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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Embraer

Entregue o jato executivo número 1.100 da Embraer
A Embraer entregou, dia 04 de maio de 2017, o seu 1.100° jato executivo. A aeronave comemorativa é um Phenom 300, o modelo executivo mais vendido da indústria, e foi recebido pela americana NetJets, a maior empresa de aviação executiva do mundo, que conta com um portfolio de serviços que inclui propriedade compartilhada, cartão de horas, gerenciamento de aeronaves e fretamento. Com 670 clientes voando as 1.100 aeronaves em mais de 70 países, a divisão de jatos executivos da Embraer acumula um índice de crescimento anual composto de 19% desde 2002, quando o primeiro modelo executivo foi entregue. Em 2016, a Embraer representou 18% da participação do mercado global com relação às entregas da indústria. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Aeronaves

AG600: o maior avião anfíbio é testado
O protótipo do maior avião anfíbio concluiu com êxito seu primeiro teste terrestre visando os preparativos para seu voo inaugural. Trata-se do Avic (Aviation Industry Corp of China) AG600, de fabricação chinesa. Durante os voos foram verificados os sistemas de freios e a capacidade de manter-se em linha reta. O AG600 tem comprimento de 37 metros e uma envergadura de 38,8 metros. Deverá ser capaz de recolher 12 toneladas de água em apenas 20 segundos. Com autonomia máxima de 5.000 km, o Avic AG600 será usado para trabalhos de salvamento marítimo, combate a incêndios florestais, monitoramento e proteção do ambiente marinho. A estimativa é de que o maior avião anfíbio realize o voo inaugural, partindo de um aeródromo terrestre, até o fim de maio de 2017. No segundo semestre, está prevista a primeira decolagem de superfície líquida.

domingo, 7 de maio de 2017

Especial de Domingo

Voltamos a publicar interessante texto de Helena Rebello sobre o extraordinário Roland Garros.
Boa leitura.
Bom domingo!

Histórias Incríveis: como Roland Garros virou lenda e consagração

Amigo de Santos Dumont, aviador francês, personagem da Primeira Guerra, jamais jogou tênis profissionalmente, mas emprestou nome a Grand Slam

Por Helena Rebello
Rio de Janeiro

A raquete e a bolinha de tênis nunca significaram mais do que um passatempo para o único homem a batizar um Grand Slam. Bem longe das quadras, Roland Garros fez fama internacional no comando de aeronaves em cenários até então inexplorados, muitos deles no Brasil. Décadas antes de Gustavo Kuerten sagrar-se tricampeão no torneio que leva o nome do aviador, foi o francês que encantou os brasileiros com exibições e feitos, como o primeiro voo entre São Paulo e Santos, ao lado do paulista Edu Chaves. De amigo de Santos Dumont a personagem de histórias cinematográficas da Primeira Guerra Mundial, entenda como Roland Garros virou sinônimo de consagração na terra batida.

Roland Garros (de bigode e terno escuro): um dos pioneiros no espaço aéreo brasileiro (Foto: AFP)

Nascido em Saint-Denis, Roland Garros conheceu o mineiro Santos Dumont no início do século 20 e ficou encantado pelas invenções do brasileiro. Praticante de esportes como ciclismo, rúgbi e tênis – nunca profissionalmente -, o jovem europeu, em 1909, resolveu se arriscar nos céus e comprou o Demoiselle, último invento de Dumont, para iniciar seu treinamento. O leque de amigos brasileiros de Garros aumentou rapidamente e, de aluno, o francês logo passou a professor. Em 1911, foi um dos convidados pela “Queen Aeroplane Company Limited”, de Nova York, para fazer uma demonstração no Rio de Janeiro. Atraído por premiações oferecidas por empresários, o francês participou de diversas demonstrações nos céus da então capital do país e fazendo pequenos trajetos até a Região Serrana do estado. Em um deles, levou para voar pela primeira vez o campista Ricardo Kirk, que se tornaria o pai da aviação militar brasileira.

Roland Garros (direita) aprendeu a voar em um avião de Santos Dumont (esquerda) (Foto: Divulgação)

No ano seguinte, ao lado de Edu Chaves, membro de uma tradicional família de cafeicultores paulistas, Garros colecionou feitos célebres. Em março de 1912, a dupla causou alvoroço ao voar entre São Paulo e Santos, cada um em seu próprio avião. Ainda no início da viagem o avião de Garros apresentou defeito e Chaves o ajudou. O retorno à capital paulista, no entanto, foi feito pelos dois na mesma aeronave.
- Na época não se imaginava que um dia existiria uma ligação aérea entre as duas cidades. Na verdade, não se pensava que o avião um dia tivesse papel integrador. O conceito de transporte aéreo surgiu apenas anos mais tarde, quando no início da década de 1920 se percebeu a vantagem do avião como transporte de correios - explicou Edmundo Ubiratan, jornalista especializado em aviação.

A edição de 9 de março do jornal “Correio da Manhã” descreveu parte do episódio, lembrando também o prêmio de 30 mil réis oferecido pelo governo do estado, a ser entregue ao primeiro que realizasse o feito.

- Desde 7 horas da manhã, em Santos, enorme multidão, calculada em mais de duas mil pessoas, a pé, em automóveis e de carro, espera na Praia de José Alenino. (...) O aviador Roland Garros chegou às 9 1/2 horas, tomou a direcção do mar, descreveu duas voltas e aproou para a praia, onde aterrou, sendo delirantemente aclamado pelo povo. Quando Garros aterrava, Eduardo Chaves voou, tomando a direcção da bahia, contornou Montserrat, descreveu várias curvas, voltou à praia, ao ponto de partida, depois de permanecer no ar por espaço de 44 minutos. No parque, Garros e Chaves abraçaram-se commovidos.

A crescente popularidade fez com que Garros prestasse serviços comerciais até para o Exército Brasileiro, fazendo o transporte de oficiais. As ofertas de diferentes patrocinadores fizeram com que o aviador também explorasse os céus argentinos, e o francês também acumulou viagens para Buenos Aires e cidades da região. A aventura na América do Sul aguçou ainda mais o espírito desbravador de Garros, que voltou ao Velho Continente para marcar de vez seu nome na história. No dia 23 de setembro de 1913, o já experiente piloto partiu de Fréjus, no Sul da França, rumo a Bizerte, na Tunísia. Ao completar o percurso, após 7h53m de voo, tornou-se o único até então a atravessar o Mar Mediterrâneo sem fazer escalas. Dizem as fontes históricas que, ao aterrissar, ele tinha apenas mais cinco litros de combustível no tanque.

Garros vira personagem da 1ª Guerra Mundial

Uma das passagens de Garros (dir.) pelo Brasil a convite de empresários (Foto: Reprodução)

O retorno ao Velho Continente e a eclosão da Primeira Guerra Mundial marcaram uma nova fase na carreira de Garros nos ares. O francês transformou-se em piloto de guerra e teve atuação importante no desenvolvimento dos caças. As cinco vitórias que obteve em batalhas lhe renderam o título de “Ás” da aviação. Neste período, o aviador colecionou histórias curiosas. Em uma delas, reproduzida na edição de 15 de novembro de 1914 do jornal “O Paiz”, o francês protagoniza uma cena digna de cinema. - O "Daily Chronicle" publica um telegramma do seu correspondente no theatro de guerra informando que nos arredores de Amiens as tropas alliadas, vendo aproximar-se um aeroplano typo Taube, fizeram fogo sobre o mesmo. Immediatamente o apparelho desceu, sendo rodeado pelos soldados, que encontraram dentro delle o celebre aviador Roland Garros, que se havia apoderado do referido apparelho depois de ter matado o piloto alemão que o dirigia.

Em outras oportunidades, porém, Garros não teve a mesma sorte. Em 1914 foi apanhado pela primeira vez como prisioneiro e teve que trabalhar em um campo de concentração em Zossen, na Alemanha. Esta prisão trouxe grande prejuízo para a Tríplice Entente, lado que a França defendia no confronto. Isto porque Garros havia desenvolvido uma tecnologia de ataque durante o voo, que foi aperfeiçoada por Anthony Fokker, engenheiro aeronáutico holandês a serviço dos alemães.

- Nas aeronaves primitivas da 1ª Guerra Mundial, o tiro contra outros aviões tinha que ser realizado para a retaguarda, pelo observador, o que dificultava muito a precisão. Garros desenvolveu um sistema no qual as metralhadoras do avião, posicionadas diante do piloto, podiam ser diaparadas através da hélice, sem destruí-la; para isso, colocou um revertimento de aço na hélice de seu avião que, quando atingida, as balas desviavam. Garros foi abatido pelos alemães e não teve tempo de destruir seu avião. Anthony Fokker examinou seu aparelho e o aperfeiçoou, criando a metralhadora sincronizada, cujos tiros eram interrompidos quando passava a hélice diante da trajetória. Tal sistema trouxe grande vantagem aos alemães e tornou-se o padrão até o final do conflito. Apesar de aperfeiçoado por Fokker, teve início com Garros - explicou historiador militar e professor da Universidade do Sul de Santa Catarina Carlos Roberto Carvalho Daróz.

Nas páginas dos periódicos brasileiros, Garros voltou a ganhar espaço em fevereiro de 1918 com a notícia de sua fuga para a Holanda. Em outubro do mesmo ano, apenas três semanas antes do fim do conflito global, o aviador foi capturado nos arredores de Koblenz e morto por uma esquadrilha alemã.

No destaque oval das fotos, Garros é fotografado como prisioneiro dos alemães na 1ª Guerra Mundial(Reprodução)

Homenagem póstuma dá nome do aviador a torneio

Os Mosqueteiros: época áurea do tênis francês (Foto: Divulgação/Site Oficial Roland Garros) 

Sem nunca ter jogado tênis profissionalmente, Roland Garros passou a dar nome ao maior complexo do esporte na França após um acordo firmado entre o clube Stade Français, do qual foi sócio, e a Federação nacional da modalidade (FFT). Na década de 1920, o país vivia um momento áureo no tênis. No feminino, Suzanne Lenglen colecionava títulos de simples e de duplas nos principais torneios mundiais. Entre os homens, o quarteto formado por René Lacoste, Henri Cochet, Jean Borotra e Jacques Brugnon sagrou-se, em 1927, campeão da Copa Davis. Para a defesa do título em casa, no ano seguinte, a Federação Francesa precisou se mobilizar para garantir uma estrutura compatível com a importância do evento. Até então, as principais competições sediadas em Paris tinham jogos realizados simultaneamente em dois locais: o Racing Clube e o Stade Français, que cedeu três hectares de um terreno no bairro de Porte d’Auteiul. A única exigência era que a construção fosse batizada em homenagem a um dos associados. Garros, herói de guerra, foi o agraciado. A prefeitura deu o suporte financeiro e, no ano seguinte, os franceses, conhecidos então como "Os Mosqueteiros", mantiveram a coroa. Desde então, o complexo passou por diversas reformas. O estádio principal, que mais tarde seria batizado de Philippe Chatrier, foi construído com capacidade para 8 mil pessoas e hoje pode receber mais de 15 mil torcedores. Em 1984 foram erguidas mais quadras externas, além da “Praça dos Mosqueteiros”, com estátuas de Borotra, Lacoste, Cochet e Brugnon. A quadra que homenageia Suzanne Lenglen foi construída dez anos mais tarde e comporta mais de 10 mil espectadores. Ao todo, 18 quadras compõem o complexo.

O complexo de Roland Garros: maquete mostra o planejamento do local para 2018 (Foto: Divulgação)



Em 2018, o Grand Slam do saibro será reinaugurado com nova roupagem. Segundo determinação da FFT, a quadra central contará com teto retrátil para receber partidas independentemente das condições climáticas e de iluminação, será mais confortável e terá infraestrutura mais moderna e sustentável. Um prédio será construído para abrigar a organização do torneio, e também serão feitas obras para o fluxo de pessoas, principalmente na entrada da Avenue Porte d’Auteuil, dentre outras melhorias. O custo estimado da reforma é de 340 milhões de euros (cerca de R$ 900 milhões). Deste montante, 95% serão bancados pela própria FTT através de recursos próprios e de um empréstimo. A Prefeitura de Paris deve contribuir com 20 milhões de euros.

Por Helena Rebello Rio de Janeiro

Fonte: globo.com

sábado, 6 de maio de 2017

Transporte Aéreo

O desempenho do transporte aéreo no 1º trimestre de 2017
A Azul Linhas Aéreas e a Avianca Brasil foram as empresas que apresentaram crescimento no volume de passageiros transportados no primeiro trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016. A Avianca Brasil foi a que apresentou maior crescimento, com 10,58% comparado com o primeiro trimestre de 2016; seguida da Azul, com 8,82%. Das nacionais que operam voos regulares, apresentaram retração as empresas Latam Airlines Brasil, com -7,06%, seguida da Gol com -7,24%, MAP Linhas Aéreas com -11,08% e Passaredo com -41,27%. No consolidado, no primeiro trimestre de 2017 foi transportado ao todo 24.699.742 passageiros contra 25.114.364 passageiros do mesmo período do ano anterior, com queda de -1,65%. Os destaques, no geral, ficaram com a Avianca Brasil, com acréscimo de 10,61% no volume, seguida pela Azul com 9,06%. As outras companhias tiveram desempenho inferior ao de 2016, no primeiro trimestre. No transporte de carga houve crescimento de 6,74% do volume de carga paga transportada no primeiro trimestre de 2017 comparado ao mesmo período de 2016.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

SGDC

Brasil lança satélite que permitirá acesso à banda larga em áreas remotas
Satélite de controle brasileiro será usado para oferta de internet banda larga e pelo Ministério da Defesa; investimento foi de R$ 2,78 bilhões.

O governo brasileiro lançou, por volta das 18h50 de quinta-feira, 4 de maio de 2017, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Ele será usado para as comunicações, principalmente para oferta de banda larga em áreas remotas, e será integralmente controlado pelo Brasil. O lançamento ocorreu na base de Kourou, na Guiana Francesa. O satélite foi enviado dentro do foguete Ariane 5, que também lançou ao espaço o KOREASAT-7, da operadora sul-coreana Ktsat. Com esse novo projeto, o Brasil deixará de alugar satélites de empresas privadas. O lançamento estava inicialmente previsto para o dia 21 de março, mas foi adiado por causa da greve geral na Guiana Francesa. Após o lançamento, o presidente Michel Temer, que acompanhou o evento, afirmou que o SGDC ajudará o país a "democratizar" o sistema digital. “Vamos democratizar o fenômeno digital do Brasil, já que a banda larga vai atingir todos os recantos do nosso país. Democratizando o sistema digital no nosso país. É um grande momento para o nosso governo”, afirmou o presidente. Segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o SGDC terá uso civil e militar e exigiu R$ 2,784 bilhões em investimentos. A vida útil do satélite é de 18 anos. Além de ampliar a capacidade de telecomunicações e a cobertura de serviços de internet banda larga no Brasil, com foco em áreas de difícil acesso, ele fornecerá um meio seguro para transferência de informações civis e militares que envolvam a segurança nacional. Atualmente o governo aluga o sinal de satélites privados.

O projeto do SGDC é resultado de uma parceria entre a Telebras e o Ministério da Defesa. O uso militar do satélite na chamada banda X começará na metade do mês de junho, mas o uso para oferta de banda larga só deve começar a partir de setembro. O ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que apesar da crise financeira, o presidente Temer decidiu manter os investimentos no satélite. “Poderíamos ter prorrogado esse programa, mas o presidente definiu que apesar da magnitude do investimento, era um investimento que não poderia ser prorrogado. [...] O Brasil entra definitivamente na era digital", disse. Kassab afirmou ainda que o presidente Michel Temer determinou que o Brasil mantenha os estudos para ampliar sua frota de satélite. “Agora estamos conquistando tecnologia. Dezenas de profissionais passaram meses na França se capacitando para que o Brasil, em algumas décadas, alcance soberania tecnológica”, disse. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que além da independência da soberania, por ser o primeiro satélite totalmente operado por brasileiros, o satélite vai acabar com o apartheid digital.

Transferência de tecnologia
O satélite foi comprado da França, mas o acordo envolveu a transferência de tecnologia, com o envio de 50 profissionais brasileiros para as instalações onde foi construído. Serão esses os profissionais responsáveis por operar o equipamento. Toda a operação será feita a partir do 6º Comando Aéreo Regional (VI Comar) da Aeronáutica, em Brasília, e da Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro. A empresas responsável pelo projeto é a Visiona, uma joint-venture entre Embraer e Telebras criada para estimular o setor espacial do país.

'Estacionado'
O satélite geoestacionário gira na mesma velocidade da Terra e fica "estacionado" sobre um mesmo ponto do planeta. Pesando 5,8 toneladas e com 5 metros de altura, ele vai ficar posicionado a 36 mil quilômetros da Terra e cobrirá todo o território brasileiro, além do oceano Atlântico. A previsão de vida útil do satélite é de 18 anos. A construção do satélite foi feita em Cannes e Toulouse, na França, pela empresa aeroespacial Thales Alenia Space, e durou 2 anos. O projeto foi supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, parceria entre Embraer e Telebras. De acordo com o Ministério da Defesa, o processo envolveu transferência de tecnologia e intercâmbios entre profissionais brasileiros dessas empresas e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Alcântara
Segundo informações das Forças Armadas, a escolha da Guiana Francesa para o lançamento deve-se a sua posição geográfica, por estar mais próximo da linha do Equador. O Brasil tem a base de Alcântara, que fica em uma posição ainda mais vantajosa, mas a base não tem capacidade para lançamentos de foguetes do tamanho do que foi usado para o lançamento do satélite.

Fonte: G1

quinta-feira, 4 de maio de 2017

AO VIVO

Lançamento do satélite brasileiro SGDC

RPA

ANAC aprova regulamento para drones
O regulamento especial para utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs), chamadas de drones, foi aprovado, dia 02 de maio de 2017, pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). A norma (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC (nº 94) está publicada no Diário Oficial da União do dia 03/05/2017. O objetivo é tornar viáveis as operações desses equipamentos, preservando-se a segurança das pessoas. A instituição das regras também contribuirá para promover o desenvolvimento sustentável e seguro para o setor. O normativo foi elaborado levando-se em conta o nível de complexidade e de risco envolvido nas operações e nos tipos de equipamentos. Alguns limites estabelecidos no novo regulamento seguem definições de outras autoridades de aviação civil como Federal Aviation Administration (FAA), Civil Aviation Safety Authority (CASA) e European Aviation Safety Agency (EASA), reguladores dos Estados Unidos, Austrália e da União Europeia, respectivamente.

Complemento ao DECEA e ANATEL
As operações de Aeronaves Remotamente Pilotadas de uso recreativo, corporativo, comercial ou experimental devem seguir as novas regras da ANAC, que são complementares aos normativos de outros órgãos públicos como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). A regulamentação prevê exigência de uma habilitação para controlar drones com mais de 25 quilos ou qualquer drone que voar acima de 121 metros. O piloto também deverá ter mais de 18 anos. Os equipamentos serão divididos em três categorias: drones acima de 150 quilos; veículos entre 25 e 150 quilos; por fim, os equipamentos abaixo de 25 kg. Para aquelas acima de de 250 gramas e abaixo de 25 quilos, será necessário um cadastro no site da Anac. Já os equipamentos com menos de 250 gramas não precisam de cadastro.

Regras
O novo regulamento da ANAC dividiu as aeronaves não tripuladas em aeromodelos, drones usados para fins recreativos, e aeronaves remotamente pilotadas (RPA), drones utilizados para operações comerciais, corporativas ou experimentais. Pela regra geral, os drones com mais de 250g só poderão voar em áreas distantes de terceiros (no mínimo 30 metros horizontais), sob total responsabilidade do piloto operador e conforme regras de utilização do espaço aéreo do DECEA. Caso exista uma barreira de proteção entre o equipamento e as pessoas a distância especificada não precisa ser observada. Para voar com drones com mais de 250g perto de pessoas é necessário que elas concordem previamente com a operação, ou seja, a pessoa precisa saber e concordar com o voo daquele equipamento nas proximidades onde se encontra.

Saiba mais: clique aqui

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Navegação Aérea

ILS de Porto Alegre é reativado
O Sistema de Pouso por Instrumentos (ILS) categoria 2 do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), foi restabelecido no dia 29 de abril de 2017 pela Força Aérea Brasileira (FAB). O equipamento havia sido desligado no dia 27 de março para serviços de melhoria. As obras consistiram na execução de aterro onde foi instalado um novo abrigo (shelter) para os componentes do Glide Slope (GS) e instalação de nova antena de transmissão com componentes frangíveis, que asseguram a segurança das aeronaves em caso de impacto. O Glide Slope é uma antena localizada na lateral da pista que indica o ângulo de planeio correto durante a aproximação da aeronave, num procedimento ILS. Os testes para a aferição do sistema foram realizados pelo Grupo Especial de Inspeção de Voo (GEIV).

Funcionamento
O ILS (do inglês Instrument Landing System) é um sistema eletrônico de auxílio ao pouso amplamente utilizado pela aviação mundial. Consiste em aparelhos que emitem sinais verticais e horizontais, captados por instrumento a bordo das aeronaves, permitindo ao piloto aproximar-se na rampa e na direção ideal para o pouso. O Sistema de Pouso por Instrumentos na Categoria 2 permite uma aproximação por instrumento de precisão e pouso com uma altura de decisão menor que 60 m (200 pés) mas não menor que 30 m (100 pés), e contato visual com a pista não menor que 350 m. O ILS Categoria 2 está em operação no Aeroporto Salgado Filho desde 2014.

Saiba mais: Blog do NINJA de 09/02/2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

Segurança de Voo

Estágio de instrutores, dias 23 e 24 de maio, em Porto Alegre (RS)
Oficinas e palestras visando aumentar a segurança das operações aéreas comporão o Estágio de Padronização da Instrução Aérea. Será realizado nos dias 23 e 24 de maio de 2017 em Porto Alegre, na PUC-RS. A realização é do Quinto Serviço Regional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA).

Informações: previne.seripa5@fab.mil.br

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Conexão FAB

Ostium: a vigilância nas fronteiras
Esta edição do Conexão FAB - produzido pela Comunicação Social da Aeronáutica - mostra a realização da Operação Ostium, com a intensificação da vigilância nas fronteiras do País para reduzir o tráfego ilícito. Apresenta, também, como foi a participação da FAB na maior feira de defesa e segurança da América Latina, além da última fase do treinamento dos novos oficiais, entre outras notícias.

domingo, 30 de abril de 2017

Especial de Domingo

Em todos os domingos de abril de 2017, nossas publicações brindaram aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Concluindo a série, selecionamos do jornal Comércio do Jahu matéria de João Guilherme D'Arcádia sobre um projeto que poderá abrigar o hidroavião definitivamente em Jaú (SP), cidade natal de João Ribeiro de Barros.
Publicamos hoje, também, fotos sobre a atividade que o NINJA promoveu na última sexta-feira, 28 de abril, em sua sede, no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP), no exato dia e horário em que o hidroavião Jahú completou a travessia do Atlântico Sul, em 1927.
Boa leitura.
Bom domingo!

Com hidroavião, projeto transforma armazém

Texto: João Guilherme D'Arcádia
Fonte: Comércio do Jahu - 30/4/17

O arquiteto do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Turismo, Ricardo Luís Dal´Bó, mostra projeto de museu para o Jahú
Foto: BEATRIZ ZAMBONATO SANTOS

Prédio simbólico do Centro da cidade contemplaria acervo de aviação, teatro e cineclube

Patrimônio emblemático do período áureo do café na região de Jaú, o antigo armazém no cruzamento das Ruas Humaitá e Quintino Bocaiuva está inutilizado. Símbolo maior da travessia do Atlântico Sul, que completou 90 anos na última sexta-feira, o hidroavião Jahú está fechado para visitação no Museu da TAM em São Carlos. Duas histórias, reunidas em um mesmo projeto: a transformação do armazém em um centro cultural que abrigaria o hidroavião. A ideia é do arquiteto do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Turismo, Ricardo Luís Dal´Bó, que projetou o museu em 2006. Na época, o hidroavião financiado pelo piloto jauense João Ribeiro de Barros era restaurado em Carapicuíba. Prefeitura e iniciativa privada chegaram a avançar nas tratativas, mas o processo não avançou. O armazém receberia adaptações para receber o hidroavião, mas também haveria espaço para abrigar acervos permanentes e temporários, não necessariamente relacionados com aviação. Um pequeno teatro, um cineclube e um café também constam no projeto original. A Praça Tancredo Neves seria reformulada, e o visitante chegaria ao museu por um espelho d´água, que simularia o mar. O hidroavião, logo no centro, encerraria simbolicamente a amerrisagem completada em 28 de abril por Ribeiro de Barros, João Negrão, Newton Braga e Vasco Cinquini. O orçamento inicial é de R$ 11 milhões – captados, naturalmente, junto à iniciativa privada. Para Dal´Bó, o simbolismo de João Ribeiro vai além da viabilidade econômica do voo pelo qual foi notabilizado. “A família dele está diretamente ligada com a fundação da cidade”, lembra.

Boa ideia
O armazém de café é preservado com o grau 1, mais rigoroso padrão de proteção do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Jaú (Conpac), dada sua importância para a história do Município. Uma restrição imposta pelo Plano Diretor estabelece que o uso do imóvel deve se ater a equipamentos culturais. Por causa disso, a ideia do museu seria bem-vinda, na avaliação de Gedivaldo Pirouzi, presidente da Sociedade São Vicente de Paulo, a quem o imóvel pertence. “Nós precisamos muito dar um destino para o prédio, é o nosso sonho”, afirma o dirigente. Desde janeiro, o Comércio publica reportagens mensais sobre os 90 anos do voo do Jahú. No site do jornal, é possível ler todas as matérias.


O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA)  e os
90 anos da travessia do Jahú

No exato dia e horário em que o hidroavião Jahú completou a travessia do Atlântico Sul, a equipe de voluntários do NINJA concluiu - em nossa sede, Colégio Dominique, Ubatuba (SP) - uma atividade com alunos do ensino fundamental sobre esta grande aventura que brasileiros corajosos e determinados realizaram há 90 anos. 
A ação é mais um singelo passo para tornar a Sala Gastão Madeira, sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, num espaço permanente de memória da cultura aeronáutica brasileira, despertando em estudantes e visitantes o interesse pela trajetória daqueles que contribuíram e contribuem para avanços e conquistas tecnológicas extraordinárias.
Sobre o voo do Jahú, em 2014 o NINJA promoveu a mostra “Jahú: Influência de uma Época”, exposição criada pelo pesquisador e colecionador Alexandre Ricardo Baptista que na ocasião nos presenteou com a seguinte frase: "Quero deixar uma semente de contribuição com nossa História para que não caia no esquecimento das gerações futuras.".
Seguindo este pensamento, para rememorar em 2017 a travessia do Atlântico Sul por João Ribeiro de Barros e sua equipe, o NINJA promoveu diversas atividades que incluíram as publicações deste blog; o lançamento do livro "Vou Ali. Já volto", de autoria do voluntário Cesar Rodrigues; atividades lúdicas, palestras e exposições no espaço Memória da Gente, administrado pelo Instituto Salerno-Chieus e o Colégio Dominique.
E assim vamos em frente, conquistando voluntários e apoiadores comprometidos com a história, o presente e o futuro das novas gerações.


Saiba mais: Blog do NINJA de 8/12/13; 24/8/1423/1/1729/1/17; 5/2/17; 2/4/17; 9/4/17; 16/4/17; 23/4/17 e 28/4/17.

sábado, 29 de abril de 2017

Espaço

Satélite SGDC pode ser lançado no início de maio
SGDC
O satélite geoestacionário de defesa e comunicação brasileiro (SGDC) será lançado no dia 3 ou 4 de maio, segundo se informa no Ministério da Ciência e Comunicações. A operação estava programada para março de 2017, mas sofreu atraso devido a uma greve geral de trabalhadores na Guiana Francesa, de onde partirá o foguete. Com o fim da greve naquele país, após negociações entre sindicatos e o governo francês, o lançamento do satélite brasileiro foi remarcado.

Geoestacionário
O SGDC é a primeira plataforma orbital geoestacionária operada pelo Brasil para uso civil e militar. Com vida útil de 18 anos, custou R$ 2,7 bilhões e ficará a 36 mil quilômetros da terra. Além de cobrir o País com banda de alta capacidade, permitirá o uso militar na proteção do mar territorial, da Amazônia e da faixa de fronteira com os dez países vizinhos do Brasil.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 de abril de 2017


90 ANOS DA TRAVESSIA DO JAHÚ


Em 28 de abril de 1927, há exatos 90 anos, o avião Savoia-Marchetti S-55, batizado de Jahú, completou a primeira travessia do Atlântico Sul por uma tripulação 100% brasileira composta por João Ribeiro de Barros (comandante), João Negrão (copiloto), Newton Braga (navegador) e Vasco Cinquini (mecânico). O Governo do Estado de São Paulo, através da Lei Estadual nº 9.933 de 1998, instituiu a data de 28 de Abril como comemorativa da Travessia do Atlântico.

À época, a histórica travessia despertou comoção na população, que recebeu em festas, em várias cidades do Brasil, os heróis da jornada sobre o Oceano Atlântico. O reide aéreo imprimiu modismos na cultura nacional.

O líder da equipe,  João Ribeiro de Barros - nascido em Jaú-SP - ao sair do Brasil em direção à Itália para adquirir o Savoia-Marchetti S-55, teria proferido a expressão que se tornou seu lema: “Vou ali. Já volto”, como destacava um jornal da época.

O lema era ostentado nos dois botes que formavam a fuselagem do avião e - em 2017 - virou tema do livro do pesquisador César Rodrigues, cujo lançamento integrou as atividades alusivas à data promovidas pelo NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação.


Além do livro, palestras. exposições de imagens, desenhos e publicações no Blog do NINJA integram as ações para comemorar este feito dificílimo, espetacular exemplo de perseverança e competência, promovido por dedicados brasileiros, há 9 décadas.

Saiba mais:
Blog do NINJA de 29/1/17; 5/2/17; 2/4/17; 9/4/17; 16/4/17.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Tecnologia

Embraer e Uber produzirão aeronave de decolagem vertical para transporte urbano
A Embraer anunciou um acordo com a Uber – empresa de transporte individual com acionamento por aplicativos de telefonia - visando a explorar o conceito de um ecossistema - denominado Uber Elevate Network - que poderá permitir o desenvolvimento e implantação de pequenos veículos elétricos com decolagem e aterrissagem vertical (VTOLs, na sigla em inglês) para deslocamentos curtos no espaço urbano.

O anúncio foi feito em Dallas, Texas, na sessão de abertura do Uber Elevate Summit. Essa parceria preliminar é um projeto gerado pelo Centro de Inovação de Negócios da Embraer. Anunciado no mês passado, quando a empresa revelou sua intenção de promover inovações no transporte aéreo, o Centro tem sede em Melbourne, na Flórida, e equipes no Vale do Silício, Califórnia, e em Boston, Massachusetts. “Acreditamos firmemente que é preciso explorar vários novos conceitos de negócios que podem afetar o transporte aéreo no futuro. Essa é uma oportunidade única para ajudarmos a complementar o conhecimento de transporte aéreo dessa que é uma empresa revolucionária e visionária no transporte terrestre. No exercício dessa parceria, vamos desenvolver novas tecnologias, novos produtos e novos modelos de negócios que podem gerar oportunidades para a Embraer no futuro”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, CEO da fabricante brasileira de aviões. “A Embraer é a maior fabricante de jatos comerciais de até 130 assentos e um dos parceiros mais experientes da Uber neste segmento. Seu conhecimento de certificação de aeronaves com tecnologia fly-by-wire embarcadas e sua confiança de que eles podem igualmente tornar essa tecnologia acessível a aeronaves muito menores é um ingrediente essencial para o nosso sucesso”, disse Mark Moore, diretor de Engenharia de Aviação da Uber.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Estágio na Gol

Companhia aérea tem 60 vagas para estagiários
A Gol Linhas Aéreas abriu inscrições, até 19 de maio de 2017, para selecionar 60 estudantes para trabalho na empresa pelo Programa de Estágio 2017. Os locais de atuação serão a sede da companhia e Central de Relacionamento com o Cliente, em São Paulo, e no Centro de Manutenção em Confins (MG). As vagas são para graduandos em Administração, Ciências e Humanidades, Aviação Civil, Comércio Exterior, Economia, Direito, Engenharia, Ciência e Tecnologia, Matemática, Estatísticas, Psicologia, Turismo, Ciências Contábeis, Relações Internacionais, Comunicação Social, Relações Públicas, Sistema s de Informação, Ciências da Computação e Logística.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Heróis brasileiros

Itália homenageia piloto herói brasileiro na II Guerra Mundial
Em 22 de abril de 2017, quando se comemorava o Dia da Aviação de Caça - alusivo ao número recorde de missões realizadas durante a campanha na Itália, na Segunda Guerra - o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General de Exército Sergio Etchegoyen, visitaram o Monumento do Tenente Cordeiro, que fica na cidade de Pianoro, no centro da Itália. Em tempos de pseudo-heróis de reality shows na televisão, o monumento erguido pelos italianos reverencia o herói Tenente John Richardson Cordeiro e Silva. Ele foi o primeiro piloto brasileiro morto em combate, no dia 6 de novembro de 1944, e o ponto onde foi construído o monumento marca a localização em que sua aeronave P-47 do Esquadrão Senta a Pua foi abatida. Segundo o Ministro da Defesa, "o monumento é importante porque a aviação de caça, seja na defesa da liberdade, seja na proteção de nosso País, é fundamental para garantir a soberania e os interesses nacionais". Já para o Ministro Chefe do GSI, a Itália é um ponto de convergência do espírito de solidariedade e democracia dos soldados e aviadores brasileiros com o anseio de liberdade do povo italiano. "O invasor nazista foi derrotado, em 1944, pela determinação e coragem daqueles que não hesitaram em nenhum momento em cumprir a missão que a Pátria confiou a eles", disse o general.

Coragem e audácia dos brasileiros
O Adido de Defesa e Aeronáutica na Itália, Coronel Max Luiz da Silva Barreto, explica que o monumento em homenagem ao Tenente Cordeiro tem um significado especial, pois ajuda a reforçar os laços de respeito e de amizade entre os povos brasileiro e italiano. Também mostra, segundo o oficial, a coragem e audácia dos pilotos brasileiros, que nunca pouparam esforços no cumprimento da missão. "Ao comemorarmos o Dia da Aviação de Caça junto ao Monumento do Tenente Cordeiro, nós temos a oportunidade de relembrar os feitos dos nossos heróis do Senta a Pua, que ajudaram a forjar o espírito guerreiro da Força Aérea Brasileira", disse o Coronel Max. A visita das autoridades foi acompanhada pelo prefeito de Pianoro, pela comunidade local e por entusiastas da história, como o pesquisador italiano Giovani Sulla, que ajudou a descobrir a localização onde o avião do Tenente Cordeiro foi abatido. Em um discurso emocionado, em que explicou aos presentes porque o 22 de abril é tão importante para a aviação de caça, ele também ofereceu uma medalha ao Major-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini - que compunha a comitiva do ministro - e ao Coronel Max. "Pela amizade entre Brasil e Itália, pela nossa democracia, pela nossa liberdade", disse Sulla.

Texto: Adaptado pelo NINJA, a partir do original em www.fab.mil.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Biblioteca NINJA

Livro conta a história da Varig
Jornalista Mário de Albuquerque, que atuou de 1954 a 1993 na empresa, lançará obra contando os anos dourados da Varig

Nos quase 40 anos em que trabalhou para a Varig, o jornalista Mário de Albuquerque reuniu histórias sobre os bastidores da empresa. Com 400 páginas, o livro Berta: Os Anos Dourados da Varig tem lançamento marcado para o dia 11 de maio de 2017, quatro dias depois da primeira companhia aérea brasileira completar 90 anos de fundação. Em 2007, a empresa foi comprada pela Gol. Nessas quatro décadas, o ex-funcionário também colecionou todo tipo de material sobre a Viação Aérea Rio-Grandense, desde itens simples, como chaveiros, calendários e jogos americanos, até objetos cobiçados por amantes da aviação, como partes de aviões, réplicas de aeronaves (expostas a cada compra de um novo modelo pela companhia) e fotos históricas. Entre as imagens, estão retratos de várias fases da vida de Ruben Berta (1907-1966), presidente da empresa de 1942 a 1966, um ídolo de Albuquerque: — Esse cara era fantástico, foi a pessoa mais importante da aviação comercial. Para escrever o livro, no entanto, o autor afirma que se distanciou da admiração por Berta e não fechou os olhos a polêmicas: — Ele é meu ídolo, mas isso não tirou de mim a ideia do jornalista investigativo. Albuquerque entrou na Varig em 1954, quando tinha 20 anos, para atuar no setor de Controle de Serviços da Manutenção (CSM). — Lá tinha um quadro enorme com os prefixos de todos os aviões. Naquele tempo, as aeronaves paravam em função das horas voadas, porque o motor tinha um determinado tempo para entrar em revisão. Então, a nossa responsabilidade era escalar os aviões em função disso. Era um verdadeiro jogo de xadrez — lembra. Três anos depois, Albuquerque ganhou de Berta uma bolsa de estudos para a terceira turma de Jornalismo da PUCRS, formação que o fez atuar na divulgação da empresa depois. O jornalista conta que participou da criação de revistas da Varig, itens que também coleciona. Em seu acervo, ainda possui uma pasta com os anúncios publicitários da marca, organizados em ordem cronológica. O volume de itens é tão grande que Albuquerque montou uma espécie de museu particular na garagem da casa onde vive. Localizada no bairro São João, ao lado do aeroporto Salgado Filho, a residência tem como "música ambiente" o som de pousos e decolagens, o que intensifica o ar saudoso do local pela aviação. Entre as fotos históricas que conserva, estão registros de Berta ao lado de presidentes da República, principalmente Getúlio Vargas, de quem foi amigo pessoal. Há imagens de eventos oficiais e de visitas particulares de Berta a Vargas, na fazenda do presidente em São Borja.

Motor Rolls Royce
O livro também aborda como a Varig venceu o episódio conhecido como a guerra "David x Golias" da aviação. O caso envolve a disputa da empresa brasileira com a concorrente Pan Am (Pan American World Airways), dos EUA, por um voo sem escalas do Rio de Janeiro para Nova York. A vitória da Varig ocorreu porque a companhia escolheu um motor inglês (Rolls Royce) para o Boeing 707, enquanto a Pan Am, segundo Albuquerque por questões de patriotismo, optou por um modelo fabricado nos Estados Unidos. Com a potência do equipamento inglês, a Varig conseguiu voar sem paradas, enquanto a rival tinha de fazer escala no Peru. — Esse voo direto foi amplamente divulgado pela mídia. A Varig sabia fazer marketing muito bem — acrescenta o autor. Albuquerque não se atém à aviação. Também fala sobre política, descrevendo como era a relação da Varig com os governos, principalmente de Getúlio Vargas a Itamar Franco, quando o jornalista deixou a empresa. Um dos orgulhos de Albuquerque data de 1961. Ele conta ter sido um dos personagens do apoio da companhia à Campanha da Legalidade — ainda no setor de Controle de Serviços da Manutenção, foi o responsável por escalar o avião Caravelle que buscou João Goulart em Montevidéu, em um voo que entrou para a história: — O governo tinha deflagrado a Operação Mosquito, em que a FAB (Força Aérea Brasileira) deveria derrubar qualquer avião que estivesse voando à noite. Os caras vieram com um Caravelle em voo noturno, com todas as luzes apagadas, voando baixinho para fugir dos radares. Era um risco, mas (o avião) chegou, foi um sucesso.

Mário da Varig
O jornalista Francisco Mário de Andreassi de Albuquerque, mais conhecido como Mário da Varig, passou 39 dos seus 83 anos trabalhando para a empresa, de 1954 a 1993. Na Varig, foi responsável pelas revistas Rosa dos Ventos, Revista do Museu Varig e Revista de Bordo Ícaro. Também foi membro do Colégio Deliberante da Fundação Ruben Berta por 20 anos e organizador do Museu Varig. Entre as revelações do livro está uma foto inédita de Getúlio Vargas, que não poderia ser divulgada pela imprensa da época, conforme Albuquerque. Isso porque a imagem mostra como o presidente de aproximadamente 1m60cm de altura parecia, nas fotos oficiais, ter os cerca de 1m80cm de Ruben Berta. Antes de ser fotografado ao lado do empresário, Vargas subia em uma espécie de estrado carregado por seus seguranças. Por isso, as fotos oficiais nunca mostravam os pés do presidente, como na imagem do acervo de Albuquerque. As fotos são de 1952, quando Berta foi condecorado por Vargas pelas bodas de prata da Varig, recebendo uma medalha de Honra ao Mérito no Dia do Trabalho, 1º de maio.

Lançamento
O que: Lançamento do livro Berta: os anos dourados da Varig, do jornalista Mário de Albuquerque. Quando: dia 11 de maio de 2017, a partir das 18h30min Onde: Boulevard Laçador (Avenida dos Estados, 111 — bairro São João) Como comprar: a obra poderá ser adquirida no evento ou, depois, nas livrarias da rede Cameron

Texto: Fernanda da Costa, Jornal Zero Hora, Porto Alegre.

domingo, 23 de abril de 2017

Especial de Domingo

Nos domingos de abril de 2017, nossas publicações brindam aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Hoje, selecionamos do jornal Comércio do Jahu a notícia sobre a Semana João Ribeiro de Barros que acontece a partir de amanhã (24/4/2017), na cidade natal do aviador que idealizou e comandou a travessia.
Boa leitura.
Bom domingo!

Chiko Bronze/Comércio do Jahu

João Ribeiro de Barros ganha semana
Da redação - Comércio do Jahu - 23/abril/2017
Fotos: Beatriz Zambonato Santos

Programação começa amanhã e segue até sábado, com exibição de documentário

Sala resgata feito de João Ribeiro de Barros
Fotos: BEATRIZ ZAMBONATO SANTOS/JAN.2017

A Secretaria de Cultura e Turismo promove de amanhã até sábado a Semana João Ribeiro de Barros para celebrar os 90 anos da travessia do Hidroavião Jahú. Toda a programação é gratuita.

“Em 1927, o Hidroavião Jahú se tornava a primeira aeronave do planeta a atravessar o Atlântico Sul  *(sobre esta frase, vide observação ao final do texto). Em homenagem ao aviador jauense que foi o maior responsável pela travessia e se imortalizou como um herói nacional, a Secretaria de Cultura promove nesse período a primeira Semana João Ribeiro de Barros", fala a secretária de Cultura e Turismo de Jaú, Cléo Furquim, por meio de nota do Departamento de Comunicação.

Ela afirma que o feito de João Ribeiro "é imensurável para Jaú, para o Brasil e para a aviação mundial. Temos buscado resgatar o orgulho de sermos compatriotas desse grande aviador por meio de uma programação diversificada, que vai envolver vários setores da sociedade".

A programação começa com cerimônia de abertura da exposição dedicada ao aviador amanhã, às 19h30, no Museu Municipal José Raphael Toscano.

O acervo conta com medalhas pessoais de João Ribeiro de Barros e um pedaço de madeira e um fragmento da lona original do Hidroavião Jahu gentilmente cedidos pelo professor de história Marcus Carmo.

Na terça e na quarta-feira, haverá exibição de documentário produzido pela TV Câmara sobre a travessia.

A primeira sessão, na terça-feira, ocorre às 19h30, no cine municipal; já a exibição na quarta será realizada na galeria de artes da Casa da Cultura, na Rua Tenente Lopes, 350.

Escolas
Comandante João Ribeiro de Barros

A programação também integra os alunos da rede municipal de ensino.

Na quinta-feira, às 19h30, no auditório do Complexo Integrado para o Desenvolvimento Educacional (Cide) Prefeito Waldemar Bauab serão apresentados trabalhos produzidos por estudantes sobre João Ribeiro de Barros.

Os trabalhos são resultado de workshop sobre a vida do aviador jauense, ministrado pelo diretor do museu de Jaú, Fábio Grossi dos Santos.

Após a atividade, os alunos foram incentivados a desenvolver ações em cinco categorias - redação, poesia, paródia musical, criação de maquetes e artes plásticas - e o melhor trabalho de cada segmento será escolhido por uma comissão julgadora durante a apresentação no auditório do Cide.

A premiação dos vencedores será na sexta-feira, data em que o Hidroavião Jahú desembarcou no Brasil, depois da travessia.

O evento ocorre na Praça Siqueira Campos, às 19h, e além da condecoração dos estudantes, serão exibidas imagens históricas do aviador.

Ainda haverá um bate-papo com "João Ribeiro de Barros", encenado por Marcus Carmo, que estará trajado como o aviador.

Encerrando a programação da Semana "João Ribeiro de Barros", a Casa da Cultura recebe exposição do Grupo de Plastimodelismos de Marília (GPM), em comemoração ao feito histórico de João Ribeiro de Barros.

O público poderá observar a beleza das pequenas aeronaves no dia 29 de abril (sábado), das 10h às 16h.


(*) Observação do Blog do NINJA: Sobre a frase do texto acima que marcamos com asterisco é preciso lembrar que a primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi realizada pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, no contexto das comemorações do primeiro centenário da Independência do Brasil. Ocorre que, no percurso, por avarias, utilizaram três hidroaviões batizados de Lusitânia, Pátria e Santa Cruz. Já a travessia do Atlântico Sul pelo Jahú é considerada a primeira com equipe genuinamente brasileira e realizada valendo-se de uma única aeronave. Assim, de fato, ela foi a primeira aeronave a fazer a travessia completa do Atlântico Sul. Lembrando, ainda, que a travessia do Jahú foi concluída 23 dias antes daquela realizada pelo americano Charles Lindenberg com o avião batizado "The Spirit of Saint Louis". Assim, pode-se considerar, também, que o primeiro voo transatlântico por aviadores das Américas foi o dos brasileiros que voaram no Jahú, sob o comando de João Ribeiro de Barros, já que os pioneiros da travessia do Oceano Atlântico (ao norte) sem escalas foram os britânicos John Alcock e Arthur Brown, em junho de 1919.

Saiba mais: Blog do NINJA de 2/4/17, 9/4/17 e 16/4/17.

sábado, 22 de abril de 2017

Datas Especiais

Dia da Aviação de Caça: 22 de abril
O Dia da Aviação de Caça, 22 de abril, é celebrado pelo fato de que nessa data, em 1945, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA) realizou o maior número de missões durante a II Guerra Mundial na Itália: 44 missões que resultaram na destruição de mais de 100 alvos.

Veja, no videoclipe, produzido pela FAB, imagens de diversas operações realizadas pela Aviação de Caça, que tem a missão de realizar a defesa aérea do País. Atualmente são empregadas as aeronaves A-29, A-1 e F-5. Nos próximos anos, a aeronave Gripen NG será o principal vetor de caça do País.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Museus

Em Recife, é reaberto o Museu de Aeronáutica
O Museu de Aeronáutica de Recife (PE) reabriu as portas para visitação em novo endereço: no prédio do antigo Parque de Material Aeronáutico (PAMA-RF). As novas instalações ocupam área de 222 metros quadrados, com 10 salas distribuídas em três andares e estacionamento para 180 carros. Único espaço cultural da Força Aérea Brasileira na Região Nordeste, o Museu incentiva a pesquisa, a preservação e a divulgação da cultura aeronáutica desde 1995. O acervo é composto por miniaturas de aeronaves, fotografias, notícias, objetos pessoais de importantes figuras da história da aviação brasileira, como o Brigadeiro Eduardo Gomes, além de diversas peças aeronáuticas. A história mais recente do Segundo Comando Aéreo Regional (COMAR II) ganhou uma sala exclusiva. O Chefe do Museu, Coronel Aviador Fernando da Cunha Machado, afirma que “o espaço cultural é indispensável à divulgação da memória da aviação na região Nordeste”.

Visitação
A visita ao Museu de Aeronáutica de Recife é de segunda a quinta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Visitas guiadas podem ser agendadas: (81) 3461-7698/ 3461-7697 ou musaer.rf@gmail.com. O endereço é Av. Maria Irene, S/N - Bairro Jordão, Recife – (PE), entrada principal da Ala 15, antiga Base Aérea de Recife.