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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 11 de junho de 2019

NOTAER

Edição destaca o Exercício Operacional Tápio
Confira também o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) na preparação de crianças e adolescentes

A edição de junho do Notaer destaca o Exercício Operacional Tápio, realizado na Ala 5, em Campo Grande (MS). Entre as aviações que participaram estão a de Transporte, a de Reconhecimento e a de Busca e Salvamento que celebram suas datas comemorativas nos dias 12, 24 e 26, respectivamente. O jornal mostra ainda o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) em prol da integração social de jovens residentes em áreas de vulnerabilidade, por meio da prática esportiva orientada e de atividades complementares que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. Confira também uma reportagem sobre o processo de seleção da segunda turma do curso de Graduado-Master que contempla novas localidades. Acesse aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Espaço

Turismo na Estação Espacial pode começar em 2020
A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) anunciou, no dia 7 de junho de 2019, que autorizará o uso da Estação Espacial Internacional (ISS) a turistas e empresas. A agência do governo dos Estados Unidos pretende utilizar a medida para obter financiamento, visto que o presidente Donald Trump tem interesse em expandir a exploração espacial norte-americana. As missões durarão até 30 dias. Potencialmente, uma equipe com pelo menos 12 astronautas privados poderá visitar a estação a cada ano, segundo a agência AFP. Os “astronautas privados” serão transportados pelas empresas SpaceX, com a cápsula Crew Dragon, e Boeing, que constrói a Starliner. Estas companhias escolherão os turistas e cobrarão a viagem, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US$ 58 milhões. Os turistas pagarão a agência espacial pela estada em órbita, comida, água e todo o sistema de suporte vital a bordo.

domingo, 9 de junho de 2019

Especial de Domingo


Caros NINJAs:
Hoje, reproduzimos uma postagem que fizemos há vários anos.
Nosso blog procura estimular o interesse pela cultura aeronáutica e, também, valorizar as profissões ligadas a esta área, esperando que muitos de vocês sigam este caminho.
É claro que contamos também com leitores adultos, já realizados profissionalmente.
Estes, certamente, irão compreender o motivo do Especial de Domingo que voltamos a publicar hoje:
A lembrança do Dia D - 6 de junho de 1944 - A invasão da Normandia, que, neste ano de 2019, foi comemorado na última quinta-feira.
Mais do que o início do fim da 2ª Guerra Mundial, este momento histórico simboliza a vitória dos ideais de liberdade que a humanidade precisa preservar.
Em verdade, estava em jogo o triunfo da opressão ou da democracia e, por isso, a derrota do nazismo significou um importante avanço na construção de um mundo melhor.
Naquela ocasião, milhares de jovens soldados morreram para garantir dias melhores às gerações seguintes.
Hoje, colhemos os benefícios daquele enorme sacrifício e, portanto, temos a obrigação de não esquecê-lo, em respeito a memória de bravos combatentes.
A vida ensina que a conquista da liberdade não é tarefa fácil.
Façamos com que nossas ações contribuam para preservá-la e difundi-la.
Salve 6 de Junho!
Viva a Liberdade!



O DIA D

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia "D". Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.
Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.
Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.

Operação anunciada pelo rádio

A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do "Dia D" - o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.
Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no noroeste da França.
Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível "barreira naval" de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.


Alemães esperavam adiamento da operação
Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.
As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.

Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência.
A cidade de Caen(foto acima), que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.


O "Dia D", comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. "Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas - em cooperação com os grandes aliados russos - para libertar a Europa. A hora da libertação chegou", profetizou o próprio Eisenhower, a 2 de junho.
Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.


Por Matthias Schmitz (gh)

sábado, 8 de junho de 2019

História

A queda do dirigível americano K-36, em Arraial do Cabo, em 1944
Vou contar o que aconteceu em Arraial do Cabo (RJ) envolvendo o Zeppelin, mas antes você precisa conhecer um pouquinho da história do autor do livro que inspirou essa coluna. O avô do Leandro Miranda era pescador e guardava um alicate como se fosse uma pérola. Motivo? Era uma recompensa pelo trabalho de resgate do dirigível americano. Leandro cresceu ouvindo esse caso um tanto insólito. Pra dar ares científicos ao que o avô Ricardo falava e muitos da cidade concordavam, eis que ele vai atrás de pistas e mais pistas sobre o acidente. Vamos ao que aconteceu.

O Brasil na Guerra
“Em 17 de janeiro de 1944, Arraial, então uma vila de pescadores com 2000 habitantes, entrou no cenário da Segunda Guerra com o acidente do dirigível K-36 da marinha americana. O dirigível pertencia ao esquadrão ZP-42. Quando o Brasil entrou na guerra um dos acordos com os EUA, foi o envio de dois esquadrões (ZP-41 e ZP-42) de dirigíveis anti-submarinos, para patrulhar nossa costa que vinha sofrendo constantes bombardeios em nossa frota de navios mercantes. Entre as embarcações brasileiras que foram abatidas, estava o barco de pesca Shangri-lá, afundado próximo à costa de Cabo Frio, em 22 de julho de 1943, pelo submarino alemão U-199. O pesqueiro tinha 10 tripulantes, sendo 07 cabistas e 03 cariocas”, pontua o escritor.Cabista é como é chamado quem nasce em Arraial do Cabo. O Zeppelin estava indo fazer uma revisão geral do equipamento e por isso voava até a Base Aérea de Santa Cruz, na capital carioca, onde existia um hangar preparado para manutenção.Só que ao se aproximar da Ilha do Farol, um forte nevoeiro apareceu. O piloto se afobou. Desesperado, tentou uma aproximação suave com a terra. Não conseguiu ser bem sucedido. Caiu. “O pescador Narciso, que estava na canoa de nome Liberdade, observou fogos de artifício saindo do alto da Ilha do Farol e ao se aproximar do Maramutá (local de pescaria), avistou uma pessoa com um objeto luminoso na mão, como que parecendo pedir ajuda”, conta Leandro Miranda. Em pouco tempo, Narciso enfrentava de cara três problemas imensos: o desconhecimento da língua de quem pedia ajuda, a dúvida se era aliado ou inimigo e como ajudar.

Pescador patrulheiro
“Era tempo de guerra e todo pescador tinha, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a obrigação de patrulhar nossa costa. O pescador, pensando em se tratar de alemães hostis, deixou o mestre da canoa, Tio Loro, de vigia na Ilha e voltou para terra o mais rápido possível para avisar ao destacamento do exército. Um Sargento do exército foi destacado para ir ao Maramutá. Ele chegou a chamar reforços. Chegando lá, ele tentou contato sem muito sucesso, pois os supostos militares estrangeiros não entendiam sua língua. O Sargento, assustado, fez gestos com a intenção de pedir para o pessoal acidentado esperar que ele fosse buscar socorro”, diz Leandro. Mas Brasil é Brasil, né? Mesmo com dificuldades na comunicação, o pessoal conseguiu ajudar os americanos. A história pouco conhecida revela uma época complicada que vivemos. Entrar em guerra não é moleza. Viver sob a chance de ataque mexeu com o país. Durante a Segunda Guerra, até o nosso Carnaval foi modificado. Isso será tema de coluna ainda essa semana. O livro do Leandro Miranda, “K-36, o Zeppelin que caiu no Cabo”, editora Sophia, traz muitos detalhes. Vale a pena a leitura.


Fonte: O Dia, via FAB

Texto: Thiago Gomide

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Carreiras na Aviação

Aspectos da carreira em Engenharia Aeronáutica
É bastante conhecida, especialmente no Brasil, a polêmica acerca de quem seria o grande pioneiro da aviação no início do século XX: o brasileiro Santos Dumont, o francês Clément Ader ou os irmãos norte-americanos Wilbur e Orville Wright. Seja quem for o merecedor desse título, é inegável que as aeronaves que conhecemos hoje são muito diferentes daquelas pilotadas por esses grandes inventores. Nesse caso, sabemos que o mérito é, em grande parte, dos engenheiros aeronáuticos. Encarregada da criação, desenvolvimento, aprimoramento e manutenção de veículos aéreos e de seus componentes, a Engenharia Aeronáutica é a grande responsável por podermos atravessar o Brasil, de norte a sul, em menos de 10 horas – e não em 70 horas, como faríamos de carro. Saiba mais sobre essa área, os cursos disponíveis no país e as possibilidades de carreira que a Engenharia Aeronáutica oferece.

Aeronáutica, Aeroespacial ou Astronáutica?
Há quem sonhe em pilotar aviões, há quem sonhe em ser astronauta. Nenhum dos dois seria possível se não fosse por aqueles que têm um outro sonho: o de se tornarem engenheiros aeroespaciais. A Engenharia Aeroespacial abrange a Engenharia Aeronáutica, que, por sua vez, tem como foco veículos que não deixam a atmosfera terrestre, como é o caso de aviões, helicópteros e dirigíveis. Na prática, a indústria aeronáutica e a astronáutica – responsável, por exemplo, por foguetes, satélites e veículos espaciais – caminham juntas e compartilham conhecimentos e tecnologias. No Brasil, há cursos de Engenharia Aeroespacial, assim como de Engenharia Aeronáutica; contudo, é comum que esta segunda formação também apresente disciplinas e temas de astronáutica em sua grade curricular. Veja, a seguir, algumas opções de cursos na área disponíveis no Brasil.

Engenharia Aeronáutica
A graduação em Engenharia Aeronáutica costuma ter cinco anos de duração; o mestrado, dois, e o doutorado, quatro. Na graduação, é comum que o estudante passe por uma fase inicial de disciplinas básicas, especialmente de Ciências Exatas. Os anos finais do curso incluem disciplinas mais específicas, como Aerodinâmica, Termodinâmica para Aeronáutica, Propulsão e Mecânica do Voo. Para cursar Engenharia Aeronáutica não basta ser apaixonado(a) por aviões, é preciso não ter medo de matemática, física e geometria, nem de se dedicar ao estudo. E falando em estudo, ele precisa começar bem antes do curso em si, já que os processos seletivos para ingressar na graduação de Engenharia Aeronáutica costumam ter notas de corte bastante altas. No vestibular Fuvest 2018, por exemplo, o curso ficou atrás apenas de Medicina em nota de corte, com um valor mínimo de 65 pontos. Muitas instituições altamente conceituadas no Brasil oferecem cursos de graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Aeronáutica. É o caso, por exemplo, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA),da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Para os que gostariam de abrir seu leque – e não abrir mão do espaço sideral – também há cursos de Engenharia Aeroespacial em ótimas instituições brasileiras. Além do próprio ITA, que é um nome de referência na área, a Universidade Federal de Minas Gerais é uma das melhores opções para estudantes em busca de um curso de bacharelado nesse campo.

Carreira
Mercado é o que não falta para engenheiros aeronáuticos. Como bem lembra o ITA, o Brasil é um dos maiores construtores de aviões do mundo. Além de processos de concepção, fabricação e manutenção de aeronaves, o profissional da área pode ser responsável por atividades de fiscalização e de gestão na indústria aeronáutica. O engenheiro poderá trabalhar em diversos setores e para diferentes empregadores, incluindo fabricantes de avião e helicópteros ou de peças aeronáuticas, bem como companhias aéreas, órgãos governamentais, aeroportos, institutos de pesquisa e até a Força Aérea Brasileira. Os caminhos são muitos para aqueles que desejam construir uma carreira na Engenharia Aeronáutica. Embora os desafios sejam grandes, as recompensas também são altas, e o céu é o limite.  

Fonte: Universia Brasil, via FAB

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Meteorologia

Raras nuvens “Asperitas” são de aspecto assustador

Nuvem Asperitas em Lagoa da Prata
(Foto de Janete Vagner Pereira, via Climatempo)

Uma estranha nuvem foi registrada, em Lagoa da Prata (MG), na tarde do dia 11 de dezembro de 2017. O formato da nuvem dava um aspecto dramático e assustador. O que os habitantes de Lagoa da Prata viram e alguns fotografaram foi uma nuvem rara, catalogada como uma “nuvem asperitas”. O que dá a aparência assustadora é o contorno ondulado na base da camada de nuvens. A nebulosidade do tipo asperitas possui uma característica especial e, em 2017, foi oficialmente reconhecida e catalogada pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).

Atlas de Nuvens
A nuvem modelo da WMO
e a vista em Lagoa da Prata
(Climatempo)

A agência de meteorologia Climatempo compartilhou fotografia captada pelo morador de Lagoa da Prata, Rafael Douglas Gomes, emparelhada com o modelo publicado no Atlas Internacional de Nuvens, confirmando a classificação do fenômeno, como “stratocumulus stratiformis opacus asperitas”. O que caracteriza uma asperitas é o aspecto ondulado na base da camada de nuvens, mas de forma caótica, sem ter uma organização horizontal. São essas ondulações que dão a aparência de rugosidade.

Aspereza

Nuvem Asperitas em Lagoa da Prata
(Foto de Rafael Douglas Gomes, via Climatempo)

O especialista em Meteorologia Roberto Tadeu Araujo, palestrante e voluntário no Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), informa que as nuvens tais quais as observadas em dezembro de 2017, em Lagoa da Prata, são classificadas como “Stratocumulus stratiformis opacus asperitas” (Sc Asp) ou “Altocumulus stratiformis opacus asperitas” (Ac Asp) que são diferenciadas pela altura de suas bases, sendo a mais baixa a Sc Asp e a mais alta a Ac Asp. De acordo com Roberto Tadeu, “a aparência dessas nuvens é resultado do grau de instabilidade da camada da atmosfera onde elas se formaram. Daí a denominação asperitas, aspereza em latim, pois suas aparências volumosas ou ondulantes sem o menor padrão deixam as bases como a superfície do mar numa tempestade”. Como são nuvens raras, ele recomenda, caso alguém de se depare com essas formações, fotografá-las, pois talvez demore bastante para que alguém volte a observar tal fenômeno.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Espaço

Ministro Marcos Pontes faz visita técnica a Centro de Lançamento na Guiana Francesa
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, embarcou, no dia 3 de junho de 2019, para Caiena, capital da Guiana Francesa, para uma visita ao Centro de Lançamento de Korou. A base de lançamentos pertence à Agência Espacial Europeia e é uma referência mundial no setor. O objetivo da visita do ministro é trazer ideias que possam ser implementadas no Centro de Lançamento de Alcantara, no Maranhão. Uma comitiva de 17 deputados e senadores também participa da visita oficial. "Essa primeira viagem deu prioridade para os parlamentares. Numa segunda viagem, na fase dois, de planos locais, a ideia é levar pessoas da comunidade, líderes do governo, para que observemos os detalhes da implementação dessa conexão entre o centro e os arredores, toda a comunidade, como que funcionam os negócios, quais negócios que florescem mais, quais os que tem mais trabalho. Usaremos o exemplo deles lá para fazermos o melhor aqui", disse o ministro a jornalistas em São Luís, pouco antes de embarcar.

Uso de Alcântara
Em março, os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram, em Washington, o AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão, por qualquer país interessado, mesmo que tenha em seus veículos componentes com patente americana. A medida era necessária para que o país possa utilizar a base para lançamentos de satélites comerciais. Como a maioria dos componentes de foguetes e satélites são de origem norte-americana, o acordo era necessário como forma de preservar segredos tecnológicos do país. Para entrar em vigor, o AST ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional. Caso seja confirmada, a medida permitirá que o Brasil ingresse em um mercado bilionário. Apenas em 2017, o setor movimentou cerca de US$ 3 bilhões em todo o mundo, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. Estima-se que exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano. A expectativa do governo brasileiro é que a base de Alcântara possa representar, no futuro, quando estiver em plena operação, cerca de 10% do mercado internacional do setor.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 4 de junho de 2019

RPA - Drone

Drones não podem voar próximos a aeroportos e sobre público
Dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) com a responsabilidade de legislar sobre o uso do espaço aéreo brasileiro, mostram o aumento no número de drones em áreas próximas a aeroportos brasileiros. Entre os anos de 2018 e 2019, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o segundo mais movimentado do Brasil, teve as operações interrompidas, ao menos, por duas vezes, em decorrência da presença de drones. Em uma delas, os pousos e decolagens foram suspensos por 20 minutos e, na outra ocasião, por cerca de 47 minutos. O chefe da Divisão de Coordenação e Controle do Decea, coronel aviador Jorge Humberto Vargas Rainho, explica que, quando o drone é comprado, o mesmo pode vir com selo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e, geralmente pelo selo, se reconhece a homologação do produto. “Caso ele não tenha o selo, tem que ser feito um processo, junto a Anatel, para que aquela aeronave seja homologada sendo reconhecida como segura”, acrescenta o coronel Vargas. O próximo passo é a criação do cadastro gratuito no próprio site da Anac, no sistema denominado “Sisant”. Segundo orientação do coronel Vargas, para operações exclusivamente recreativas e dentro das áreas consideradas adequadas para este emprego, esse procedimento é o suficiente.

Distâncias regulamentares
Os voos com drones devem ocorrer a, pelo menos, 30 metros de distância horizontal de aglomerações de pessoas. Além disso, cada piloto só pode operar um equipamento por vez. O chefe da Divisão de Coordenação e Controle do Decea informa que voos recreativos com drones devem ser feitos a mais de 2 quilômetros de aeroportos e, no caso de voos que serão realizados próximos a área de decolagem, a distância aumenta para 9 quilômetros. E independentemente do local, os voos recreativos são limitados a 40 metros de altura em zonas urbanas e 50 metros de altura em região rural. “Caso se pretenda operar fora dessas áreas mesmo que em caráter recreativo ou não, torna-se necessário o cadastro junto ao Sistema do DECEA, que é o sistema Sarpas”, orienta o militar. O Coronel Vargas destaca a importância de informar a sociedade a forma correta de operar o equipamento. “É preciso fazer a conscientização e a educação inicial das pessoas para que efetivamente aqueles que comecem a utilizar esse componente aéreo, possam fazer um acesso seguro não causando, em momento algum, insegurança ou perigo para aeronaves em voo, populações, propriedades e animais no solo”, ressaltou.

Uso de drone: Orientações em www.decea.gov.br/drone

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

Jovens de Núcleo de Aviação terão atividades pedagógicas com a aeronave Christen Eagle em Ubatuba (SP)
Tendo como auxílio à instrução uma aeronave acrobática Christen Eagle, crianças e jovens alunos do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), sediado em Ubatuba (SP), terão atividades pedagógicas no aeroporto local, no dia 08 de junho de 2019, sábado. O evento faz parte da programação do Núcleo para comemorar os 150 anos de nascimento do inventor e pioneiro da aviação, o ubatubense Gastão Galhardo Madeira, nascido em 20 de junho de 1869.

Aula ao ar livre
A disponibilização do aparelho foi feita pelo comandante Hernani Dippolito que, juntamente com outros pilotos, como o presidente do Aeroclube de Ubatuba, Tiago Rizzi, ministrarão aula ao ar livre, com explicações sobre o avião, comentando suas particularidades e as características do voo acrobático, ao mesmo tempo em que avaliarão o conhecimento prévio dos alunos acerca de partes dos aviões, classificação de aeronaves e fundamentos de voo. Em complemento à instrução, os alunos assistirão aos voos do Christen Eagle. No dia 17, segunda-feira, às 19 horas, outra atividade aberta ao público alusiva ao Sesquicentenário de Gastão Madeira ocorrerá no Teatro Municipal de Ubatuba, com palestra sobre a produção do inventor.

O Christen Eagle
O Christen Eagle é um avião biplano com capacidade acrobática, comercializado na forma de kit, para que o adquirente o monte “em casa”. A forma de distribuição completamente documentada revolucionou a indústria de construção própria de aeronaves, as chamadas “homebuilts”. Em 2011 já existiam mais de 350 Eagles voando pelo mundo e podendo atingir a velocidade máxima de 337 quilômetros por hora.

domingo, 2 de junho de 2019

Especial de Domingo

Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020; Ártemis 2 irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024. Saiba mais!
Boa leitura.
Bom domingo!

O Homem de volta à Lua em 2024
A Nasa divulgou, dia 23 de maio de 2019, o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini estação na órbita lunar até 2024.

A Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020. Depois será lançada a Ártemis 2, que orbitará o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.

As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial(SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento. Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.

Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua. Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.

Estação orbital lunar
A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional.

Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua. Eles então descerão para a superfície em um módulo. Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra.

A Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares. Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso.

Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos.

"Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse o administrado r Jim Bridenstine sobre o módulo.

"O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".

Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.

sábado, 1 de junho de 2019

Aviação Naval / Força Aérea

FAB treina pilotos da Marinha para uso de óculos de visão noturna
Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), sediado na Ala 4 - Santa Maria (RS), foram responsáveis pelo treinamento de implantação do voo com óculos de visão noturna (NVG, sigla em inglês para Night Vision Goggles) no 1° Esquadrão Anti-submarino (HS-1), da Marinha do Brasil, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ). As instruções aconteceram entre os dias 14 e 18 de maio de 2019 e foram ministradas por quatro integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB). O Pantera foi escolhido para ministrar as instruções às equipagens do HS-1 tendo em vista à similaridade entre os helicópteros H-60L Blackhawk e SH-16 Seahawk, e a larga experiência do 5°/8° GAV na utilização dos óculos de visão noturna.

SeaHawk
Inicialmente, foram realizadas aulas teóricas e instruções aéreas no helicóptero SH-16 SeaHawk para a tripulação do esquadrão da FAB, a fim de possibilitar a familiarização com o modelo. Em seguida, foi ministrado ao efetivo do Esquadrão HS-1 um curso teórico preliminar aos vôos de instrução. Ao final, os tripulantes do Esquadrão Pantera realizaram 44 surtidas de instrução de voo com NVG, concluindo a capacitação no Esquadrão HS-1.

Interoperabilidade
O Tenente Aviador Felipe Lobo Monteiro destacou os benefícios do intercâmbio com outra Força. “Foi muito importante essa interação de conhecimentos, ver como funciona a aviação aeronaval, seus procedimentos e formação dos pilotos. Tivemos a satisfação de, ao término do curso, formar quatro pilotos operacionais e cinco tripulantes no nível básico de operação. A troca de experiências foi gratificante. É bom para Força Aérea, é bom para a Marinha do Brasil e é bom para o nosso País”, disse.

Fotos: Tenente Lobo / Esquadrão Pantera

Fonte: FAB

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Risco baloeiro

Encontradas duas fábricas de balões juninos com risco à aviação
A Polícia Ambiental descobriu duas fábricas de balões na Grande São Paulo, no dia 28 de maio de 2019. O material foi apreendido e será destruído. Em Santo André, uma pessoa foi presa por fabricar balões dentro de casa. Segundo a Polícia Militar Ambiental, além dos materiais havia cerca de 20 balões pequenos e médios desmontados. Em Guarulhos, o ateliê operava em uma casa parecida com as outras do bairro dos Pimentas. Logo na entrada, no entanto, os policiais encontraram um balão de cinco metros e nove estruturas de madeira, que seguram as bandeiras e baterias de fogos instaladas. O espaço é decorado com fotos e, sobre a bancada, os policiais encontraram folhas de seda, desenhos, tubos de cola, um maçarico usado para encher balões e um botijão. Todo o material foi apreendido e será destruído. O dono da casa, de 40 anos, foi preso em flagrante e recebeu uma multa de R$ 10 mil. A fiança para não ficar na cadeia é de um salário mínimo.

Aeroporto de Guarulhos
Entre janeiro e maio deste ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou o sobrevoo de 229 balões nas rotas dos aviões em todo o estado. No mesmo período, 7 caíram no Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Ambiental alerta que o meio do ano é o período mais crítico de fiscalização. “Devido as festividades - festas juninas e julinas, as ocorrências com balões acabam aumentando. Além de ilegal é extremamente prejudicial ao tráfego aéreo do Aeroporto de Guarulhos e pode cair e provocar incêndio em residências”, disse o capitão Danilo Salem. Fabricar e soltar balões é crime e a pena tanto para quem fabrica, quanto para quem solta vai de 1 a 3 anos de prisão.

Fonte: G1, via FAB

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tecnologia

Embraer e Weg desenvolverão motorização elétrica em aeronave
A Embraer e a WEG anunciaram ontem, 29 de maio de 2019, um acordo de cooperação científica e tecnológica para desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e soluções para viabilizar propulsão elétrica em aeronaves. A parceria, no âmbito de pesquisa e desenvolvimento pré-competitivo, busca acelerar o conhecimento das tecnologias necessárias ao aumento da eficiência energética das aeronaves a partir da utilização e integração de motores elétricos em inovadores sistemas propulsivos. O processo de eletrificação faz parte de um conjunto de esforços realizados pela indústria aeronáutica e que visam atender seus compromissos de sustentabilidade ambiental, a exemplo do que já vem sendo feito com biocombustíveis para redução de emissões de carbono. A cooperação entre as equipes de pesquisas apoiará a criação de tecnologias inovadoras que podem gerar oportunidades para evoluções futuras de novas configurações aeronáuticas e possibilidade de desenvolvimento de novos segmentos de mercado. Iniciativas como esta, combinadas com políticas de incentivo de longo prazo, também potencializam a vocação do Brasil de se tornar um líder mundial em tecnologias sustentáveis. “Nossa tecnologia de powertrain, desenvolvida ao longo de anos para aplicações em trens, ônibus, caminhões e barcos, testada e em constante evolução, nos habilitou para este grandioso projeto de cooperação científica e tecnológica. Junto com a Embraer vamos trabalhar não só para viabilizar a propulsão elétrica de aeronaves, mas também para elevar a capacidade tecnológica da WEG, da Embraer e do Brasil, levando o nosso país a um patamar ainda mais competitivo”, afirma Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

No Ipanema em 2020
Após o período de teste das tecnologias em laboratório, uma plataforma aeronáutica será utilizada para integração e testes de sistemas complexos em condições de operação real. Para os ensaios será utilizada uma aeronave de pequeno porte monomotor, baseada no EMB-203 Ipanema, que realizará a avaliação primária da tecnologia de eletrificação. O primeiro voo do demonstrador movido a energia elétrica está previsto para 2020. A proposta de desenvolvimento científico de eletrificação aeronáutica, utilizando uma plataforma demonstradora de tecnologia, constitui um instrumento de pesquisa pré-competitiva eficaz e eficiente para aprendizado, capacitação e maturação das tecnologias antes da aplicação em produtos futuros.

Fonte: Embraer

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

Inventor Gastão Madeira propôs um avião à prova de queda
Um veículo voador que seria capaz de planar suavemente e chegar ao solo em segurança, em caso de pane do motor. Esta era a proposta do inventor e pioneiro da aviação Gastão Galhardo Madeira, em 1911, com o Aviplano. Ele estava preocupado com o alto índice de acidentes naqueles momentos iniciais da aviação, apenas cinco anos após o primeiro voo autônomo de um aparelho mais pesado que o ar, realizado pelo seu compatriota Alberto Santos Dumont com o 14-Bis. Nascido em Ubatuba, SP, em 1869, Gastão Madeira, destacou-se, à sua época, após elaborar estudos, ainda em 1890, sobre a dirigibilidade de balões. O Aviplano foi patenteado no Brasil e o sistema que daria as características desse avião foi patenteado na França, como “Dispositivo estabilizador automático de aeroplanos”

Em 2019, quando se comemora o Sesquicentenário de nascimento do inventor, no âmbito do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), em Ubatuba, sua terra natal, entre as várias atividades comemorativas, incluindo uma programação promovida pela Prefeitura Municipal, elaborou-se uma miniatura da maquete do Aviplan0, que faz parte do acervo da Sala Gastão Madeira, sede do núcleo. O objeto foi elaborado em março de 2019, por um artesão, a partir de uma fotografia da maquete de 1911.

Aviplano
O Aviplano projetado pelo inventor ubatubense se apresentava, como retratado no capítulo 3 do livro “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira”, como “um novo tipo de aeroplano, caracterizado pelo fato de que os planos fixos de sustentação são ao mesmo tempo planos de equilíbrio permanente independentemente da velocidade da marcha”. À época, Madeira declarara: “Nós baseamos o nosso aparelho na lei do voo das aves. O voo pode ser definido como uma série de quedas sustadas. Um pássaro voa aproveitando o impulso da queda que interrompe com as asas e a cauda para subir de novo”.

Palestra dia 17/06
Além da miniatura do Aviplano, as atividades comemorativas aos 150 anos de nascimento do inventor e pioneiro da aviação Gastão Madeira, incluíram o lançamento do livro “Voando além do tempo: o pensar de Gastão Madeira” e a confecção, pelos voluntários Arthur Bastos e Paulo Quaresma, de um modelo em escala do balão dirigível idealizado por Gastão em 1890. A sequência de atos relativos ao Sesquicentenário prossegue com atividades pedagógicas com os alunos do NINJA, uma palestra sobre Gastão Madeira, exposição de imagens e divulgação do livro “Voando Além do Tempo”, no Teatro Municipal de Ubatuba, no dia 17 de junho de 2019, às 19 horas, com entrada franca.

Fotos: Acervo do NINJA

Sobre o livro: Clique aqui  

Pedidos: praialivros@gmail.com

Ninja-Brasil: versão para a web

terça-feira, 28 de maio de 2019

Espaço

Jumbo 747 chega a São José dos Campos (SP) para transportar satélite CBERS-4 a ser lançado na China
Uma aeronave Boeing 747 da Air Bridge Cargo pousou ontem, 27 de maio de 2019, em São José dos Campos (SP), procedente de Atlanta (EUA), a fim de embarcar, com destino a China, de onde será lançado ao espaço, o satélite produzido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em parceria com entidade chinesa. O engenho espacial é o CBERS-4A, substituto, por pelo menos cinco anos, de plataforma similar em órbita a ser desativada.


A unidade, que é a sexta produzida do CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), será programada para dar 14 voltas por dia ao redor da Terra, tendo como missão captar imagens de desmatamento na Amazônia, mapeamento de queimadas e fornecimento de dados úteis para a agricultura.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Espaço

Formalizado o envio ao Congresso do acordo para uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara
O presidente Jair Bolsonaro formalizou no Diário Oficial da União (DOU), de 24 de maio de 2019, o envio ao Congresso Nacional do texto do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) entre o Brasil e os Estados Unidos, que trata do uso comercial por qualquer país que empregue componentes com tecnologia norte-americana na base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão. O acordo foi assinado em 18 de março, durante viagem oficial do presidente Bolsonaro a Washington. De acordo com o tratado estabelecido entre os dois países, o lançamento de satélites foi liberado, mas o texto proíbe equipamentos bélicos. O Ministério da Defesa considera que o acordo é capaz de destravar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e, com isso, atrair investimentos.

domingo, 26 de maio de 2019

Especial de Domingo

A Força Aérea Brasileira inaugurou o Memorial da FAB na Amazônia. Saiba mais sobre esta importante conquista para a preservação de nossa História.
Boa leitura.
Bom domingo!

Criado o Memorial da FAB na Amazônia, na Ala 9, em Belém (PA)
A Força Aérea Brasileira inaugurou, dia 23 de maio de 2019, o Memorial da FAB na Amazônia, na Ala 9, em Belém (PA). É o primeiro espaço dessa natureza construído na região Norte e fará parte do Sistema Integrado de Memoriais e Museus do Pará. O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, o Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, oficiais-generais da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, dentre outras autoridades civis e militares, participaram da cerimônia.

Acervo histórico
O objetivo do espaço é preservar o acervo histórico existente, bem como mostrar a relação da FAB com a integração local e nacional. No espaço, os visitantes poderão visualizar, por meio de painéis e materiais em exposição, toda a história e evolução das atividades e das aeronaves da Força Aérea Brasileira que atuaram no Pará e na Região Amazônica, desde a década de 1930, passando pela Segunda Guerra Mundial, até os dias atuais. No Memorial também é possível visitar o Hangar Tenente Cézar, onde estão expostas as aeronaves Catalina, C-47, L-19 e um helicóptero H-1H, modelos que voaram mais de 140 mil horas durante quase quatro décadas, e foram responsáveis por levar cidadania e desenvolvimento aos mais distantes rincões da Amazônia brasileira. Conquista da Amazônia De acordo com o Comandante da Ala 9, Brigadeiro do Ar Ricardo José Freire de Campos, a intenção é destacar a relevância da atuação da Aeronáutica na região norte. “Queremos contar, por meio das aeronaves militares e das Organizações da FAB nesta região, a importância da Força Aérea em Belém, para a conquista definitiva da Amazônia”, disse. 

Catalina
O Memorial também busca relembrar como os catalineiros, aqueles que operaram a aeronave Catalina, foram importantes para a integração da região. De acordo com o Presidente da Associação Brasileira de Catalineiros (ABRA-CAT), Suboficial Controlador de Voo Antônio Lemanski, o espaço é mais que uma união de peças de aviação e lembranças. “É mais importante o respeito pela memória, principalmente por aqueles que já foram."Todos foram os desbravadores. A Amazônia é assim hoje graças aos aviões Catalina que não necessitavam de pistas, mas sim de rios e lagoas. Onde se formava um destacamento do Exército, a FAB chegava para dar apoio, levar alimentos, medicamentos e assistência médica, que eram as necessidades na época”, relembra. O Comandante da Aeronáutica complementa, também, sobre a importância de resgatar a memória. “É a história de verdadeiros heróis que levaram e levam, até hoje, desenvolvimento, integração e cidadania aos brasileiros que vivem nos lugares mais remotos do nosso Brasil”, disse o oficial-general.

Memorial
Além do Hangar Tenente Cézar, o Memorial conta com o auditório Cine Catalina, em homenagem ao cinema de mesmo nome, cujos assentos são os mesmos utilizados na década de 1950. Há também o Salão do Catalineiros, com peças e artefatos da aeronave Catalina; o Salão Brigadeiro Protásio, que relata a jornada do militar na Amazônia em 1949, com mais de 16 mil horas de voo; e a Galeria do Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR), que rememora as atividades administrativas e operacionais, o desbravamento e a construção de aeródromos na região amazônica.

Fonte: FAB 

Fotos: Soldado Costa Ribeiro / Ala 9

Vídeo: Wanderson Nunes / CECOMSAER

sábado, 25 de maio de 2019

Helicopter Experience

Helicopter Experience decola
Helicopter Experience (Heli XP), evento dedicado a indústria de aviação executiva de asas rotativas, que aconteceu nos dias 15 e 16 de maio na grande São Paulo, nasceu por uma demanda de mercado, pensado para atender o setor como um todo e gerar um movimento de aquecimento e geração de negócios para o mercado de helicópteros. Superando as expectativas de seus realizadores, patrocinadores, expositores e visitantes, foram 50 marcas e 25 aeronaves expostas para comercialização, totalizando um montante de cerca de US$ 50 milhões em máquinas, mais uma área Premium, que movimentaram os dois dias do evento. Foi atraído um público de três mil e oitocentas pessoas, cento e setenta e quatro pousos de helicópteros particulares trazendo seus proprietários e convidados para o evento, isso sem contabilizar os voos do aplicativo parceiro do evento e de helipontos próximos. “Estimamos que o relacionamento proporcionado aos expositores irá gerar negócios para os próximos três meses. Só durante o evento, tivemos a concretização de mais de US$ 5 milhões em negócios, segundo informações prévias fornecidas pelas empresas participantes”, comemora Gledson Castro, sócio criador do evento. Para o presidente da ABRAPHE, comandante Thales Augusto Dzioba Pereira, o HELICOPTER EXPERIENCE foi um grande ganho para o mercado, pois, havia uma lacuna a ser preenchida. “É o primeiro evento no país a reunir e unir o setor e profissionais. E o Heli XP mostrou o potencial enorme que a aviação de asas rotativas tem no Brasil”, completa o comandante. A geração de negócios também se estendeu à área Premium, que contou com marcas como Cyrela, Intermarine, Via Itallia (Maserati), Alma Premium, AR Escritório de Arte, Esch Café e Porsche Design. “Do conceito, criação a comunicação do evento tratamos o uso do helicóptero como uma importante ferramenta de mobilidade, principalmente nos grandes centros. E a partir deste kick off, que foi o evento, passaremos a criar ações para manter o HELI XP ativo até sua próxima edição, através de ações para conectar os próprios expositores e fomentar a geração de relacionamento com o mercado e com os usuários, seja ele pessoa física ou jurídica”, completa Roberta N Yoshida, sócia criadora do evento.

Patrocinadores: Banco Alfa, Jetex, Líder Aviação, e Vokan Seguros

Expositores: ABOA – Associação Brasileira de Operadores Aero médicos , Abraphe, Aera, Aero Import, Aerosafety, Agro System, Air Light, Air Ways, Armatta, Avionics Services, Blueberry, Bose, CT- Air, Ctf School, Dancor, Efai, Flying Box, Helicidade, Helipark, Icon, Willian & Itagiba, Jetwind, Líder Aviação, Mach Training, Marte Update, MDS (Helitug), MTX Aviation, National Freight, Pratt Witney Canada, Razac, Southern Cross Aviation, Sertrading, Sky Trach, Tower, Umbria e Vokan Seguros.

Área Estática:
AGS Way, C-Fly, Gualter, Helicenter, Helisales, ITJ Aero, Portal Aviadores, Sky Service, TAG, WZ.

Área Premium:
Alma Premium, AR. Escritório de Arte, Cyrela, Intermarine, Luxus Magazine, Via Itallia (Maserati).

Mídia:
Flap, Aero Magazine, Caras, High, Radar Magazine.

Sobre o Helicopter Experience
O evento, que vem fortalecer a presença e importância do helicóptero como ferramenta de ganho de tempo, utilidade pública e mobilidade se firmou como um importante meio de comunicação e conexão dos diversos elos desta indústria. Os helicópteros fazem parte da rotina das pessoas, mesmo sem que elas saibam. Antes considerado um artigo de luxo, eles tornaram-se primordiais em grandes centros urbanos, cada vez mais paralisados pelo trânsito intenso. Economizar o tempo de executivos é apenas uma das facetas deste modal de transporte que está ligado fortemente à prestação de serviço. Resgates, policiamento, transporte de órgãos e enfermos são alguns dos trabalhos essenciais que os helicópteros realizam em megalópoles como São Paulo. E em tempos modernos, ele vem para integrar um dos temas em alta, a mobilidade.

Fonte: Portal Segs

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Boeing Brasil-Commercial

Empresa formada pela Boeing e Embraer é nominada como Boeing Brasil-Commercial
Boeing Brasil - Commercial é o nome escolhido para a joint venture da aviação comercial entre a fabricante brasileira Embraer e a norte-americana Boeing. A marca foi divulgada ontem, 23 de maio de 2019, cinco meses após o acordo entre as duas companhias. A previsão é que o negócio seja concluído até o final deste ano, com aprovações em órgãos regulatórios no Brasil e no exterior. As empresas formarão a joint venture Boeing Brasil - Commercial que absorverá toda a aviação comercial da Embraer, com 80% do controle acionário nas mãos dos americanos, por US$ 4,2 bilhões. A brasileira ficará com os 20% restantes. Responsável por cerca de metade do faturamento da Embraer e em baixa nos últimos anos, com queda na entrega de aeronaves, a aviação comercial foi avaliada em US$ 5,26 bilhões para a transação comercial com a Boeing. A sede da nova empresa se manterá na principal unidade da Embraer, a Faria Lima, em São José dos Campos (SP). A perspectiva das fabricantes é aumentar a produção de aeronaves. A Boeing descarta mudar os nomes do atual portfólio de aeronaves da Embraer, que batiza seus jatos comerciais como E-Jets (lançados em 1999) e os E-Jets E2 (segunda família, de 2013).

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Gripen NG F-39

Grupo se capacita para atuar na fabricação do caça supersônico Gripen
Um grupo de formandos do curso preparatório de montagem do Gripen, realizado nas instalações da Akaer, empresa de engenharia voltada para os mercados aeroespacial e de defesa, e parceira da Saab no programa Gripen, caminham para a próxima etapa de treinamentos práticos, na Suécia. Essa é mais uma fase do programa de transferência de tecnologia para o desenvolvimento do caça Gripen no Brasil. O curso tinha por objetivo acelerar o domínio da mecânica do trabalho e fazer com que os montadores se acostumassem às nomenclaturas, às documentações e à forma que se constrói todo o processo da fábrica. “Recebemos feedback da Suécia de que as outras turmas que estão em treinamento tiveram uma adaptação bastante fácil por conta dessa etapa que antecedeu o embarque. O processo foi bastante satisfatório”, comemora Laércio Pereira, gerente de RH da SAM. O time, que é o terceiro de profissionais da SAM, e o segundo de montadores aeronáuticos a seguirem para Linköping, na Suécia, será o primeiro a retornar após um ano de intensa imersão, para, efetivamente, dar início à produção das aeroestruturas na fábrica do Gripen em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo. No total, 34 funcionários, entre operadores, engenheiros e gerentes, cruzarão o oceano para participarem do processo de transferência de tecnologia.