do Fundo Nacional de Aviação Civil. O fundo, segundo a Presidência da República, também vai bancar parte dos preços das passagens em determinadas rotas regionais. 

Fonte: G1

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Videoteca Ninja

CREPÚSCULO DAS ÁGUIAS
Bruno Stachel (Peppard), um camponês promovido à elite da força aérea alemã, se vê batalhando contra o inimigo nos céus, mas também contra o preconceito de seus colegas da aviação nascidos em outra classe social. Para superar seu estigma, Stachel prova que não medirá esforços - honrados ou desonrados - para ganhar a medalha mais cobiçada na aviação do seu país - a 'Blue Max'. Mas ele logo descobre o preço que precisa pagar para ser chamado de herói. 

Ano de produção: 1966
País de Produção: Estados Unidos
Título Original: The Blue Max
Título Brasil: Crepúsculo das Águias
Gênero: GUERRA
Duração: 156 minutos
Faixa Etária: 14 anos
Formato: DVD
Diretor: JOHN GUILLERMIN
Elenco: JAMES MASON, URSULA ANDRESS,GEORGE PEPPARD

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

EDA 2013

Tudo novo na Esquadrilha de 60 anos: 
Comandante, avião e pintura
O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) apresentou, no dia 18 de dezembro de 2012, a primeira aeronave pintada com as cores da Bandeira Nacional. O novo padrão de pintura foi aplicado no caça A-29 Super Tucano que é o novo equipamento da Esquadrilha da Fumaça nas apresentações a partir de 2013. A entrega do primeiro avião foi realizada na cerimônia de passagem de comando do EDA. O atual comandante Tenente-Coronel-Aviador Wagner de Almeida Esteves passou o cargo para o Tenente-Coronel-Aviador Marcelo Gobett Cardoso. A solenidade militar, realizada na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, e contou com a presença de oficiais-generais do Alto Comando da Aeronáutica. 

Design 
Em 2001, o Tucano abandonou a pintura avermelhada com faixas brancas e linhas divisórias negras para dar lugar aos tradicionais verde, azul e amarelo, cores ícones do Brasil. Agora, no A-29, o design gráfico permite uma visualização melhor. A bandeira do Brasil foi pintada no leme do A-29 como se estivesse esvoaçando. Outra novidade é que a numeração, que identifica o piloto na esquadrilha, agora fica na lateral da fuselagem e não mais na cauda. 

Evolução
Desde que surgiu há 60 anos, esta é a quinta aeronave a ser voada pela Fumaça e o primeiro caça. A Esquadrilha já pilotou o T-6, T-24, T-25 e o último, T-27. Projetado pela Embraer, o A-29 voa pela FAB desde 2005 em missões de ataque e interceptação de aeronaves de baixo desempenho nas regiões de fronteira, como Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul e, também, no Rio Grande do Norte. 

Mudanças à vista
A transição do T-27, utilizado há 29 anos pela Fumaça em mais de duas mil apresentações, para o A-29 Super Tucano iniciará a partir de 2013. A transição é mais que significativa. O caça, mais rápido e com mais que o dobro de potência, permite novas manobras durante as apresentações. Segundo o novo comandante, Ten. Cel. Gobbet, as acrobacias no A-29 e a adaptação ao modelo de apresentação levarão algum tempo. A Fumaça recebeu três novos pilotos do A-29 em julho desse ano. Eles serão instrutores da nova aeronave aos fumaceiros. Ao mesmo tempo, aprendem as acrobacias da Esquadrilha. “De acordo com a avaliação que foi feita pelo EDA na Base Aérea de Natal, em janeiro desse ano, a transição será segura e harmoniosa, para que tenhamos um display de demonstração semelhante ao que hoje é praticado”, finaliza o novo comandante. Já foram recebidas quatro aeronaves. As demais, previstas para o começo do ano que vem, serão entregues em lotes de duas ou três, com conclusão prevista até o final do primeiro semestre. 

Passagem de Comando 
O Tenente-Coronel Esteves, comandante do EDA há dois anos, é piloto de reconhecimento e participou de mais de 300 demonstrações com a Fumaça. Além da vivência intensa e de grandes eventos que presenciou, como os 60 anos da Esquadrilha, ele se diz muito feliz por ter trabalhado com uma equipe extremamente motivada, na qual o trabalho em equipe fala mais alto. “Pudemos elevar ainda mais o nome da Fumaça. A sensação é de dever cumprido”, finalizou. O Tenente-Coronel Gobett volta à Esquadrilha, da qual se despediu em 2003, desta vez como comandante. “É um privilégio. O sentimento é de grande satisfação por voltar a fazer o que sempre gostei e sempre há aquela vontade de retomar e fazer as demonstrações, os voos de acrobacia, os voos de dorso”, diz. 

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Esquadrilha da Fumaça

EDA apresenta novo padrão de pintura no Super Tucano
O novo avião da Esquadrilha da Fumaça, o A-29 Super Tucano, é apresentado neste dia 18 de dezembro de 2012, com as novas cores. A primeira exibição pública, na Academia da Força Aérea (AFA), marca a cerimônia militar de Passagem de Comando do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA). O Tenente-Coronel-Aviador Marcelo Gobett Cardoso assume o cargo no lugar do Tenente-Coronel-Aviador Wagner de Almeida Esteves. A pintura do novo A-29 é baseada nas cores da Bandeira Nacional. O avião substituirá a aeronave T-27 Tucano, utilizada nas manobras há 29 anos. A nova aeronave garantirá mais potência na realização das acrobacias. 

Fonte: EDA/Agência Força Aérea 

Saiba mais: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 03/10/12 e 03/11/12