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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 9 de agosto de 2014

Carreiras na Aviação

ITA abriu inscrições para o vestibular 2015
Começaram, no dia 7 de agosto de 2014, as inscrições para o vestibular 2015 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). São oferecidas 170 vagas. As inscrições podem ser realizadas por meio do site do Instituto até o dia 15 de setembro de 2014. O ITA oferece seis cursos de engenharia: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, mecânica-aeronáutica, eletrônica e de computação. As provas de português, inglês, física, matemática e química serão aplicadas de 9 a 12 de dezembro de 2014 em 23 cidades distribuídas em todas as regiões do país.

Saiba mais: www.ita.br

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ação Cívico-Social

FAB em ação cívica faz atendimento médico no Pará
“Eu fui ao ginecologista, oftalmologista e ortopedista”, declarou a dona de casa Maria da Conceição. Ela foi uma das cerca de 500 pessoas atendidas no domingo, dia 03 de agosto de 2014, na Ação Cívico-Social (Aciso), realizada no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, no Sul do Pará, por militares da Força Aérea Brasileira. O objetivo da ação era de levar atendimento de saúde à população do entorno do CPBV. A maior parte dos visitantes da Aciso era de Guarantã (MT), cidade mais próxima do Campo, que fica a 80 km do Centro. Segundo a secretária de saúde da cidade, Izabel Cristina, a maior dificuldade da população é a ausência de médicos nas diversas especialidades. “Nós temos carência de pediatra e ginecologista e o evento proporcionou que tivéssemos acesso a especialidades que não dispomos em nosso município”, declarou. Na Aciso foram disponibilizadas diversas especialidades para os pacientes, que puderam contar com otorrinolaringologista, oftalmologista, ginecologista, ortopedista, clínico geral e pediatra, além de procedimentos preventivos e curativos emergenciais na área de odontologia. Ao todo, foram 36 profissionais de saúde. Luciano Romaes, 62 anos, viajou cerca de 100 km da cidade de Matupá (MT) até o CPBV. “Eu estou com problemas de audição e preciso de atendimento no otorrinolaringologista. Também devo ir ao oftalmologista”, afirmou. Como Luciano, o público da Aciso viajou dos municípios vizinhos até o CPBV. A cidade mais distante foi Rondonópolis (MT), a cerca de 1100 km do local da Aciso. Para o coordenador do evento, Major Médico Fábio Amadeu, essa é uma das funções dos militares profissionais de saúde da FAB. “Os médicos, dentistas e enfermeiros não devem ficar apenas em consultórios ou locais fechados. Eventos como esses, com apoio das Unidades Celulares de Saúde, ajudam a população mais necessitada”, afirmou. A Ação Cívico-Social foi organizada pelo Sexto Serviço Regional de Saúde, pelo Sexto Comando Aéreo Regional e pelo CPBV.

Fonte: FAB

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Gripen NG

Governo inicia ‘pente-fino’ em parcerias tecnológicas do F-X2
Especialistas do programa F-X2 estão revendo a proposta de compensação tecnológica e industrial feita pela sueca Saab para o projeto dos caças Gripen NG que o Brasil vai comprar para a Força Aérea Brasileira. Na pauta das reuniões, que deve durar duas semanas, também está sendo atualizado o plano de participação da indústria nacional no desenvolvimento do caça. A informação foi divulgada pelo brigadeiro José Augusto Crepaldi, presidente da Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), conforme o site Defesanet. Na semana passada, a Saab entregou à FAB a atualização das especificações técnicas do caça Gripen NG, que será desenvolvido em conjunto com o Brasil. A Embraer, sediada em São José dos Campos-SP, será a empresa líder do programa de desenvolvimento da aeronave no Brasil.

Participação
Além da Embraer, outras empresas do polo aeronáutico de São José dos Campos, como a Akaer, também participam do programa do Gripen NG. O Brasil vai comprar 36 caças para renovar a frota da FAB. O contrato está estimado em US$ 4,5 bilhões. A montagem final do caça será feita na unidade da Embraer em Gavião Peixoto-SP.

Visita
Na próxima semana, a ministra de Defesa da Suécia, Karin Enströn, se reunirá com o ministro Celso Amorim para efetivar as parcerias entre os dois países. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, na pauta do encontro, o programa F-X2. Especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG, Expedito Bastos, avalia que a participação de empresas nacionais no programa é fundamental para a indústria de defesa do país, mas pondera que é preciso definir o grau de transferência de tecnologia que ocorrerá com o programa. Por enquanto, segundo ele, não é possível avaliar esse quesito porque ainda não foi divulgado pela FAB.

Contrato
Esses dois itens são objetos de avaliação da FAB e deverão constar no contrato que será assinado com a Saab para a produção do caça. A previsão do governo federal é de que o contrato será assinado até o final deste ano. A perspectiva do Ministério da Defesa é que a produção dos caças no Brasil seja iniciada em 2018. A Saab vai montar uma fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Fonte: O Vale

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LABACE

Embraer exibira cinco jatos executivos na LABACE 2014 
A Embraer levará cinco jatos executivos para a 11ª edição da Latin American Business Aviation Conference and Exhibition (LABACE), evento que acontece de 12 a 14 de agosto, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A principal feira de aviação executiva na região terá entre os seus destaques o Legacy 500, novo jato executivo da categoria midsize, que será exibido pela primeira vez na LABACE com interior completo. A Embraer também levará para exposição estática o Phenom 100E, Phenom 300, Legacy 650 e o Lineage 1000E, além de apresentar suas soluções em serviços e suporte ao cliente. Na segunda-feira, 11 de agosto, às 14h, a Embraer realizará uma coletiva de imprensa na sala Santos Dumont, no local da exposição, para apresentar atualizações de seus programas na aviação executiva e previsões de mercado. “A LABACE é uma vitrine importante para a aviação executiva na América Latina e proporciona uma grande oportunidade de exposição das inovações e diferenciais tecnológicos dos nossos produtos”, disse Breno Corrêa, Diretor de Marketing e Vendas da Embraer Aviação Executiva para a América Latina. O portfólio de jatos executivos da Embraer oferece tamanhos de cabine e flexibilidade de alcance adequados para as mais variadas demandas, permitindo maior produtividade no trabalho e economia de tempo nas viagens, com conforto e privacidade.

Sobre a Embraer Aviação Executiva
A Embraer é uma das maiores fabricantes de jatos executivos do mundo, tendo entrado neste segmento de mercado a partir de 2000, com o lançamento do jato Legacy. Seu portfólio, o mais amplo da indústria, é formado pelos jatos Phenom 100E, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500, Legacy 600, Legacy 650 e Lineage 1000E. Mais de 750 jatos executivos da Embraer estão em operação em mais de 50 países. Os clientes são apoiados por uma rede global de cerca de 70 centros de serviços entre próprios e autorizados e centros de distribuição de peças, complementados por um Contact Center 24/7.

Fonte: Embraer

terça-feira, 5 de agosto de 2014

III FAE

III Força Aérea celebra 23 anos e mostra projetos para o futuro
A Terceira Força Aérea (III FAE), unidade responsável pelas aviações de caça e reconhecimento da FAB, celebrou 23 anos nesta terça-feira (05/08) em cerimônia militar realizada em Brasília. O evento, presidido pelo comandante do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, contou com a presença de autoridades civis e militares. Durante a solenidade, foram entregues a militares as homenagens de Graduado e Praça Padrão, Menção Destaque Operacional ouro e prata e Medalha Militar por bons serviços prestados. Sob o Comando da III FAE, estão 13 Unidades Aéreas de emprego aeroestratégico, operações aerotáticas e defesa aérea, que vivem um momento de renovação das aeronaves disponíveis. Uma delas, é a aquisição dos caças Gripen NG e para receber as aeronaves a III FAE está em fase de mudança e readequações. “O nosso grande projeto é preparar a estrutura para receber a aeronave que foi escolhida. Além disso, temos que preparar nosso pessoal, pois será um salto tecnológico significativo, já estamos em processo de mudança de doutrina”, revela o Comandante da III FAE, Brigadeiro do Ar Mário Luís Da Silva Jordão. Ainda na aviação de caça, as aeronaves F-5 e A-1 estão em fase de modernização. Na aviação de reconhecimento, a Unidade também tem novidades com a incorporação da nova aeronave remotamente pilotada, RQ-900 e a modernização do E-99, ambos utilizados durante a Copa do Mundo. Para receber essas modernizações e novas aeronaves, a III FAE gerencia juntamente com o COMGAR a integração com outras unidades da FAB, para atender às necessidades dos setores envolvidos. “Todo esse preparo que nós fazemos é para dar condição para que todas as aeronaves estejam prontas para decolarem e defender nosso espaço aéreo e território. Nós temos um trabalho silencioso, as unidades aéreas da III FAE guarnecem os alertas de defesa aéreo espalhados por todo Brasil e estão sempre prontas a atuarem em prol da população brasileira”, finaliza o Brigadeiro do Ar Jordão.

Fonte: FAB

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Aviação Regional

São José dos Campos e Caçapava tentam alavancar mercado aéreo
Pouco mais de 20 quilômetros separam dois cenários distintos do mercado de aviação regional. De um lado, o aeroporto de São José dos Campos-SP fechou o balanço do primeiro semestre com queda na movimentação de aeronaves, passageiros e cargas aéreas. De outro, o projeto do Aerovale em Caçapava-SP foi turbinado em R$ 30 milhões, totalizando investimentos de R$ 280 milhões na construção de um aeroporto comercial privado. De acordo com estatísticas disponibilizadas pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), o aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf, em São José dos Campos, contabilizou entre janeiro e junho 454 aeronaves a menos, deixou de receber 51.448 passageiros e reduziu em 620 toneladas a quantidade de carga aérea transportadas. Por meio de nota, a Infraero alega que “oscilações na movimentação de aeronaves e passageiros no aeroporto são geralmente decorrentes de variações sazonais e/ou outras circunstâncias na demanda junto às companhias aéreas”. Em fase final de obras que consumiram R$ 16,6 milhões por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o aeroporto está na mira da SAC (Secretaria de Aviação Civil) e pode receber novos investimentos, desta vez dentro do Programa de Aviação Regional do governo federal. De acordo com a SAC, na RMVale, estudos técnicos sobre a infraestrutura dos aeroportos de São José dos Campos e de Guaratinguetá já foram realizados e estão em fase de análise.

Caçapava
Nas contas do empresário Rogério Penido, as obras no complexo do Aerovale estão 80% prontas. Segundo ele, as operações no local, que estavam previstas para maio, foram adiadas para o final do ano em função de modificações no projeto. A pista, por exemplo, teve sua estrutura de pavimentação reforçada e terá capacidade para suportar grandes cargueiros, como o A-300 da Airbus e o futuro KC-390 da Embraer. “Começamos a pavimentação da pista. Tudo deve ficar pronto em dezembro. Aumentamos o terminal de passageiros, já compramos um caminhão de bombeiros. Inclusive faz parte desse investimento maior a operação do aeroporto por instrumentos. Também vai ter torre (de controle)”, afirmou Penido. Penido também espera iniciar até o final do mês as operações com dois helicópteros modelo Esquilo. Para o empresário, o futuro do Aerovale está ligado ao transporte de cargas leves “A carga leve vai ser muito próspera. A carga pesada não. A Infraero montou uma estrutura muito grande em São José e não dá conta. O Vale não tem volume para tráfego pesado. A gente acredita muito no movimento de cargas de alto valor agregado".

Aeroporto de São José dos Campos-SP
Aeronaves
2014 - 7.497
2013 - 7.951

Passageiros
2014 - 44.618
2013 - 96.066

Cargas Aéreas
2014 - 534 toneladas
2013 - 1.154 toneladas

Situação atual
Concluída nova sala de embarque e desembarque de aproximadamente 1,2 mil m², um novo saguão de embarque e novos balcões de check-in.

Investimento
R$ 16,68 milhões

Conclusão
A previsão inicial era em julho, mas foi adiada para agosto

Estímulos devem melhorar o setor
O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, Sebastião Cavali, está otimista quanto aos estímulos à aviação regional. "Com a aprovação do incentivo federal à aviação regional formalizado pela MP 652/14, os parâmetros de lucratividade da operação das companhias aéreas em aeroportos regionais como o de São José irão melhorar.”

Custo operacional precisa ser menor
Para o empresário e especialista em logística, Osman Cordeiro, a Infraero deve ser mais competitiva para atrair voos ao aeroporto de São José dos Campos. “Para crescer com a aviação regional, é preciso custo operacional mais baixo. Guarulhos e Viracopos têm uma estrutura consolidada. Estamos a 70 km de Guarulhos. Para atrair empresas, tem que ter viés financeiro.”

Operação assistida completa 20 dias
A operação assistida das novas instalações do aeroporto de São José dos Campos foi iniciada no dia 10 de junho, com uma nova sala de embarque e desembarque, um novo saguão e novos balcões de check-in. “Essas novas áreas já estão proporcionando muito mais conforto aos passageiros e usuários e rapidez no atendimento”, informou a Infraero.

Texto: Marcelo Pedroso

Fonte: O Vale

domingo, 3 de agosto de 2014

Especial de Domingo

É sempre gratificante selecionar conteúdo do blog Pery de Serra Negra. Numa linguagem muitas vezes poética, histórias, "causos", experiências de vida estão disponíveis para leitores de todas as idades.
Boa leitura.
Bom domingo!

Palestra dada aos alunos do Aeroclube do Rio Grande do Norte 
Por Pery Lamartine
Em 09.08.2010
Vocês estão iniciando um curso de “piloto privado” que poderia também ser chamado de “curso primário”. É por aí que se inicia a carreira de “piloto-aviador”. Os primeiros passos são dados nesses pequenos aviões “treiners”. Com o surgimento dos chamados ultraleves, ou “experimentais”, causou uma certa confusão na classificação dos pequenos aviões. Eles foram classificados pelo peso o que levou os antigos e ótimos aviões dos aeroclubes a categoria de experimentais, uma injustiça, no meu ponto vista. O ultraleve,pode-se dizer que, é como se fosse uma jangada, e os aviões tipo Piper, AeroBuero, Paulistinha e outros, seriam as lanchas esportivas. Espero que o Governo um dia revise essa classificação. No ultraleve, pela precariedade na sua construção, não se consegue transmitir ao aluno uma pilotagem de qualidade o que não acontece nas avionetas dos aeroclubes. Mas continuemos: Vamos primeiro situar vocês dentro deste “nosso” aeroclube; é uma instituição pioneira no Brasil.Quando foi inaugurado no dia 29 de dezembro de 1928, somente existia no país o Aeroclube do Brasil, que só fazia emitir títulos (Brevet), para as pessoas que haviam feito o curso nas escolas particulares existentes em São Paulo. Na primeira fase, o Aeroclube do Rio Grande do Norte, teve uma vida muito curta. Não chegou a completar dois anos de vida. Quando estava em plena atividade, formando pilotos, veio a chamada “Revolução de 30”, ( 03 de novembro 1930 ) que fechou o clube. Os aviões – eram dois biplanos “treiner” de fabricação inglesa chamados “Blue-Bird” que o Aeroclube havia importado diretamente da Inglaterra.
Um desses aviões caiu com o piloto Edgard Dantas,vindo ele a falecer, ali mesmo no Aeroclube. Por ordem da revolução, o Instrutor Djalma Petit retornou ao Rio de Janeiro levando o “Blue-Bird” restante. Nos dois anos que funcionou, ainda diplomou uma turma, foram eles: Fernando Gomes Pedroza, Eloi Caldas, Aldo Cariello, Octávio Lamartine e Edgard Dantas. Houve outro candidato que não concluiu o curso, chamado Plínio Saraiva. Ele só fez a conclusão, quando o Aeroclube foi reativado em 1942, doze anos depois. O instrutor era uma oficial da aviação naval, cedido ao Governo do Rio Grande do Norte, chamado Djalma Petit.
Foto da 1ªTurma de alunos da Escola de Aviação do Aero-Clube

Em 1942, a 2ª.Guerra Mundial estava a todo vapor, quando surgiu no Brasil a Campanha Nacional de aviação, apoiada pelo jornalista Assis Chateaubriand dos “Diários Associados”, com o objetivo de criar a reserva da Força Aérea Brasileira. O Brasil estava mandando tropas para Europa ( AeronáutIca também enviou um contingente) e a nossa Força Aérea não tinha nenhuma reserva. Na época foi fundado dezenas de Aeroclubes por todo o país e o nosso que havia sido desativado em 1930, foi reativado. Daquele ano até hoje vem funcionando com atropelos por questões de natureza administrativas. É uma instituição que merece ser preservada pela sua história e pelo o que pôde fazer em prol da Aviação. Hoje existem alguns pilotos formados aqui trabalhando nas companhias aéreas e tem motivado alguns jovens a entrar na aeronáutica. Conhecí pessoalmente pelo menos um deles (Capitão Aviador Clidenor do Lago Filho, hoje já falecido). Está aí um pouco da história muito resumida do Aeroclube do Rio Grande do Norte. Um clube que merece o nosso respeito. Como toda instituição que ensina aviação, também teve seus sinistros, em número de cinco mas a análise de cada um conclui-se que houve falha humana. Daí porque vou fazer adiante algumas recomendações que ajudarão a fazer um bom curso e preparar bons pilotos.

Recomendações aos candidatos a aviadores:

1. Siga sempre as determinações do seu instrutor. Ele está ali para passar a você os conhecimentos que adquiriu depois de demorado treinamento.

2. O avião é uma máquina quase perfeita. Está sujeita a defeitos. Todo cuidado é pouco para garantir a sua segurança enquanto estiver com ele em uso. Já ouvi de um especialista uma frase corretíssima sobre “acidentes aéreos”; um certo advogado americano que trabalha para as Seguradoras, especializado em encontrar a causa dos acidentes, falou a seguinte frase: "Acidentes aéreo não é um desígnio de Deus, ele acontece porque alguém cometeu algum erro.” É portanto um dever de todos que se envolvem com o avião, está sempre atento para evitar falhas humanas que levam a acidentes.

3. O excesso de entusiasmo tem sido a causa de um grande numero de acidentes. Contenham-se.

4. O corpo do aviador é como se fosse uma peça de toda estrutura que é o avião. Deve-se encarar como tal. Por exemplo: senta-se na poltrona de comando, de forma confortável, totalmente descontraído para poder sentir o avião como um todo. No popular, o instrutor poderá dizer, sinta o avião na bunda. Sobre esse assunto Saint-Exupéry, que pilotava um hidro-avião, escreveu um texto um tanto poético mas que exprime bem esse fato: “Quando os motores começam a girar, quando o avião já sulca o mar, seu casco soa como um gongo ao choque das marolas e o piloto sente nesse momento o tremor de seus rins. Sente que o hidroavião, segundo por segundo, à medida que vai ganhando velocidade, vai se enchendo de poder...”

5. Acrobacia, nem pensar. Isso é assunto para após o curso quando o jovem já é piloto, dominando totalmente o avião. Não confundir acrobacia com manobras acrobáticas. Acrobacia é “show aéreo”, aquilo que a Esquadrilha da Fumaça faz. Manobras acrobáticas são certas situações que se faz durante o curso para desenvolver a coordenação de comando e o aluno saber sair de situações embaraçosas.

6. O parafuso se faz para que o aluno saiba não entrar e saber sair se isso vier acontecer acidentalmente. Uma curva muito fechada e mal feita pode levar a um “parafuso acidental”.

7. Estol é para o aluno sentir até onde o avião se sustenta no ar.

8. Exercício de coordenação de comando, para o aluno saber o quanto de pé e mão pode ser aplicado durante a pilotagem.

9. Oito sobre pontos de referência – para desenvolver a coordenação de comando.

Pelo o apresentado conclui-se que a “coordenação de comando” é o ponto fundamental para uma boa pilotagem e dá a segurança ao piloto, contra acidentes. O “Manual de Pilotagem” é indispensável para se estudar a teoria do voo mas deve ser sempre conferido com as reações do avião durante o voo. São inúmeras as recomendações que se deve fazer sempre ao pretendente a aviador; mas se perderiam se fosse expostas sem o contato com o avião. No decorrer do treinamento, o instrutor vai localizando os casos e mostrando na prática como deve ser tratado.

Oito mandamentos para segurança do voo:

1. Todo acidente resulta de uma sequencia de erros e não de uma causa isolada.

2. Todo acidente tem um precedente. 

3. Prevenção de acidentes é uma tarefa que requer mobilização geral.

4. O propósito da prevenção de acidentes não é restringir a atividade aérea, mas sim estimular o seu desenvolvimento com segurança.

5. Comandantes, Diretores e Chefes são os principais responsáveis pelas medidas de segurança.

6. Em prevenção de acidentes não há segredos nem bandeiras.

7. Acusações e punições agem diretamente contra os interesses da prevenção de acidentes.

"O acidente que não podia ter sido evitado pelo piloto é quase inexistente"– disse certa vez o escritor-aviador Richard Bach em um dos seus livros.

sábado, 2 de agosto de 2014

Portões Abertos

Portões Abertos deve reunir seis mil pessoas em Cachimbo (PA)
Exposição estática de aeronaves, demonstração operacional e apresentações culturais. Essas são algumas das atrações preparadas para a 8ª Edição dos Portões Abertos a ser realizada no dia 3 de agosto, das 8h às 18 horas, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, no Sul do Pará. A expectativa dos organizadores é que cerca de seis mil pessoas participem do evento. O público poderá conhecer aeronaves empregadas nas diversas missões da Força Aérea Brasileira (FAB), como os caças A-29 Super Tucano; aviões de transporte, como o C-105 Amazonas e o C-95 Bandeirantes; além de helicópteros H-60 Black Hawk. “O evento é muito aguardado pela população local. É uma oportunidade para mostrarmos o trabalho da FAB e ao mesmo tempo estreitarmos os laços com a população dos municípios vizinhos ao CPBV. Acredito que será um grande sucesso”, ressalta o Tenente-Coronel Mark Lima Santos, Diretor do CPBV. Também estão previstas na programação demonstração operacional de rapel e apresentações culturais de grupos de cidades localizadas no entorno do CPBV. O Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) montará um estande onde apresentará informações sobre tráfego aéreo e meteorologia. No Portões Abertos também serão conhecidos os vencedores do concurso de redação que teve como tema “Força Aérea Brasileira: Asas que protegem o País!”. Participaram alunos da rede pública de ensino dos municípios de Guarantã do Norte, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, todos do estado de Mato Grosso. Também estarão presentes ao evento agências governamentais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Fonte: FAB

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Aviação Regional

Programa de apoio à aviação regional fortalece a Embraer
O pacote de incentivo do governo federal à aviação regional, com a criação de novas rotas regionais, principalmente para cidades de médio porte, deve beneficiar a Embraer, sediada em São José dos Campos-SP e aumenta a possibilidade de venda de mais aeronaves comerciais da empresa para o mercado interno. A Azul, por exemplo, não descarta comprar mais jatos da fabricante brasileira. A aérea é a única operadora de jatos comerciais da Embraer no Brasil. Atualmente, a companhia aérea brasileira tem um total de 82 E-Jets em operação e mais 11 pedidos em carteira. A Azul opera a maior frota de jatos E195 no mundo. Em junho, a companhia anunciou a compra de até 50 aeronaves da nova família de jatos da Embraer, prevista para entrar em operação a partir de 2018. O acordo é para a compra firme de 30 jatos E195-E2 com opção de mais 20 aeronaves do mesmo modelo. O valor do contrato, se exercidos todos os direitos de compra atinge US$ 3,1 bilhões, a preço de lista. Anteontem, o presidente da aérea, Antonoaldo Neves, disse à imprensa que a Azul vai precisar de 10 a 20 novos aviões Embraer em até três anos. O plano da empresa é colocar os jatos nas rotas hoje usadas pelos aviões turboélice ATRs, para ampliar a oferta nos destinos para cidades maiores operadas por ela.

Incentivo
Em nota, a Embraer informou que o “programa de estímulo à aviação regional no Brasil é uma iniciativa que pode ser uma importante ferramenta indutora para o desenvolvimento econômico do País, como já ocorreu com iniciativas similares em outros países”. A fabricante frisa que existe um grande potencial de crescimento, pois o Brasil tem um vasto território e inúmeras regiões em franco desenvolvimento, mas que não são atendidas adequadamente pelo transporte aéreo regular. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pouco mais de 120 cidades brasileiras recebem voos regulares de companhias aéreas. “Ao viabilizar a operação em aeroportos em cidades menores e aumentar o número de rotas e frequências, este plano ajudará a estimular o setor aeronáutico e a dinamizar a economia como um todo, com benefícios para toda a sociedade”, disse a Embraer em nota. Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, o programa federal de incentivo à aviação regional é uma excelente notícia para São José dos Campos e de todo o Vale do Paraíba, uma vez que seu principal objetivo é estimular as companhias áreas a aumentarem o número de voos, iniciarem operações em novos destinos e reduzirem os preços das passagens áreas. “Os moradores da Região Metropolitana do Vale poderão se beneficiar com uma oferta maior de voos e conexões, por um preço menor”.

Professor do ITA elogia pacote de medidas
Para o chefe da Divisão de Infraestrutura e Engenharia Civil do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), professor Cláudio Jorge Pinto Alves, as medidas do governo federal para incentivar a aviação regional a princípio são positivas e estão na direção certa. O especialista, no entanto, destaca que, ainda que sejam medidas no sentido de disseminar o uso do transporte aéreo por todo o país, devem ser estabelecidas com muito cuidado para que efetivamente venham a viabilizar o tráfego de baixa densidade em comunidades que comercialmente não seriam interessantes às empresas aéreas. “Deve-se evitar que o subsídio se concentre nas ligações em que as empresas já fazem, nesse caso, beneficiando apenas um dos atores do sistema”, pontuou o especialista. Sobre a possibilidade de São José dos Campos vir a ser beneficiada, o professor frisou que há muitos interesses em jogo no aeroporto da cidade, como uso industrial e militar e ninguém quer ser prejudicado. “Aqui é mais complicado do que na maioria dos outros 270 aeroportos listados”.

Fonte: O Vale

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Espaço

Por que a bandeira dos EUA tremeu na Lua, se lá não venta?
O mundo comemorou, neste mês (20 de julho de 2014) o aniversário de 45 anos do dia em que o homem colocou os pés na Lua pela primeira vez. E apesar de tanto tempo ter passado, ainda há quem acredite que tudo não passou de uma armação dos americanos. Um dos argumentos mais utilizados para alimentar a teoria da conspiração é o da bandeira dos EUA, que aparece em movimento nos vídeos da Nasa (a agência espacial americana). Como isso é possível se na Lua não venta? O questionamento sobre a ondulação da bandeira aparece em todos os textos e documentários criados para espalhar a tese de fraude, que nasceu nas palavras de Bill Kaysing, autor do livro "Never Went to the Moon" ("Nunca fomos à Lua"), de 1974. Kaysing morreu há alguns anos, mas suas ideias nunca deixaram de circular, ainda mais com o advento da internet. A questão é que os vídeos originais da Nasa são bem tediosos e ninguém tem muita paciência para assisti-los inteiros. E se a bandeira aparece tremulando no momento em que é fincada na Lua, ou quando o astronauta a arruma, as mesmas imagens a mostram paradinha momentos depois, como deve ser em um ambiente de vácuo como é o espaço. "Se você olhar com cuidado os filmes da época, ou as fotos, verá que a bandeira está parada, e só se mexe quando algum astronauta a toca. Quando ele faz isso, ela se move como um tecido se moveria, ou seja, vai fazer uma onda. Não por causa de vento, mas sim pelo movimento provocado pelo astronauta diretamente na bandeira e pela flexibilidade do tecido", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Brasileiro de Luz Síncrotron e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo). Na verdade, a bandeira se move daquele jeito ao ser manipulada justamente porque não está sujeita à resistência do ar. Vale lembrar que o mastro é de alumínio flexível, por isso o movimento continua mesmo depois que o astronauta tira a mão. "A inércia faz com que ela continue a se mover", esclarece o especialista Roger Launius, do Museu Espacial Smithsonian, em Washington, em reportagem da National Geographic sobre o tema. "Muita gente tentou desacreditar a ida dos americanos à Lua, mas ela de fato aconteceu e isso é um consenso hoje em dia", comenta Galante. O pesquisador até cita uma prova clara disso: "Podemos enviar um laser para a Lua, fazê-lo refletir em um dos espelhos deixados para esse propósito pelos astronautas da Apollo, e medir o sinal de volta aqui na Terra." Há várias outras confirmações, não só do pouso da Apollo 11, mas das missões que se seguiram até 1972, quando o dinheiro acabou. A missão indiana Chandrayaan-1, lançada em 2008, orbitou a Lua e confirmou que os jatos propulsores do módulo lunar da Apollo 15 alteraram a superfície. E olha que a Índia não teria nenhum interesse em apoiar os EUA em um eventual embuste.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

EMBRAER - PEE

Programa de Especialização em Engenharia
O PEE – Programa de Especialização em Engenharia – é um programa corporativo da Embraer que tem o objetivo de capacitar engenheiros recém-formados para atuarem nas áreas de engenharia. Em parceria com o ITA, oferece o título de mestrado profissional em engenharia aeronáutica, reconhecido pela CAPES/ MEC. Os cursos e atividades são ministrados em dependências da empresa por profissionais da Embraer e consultores contratados. Com início em 2001, o PEE já formou 21 turmas com cerca de 1400 engenheiros. No momento uma turma está em andamento com 61 engenheiros. São elegíveis ao PEE através do processo de seleção 2015: • Engenheiros com inglês avançado, graduados entre 2012 e 2014 nas modalidades civil, computação, elétrica, eletrônica, mecânica, mecatrônica, materiais, naval, produção ou outras relacionadas a estas. Se você é recém-formado em engenharia e deseja ampliar seus conhecimentos atuando na área, há uma oportunidade na Embraer para você!​​

Saiba mais/Inscreva-se: PEE - EMBRAER

terça-feira, 29 de julho de 2014

P-3AM

Esquadrão Orungan conta agora com nove aeronaves modernizadas
O Esquadrão Orungan, sediado em Salvador (BA), recebeu no último sábado (26/07) o nono e último avião de patrulha marítima P-3AM. É o fim do ciclo iniciado com a chegada da primeira aeronave, em 2011. Com uma autonomia para voos de até 16 horas, o modelo é utilizado para vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais, como as áreas das reservas de petróleo das camadas do pré-sal. Além disso, a frota apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil. Adquiridas dos EUA, as aeronaves passaram por um processo de modernização na fábrica da Airbus Military, em Sevilha, na Espanha. Os sistemas foram atualizados e integrados em um sistema tático de missão, operado por uma tripulação de até doze militares. Cada P-3AM leva equipamentos como radar, detector de anomalias magnéticas, visor infravermelho e antenas para recepção de sinais de radar. Além disso, é possível lançar sonobóias, um tipo de bóia que atua como sonar e transmite para a aeronave informações que podem ajudar a localizar submarinos submersos. Em quase três anos de implantação, o Esquadrão realizou treinamentos de guerra antissubmarina, busca e resgate, reconhecimento aéreo e patrulha marítima em território brasileiro. Também ocorreram exercícios conjuntos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e diversos países como Estados Unidos, França, Portugal, Inglaterra, Canadá, Alemanha, Cabo Verde, Argentina e Chile. Neste mês, os P-3AM da FAB treinaram com submarinos nucleares. No exercício Joint Warrior, realizado em 2013 na Escócia, a FAB foi convidada a voar ao lado das aeronaves da OTAN e surpreendeu nos resultados. Em um treinamento onde o desafio era acompanhar um submarino sem perder o contato pelo maior tempo possível, os brasileiros quase equipararam a marca dos norte-americanos. Eles monitoraram o submarino por duas horas e cinco minutos, e os militares do Esquadrão Orungan alcançaram duas horas e um minuto. De 2011 até hoje, o Esquadrão também formou novos tripulantes entre militares vindos de várias unidades da FAB. 

Saiba mais: www.fab.mil.br

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FAB TV

FAB & Indústria de Defesa - Ração Operacional
O Programa FAB & Indústria de Defesa mostra, nesta edição, como são fabricadas as rações operacionais utilizadas pelos militares em situações de combate e também em treinamentos. A empresa que fabrica esse tipo de alimento termoprocessado está localizada em Campinas, no interior de São Paulo, e fornece cerca de 430 mil kits para as Forças Armadas.

domingo, 27 de julho de 2014

Especial de Domingo

Do blog de Luiz Pagano, A Maravilhosa Vida de Santos Dumont, selecionamos o conteúdo de hoje.
Uma singela lembrança, no mês em que nasceu(20/Julho/1873) e partiu(23/Julho/1932) o nosso Pai da Aviação.
Boa leitura.
Bom domingo!

Santos=Dumont – Pai da ‘Filosofia Pós-escassez’
A ideia de Santos=Dumont de compartilhar conhecimento, sem qualquer compromisso com as leis de patentes, focando apenas o único objetivo de conquistar o voo, certamente causou a antecipação da descoberta da aeronave até o início do século 20. Mas também foi a grande causa da má interpretação dos americanos conferindo aos irmãos Wright o status de inventores do avião.

Santos = Dumont antecipou a filosofia "wiki" em mais de 100 anos, no qual todas as informações sobre uma invenção, em um processo de desenvolvimento específico, são colocados à disposição de todos, a fim de multiplicar as chances de avanço - abrindo oportunidades para um maior número de pessoas envolvidas na questão, visando a criação definitiva da tal invenção (o termo "wiki" para designar esse fenômeno aparece hoje no site da Wikipedia e também no livro "Wikinomics", de Anthony D. Williams e Don Tapscott) - saiba mais sobre Santos=Dumont pai da filosofia Wiki

O que hoje é conhecido como "filosofia de pós-escassez", também foi criado por Santos Dumont- mas hoje o termo "pós-escassez" ainda é tida mais como ficção científica, que uma ciência. O processo de invenção / criação através do método de "pós-escassez" implica em usar com devoção intelectual completa, procurando resolver os problemas, em relação aos estágios de criação, levando em consideração que "podemos encontrar na natureza todo e qualquer recurso para resolver todo e qualquer problema". A ‘pós-escassez’ é o método no qual a profunda observação da natureza, aliada ao mais perfeito uso da mente criativa, permite testar a exaustão todas as possibilidades para obter a invenção de algo, em sua melhor forma. - A escassez acaba no momento em que percebemos a natureza ilimitada de recursos que consideramos, por ignorância, como escassos.- Como o próprio nome diz, o método de ‘pós-escassez’ implica também em medirmos bem o uso desses recursos para que não haja desperdício e nem o mau-uso. Veja a seguir a matéria na qual Santos=Dumont apresenta o uso de “placas aéreas” como parte da solução do desenvolvimento de um dirigível projetado para carregar passageiros, tal como um ônibus aéreo, e tire suas próprias conclusões.

Dirigível Santos=Dumont n.10 - "o Ônibus" com suas "placas aéreas"

Jornalista e Artista do Evening Journal, Coffin, entrevista o inventor e explica suas idéias – 30 de julho de 1902

Por G. A Coffin.

Homem de fibra, intelectual e físico. Essa é a impressão que você tem quando se conversa com Santos-Dumont, o aeronauta brasileiro. Ele é um fatalista. De modo geral, os navegadores do ar recorrem a todas as garantias em suas empreitadas perigosas, mas o Sr. Santos confia inteiramente ao seu dirigível, descartando o pára-quedas e apenas diz, elevando os ombros, quando considera a possibilidade de um acidente durante o vôo é abordado : "Bem, então estará tudo acabado." Ao discutir a navegação aérea, Sr. Santos é bastante cus-creativo*. Ele admite que a única maneira de se transportar passageiros em uma aeronave é de aumentar enormemente o tamanho do balão e que isso, naturalmente, faria com que seja mais difícil de se manejar em condições climáticas desfavoráveis​​. O limite de flutuação ou poder de elevação foi praticamente alcançado, utilizando o gás de hidrogênio para as inflações. Teoricamente, pode ser possível obter um gás que daria um maior poder de elevação. O aumento de potência seria pequeno e o custo grande. Mas a poupança seria tão duvidosa e os resultados tão pequenos que seria inútil cogitar sobre ele. Assim como todos os outros, que estudaram o assunto. Sr. Santos verá que ele deve manter-se em outra direção procurar assistência em alguma outra fonte. Sua mais recente experiência Ele me informou que seu balão "mergulha" durante os voos. Balança como se estivesse cavalgando em uma ondulação do oceano. A fim de corrigir parcialmente essa tendência o jovem aeronauta planejou duas partições em seu balão, que dividem o saco de gás em três compartimentos. As superfícies das partições não são envernizadas, tem pequenos furos e são porosas, permitindo que o gás se infiltre ou passe lentamente através ‘dessa membrana’, evitando os males do ‘repentino’ deslocamento de gás. Para fazer o seu dirigível absolutamente estável Sr. Santos está prestes a adicionar algumas placas aereas à estrutura. Estes são quadros simples de algum material leve, mas forte. Bambu ou de alumínio, na qual, seda leve será esticada. O ajuste destas à vontade do operador irá se provar eficaz em dar maior controle a aeronave. Esta leve alteração feita por Santos-Dumont não parece indicar nenhuma mudança muito radical na construção, mas na realidade é uma alteração notável de seu design. O jovem brasileiro, para alguns, pode parecer um homem muito restrito, mas para mim a sua capacidade de ver as coisas de um lado só aparece como o resultado de que a qualidade suprema que todo homem bem-sucedido possui, ou seja, a concentração. Ele vai aprender tudo o que há para ser aprendido e colocar a utilização prática de seu conhecimento, e ai então, desviá-la para alguma outra fase e lenta e seguramente, chegará a resultados práticos que o mundo inteiro haverá de apreciar. Creio que quando ele dominar completamente o poder de elevação das placas aéreas, ele irá adicionar muitas dessas a seus futuros dirigíveis, e descobrirá que, sem dúvida, acrescentou muito para o poder de elevação, e por fim será capaz de construir uma nave capaz de transportar um grande número de passageiros sem aumentar o atual tamanho do balão. Outra coisa que seria de grande ajuda em sua empreitada de navegação pelo ar seria a possibilidade de liquefação do hidrogênio. Se isso pudesse ser feito em condições comerciais, o Sr. Santos iria apenas ter que carregar alguns pequenos recipientes contendo hidrogênio líquido, e lançaria uma pequena quantidade de cada vez para manter o balão cheio. Há, naturalmente, muitas dificuldades no caminho, porem sabemos que, sem dúvida, serão por ele superadas, como outras tantas antes dessas.

*Cus-criativo –termo em inglês “cus-creative”, que se refere ao ato de canalizar a criatividade às customizações. Algo como uma criatividade dirigida ou direcionada às aplicações em pauta.

A ' família' de inventos de Santos=Dumont - desenho dele, de 08 de janeiro de 1929

Logica do processo o de inventivo de Santos=Dumont

“O homem é incapaz de voar” – essa fala que era constantemente ouvida por Santos=Dumont não o desanimou. Sabia que o voo era plausível, tudo que tinha a fazer era abstrair o conceito de impossibilidade. Em sua mente não havia escassez de recursos, muito pelo contrario, S=D testou uma gama enorme de possibilidades reais de voo. Esses foram os passos dados por Santos=Dumont para obter suas invenções, observe que tal como a natureza faz, ele não deu saltos. Cada descoberta foi fruto de um processo de raciocínio (de uma mente privilegiada) aplicado em situações praticas, em uma sequencia logica impecável. (veja a ordem cronológica de inventos de Santos=Dumont)

1 – Constatou que a invenção do avião, do voo do mais pesado que o ar seja possível, posto que os pássaros, insetos e outros animais voam;

2 – Começou seu processo inventivo a partir da tecnologia aérea em vigor, balões cativos e motores a vapor;

3 – Questionou o uso de motores a petróleo e passo a passo inventou a dirigibilidade dos balões;

4 – Evoluiu seu invento seguindo uma ordem logica de invenções até aperfeiçoar seu dirigível ao estado da arte;

5 – Começou a fazer experimentos com o mais pesado que o ar, estudou a flutuação do mais pesado que o ar com a ajuda da deslocação e da dirigibilidade (n.11 e n.14), e em testes na água (n. 18);

6 – Criou o voo do mais pesado que o ar (n. 14 Bis);

7 - Aperfeiçoou o voo do mais pesado que o ar em diversas outras aeronaves (n. 15 a n.20);

Por: Luiz Pagano

sábado, 26 de julho de 2014

Aviação Agrícola

Curso de prevenção de acidentes na aviação agrícola é o único na América do Sul
Terminou, dia 25 de julho de 2014, o curso “Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para a Aviação Agrícola”, promovido pelo Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), em Canoas (RS). O objetivo foi proporcionar aos profissionais que atuam na atividade aérea rural conhecimentos básicos de prevenção, além de difundir as normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer). O curso é apontado como único do gênero existente na América do Sul e é reconhecido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Participaram do curso cerca de 80 profissionais, entre pilotos, colaboradores de empresas, técnicos e profissionais que atuam diretamente na operação aeroagrícola dos estados de Roraima (RO), São Paulo (SP), Paraná (PR) e outros.

Segurança de voo
O chefe do Seripa V, Tenente-Coronel Aviador Carlos Emmanuel de Queiroz Barboza, fez referência às estatísticas do Cenipa, e disse que 60% dos acidentes na operação aeroagrícola acontecem devido a perda de controle em voo, manobra à baixa altura e falha de motor. Entre os fatores contribuintes para o acidente apontou falhas no planejamento de voo, ausência de supervisão, deficiente julgamento do piloto no momento de decisão, aspectos psicológicos e de manutenção. Na comparação com os índices nacionais, o Seripa V apresenta alta concentração no total de acidentes e incidentes graves na aviação agrícola. De janeiro de 2012 a junho de 2014, foram registrados 78 acidentes, dos quais 29 na operação aeroagrícola. Nesse período, aconteceram cinco incidentes graves, contribuindo para a média de 2,7 ocorrências aeronáuticas por mês na Região Sul. A segunda palestra contou com a participação do Suboficial Roberval Correa Espadim que abordou “protocolos de investigação de ocorrências aeronáuticas do Estado Brasileiro". O Suboficial Espadim chamou a atenção para as ocorrências aeronáuticas não notificadas e citou os voos realizados nas proximidades de aeroportos em total conflito com as exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Fonte: Força Aérea Brasileira

sexta-feira, 25 de julho de 2014

VANT

Cresce uso de pequenos drones, mas regulamentação não existe
O brasiliense conquistou o céu com pesquenas aeronaves pilotadas por controle remoto. Repletos de pequenas hélices, os pequenos drones — veículo aéreo não tripulado (Vant), em português — viraram febre entre fãs de aeromodelismo e chamaram a atenção de empreendedores que trabalham com filmagens. As aplicações do equipamento são inúmeras. Para quem quer se divertir, por exemplo, um óculos chamado Fat Shark transmite as imagens do voo para o piloto em terra. Além disso, a pequena máquina voadora pode substituir gruas e helicópteros para capturar imagens de monumentos, prédios ou até de terrenos ou cenários naturais. Embora cada vez mais populares, a Agência Nacional de Aviação Civil ainda não desenvolveu regras para o uso dos drones. A expectativa é de que, até o fim deste ano, exista regulamentação para utilização do equipamento. Por enquanto, o órgão analisa, caso a caso, os requerimentos de uso das máquinas. Não existe restrição para adquirir o material, mas a agência já possui um conjunto de normas de voos experimentais para veículos aéreos não tripulados. Somente sete aeronaves, no entanto, estão registradas no órgão: duas da Polícia Militar Ambiental de São Paulo; uma do Departamento Nacional de Produção Mineral; duas da Xmobots, empresa que fabrica e opera os aparelhos, e duas da Polícia Federal. Também é necessário obter autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. O empresário Carlos Moreira viu, no próprio drone, a possibilidade de lazer e trabalho. Ele montou o próprio equipamento, conversa com fãs de aeromodelismo, encontra amigos que também se interessam pelo que chama de “brinquedo de gente grande”, mas também fundou uma empresa, a Drone Brasília, que faz imagens aéreas com o equipamento. Ele comprou a primeira aeronave, montou a segunda e, com partes dela e novas peças, fez a terceira. Já investiu cerca de R$ 14 mil em peças e aparatos como telas e óculos. “Eu criei uma empresa de investimentos inteligentes. Consegui um trabalho de filmagem, mas ainda não tinha a máquina”, conta.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carreiras na Aviação

Força Aérea tem vagas para padres e pastores
Seguem até o dia 5 de agosto de 2014, as inscrições para o concurso de ingresso ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica (EIAC 2015). A inscrição pode ser feita no site do CIAAR e a taxa é de R$ 120,00. São três vagas para Sacerdote Católico Apostólico Romano e uma vaga para Pastor Evangélico. Para participar do exame, o candidato deve possuir curso superior de formação teológica regular, reconhecido pela autoridade eclesiástica da religião Católica ou Evangélica (conforme especialidade), não ter menos de 30 anos, nem vir a completar 41 anos até o dia 31 de dezembro de 2015. O processo seletivo é composto de Avaliação do Ordinariado Militar do Brasil, provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. A prova escrita ocorrerá no dia 21 de setembro. Se aprovados em todas as fases os candidatos farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante 18 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento os alunos serão nomeados Segundos-Tenentes e receberão um salário inicial bruto de R$ 5.469,00. Para obter mais informações, consulte o edital na página www.fab.mil.br. Locais de realização das provas: Belém (PA), Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Santa Maria (RS), Brasília (DF), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO).

Saiba mais: www.ciaar.com.br

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Copa 2014 - Balanço

As ações de defesa na Copa mobilizaram 138 aeronaves
Para garantir a segurança e a defesa do País durante a Copa do Mundo, foram empregados 59,5 mil militares das Forças Armadas nas 12 cidades-sede e também em Vitória (ES), Aracaju (SE) e Maceió (AL), que serviram de base para seleções durante o torneio. Ao todo, atuaram 13.125 profissionais da Marinha, 38.233 do Exército e 8.165 da Aeronáutica. Este efetivo contou com o apoio de 77 aviões, 61 helicópteros, 28 navios, 191 embarcações de menor porte, além de 2.667 viaturas e 481 motos. As Forças Armadas trabalharam em dez eixos estratégicos no cumprimento de missões típicas militares, tais como a defesa do espaço aéreo, defesa marítima e fluvial, fiscalização de explosivos e defesa cibernética. Os militares também reforçaram as ações de segurança em rotas protocolares, hotéis, centros de treinamento, receptivo nos aeroportos e entorno dos estádios. Na defesa aeroespacial, foram 114 ações de reconhecimento e vigilância, com 2.800 horas de voo. Ainda foram realizadas 5.303 ações de patrulha e inspeção pela defesa naval. O Exército protegeu 225 instalações consideradas estratégicas. O general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) – órgão que coordenou as ações de Defesa na Copa –, também elegeu a integração entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança como o grande legado do Mundial.

Operação
A operação envolveu 522 vistorias e varreduras nos estádios, Centros de Treinamento, hotéis, aeroportos, bases aéreas e comboios de delegações oficiais. Além disso, foram 416 escoltas com batedores militares, 482 ações de reforço e segurança em hotéis e 372 nos Centros de Treinamento. Ás vésperas da Copa do Mundo, 21 toneladas de explosivos foram apreendidas. Como resultado da proteção da fronteira do País, 40 toneladas de entorpecentes, 206 barcos, 126 automóveis e 28 armas foram apreendidos. Nos aeroportos e bases aéreas foram feitas 279 ações de receptivo envolvendo chefes de Estado e delegações oficiais. O tempo médio de permanência no aeroporto foi de 30 minutos, sem que qualquer incidente tenha sido registrado.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Tecnologia

Avião Solar Impulse dará volta ao mundo em 2015
Especialistas em aviação sempre julgaram improvável mover um avião com energia solar por causa da potência necessária. Isso até o ano passado, quando o Solar Impulse, o primeiro avião movido a energia solar, realizou com sucesso uma travessia entre São Francisco e Nova York, com apenas quatro escalas, pilotado por Bertrand Piccard, um de seus idealizadores. Agora, um passo mais ambicioso: o Solar Impulse 2 pretende dar uma volta ao mundo em 2015. Abastecido por painéis solares instalados em suas asas de 80 metros, o protótipo, de fuselagem feita de carbono, tem quatro turbinas e, graças a baterias que acumulam a energia, pode voar inclusive à noite. A cabine é pequena, tendo espaço apenas para os pilotos, um banheiro e uma área para exercícios físicos. Esta é fundamental, pois o voo ao redor do planeta será um desafio de resistência física: voando a 140 km/h, o Solar Impulse levará vários dias para atravessar o Oceano Atlântico, por exemplo, dependendo das condições meteorológicas. Mas isso não assusta Piccard, que tem a aventura em seu DNA: ele é neto do explorador suíço Auguste Piccard, que em1931 bateu o recorde de altitude em viagens de balão. Seu projeto não tem como objetivo transportar passageiros no futuro, mas contribuir para ampliar os possíveis usos de energia limpa e renovável. Para Piccard, a tecnologia desenvolvida em seu projeto poderá ser adaptada em outros setores e equipamentos, protegendo o meio ambiente e criando novas oportunidades de negócios e trabalho.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Segurança Operacional de Voo

Balões de ar quente continuam interferindo no tráfego aéreo
Os registros de balões nas proximidades de aeroportos brasileiros subiram 145% em junho de 2014, em comparação com o mesmo mês de 2013. A incidência desse tipo de prática criminosa costuma ser maior nessa época devido às Festas Juninas. Das 49 ocorrências no último mês, 67% aconteceram no Estado de São Paulo, 16% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná, segundo dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O tenente-coronel aviador Francisco José Azevedo de Morais, investigador do Cenipa, alerta que “a probabilidade de um acidente acontecer é real”. - Se atingir o motor, ele pode ter um funcionamento anormal ou parar. Se a parte mais sólida do balão, a cangalha, colidir com o avião, pode haver perfuração da fuselagem e danos estruturais. A aeronave tem sistemas que medem pressão e temperatura do ar, que são sensíveis, e a película que envolve o balão pode entupir os sensores e o avião perder suas informações de altitude, de razão de subida. Isso é um perigo e já aconteceu. Uma das situações de risco aconteceu no Rio de Janeiro no dia 28 de junho de 2014. O piloto de um Embraer E-190 relatou ao Cenipa que chegou a confundir o balão com uma aeronave no tráfego para a base aérea de Campo dos Afonsos, na zona oeste da capital fluminense. “A tripulação teve que sair do tráfego normal, desobedecendo à VAC (Carta de Aproximação Visual), para conseguir desviar-se, pois encontrava-se em trajetória convergente com nossa aeronave”, argumentou o comandante. Morais acrescenta que ocorrências em que o piloto tem que desviar são rotineiras e prejudicam a operação aeroportuária. - Na maioria dos casos, como o balão é muito grande, o piloto avista e desvia. Aí, ele já causou um problema de tráfego aéreo, porque tem slot (hora de chegada e partida), tem passageiros, outros aviões. Isso acontece toda hora. No começo de junho, um Airbus A321 da TAM procedente de Fortaleza se aproximava para pousar no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando, por pouco, não atingiu um balão. O autor da notificação feita ao Cenipa disse que o objeto “foi avistado nos últimos segundos, em uma posição logo abaixo da aeronave, não deixando margem para manobra evasiva”. Ele ainda acrescenta que existe uma área próxima à pista onde já havia observado atividades baloeiras. A legislação federal proíbe a fabricação, venda, transporte e soltura de balões. A pena para esse crime vai de um a três anos de prisão e multa. O investigador do Cenipa disse que o órgão já fez uma campanha de conscientização em escolas, com a distribuição de 1 milhão de exemplares de uma revista em quadrinhos explicando sobre o perigo dos balões e também de raio laser. - Nós temos uma questão com alto potencial de desastres, de perigo, e as autoridades atuando. Mas parece que não estamos conseguindo conscientizar ou inibir essa prática, tanto que ela está aumentando.