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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 8 de junho de 2013

Tecnologia

Pilotos da FAB empregam capacetes com sensores de imagens
Os pilotos da FAB – Força Aérea Brasileira contam com tecnologia de ponta na aviação de caça para garantir, inclusive, a segurança durante a Copa das Confederações. Os caças F-5M da FAB que farão a vigilância do espaço aéreo durante a realização do evento são equipados com o sistema HMD - sigla em inglês para Helmet Mounted Display, popularmente conhecido como capacete com mira. Integrando informações do painel e de sensores de armamentos diretamente na visão do piloto, o capacete permite que os militares tomem decisões mais rapidamente em situação de conflito. O HMD é dotado de uma unidade eletro-óptica que projeta dados e imagens diretamente na viseira do capacete. Assim, a mira acompanha a visão do piloto para onde quer que ele vire a cabeça. Na prática, o equipamento permite que o piloto se concentre no que se passa do lado de fora da aeronave e reduz a sua dependência em relação aos instrumentos do painel, como os parâmetros do armamento, da velocidade e da altura. Antes do uso do HMD, era necessário apontar o nariz da aeronave em direção ao alvo e evitar que o inimigo fizesse o mesmo. Agora, não é mais necessário alterar a trajetória do avião, bastando movimentar a cabeça e acompanhar a rota do inimigo. Ao "travar" a mira em um alvo, o piloto recebe sinais visuais e de áudio e pode acionar o botão de lançamento de mísseis. Para que essa tecnologia funcione eficientemente é preciso, antes, personalizar o equipamento - cada piloto deve ter um capacete feito sob medida. A personalização exige uma etapa artesanal demorada que inclui medidas, moldagem, revestimento, calibração e vários testes. Toda a montagem é feita na Base Aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ICEA

A contribuição do ICEA na Copa das Confederações
O Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), localizado em São José dos Campos, SP, no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespecial (DCTA) está treinando 880 controladores de tráfego aéreo para atuação em, eventos especiais, como as copas das Confederações e do Mundo, além da Jornada Mundial da Juventude Católica. Os profissionais, divididos entre militares e funcionários da Infraero, trabalham nas 12 capitais que serão sedes de eventos esportivos e do encontro religioso que terá a presença do Papa Francisco. Estima-se que a demanda de voos no Brasil deve ser 30% maior do que o normal, na época dos eventos. O treinamento teve início em outubro de 2012. Os controladores, quer já são experientes, passam por aperfeiçoamento e treinam situações críticas. "É muito importante o trabalho que nós desenvolvemos no sentido de garantir que os controladores se mantenham operacionais, se mantenham atualizados e operem com segurança visando a fluidez e a regularidade do tráfego aéreo no Brasil", explicou o coronel Leandro de Andrade, diretor do ICEA, em entrevista à TV Vanguarda. "Aqui, nós temos a oportunidade de também treinar situações críticas com os controladores sem interferir na segurança do tráfego aéreo de uma maneira geral e mais barato, porque os exercícios são simulados e com um grau de realidade muito próximo àquilo que acontece na verdade", reiterou o diretor.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Transporte Aéreo

Jovem cria empresa para quem gosta de aviões antigos
Sean Burris não tem medo de altura - aliás, ele busca voar cada vez mais alto, de preferência a bordo de aeronaves dos anos 1950 e 1960. Foi a partir da paixão por aviões antigos que o estudante norte-americano de 18 anos criou sua própria empresa, a Classic Jet Tours, que vende voos em aviões retrô para pessoas que, como ele, são apaixonadas pela aviação. Burris deixa claro que não se trata apenas de um voo de turismo. "É um evento social", explicou ele à emissora americana ABC News. Quem compra uma passagem em sua empresa tem direito a visitar o avião ainda em terra, tirar fotos de suas engrenagens, encontrar os pilotos antes da decolagem e visitar a cabine para conhecer mais sobre os equipamentos - muito mais complexos que os atuais, pois os computadores de bordo não eram avançados como hoje. Até agora, a Classic Jet Tours realizou apenas duas viagens: a primeira, em 2011, com um BAC 1-11-400, um modelo da British Aircraft do final dos anos 1960 que só tem oito exemplares em funcionamento. A segunda viagem foi em maio deste ano, numa aeronave Douglas DC-8 fabricado em 1968. Sean ainda está concluindo o ensino médio, mas faz planos ambiciosos: cursar uma faculdade de administração e voar a bordo de um Lockheed L-1011. A dificuldade para por o plano em prática é que os únicos modelos em atividade estão no Paquistão. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tráfego Aéreo

Circulação aérea na Copa das Confederações
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou o planejamento para o controle do espaço aéreo e as ações de defesa durante a Copa das Confederações, que será realizada em junho, no Rio. As informações foram transmitidas durante coletiva no Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA). De acordo com os critérios de segurança, que também servirão para outros eventos como Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e Olimpíadas, a FAB operará com áreas de exclusão (reservada, restrita e proibida) em determinadas porções do espaço aéreo com tamanhos e níveis de acessos diferentes. As áreas de exclusão serão separadas por cor. A reservada será branca, a restrita será marcada pela cor amarela e a proibida, vermelha. O objetivo é denominar a área no entorno do estádio do Maracanã com este planejamento minucioso. Durante o evento, a FAB também contará com aeronaves que monitorarão a cidade: caças F5, Super Tucanos, helicópteros, aviões-radar E 99 e aviões de reabastecimento.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Carreiras na Aviação

FAB tem 96 vagas para sargento controlador de tráfego aéreo
A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou o edital para o concurso ao Curso de Formação de Sargentos - Modalidade Especial - Controle de Tráfego Aéreo. São 96 vagas e as inscrições serão realizadas entre os dias 04 e 20 de junho de 2013, até às 15h (horário de Brasília/DF), somente pela internet. O jovem interessado precisa ter ensino médio completo. Os demais requisitos para habilitação à matrícula devem ser consultados no edital do concurso, disponível no endereço eletrônico da FAB. O concurso terá as seguintes etapas: exame de escolaridade (língua portuguesa, língua inglesa, física e conhecimentos de informática); inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação do condicionamento físico e análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no Curso. A prova escrita será realizada no dia 18 de agosto de 2013 nas cidades: Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). 

Saiba mais e inscreva-se: www.fab.mil.br

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Le Bourget

S. José dos Campos-SP de olho em Le Bourget 
Empresas do setor aeroespacial de São José dos Campos-SP se preparam para participar da Paris Air Show, a mais importante feira mundial de aviação, que acontece em junho, no aeroporto de Le Bourget, em Paris. Um grupo de 16 empresas do APL (Arranjo Produtivo Local) Aeronáutico vai expor seus produtos e serviços na feira, que completa neste ano a sua 50ª edição. O Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), gestor do APL Aeroespacial é quem irá liderar as empresas na exposição. A entidade participa pela quarta vez da feira. Este ano, o Cecompi vai ocupar espaço no estande da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa). “A Paris Air Show é a principal vitrine da aviação mundial e possui ambiente propício para a prospecção, anúncios e fechamento de negócios futuros”, disse Agliberto Chagas, secretário executivo do Cecompi. Ele avalia que é uma oportunidade para as pequenas empresas do setor se apresentar à indústria aeroespacial mundial. “É importante estar lá e poder iniciar conversações que podem resultar em parcerias e contratos futuros”, afirmou Agliberto. Das 16 empresas que o Cecompi vai capitanear no evento, que será aberto no dia 17 de junho, 8 estão estabelecidas em São José dos Campos e região. O Cecompi já programou encontros e reuniões com o cluster aeroespacial do Canadá, entre outras atividades. “Quando participamos pela primeira vez, apenas duas empresas do APL eram exportadoras. Hoje, 15 exportam”, disse o secretário do Cecompi. 

Contato
O empresário Francílio Graciano, da Troya Indústria de Máquinas e Engenharia, avalia que o salão de Le Bourget é um local importante para se atualizar com o mercado mundial. “É possível estabelecer muitos contatos com empresas aeronáuticas do mundo todo. Oportunidade para mostrar a capacidade da empresa”, disse o executivo. A Troya é especializada em estruturas aeronáuticas. “Nós somos especializados em produzir linha de montagem de avião”, disse Graciano. “Trabamos com a Embraer e com seus parceiros”, completou o executivo. Estabelecida no distrito industrial do Chácaras Reunidas, a empresa gera 35 empregos diretos e outros 200 indiretos, segundo Graciano. 

Anúncios
Durante a feira, as principais empresas aeronáuticas do mundo, como Boeing, Airbus e Embraer, entre outras, costumam anunciar contratos de vendas. Este ano, por exemplo, a expectativa é que a Embraer faça o lançamento oficial da sua nova geração de jatos para a aviação comercial. A companhia vai modernizar a sua família de E-Jets 170/190,prevista para entrar em operação em 2018.

Salão
Acontece entre 17 e 23 de junho a “Paris Air Show”, mais importante feira mundial de aviação

Participação
O evento reúne as companhias e indústrias do setor aeroespacial do mundo

Contato
A feira reúne ambiente propício para prospectar negócios futuros e estabelecer contatos com a indústria aeronáutica

São José dos Campos
Oito empresas de São José dos Campos e região vão estar presente no evento, capitaneadas pelo Cecompi

Exposição
As empresas vão dividir espaço no estande da Abimde

Reuniões
O Cecompi organiza rodadas de reuniões com cluster aeronáutico de outros países, como do Canadá 

Texto: Chico Pereira

Fonte: O Vale

domingo, 2 de junho de 2013

Especial de Domingo

2º Tenente Aviador João Milton Prates
“Seus feitos permanecerão vivos enquanto os homens viverem. Suas vitórias, no campo de batalha, estarão em nossos corações enquanto os homens honrarem o heroísmo e a coragem”
E. Aldridge Jr. Secr. da USAF 

Em 08 de maio de 1945 a rendição alemã foi assinada. A guerra na Europa estava finda. Na manhã deste dia, uma esquadrilha de aviões P-47 D Thunderbolt da FAB estava sobre os céus da Itália para uma missão, quando nos cockpits o rádio de comunicação anunciou: Não ataquem. Repito, não ataquem. A guerra terminou. O conflito que levara aqueles jovens pilotos em janeiro de 1944 ao treinamento nos USA e no Panamá, ceifaria a vida de muitos, mas finalmente expirava de seus horrores .Porém nos céus italianos, a recém formada FAB, criada pelo Decreto 6.123, de 18-12-43, sob o comando de Nero Moura que recrutara 32 voluntários e fizeram seus treinamentos na Escola Tática em Orlando-Flórida e na base área de Aguadulce - Panamá, foram enviados a Itália em 19-09-44 e integrada ao 350º Flight Group- USAF na base aérea de Tarquinia, deixara a sua epopéia e a sua história. O emblema “Senta a Pua!” pintado na carenagem dos aviões, idealizado pelo capitão Aviador Fortunato Câmara de Oliveira, a insígnia do cruzeiro do sul e a palavra “ jambock” que significa “chicote”, foram os distintivos do 1º Brazilian Fighter Squadron em suas operações de guerra. Dentre aqueles destemidos jovens que ousaram se apresentar para servir ao seu país estava um diamantinense: João Milton Prates. Nascido em Diamantina em 14 de julho de 1922 e tendo mudado para o Rio de Janeiro ainda criança, Prates apresentara para servir a FAB antes da convocação oficial e fizera seus treinamentos no EUA, em Baton Rouge - Lousiana, junto com Fernando Pereyron Mocellin, que descreveria com um emocionante relato as suas peripécias pelas bases aéreas na América e as aventuras amorosas, os aprendizados na aviação de caça, os acidentes e as primeiras baixas, o fascínio pelo “americam way of life” e toda a campanha italiana, narrando com simplicidade os momentos de alegria e tristeza daqueles jovens pilotos e em especial ao Prates, que registra em seu livro “A missão 60” – Biblioteca do Exercito – , na página 32, quando iam para Miami: Ao meu lado, olhando o mar enorme, o Prates cantava o folclore mineiro: “como pode o peixe vivo, viver fora da água fria”. Todo o caminho do jovem Tenente Aviador Prates e de seus companheiros está descrito neste livro e o autor relata com visível admiração e humor os momentos de camaradagem, boemia, displicência e simpatia deste diamantinense que foi um dos primeiros aprovados para voar em 1-12-43 no Waco Army Field , no Texas, com apenas quatro companheiros: Amaral, Clóvis, Rocha e Fernando. Os outros que foram eliminados se desesperaram: a guerra ainda era uma aventura. Em janeiro de 1944, eles se juntaram ao 1º Grupo de Caça - FAB no Suffolk Army Field, em Nova York. Em 7-10-44, Prates chegaria em Tarquínia com o contingente da FAB e integraria a esquadrilha C BLUE, simbolizada pelo lenço azul que compunha o traje dos pilotos. Revelando um destemor nas missões de combate, Prates completaria 55 raids na frente de batalha com considerável estrago ao aparato militar germânico, muitas vezes enfrentando a artilharia antiaérea e tendo seu Thunderbolt sido atingido por estilhaços de flak 20 mm e traçados de MG 42. “Bom piloto, audacioso no rigor do combate, foi de fato um piloto de caça, um piloto de guerra!”(Senta a Pua - Rui Moreira lima- Biblioteca do Exercito, pág. 300) Em 20 de abril de 1945, a fadiga e o esforço em combate provocaram uma grande debilitação na saúde de Prates e antes de uma missão sobre o Vale do Pó, sofre um grave acidente na pista de pouso em Pisa e é enviado onde estava Pereyron internado no 12th General Hospital sediado em Livorno: O acidente com Prates fora feio e ele se salvara por milagre. Disse que abandonara o avião segundos antes de explodir, afundado numa baixada além da pista. E já havia sido considerado morto, quando apareceu andando, cambaleante: o sangue lhe escorrendo da testa. Mas salvou-se. O mineiro era mesmo da terra onde o “impossível acontece”. João Milton Prates estava no Hospital. Sim, o Damage, como o Rocha o chamava. O peixe vivo da escola de San Antonio, o mineiro complicado e amigo. Também estava no Hospital. (págs. 252 e 253) “O P-47 não deu a potência necessária para sair do chão. Correu toda a pista e foi bater numa vala de drenagem a uns 20 metros adiante. Bateu, capotou no ar e explodiu ao tocar novamente o solo. O piloto era João Milton Prates” (Senta a Pua – idem – pág. 239.) Devido a gravidade de seus ferimentos e o tempo de recuperação, Prates foi afastado do vôo por motivos de saúde apesar de sua insistência em voltar ao combate nos estertores da guerra e deixaria seu nome e sua audácia nos horizontes de coragem e patriotismo que a FAB com seus indômitos pilotos sobrevoou nos céus italianos. O jovem piloto Prates foi honrosamente condecorado com a Cruz da Aviação fita A com duas palmas, Cruz de Sangue, Campanha da Itália, Air Medal com duas palmas, Distinguished Flying Cross e Presidential Unit Citation (EUA) pela bravura e destemor que desempenhou frente ao inimigo com seu Thunderbolt P47D, esquadrilha C BLUE nas 55 missões nos horizontes italianos. Prates casaria com Dona Aldina, seu eterno amor e galante companheira nos vôos eternos da felicidade. Em 1950 foi requisitado pelo Governo de Minas para voar com JK e tornou seu amigo, acompanhando a trajetória política deste ilustre conterrâneo e grande estadista, implantando nos céus do Brasil o horizonte de progresso e nacionalismo que o presidente implantaria no futuro do país. Prates faleceu placidamente em 05-10-73. Se temos um aeroporto, homenagear sua coragem e sua indômita saga seria o mínimo que poderíamos fazer em sua memória. 

William Spangler  - Diamantina MG, em 02 de junho de 2005 

Artigo publicado no jornal “Voz de Diamantina”, pág. 11, edição 200, em 11-06-2005 

sábado, 1 de junho de 2013

Aeronaves

Rússia oferece o Sukhoi 35 ao Brasil
A Rosoboronexport (empresa estatal russa de exportação de armamento) ofereceu ao Brasil, fora do âmbito de concorrência internacional, caças Su-35 e sistemas de defesa antiaérea Pantsyr. A informação foi dada em maio à agência de notícias RIA Novosti, citando Serguei Ladygin, chefe da delegação da Rosoboronexport à exposição de armas em Lima, no Peru. “Apesar do fato de a Rússia ter se retirado da licitação, fizemos paralelamente uma oferta à parte brasileira, de participarmos, fora do contexto da concorrência, com os sistemas Pantsyr e os jatos Su-35. Nossa oferta está sendo examinada”, explicou Ladygin. Serguei Ladygin observou que a Rússia está disposta a transferir toda a tecnologia de produção do caça. “Estamos prontos para transferir 100% de tecnologia do jato Su-35, com os elementos de tecnologia de aeronaves de quinta geração.” Em 2009, a Rússia saiu com seu avião Su-35 da lista da concorrência brasileira, em que permaneceram apenas a Suécia, com o Gripen, os Estados Unidos, com o F-16, e a França, com o Rafale. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

VANT

Echar faz decolagem e pouso automáticos
Há expectativa positiva em torno da inovação tecnológica do VANT – Veículo Aéreo Não Tripulado – denominado de Echar. É o primeiro no Brasil com decolagem e aterrissagem automáticas. Esse novo vant tem mercado para ser fabricado e comercializado em larga escala e entre os potenciais clientes estão agricultores, que empregam aviões para sobrevoar lavouras várias vezes por semana à procura de pragas, além de empresas de monitoramento, de mapas e de topografia. O Echar é um equipamento de seis quilos que uma pessoa com cinco dias de treinamento consegue operar. O produto é da empresa XMobots, que já lançou o Nauru 500 em 2012, que é a base para o Echar.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Espaço

Estudantes de Ubatuba, SP levam projeto de satélite ao Japão
Estudantes da Escola Municipal Tancredo Almeida Neves, de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, seguiram, no dia 29 de maio de 2013, para o Japão, a fim de participar do Simpósio Internacional de Ciência e Tecnologia Espacial, patrocinado pela Agência Espacial Japonesa. Há dois anos, depois de ver um artigo em uma revista de ciências dizendo que era possível construir um satélite e mandá-lo para o espaço com cerca de R$ 14 mil, o professor de matemática Candido Osvaldo de Moura decidiu iniciar um projeto de construção de satélite com os alunos do 6º ano. Assim nasceu o projeto UbatubaSat, que transformou os estudantes brasileiros, de acordo com a empresa que vendeu o satélite, nas pessoas mais jovens do mundo a terem se envolvido em um projeto espacial. O objetivo era despertar nos estudantes o interesse pelas áreas de tecnologia e ciências, e ajudar a suprir a carência de profissionais nessas áreas no Brasil. 

NASA 
Além de já ter conquistado vários estudantes que agora decidiram seguir carreira em áreas de engenharia, o projeto já levou os alunos para conhecer os Estados Unidos, onde visitaram a Nasa (agência espacial americana), e agora, ao novo destino – o Japão. Eles escreveram um artigo sobre a influência do projeto em jovens de Ubatuba, e o material foi aceito pelo simpósio. Com a ajuda dos governos municipal e federal e as passagens compradas pela Unesco (agência da ONU para a educação), 12 estudantes e quatro professores representarão o Brasil no congresso espacial do Japão. Para o prefeito de Ubatuba, Mauricio Maromizato, o projeto ajuda a disseminar a cultura na tecnologia em um região muito marcada apenas por atividades turísticas e pesqueiras, onde ‘a juventude nunca teve outros horizontes’. Como parte de projeto, alunos e professores receberam treinamento no Instituto Espacial de Pesquisa Espacial (Inpe). De acordo com Antonio Ferreira de Brito, técnico eletrônico de desenvolvimento de hardware, ‘esta foi a primeira vez que o instituto forneceu treinamento para crianças desta idade’. O lançamento do satélite está atrasado, mas o professor Candido diz que a escola municipal não vai desistir e está à procura de verbas para fazer o lançamento através de um outro foguete espacial comercial. Quando o satélite entrar em órbita, ele enviará uma mensagem em português, inglês e espanhol, a qual será escolhida em uma competição na escola. Independente do lançamento, para Candido Moura o projeto ‘já é um sucesso’. Agora, a ideia é expandir a proposta, e novos pequenos cientistas já começam a serem treinados. 

Fonte: G1

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tecnologia

Avião solar bate recorde de distância
O Solar Impulse, primeiro avião tripulado que voa de dia e à noite movido exclusivamente a energia solar, bateu um novo recorde, ao completar a segunda etapa da sua travessia pelos Estados Unidos. Foram percorridos 1.541 quilômetros, a maior distância já cumprida por um avião solar. A aeronave pousou no aeroporto Dallas-Fort Worth, no Texas, no dia 23 de maio de 2013, à 1h08 do horário local (3h08, horário de Brasília), depois de um voo de 18 horas e 21 minutos que saiu de Phoenix, no Arizona. A primeira etapa da travessia pelos Estados Unidos foi realizada no início de maio, com o percurso de São Francisco até Phoenix. “Essa etapa foi particularmente difícil devido aos ventos fortes na hora da aterrissagem. O piloto precisa ficar acordado por mais de 20 horas, sem recorrer ao piloto automático em nenhum momento”, explicou o piloto Andre Borschberg, que tem a marca do voo mais longo com energia solar, de 26 horas. Depois de Dallas, o avião solar viajará para Saint Louis, no Missouri. No meio de junho de 2013, partirá para o aeroporto Dulles, próximo à capital Washington. O Solar Impulse chegará ao seu destino final em julho: o aeroporto Kennedy, em Nova York. O avião permanece vários dias em cada local de escala para permitir que a população o conheça e converse com os pilotos. A aeronave, de 1,6 tonelada de fibra de carbono, teria condições técnicas para fazer o voo sem escalas, mas as autoridades proibiram o feito porque o avião tem lugar para apenas um piloto, que só pode voar por até 24 horas. O recorde anterior também havia sido alcançado pelo Solar Impulse, há um ano, quando completou o percurso de 1.116 quilômetros entre a Suíça e a Espanha. O projeto, idealizado e comandado por dois pilotos suíços, tem como objetivo demonstrar o que pode ser conquistado sem combustíveis fósseis. A meta é que a aeronave possa realizar um voo ao redor do mundo em 2015. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Carreiras na Aviação

Concurso da EPCAR para jovens de 14 a 18 anos
Jovens que sonham em ser pilotos da Força Aérea Brasileira podem começar a carreira na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena (MG). A Aeronáutica abriu 180 vagas para o concurso da EPCAR. A instituição está entre as melhores escolas de ensino médio segundo o ENEM. As inscrições estão abertas e encerram no dia 29 de maio de 2013, às 15h (horário de Brasília). O valor da taxa de inscrição é de R$ 60,00. Para ser matriculado na escola o candidato não deve ter menos de 14 anos, nem completar 19 anos até 31 de dezembro de 2014. O concurso é composto de exame de escolaridade (prova de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, além da análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no curso. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Museus

FAB TV - FAB em Ação - MUSAL
O FAB em Ação vai levar você para conhecer o Museu Aeroespacial da Aeronáutica, o MUSAL. Veja aeronaves que contam boa parte da história da aviação brasileira e saiba como é o trabalho de restauração de modelos antigos.

domingo, 26 de maio de 2013

Especial de Domingo

Selecionamos mais um texto do blog Pery de Serra Negra e incluímos imagens capturadas na internet. 
A linguagem simples encanta e facilita a compreensão dos iniciantes em aviação.
Boa leitura.
Bom domingo!

AULA DE NAVEGAÇÃO AÉREA
Culver Cadet

Naquele ano de 1944 ainda fazíamos no aeroclube, uma aviação primitiva. Voávamos livre, sem qualquer controle ou apoio (aviões “treiner” não dispunham de rádio, não se fazia planos de voos); recebíamos simplesmente instruções de pilotagem, dadas de favor, por alguns oficiais da aeronáutica. Soltavam o aluno solo e daí pra frente era uma auto-aprendizagem. Navegar naquelas condições era um problema; recorríamos aos mais antigos dos nossos, e íamos descobrindo como enfrentar todas as situações inusitadas que apareciam pela frente.Mesmo assim,não se perdia a motivação de voar,e quando vencia os nossos limites,sentíamos uma força de realização sem precedentes. Foi assim que procurei Fabrício Pedroza, na época, o nosso presidente do clube, para receber a minha primeira aula de navegação aérea. 
Fui à sua residência ali na Deodoro, esquina com a Rua José Pinto, levando um mapa escolar do Rio Grande do Norte, um transferidor de 360 graus, próprio para navegação aérea, uma caderneta de notas e uma lapiseira. Abri o mapa sobre a mesa e Fabrício me perguntou se eu sabia algo sobre os pontos cardeais, meridianos e paralelos – “Sim”, respondi. “Então fica mais fácil. Infelizmente esses mapas escolares são muito precários, mas é o que existe e vamos ter que usá-lo.” Com ajuda de uma régua traçou uma linha reta entre o aeroporto de Parnamirim e o campo de pouso da Fazenda São Joaquim de propriedade da sua família, localizada no município de São Romão, hoje Fernando Pedroza. E assim começou a aula: “Essa reta significa rota que você irá fazer. Ela tem mais ou menos 200 km de distância. Comece a anotar os acidentes geográficos, estradas, vilas, fazendas que encontrar, não esquecer de marcar se é do lado esquerdo ou direito da rota. Os pontos principais (pico do Cabugi, por exemplo), medir a distância dele até Parnamirim. Verificar a altitude da área à ser sobrevoada a fim de determinar a altura que você deve voar. Ver o tempo de voo até o destino, consultar a velocidade do avião e checar a autonomia do avião, considerando a possibilidade de ir para um campo de pouso alternativo, se for o caso. Determinar no mapa os pontos cardeais, para com ajuda do transferidor determinar o grau da rota a ser seguida. Lembre-se que para nós, aviadores, lidamos com dois pontos norte, o geográfico e o magnético; a bússola segue sempre o magnético, daí necessidade de se conhecer a declinação magnética do Rio Grande do Norte (nesta região usávamos menos 20 graus), fazer as correções e determinar o grau correto a seguir.” Depois dessa explanação cheia de detalhes me adiantou: “Vou seguir amanhã cedo para São Joaquim, usarei o avião Culver, mais rápido do que o J-3 que você vai usar, decolo antes, e estarei lá lhe esperando”. 
Piper J-3

As 06,30 da manhã dei partida no Piper J-3, segui a risca todos aqueles detalhes e fui identificando cada ponto de referência anotada; o pico do Cabugi, o principal, quinze minutos após a decolagem ele se apresenta em cima da rota. Uma bela montanha com seus quase 600 metros de altura; na formação da crosta terrestre, resultado de uma erupção frustrada, não chegou a explodir, daí a sua forma e rocha calcinada, que ocorre na sua “chaminé”. Um pico de uma imponência digna de uma boa fotografia. Depois de uma hora e trinta minutos de voo estava pousando em São Joaquim. Naquele momento senti-me vitorioso; tudo havia dado certo. Fui recebido por Fabrício e D. Branca Pedroza, uma gentil senhora com gestos nobres, que me hospedou por uma noite. No dia seguinte cedo, reabasteci o Piper e decolei em seguida, seguindo a rota ao contrário. Depois do Cabugi fui perdendo altura e sobrevoei a Fazenda Lagoa Nova do meu avô Lamartine. Um pátio maravilhoso na frente da Casa Grande que sugeria um pouso. A princípio relutei, mas fiz uma tentativa e conclui que dava para descer. Com um afastamento longo consegui fazer um pouso, tipo três pontos, e estacionei o avião bem em frente da Casa Grande. Demorei ali para cumprimentar o meu avô, tomar um café e, em seguida, decolei levando o meu tio Oswaldo como passageiro. Era a liberdade que se tinha naquela época que só foi regulamentada no final dos anos 50. Bons tempos aqueles...

sábado, 25 de maio de 2013

Oshkosh 2013

A maior feira de aviação do mundo será de 28/7 a 05/08
Anualmente, grupos de brasileiros entusiastas da aviação seguem para Oshkosh, uma agradável cidade do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, para participarem da maior feira de aviação do mundo. Tecnologia, História e Voluntarismo são palavras que expressam a organização do evento. Em 2013, o evento será de 28 de julho a 05 de agosto. No Brasil algumas empresas de turismo promovem excursões para o evento, como a Candiota Operadora. Oshkosh tem uma das maiores exibições de aviões militares do mundo, apresentações especiais da NASA e da Força Aérea americana e incríveis shows aéreos. Alguns números do evento: Mais de 2.500 raridades, aviões experimentais, aeronaves antigas, ultraleves e aparelhos de última tecnologia, 750 expositores, dezenas de celebridades da aviação, cerca de 10 mil aeronaves estacionadas e visita de perto de um milhão de pessoas na semana.
 
Saiba mais: www.candiota.com.br

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tráfego Aéreo

CPDLC: a comunicação de pilotos e controladores por mensagem de texto
Pilotos de aeronaves especialmente equipadas já utilizam modernos sistemas de bordo que se conectam digitalmente a novos sistemas de controle de tráfego aéreo. Em vez de depender da às vezes difícil comunicação via rádio, pilotos e controladores empregam mensagens de texto para informação de posição e níveis de voo ao longo de certas rotas. O equipamento é denominado de CPDLC – Comunicação entre Controlador e Piloto por Enlace de Dados (Controler Pilot Data Link Communication). No espaço aéreo brasileiro, o recurso é utilizado por certas aeronaves voando sobre o Oceano Atlântico, nas rotas entre o Brasil e a Europa ou África. A troca de mensagens é entre as tripulações e os controladores do Centro de Controle de Área Atlântico. Além do CPDLC, as aeronaves – principalmente as que não estão equipadas com a tecnologia - se comunicam com o órgão de tráfego aéreo por intermédio de ondas de rádio em Alta Frequência (HF – High Frequency). Embora o imaginário leigo possa deduzir que sejam os comuns torpedos ou SMS dos telefones celulares, a comunicação com mensagens de texto entre pilotos e controladores se realiza em um cenário técnico próprio, que contempla, alta tecnologia e emprego de satélites. O piloto redige mensagens, em texto livre ou a partir de exemplos a serem completados, num computador e as envia para órgãos de controle, por intermédio de um canal de dados embarcado em plataformas satelitais. O sistema tem sido usado em voos internacionais há anos, especialmente sobre oceanos e áreas remotas. O Canadá o adotou, em 2013, também em voos domésticos, isto é, sobre o continente, e os controladores europeus o empregam em duas grandes regiões. 
O Brasil adotou o CPDLC desde 2010.As mensagens de texto já haviam sido o meio de comunicação entre órgãos de tráfego aéreo e tripulações nos tempos da telegrafia com Código Morse. Depois da fase de comunicações orais via radiotelefonia, o CPDLC traz de volta as mensagens escritas, que evitam riscos de interpretação errônea do sentido das frases, principalmente se ditas em idiomas diferentes do falado pelo controlador ou pelo piloto. Além disso, reduz o tempo de diálogos na frequência dos órgãos de tráfego aéreo e evitam falhas de comunicação.Fontes da Eurocontrol, agência que coordena o controle de tráfego aéreo na Europa, afirmam que quando 50% de todos os voos no continente estiverem equipados para se comunicar com mensagens de texto, os controladores poderão lidar com um número de voos 8% maior porque o trabalho deles será reduzido em 16%. Quando 75% dos aviões tiverem este equipamento, uma quantidade 11% maior de aviões poderá voar simultaneamente porque a carga de trabalho dos controladores diminuirá em 22%.As primeiras experiências com troca de dados via CPDLC entre controladores e pilotos nos EUA ocorreram em 2002. A American Airlines equipou vários aviões que realizaram testes com o centro de controle de tráfego da FAA em Miami. 

Texto: Célio Antunes Pereira. Especial para a redação do NINJA.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Transporte Aéreo

Só 2,4% das cidades brasileiras contam com voos comerciais
O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – divulgou o estudo “As Ligações Aéreas 2010”, que constata que apenas 2,4% das cidades brasileiras contam com linhas de voos regulares. O estudo analisou 877 pares de ligações, num total de 71,8 milhões de passageiros transportados e 434 mil toneladas de carga. São Paulo movimentou um total de 26,9 milhões de passageiros e 201,1 mil toneladas de carga. O Rio de Janeiro, em segundo lugar, movimentou 14,5 milhões de passageiros e 37,3 mil toneladas de carga. Entre 2005 e 2010 houve maior crescimento do número de passageiros no Rio de Janeiro (50,6%) do que em São Paulo (25,3%). Ainda assim, o Rio de Janeiro perdeu importância relativa na rede de transporte aéreo. A cidade se mantém em segundo lugar no transporte de passageiros (com 14,5 milhões de passageiros, em 2010), mas tem posição menos significativa no transporte de carga (37,3 mil toneladas, quinto lugar entre as 19 cidades com maiores movimentações). Praticamente 50% do tráfego de passageiros se concentrava em somente 24 pares de cidades. A ligação de São Paulo com as seis outras metrópoles mais populosas do país (Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba) era responsável por mais de 25% do total de passageiros transportados, observando-se a maior movimentação entre São Paulo e Rio: 5,7 milhões de passageiros. O estudo considera que o fato de uma cidade ser servida por um aeroporto com voo regular mostra sua centralidade. Assim, cada um dos 135 aeroportos existentes nos 5.565 municípios brasileiros (dados de 2010, da Anac) conta com uma considerável área de influência, atraindo os usuários dispersos em seu entorno, aponta o IBGE. A pesquisa leva em conta os fluxos de passageiros e carga e a acessibilidade das cidades, verificando o custo e o tempo de viagem aérea entre elas. Brasília se destaca nas ligações por conta da posição central no território, o que facilita a conectividade com a rede, principalmente para a região Norte e parte do Nordeste, além de ser a capital federal. A quantidade de passageiros de Salvador está relacionada ao fato de ser um destino turístico conhecido e também por ser um ponto de redistribuição de passageiros e carga. Em Campinas, o aeroporto de Viracopos é caracterizado majoritariamente por movimentar carga de origem internacional. Em 2010, o aeroporto movimentou 256 milhões de quilos de carga internacional, um total de 97% do total da carga movimentada pelo aeroporto. Até 1985, o Rio de Janeiro era também o grande distribuidor da aviação nacional, polarizando boa parte das linhas. A mudança de papel do Rio de Janeiro no transporte se deve à descentralização da atividade produtiva industrial e à concentração das atividades de gestão e controle em São Paulo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Datas Especiais

Dia da Aviação de Patrulha
O Dia da Aviação de Patrulha lembra 22 de maio de 1942, quando um avião B-25 do Agrupamento de Aviões de Adaptação sediado em Fortaleza, empregado no treinamento de equipagens brasileiras, realizou uma busca na área, onde um navio havia sido torpedeado . O instrutor era americano e os alunos eram dois Capitães – Afonso Celso Parreiras Horta e Oswaldo Pamplona - que faziam a adaptação ao novo avião. Foi avistado o submarino italiano BARBARIGO e imediatamente atacado com uma salva de 10 bombas de 100 libras de emprego geral. O submarino mergulhou, sem avarias, e o B-25 retornou a Fortaleza. É de se notar que o Brasil, nessa data, só havia cortado relações diplomáticas com o Eixo, mas ainda mantinha sua neutralidade. A declaração formal de guerra só ocorreu em 21 de agosto de 1942, quando o Brasil integrou a Força Aliada na Segunda Guerra Mundial, contra o nazifascismo. 

Saiba mais: www.abrapat.org.br

terça-feira, 21 de maio de 2013

Segurança de Voo

Balões juninos e raios laser são riscos para a aviação
O risco está no céu, mas as suas origens vêm de terra firme. Mais precisamente das mãos de pessoas inconsequentes. Com a aproximação do período de festas juninas triplica a prática de soltura de balões, uma tradição em muitas regiões do país. Já as ocorrências com laser verde se tornaram uma grande dor de cabeça para os pilotos em qualquer época do ano. Este é o topo da matéria Riscos No Céu, de Flávio Nishimori e Raquel Sigaud, publicado na edição de 236 da Aerovisão – A revista da Força Aérea Brasileira. Supondo que um balão pequeno de 15 Kg colida com um avião que esteja voando na velocidade de 300 Km/h, o impacto será da ordem de 3 toneladas e meia. Mais grave ainda: se o balão tiver um peso de 50 Kg e a colisão ocorrer um avião a 400 ou 450 Km/h, o impacto sobre para 100 toneladas. Ou seja: um balão no céu pode acarretar um grave acidente aéreo. Outra brincadeira que se constitui risco para a aviação é apontar raio laser verde para a cabine de aeronaves. A maioria das ocorrências acontece na fase crítica do voo, nos pousos e decolagens, quando se exige uma grande concentração nos instrumentos da cabine. O laser pode causar distração e cegueira momentânea no piloto, comprometendo a condução segura da aeronave. Além de perigoso, apontar laser para aviões e helicópteros é crime, previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Acrobacia Aérea

O valor educativo da acrobacia aérea

O texto a seguir foi publicado originalmente em 1938, em uma revista da Armée de l’Air (Força Aérea Francesa). Seu autor foi o então capitão Fleurquin, líder da esquadrilha “Etampes”, constituída por 9 aviões Morane-Saulnier 225. Apesar do passar dos anos e da evolução dos aviões, essas palavras continuam mais atuais do que nunca. Os trechos foram extraídos de um dossier sobre acrobacia aérea, organizado por François Besse na revista Piloter, nº 24, França. 

“A acrobacia aérea não tem nada a ver com uma ‘excentricidade’ nem com ‘cambalhota’: ela é o próprio ato de voar. 

“Ao abordar todas as hipóteses de voo, explorando todas as condições, mesmo as mais adversas, a acrobacia dá àquele que a pratica um sentido do ar e das possibilidades do avião que outro piloto, por mais ‘voado’ que seja, jamais poderá adquirir. 

“O piloto acrobata penetra na intimidade de sua máquina. Ele faz isso progressivamente, sem a violentar, e ela se entrega inteiramente a ele, com suas qualidades e seus vícios. Esse conhecimento permite ao piloto manobrá-la com plena consciência, de solicitá-la com tato, de descobrir seus caprichos, e, finalmente, de obter dela todos os movimentos que ele desejar. É dessa composição harmoniosa do homem com sua máquina que nascerão as manobras mais perfeitas. 

“A acrobacia permite analisar todos os fenômenos, e possibilita dissociar o efeito de cada manobra. O piloto se torna capaz de tirar proveito do menor índice, de descobrir o valor do menor de seus gestos, de sentir a máquina nos seus meandros mais secretos. 

“O que distingue um piloto de acrobacia aérea, bem mais do que os seus conhecimentos, é o seu ‘savoir-faire’, seu modo de voar. Essa vantagem é de tal maneira notória que dispensa longas explicações. A discrição de seus gestos ao voar é o que mais surpreende. Ele não tem discrição de movimentos por uma questão de negligência, mas sim porque ele sabe os riscos e até mesmo a superficialidade de fazer movimentos precipitados ou excessivos nos comandos. 

“O avião não faz, no fundo, nada mais do que aquilo que o piloto quer fazer, e não é brutalizando que ele obterá os melhores resultados. Ele manobra sobre os parâmetros que lhe são convenientes, e demanda, por consequência, para cada manobra uma determinada altura e determinado tempo. Se você aperta muito a trajetória, poderá significar uma perda de controle que poderá precipitar num parafuso. Numerosos acidentes aconteceram pela única razão de que o piloto, contra toda evidência, quis obrigar o avião a fazer aquilo que ele não era capaz de fazer. 

“Manter o avião constantemente sob comando, solicitá-lo e agir conforme suas pressões, esse é o segredo da rapidez, por mais paradoxal que pareça; enfim, a acrobacia é essa coisa repleta de ensinamentos…”

Fonte: AEROMAGIA